Apelo ao cavalo

Carlos Chagas

No escândalo do mensalão de Brasília o dia seguinte sempre consegue ficar um pouquinho pior do que a véspera. As decisões continuam sendo tomadas pelo chefe da quadrilha, o governador José Roberto Arruda. Diante das manifestações de estudantes e sindicalistas pela cassação de seu mandato, primeiro organizou uma caravana de funcionários municipais e de gorilas contratados nos botequins para enfrentarem com slogans e empurrões os grupos adversos. Depois, como na quarta-feira, mobilizou a Polícia Militar, com cavalaria à frente, para espancar mais de dois mil e quinhentos jovens  em atitude de protesto. Foi uma cena digna daquele clássico dos anos trinta, a “Carga da Brigada Ligeira”.

Alguns  ingênuos supõem que mais alguns dias de agitação nas ruas terminarão  por levar os policiais militares a caírem em si e até das montarias, cruzando os braços e negando-se a agredir a população. A última vez que isso aconteceu foi em 1917, em Petrogrado. A tropa a serviço do governador é a mais bem paga de todos os estados, só deve obediência ao seu pagador e continuará investindo sobre a multidão.

Sendo assim, diante de tamanha e tão abominável comportamento, só nos resta apelar aos cavalos para que reajam em nome dos mais elementares princípios humanitários. Neguem-se, os eqüinos, a ceder à imposição das esporas, permanecendo imóveis quando soarem as determinações de avançar e atacar. Pode ser a solução, pelo jeito a única em condições de sensibilizar o presidente Lula a intervir no Distrito Federal, ou a Justiça a punir mais essa leva de ladravazes e  bandidos.

Mais histrionice

Pode parecer brincadeira, mas não é. O presidente Lula anunciou estar enviando ao Congresso mais um projeto de lei transformando em crimes hediondos os atos de corrupção explícita por parte de agentes públicos, contra o erário.   Pelo menos dezesseis projetos iguais ou parecidos encontram-se  nas gavetas da Câmara, sem previsão de votação. Até porque, pouco adiantará a lei determinar penas mais duras para quantos recebem comissões e propinas arrancados de contratos superfaturados de prestação de serviços públicos para irrigar bolsos, bolsas, meias e cuecas de governantes safados.

Quando  a nação espera atitudes veementes do governo federal, seu chefe dá de ombros, evita discutir a intervenção em Brasília e descarrega sua frivolidade nos ombros do Congresso. Mesmo que por milagre o projeto venha a ser aprovado rapidamente, resultará no quê? Na mesma impunidade das quadrilhas formadas cada vez com mais vigor à sombra das administrações municipais, estaduais e federal. O Judiciário carrega sua parcela de culpa, pela morosidade e até a inação, mas, na presente situação, é do Executivo que se devem cobrar providências.

Não demora muito e o palácio do Planalto encaminhará ao Legislativo proposta nos seguintes termos: “Todo brasileiro é obrigado a ser honesto. Revogam-se as disposições em contrário.”

Plebiscito e prorrogação

Mais uma nuvem negra adensa-se no horizonte. Em recente périplo pela Ucrânia, o presidente Lula manifestou-se favorável à convocação de um plebiscito e de uma constituinte exclusiva para  votar a reforma política.

Tem azeitona nessa empada, senão levada ao forno pela ingenuidade do primeiro-companheiro, ao menos por parte dos  malandros de sempre, autores da proposta. Porque não terá limites  uma constituinte exclusiva funcionando ano que vem, em pleno processo eleitoral, com poderes para mudar tudo o que bem entender. Não faltará um  energúmeno para propor a prorrogação de todos os mandatos por dois anos, até que as modificações institucionais se acomodem.

A divulgação dos altos índices de rejeição da candidata Dilma Rousseff começou a gerar armações variadas, todas objetivando a permanência do poder nas mãos de seus atuais detentores. Entre tantos absurdos, um deles acabará prevalecendo, quando menos se esperar.

A festa neoliberal

Ataca outra vez a equipe econômica,  anunciando a destinação de mais 80 bilhões de reais para o BNDES emprestar a investimentos ditos produtivos.  Além disso, haverá a renúncia fiscal de 3,2 bilhões da arrecadação para estimular a venda de computadores no varejo. Ganha a indústria de informática, até mais do que outras, mas a pergunta que se faz é quando o governo vai olhar para o cidadão comum, aquele que paga impostos cada vez mais altos. Porque renúncias fiscais vão beneficiar  os mesmos de sempre, assim como as operações do BNDES continuarão passando ao largo dos assalariados,  proibidos de declarar a própria falência e jamais socorridos pelos condutores da política econômica.

Mantega, Meirelles e companhia permanecem no comando de fato da nação, ao tempo em que o presidente da República viaja e colhe os louros da estratégia responsável por fazer a festa das elites.

