Nadal faz chover em Nova Iorque, consolida prestígio e a sua ERA

Foi uma noite admirável, apesar do jogo vir de domingo e ser interrompido muito tempo, ontem mesmo. Nadal é o maior jogador dos novos tempos, marcando uma época, só ele e Federer. Mas como Nadal está com 24 anos e Federer 29, tudo caminha a favor dele.

Nadal poderia ter ganho muito mais facilmente. Com Djokovic sacando, ficou 4 vezes em 15/40, conseguiu se recuperar e vencer o game. O set, primeiro mostrou o descontrole e desacerto do sérvio, que dava a impressão de ter a certeza da derrota.

Basta ver esses números. Aos 23 minutos, perdendo um game, deu duas raquetadas violentas nos dois pés, quase atinge o tornozelo, absurdo. Aos 26, disse uma palavra (entendido), aos 31 quebrou violentamente a raquete, foi advertido.

Djokovic, um coadjuvante de luxo, (igual ao escocês Murray) costuma se “penalizar”, batendo com a raquete na cabeça. Há dias, com uma batida mais violenta, tirou sangue da testa. E ontem, de uma vez, mais três batidas. Sua força mental é precária, o que o transforma num possível cliente do famoso cirurgião Paulinho Niemeyer.

Interrompido no segundo set, com o game em 4 a 4, Nadal foi prejudicado. Perdia por 4 a 1, ganhou 3 games seguidos, com a interrupção de 1 hora e meia, acabou perdendo o set, o único.

***

PS – Nadal é completo. Antigamente diziam, “o espanhol só é bom no saibro”. Agora reconhecem: é sensacional no saibro, grama, cimento, carpete, concreto.

PS2 – E marca pontos inesperados e inacreditáveis. Domina todos os fundamentos, do saque à “deixadinha”, e que devolução.

O surpreendente Fidel Castro, chegou ao Poder em 1959, sem ser comunista. Em 1961, os EUA batiam de frente com ele por causa de uma refinaria. Teve que se aliar à União Soviética, depois de romper com Che Guevara. Agora, condena o comunismo, exalta o capitalismo

No último dia de 1958, primeiro de 1959, (foi exatamente na passagem do ano) Cuba se transformou em notícia de repercussão mundial. As tropas revoltosas, que o “marechalíssimo” Batista dizia que não tinham a menor importância, desciam das montanhas, chegavam ao centro de Havana, tomavam o Poder sem a menor resistência.

Os Estados Unidos, que desde 1898 tinham ligações com Cuba, não tiveram a menor ideia do que estava acontecendo. Completamente desinformados, ficaram felizes. Acreditavam que tudo continuaria como vinha acontecendo nos últimos 60 anos (De 1898 a esse estranho 1958).

Mas não era apenas os EUA que vibravam com a chegada de Fidel Castro e suas tropas. O Papa fazia questão de manter as melhores relações com Fidel e seu regime, que era total incógnita. Mas que ninguém, mas ninguém mesmo tinha a percepção de saber como se desenrolaria ou o que aconteceria.

Fidel Castro não era comunista, o único da família comunista ferrenho, seu irmão Raul. O editor chefe do “The New York Times” tinha casa na ilha, passava os fins de semana lá, era apenas uma escapada. Amicíssimos, não se imaginava que houvesse a reviravolta que aconteceu. E que custou a acontecer.

Em março de 1960 (praticamente um ano depois), Jânio Quadros, candidato a presidente, diante do prestígio internacional de Fidel, resolveu visitá-lo. Fretou um avião, 30 convidados. Éramos 28 jornalistas e 2 políticos. Um deputado que esperava ser Ministro da Justiça e não foi, Adauto Cardoso, e outro deputado que esperava ser Ministro do Exterior e foi, Afonso Arinos de Mello Franco. Ficamos lá 9 dias e depois mais 3 na Venezuela.

Como éramos jornalistas, políticos e um candidato que já estava eleito, mas queria ganhar na notícia, andávamos com Fidel e Che Guevara o tempo todo. Nas ruas ou então na casa do embaixador do Brasil, o conservadoríssimo (excelente figura, depois chanceler) Vasco Leitão da Cunha. Mas nunca, de longe ou uma vez sequer estivemos com Raul Castro, o irmão comunista. Não aparecia nunca, ficou sempre distante.

Duas vezes fomos colocar flores no túmulo de José Marti, o grande herói da Independência de Cuba, assaltada por tropas da Espanha, na já citada data de 1898. Os EUA, que pela vontade dos Fundadores, eram isolacionistas, entraram na guerra contra a Espanha, mais pela “vizinhança” do que por outra coisa.

A Espanha foi derrotada, os EUA garantiram Cuba, ganharam o direito de anexar Porto Rico, e pela primeira vez tiveram acesso à Ásia, ganharam as Filipinas. Para combater a Espanha, precisaram construir a base de Guantánamo, quem diria, teria destino completamente diferente.

Em 1960, Cuba já não era mais a que Fidel assumira na madrugada de 1959. Aqueles belíssimos cassinos, abertos, mas era como se estivessem fechados. As mesas de jogo, como se esperassem os jogadores, só existiam fantasmas. As ruas, desertas, os restaurantes luxuosos, mas sem ninguém para freqüentar, as mesas sem uma só pessoa. Seria o fim ou o início de alguma coisa? Só se saberia depois, mas não precisaríamos esperar muito.

O rompimento logo depois, em 1961, consequência da burrísima política externa dos americanos. Cuba precisava de uma refinaria, os EUA PROIBIRAM (a palavra exata é essa) a construção. As relações eram aparentemente ótimas, por que Cuba não poderia ter a sua refinaria? Em que isso atingia a potência EUA?

Houve o rompimento, a União Soviética, que acompanhava todo o processo de “comunização” de Cuba, (veladamente através de Raul, mas muito discretamente), negociou abertamente com Cuba. Como o país era grande produtor de açúcar que a União Soviética precisava, foi colocada a troca: açúcar pelo material para a refinaria.

Rapidamente foi feito o acordo, o açúcar chegou à União Soviética, o material para a refinaria desembarcou em Cuba. E junto com esse material, peças montáveis e desmontáveis de MISSÉIS NUCLEARES.

Cuba montava apressadamente esses MÍSSEIS NUCLEARES, os EUA não sabiam de nada. Em 1962, por acaso, aviões americanos fotografaram áreas de Cuba. Quando foram analisar as fotos, acharam alguma coisa diferente. Voltaram a fotografar as costas da ilha, descobriram os MÍSSEIS NUCLEARES, já montados.

Aí se travou a grande batalha de bastidores. Os generais russos e os generais americanos insensatos, queriam a guerra. John Kennedy e Kruschev , com medo de ficarem prisioneiros deles e mergulhares numa guerra destruidora, se entenderam nos bastidores, através de interlocutores, que palavra. Mas mantiveram o jogo de cena, iludindo os generais, os jornalistas e emocionando a opinião pública. MAS NUNCA O MUNDO ESTEVE PERTO DE UMA GUERRA NUCLEAR NESSE 1962.

E não estará jamais, todos se lembram da advertência de Einstein: “Se houver a Terceira Guerra, nuclear, a QUARTA será com paus e pedras, é o que sobrará”.

Fidel assumiu com 33 anos, dos 34 aos 84 (que acabou de completar) foram 50 anos de ditadura. Não tinha saída. Repudiado pelos americanos, precisava se aliar à União Soviética. O fato de que não houve perigo de Guerra Nuclear em 1962, era o Tratado de divisão do mundo entre as duas potências.

Uma não podia interferir no território dominado pela outra. Faziam apenas jogo de cena, quando vinha o ultimatum final, acabava tudo. Em 1968, a União Soviética massacrou a Tchecoslováquia, no que ficou conhecido na História, como “A Primavera de Praga”. Crime hediondo praticado com os americanos apenas assistindo.

1962, além do medo dos generais dos dois lados, a prioridade do interesse americano. Kennedy chegou a dar entrevista que teve a maior audiência do mundo inteiro, alertando para o PERIGO DE UMA GUERRA NUCLEAR. Assustou o mundo, sabia que isso era indispensável ou necessário.

Como não existe ditadura BOAZINHA, ou como chamam alguns que serviram a ela, de DITABRANDA, Fidel teve que cumprir as regras, não importa que exagerasse na crueldade, na selvageria, na tortura, nas prisões indiscriminadas. E o povão de Cuba não recebeu a contrapartida da perda da liberdade, isso jamais existe ou acontece.

A partir da doença e do Poder passado para o irmão, Fidel Castro começou a ver o mundo de forma diferente. Digamos que teve mais ou menos 5 anos para refletir sobre o passado, se atualizar no presente, situar-se no futuro, principalmente diante da História. A longevidade é cansativa e cara, mas permite essas mudanças.

