Celso Amorim: “Não temos nada que intervir na Venezuela”

O chanceler afirmou que “a Venezuela não é problema do Brasil, seria tratar de assuntos internos de outro país”. Até seria defensável, se fosse uma filosofia de comportamento.

Só que o Brasil age circunstancial e de forma diferente. No caso de Honduras, “hospedou” vergonhosamente o aventureiro Zelaya, que pretendia rasgar a Constituição. E deu asilo a ele, permitiu que montasse lá, nada diplomaticamente, um escritório de campanha.

Até o grande amigo de Amorim, o competente Pinheiro Guimarães, (que esteve com ele desde os tempos escandalosos da Embrafilme) ficou contra.

Aécio não disputará vice

Apesar de mudar de afirmações, um dia sim e outro também, o governador de Minas não será vice de Serra de maneira alguma. E não se trata de hostilidade, inimizade, força de vontade.

O motivo principal: Aécio não tem certeza da vitória de Serra, este mesmo está em dúvida. Assim, além de ser preterido por Serra na indicação presidencial, ficaria sem mandato com a derrota do paulista. Junte-se a isso, o fato de ter 8 anos garantidos no senado, e estará consumada a conclusão: chapa Serra-Aécio, nenhuma possibilidade.

Michel Temer
não gostou

A charge de Chico Caruso, relacionando a hipertensão do Lula ao “candidato” do PMDB, teve grande repercussão. O PMDB que é contra ele, vibrou. O próprio Temer comentou: “Isso é liberdade de imprensa”. Ha! Ha! Ha!

Ministro do Trabalho, deputado

Foi o que sobrou para o presidente do PDT. E olhe lá, pode não se eleger. Com apoio de Brizola, perdeu duas vezes para o senado.

Vem aí aumento de juros, mais dinheiro para banqueiros

O presidente do Banco Central, (pela primeira vez apoiado pelo Ministro da Fazenda, o que mostra decisão do governo) afirmou: “O crescimento da economia mostra que a inflação está ameaçando voltar. Nesse caso, a única solução é o aumento dos juros”.

É o único “remédio” que conhecem. FHC elevou os juros a 44 por cento ao ano, crime hediondo. (Junto com as DOAÇÕES – PRIVATIZAÇÕES). Nos EUA, reduziram esse mesmo juro a 0,25%, PARA COMBATER A INFLAÇÃO.

E quem diz que a economia está crescendo como garante o onomatopaico Meirelles?

Só que o IBGE, de muito maior credibilidade do que Meirelles e Mantega, juntos, acampanados e acumpliciados, os dois têm versão inteiramente diferente. Vejam o disparate: “2009 teve queda industrial de 7,4%. Foi o pior resultado desde 1990”. Se duvidarem continuem: “Só no setor de máquinas e equipamentos, caiu 17,4%”.

A começar no mês que vem, março, logo ali, os juros vão subir. Dizem: “Não passará, inicialmente de 10 por cento, apenas 1,25%”. Esse APENAS, ROUBARÁ DO CONTRIBUINTE, MAIS 19 BILHÕES. ALÉM DOS 132 BILHÕES QUE JÁ PAGAMOS. E não acontece nada?

Explicação para a hipertensão. Além do excesso de comida, bebida, cigarro, sedentarismo, a possibilidade do ostracismo e nenhuma esperança futura

Do ponto de vista médico, nenhum problema. Procuraram então, causa não-médica, se fixaram no seguinte. Tendo bastante tempo para ficar sozinho, Lula teve solidão, vagar para pensar (?), refletir (?), analisar (?) o que já conseguiu em 20 anos de eleições e o que lhe acontecerá a partir de 1º de janeiro de 2011. Quando não será mais hóspede do Planalto-Alvorada, e pela primeira vez não estará disputando nenhum cargo.

A hipertensão teria vindo pela conclusão do próprio Lula: estará deixando o Planalto para todo o sempre, vença a “companheira” Dilma ou o “plebiscitário” José Serra. E não há duvida, temos que concordar com a falta de esperança e a conclusão negativa do presidente.

Se Dona Dilma não se eleger, (e o próprio Lula já reconhece isso, em conversas amargas particulares e que provocam hipertensão) o ostracismo estará presente nos próximos 4 anos. Se ela, surpreendentemente obtiver a maioria no segundo turno, Lula terá a esperança na fórmula que foi examinada aqui, com exclusividade, em setembro de 2009.

Essa fórmula faz ou faria Lula desembarcar na ONU. Como embaixador do Brasil, e então, lá, trabalhando para Secretário Geral. Ou indo direto para o cargo maior, mas aí precisaria de alguém trabalhando para ele. Poderia ser o próprio Obama, quem é o “CARA”, tem tudo para ser Secretário Geral do órgão que é representado por todos os países.

Essa é a hipótese POSITIVA. Na NEGATIVA, Lula teria que fazer cálculos para mais de 4 anos, começando agora e se concretizando ou se evaporando a partir da campanha para a sucessão de 2014. Esteja quem estiver no Planalto-Alvorada, sejam quais forem os acontecimentos ocorridos entre a eleição de 2010, e os personagens que resistirem ou que surgirem.

Antecipamos essa análise, que tumultua a cabeça de Lula, afeta seu coração, e embaraça tudo, até levá-lo à hipertensão.