Bravos à Ministra Carmem Lúcia

Já disse aqui: ela é a grande revelação do Supremo. E como pertence ao TSE, fulminou o Mandado de Segurança do governador (ainda?) de Brasília, que alegava que o DEM não podia expulsá-lo.  Ela disse que pode, atendeu à expectativa de toda a opinião pública do Brasil.

Ele queria “mais prazo para se defender”. Se defender de quê, Arruda? Das imagens reveladoras? Da corrupção envergonhadora? Da forma com recebeu dinheiro, constrangedora? Saiu do partido para não ser expulso, apenas adiou o inevitável fim de sua carreira política, para acertar contas com a Justiça.

Patrícia Amorim-Helio Ferraz

Eleita presidente do Flamengo, Patrícia começa a ter problemas. Márcio Braga quer que ela “engula” a compra de um terreno no Recreio, para “começar o novo Flamengo”. Ela não sabe de nada.

Problemas políticos

Mas não é só isso. Ontem, às 4:35, depois de 2 horas de reunião, ela e seu vice, Helio Ferraz, não se acertavam na chapa de presidente e vice do Conselho Deliberativo. Afirmação dela: “Helio Ferraz foi uma escolha política”. Ele é um malabarista, até o pai reconhecia isso.

Depois dele ser presidente, Patrícia, por que ACEITARIA ser vice? Só por excesso de malabarismo, não confundir com maquiavelismo. Ele vai criar problemas maiores do que os votos que somou para você, Patrícia. Acompanhe este blog, contarei tudo o que acontece e vai acontecer.

Se escolheram melhores jogadores, por que deixar de fora dirigentes?

O pior de todos, frustração completa, foi Belluzzo no Palmeiras. Nem deve ser chamado de frustração e sim de arruaceiro. Estaria mais correto de acordo com sua parlapatice contra o árbitro.

Espera um 2010 satisfatório. Se Meirelles deixar mesmo o BC, (por que não deixaria?) Belluzzo pode ir para seu lugar por 9 meses. 9 meses? É uma vida e não um mandato.

“Cinquentinha”, nada a ver com Edson Lobão

A minissérie da Globo, nada a ver com o Ministro de Minas e Energia. (“O apagão tem causas atmosféricas e está tudo encerrado”). Quando era governador, antes de ser ministro (que República), o filho era conhecido como “trintinha”.

Embora nada a ver, se a minissérie fosse sobre pai e filho, poderia passar de “trintinha” para “cinquentinha”. Por causa da inflação.

Belíssima exposição de Bianco, no belíssimo Museu de Brasília

Sucesso estrondoso, é a palavra. Ontem, quem é quem na capital, estava lá. O pintor ficou 3 horas e meia, (de relógio) em pé, não dava para sentar. Recebendo cumprimentos, abraços e a glorificação, a saudação e a satisfação.

Há muito tempo que Brasília não assistia uma exposição como essa. A capital merecia, não tem nada a ver com a corrupção militante e sim com a beleza que está em todos os lugares. E até a que vem de fora como a exposição de Bianco.

Celso Amorim: o chanceler “três patetas”

Sozinho ele vale por todos. A inacreditável recepção e hospedagem de um golpista como Zelaya, é obra dele. Unicamente dele. Agora, quando o governo eleito de Honduras, faz esforço para manter a paz no país, o ex-presidente decide contra o novo presidente e os que o elegeram.

Quando o país caminha para a pacificação, Zelaya se insurge, complica as coisas e tem o apoio de Celso Amorim. Perguntinha ingênua, inócua e inútil: o chanceler fala sem o conhecimento de Lula ou com autorização dele? As duas não são absurdas ou impossíveis.

O TSE, imitando o STF, se mete onde não deve

O DEM demora para expulsar Arruda. Continua indecentemente no cargo. O partido anunciou: “Sexta-feira (amanhã) decidiremos sobre o assunto”. O governador aproveitou e recorreu ao TSE para não ser expulso. O tribunal decidirá logo mais. Se reúne à noite, porque alguns ministros do STF fazem parte do TSE.

Mas o tribunal eleitoral não pode DECIDIR SOBRE HIPÓTESES E INTERFERIR EM DECISÕES DOS PARTIDOS. O TSE só poderia participar para CASSAR O GOVERNADOR. Para salvá-lo, exagero e exorbitância.

Obama, o “primeiro” presidente dos EUA, a receber o Nobel da Paz

Obama, o “primeiro” presidente dos EUA, a receber o Nobel da Paz

Existem dúvidas no mundo, a respeito do merecimento de Obama para a consagração. 11 meses depois da posse (A Globonews falou em 9 meses), vai a Oslo para nova revolução.

