Os candidatos invisíveis, intocáveis, não identificáveis, por enquanto irreparáveis, e em muitos casos, insubstituíveis e até indesejáveis para 2010

Depois de duas ditaduras, uma de 15 anos, outra de 21, tivemos entre elas os quase 18 anos, (de 1946 a 1964, números indecifráveis, invertidos, surpreendentemente com alguns personagens se repetindo) o que se chamou indevidamente de redemocratização.

Terminada a segunda ditadura, começou a fase dos vices que assumiram (Sarney e Itamar), entrecortados por um presidente que não terminou (Collor), o que tumultuou indelevelmente todo o processo sucessório.

Logo, logo surgiu a fase dos que se consideravam mais importantes do que a própria Constituição, não ligavam nem para cláusulas pétreas (FHC), e tentavam permanecer no Poder para favorecer os mais execráveis grupos multinacionais ou globalizados.

Foi o período aparentemente curto do retrocesso de 80 anos em 8. Curto só na aparência mas atingindo irreparavelmente o povo e o país.

FHC já reduzira o mandato presidencial de 5 para 4 anos, tentando encurtar o tempo de Lula no Planalto-Alvorada, pois em 1994 ele parecia invencível. Mas quem ganhou para infelicidade geral foi o indesejado FHC, que voltou a modificar o mandato.

De 5 para 4, de 4 para 8, queria 12, não obteve. Mesmo na companhia indesejável de Menen e Fujimori, que também tinham o sonho, a determinação ou a ambição de ficarem para sempre.

Implantada essa reeeleição sem povo e sem ratificação popular, o mandato ficou maculado. Apesar de não conseguir os 12 anos, FHC acionou os 8 anos que serviram a ele, por que não servir a outros? Esperava que os beneficiados fossem amigos, apadrinhados e apaniguados.

Por causa da maldição de FHC, surgiu a reeeleição dupla ou até tripla. Agora, faltando 1 ano para terminar o mandato de Lula, discutem 2010, 2012 e até 2014, sempre com os mesmos personagens cogitados e comandando. Para felicidade geral, apenas FHC está fora do processo, ninguém aguentaria.

Mas o que acontecerá? Impossível prever. Antes de 1930, os presidentes escolhiam seus sucessores. Depois de 30, não escolhiam, ficavam. Agora se concretizou a idéia de que quem está no Poder, pode não só indicar, escolher, nomear, eternizar, como também decidir por si mesmo.  E esse alguém se chama Luiz Inácio Lula da Silva, que como em 1932 na Revolução de São Paulo, lembra muito a “Batalha de Itararé, a que não houve”.

Sem qualquer dúvida, Lula dirige o espetáculo. Monta e desmonta palanques, junta, divide, torna a reunir, sejam adversários ou correligionários. Pode até nem conseguir, mas todos se preocupam com ele.

* * *

PS- Gostem ou não gostem, continuará como hóspede do Planalto, que até mandou reformar, estava muito velho, o palácio e não ele.

PS2- De qualquer maneira, haja o que houver, só Lula conquistou o direito de identificar os que ficarão como indesejáveis, intocáveis e até insubstituíveis. Não demora.

Mais de 70% dos brasileiros ganham até 3 mínimos

Pedro do Coutto

O jornalista Clovis Rossi, Folha de São Paulo de 19 de setembro, colocou com exatidão adequada o tema que tanto envolve a concentração quanto a distribuição o de renda no Brasil. Este segundo aspecto enfatizado pelo IBGE e pela Fundação Getúlio Vargas com base na PNAD 2008 que acaba de ser concluída. Rossi sustenta, com objetividade, que a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios restringiu-se à renda proporcionada pelo trabalho, não a confrontando com a produzida pelo capital. O que seria indispensável, já que o próprio IBGE revela que a participação da massa salarial no PIB é de 39%. A do capital, portanto, 61%.O PIB brasileiro situa-se em torno de 2,4 trilhões de reais.Difícil assim avaliar-se a redução das desigualdades sociais levando em consideração apenas a fração minoritária do PIB.

Mas é difícil avaliar-se não só por isso. Se examinarmos atentamente a divisão populacional de acordo comas escalas salariais, vamos constatar, segundo o próprio IBGE, a seguinte realidade: até um salário mínimo 29,1%.De 1 a 2 mínijos 31%. De 2 a 3 pisos 11,6. Dessa forma, 71,1% dos que trabalham ganham até 3 mínimos. Uma faixa social enorme para tão pouca renda. Se incluirmos o segmento dos que recebem mensalmente entre 3 a 5 níveis básicos ( o piso é de 465 reais), chegamos à conclusão que 80,6% da força de trabalho brasileira ganha até 2325 reais. A renda média domiciliar foi calculada em 1041 reais. Ligeiro avanço em relação a 2007, pois nesse ano foi de 1024 reais. Mas cabe a pergunta: como entrou no cálculo comparativo a inflação de 4,5% ao longo dos doze meses em confronto?