Com a posse do novo presidente, em 1º de janeiro de 2011, Lula deixará o governo. Terá feito 65 anos em outubro, na melhor das hipóteses, começará a campanha para voltar ao Poder, como 69 anos. Se ganhar tomará posse com 70 anos.

Como a humanidade ganhou bastante em termos de longevidade, não é muito. Nesses 4 anos fora do governo, terá cuidado da saúde? Se com toda a vigilância sobre quem está no Poder, Lula abusou da comida, bebida, cigarro, sedentarismo, o que esperar de um Lula solto, desligado, dominado apenas pela própria vontade, sem controle e sem fiscalizações?

Se José Serra ganhar a eleição, (não ganha, mas como é hipótese) tomará posse com 69 anos, se cumprir o governo, sairá com 73. Com uma diferença fundamental: Lula estará com 69 anos, pretendendo voltar, “depois de um longo e tenebroso inverno”.

Nesse caso, a diferença de 4 anos será importantíssima, mesmo que não haja para os dois, qualquer acidente de percurso.

Estou analisando e calculando na base dos mesmos personagens que estão debaixo dos holofotes, há tantos e tantos anos. Pelo visto não surgirá ninguém, o Brasil não caminha para a RENOVOLUÇÃO.

(Essa palavra é usada para que não confundam com REVOLUÇÃO, que tanto temem. E na história do Brasil jamais existiu, sempre se confundiu com GOLPE).

* * *

PS – De qualquer maneira, neste 3 de fevereiro, faltando exatamente 2 meses para a “esclarecedora” desincompatibilização, estamos no limiar da mais medíocre de todas as sucessões. Na República Velha, também chamada de Primeira República, os presidentes escolhiam seus sucessores, todos concordavam.

PS2 – Agora a partir de FHC, os presidentes compram a permanência no cargo, não satisfeitos com a permanência, tentam a prorrogação. Em 1930, depois do golpe que fingem ter sido Revolução, Vargas não indicou ninguém, ficou durante 15 anos.

PS3 – Em pleno 2009/2010, Lula tentou se “indicar”, não conseguiu, pretende “emplacar” uma títere. Não dando certo, terá que cumprir o roteiro que estabeleci acima. Nem contra nem a favor. Apenas fracasso, lamento e desesperança.

O gesto que mata ou a palavra que salva

Carlos Chagas

Faltam dois meses para que os ministros candidatos às eleições de outubro deixem seus cargos. Um ou outro poderá sair antes, mas a maioria, com Dilma Rousseff à frente, aguardará o prazo fatal estabelecido em lei.

A partir de 4 de abril a candidata perderá  vantagens e mordomias inerentes à chefia da Casa Civil. Estará por conta do PT, que em matéria de recursos, vai  muito  bem, obrigado.  O problema para a candidata é saber como se comportará sem o presidente Lula a ampara-la. Menos na logística, mais no discurso.  Prevê-se que até lá Dilma tenha divulgado seu programa. Não vai dar para ficar falando em apenas continuar as realizações do governo atual. Precisará ir mais além, ou seja,  inovar. Prometer aquilo que seu mentor não prometeu. Sempre haverá o risco de surpreende-lo, ou desagrada-lo, mas nas sucessões presidenciais tem sido sempre assim.

Em 1937,  José Américo de Almeida, candidato oficial de Getúlio Vargas, lançou-se em campanha com um discurso quase de contestação ao governo de onde provinha. Dava ênfase ao combate à corrupção, afirmando saber “onde estava o dinheiro”, ao tempo em que evoluía em torno de propostas  socialistas.  Quebrou a cara quando se viu atropelado pelo golpe do Estado Novo, dado de cima para baixo  pelo presidente  transformado em  ditador de viés fascista.

É claro que a História não se repetirá, nem como farsa, mas será sempre bom lembrar  o episódio para que Dilma se conscientize da necessidade de permanecer umbelicalmente ligada ao Lula. Se cair na tentação de dispor de  propostas e idéias  novas, deverá guarda-las para depois da posse, se for eleita.

Com Armando de Salles Oliveira, perdão, com José Serra, será diferente. Sua campanha exigirá confronto com o governo Lula. Nada de acabar com o bolsa-família nem considerar o PAC uma ficção, mas precisará apontar novos rumos.

Tomara que os dois candidatos de hoje não tenham que  reunir-se ou, muito  menos, redigir manifesto conjunto à nação,  como os de ontem, aguardando “o gesto que mata ou a palavra que salva”. Mas é bom prestar atenção.

O nó paulista

Pelo jeito o presidente Lula ainda insistirá com Ciro Gomes para que aceite candidatar-se ao governo de São Paulo. Seria a maneira mais eficaz de evitar  sua candidatura à presidência da República. Mesmo na baixa nas pesquisas mais recentes, disputando o palácio do Planalto Ciro dividiria as forças governistas. Tiraria votos de Dilma Rousseff. O diabo será convencer  o ex-ministro da Integração Nacional  e ex-governador do Ceará.