Disseram que “foi o terceiro presidente dos EUA a receber o prêmio”. Deviam estar querendo lembrar Theodore Roosevelt e Woodrow Wilson, duas premiações que não deviam constar da História. Theodore (tio do Roosevelt verdadeiro) foi o primeiro carrasco da América Central e América do Sul. É dele a identificação destas Américas, como “Banana Republic”.

E Wilson governou muito pouco, não merecia nada. Foi presidente durante a Primeira Guerra reeleito. Mas no segundo mandato, teve um derrame. Como o país estava em guerra, ficaram com medo de substituí-lo. Então, tudo era assinado pela mulher, que imitava a letra dele. E um grupo de secretários “governava”, com o consentimento da mulher. Por que o Prêmio Nobel da Paz, em plena guerra e fora do ar?

Portanto, para o meu gosto, merecimento e credibilidade, Obama ganhou com justiça. E nos 7 anos que faltam, vai mudar inteiramente o mundo, contrariando colossais interesses. Obama é o primeiro negro que vem diretamente da decisão (inicial e corajosa) da Corte Suprema dos EUA, em 1964.

Prêmio Nobel de Corrupção

Se existisse, quem no Brasil mereceria? Podem indicar 3 nomes, se tiverem dificuldades, relacionem até 5.

Restrição importante: não vale votar em Ricardo Teixeira, já foi “glorificado” pela CPI, na qual foi indicado ou indiciado em 7 CRIMES FINANCEIROS.

Zelaya no México, que vergonha

Depois de um tempo enorme hospedado sem convite na embaixada do Brasil, derrotado até pelos correligionários, que não admitiam sua volta, conversou com o presidente do México, vai para lá. Surgiram dificuldades, os aventureiros como ele sempre resolvem.

Duas observações importantes. 1- Por que não foi para a Venezuela de Chávez? Não é o seu mestre, Zelaya não faz tudo o que o seu mestre manda? 2- Há 80 anos, o México dava asilo a Trotsky, que não conseguia esse “passaporte” em nenhum país do mundo. A pressão de Stalin, o carniceiro, assustava a todos. Mudou muito o México.

Sérgio-Cabral-Adriana Rattes, deveriam ser demitidos na hora

Ela “acabou” com a Casa França-Brasil, sem falar nada com o governador. Este assinou sem ler e sem saber. 5 deputados da Alerj protestaram (começando com Luiz Paulo Corrêa da Rocha). Serginho Cabralzinho Filhinho acordou, anulou o ato da secretária.

Ela não pode continuar, a irresponsabilidade dele mais uma vez comprovada. E a oposição consciente de que pode obter vitórias como essa, se opondo. Em tempo: nenhum órgão (a não ser o oficial) noticiou qualquer coisa. (A não ser este blog, que acompanhou tudo).

Lula: “Corrupção tem que ser crime hediondo”

Os 40 do mensalão do seu próprio partido estão assustados com o projeto e a fala do presidente, “aumentando as penas para os crimes de desperdício do dinheiro público”.

Coragem ou audácia do presidente?

Mas agora não é só o PT que treme e se apavora. Na trilha vieram o PSDB, (segundo o Supremo a corrupção nesse partido começou antes) e o DEM que não sabe o que fazer com Arruda. Será difícil salvá-lo. Mas o DEM, não quer só isso. Pretende livrar “a cara” de Paulo Otávio, vice que o DEM quer que assuma o cargo. Que República.

Desculpem,
faltou o PMDB

Ia esquecendo, o maior partido do país, tem mais acusados do que os outros dois. Não é por acaso que vive de um slogan ou conceito genial: “Disque Quércia para a corrupção”. “Achado” de linguagem criado por um correligionário que pode até ser presidenciável. Não, esse o PMDB não aceita.

A Organização Globo contra o Nobel a Obama

Dentro de poucos minutos estará recebendo a grande homenagem em nome da paz. Mesmo com o silêncio do Jornal Nacional e do jornalão. Ontem, quarta, o carro-chefe da “casa” não deu uma linha sobre o fato. Hoje na Primeira nada vezes nada. O presidente dos EUA deve estar aborrecido e tem todo o direito de reclamar: “De que adianta ganhar o Nobel da Paz, sem que a Organização Globo registre o fato?”. É realmente uma frustração.

A desincompatibilização, que pode servir à opção da prorrogação. Podem não gostar, mas de boa vontade aceitarão

Há mais de 1 ano se dizia sem constrangimento: “Nenhum partido tem candidato à sucessão de 2010”. Depois, interpretavam: “O PSDB é que tem dois, mas chegarão a um acordo, muito antes do PT e do PMDB”. Erraram profundamente.

Sobre o PT, no Poder, garantiam: “Lula não tem candidato e as possibilidades de ser candidato ele mesmo, completamente nulas e nem podem ser analisadas”. Erraram profundamente.