Compreendendo que a hora é agora, depois dos 84 anos não se sabe a disponibilidade do tempo e da vida, Fidel resolveu agir. Fez contato com um jornalista importante, Geofrey Goldberg, de uma revista nem tanto, “Atlantic”. Fidel sabia que o que iria dizer teria repercussão onde fosse publicado, acertou em cheio. Só que mais uma vez na vida EXAGEROU. Pode ter sido deliberado, FALAVA PARA A HISTÓRIA.

***

PS – Só que Fidel não está credenciado a falar sobre COMUNISMO e CAPITALISMO, medir a duração de um sistema ou do outro, vaticinar qual sistema é eterno ou menos duradouro. Mesmo porque não existe COMUNISMO como possibilidade de substituição do CAPITALISMO.

PS2 – Ninguém na História falava em COMUNISMO, essa palavra só era (e é) citada por amadores. Marx é que em 1848 lançou o Manifesto do Partido Comunista.

PS3 – Quando Lênin e Trotski tomaram o Poder no fim da guerra civil de 1917, resolveram qual o nome que deveriam dar ao novo regime (e país), optaram por SOCIALISMO e SOVIÉTICO, nem imaginaram a palavra COMUNISMO. Fidel vai entrar na História, mas não precisava dizer tanta bobagem.

PS4 – O CAPITALISMO é eterno, irá sofrer modificações nos próximos tempos, (muitas, imprevisíveis) fará concessões, mas não desaparecerá por causa das considerações tolas de Fidel. O capitalismo é QUASE PERFEITO, não precisa de líderes. Funciona sem “homens-chaves”.

PS5 – Pode trocar Bush por Obama. O competente Mitterrand pelo burríssimo Sarkosy, fazer a mesma coisa no mundo todo. Já os ISMOS, precisam de NOMES, quando esses morrem, os ISMOS também morrem.

PS6 – O NAZISMO desapareceu com Hitler, o FASCISMO com a morte de Mussolini, o regime soviético com o fim de Stalin. No CAPITALISMO, morra quem morrer, viva quem viver, NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA.

Ps7 – Genial mesmo foi Marx. Além de “O Capital”, do MANIFESTO e das consequências, viu longe. E escreveu: “O sistema SOCIALISTA não sobreviverá se existir apenas num país”. Foi o que aconteceu.

PS8 – Em 1942, Stalin eliminou o Comintern (internacional), criou o Cominform (nacional), a República Soviética terminou ali. O resto foi sobrevida, FINANCIADA PELA CIA E PELA GUERRA FRIA.

PS9 – Vou escrevendo, lembrando. Há mais ou menos 30 anos, o jornalista Jean-Jacques Servan-Schreiber, editor e proprietário da importante revista semanal da França, “Le Express”, escreveu: “Eu estava na Arábia Saudita, no gabinete do Sheik, chegou Chê Guevara, perguntei rotineiramente: “Como estão as coisas?” E ele: “Não estão boas, estou indo embora”.

Schreiber diz que aceitou com resposta normal, nada importante. Meses depois, quando Fidel e Chê Guevara romperam, ele deixou o cargo de presidente do Banco Central e saiu de Cuba, Schreiber voltou a escrever, só que aí amargurado e ressentido com ele mesmo.

PS10 – Schreiber: “Compreendi que o ESTOU INDO EMBORA de Chê, era um recado para mim, não percebi nada, perdi um furo internacional. Tentei falar com  Fidel, não consegui, ele recebeu a saída de Chê com a mesma frieza com que recebeu seu assassinato, anos depois”.

Agora, depois de 50 anos de prisões, torturas e assassinatos, Fidel reaparece tentando entrar na História, como analista de regimes e ideologias, doutrinando sobre CAPITALISMO (que jamais praticou), e COMUNISMO (que sempre confundiu com irrealismo), acreditava que fosse a SALVAÇÃO DO MUNDO.

PS11 – Na verdade, o Fidel de 84 anos, procura se reconciliar com o jovem Fidel de 25, quando começou a luta, e o Fidel de 33 que tomou o Poder. E procura R-E-C-O-N-C-I-L-I-A-R seu irmão comunista como CAPITALISMO DOS EUA. Conclusão: pretende salvar Cuba, reintroduzindo-a no sistema que considera ETERNO, mas não se conforma apenas como a entrada na História, isso está garantido.

PS12 – Quer garantir a permanência no Poder, prorrogar o tempo do irmão, e satisfazer, quem sabe, a sua ânsia e vontade de ir aos EUA, sem sacrifício ou proibição. E quem sabe, ser recebido por Obama, já que os empresários americanos não querem outra coisa a não ser glorificar a Doutrina Monroe de 1800, antes dele ser presidente: “A América para os americanos”. Cuba, logicamente, incluída.

VARIADAS, com Marta e Netinho, Maia e Crivella, Lindberg e Picciani, Aécio, Requião e Eduardo Braga, Agripino, Garibaldi e muito mais

Os jornalões, desinformados, quando surge a oportunidade, fingem que acertam tudo. No fim de semana, na Primeira da Folha: “Onda governista puxa mais três rumo ao Senado”. Ha!Ha!Ha! Seriam : “Netinho e Marta em SP”. Ora, há seis meses já garanti aqui a vitória de Marta e sua candidatura a prefeito em 2012. Não há como errar.  XXX  Quanto a Netinho de Paula, vinha crescendo, mas dificilmente ganharia de Quércia ou Tuma. Como ficaram só dois candidatos, ADIVINHARÃO com toda certeza.  XXX  No Rio, até as pedras da rua (Rui Barbosa) sabem que Lindberg passou César Maia, e há muito tempo. Como já disse aqui que Crivella está eleito, Picciani vai mesmo cuidar da fortuna gigantesca e de uma vaga no TCE (Tribunal de Contas do Estado).  XXX  Agora, vejam alguns dos acertos deste repórter, também há meses. Três estados só tem um vaga de senador, a outra vai para Aécio, Requião, Eduardo Braga (Amazonas).  XXX  E no Rio Grande do Norte não há vaga alguma. Agripino Maia e Garibaldi Alves, que não se dão durante muito tempo, na véspera da eleição garantem a reeleição.  XXX  Há meses vinha dizendo e insistindo: “Se Aécio for vice de Serra, podem dizer que sou o pior analista do mundo”. Isso era o óbvio. Como Serra não ganha, por que Aécio trocaria 8 anos no Senado, por 4 no ostracismo?  XXX  Garotinho, Vladimir Palmeira, Romário, Dona Benedita serão alguns dos deputados mais votados para federal. Isso não é vontade do repórter e sim constatação.  XXX  Curioso no Estado do Rio: cabralzinho APOIA Lindberg e Picciani. Como este já está derrotado e o outro vitorioso, onde está o prestígio do governador? Se elegesse os dois, poderiam reconhecer: “Que força eleitoral a desse cabralzinho”.  XXX

A Globo empobrecendo (na audiência), a Record enriquecendo, o público não entendendo nem sabendo o que escolher. Quanta besteira, Manuel Bandeira.

O Ibope só faz pesquisa em SP, especialmente aos domingos. Nesse dia, Globo e Record se enfrentam diretamente. E em SP o Ibope tem aparelhos nas casas, pode dar a audiência, minuto a minuto.

Anteontem, Gugu (um energúmeno) subiu de 14 para 15 pontos. O Faustão (desinteressante quando era gordo e pior agora) em três semanas caiu de 21 para 16 pontos. E sem as estrelas das novelas, chegaria no máximo a 4 pontos.

No mesmo período, o Fantástico desceu de 20 para 17, e o Domingo Espetacular, foi de 13 para 15 pontos.

O que não está no Ibope, importantíssimo, duas questões. 1 – A audiência (para cima ou para baixo), se reflete imediatamente na publicidade. 2 – Os custos da TV Globo, são três vezes mais altos do que os da Record.]

***

PS – O futebol, SOZINHO, marca 30 anos. Qualquer que seja o jogo.

PS2 – “Passione” subiu um pouco, a Record não concorre, suas novelas, ninguém se importa com elas.

PS3 – Exemplo maior de curiosidade. O “Jornal Nacional”, com Bonner e Fátima, caiu de 31 para 28. Quando o casal não está presente, a audiência sobe, sistematicamente.

Um sofrível programa de calouros

Carlos Chagas

Tivessem um pouquinho  de coragem e os quatro  principais  candidatos presidenciais teriam feito reunir seus representantes, ontem, para dar um basta à humilhação a que se submetem nos debates promovidos pelas redes de televisão. Um grito de independência para prevenir novos vexames marcados para seus próximos encontros.