Enquanto o tempo passa, o PT paulista corre o risco de ficar em frangalhos. Submete-se aos caprichos do primeiro-companheiro, sem voz própria para apresentar um candidato.  As opções já não seriam de  entusiasmar o eleitorado, mas mesmo elas sendo contidas, pior ainda. Sem saber se apóiam Ciro desde criancinhas ou se recuperam Marta Suplicy ou Aloísio  Mercadante, os petistas assistem Geraldo Alckmin nadar de braçada nas enchentes deste verão. Pelas pesquisas, só haveria uma forma dele não entrar no palácio dos Bandeirantes: se José Serra decidisse permanecer.

Consagração monumental

Pode ser fulanizado, com nome e endereço no catálogo telefônico,  o ponto alto da sessão do Congresso,  pela reabertura dos trabalhos da atual Legislatura: chama-se José Alencar.

Aplaudido entusiasticamente por cinco vezes, com o plenário de pé, o vice-presidente da República emocionou deputados e senadores ao referir-se à doença que o acomete,  afirmando  não ter medo da morte, não havendo  câncer que o leve, se Deus  não quiser.

Fossem as eleições presidenciais indiretas e José Alencar estaria eleito por aclamação. Caso decida concorrer ao Senado por Minas, será a mesma coisa, no voto.

Da sessão solene da manhã de ontem, à qual compareceu a chefe da Casa Civil, um registro singular: ao assumir seu lugar na mesa diretora dos trabalhos, Dilma Rousseff  distribuiu beijinhos em profusão, para José Alencar, José Sarney, Gilmar Mendes e muitos outros. Menos para Michel Temer, que cumprimentou protocolarmente com um aperto de mão. Simples coincidência, mas impossível de não ser notada.

Vitamina P

Tancredo Neves, com 76 anos, lançou-se em campanha por todo o país, mesmo sendo indiretas as eleições. Num dia de calor infernal, foi a Belém, acompanhando todo o percurso da procissão do Círio de Nazaré. De volta ao hotel, encontrou destroçados os jornalistas que o acompanhavam, mas como se mostrasse  lépido e  fagueiro,  ouviu de Ricardo Kotcho a indagação sobre as causas de sua excepcional disposição. Respondeu ser  a vitamina que vinha tomando. Quiseram saber que maravilha era aquela e Tancredo respondeu: “é a vitamina P.”  Como ficassem todos na mesma, desconhecido que era o remédio, ele acrescentou: “P de Poder…”

Outra da genial raposa. Em São Paulo, depois de um dia estafante de reuniões, visitas, entrevistas  e um comício, Tancredo chegou ao hotel  por volta das 23 horas. Os jornalistas o esperavam e Mauro Salles, que assessorava o candidato, tentou encurtar a conversa, dirigindo-se ao chefe: “está tarde, o homem está cansado e precisa subir ao apartamento para tomar a sua sopinha e descansar.”

Quando queria, Tancredo sabia fulminar auxiliares apenas com o olhar. Foi um daqueles que dirigiu ao pobre Mauro, para depois perguntar aos repórteres: “vocês já jantaram? Então vamos para uma boa churrascaria, que temos muito para conversar.”  Foram, sendo o candidato o que mais se deliciou com as picanhas e o lombinho de porco…

Dilma avança firme sobre Serra

Pedro do Coutto

A pesquisa que o Instituto SENSUS realizou para a Confederação Nacional  dos Transportes, publicada ontem nos jornais, apontou um avanço firme da ministra Dilma Roussef encurtando a distância que, no levantamento anterior, a separava do governador José Serra. Com a presença de Ciro Gomes ela fica a seis pontos de Serra, 33 a 27, sem Ciro a diferença vira de 40 a 28 pontos. O que prova, num cenário básico, que os votos do ex governador do Ceará tendem a se deslocar  mais para Serra do que para a chefe da Casa Civil. Mas isto num cenário teórico, distante do rumor da campanha eleitoral na televisão e nas ruas. Na prática, a teoria é outra coisa. O importante no quadro não é saber se Ciro ajudará mais a Dilma concorrendo ao governo de São Paulo ou à Presidência da República. O essencial , que os números mostram, foi uma veloz ascensão da candidata do PT a uma quase permanência de Serra no patamar em que sempre se encontrou variando em torno de 38 a 40%. Pela pesquisa do SENSUS, Dilma encontrou finalmente espaço para subir e inclusive na esteira da extrema popularidade de Lula, cuja avaliação positiva passou de 80 pontos, um recorde brasileiro.

A questão entretanto não é só essa, ainda que bastante importante. É que se observa um aguerrimento maior do lado da ministra que do lado do governador paulista. A explicação do avanço é por aí. Além de sua presença ao lado do presidente em todas as inaugurações e solenidades. Mas tal situação teria que ser esperada pelo PSDB, pois nada mais natural que um presidente empenhar-se por unir sua imagem e sua força eleitoral àquela a quem apóia. Pensar que tal fenômeno não ocorresse seria no mínimo uma ingenuidade.

Há muitas alianças a serem feitas nos planos estaduais e até no segundo turno federal, como a de Marina Silva, por exemplo, que alcançou 6,8 pontos na pesquisa SENSUS-CNT. Mas será uma ilusão pensar que os votos de Marina possam se transferir integralmente para Serra ou para Dilma. Como da mesma maneira não se pode atribuir mais importância às alianças regionais do que ao embate federal. Este é predominantemente e sempre foi assim ao longo das eleições brasileiras. Nem poderia deixar de ser de outra forma. A força e o peso maior vêm da presidência da República. Inútil supor o contrário.