Há outra indagação importante: por que o período cotejado é o de setembro de 2007 a setembro de 2008? Distorce o quadro atual. Simplesmente porque não inclui os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira, pois a exploração, com desemprego, se deu em outubro do ano passado. Por que não comparar todo o exercício de 2007 com o de 2008? Assim, a fotografia da realidade de hoje fica para ser revelada em setembro de 2010. Em matéria de números e datas todo cuidado é pouco. A lógica é insubstituível. Existe também a questão demográfica. Pois de um ano para outro nossa população cresce 1,2%%. Nascem 2 milhões de pessoas em doze meses. Este índice deve ser acompanhado pelo mercado de emprego, na proporção de 1 para 2, já que  a força de trabalho do país é de 95 milhões, metade da população global. O país precisa de um milhão de empregos novos a cada ano. O panorama é este.

Certamente explicações e interpretações adicionais vão ser oferecidas à opinião pública através da imprensa, canal insuperável de comunicação. Mas uma coisa é certa: como destacar a queda das desigualdades sociais se 71,7% ganham de 1 a 3 mínimos? Não é fácil Além do mais, 29,1% ganham somente o mínimo legal. O governo Lula tem, na verdade, reajustado o mínimo acima da inflação oficial. Mas o processo de redistribuição de renda tem que ser global. Caso contrário, aumenta a faixa dos que recebem o piso, porém diminuem logicamente as demais. Está havendo uma transferência de renda, isso sim, do trabalho para o trabalho. Não –como deveria ser- do capital para o trabalho pela via da produtividade. Não se pode colocar em prática um processo de nivelamento por baixo. É um erro. Inclusive desestimula os mais capazes. Para concluir, 9,4% dos brasileiros não tem renda alguma. Que dizer?

Um teste necessário

Carlos Chagas

Começou ontem um teste fundamental  para a candidatura Dilma Rousseff, com o início da longa viagem do presidente Lula ao exterior e a divulgação da queda nos  percentuais de aprovação da ministra,  nas pesquisas eleitorais. Nos próximos quinze dias, apesar de um pouso de dois dias   do Lula no Brasil,  para reabastecimento político, a candidata precisará demonstrar condições para voar sozinha. Traduzindo: aparecer, criar fatos e manter-se na mídia será problema exclusivo dela.

A presidência da República está, há dois dias, formalmente entregue ao heróico José Alencar, mas o funcionamento da máquina administrativa fica com dona Dilma. Mesmo sem a previsão de acontecimentos inusitados que exijam sua participação, caberá a ela retirar dividendos da rotina. Não poderá  permanecer à sombra. Esperam-se viagens para fiscalização das obras do PAC, assim como participação no diálogo do governo com o Congresso. Sem ser presidente da República, a candidata deverá comportar-se como tal. Prestando, por certo,  as devidas homenagens ao vice-presidente em exercício, mas exercendo diante do ministério um comando  ainda mais ostensivo do que aquele que já exerce.

A oportunidade é ímpar, ainda que perigosa. Dilma estará sob os holofotes dos meios de comunicação, desde sua caminhada matinal na Península dos Ministros, em Brasília, ao contato com o público e com certas raposas da política. Dando certo, poderá recuperar e ampliar os índices de preferência popular. Mergulhando, sofrerá os efeitos de um impacto fatal. Há quem suponha mais do que coincidência nesse afastamento do Lula: um teste necessário.

Alta exposição

Do discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas a encontros agendados com chefes de estado e de governo a entrevistas variadas à imprensa internacional, em Nova York;  da reunião com presidentes e primeiros-ministros do G-20, em Pittsburg; do encontro com dirigentes da América Latina e da África,  em Caracas; da presença na decisão sobre  onde acontecerão os Jogos Olímpicos de 2016, em Copenhague  até a visita oficial à Bélgica, em Bruxelas – a quantos banquetes, ágapes, coquetéis,  cafés-da-manhã, almoços e jantares comparecerá o  presidente Lula, da última  segunda-feira até o dia 5 de outubro?  Mesmo com a oportunidade de um regime salutar no dia 28 e parte do dia  29, quando estará em  Brasília, o Lula condena-se a adquirir mais um quilinhos. É o preço da alta exposição política  a que se submeterá nos Estados Unidos, Venezuela, Dinamarca e Bélgica.