Sobre o maior partido do país, o PMDB, faziam a observação: “O PMDB não tem vocação de governo, vai para onde o presidente Lula apontar. E no momento o máximo que pode sobrar para eles será uma vice para Michel Temer”. Erraram profundamente.

Por que tanto desacerto em relação aos 3 únicos partidos que têm importância no Brasil? (O DEM, que era apenas “parceiro”, e sem nenhuma prioridade ou credibilidade, mergulhou de vez no ostracismo por causa do seu governador único, Roberto Arruda. Seria respeitado se expulsasse o governador, mas ficar sem nenhum?).

Não há nada desvendado. E triplamente equivocado, pelo fato das verificações terem levado em consideração apenas a ambição pessoal. Verifiquemos sumariamente pela ordem em que coloquei os desacertos.

PSDB – Nunca teve dois candidatos, apenas dois personagens que apregoavam a própria supremacia. A ambição era e é a mesma. A prioridade do projeto pessoal, antes do coletivo, dando mais ênfase ao interesse da carreira do que as necessidades da comunidade, igualam Serra e Aécio.

A diferença entre eles está na importância e na obrigação da desincompatibilização. (Esta será a data chave para tudo e para todos). Aécio terá que sair, haja o que houver, já foi reeeleito. Presidente, vice ou senador, tem que ser fora do governo. Aí não cabe dúvida, interpretação, caminho próprio ou exclusivo.

Para Serra, a desincompatibilização não é definitiva e obrigatória. Tem opção, que não é propriamente o ostracismo. Governar mais 4 anos o estado de São Paulo com todo o seu Poder, não é para chorar ou lamentar. Por causa disso, Serra diz que não se definirá agora. Como o fato não é desconhecido, Aécio EXIGE a definição, imediata.

Só que, como todo carreirista nato e intransferível, o governador de São Paulo não é um gênio, mas também não é nenhum FHC. Sabe o que pretendem dele, mas não agirá sob pressão a não ser a das pesquisas, autênticas, ou não.

PT – Constrangido, dividido, submetido a Lula, não tem luz própria (nesta era do apagão diário, quem tem?) nem irradia calor. (Copenhague). Só pode aquilo que o presidente quer, e este com eu já disse, joga xadrez consigo mesmo, para isso não precisa de correligionários ou adversários.

Já teve três opções, ficou reduzido a uma: a que engloba os Três Poderes. Como a Constituição diz que “os Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes entre si”, se favorecer os três, Lula não estará violentando a Constituição.

PMDB – O maior partido do país, deveria ser, logicamente o de mais e melhores possibilidades presidenciais. Mas se o PSDB se divide importunamente com apenas dois candidatos, o PMDB se fratura gravemente pelo fato de ter um elenco muito  mais numeroso.  E se no partido que esteve no Poder de 1994 a 2002 só existem “duas vítimas”, quantas podem ser encontradas no PMDB? Uma legião.

Se o tão falado “rosto na multidão” pudesse ser invocado, indicado e identificado, teria que estar no PMDB. Só que o PMDB nunca pretende o Poder pessoalmente, sim aquilo que o Poder proporciona. Então, o maior partido como sigla e o mais partido como divisão, não participa da conquista do Planalto-Alvorada. Quer apenas ser o melhor beneficiado na distribuição dos despojos.

Não temos a menor dúvida, que havendo um leilão interno com a garantia, “qualquer que seja aquele que fizer o lance vencedor, leva o Poder leiloado apoiado por todos”, surgiriam 50 candidatos.

Como isso é possibilidade e irrealidade pura, a constatação da contradição: o PMDB não se interessa pela sucessão, quer a parte maior não só dos 37 ministérios, mas também dos milhares de cargos classe A, B e C.

Por isso considero, e com fortíssimas razões, que nada está resolvido. O habitante do Planalto-Alvorada, não quer desabilitá-lo. Também não acredita em ninguém para ocupá-lo. Nem que seja para alugá-lo simplesmente por um período, mesmo que seja fixado em 4 anos.

Esse é o quadro. Até 1930, “o ocupante do Catete”, escolhia, sozinho, seu sucessor. Fez-se uma “revolução”, para acabar com isso. Implantou-se então a primeira ditadura (e mais tarde a segunda) quando ninguém escolhia, quem estava no Poder, FICAVA, uma palavra, hoje, utilizada só pelos jovens, e com outra identificação.

* * *

PS – Pela esterilização da convivência das duas ditaduras, até mesmo com o tempo passado, as ambições se multiplicaram. E não existem soluções democráticas à vista. Pelo menos até 31 de março. Muitos aqui mesmo, utilizando este blog, dizem que “estou apanhando muito sol na cabeça”.

PS2 – Não me importo. Há 6 mil anos, o maior médico que obrigou até ao juramento com seu nome, Hipócrates, deixou escrita a única receita imortal até hoje: “Mantenha sempre os pés quentes e a cabeça fria”. É o que estou fazendo pelos próximos 4 meses.