Em síntese, o que o levantamento do SENSUS revelou foi um aguerrimento maior de Dilma na busca do voto do que por parte de Serra. José Serra, em alguns momentos, passa a impressão de vacilar entre a campanha presidencial e um intuito um pouco oculto de tentar a reeleição para o executivo paulista. Até agora –pode ser que o faça amanhã- não se revelou uma disposição muito forte, uma garra, como se diz no esporte, de lutar pela chegada ao Planalto. De parte do PSDB mesmo, não se sente no ar esta disposição para a luta. De fato, não é tarefa fácil enfrentar a popularidade crescente de Lula, que vem acumulando êxitos sobre êxitos. Nada o abala. Em termos de sucessão presidencial, de levar a disputa para um confronto plebiscitário, parece estar dando certo. Com Ciro Gomes, ou sem Ciro Gomes, nesta altura dos acontecimentos, embora ainda distante do pleito, a polarização Serra-Dilma parece inevitável. E nesta polarização é que o presidente da república deseja comparar seu governo e sua popularidade com o governo e a administração do PSDB de FHC. Como Serra tentará sair da armadilha? Eis aí uma pergunta interessante.

Pesquisas sem credibilidade

Junyor Palhares
“Hélio, como você sempre avisa sobre o caráter manipulado das pesquisas (concordo plenamente!), vasculhei nos sites do TSE e do relátório da pesquisa CNT/SENSUS divulgada hoje. Veja que curioso (ou seria mafioso?): na cidade de Saubara, BA, com 8.776 eleitores foram entrevistadas 15 pessoas. Em Porto Alegre com 1.043.389 foram entrevistadas… 15 pessoas! Em Florianópolis, com 306.040 eleitores, foram 4 pessoas, já em Afogados da Ingazeira com 26.195 eleitores foram… 16 entrevistados! Seguem os links para a pesquisa, para quem queira consultar:
TSE http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/regi_uf_blank.htm
CNT/SENSUS http://www.cnt.org.br/portal/img/arquivos/Relatrio%20Frequencias.pdf

Comentário de Hélio Fernandes
Esses dados mostram a fragilidade das pesquisas. Primeiro que essa Sensus, (do ínclito e ilustre ex-vice-governador) não tem a menor credibilidade. Irresponsável e inexplicável: Porto Alegre com mais de 1 milhão de habitantes, 15 entrevistados. Um município com pouco mais de 8 mil habitantes, as mesmas 15 pessoas respondendo.

Se pesquisa ganhasse, não precisaria haver eleição. Basta um exemplo: em 1960, nos EUA, Nixon franco favorito e disparado nas pesquisas, perdeu para John Kennedy. Em 1968, Nixon não entrava em nenhuma pesquisa, ganhou a eleição.

“Mercado” meio desarvorado

Às 2 da tarde, todos os índices de Nova Iorque em alta, bem razoável, quer dizer, mais ou menos meio por cento. Aqui a mesma coisa, mais 0,47% em 66 mil e 900 pontos, mas nada definitivo.

O dólar sofrendo muitas influências, vai para o segundo dia de queda da semana. Neste momento, 1,85, menos 0,45%.

Na Bovespa, o que deveria acontecer sempre: nem todas as ações em baixa, nem todas em alta. Quando caem todas ou sobem todas, UNANIMIDADE da jogatina, banqueiros, seguradoras e corretores “cassinizando” em bloco.

Chávez: apogeu bolivariano

Poderia se recuperar totalmente, e passar a andar tranquilamente nas ruas de Caracas (o centro da oposição) apenas com uma decisão: a r-e-n-ú-n-c-i-a.

O povo da Venezuela ficará feliz e satisfeito, a oposição também, nem falo nos correligionários, pois está sendo abandonado em massa. Só que Chávez insiste na obsessão da DEMOCRACIA AUTORITÁRIA.

Parreira: gentleman, globetrotter-doidivanas

É o máximo do egocentrismo. Só pensa (?) nele, só fala dele, só cuida dele. Foi o maior responsável pelo fiasco de 2006. Sabendo que não poderia ocupar o mesmo cargo em 2010, “viu na África do Sul, a salvação”.

Motivo: dona da casa, poderia passar da primeira fase. Foi para lá, viu que não dava, veio embora, indicando Joel Santana, sabia que voltaria nos últimos 6 ou 8 meses. Voltou.

Agora, vai fazer uma “grande viagem de 60 dias pela Europa, para observar”. Ha! Ha! Ha!

60 dias de férias, tudo pago, nos melhores hotéis, para quê? Observaria melhor, e poderia obter melhores resultados, trabalhando a seleção.

Bônus para banqueiros

EUA e Inglaterra, que diante da crise (mais de especulação do que de qualquer coisa) de 2008, reduziram os BÔNUS dos executivos, já legislaram sobre o assunto. Mesmo assim, o Wall  Street Journal revelou: “Agora em 2010, os grandes bancos americanos VÃO PAGAR MAIS DE 140 BILHÕES DE DÓLARES DE BONIFICAÇÃO SOBRE 2008”.