Vem de tempos imemoriais esse protocolo a  que presidentes e chefes de governo, assim como reis, rainhas, imperadores e ditadores submetem seus estômagos em nome da boa vizinhança. Se a lógica e o bom-senso valessem, mudanças aconteceriam nesse começo do Século XXI.  Até em nome do combate à  fome no  mundo, por que não suprimir  tanta  provocação à gula generalizada?  Viagens de trabalho, como são todas, poderiam muito bem acontecer sem essas gastanças e lambanças, sobrando mais tempo para o trato de questões de importância vital para as nações e seus líderes.  Parece coisa boba, supérflua, mas não é.

Memorial dos vencidos

Do Palácio do Planalto às sedes dos governos estaduais e  até as prefeituras,  são centenas as galerias com fotos de  antigos presidentes, governadores e prefeitos.  Uma exaltação necessária, homenagem prestada aos vitoriosos para suas imagens  ficarem  inscritas na  História.

Tudo bem, só que a moeda tem duas faces. Por que os governos federal, estaduais e municipais não dedicam um  pedacinho de parede,  sequer,  para homenagear os  derrotados? Seria, no mínimo, uma contribuição  à memória nacional.

Ficando apenas na presidência da República, e tomando-se como marco a democratização de  1945, por que não inaugurar uma galeria capaz de fazer  justiça, entre outros, ao brigadeiro Eduardo Gomes,  Yeddo Fiuzza,  Cristiano Machado,  Juarez Távora, Ademar de Barros, Plínio Salgado, Henrique Teixeira Lott, Ulysses Guimarães, Mário Covas, Aureliano Chaves, Paulo Maluf, Roberto Freire, Afonso Camargo Netto, Leonel Brizola, o próprio Lula em três tempos, José Serra, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e tantos mais?

Esse comentário se faz a propósito da próxima sucessão. Na galeria dos vencedores só haverá lugar para um. Arriscam-se os vencidos a cair no esquecimento,  como aqueles acima citados. Não seria a oportunidade de uma reconciliação com o passado, daqui a alguns anos?

A Quinta Coluna

Em  tempos de guerra  funciona um setor tão importante quanto os batalhões e  regimentos dispostos em confronto. É a chamada Quinta Coluna, formada por  naturais de um país que discordam fundamentalmente de seus governos e passam a trabalhar para a própria derrota,  informando o inimigo e sabotando de todas as formas a estratégia de  seus governantes.

Mesmo em tempos de paz a Quinta Coluna exerce suas atividades. Tome-se a recente indicação de José Antônio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal.  Enquanto na chefia da Advocacia Geral da União, ninguém o incomodava. Era elogiado pela competência com que assessorava o presidente Lula e cumpria  suas tarefas.  Ficaria até a eternidade na função, caso o presidente também ficasse, sem despertar a mínima animosidade.

De repente, logo que divulgado seu nome integrar a mais alta corte nacional de justiça,  desaba na imprensa a história de haver sido o escritório de advocacia em que ele  trabalhava, em 2001, prestado serviços ao governo do Amapá, tendo a Justiça daquele estado considerado irregular o contrato. Divulga-se que precisa ressarcir o erário em 420 mil reais, por decisão de uma vara cível.

Faltasse uma prova  da existência da Quinta Coluna no governo Lula e ela acaba de ser exposta. Trata-se de sabotagem pura, não propriamente a decisão judicial do Amapá, mas  sua pronta divulgação no momento em que Toffoli foi indicado.  Seria o caso de os órgãos de informação a serviço do Executivo investigarem de onde partiu a operação. Se possível, revelando o nome dos Quinta Colunas, partindo  da premissa de não  serem da oposição. Poderão ser encontrados no próprio governo…

Bolsa sobe sem volume

Quando postei observações às 13 horas, a alta era de 0,26% em 60.650 pontos. Mas gente experimentada me dizia e mostrei aqui: “Subirá mais um pouco, alta modesta”. Passou de mais 0,20% para mais 0,36%, acertar melhor é impossível.

O volume que era de 1 bilhão, 4 horas depois, no fechamento, no movimento de ações foi para 7 bilhões, mas foi jogatina pior do que AÇÕES, era de OPÇÕES. (O jogo da jogatina que é pior do que tudo).

O dólar em alta de 0,74% em 1,82. A Bovespa fechou em 60.939 pontos.