A república da corrupção institucionalizada

Carlos Chagas

Certas coisas, só no Brasil. Quarta-feira foi comemorado o Dia Nacional Contra a Corrupção, com direito à presença e a discurso do presidente Lula. Mais importante do que saber que o governo federal cruza os braços diante da avalancha de lambanças praticadas por mil agentes do poder público, é perguntar o porquê dessa omissão.

Com todo o respeito, a resposta  surge simples: porque o medo é de desmoronar todo o arcabouço institucional do país. A corrupção vai dos governos estaduais, como o de Brasília, ao Congresso, premido pelo  mensalão de punições inconclusas, e até à imensa maioria das empresas privadas. Tornou-se municipal, também, com o envolvimento da maior parte dos prefeitos. Toda prestação de serviço público envolve comissões e propinas que passaram a ser oferecidas, em vez de exigidas.

Não haverá que  esquecer montes de igrejas evangélicas surripiando incautos, nem clubes de futebol escamoteando receitas, quanto mais   associações corporativas explorando seus integrantes. Para cada lado que se olhe saltam a impunidade e a desfaçatez dela decorrente.

Para o cidadão comum que paga seus impostos torna-se cada vez mais tentador ingressar nessa procissão de horror, dentro da máxima utilizada por Stanislaw Ponte Preta, décadas atrás: ou se restaure a moralidade no país ou locupletemo-nos todos.

Alguém precisa dar o exemplo da contramarcha. Fracassaram os símbolos do passado, da vassoura de Jânio Quadros à espada do marechal Lott, das caçadas a marajás, de Fernando Collor,  à estrela dos companheiros. O exemplo vem de cima e chega às camadas mais humildes da população: um veículo levado à oficina é  reparado num detalhe mas engatilhado no outro, para o proprietário voltar. Um pintor de parede mistura tinta com água para repetir o serviço bem antes da garantia. Produtos variados com embalagem de um quilo pesam novecentas gramas.

Parece tolice imaginar que um dia tudo vai explodir e que o povo fará justiça pelas próprias mãos. Ao contrário, nos teremos transformado na República da Corrupção Institucionalizada.

Acendeu a luz amarela

Apesar das obras que se arrastam no palácio do Planalto, não foi retirado o semáforo postado na avenida bem defronte. E a luz amarela acendeu. Na recente pesquisa do Ibope-CNI,  Dilma Rousseff manteve-se no patamar de 17% de preferências populares, mas cresceu em rejeição: 41% dos consultados não votariam na candidata.

Fazer o quê, para o presidente Lula? Claro que continuar batalhando, na esperança de que sua altíssima popularidade, de 83%, possa reverter os números desfavoráveis à chefe da Casa Civil. O problema é a existência de  prazos.  Se chegarmos a março sem que Dilma decole e encoste nos percentuais de José Serra, começarão as defecções e as reclamações. Estas, por parte  do PT, que lembrará ao presidente Lula não ter havido participação dos companheiros na escolha. Aquelas, porque o PMDB, por exemplo, é o mais pragmático dos partidos. Já esteve com José Serra, em 2002, tendo até indicado Rita Camata como candidata á vice-presidência. Por isso e outras razões, o atual companheiro de chapa de Dilma não foi sacramentado. Talvez nem seja, menos pelas dificuldades surgidas dianta de Michel Temer, mais porque o PMDB não entra em bola dividida. Ciro Gomes, meio na encolha, poderá ganhar oxigênio, abrindo-se uma outra hipótese, por enquanto remota: de o presidente Lula apoiar a candidatura de Roberto Requião, apesar dos prováveis naturais protestos do PT.  Em suma, para quem for dirigir, é bom prestar atenção no semáforo…

A culpa de todos

O dilúvio que assola São Paulo está levando alguns açodados a jogar toda a culpa no prefeito Gilberto Kassab e, de tabela, no governador José Serra. Seria bom um pouco de bom senso. Os dois tem sua parcela de responsabilidade, mas há quanto tempo os governantes tem descuidado de adotar medidas drásticas, desde o assoreamento permanente dos rios que cortam a capital até uma política ordenada  de desenvolvimento urbano?

De Ademar de Barros a Abreu Sodré, Laudo Natel, Paulo Egidio, Paulo Maluf, Franco Montoro, Orestes Quércia, Fleury Filho, Mário Covas, Geraldo Alckmin – todos podem ser citados como tendo feito no máximo o trivial, no governo do estado. Dos prefeitos, nem se fala.

O resultado aí está: uma cidade afogada e sem perspectivas. Sem esquecer do egoísmo das  classes produtoras, que do alto da Avenida Paulista encontram-se prisioneiras de sua própria ambição.