Um roubo, esquartejamento do sistema financeiro. O BC do Brasil, começou a ESTUDAR (apenas estudar) o assunto, a Febraban, (Federação dos bancos) veio a público: “Não cabe ao Banco Central tratar do assunto”. Por trás da declaração, o inatingível “seu” Brandão, do Bradesco.

Pelé, o grande marqueteiro de si mesmo

Não perde oportunidade do holofote. E tem uma intuição fantástica sobre a importância do espetáculo. O Santos contratou a Marta, três vezes a melhor do mundo. Convidado, Pelé se recusou a ir.

Agora, “sentindo” que a chegada de Robinho seria sensacional, teve a idéia de descer de helicóptero com ele. Mesmo a programada e deslumbrada chegada de Ronaldo não teve a mesma repercussão. No mundo todo, fotos de Robinho. Sempre com Pelé a seu lado.

Infelicidade de Dilma

A televisão será mais um desastre na campanha dela. Terá, com os acordos feitos, dois terços de todo o tempo “gratuito” na TV. Não consegue escapar da armadilha. Se tivesse só 10 por cento, talvez melhorasse. Desconhecida, pode ser escolhida. Conhecida, será repelida.

O vice ideal para Dilma

Dois nomes acrescentariam e dariam peso à sua candidatura: Carlos Minc e Fernando Gabeira. Já foi quase “companheira” do primeiro, não é mais, há muito tempo.

Com o segundo, Dilma não tem hostilidade ou incompatibilidade. Mas Gabeira não aceitaria, o que iria dizer em casa?

Lula na intimidade

Falam tanta coisa da privacidade do presidente, que dá uma bruta vontade de montar um vídeo do “depois de 2010”. Como viverá, onde e com quem? E ainda será o CARA e o ESTADISTA símbolo?

Wilson Fadul, representante de Jango na Frente Ampla, 90 anos, homenageado

Oficial da Aeronáutica, Ministro da Saúde de Jango, dos melhores personagens da vida pública brasileira. Era o homem do presidente no histórico movimento que podia ter mudado o Brasil.

11 nomes para 4 vagas

O que escrevi em setembro de 2009, sobre a política do Estado do Rio, continua inalterado. Encontrei 11 personagens, disputando 4 vagas: governador, vice e dois senadores. Mas nesses 11 que relacionei, não estava o ainda senador Crivela, duas vezes derrotado para prefeito do Rio.

Agora quer ser o candidato do PT. Primeiro que o PT do Rio acabou, não elege mais ninguém. E segundo, que o PT tem dois candidatos prioritários, Lindberg e Dona Benedita, que não admitem veto a seus nomes. O “bispo” seria a pior situação para todos.

Dona Marina voltará ao senado

Em junho ou julho, confirmará sua desistência da candidatura presidencial. Já disse aqui há muito tempo: “Com essa estrutura partidária mistificadora, nenhuma chance”. Continua no senado, concorre ao Planalto-Alvorada em 2014. É lógico, que agora, Dona Marina dirá (e tem que dizer mesmo) que é presidenciável.

O mesmo exemplo
de Heloísa Helena

Repetirá a senadora de Alagoas. Esta agora voltará ao senado, 4 anos de sacrifício, sem benefício para a coletividade. A reforma partidária precisa acabar com a “coincidência” das eleições, todas no mesmo dia.

Exemplos no
mundo inteiro

Nos EUA, em outubro, eleição de 1 terço do senado, e renovação total do Congresso (Deputados). Na França, Alemanha, Itália e outros países sem monarquia, as eleições são separadas. Na França, os Ministros, nomeados pelo Presidente, precisam de ratificação do Congresso. Se o presidente não obtiver maioria parlamentar, (lá não há senado), sua posição fica dificílima.

Peluso, quase presidente do CNJ, garante: “Não tem poder sobre a Justiça”

Será o próximo presidente do Supremo, e portanto, exercerá, cumulativamente a presidência do CNJ. Seria mais prudente que não fizesse declarações limitando a ação desse órgão.

É natural, reacionaríssimo por vocação, formação e convicção, não pôde se conter. Mas desde a criação, o CNJ tem uma capacidade de ação, nas mais diversas áreas. E não podem ser limitadas individualmente.

Se com ele presidente, o CNJ tiver que enfrentar situações contrárias ao que Peluso defende agora?

China, Rússia, Japão, países árabes, querem o fim do dólar como moeda de troca internacional. China, Rússia, Japão e países árabes, ficam em pânico com o que pode acontecer aos TRILHÕES DE DÓLARES que têm nos EUA e Suíça

Paulo Solon
“Helio, do alto da tua experiência e do longo tempo em que vem defendendo a mudança do dólar como moeda única, pergunto: o que achou da declaração do presidente Sarkozy em Davos? Quer que o Sistema Monetário Global acabe com o dólar como moeda de troca total. Acho que ele está jogando para a arquibancada”.

Comentário de Helio Fernandes
Há 66 anos o dólar é a moeda de troca internacional. Em 1944, em Bretton Woods, os americanos participaram com a idéia fixa: substituir o ouro (padrão ouro, como reservas determinadas) pelo dólar. Ninguém sabia de nada. Tanto é verdade que já se tratava de eliminar o que existia, o ouro, apedrejado como “herança maldita”.