Zelaya: ex-presidente de Honduras, golpista, destituído, agora exilado na embaixada do Brasil

O final parece ser feliz e tem tudo para ser, se o ex-presidente pensar seriamente no seu país no seu povo e no próprio futuro.

Ele começou tudo, dando o golpe do continuísmo, como tantos outros. Foi derrubado JUSTAMENTE, mas o Poder foi para outras mãos, INJUSTAMENTE.

A eleição será em outubro, início de novembro, o cidadão de Honduras tem todo o direito de eleger quem quiser. Naturalmente desde não seja quem não queria deixar o Poder e quem se apossou dele.

Honduras tem muitos que podem disputar, ganhar ou perder a presidência. Mas sem envolver o país, o povo, a liberdade e a garantia de todos.

O Brasil fez muito bem em conceder EXÍLIO ao ex-presidente, qualquer que tenha sido a forma encontrada, utilizada e consolidada.

Bom humor de Lula

Uma das pessoas mais íntimas do presidente, garante: “Nunca vi o Lula dar tanta gargalhada quando ouve dizer que Ciro Gomes é seu candidato”. Se for verdadeira a revelação, Lula pode rir como se dizia antigamente: “A bandeiras despregadas”.

Bovespa instável, por causa da chuva?

Abriu em queda de 0,85%, 60.180 pontos, foi recuperando, ao meio-dia em ponto estava zero a zero, 60 mil 650 pontos.

Entre meio-dia e 13 horas, venderam, o índice caía 0,20%, mas a tendência (apenas tendência) é de alta modesta nas próximas 4 horas. Volume baixo, raspando 1 bilhão.

O dólar com alta razoável de 0,37% em 1,817.

E a CVM, o que faz?

O Banco Santander (naturalmente globalizado) anuncia: “Vamos lançar 13 bilhões em novas ações”. Perguntinha ingênua, inócua e inútil: e os acionistas antigos, ficam com a mesma proporção de ações? É rigorosamente impossível, mas fazem. (Exclusiva)

Briatore afastado do esporte

Como se esperava, é um bandido, tinha que ser expulso. Mas do ESPORTE ou apenas do automobilismo? A pergunta tem razão de ser, por um motivo: ele tem um time de futebol na Inglaterra, segunda divisão. Já se sabe que vai investir para seu time subir para a primeira. Esse o grande perigo. (Exclusiva)

Esportivas, observadas e comentadas

No tênis, dois irmãos, os equatorianos Lapentti, eliminaram,
mais uma vez, muitos jogadores do Brasil

Tidos como favoritos, os tenistas brasileiros, festejavam a disputa, ano que vem, na Série A. Os equatorianos só têm os irmãos Lapentti que tiveram que jogar as simples e a dupla. Guga, assistindo, “teve vontade de entrar na quadra”. Fora de forma e parado há muito, teria ganho.

Nunca mais o Brasil terá chance igual

Tudo a favor do Brasil. 1- Jogando em casa com a torcida entusiasmada e torcendo. 2- O brasileiro de 20 anos, o equatoriano 33. 3- O brasileiro 45 do ranking, o equatoriano 264. 4- E não ganharam?

11 horas e 40 contra 6

Nicolas Lapentti jogou no último dia, 4 horas e 42 minutos, fora as 7 dos outros jogos. Os brasileiros que participaram das duplas, ficaram descansados. E não ganharam?

Maria Ester Bueno – Dácio Campos

São dos maiores comentaristas que conheço. Ela, das maiores campeãs de seu tempo. Ele, tem a mesma categoria, sabem tudo. Mas deviam ser impedidos de trabalharem em jogos do Brasil ou com brasileiros. Trocam o profissionalismo pelo falso patriotismo, absurdo. Ah! Maria Ester, tanta competência para uma falácia inglória.

Parreira na Copa 2010

Depois do fracasso na Copa de 2006, cujo principal artífice foi ele, conseguiu ser “convidado” para dirigir a seleção da África do Sul. Como a Copa será lá, estava garantido. Não conseguiu nada, veio para o Brasil, para não perder tempo, empurrou o Flunimed para o rebaixamento garantido.

Trajetória para novo tempo

Não conseguindo enganar mais ninguém, tenta (ou trata) de voltar a África do Sul, para “ajudar” Joel Santana. Seriam poucos meses, com tudo pago e uma ótima remuneração. Além de colocar no currículo a participação em mais uma Copa. É o Parreira de sempre.