Não dá para assistir outra vez,  sem protestar,  esse engessamento absurdo dos candidatos às tais “regras dos debates”. É verdade que  quando a campanha começou concordaram todos com a submissão aos limites de tempo para suas respostas e, mais ainda, com a momentânea ditadura dos mediadores, responsável pela grosseria dos cortes de áudio e vídeo daqueles  que se encontram terminando seus raciocínios e são interrompidos por conta da truculência das normas antes acordadas. Para o bom andamento dos debates, seria necessário aplicar o  verbo “flexibilizar”,  tão a gosto dos neoliberais.  Se um candidato encontra-se em meio ou no final de uma exposição, mandariam  o bom senso e a educação que  pudesse terminá-la.  Depois, é claro, a extensão de tempo seria oferecida aos demais, a título de compensação.

O que fica ridículo é assistir possíveis futuros presidentes da República no papel de meninos de curso primário submetidos à palmatória do mestre-escola. Alguns mediadores,  diga-se, até constrangidos pela obrigação de cortar quem tem a palavra, como ainda domingo na Rede-TV. Outros, nem tanto, porque prevalecem, em maioria, os  arrogantes, aqueles que andam atrás de alguns minutos de glória indevida, abusando do rótulo tornado  pejorativo quando chamam os convidados  de “CANDIDAAAATO”.

Como todos os postulantes ao palácio do Planalto  submetem-se às determinações das redes,  ávidas de faturar o prestígio alheio, fica difícil que nos próximos debates venham a impor a lógica de suas prerrogativas. Continuarão sendo cortados ou, pior ainda, levados a reduzir respostas  pela metade, sempre de olho nos implacáveis reloginhos que prejudicam e até distorcem suas mensagens.

Guardadas as proporções, os debates transformaram-se num programa de calouros onde não faltam, sequer, os intervalos faturados a peso de ouro, onde os candidatos transformam-se  em propagandistas de sabonetes, supermercados ou veículos a preço de ocasião. Será um dos exageros do modelo econômico que nos assola e diante do qual todos baixam a cabeça?

Mais um engodo

Ontem, mais uma vez,  a enganação. O presidente Lula embarcou cedo para Santa Catarina, visitando obras e comparecendo a eventos em diversas cidades. À noite, terminou o périplo em Joinville, onde sua agenda referia-se a “compromisso privado”. Por coincidência, na mesma praça onde Dilma Rousseff realizava mais um de seus comícios. Coincidência não foi, muito pelo contrário. Por que, então, não ser anunciada a presença do primeiro-companheiro no palanque de sua pupila? “Compromisso privado” uma ova: participação  clara, aberta e até constitucional de um cidadão, presidente da República ou não,  no processo eleitoral de seus país. Só não se justifica a enganação…

Oportunidade perdida

Pelo jeito, a recente reforma no palácio do Planalto revolucionou as bases da arquitetura universal. O quarto andar, onde funciona a Casa Civil, está completamente isolado do terceiro, gabinete do presidente da República. Não há escadas, muito menos elevadores, interligando os dois pisos. Sequer telefones ou, mesmo, moleques de recado   capazes de levar mensagens de um patamar para outro. O quarto andar constitui-se numa galáxia à parte, sem comunicação com o terceiro.

Nem o presidente Lula nem Erenice Guerra trocaram uma palavra a respeito das denúncias sobre tráfico de influência que atingiram a chefe da Casa Civil e seu filho. Mentirosas ou verdadeiras,  as acusações parecem não ter existido, na sede  do  Executivo. Fica tudo como está, sob o pretexto de que quanto mais mexer, mais o episódio fede.

É claro que seria desgastante para o governo, o presidente e até sua candidata a dispensa da ministra encarregada da coordenação administrativa. Só que sua permanência fica pior, sem uma simples recomendação para que vá comprovar sua inocência desvinculada de laços com o poder. Vale repetir o que escrevemos ontem: que saudades do Itamar…

Ainda espera

Engana-se quem supõe José Serra entregando os pontos. Como Ulysses Guimarães em 1989, o candidato ainda espera que os votos venham a jorrar em cascata. O velho patriarca da democracia aguardou até o fim a virada do jogo, parecendo-lhe inconcebível que o eleitorado desconhecesse seu papel na queda da ditadura. Abateu-se ao verificar que ficou atrás do Dr. Enéas, não encontrando explicação para a vitória de Fernando Collor.

Serra adota o mesmo raciocínio. Imagina que até o dia 3 mudanças profundas acontecerão. Joga seus cacifes na realização do segundo turno, quando tudo poderia ser diferente. O diabo é que não se anima a  mudar o eixo da campanha, trocando  as veementes  críticas ao governo Lula e à adversária por propostas concretas e efetivas de realizações para o futuro.

Erenice deve entregar cargo para não pesar contra Dilma

Pedro do Coutto

São tão grandes e tão fortes os indícios de irregularidades – para se dizer o mínimo – envolvendo a ministra Erenice Guerra, que o melhor que deve fazer é colocar o cargo à disposição para não constranger ainda mais o presidente Lula e não pesar de forma mais acentuadamente, em matéria de votos, contra a candidata Dilma Roussef. A matéria publicada na edição da revista Veja, de sábado, assinada por Diogo Escosteguy, já fora um violento torpedo no casco da Casa Civil. Porém as reportagens de Evandro Spineli e Bruno Costa (Folha de São Paulo), de Leandro Colón (O Estado de São Paulo) e a de Geralda Doca e Fábio Fabrini, O Globo, todas três publicadas ontem, segunda-feira, tornaram-se arrasadoras. Em seu conjunto incluem não só a denúncia de empresário Fábio Baracat, mas também declarações do diretor de Operações dos Correios, Artur Rodrigues da Silva.

A posição de Erenice Guerra, sobretudo pelo primarismo das articulações colocadas em primeiro plano, tornou-se insustentável. Pedidos de demissão ou afastamento “para não prejudicar as investigações” são comuns no universo político. Nenhum governo até hoje, pelo menos de 1945 a 2010, conseguiu atravessar um mandato sem que houvesse alguma substituição ministerial. Nem os governos da ditadura militar -1964 a 1985- escaparam desta regra. Pelo contrário. As razões são as mais diversas, mas os que, por este ou aquele motivo, perdem as condições para permanecer devem saber cair. Acontece. É do jogo.

A demissão, em várias ocasiões, destina-se a impedir um mal maior, uma repercussão mais prolongada. Erenice Guerra não será a primeira, tampouco a última numa longa galeria de episódios. No governo Lula mesmo, a ministra da Igualdade Racial (título que sinaliza para a perspectiva de não haver tal igualdade), teve que deixar a pasta  pelo uso e abuso do cartão de crédito corporativo.

Acontecimento centenas de vezes menor do que os que afundam agora  a ainda ministra – pelo menos até a hora em que escrevo – Erenice Guerra. A pessoa politicamente atingida ou rebate de plano as acusações de forma firme e convincente, ou então deixa o palco para que as reações negativas da platéia, no caso o eleitorado, não abranjam o governo e a candidata do partido à sucessão presidencial. É mais coerente, mais hábil, mais político. O poder embriaga, sem dúvida, aliás tema de um filme americano famoso com Burt Lancaster e Tony Curtis, A Embriaguez do Sucesso, tradução literal do inglês.

A tendência de alguns que se deixam envolver pelo aparentemente doce perfume do poder, equivocadamente, é sentirem-se imunes aos limites da lei e da ética. É um erro. A lei e a ética são limites inultrapassáveis, principalmente quando os culpados adotam modos primários de atuação, deixando provas em cima de provas, que dá margem a um rastro de certezas óbvias.

Substituições ministeriais povoam a história, não só a do Brasil, mas a universal. A política, partidária ou econômica, tem os seus momentos. É necessário conviver com eles, as motivações e os reflexos. No governo JK, por exemplo, fatos que ocorreram na administração de Mario Pinotti levaram a sua demissão do Ministério da Saúde, no início de 60, substituído por Souto Maior, pai do piloto Nelson Piquet. Ernesto Geisel demitiu Silvio Frota, do Ministério do Exército, e Hugo de Abreu, da chefia da Casa Militar. Os motivos variam.  Mas as demissões decorrem sempre da perda da confiança. Erenice Guerra está neste caso até prova em contrário. A menos que Lula deseje, por absurdo, que Dilma perca votos na reta de chegada, que está à vista.

Muito se fez, mas pouco se alcançou na Justiça do Trabalho

Roberto Monteiro Pinho

Ao largo das mazelas da Justiça do Trabalho (até por que não resolve as suas), o legislativo brasileiro em constante mutação nas questões do trabalho, trouxe para este cenário laborativo, a Lei no 9.601/98, com o objetivo de atender a necessidade de adequar a força de trabalho à inserção do Brasil no mundo globalizado e, portanto, competitivo. Para tal mister, impende que se flexibilize a legislação laboral através da redução de encargos e direitos trabalhistas com o fito de tornar os produtos nacionais mais competitivos, ou seja, mais atrativos ao mercado internacional, aliado aos índices elevados de desemprego.