Agricultura versus ambientalismo

No Paraná, responsável pela produção de quase 30% de grãos que o país exporta, a maior preocupação é conciliar a agricultura com o ambientalismo. O governador Roberto Requião, agora, e o vice-governador Orlando Pessuti, a partir de abril, pisam em ovos depois que Carlos Minc assumiu o ministério do Meio Ambiente. Porque ao contrário da ex-ministra Marina Silva, ele agride os produtores paranaenses com críticas e exigências descabidas, obrigando o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a reagir com vigor. Transformar o Paraná num imenso jardim botânico poderá atender às concepções de Minc, mas trará inequívoco prejuízo à produção agrícola. O presidente Lula está sendo continuadamente alertado, mas prefere aguardar o prazo de desincombatibilização de seu polêmico ministro, candidato declarado a deputado federal ano que vem.

Honduras – venceu a democracia

Gen. Ex. Luiz Gonzaga S. Lessa

Apesar de próximo, a crise hondurenha resiste em chegar ao seu final.

Muito  já se falou e escreveu sobre ela, mas  paixões esquerdistas bolivarianas têm impedido uma análise isenta dos fatos ocorridos, teimando em classificar como golpe a deposição de Zelaya , quando está comprovado que  foi este senhor que detonou a crise que se arrasta por mais de quatro meses, quando intentou violar a constituição do seu país em busca da uma reeleição com ela incompatível.

A reação dos poderes legislativo e judiciário  foi imediata e  uníssona em condenar a atitude do presidente golpista, culminando na sua prisão e expulsão do país. Se houve golpe este  não foi das forças armadas, que só  se limitaram a cumprir as ordens que lhe foram dadas pela Suprema Corte do país. De fato, o  artífice do infausto  acontecimento foi o Sr. Zelaya, que  seguiu as  orientações chavistas para transformar Honduras em mais uma republiqueta bolivariana sob a sua órbita de influência.

Todos sabemos e acompanhamos os acontecimentos que se seguiram em que restou, como fato evidente e de excepcional importância, a resistência do povo hondurenho em não se sujeitar às espúrias pressões internacionais e ao isolamento diplomático do país. Honduras, em todas as sofridas negociações que enfrentou, deixou sempre muito claro o que queria: continuar a viver num regime de liberdades democráticas, o que lhe seria tolhido se Zelaya tivesse sido o vencedor.

A resposta do povo hondurenho nas urnas não poderia ser mais definitiva, elegendo o Sr Porfírio “Pepe” Lobo com uma esmagadora maioria, em pleito que contou com o comparecimento recorde de 61% dos eleitores, apesar de toda a campanha comandada por Zelaya, do interior da embaixada brasileira, para que o povo não comparecesse às eleições. Note-se, o voto não é obrigatório no país.

Mais de 300 observadores estrangeiros independentes asseguraram a lisura do pleito e confirmaram a vontade explicita do povo hondurenho. Ademais, a retumbante manifestação do Congresso – 111 votos contra apenas 14-  pelo não retorno de Zelaya ao poder foi acachapante. E não poderia ser de outra maneira depois das recentes declarações do lugar tenente de Zelaya, Carlos Reina,  que deixou a embaixada brasileira onde estava abrigado para  impor descabidas exigências que culminariam com a anulação das eleições, a prorrogação do mandato, a prisão dos supostos golpistas etc., em franca violação aos acordos firmados para o estabelecimento de um governo de coalizão.

Pouco a pouco, a comunidade internacional irá reconhecer como legítimo o governo de Porfírio Lobo, recém eleito, tendência que já se observa em vários países como Espanha, Colômbia, Peru, Costa Rica,  comunidade européia e muito possivelmente os EUA.

A crise hondurenha pos à mostra toda a fragilidade da Organização dos Estados Americanos (OEA) em resolver  problemas continentais. Seguidas vezes foi ultrapassada.  A sua parcialidade e o seu envolvimento ideológico impediram-na de compreender e julgar de forma isenta e imparcial o que estava ocorrendo em Honduras. A  situação só se encaminhou para uma solução depois que os EUA, efetivamente, passaram a  comandar as negociações.

E o Brasil como fica nesse imbróglio a que foi levado pelas artimanhas de Hugo Chávez, permitindo que um caudilho golpista se instalasse na sua embaixada em Tegucigalpa, não como um asilado, e, sim, na esdrúxula situação de convidado, transformando-a no seu efetivo gabinete de trabalho e no foco da agitação interna do país?

O Brasil fica mal, muito mal e, agora, procura uma saída honrosa para a crise em que se envolveu, em área alheia ao seu interesse imediato e fora da sua esfera geopolítica de influência, tudo na busca de um perigoso protagonismo que deseja exercer na política internacional e para o qual ainda  não se encontra devidamente preparado.