Flamengo perto do G-4, Corinthians se despede do título

Há 4 jogos sem sofrer um gol, o time dirigido por Andrade, chega a 37 pontos. Três gols belíssimos, atuações magníficas de Petkovic e Adriano. O time de mano Menezes, jogando com 10 desde o início, goleado pelo Goiás, que voltou a assustar.

5 clubes podem ter dois deles na Série B

Atlético do Paraná, Coritiba, Náutico, Santo André e Botafogo podem não permanecer na Série A em 2010. Mas no momento é impossível fazer contas. Nem os aritméticos, travestidos de matemáticos, se arriscam.

Lavanderia Futebol Clube

O que “pagam” a jogadores é inadmissível e até incompreensível. Messi, sem dúvida excelente, renovou contrato. A multa pela recisão passou a ser de 660 milhões. Se colocam essa importância é porque alguém paga. E têm pago.

E vendas que duram menos de um ano?

Essa é a outra face do futebol trilionário. Jogadores são vendidos, emprestados, voltam num tempo rapidíssimo. Jogam aqui uma ou duas temporadas, novas operações de ida-e-volta, e o importante: todos ficam satisfeitos.

Flunimed 120 por cento rebaixado

Disse isso na 18ª rodada. Agora, na 25ª o time carioca com apenas 3 vitórias, apresentadores e comentaristas, enganam o público. Um afirmou: “O Fluminense tem que partir para a reabilitação”. Outro, da mesma coudelaria: “O Fluminense ainda tem esperança”. Esperança e satisfação: votar o impeachment do presidente Horcades. E arranjar um patrocinador com ego menor.

Chance perdida do São Paulo

Vinha em ascensão, esperava ganhar 3 pontos, somou apenas 1. Esses 2 podem fazer falta. Para o Santo André, bom jogo para ficar entre os 5 dos quais 2 serão rebaixados, fazendo companhia ao Sport e Flunimed.

Marta, indiscutível e insuperável

Liderando o campeonato, jogou contra o Corinthians fez os dois gols do Santos. Não pôde evitar o empate no final. Sofre restrições por ciúme e salário. Pele não foi à sua apresentação, pediu cachê para comparecer. Inacreditável.

Confusão política e eleitoral

A vice-prefeita da capital paulista, Alda Marco Antonio, adicionou mais tumulto às várias eleições de São Paulo. Motivo: tem dito a amigos, que assumirá a prefeitura em 31 de março de 2010.

Desincompatibilização de Kassab

Se ela estiver bem informada, isso significa que Kassab deixará 30 meses da Prefeitura (certos), por uma possibilidade (incerta) de ser governador. Mas como em São Paulo, todos são subordinados (leiam, subservientes) a Serra, Alckmin não terá legenda para ser o sucessor do próprio Serra.

Alckmin senador, PT sem vaga

Se acreditarmos na revelação da vice-prefeita, a conclusão será esta: Kassab governador, Quércia e Alckmin senadores, Dona Marta e Mercadante, candidatos a Ministros de Dona Dilma. (Exclusiva)

Sem euforia mais sem embuste

Desde que comecei a fazer coluna política em 1956 (sem falhar e sendo a primeira que alguém fazia), quase tudo que está por aí, foi criado por mim, em alguns casos aperfeiçoaram.

O troglodita

Quando usei a palavra (na Tribuna da Imprensa) para identificar FHC, muita gente foi aos dicionários. Depois, usaram e abusaram, chegando a Lula para livrar (estrategicamente) Serra. E agora, a Veja, em editorial, usa a palavra para rotular Chávez. E os royalties? (Exclusiva)

Perfil do “sociólogo”

FHC é CONTRA a cadeia para maconheiros. Nem se discute isso, ele pegou carona com Gabeira e outros. O ex-presidente devia ficar a FAVOR de cadeia para quem entregou o patrimônio do Brasil. Mas a lei impede que as pessoas se auto-incriminem. (Exclusiva)

Para 2010, Lula não tem candidato. A não ser que se chame Luiz Inácio Lula da Silva. Se a opção colocada for 2014, Lula tem um candidato: Luiz Inácio Lula da Silva

Lula sabe que não elege ninguém como sucessor. Nem Dona Dilma, (a mais frágil de todos os possíveis candidatos) nem ninguém. A popularidade atribuída a ele pelas não muito confiáveis pesquisas, é dele, apenas dele, concretizada em alguns itens, rigorosamente intransferível.

Mas o presidente também não está interessado em fazer o sucessor a não ser que se chame Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010 ou 2014. Tenho insistido nessa linha de ação e comportamento no exame da sucessão, o que tem me valido críticas e restrições, felizmente no terreno do puro desentendimento.