Assim, a lei oportunizaria a criação de novos postos de trabalhos, reduzindo sobremaneira o número de desempregados, e, por conseguinte, o número de excluídos sociais. Assim nasceu a lei que instituiu o contrato de trabalho por tempo determinado, que não se confunde com a Lei no 6.019/74, que regula o contrato temporário de trabalho, que vem a ser a mesma que foi implementada na Espanha, Argentina entre outros países. Na verdade a lei do contrato temporário de trabalho passa a distância da inconstitucionalidade, fere inúmeras garantias constitucionais capituladas no art. 7o da Carta Magna, e por final tendo em ambos malograda com o seu escopo de redução dos índices de desemprego.

O trabalhador temporário, regido pela Lei nº 6.019/74, tem algumas particularidades em relação ao empregado normal, regido pela CLT. Possui uma legislação própria e nem sempre se utilizam as mesmas rotinas. Ambas as Leis tem como origem o princípio da flexibilização do direito do trabalho, para que se tentar diminuir o desemprego e o comercio informal, a Lei 9601/98 foi criada para gerar um aumento efetivo no corpo de funcionários da empresa, concedendo assim benefícios fiscais as empresas, a Lei 6019/74, para atender situações peculiares determinas pela Lei, que a empresa possa ter necessitando de mais funcionários, mais sem o risco de grandes encargos fiscais e trabalhistas. A relação é aquela prestada por pessoa física a uma empresa, (por no máximo 3 meses) para atender a necessidades transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário. A inobservância dessa regra qualifica automaticamente para empregado normal.

No conjunto da obra, o instituto temporário, não chega ser um coadjuvante, nada excepcional, apenas mais conjunto de cláusulas para serem questionadas (conforme já vem sendo) no judiciário laborativo. O novo texto de leis do trabalho (denominada nova CLT) é de autoria do relator, deputado  Cândido Vaccarezza (PT-SP), e reúne 1,6 mil artigos, que entram em rota de colisão com outro código em gestação de 900 artigos do projeto de Lei n° 1987/2007, denominado de Nova Consolidação das Leis do Trabalho. A discussão temática da reforma se arrasta há 16 anos, entre sindicatos, governo, juízes, Conselhos, procuradores e juristas, já chegaram a exaustão, a ponto do governo optar pela “reforma fatiada”.

Este elenco de técnicos, especialistas, ainda não conseguiu o consenso para fechar o texto trabalhista, isto se deve a própria natureza do projeto, até porque, por descuido não inclui a proteção social para 65 milhões de informais. A dúvida central que persiste ainda continua sendo a mesma, já que diante de tantas modificações, inovações, jurisprudências e novas leis, a relação empregado/empregador, ainda entra em conflito, e se aguça mais ainda no âmbito do judiciário trabalhista?

De fato embora as leis venham incluindo os conflitos coletivos dentro do direito, existe um claro despreparo dos magistrados na inclusão destes conflitos como passíveis de solução efetiva, indeferindo no nascedouro muito das ações que, justamente, têm o objetivo de incluir no sistema essas novas modalidades de conflitos da sociedade pós-industrial, dando-lhe uma solução efetiva e não apenas formal.

Partindo deste ponto de vista, a morosidade da Justiça do Trabalho se dá porque ela não consegue incluir em sua estrutura e, portanto, processar, os novos conflitos coletivos que se apresentam, e, sendo assim, ela se torna obsoleta, incapaz de solucionar os novos conflitos da sociedade emergente, e, como tal, ainda assim peca em excessos e por excessos, no trato dos contratos individuais, eis que não se habilitou de forma mais alentadora. Por isso, reclamam os mais íntimos da matéria laborativa, de que a especializada não espanta as vozes da sociedade do discurso de sua extinção.

Enquanto a máquina judiciária funcionar através de aplicativos pseudos inovadores, mesclados a enxertos de temas importados de outros títulos de lei, que atendam a ausência de previsão na CLT, mas, com modificações que à frente, por má aplicação, são fadadas a nulidade, dificilmente a JT, avançará, de toda forma que também o legislativo continuará com sua engenharia de novas leis trabalhistas, levando ambas ao encontro do gigantesco oceano de águas turvas do judiciário trabalhista.

A empreiteira Mendes Júnior (leia-se: José Sarney) está saindo da licitação para a construção da segunda maior hidrelétrica do mundo, a de Belo Monte. Todos sabem porque saiu, ninguém pode contar

Vários órgãos de comunicação publicaram: a Mendes Júnior sairá da licitação para a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Usam siglas misteriosas que o público jamais entenderá. E ficam nisso, empreiteira é poderosa, são 6 ou 7 que DOMINAM todas as formidáveis obras do governo, portanto, tudo que se relaciona com elas não pode ser desvendado.

A Mendes Júnior é uma delas. A “desistência” de agora, tem origem na segunda década dos anos 80, logo depois da posse de José Sarney. Portanto, mais de 20 anos. Vou apelar para a memória, e lembrar o que publiquei na época. Não posso repetir o que publiquei, a “Tribuna” está fechada, não circulará mais. Não receberá a indenização devida, que qualquer que seja o número, será INFERIOR aos prejuízos que o jornal sofreu a vida inteira. E a ação TRANSITOU EM JULGADO HÁ 8 MESES, por decisão do Supremo. Mas não anda, não vai andar nunca, apesar de SÓ FALTAR UMA ASSINATURA.

Confio na memória, pode haver (não há) algum lapso, mas o fundamental está aqui. A guerra Irã-Iraque estourou por essa data, durou 10 anos implacáveis. 2 – A Mendes Junior foi contratada pelo Iraque de Saddam Hussein para obras importantes.

3 – Tratava-se de construir uma ferrovia ligando um país ou outro, Iraque e Irã tinham excelentes relações a não ser em matéria de petróleo e intervenção dos Estados Unidos. 4 – As obras estavam sendo “tocadas”, inesperadamente começou a guerra, e naturalmente as explosões destruíram os canteiros das obras.

5 – A Mendes Junior teve que sair do país, o Iraque, que perdeu a guerra, ficando devendo 250 milhões de dólares à empresa brasileira. 6 – O que fez Murilo Mendes? Sabendo que Sarney era altamente CONVERSÁVEL, foi conversar com ele. Levando antecipadamente uma proposta. Que era a seguinte.

7 – O Banco do Brasil (então presidido pelo compreensível Camilo Calazans) faria um leasing (desculpem) com a empresa. Dessa forma, abriria um crédito para a Mendes Junior, não de 250 milhões, mas sim de 300 milhões. (Há sempre o “por fora”, como se fosse um prato feito. E ERA.)

8 – Generosamente, Mendes Junior DARIA AS MÁQUINAS COMO GARANTIA. Mas essas máquinas estavam PERDIDAS no deserto, ou DESTRUIDAS, o Banco do Brasil, também GENEROSAMENTE (era um pedido do presidente da República) fez a operação e BANCOU o prejuízo.

9 – Como contei com EXCLUSIVIDADE na Tribuna da época, foi o MAIOR ESCÂNDALO do governo Sarney, não logicamente o único. 10 – Terminado o governo Sarney, Collor assumiu, e IMEDIATAMENTE cancelou o leasing. (Que não foi restabelecido até hoje).

11 – Com isso, a Mendes Junior ficou devendo os 300 milhões ao Banco do Brasil, e mais os juros e encargos sobre esses 300 milhões. No mínimo, no mínimo, por 20 anos. 12 – A Mendes Junior nesse tempo todo, não deixou de fazer obras para os diversos governos, recebendo e cumprindo as regras de RECOMPENSA do mercado.

13 – Agora, a Mendes Junior, IMPENSADAMENTE, entrou no grupo que vai construir Belo Monte. Só que essa obra será financiada pelo Banco do Brasil. Que não tem MEMÓRIA, mas tem ARQUIVO. 14 – Sarney, sem memória, sem arquivo e já sem prestigio, não pôde socorrer a empresa com quem tem relacionamento em inglês, LEASING, e em português, EMPRÉSTIMO SEM GARANTIA.

***

PS – Pelo estatuto, o Banco do Brasil não pode financiar obras de empresas que sejam devedoras ao próprio BB, como é o caso da Mendes Junior, “que nem se lembrava”.

PS2 – Diante da DECISÃO do Banco do Brasil, a Mendes Junior, já sem Sarney a tiracolo, teve que sair do grupo, para NÃO INVIABILIZAR, o que chamam de APORTE DE RECURSOS.