Nossa diplomacia, inexplicavelmente a reboque de Chávez,  meteu os pés pelas mãos e se mantém irredutível na indefensável posição de não reconhecer as eleições  de 29 de novembro p.p. e, assim, ignorar a explícita vontade do povo hondurenho. Pretende, à sua revelia, impor-lhe uma solução, em franca violação ao princípio da não interferência em assuntos internos dos países amigos, até então um dos pilares do Itamaraty.

A radical posição de Lula só encontra justificativa na sua veia ideológica e na derrota sofrida. Não é fator de contenção de eventuais golpes na América Latina, que sempre poderão ocorrer quando políticos ambiciosos e irresponsáveis, desconsiderando as condições objetivas nacionais, tentarem violar a constituição do país.

Não causa surpresa tamanha idiossincrasia. Dividida entre o fraco e incompetente ministro Amorim e o falacioso e folclórico  assessor palaciano Garcia, que, vesgo e tendencioso em assuntos internacionais, só leva o Presidente Lula  a proclamar besteiras e estultices, nossa diplomacia, até há pouco considerada como competente e responsável, vem colecionando sucessivos reveses que muito a comprometem.

Da crise hondurenha emanam como grandes perdedores:

– a OEA, que se mostrou incapaz de gerenciar uma crise continental e que, por isso mesmo, tem a sua validade mais uma vez contestada, pouco importando o que ainda venha a deliberar;

– o venezuelano  Hugo Chávez, que se viu frustrado por  não atrair para a sua órbita bolivariana  mais um país centro-americano, que, somado à Nicarágua, exerceria uma forte influência na América Central;

– Finalmente, perdeu, e muito, o Brasil, pelas posições ambíguas que tomou e vem mantendo em que deixa prevalecer a componente ideológica sobre os legítimos interesses do país. Sem necessidade, abrimos um contencioso  com os EUA  pelas declarações do assessor palaciano Garcia  que se disse decepcionado com o presidente Obama e com a sua política exterior, o que mais tarde foi forçado a desmentir. Vimos o Presidente  Lula ser  contestado na sua idílica  postura de defensor do bem contra o mal por um estadista da envergadura de Oscar Arias,  quando lhe atribuiu e ao Brasil o rótulo de “dupla moral”, ao condenar as eleições de Honduras e defender as corruptas eleições iranianas, que levaram às ruas milhares de manifestantes inconformados com as manipulações ocorridas, muitos dos quais, presos, estão sendo julgados e  condenados à morte. Ou mesmo com as comprometidas eleições na Nicarágua, que tiveram o pleno apoio brasileiro, ignorando as irregularidades perpetradas. Por mais que o governo diga o contrário, o  Brasil e a sua diplomacia, em Honduras, sofreram o seu  mais sério revés dos últimos anos.

A união do continente latino-americano, da mais alta prioridade para a diplomacia brasileira, está sendo contestada e, como consequência, a nossa liderança é  posta em xeque e, com ela, a que o Presidente Lula julga possuir. Muito caro é  o preço que o futuro irá cobrar do país  pela sua inconseqüente atuação.

O grande vencedor é o bravo povo hondurenho, que sabendo o que queria  não se deixou intimidar pelas espúrias pressões internacionais que, sem êxito,  tentaram  por ele decidir. Fez  prevalecer a democracia e com ela a sua liberdade de livre escolha.

Luiz Paulo Corrêa da Rocha: “Sérgio Cabral tem a habilidade política de um paquiderme, acabar com a Casa França-Brasil”. Voltou atrás

Discurso do deputado  Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) na Alerj no dia 8, terça-feira, ontem.

“O Governador Sérgio Cabral, na sua perspectiva de desmontar a cultura de nosso Estado, fez publicar no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, na última sexta-feira, Sr. Presidente Caetano Amado, um decreto que extingue a Casa França-Brasil, justo no ano em que se comemora essa relação tão ancestral da França com o Brasil, quando dezenas de eventos comemorativos do Ano França-Brasil foram executados.

E o Governador, por orientação de sua Secretária da “descultura”, edita um decreto acabando com a Casa França-Brasil, para criar lá uma ONG que vai gerir a Casa França-Brasil, em cima daquela lei, em que muitos parlamentares desta Casa – que votam muitas vezes sem estarem atentos ao que estão votando – deram autorização para S.Exa. extinguir fundações por decreto.

Eu não fiz isso, e tenho segurança de que V.Exa., Presidente Caetano Amado, também não, até porque ninguém pode autorizar aquilo que é indelegável. Fundação só pode ser extinta por lei, porque tudo o que por lei foi criado, só por lei pode ser extinto; é um preceito constitucional.