Os que me escrevem discordando, reconhecem: não sou a favor de Lula nem contra Lula, exerço a função e a obrigação do analista. Não jogo fora qualquer constatação pelo fato dela favorecer ou prejudicar o presidente-candidato agora ou depois.

Já mostrei que depois da farsa e da fraude histórica de 1930, (comandada por jovens idealistas de esquerda, que assim que chegaram ao Poder se transformaram praticamente no que Lula chama de trogloditas de direita) ninguém elegeu o sucessor. Excluída a primeira eleição que Vargas disputou, e que venceu, não por ser o candidato do presidente Dutra, mas por causa da estranha e esdrúxula legislação eleitoral da época.

Mesmo na ditadura de 1964, as sucessões (exclusivamente militares) eram sangrentas e não ganhavam os favoritos e sim os mais agressivos. O primeiro da Era iniciada em 1964, teria que ser Costa e Silva, mas como estava liquidando “arestas” em São Paulo, quando chegou, o cargo já estava ocupado por Castelo Branco, que fez acordo com JK (na casa de Joaquim Ramos, irmão de Nereu) e com Carlos Lacerda, (por intermédio do direitista, general Moniz Aragão).

Orlando Geisel que se julgava todo poderoso, foi vetadíssimo, Ernesto Geisel quase foi derrubado ao indicar João Figueiredo, preterindo seu Chefe da Casa Militar, Hugo Abreu. Este escreveu um livro, o outro candidato, que achava que tinha todos os direitos, Silvio Frota, foi liquidado e passado para a reserva.

Não é a primeira vez que digo isto, e cada vez mais minhas convicções se confirmam: Lula é candidatíssimo em 2010 ou então deixará que o Planalto-Alvorada fique com alguém da oposição para a sua volta triunfal em 2014.

Para continuar em 2010, e garantir uma das três opções, Lula precisa ultrapassar o prazo da reforma da Constituição. Nenhum empecilho ou obstáculo antes, nenhum remorso depois. Para Lula, o fim justifica os meios, ou melhor, a permanência no Poder satisfaz a população. (No seu entendimento pessoal, de que “eu fiz mais do que todos os anteriores presidentes juntos”).

As três opções de Lula, já colocadas aqui anteriormente. 1- O terceiro mandato. 2- Prorrogação de todos os mandatos, de deputado estadual a presidente, passando por governadores, presidentes, Ministros do Supremo. 3- Fim da reeeleição, “limpar” a pedra para todos, que poderiam se candidatar a um novo mandato, desde que deixassem os cargos. A preferência de Lula vai para a PRORROGAÇÃO geral, todos seriam cúmplices.

Não obtendo nada, então se “refugiaria” na decisão (ou possibilidade) da volta em 2014. No caso da volta, apostaria na eleição de Serra, pois além da volta, teria o prazer de derrotar aquele que se considera invencível. Lula já “liberou” Serra da identificação de direitista, mas a absolvição de Lula não retira Serra da colocação que ele mesmo se introduziu durante toda a vida.

Esse é o quadro, Dona Dilma foi convidada e acreditou mesmo que era para valer. E nessa farsa sem vítimas, Lula vai ao exagero: chama Meirelles para “um cargo importante no governo Dilma”, o que é o mesmo que convidar alguém para uma exposição que na existirá.

* * *

PS- Como nada é novo na sucessão, a conclusão já feita antes. Lula não elege ninguém. Ninguém ganha de Lula esteja ele no Poder ou fora dele.

“Vocês querem bacalhau?”

Carlos Chagas

Com todo o respeito, mas o espírito do  Chacrinha  outra vez sobrevoa  Brasília. Para os   mais jovens e os sem memória,  Chacrinha era aquele que anunciava não estar na televisão  para explicar, e sim para confundir.

Roberto Jefferson,  presidente nacional do PTB,  há mais de dois anos viu-se excluído  das reuniões da base governista, não obstante seu  partido constituir-se no  mais fiel seguidor do presidente Lula, acima até mesmo do PT. Desde   a lambança do  mensalão, que denunciou e por isso  acabou cassado,   Jefferson não entra no gabinete presidencial ou, muito menos, janta no palácio da Alvorada ou na Granja do Torto. Telefonemas do chefe, ou  para o chefe, nem pensar.  Mas  controla o PTB com mão-de-ferro e determina a seus deputados e senadores férreo alinhamento com as determinações do governo.