PS3 – Mas no mundo capitalista existe saída para tudo. A Mendes Junior deve ter TRANSFERIDO a sua parte para alguém. Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do mundo. Maior do que Itaipu, menor apenas do que a chinesa Três Gargantas. Vai gerar 11 milhões de KW de energia.

PS4 – Só para esclarecer: pelo fato de publicar (e REPETIR) fatos como estes, a Tribuna foi discriminada e perseguida, ANTES, DURANTE e DEPOIS da ditadura.

PS5 – É a ordem consequente da INTRANSIGÊNCIA JORNALÍSTICA. Perseguição que continua, ATÉ MESMO NA JUSTIÇA, NENHUMA SURPRESA.

NÃO DEIXEM DE LER AMANHÃ:

O surpreendente Fidel Castro, chegou ao Poder em 1959,
sem ser COMUNISTA. Em 1961 “batia de frente” com os EUA,
por causa de uma refinaria. Teve que se juntar à URSS. Agora, 50
anos depois, condena o COMUNISMO, exalta o CAPITALISMO.
Não está CREDENCIADO para nada disso.

É dura a vida de derrotado

Em final de campanha, no tempo e na esperança, José Serra já começa outro projeto: prefeito de São Paulo em 2012. Vai viajar, apenas por alguns meses, agora é por conta dele, e não nos 13 anos em que morou no exterior, “perseguido” pela ditadura.

Voltou em 1977, ninguém o procurava, dirigiu a campanha de FHC, “cassado”, mas podendo disputar eleição, o único no Brasil todo. (Serra pelo menos foi cassado mesmo).

Nesse novo projeto de Serra, um impecilho ou obstáculo: Geraldo Alckmin já governador, eleito provavelmente no primeiro turno. Candidato a prefeito pelo partido de Serra (o PSDB), Alckmin foi atropelado por Kassab, do DEM.

***

PS – Como no Brasil tudo é possível, quem sabe Alckmin resolve “dar o troco” em Serra. É bem possível.

PS2 – Mas o PSDB não tem candidato, nos últimos 12 anos, começando em 1998 (e agora somando mais 4 ou 8 anos) a divisão foi sempre entre Serra e Alckmin.

PS3 – Ameaçado por um enfarte desde 1986 (disputa para o Senado), Covas serviu de alavanca e ponto de apoio para os dois. Sendo que Alckmin foi governador três vezes. (Nem FHC ou Lula, conseguiram)

VARIADAS, com Geraldinho Carneiro, Scola “marcado”, Eduardo Paes e César Maia, Ideli Salvati, Tarso Genro e Yeda Crusius

Depois de amanhã, quarta-feira, grande programa na Livraria Argumento. Lançamento de um novo livro do poeta Geraldinho Carneiro. E mais: exibição especial dos filmes “Miragem em Abismo”, de Eryc Rocha, e “Rascunhos do Tempo”, de Jorge Brennand.  XXX  A venda do prédio do Jóquei, no centro da cidade, provocando polêmica e com péssima repercussão.  XXX  Quanto à construção, na sede da Lagoa, provoca dúvidas e protestos.  XXX  Ainda não vi o projeto, mas se tiver as mesmas irregularidades do Shopping que o Flamengo queira levantar, lutarei para que não aconteça. Da mesma forma como impedi o Shopping irregular, tentarei que não haja a construção no Jóquei. Depende do projeto.  XXX  A Argentina ganhou do Brasil no basquete, como eu disse no comentário, “deixaram o Scola solto, marcou 37 pontos”.  XXX  Vi o jogo com a Lituânia, colaram no Scola, ele fez muito pouco. Foi pra isso que a Argentina eliminou o Brasil, com diferença mínima?  XXX  O prefeito Eduardo Paes só fala na Olimpíada de 2016 no Rio. Esquece que seu mandato acaba em 2012? Já é candidato? Pelo visto é, apesar de saber que César Maia derrotado (desempregado) para senador, tentará explodir novamente o Rio.  XXX  Dona Ideli Salvatti, do PT, achava que não se reelegeria para o Senado, “o governo de Santa Catarina seria mais fácil”. Está no quarto lugar, com quatro candidatos.  XXX  Há oito meses, me encontrando, Tarso Genro disse: “Helio, já pode me chamar de governador, ganho no primeiro turno”. Publiquei, lógico. Vai ganhar mesmo, embora talvez no segundo turno.  XXX  Dona Crusius, que quase sofreu impeachment, tenta a reeeleição, como sempre disse aqui, tira último. XXX

A baixaria pela presidência da Câmara

Tendo sido “escolhido” para vice de Dona Dilma já vitoriosa, o fator negativo representado por Michel Temer seria compensado pela ausência no cargo mais importante da Câmara. Livres dele, começou a concorrência.

Pela ala adesista do PMDB, a pior de todas, “pularam” na frente, três “puros sangues” desse exibicionismo fulgurante e sempre vencedor, perdão, quando se trata de cargos proporcionais, facilmente acumulados. Também são “conquistáveis” cargos majoritários, embora com um pouco mais de dinheiro e dificuldade.

Esses três, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima, nem se arriscam a essas disputas. E quando se lançam, é derrota certa, como está acontecendo na Bahia, onde Wagner se reelege sem campanha.

***

PS – Então tentam a presidência da Câmara, os três sempre aliados na “conquista” de tudo, embora tenham que se dividir.

PS2 – Eduardo Alves, com mais de 10 mandatos de deputado, para governador foi derrotado pela ex-mulher. Cunha, o maior lobista, vetado pelo Planalto-Alvorada.

PS3 – Geddel, apoiado por Lula, (de quem dizia horrores), não pode presidir a Câmara, fulminado na Bahia. Não existe alguém com perfil mais apurado?

Que saudades do Itamar…

Carlos Chagas

Mais do que nunca, a hora é de saudosismo explícito. Que saudades do Itamar, aquele que à primeira  denúncia de irregularidades e trapalhadas em seu pano de fundo, em poucas horas demitia  ministros, altos assessores e auxiliares de todo nível, supostamente implicados em acusações.  Deixava  a porta aberta  para o retorno, recomendando que fossem defender-se como  cidadãos comuns e, provada inocência, retornariam com tapete vermelho.

Aconteceu até com seu chefe da Casa Civil,  o  todo-poderoso  Henrique Hargreaves, que por sinal voltou,  meses depois de uma acusação falsa. Muitos outros, porém, tomaram o rumo do esquecimento, restando  a  lembrança de um presidente da República inflexível na defesa da coisa pública. Itamar Franco inscreveu-se na galeria daqueles governantes que, ao assumir, trocaram a complacência pela ética.

No correr dos  oito anos da administração  Lula  não  tem sido  assim. Em muitos casos os suspeitos acabaram defenestrados,  sempre pela evidência de suas participações em ilícitos maiores e menores, jamais pela iniciativa do chefe. A prática do primeiro-companheiro tem sido invariavelmente de abrir as asas e abrigar pelo tempo que for possível  seus bons e maus colaboradores. Baseia-se no  simples  fato de terem sido escolhidos para trabalhar com ele.  Imagina-os imunes às tentações do uso do poder apenas por supô-los dignos de sua escolha.

É só mais um, esse caso do fim-de-semana envolvendo denúncias contra a chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e um de seus filhos, acusados de lobby, tráfico de influência e intermediação de contratos públicos em troca de propina.

Jamais se poderá considerá-los culpados antes de completa elucidação dos fatos.  Pode tratar-se de calúnia, baixa manobra eleitoral, erro ou engano, mas na medida em que a sucessora de Dilma Rousseff permanecer no cargo, quaisquer  provas de culpabilidade atingirão na moleira  o presidente  da República. Engrossarão  o rol onde se encontram José Dirceu, Antônio Palocci, Luiz Gushiken, José Genoíno, Delúbio  Soares, os demais mensaleiros, mais os  aloprados de São Paulo e quantos outros?

Vale repetir,  que saudades do Itamar…

As balas de prata

Ao defender publicamente Erenice Guerra das acusações de tráfico de influência e penduricalhos, Dilma Rousseff valeu-se de  imagem  que precisa ser explicitada. A candidata afirmou que seus adversários  estão   procurando “balas de prata”. Pelo que revela a memória dos tempos da infância, balas de prata eram a única forma de abater lobisomens, assim como estacas de madeira no coração derrotavam vampiros.

Teria sido melhor para  Dilma ficar na primeira parte de suas declarações, quando  desvinculou-se  da denúncia contra sua substituta, dizendo tratar-se de assunto governamental, não tendo como fazer juízos de valor. Afinal, não é por ser amiga de Erenice que ela se obriga a avalizar seu comportamento. Em especial porque depois de haver-lhe transmitido a chefia da Casa Civil, encontraram-se apenas duas vezes, de passagem. Além de conhecer “muito pouco”  o filho dela.