Mas não havia nenhum movimento a favor do dólar. A nova moeda já tinha até nome, se chamaria BANCOR. Surpreendentemente, o inglês que comandava tudo, Sir John Maynard Keynes, foi chamado à Casa Branca, isso mesmo à Casa Branca, onde teve conversa inebriante, em companhia do presidente do FED, (Banco Central). Saiu de lá atordoado mas inebriado. E já com o dólar MOEDA INTERNACIONAL, GLOBAL E UNIVERSAL.

Houve insatisfação, muitos se surpreenderam, mas os protestos não anularam a união do Poder nascente dos EUA, já ganhando a Segunda  Guerra Mundial, e o prestígio pessoal de Keynes, tido na época como dos maiores economistas. Na verdade, o dólar moeda de troca foi imposição dele.

Ainda no final de 1944, Sir Maynard Keynes que não jogava na Bolsa, ganhou uma fortuna em ações. Fortuna mesmo, que não pôde aproveitar. Como Deus não perdoa, pouco tempo depois morreria de câncer fulminante. (O que aconteceria também com Oppenheimer que construiu as bombas atômicas que destruíram Hiroxima e Nagasaki, mas não pôde se livrar da destruição pelo câncer).

Foi esse dólar que consolidou o “Império-Romano-Americano”. Por um motivo: o dólar era (e é) fabricado em máquinas gigantescas montadas em Omaha, e guardados no Fort Knox. Mas com a diferença fundamental: o dólar interno valia mesmo. O externo não valia nada, era e continua sendo papel pintado.

Há muito tempo se fala e se cogita do fim do dólar. É evidente que esse dólar papel pintado vai acabar, tem que acabar. Mas quando? Nos próximos 10 ou 15 anos, (e talvez mais) continuará poderoso e inatingível. Por quê? É que os países que mais garantem que querem o fim do dólar como moeda de troca internacional, são os que contraditoriamente mantêm o dólar.

A China, Rússia, Japão, os riquíssimos países árabes, têm TRILHÕES DE DÓLARES guardados nos EUA e na Suíça. Temem a transformação, e têm quase certeza de que perderão muito. Por isso,  QUEREM o fim do dólar, mas não QUEREM o fim do dinheiro tão “exaustivamente acumulado”.

Enquanto isso, os americanos se preocupam e se assustam com outro grande problema, esse com possibilidade de acontecer em prazo bem mais curto: A FIXAÇÃO DO PREÇO DO PETRÓLEO EM EURO. Diariamente, quando o BIG BEN bate as 12 badaladas do meio-dia, de um prédio caindo aos pedaços em Londres (longe da Old Bond Street, o centro financeiro), 5 cidadãos que têm entre 70 e 75 anos, anunciam o preço do petróleo. Por enquanto, em dólar.

E se passar para Euro ou outra moeda qualquer?

* * *

De qualquer maneira, Paulo Solon, você acertou em cheio: Sarkozy está jogando para a arquibancada. Uma expressão bem carioca, quem foi inventada há mais de 50 anos para identificar o futebol do Tim, o grande ídolo do Fluminense da época.

Inusitados e inesperados podem acontecer

Carlos Chagas

Vem aí nova rodada de pesquisas eleitorais. Dilma Rousseff cresceu. José Serra continuou na frente. Marina Silva ficou onde estava e Ciro Gomes caiu. Novidades,  propriamente,  nenhuma. Na simulação para o segundo turno, aquele que realmente interessa, o governador de São Paulo continua batendo a chefe da Casa Civil por razoáveis percentuais.

Poderão mudar as tendências? Claro. Imaginam-se alterações fundamentais? De jeito nenhum. Deixam de constituir fatores de alterações fundamentais  a remota abertura da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão,  que acabará mantendo os percentuais anteriores, assim como  a expectativa de que  votos poderão  transferir-se  de acordo com a  popularidade de quem não será votado.

A menos que sobrevenham inusitados ou inesperados, está definido o desenrolar do processo eleitoral. Porque a disputa não será travada entre o finado  governo Fernando Henrique e o   pujante  governo Luiz Inácio da Silva. O confronto dar-se-á, mesmo, entre José Serra e Dilma Rousseff.

Por certo que um inesperado será o choque contra o planeta de um asteróide gigante. Ou a chegada do  segundo  dilúvio universal.  Quem sabe até  a  tentativa de um golpe militar.  Fora disso, a natureza seguirá seu curso e a disputa acontecerá mesmo entre o governador de São Paulo e a chefe da Casa Civil. Nesse caso, as pedras estão dispostas no tabuleiro. Quem quiser que suponha lances  inusitados e inesperados. Por certo eles poderão  acontecer. Mas seguindo o processo como até agora, melhor será aguardar.

Água no chope

Vindo de Fortaleza, desembarcou ontem em  Brasília o presidente de honra do PMDB, Paes de Andrade. Está disposto a botar água no chope de Michel Temer, na convenção nacional que o partido marcou para o   próximo   sábado.

A reunião, idealizada pela cúpula do PMDB, visaria apenas reeleger Temer para a presidência do partido, situação que reforçaria a indicação  dela para companheiro de chapa de Dilma Rousseff. Uma espécie de chantagem com o presidente Lula, que  pretender garfar Temer, no mínimo porque o parlamentar paulista não exerce qualquer liderança popular em São  Paulo. No máximo porque não tardam a ser evidenciadas relações incestuosas entre a direção do PMDB e a lambança do mensalão de Brasília.