Só que  de vez em quando o ex-deputado fluminense embaralha tudo. Revelou-se, no fim de semana, que além de oferecer a legenda, convidou Henrique Meirelles para ser o candidato do PTB à presidência da República. A resposta ainda não chegou, mas o simples convite lembra  o desempenho do Chacrinha quando perguntava ao   auditório ensandecido  “vocês querem bacalhau?”,  e imediatamente alvejava os fãs com pedaços do próprio.

Sabendo que o presidente Lula faz muito  lançou  Dilma Rousseff, qual o objetivo de  Roberto Jefferson, aliás, acolitado pelo líder do PTB no Senado, Gim Argello?  Criar a confusão nas já combalidas hostes oficiais, dada a fragilidade até agora cercando a candidata?  Enfraquecer José Serra, tendo em vista a aparente identidade entre os tucanos e o presidente do Banco Central, em termos de política econômica?

Quem quiser responda, mas a imagem que fica é a do inesquecível animador das telinhas, nos tempos em que o mundo parecia mais simples e a política,  menos burlesca.

País sem memória

Na última sexta-feira o senador Pedro Simon foi à tribuna apenas para lembrar que a 7 de abril de 1997 o então presidente Fernando Henrique sancionou a lei 9.454, aprovada pelo Congresso, criando o registro único para os cidadãos. Os brasileiros seriam identificados apenas por um conjunto de números, em vez de mil hoje  devidos  a cada um, como carteira de identidade, título de eleitor, CPF, carteira de habilitação, registro de nascimento e casamento, certidão do INSS e tantos mais.

A lei,  como um monte de outras, ficou até hoje sem regulamentação, quer dizer, não pegou. Mas existe, bastando que o governo determine o início do processo de uniformização.

Qual a surpresa do senador  gaúcho ao verificar que o Senado, naquela semana, havia aprovado projeto estabelecendo o registro único? Uma repetição, um vídeo-tape, um DVD do que já havia virado lei.  Uma desconsideração com a memória do próprio Poder Legislativo. Acresce que agora novos números nos assolam: do cartão de crédito, da senha bancária, do computador,  do celular e quantos mais?

Serra em sinuca

O governador José Serra insiste em que só apresentará seu programa ano que vem, se vier mesmo a ser candidato. Por enquanto, apenas respostas genéricas a respeito da situação  nacional e de um projeto para o país.

Coincidência ou não, mesmo sem maior estratégia, o governo vem levantando certas definições que não poderão demorar a ser enfrentadas pelas oposições. Serra calado pode equivaler a Serra cobrado.

Tome-se  a entrevista concedida à Folha de S. Paulo, domingo, pela ministra Dilma Rousseff.   Ela sustentou que a tese do  “estado mínimo” é falida e ultrapassada. Não só para os tucanos a afirmação soou como  um sacrilégio. A maior parte do  mundo empresarial, mesmo arcabuzada pela crise econômica, permanece fiel aos postulados do  neoliberalismo.   Num primeiro movimento, a impressão é de que Dilma falou demais, ou falou o que não devia, mas, na verdade, é o contrário. A candidata definiu-se. E seu oponente, diz o quê? Ficará em cima do muro ou estará obrigado a concordar com ela? Porque essa, faz muito, parece a concepção do governador, pouco alinhado com os mandamentos de seu pano-de-fundo. Só que ficando em silêncio, despertará dúvidas. E dúvidas fazem balançar votos…

Um passo adiante?

No palácio do Planalto e no Itamaraty trabalha-se em tempo integral na elaboração do discurso do presidente Lula, semana que vem, pela abertura dos trabalhos  da Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Será a primeira vez que o presidente americano,  Barack Obama, assistirá de corpo presente “o cara” falando  na maior reunião internacional do planeta.

Há quem defenda, entre os assessores mais próximos do Lula, a importância de um passo adiante ser dado na trajetória de nossa atual política externa. O presidente brasileiro já falou da fome zero, das necessidades ecológicas do planeta, do etanol, do desarmamento e da importância de os países  ricos atuarem em  favor dos  países  pobres.   O petróleo do pré-sal não seria, propriamente, um tema novo, tantas vezes tem sido exposto. Em poucos dias saberemos, e quem mais quer saber é o governo de Washington, porque Obama discursará imediatamente depois do Lula.