A pergunta que se faz é se, eleita, a ex-ministra manterá as características do Lula, de jamais tomar a iniciativa de afastar auxiliares acusados de irregularidades, ou se retomará a estratégia oposta aplicada por Itamar Franco. Pelo que se conhece de sua personalidade, não permitirá  que amizades  obstruam o dever maior de todo governante. Nem que admitam supostos lobisomens transitando pelo palácio do Planalto.

Preocupações superdimensionadas

As pesquisas mais recentes revelam o crescimento dos candidatos ligados ao presidente Lula que disputam o Senado. Não necessariamente todos do  PT, mas de partidos afins. Pelo jeito, depois de esboçada a vitória de Dilma Rousseff  na presidência da República, concentra-se o primeiro-companheiro na conquista de maioria entre os senadores, cuja instabilidade prejudicou sua administração até menos do que ele pensa. Porque derrotas, mesmo, daquelas fundamentais, o governo sofreu apenas uma, a revogação da CPMF.  A impressão é  de que o Lula agastou-se mais com os virulentos pronunciamentos de seus adversários senadores do  que  propriamente com seus votos. Alguma coisa que beira as raias do particular, sobrepujando o público.

Mesmo assim, pesquisas são pesquisas. Três oposicionistas que disputam a reeleição encontram-se na alça de mira do presidente da República, que tudo tem feito e mais fará para  derrotá-los: Tasso Jereissatti, do PSDB do Ceará, José Agripino, do DEM do Rio Grande do Norte, e Arthur Virgílio, do PSDB do Amazonas. Os três vão muito bem de perspectivas, considerando-se vitoriosos se as eleições fossem hoje. Acresce que o PMDB, agora integrado por  inteiro no governo e na candidatura Dilma, será sempre uma garantia de  sólida maioria  governamental, exceção, talvez, de Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos e Roberto Requião, refratários ao alinhamento  automático.

Estratégia questionada

Em casa onde não tem pão, todos brigam e  ninguém tem razão, diz o ditado popular. Coisa parecida acontece no ninho  dos  tucanos. José Serra custou a botar sua candidatura na rua, esperou demasiadamente uma resposta de Aécio Neves para ser seu vice, engoliu um índio desconhecido como imposição  do  DEM e começou a campanha voltado para o futuro, sem ficar batendo no governo Lula como pretendiam alguns de seus assessores. Como foi caindo nas pesquisas, aceitou conselhos para aumentar o diapasão de críticas e denúncias contra o presidente e a candidata adversária. Só essa mudança parece não estar dando certo. Na maioria do eleitorado caem no vazio as diatribes e as acusações contra a atual administração.  Como estamos a três semanas das eleições, há quem insista para Serra mudar novamente de estratégia. Pode não dar certo essa política de biruta de aeroporto.


No auditório de O Globo Serra jogou a toalha

Pedro do Coutto

Na sabatina, sexta-feira passada no auditório de O Globo, com a participação de editores, colunistas e repórteres do jornal, o candidato José Serra, como se diz no boxe e nas lutas livres, jogou a toalha no ringue. Quer dizer: desistiu, embora faltassem ainda três semanas para as eleições. Como fez isso? Afirmando que, para Lula voltar em 2014, sucessão da sucessão atual, era preciso que ele, Serra, vencesse. Se Dilma Roussef ganhar, Luis Inácio não se elege nem deputado. A frase, em letras gigantesca, está em página dupla da edição de sábado. Não pode haver exemplo maior de desistência antecipada. Ele  procurou incrivelmente motivar a quem? O eleitorado lulista. Logo,  tacitamente, reconheceu que, na oposição, não possui a menor chance de vitória.

Recorreu aos eleitores da coligação PT-PMDB-PC do B, para ficar só nestas legendas. Me lembrei, na hora em que li O Globo, de artigo do ministro aposentado Humberto Braga a respeito do tema alternância no poder, publicado quinta-feira aqui na “Tribuna”. Ele colocou, com ironia, que exigir isso corresponde a imaginar o surrealismo de o próprio Lula pedir ao povo que votasse na oposição.

À primeira vista, claro, uma peça de humor, Pirandello 2010, um candidato à busca de um grande eleitor. Mas sabia ele, Humberto Braga, que dois dias depois a realidade confirmaria o que ressaltou certamente entre sorrisos. Aliás, é sempre assim, vida e arte caminham juntas. São uma coisa só, no fundo. Tanto assim que artista algum escreveu até hoje algo que não tenha acontecido. A ficção, por isso mesmo, é um jogo entre realidade e a imaginação de ressaltá-la.

Mas afirmei no primeiro parágrafo que não poderia haver exemplo maior de uma desistência daquele que José Serra destacou aos jornalistas de O Globo. De fato não pode haver exemplo maior, porém houve um, igual. Nas eleições de 65 para governador da então Guanabara, Carlos Lacerda empenhava-se a fundo por Flexa Ribeiro contra Negrão de Lima. Faltando quinze dias para as urnas, Flexa alcançava 41 no IBOPE, então presidido pelo meu amigo Paulo Montenegro, pai de Carlos Augusto que o sucedeu, contra 26 de Negrão de Lima. De repente apresentando-se como candidato de oposição tanto a Lacerda quanto ao General Castelo Branco, Negrão conseguiu emocionar as ruas. Cinco dias depois, o IBOPE registrava um empate: 39 a 39 pontos. Lacerda sentiu que perderia, já que Negrão subia na proporção em que desciam os indecisos.

Foi então para a TV Excelsior (a Globo estava só começando) e viveu sua noite de Olivier, Gieguld, Fernanda Montenegro. Simulando não saber que já estava no ar, retirou do bolso uma folha de papel, recorreu à caneta, fez anotações. Em seguida mostrou-se surpreso. Fechou a fisionomia e foi em frente: “Não há dor pior do que a dor do remorso. Repetiu. Quando na sua torneira não houver mais água, quando nas escolas públicas de seu bairro não houver mais vagas, quando as obras voltarem a ser intermináveis. Quando os carros oficiais retornarem a parar na porta dos restaurantes, das boates, dos cabarés, exclamou indignado. Trabalhamos muito na Guanabara. E tudo isso para quê? Para entregar o governo a Negrão?”

Eis aqui um precedente histórico à postura que, 45 anos depois, José Serra acrescenta mais um raro episódio. Carlos Lacerda e Serra, em suas épocas, viveram os papéis do que se pode chamar de heróis da desistência. Não da resistência.

Ninguém sabia de nada, não vai acontecer nada – esta é a realidade da política brasileira no terceiro milênio

Nogueira Lopes

Sempre que ocorre alguma grave irregularidade no Brasil, pode-se antecipar duas coisas: “ninguém sabia de nada’ e “não vai acontecer nada”. Reparem que é justamente o que se passa no caso das quebras de sigilo fiscal pela nova safra de aloprados do PT.

O corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D’Ávila, vem a público e reconhece que somente no terminal da servidora Adeildda Ferreira Leão dos Santos, da agência da Receita em Mauá, foi quebrado o sigilo de 2.591 contribuintes, no curto espaço de apenas 4 meses e 8 dias.

É espantoso. O presidente Lula, que “não sabia de nada”, poderia até comentar que “jamais na História desse país houve tanta quebra ilegal de sigilo”. E o mais decepcionante: já está decidido que nada acontecerá à diligente servidora, especialista em quebrar sigilos. A única punição será voltar a trabalhar no órgão de origem, o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Record bate a TV Globo no domingo

Festa na Record e pânico na Globo. No primeiro domingo deste mês, o programa de Gugu Liberato chegou a marcar 19 pontos no Ibope, durante a entrega de uma casa a uma menina no Ceará. E venceu durante uma hora e 11 minutos o Domingão do Faustão, por 16 pontos a 15. Na TV é assim mesmo, quanto mais ignorância, mais audiência

Requião foi agredido num restaurante

Os jornais noticiaram que o ex-governador Roberto Requião, candidato ao Senado, foi agredido pelo diretor comercial do porto de Paranaguá, João Batista dos Santos, em um restaurante do Pontal do Paraná.

O fato merece menção por uma curiosidade: é preciso muita coragem para agredir Requião, que tem quase 1,90 m de altura e pesa 130 quilos.

Uma péssima escolha do PPS paulista

O PPS, que é sucessor do Partido Comunista Brasileiro, queria colocar a ex-vereadora Soninha Francine para disputar o Senado na vaga deixada pelo ex-governador Orestes Quércia, que anunciou a retirada de sua candidatura por motivos de saúde. Soninha é aquela mesma, que ficou famosa e entrou na política porque deu declarações dizendo que gostava de fumar maconha. Será que o PPS não tinha um candidato mais adequado, ou seus dirigentes entraram na onda de Soninha?