Paes de Andrade mostra-se disposto, primeiro, a contestar a reeleição de Temer para a presidência do partido. Afinal, licenciado desde que assumiu a presidência da Câmara, o parlamentar paulista havia-se comprometido a apoiar a candidatura do deputado Eunício Oliveira. Depois, porque sendo reeleito, Temer estaria forçando o presidente Lula a aceita-lo como companheiro de chapa de  Dilma Rousseff, hipótese que o companheiro-maior rejeitou ao   sugerir receber do PMDB uma lista tríplice. Questões ligadas ao mensalão de Brasília talvez repousem na decisão presidencial.

A razão  principal da resistência  do  ex-embaixador do Brasil em Portugal é mais profunda. Porque os cardeais  do PMDB decidiram proibir  na convenção de sábado seja debatida a questão sucessória. Melhor será, para eles, manter o governo diante da ameaça de não apoiarem Dilma Rousseff, caso Temer não venha a ser o seu vice.

O problema é que as bases do PMDB começaram a reagir, entendendo que o  maior partido  nacional deve indicar candidato próprio à presidência da República.  Desde já, gostariam de uma posição de suas bases, mesmo não definitiva. O candidato já existe, é o governador Roberto Requião, do Paraná, atualmente em campanha e já dispondo de doze diretórios estaduais. Qualquer manifestação dos convencionais, num sentido ou no   outro,  enfraqueceriam  Michel Temer  como parceiro de Dólmã e do governo.

Melhor será esperar a convenção de sábado. Temer com Dilma  ou Dilma sem Temer poderão dar a tônica do que vai acontecer.

Reforma trabalhista e tribunais se conflitam

Roberto Monteiro Pinho

A especializada do trabalho foi inspirada por seus idealizadores, para ser uma justiça conciliadora, célere, eficaz, e sua maior virtude é a de orquestrar sua prestação jurídica ao hipossuficiente, com a singeleza de não sufocar o empregador, mas, hoje ao contrário de sua linha filosófica, a JT se tornou violenta, excessivamente pró-empregado, a ponto de violar dispositivos legais, com o fito de atender a demanda do empregado, dando a nítida impressão de que ao demandar nesta justiça, o empregador se torna refém e caminha para o cadafalso. Hoje podemos detectar este trauma jurídico no judiciário trabalhista, não só pela insatisfação por suas elocrubações processuais, mas também pelo número exorbitante de processos, já que o ingresso da ação na JT, pode significar enriquecimento ao reclamante. São milhões de causas de curto período laborado, com sentenças e execuções estratosféricas, que atingem R$ 400 mil a R$ 800 mil, valor, inexecutável, e extremamente fora da realidade, eis que se tratam de reclamantes contra micro e pequenos empregadores.

O trade trabalhista aposta que isso ocorre em detrimento da demora para aprovar o texto da reforma, que tramita há 16 anos no Congresso Nacional, que data vênia, não conseguiu agregar ao seu texto propostas viáveis para torna-la moderna, para atender a hiper demanda de ações, sendo mais de 80%, envolvendo valores incontroversos que já deviam ter sido pagos ao trabalhador, sem a necessidade do processo seguir ad eterno, sem que exista uma argumentação aceitável. Isso ocorre, data máxima vênia, porque os dois pontos nevrálgicos que tratam do conhecimento da ação, (instrução e sentença), ganharam nos últimos anos, por conta da liberdade para julgar e formatar suas peças decisivas, sem observar critérios os rígidos de viabilidade, trazendo frutos da enorme gama de inovações que sofistica e elitiza o processo trabalhista. Alem do conflito de interesses na reforma e o pleito dos tribunais do trabalho, a complexidade do trato das questões alinhadas, travam o andamento do texto, que ainda não discute a informalidade, a criação do Juizado Especial na JT e a formulação de uma nova política de decisões processuais menos gravosa para micro e pequenos empregadores.

Sem a consistência necessária para sua eficácia, conforme reflete os 15 milhões de processos travados neste judiciário, com inúmeros recursos, fruto da pratica desarranjada do ritual processual, que acaba levando a risco a execução, travadas por erros que levam a nulidades e transformam a lide num “aberratio júris”. Ocorre que os textos das sentenças proferidas em primeiro grau, em grande parte saltam aos olhos dos mais benevolentes juristas, é a luz do bom direito, peças dignas de publicação nos badalados e  irreverentes títulos literários, pela bizarrice e por tamanha a insensatez, que seria melhor considerá-lo apócrifos, e não de reconhecer que foi gerado no juízo trabalhista. Os freqüentes erros de avaliação do judiciário laboral, parte dos seus próprios integrantes, a partir do comportamento discriminatório que reservaram  aos sindicatos, (na reforma sindical), num desses equívocos, de posição antagônica da entidade corporativa da magistratura do trabalho, junto ao Congresso na aprovação da PEC da Reforma Sindical que modificava a estrutura das agremiações de trabalhadores, e que foi apresentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com subsídios do Fórum Nacional do Trabalho.