Lula dá atestado a Serra: não é da direita

Pedro do Coutto

Em pronunciamento público recente, ao focalizar o panorama da sucessão presidencial, o presidente Lula deu graças a Deus pelo fato de as eleições de 2010 não estarem sendo disputadas pelos exarcebados da direita. Deste mal nós nos livramos –acentuou-. O episódio não foi muito percebido em sua essência, mas é de grande importância, pelo menos sob o ângulo de interpretação do atual presidente da república. Se o Planalto não está sendo disputado por direitistas, Lula excluiu ao mesmo tempo José Serra, Dilma Roussef e Ciro Gomes de tal classificação e também Marina Silva se esta, em vez de tentar a reeleição para o Senado gora pelo PV, preferir um vôo solo na escala da presidência. A qualificação não poderia ter sido melhor para o governador de São Paulo que, tacitamente na opinião de Lula, forma na categoria de centro ou até de centro-esquerda. Livrou-se do estigma da direita, embora, é claro, receba os votos dos direitistas que Lula abomina. Na sua coluna de sexta-feira, 18, com o estilo de sempre, Dora Kramer, O Estado de São Paulo, tocou no assunto. Mas sob outro prisma. Ela condenou mais a exacerbação do que a colocação ideológica ao lembrar que na campanha de 2008 pela Prefeitura da capital paulista, Marta Suplicy exacerbou-se em relação a Gilberto Kassab, mas nem por isso assumiu a conotação direitista. Mas quem são os direitistas e os esquerdistas, já que quase todos hoje se apresentam como de centro?

Num ensaio muito bom que está para ser publicado no site da Tribuna da Imprensa, o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas – RJ, Humberto Braga ilumina a questão inclusive com exemplos marcantes de várias épocas da história. Os esquerdistas são os que desejam mudança na estrutura social e econômica com a valorização do trabalho humano e mais justa distribuição de renda. São os reformistas, já que os revolucionários desapareceram do mapa. Encontram-se em uma simples qualificação. Não ameaçam a propriedade, como os revolucionários de 17 na Rússia, de 49 na China e de 59 em Cuba. Projetam o pensamento, muitas vezes utópico para um novo equilíbrio no percurso humano. Sonham com a redistribuição justa dos efeitos do progresso. Difícil. Mas o que seria da vida dos povos não fossem as utopias e os sonhadores? Talvez de degrau a degrau os utópicos tenham conquistado vitórias irreversíveis. O Direito do Trabalho, no Brasil, de 1943, é um exemplo concreto.

E os direitistas? São eles os conservadores e os reacionários. Os conservadores, como o nome está dizendo, querem conservar as estruturas que resistam ao tempo. A derrota dos salários diante da inflação, eis um caso palpável. Que inclusive sucedeu durante oito anos do governo Fernando Henrique. A vantagem que Lula obtém para sua forte popularidade não está no corte de cabelo, na barba bem aparada, ou nos ternos Armani. Está em ter colocado em prática uma política que pelo menos faz com que os salários não percam para as taxas do IBGE. No caso do mínimo, bem mais que isso. As atualizações do piso, como se constata, superam a inflação anual. Mas eu falava em conservadorismo e reacionarismo. São os da direita. Os reacionários, interpreta Humberto Braga, são os que, além de conservar, querem até restaurar as cortinas do passado. A escravidão humana, por exemplo, seja ela direta ou disfarçada nos meios rurais brasileiros.

Os conceitos assim de direita e esquerda, com o centro no meio, são eternos. Eleitoralmente não é bom ser considerado da direita. Indiferente, hoje, é ser de esquerda.José Serra escapou da inclusão na direita, retirado dela previamente pelo próprio Lula. Com isso, tem-se a impressão que para ele tanto faz a vitória do governador de São Paulo, de Dilma Roussef ou Ciro Gomes. Como Monte Cristo, de Dumas, pai, seu projeto é retornar em 2014. Pode ser, tem lógica.Hoje.Amanhã não se sabe.

A compra dos caças, mais baratos, e o humor capenga de Nelson Jobim

A Suécia “cobriu” a proposta da França, e oferece o mesmo armamento pela metade do preço. O Ministro da Defesa, em vez de defender o interesse do Brasil resolveu fazer piada sem graça.

O Ministro brameiro

Chamou os jornalistas e comentou: “É curiosa essa proposta, pode ser identificada assim, compre uma cerveja e ganha 4 guaranás”. Típico de um homem que falsificou e fraudou a Constituição e confessou.

Mais barato é perigoso?

O Ministro pareceu contrariado com a proposta da Suécia. Mas por que não resolve saber na fonte se esse preço 50 por cento mais barato é para valer?

O Presidente Lula, que na viagem em alta velocidade do presidente Sarkozy, garantiu, “O negócio está feito”, confirmado o preço, embarca para a Suécia e fecha o negócio lá. (Exclusiva)