Rita Lee desiste de escrever no Twitter

Durou pouco o reinado de Rita na internet. Em apenas uma semana, ela já tinha mais de 100 mil seguidores no Twitter. Mas falou tanta bobagem, foi tão criticada, que acabou desistindo e parou de escrever. A mesma coisa aconteceu no mês passado com o estilista Sergio K. Escreveu que “pobre é igual a papel higiênico. Se não está no rolo, está em lugar pior”, digamos assim. A história piorou quando o pedido de desculpas veio com a informação de que um estagiário havia invadido o seu Twitter, e já fora demitido. A história do estagiário, claro, virou piada na rede.

Uma genial lembrança de Doistoievski

Em tempo de tantas promessas vãs na propaganda eleitoral, é sempre bom lembrar o incomparável escritor russo Fedor Dostoievski, que dizia: “Quanto mais gosto da humanidade em geral, menos aprecio as pessoas em particular, como indivíduos”. Dostoievski morreu infeliz e solitário, mas com uma inteligência genial.

Ficha Limpa e a responsabilidade do Supremo Tribunal Federal

José  Carlos Werneck

Na sessão em que o Supremo Tribunal Federal for julgar se a aplicação da chamada Lei da “Ficha Limpa” passará a valer para as próximas eleições de 3 de outubro, estará tomando uma das mais importantes decisões de sua história de guardião máximo da Constituição e implacável fiscal da Lei, além de árbitro máximo do Direito.

A questão vai muito além do que a apreciação dos processos de candidatos, que usaram de artifícios legais a época para poderem ser candidatos nas próximas eleições.

Seguramente esses senhores não tiveram uma conduta exemplar do ponto de vista moral, mas agiram de acordo com o que lhes facultava a legislação vigente à época em que os fatos ocorreram. Ou na expressão latina tão cara aos juristas “Tempus regit actum”. Ou em bom e claro português: os atos são julgados pela lei vigente à época em que foram cometidos.

Sem observância plena a estes preceitos constitucionais não existe o Direito, as garantias legais e a própria Democracia.

A Lei não pode retroagir no tempo para prejudicar o jurisdicionado, sob pena de vivermos numa anarquia jurídica, em constante sobressalto, temerosos e totalmente inseguros.

A nova norma vigora “ex nunc”, ou seja, a partir de sua edição, e jamais “ex tunc”, ou seja, alcançando fatos passados. O Direito Constitucional, nas Democracias (aliás, nos regimes totalitários não existe Direito de espécie alguma) reza que a Lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.

Por mais incrível, paradoxal e imoral que seja a atitude daqueles parlamentares que renunciaram para fugir às punições que lhes seriam impostas, não podem ser alcançados pela lei da “Ficha Limpa”, pois as garantias da irretroatividade da lei e por mais absurdo que nos possa parecer, suas renúncias foram “ATOS JURÍDICOS PERFEITOS”, de acordo com a lei vigente à época do ocorrido.

Pode-se questionar e com TODA A RAZÃO: ”NÃO É CORRETO”. Concordo plenamente, mas não posso deixar de afirmar: “É ESTRITAMENTE LEGAL”.

Num Estado Democrático de Direito, como felizmente é o caso do Brasil, a Justiça julga de acordo com a Lei e de acordo com os autos.

Clamor popular, julgamentos emocionais, pressões da mídia, são até “ACEITÁVEIS”, NUNCA, “LEGAIS”.

Com a palavra o Egrégio Supremo Tribunal Federal, que ao longo de sua gloriosa história tem dado exemplos magníficos de respeito às garantias constitucionais.

Lentidão reflete desgaste e fragilidade da Justiça do Trabalho

Roberto Monteiro Pinho

Pesquisa realizada e publicada em 2003 pelo National Bureau of Economic Research fornece dados concretos coletados no universo de quase uma centena de nações, sobre as questões do emprego, desemprego e informalidade à luz da flexibilidade ou rigidez das leis trabalhistas em 85 países, sob a chancela também de: (Simeon Djankov e colaboradores, “The Regulation of Labor”, Washington, NBER, 2003). As principais conclusões são: – Os países ricos regulam o trabalho muito menos do que os países pobres; – Níveis mais altos de regulação estão relacionados com informalidade e altas taxas de desemprego, especialmente entre os mais jovens.

Dentre os países estudados, o Brasil é o mais regulamentado de todos, apresentando as mais altas taxas de informalidade e desemprego, mesmo nos períodos de forte crescimento econômico – segundo o documento.Como solução à pesquisa sugere a redução dos encargos, (caminho adotado pelo Brasil) principalmente nas micro e pequenas empresas; Eliminação do excesso da burocracia e de regras; desnecessárias, modernizando os controles governamentais; Reforma das legislações trabalhista e previdenciária favorecendo a formalização, a cobertura e o desenvolvimento econômico.

Por outro lado pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiro (AMB), realizado em 2008, indica que a realidade da Justiça nos estados brasileiros apresenta disparidades que repercutem de formas distintas no atendimento à sociedade. O estudo evidencia que o maior número de juízes não significa redução no congestionamento dos tribunais e alerta para a necessidade de melhor gerenciamento (gasto da JT é de R$ 9,1 bi/ano), dos recursos.

Alheios às pesquisas, técnicos do governo que elaboraram o documento trabalhista para integrar a reforma da CLT, (neste momento se encontra na CCJ da Câmara), que prima pela flexibilização sem esbarrar nas regras fundamentais de conquista do trabalho, mas deve (acertadamente) fulminar o desacerto monocrático nas decisões prolatadas na JT, que ferem regras básicas de direito, principalmente nas questões de importação de subsidiários, quando a CLT não tem previsão (o que nem sempre ocorre) sobre a matéria.

A posse da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quarta-feira (8), no cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), trouxe no seu discurso, linhas de que ela reconhece que a justiça brasileira é lenta. A magistrada e conselheira corregedora lembrou que: com a criação do CNJ, pela primeira vez, em dois séculos, a Justiça brasileira foi avaliada, em números e em custo. “Pela primeira vez, foram feitos diagnósticos oficiais do funcionamento da prestação jurisdicional, dos serviços cartorários. Pela primeira vez, veio a conhecimento de todos, até dos próprios protagonistas da função judicante, o resultado de uma justiça cara, confusa, lenta e ineficiente”, dando mostra de que está disposta a enfrentar o maior desafio da sua vida profissional: “Estou pronta para, pela primeira vez, deixar a atividade judicante e assumir a função de fiscalizar a distribuição da justiça e o andamento dos serviços forenses, funções estatais divorciadas dos mandamentos constitucionais. A Constituição Federal garante a razoável duração do processo e dos meios de celeridade de sua tramitação (…)”, destacou.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , Ophir Cavalcante, nesta quarta-feira (08) elogiou o discurso de posse da ministra Eliana Calmon, durante o evento que fez parte da mesa diretora do CNJ, como representante do Conselho Federal da OAB e membro constitucional daquele órgão com direito a voz. O dirigente destacou que a OAB acredita que a nova corregedora trabalhará para imprimir ritmo de agilidade ao Judiciário. “É  fundamental que quebremos com essa cultura da lentidão da Justiça e, para isso precisamos de ações efetivas”, (…), disse o presidente nacional da OAB, destacando um dos pontos do pronunciamento de posse da ministra, que anunciou um projeto para agilizar os julgamentos de processos parados na Justiça de todo o País.

Opfhir salientou que a OAB está unida com a ministra e o CNJ no sentido de fazer com que a Justiça funcione bem, para o bem do jurisdicionado. O presidente nacional da OAB lembrou que a corregedora nacional de Justiça do CNJ, em visita à entidade dos advogados na semana passada, logo após ter sido nomeada, já informara de sua intenção de promover um mutirão e uma mudança nos padrões seguidos pelo Judiciário, para dar maior agilidade aos processos. Para ele, “A Ordem entende  que a ministra Eliana Calmon tem compromisso com a Justiça e hoje, no seu discurso de posse, ela demonstrou isso (…)”.

Tradição, convicção, emoção

O esporte tem momentos realmente assombrosos. Nos mais variados e diferentes. Mas três provas ou jogos, são insuperáveis. A maratona representa a grandeza, o momento em que um soldado percorre a pé (não havia outra forma) 42 mil 195 metros, para comunicar a vitória ao general e cai morto. Como este estava na cidade de Maraton, o fato se transformou em competição, consagrada, glorificada, eternizada.