A reforma trabalhista, sob influência da elite nacional, e tutelada pelo Banco Mundial e o FMI, não poderia anteceder a sindical, até porque, os pontos da nova carta sindical e da laboral, eram necessários para atender a enorme demanda legal dos direitos trabalhistas, que se levados ao juízo, sem o anteparo das comissões de trabalhadores, ganhariam roupagem de complexo processualismo, fulminado por força da alteração do art 8º da C.F. na PEC da reforma, inciso VI – “é obrigatória a participação das entidades sindicais na negociação coletiva”, e ainda sendo mantido: “às entidades sindicais cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais no âmbito da representação, inclusive em questões judiciais e administrativas”. Mesmo assim hoje as Sessões Dissidiais dos Tribunais, ainda insistem no desarranjo de suas cláusulas coletivas, travando um elenco de reivindicações, que se estenderam pela década de  90, e que acabam se tornando lei. Na medida em que o Congresso aprovou várias Emendas e Projetos de Lei, a exemplo da licença maternidade aumentada para seis meses, e da paternidade para 15 dias, entre outras, são pontos já discutidos e existentes há muito tempo, nos termos das Convenções Coletivas.

Lei fiscal e pressão jurídica e a informalidade

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais (TRTs), perderam a eficácia no controle dos atos praticados por seus juízes, numa clara e insofismável situação de que existe uma divisão política refletindo nos mais elementares procedimentos a ponto de quebrar o elo administrativo, que é fundamental para o funcionamento do judiciário trabalhista. As criticas se aguçam a cada ano, avança no ritmo do número de processos sem solução, e por outro existe um conjunto de idéias mal digeridas sobre as deficiências do sistema judiciário brasileiro onde se se arregimentam críticas infundadas, pelas quais julga-se que a reforma, redundará na sua melhoria sendo esta, de natureza legal ou tão somente processual. Enumeram como a causa, súmulas vinculantes, diminuição do número de recursos, controle externo do Judiciário, mas não são atacados os verdadeiros problemas, por um lado de natureza administrativa e por outra política, ambos reúnem uma série de intempéries, cuja química e altamente nociva à saúde do judiciário laboral.

Um estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Mundial do Comércio (OMC) constatando que a grande incidência de emprego informal nos países em desenvolvimento reduz a capacidade em beneficiar-se da abertura do comércio (uma vertente comercial da globalização), criando armadilhas de pobreza para os trabalhadores em transição entre dois empregos. De acordo com o documento, este produto de um programa de pesquisa em cuja execução colaboraram as duas entidades internacionais, está centrado nos vínculos entre a globalização e o emprego informal, sendo que este último está disseminado em muitos países em desenvolvimento, o que faz com que milhões trabalhadores careçam quase por completo de segurança no emprego, e tenham um baixo nível de renda sem nenhuma proteção social.

Ocorre que os níveis de informalidade variam consideravelmente e vão de 30 por cento em alguns países da América Latina, chegando até mais de 80 por cento em países da África Subsaariana e da Ásia meridional. A resposta a isso, segundo a OIT é fruto do apelo formulado pelo G20 de aplicar, “planos de recuperação que apóiem o trabalho decente, contribuindo para preservar postos de trabalho privilegiando o aumento do emprego, para continuar proporcionando renda, proteção social e ajuda para a capacitação dos desocupados e dos que corre maior perigo de perder seus empregos”. Onde se conclui que o emprego informal inclui empresas privadas não registradas, que não estão submetidas às leis nem às regulamentações trabalhistas nacionais e por conseqüência não oferecem proteção social, e pessoas que trabalham de forma autônoma ou pertencem à mesma unidade familiar.

Para o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy: “o comércio contribuiu para o crescimento e o desenvolvimento em todo o mundo, mas isto não levou automaticamente a uma melhoria da qualidade de emprego. Necessitamos de políticas internas apropriadas para que a abertura do comércio faça com que se criem bons empregos. Isto é especialmente evidente no marco da crise atual, que reduziu o comércio e empurrou milhares de trabalhadores ao setor informal”. A análise empírica realizada no estudo mostra que as economias mais abertas costumam ter uma incidência mais baixa de emprego informal. Os efeitos a curto-prazo da abertura do comércio podem estar associados em primeira instância com um aumento do emprego informal. No entanto, os efeitos a mais-longo-prazo apontam para um fortalecimento do setor de emprego formal, sempre que as reformas do comércio sejam mais favoráveis ao emprego e que haja políticas internas corretas.

Gringo provocativo

Vicente Limongi Netto
“ Vou morder, com prazer, a isca de Euler de França Belém. Salienta na indispensável coluna “Imprensa” que o biógrafo norte-americano Benjamin Moser chama Fernando Collor de “corrupto” no papelucho que escreveu, sentado num tronco de árvore de alguma praça, sobre a escritora Clarice Lispector, que quando criança morou em Maceió. O imbecil Moser se realmente quisesse pesquisar com isenção a trajetória política de Collor, e sobretudo os momentos canalhas e torpes do ilegal e antidemocrático impeachment, teria lido e estudado os autos do STF que inocentaram Collor das levianas acusações dos seus velhacos acusadores. Aliás, uma escória política que ainda hoje perambula pelos corredores do Congresso Nacional. Com o rabinho entre as pernas, porque sabem que Collor tem absoluta certeza de quem nenhum deles vale nada. Usam calças sem nenhuma convicção.”