Este artigo da lei é inconstitucional. E eu, junto com uma série de outros parlamentares – lembro-me, os Deputados João Pedro, Alessandro Molon, Paulo Ramos, Cidinha Campos, acho até, não estou certo, que V.Exa. assinou – temos uma ação de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça, exatamente contra esse artigo. Está para decisão do Desembargador Mannhelmer, que já abriu prazo de cinco dias para as partes falarem e as partes não falaram, voltou a ele para que decida se vai nos dar a liminar. Se conceder, esse decreto fica sustado sob o ponto de vista prático. Mas temos que aguardar; a parte que nos competia já fizemos.

Veja, Sr. Presidente, que é inabilidade extinguir a Casa França-Brasil no ano de comemoração do Ano da França no Brasil! E comemorado com intensidade no nosso País, em especial, no Estado do Rio de Janeiro. Isso tem a mesma habilidade política, que chamo habilidade política de um paquiderme, de querer, no ano do Centenário do Theatro Municipal, acabar com a Fundação Theatro Municipal, onde eles tiveram – eles, digo, o Governo – que voltar atrás.

Sempre digo aqui: com alguns secretários que o Governador Sérgio Cabral tem, ele não precisa de adversário, porque os adversários maiores que ele tem são alguns de seus Secretários. “

Comentário de Helio Fernandes
Essa é a força e a importância da oposição. O deputado Luiz Paulo fez o discurso ontem, terça-feira. Hoje, quarta, Sérgio Cabral publicou decreto anulando o outro que acabava com a Casa França-Brasil.

A extinção, assinada pelo governador foi sem ler? Ficou faltando a demissão da Secretária de Cultura, (leia-se INCULTURA) por dois motivos. 1- Ter praticado um ato tão importante, e ao mesmo tempo tão irresponsável, sem comunicar ao governador.

2- O próprio ato e o fato de ter tomado essa decisão de acabar com um órgão que não custa nada ao governo, que desde a fundação até hoje, não fez outra coisa a não ser homenagear o Brasil e juntar o país com a França, onde estão muitas de nossas raízes culturais.

PESAMES ao governador que assina sem ler um decreto como esse. LAMENTO pela secretária, que já deveria ter sido demitida há muito tempo, pelas confusões e irresponsabilidades. (Como queria fazer com o Teatro Municipal, quer dizer, fez e voltou atrás, como agora).

PARABÉNS ao deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, que usou o poder e o instrumento que o povo lhe deu, a representatividade e a tribuna para fazer oposição e destruir atos como esse.

Dia Mundial da Corrupção

Um exagero esse de localizar toda a corrupção num dia só. No Brasil é o ano todo. O governador Arruda (com muitos parceiros) está tentando entrar com Mandato de Segurança. Motivo: quer um dia só para ele. Com a Corrupção festejada por todos, se julga discriminado.

Recordações

Há 42 dias, Arruda foi recebido pela cúpula do próprio partido, e afirmou: “Quero ser candidato do DEM. A experiência da oposição foi ótima, mas cansei”. Agora, em pânico só de ter que enfrentar a mesma cúpula, do mesmo partido. E apareceu de corpo inteiro, surpresa geral.

Recordações II

“Não tenho nada a dizer ou ouvir do mafioso Uribe. (Presidente da Colômbia). Ele é um traidor, não tem princípios morais, éticos ou políticos”. Quem poderia dizer isso a não ser Chávez? E que princípios Uribe traiu, a não ser o continuísmo, que Chávez quer para toda a vida?

Recordações III

Desde o primeiro dia chamei Zelaya de golpista. Tentou REFERENDO (que a Constituição de Honduras proíbe sob pena de prisão) para se reeeleger, “flagrado”, fugiu de pijama. Apoiado por Chávez e Lula, perdeu a eleição, queria voltar interinamente (para outro golpe) teve apenas 11 votos.

Tem que sair da embaixada

O Brasil não poderia dar abrigo ao golpista. Vergonhoso, escandaloso, perigoso. Agora só resta a Lula expulsar Zelaya da embaixada. Deixar que ele fique lá, é uma violência a toda a história diplomática do Brasil. Zelaya não é um perseguido e sim um fugitivo.

Pedro Bial-Marcos Vilaça

O que tanto conversavam, deixando até de lado a excelente comida do Quadrifoglio? O jornalista estaria querendo a Academia? Ou o acadêmico, caindo na expulsória no TCU, preencheria o tempo e utilizaria o talento na Globo? Pelo menos saíram satisfeitíssimos.

Aumento de juros pelo BC

Não fazem nem mistério: em março de 2010, os juros seriam aumentados. Não satisfeitos com o fato de aqui na Filial, esses juros serem 34 vezes mais altos do que na Matriz, pretendem a superação.

Aqui, medo da inflação,
lado, a inflação não assusta

Essa contradição é uma referência incompreensível. Lá, juros a meio por cento ao ano, aqui 8,75% e querem mais. Alguma coisa tem que estar errada, na Matriz ou na Filial.