A sensação, a obsessão e a fixação, estão nos 100 metros. Basta refletir sobre isso: o homem treina durante 10 anos para percorrer 10 segundos. (Agora, menos do que isso).

E no basquete a emoção, a angústia e o suspense, não terminam nunca. É o único esporte, como aconteceu no ano passado nos EUA, que se decide no último segundo. Ontem, no Mundial de Basquete, faltando 4 segundos e meio, a Turquia perdia por 81 a 82, fez uma cesta, passou a 83 a 82. E a Sérvia, com 5 décimos de segundo conseguiu jogar uma bola no aro, quase venceu.

O basquete é igual à gravidez. Interessante desde o princípio, emocionante no final.

***

PS – O Flamengo continua empatando e se aproximando do REBAIXAMENTO. Só que houve uma novidade: o Flamengo sofreu um gol aos 38, empatou aos 39 e jogou uma bola na trave aos 47.

PS2 – O Grêmio, fugindo do REBAIXAMENTO, derrota o Corintians, tira 3 pontos do vice-líder.

PS3 – O Fluminense, mostrando que a fase não é tão boa, perde para o Goianense, absoluto no REBAIXAMENTO. Aos 48 minutos, o Fluminense é derrotado, perdeu o jogo e a possibilidade de se distanciar.

Secretário da Receita Federal, na televisão aberta: “Estou ENVERGONHADO e CONSTRANGIDO com o que acontece”. E não pediu demissão? Não responsabilizou ninguém? Porque não quis, lógico.

Vendo e ouvindo o homem que tem a responsabilidade do obrigatório sigilo nacional, Lula poderia dizer como sempre: “Nunca se viu nada igual na História do Brasil”. E não estaria mentindo, como acontece habitualmente. Não quis dar maior importância ao fato, demitindo o autor da frase.

Não era nem complacência com o autor da confissão dolorosa, “estou ENVERGONHADO e CONSTRANGIDO”. Lula esperava que um homem nessas condições, pedisse demissão, deixasse o cargo, fosse para casa, tem tempo de sobra para aposentadoria. Seria o natural.

O secretário geral continuou CONSTRANGIDO e ENVERGONHADO, mas no cargo, “que o corpo também não é de ferro”, como dizia o grande pernambucano Ascenço Ferreira. Se ele achou que devia ficar, Lula considerou que não devia “violentar” um homem tão compreensível, manteve o silêncio e a distância do fato, se recolheu à omissão. Como sempre, fingiu que não sabia de nada.

Como ninguém diz nada que se aproveite, uma perguntinha ingênua, inócua, inútil: para que serviu essa quebra de sigilo? Favoreceu Dilma, prejudicou Serra, ou o contrário? Não se sabe. Serra afirmou publicamente, “quando soube do fato, alertei o presidente para a baixaria que isso representava”.

Foi a primeira vez que se usou essa palavra, afinal, a “quebra do sigilo” ocorreu no início de 2009, um tempo enorme. Hoje a palavra é publicada milhares de vezes, milhares são também as pessoas que têm o sigilo quebrado.

E para quê?

Lula recebeu a denúncia do próprio Serra, não respondeu nem tomou providências, “isso não é comigo”. E só começou a participar, digamos, há um mês, quando Dilma pediu socorro a Lula, ela está sempre fazendo isso.

Lula tinha que atender a “protegida-apadrinhada”. E se a quebra do sigilo estivesse realmente produzindo prejuízos eleitorais para ele? Só o fato de pedir para o presidente intervir e confundir a questão, parecia que ela estava preocupada, fora atingida em pleno vôo.

Lua decidiu ajudá-la, ajudando a si mesmo, só que não tinha a menor ideia do que fazer. O que continha de tão perigoso, essa declaração cujo sigilo foi propositada e deliberadamente atingido? O que conteria de tão desastroso, criminoso, perigoso, que exposto em público provocaria grande desastre?

Lula, sem saber de nada, (e aí não era “menas” verdade) foi para a televisão, atirando nos adversários, proclamando a sua verdade: “Se estão preocupados a ponto de apelarem para ele, deve ser alguma coisa muito grave”.

***

PS – Faltam mais ou menos 20 dias para a farsa da eleição, e a fraude do “sigilo quebrado” não se resolve, não se esclarece, não se decide, não atingirá Serra ou Dilma, é a impressão que os “líderes” das campanhas passam para o cidadão-contribuinte-eleitor.

PS2 – Mesmo se quisessem, como “traduziriam” para o povo, um caso tão complicado que ninguém entende? O que explicarão ao povão, como justificarão a quebra de um sigilo, cujo conteúdo não aparece?

PS3 – Primeiro era o sigilo de Serra, que ele, com a mania de grandeza habitual, classificou como a quebra “DO SIGILO DO BRASIL”. Bestial, pá.

PS4 – Depois, veio a quebra do sigilo da filha empresária, a quebra do sigilo do marido-genro. Afinal, o que contêm essas declarações?

PS5 – Acho que nada será elucidado, pela razão muito simples de não haver sigilo ou mistério algum. Considero que Serra e Dilma, são os responsáveis pela baixaria. (Pela última vez, uso a palavra).

PS6 – Considero que Serra e Dilma estão ligadíssimos na questão. Como não podem preencher o tempo com COMPROMISSOS a respeito dos grandes assuntos que interessam os quase 200 milhões de brasileiros, concordaram em partir para o debate sobre o NADA.

PS7 – E com a complacência dos institutos de pesquisa, sempre ávidos de divulgarem o que o povo quer, pensa, admite.

PS8 – Neste momento, estão mais ENVERGONHADOS e CONSTRANGIDOS do que o secretário da Receita.

PS9 – Lula: “Não tenho nada a ver com isso, não é comigo” Que República. Será a mesma, ou pior, depois de 3 de outubro?

Lula: “Temos 8,3% sem emprego”. Por que não traduz como Obama?

Todos os governantes, presidentes ou primeiro-ministros, os mais variados, usam essa forma de confundir e desinformar o cidadão-contribuinte-eleitor.

O presidente dos EUA, quebrou essa sistemática deliberada de mistificar o povão, e afirmou em cadeia nacional de televisão: “Estamos com 9,6 por cento de desempregados”.

Imediatamente, liberando 250 BILHÕES DE DÓLARES para investimentos, sem juros, apenas com a obrigação de criar empregos. E explicou: “São 14 milhões e 800 mil sem trabalho”.

Logo no dia seguinte, Lula resolveu falar sobre o mesmo assunto, afirmou: “No momento o DESEMPREGO diminuiu no Brasil, são 8,3 por cento”.

***

PS – 8,3 por cento de quê? Ninguém sabe a não ser os maílson da vida. Como esses 8,3 por cento, são contados a partir da FORÇA DE TRABALHO, o Brasil deve estar com 8 ou 9 milhões de DESEMPREGADOS.

PS2 – Lula não traduziu, nem lançou 250 BILHÕES para investimento. No Brasil, todo dinheiro é para pagar juros a BANQUEIROS, SEGURADORAS e outros “credores”.

VARIADAS, com a importância de se alcançar a obrigatoriedade de todo partido lançar candidato a presidente

Um fato que não sofreu nenhuma restrição, ao contrário obteve apoio total, foi a sugestão (na verdade OBRIGAÇÃO) dos partidos lançarem candidatos a presidente.  XXX  Como são 27 partidos, seriam 27 candidatos, o cidadão poderia escolher e votar com convicção, e não sendo desprezado logo na primeira pesquisa.  XXX  Não é que a pesquisa seja algum decreto, mas é que aquele que aparece com 1 por cento ou até um pouco mais, não consegue convencer o eleitorado.  XXX   Então mergulhamos na irrealidade de candidatos que não têm a menor chance, aparecerem em todos os órgãos de comunicação, afirmando o que tem que ser dito: “Meu primeiro ato como presidente será isto ou aquilo”, vai desfilando as realizações.  XXX  É não só ridículo como afirmação, mas submete homens públicos a uma situação de desgaste, que não tem nenhuma razão de ser.  XXX  Como esses 27 partidos registrados, recebem verbas do Fundo Partidário e têm direito (?) a uma porção de outras coisas, teriam de lançar candidatos.  XXX  Poderiam obter muito mais votos, e seria mais significativo do que a inútil “cláusula de barreira”. Se não lançassem presidenciáveis, perderiam o registro e as vantagens.  XXX  Com esta fórmula OBRIGATÓRIA, na certa obteriam  votação maior e “PUXARIAM” a eleição de deputados e senadores.  XXX  Assim como está, 200 milhões obrigados a votar em dois incompetentes, afronta e hostilidade ao cidadão.  XXX  Por que Dilma e Serra não propõem essa obrigação? Porque são beneficiários de um sistema PARTIDÁRIO SEM PARTIDOS.  XXX