O Botafogo poderia estar perto do G-4

É incrível como o time acumula erros e desperdiça pontos irrecuperáveis. Nos últimos 4 jogos, vencia até quase o final.

Ia marcando 12 pontos (lógico, 3 em cada jogo), somou apenas 4. Não precisava fazer “partidas geniais”, bastava garantir o placar por mais 1 ou 3 minutos. Tem 16 pontos, estaria com 24. Que maravilha viver.

Conselho (da FALTA) de Ética

Ontem, revelei: já estão lá, 12 representações contra Sarney. Hoje o Conselho diz que já foram apresentadas “11 representações”. São 12, como mostrei. Fora a investigação da polícia, Ministério Público, TCU, e as questões no Supremo. (Exclusiva)

Sergio Cabral assustado com Garotinho

O ex-governador, em janeiro de 2008, anunciou um acordo com Cesar Maia e Picciani. Ele seria candidato novamente a governador e os outros dois para o Senado. Desistiram (não se elegeriam), mas Garotinho se manteve, preocupando Serginho.

E piorou quando Lula mandou que o palanque de Garotinho “fosse o terceiro de Dona Dilma”.

Hoje, desde às 8 da manhã, Sergio Cabral está “pensativo”. Motivo: Lula vem ao Rio às 3 e meia e Serginho quer conversar com ele sobre sucessão estadual. Isso quando Lula está preocupado com a nacional, Serginho nada a ver. (Exclusiva)

Sarney oferece trégua, pede armistício, mas exige liberdade total para Fernando

“Meu filho, meu tesouro” fez a fama e a fortuna do doutor Benjamin Spock, pediatra dos EUA que cuidou e se destacou numa geração. O presidente do Senado trata os filhos da mesma forma, chegou a dizer: “Roseana é a melhor coisa que fiz na vida”.

Agora, diante da montanha de irregularidades que derrubaram em cima do Fernando (no passado, foi a própria governadora), fica mais preocupado com ele até mesmo do que consigo. Isolado, esquecido, sem qualquer amigo, o presidente do Senado fez a proposta de uma interrupção da luta, para que possam conversar.

A proposta está redigida, começará a ser mostrada no fim de semana. Será tratada rigorosamente em sigilo (como manter essa condição?), até chegarem ou não chegarem a acordo. Mais do que o “conteúdo”, o surpreendente é o nome do intermediário. Como é que Sarney foi se lembrar dele?

De qualquer maneira, haja o que houver, a oposição (e até mesmo o Planalto-Alvorada), não poderão absolver Fernando Sarney, como se nada tivesse acontecido. Virá então a fase da retaliação (exibição de dossiê) do qual falou o próprio presidente do Senado ao viajar para o recesso. (Exclusiva)

A incógnita, a indefinição e até a indecisão, no que Lula diz que não aceita, o terceiro mandato

Durante algum tempo, o presidente Lula deixava incompleta a pergunta e a pregação sobre o terceiro mandato. Queria? Não queria? Aceitava? Precisava a interpretação, embora a “decodificação” aumentasse a dúvida. Ou pelo menos os objetivos eram transferidos para outro local.

Em dezembro de 2007 (portanto, já se passaram 18 meses), o doutor Montenegro do Ibope, encontrando com o repórter, afirmou sem nenhuma dúvida: “O presidente Lula não aceita o terceiro mandato”. Como não era entrevista e sim conversa, perguntei como sempre: “Posso publicar dito por você?”

Autorizado, saiu na Tribuna ainda impressa (e cada vez mais perto de voltar a ser). O questionamento era repudiado ou desautorizado por causa da autoria do pesquisador-mór do Ibope, conhecido e reconhecido especialista em Luiz Inácio Lula  da Silva.

Antes e depois dele ser empossado a primeira e a segunda vez na presidência. O que Montenegro questionava era o TERCEIRO MANDATO.

Montenegro era tão radical e veemente que dava a impressão não de uma pesquisa conclusiva, mas de uma afirmação elucidativa. E nesse caso, o único tratadista na matéria, que poderia ser explicativo, era o próprio Lula. Teria Montenegro ouvido (ou recebido?) a informação diretamente da única fonte indiscutível?

Jamais vou saber. Achei que esse esclarecimento seria sensacional e definitivo, mas não podia nem tinha o direito de perguntar. Apesar de nos mais de 75 anos de jornalismo, eu ter utilizado e exercido a informação e a opinião, esse era um terreno que só poderia ser percorrido com o consentimento do informante. Naturalmente, desde que autorizado por ele mesmo, sem qualquer participação do repórter.

Mas nos 18 meses decorridos, sempre que esse tema, TERCEIRO MANDATO, é discutido, lembro da conversa com o superintendente do Ibope. E como o presidente Lula não se define nem se desengana, fica a expectativa do que vai acontecer em matéria de sucessão.

A chave para a elucidação seguramente está no título destas notas. Mas como avaliar, ou melhor, decifrar, pois o próprio Lula trata a questão como uma charada?

Lula é tão empolgado com ele mesmo, com seu governo, com suas realizações (“fiz mais do que todos os presidentes juntos”), com suas afirmações, com sua arrogância, que acredito seguramente que não queira deixar o Poder. Mas ainda não se decidiu pela forma ou pela fórmula de ficar.

Quando afirma, “não quero o TERCEIRO MANDATO”, é possível que Lula esteja tentando se desvendar, se desnudar ou se definir para os companheiros. Seja do seu próprio partido, seja os da base, dos quais, hoje, Lula está mais dependente até do que do PT-PT. Só que este, desprezado e diminuído como está, pode criar problemas.

Lula tem vários caminhos para a permanência como tantos fizeram em tanto tempo. Podem chamar de TERCEIRO MANDATO. Mas pode vir pelo caminho do REFERENDO, da PRORROGAÇÃO geral, pode vir de qualquer fonte, até mesmo a Fontana di Trevi.

*   *   *

PS- Lula não tem candidato, não terá entre 30 de setembro (prazo da partidarização) e 31 de março (desincompatibilização) logicamente não terá ninguém defendendo o que julga, pensa ou acredita que fez durante tanto tempo.

PS2- Para que não digam ou insinuem que estou contra o presidente Lula, vou definir a conclusão da minha análise. O Presidente Lula não está com a OBSESSÃO de ficar no Poder. Ele está com a OBSESSÃO de não sair. A ordem dos fatores altera o produto?

Inadimplência sobe: onde vai parar?

Pedro do Coutto

Os jornais de quarta-feira, 29, publicaram entrevista do chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, aliás sempre muito claro e objetivo, sobre o crescimento da inadimplência no país, ao longo dos últimos meses. A melhor matéria foi a do Jornal do Comércio, inclusive principal, manchete da edição. Foram separados os atrasos de pagamento por parte de empresas e os atrasos de pessoas físicas em quitar seus compromissos. Os períodos em confronto focalizaram junho de 2008 e junho deste ano. O critério para definir o que significa inadimplência foi o de considerar postergações superiores a 90 dias. De fato, um mês ou dois de atraso pode ser ocasional. Mas três meses é algo que merece atenção. Assim falou Altamir Lopes.

A inadimplência empresarial subiu de 4 para 5,7%.

A dos assalariados, pessoas físicas elevou-se de 7 para 8,6%. Como se verifica, em ambas as situações, a progressão relativa foi em torno de vinte por cento. Como tudo é relativo, o fundamental, digo eu, é analisar-se não apenas o panorama, mas a tendência. Pois se esta se repetir nos próximos meses, a pergunta que se coloca é aonde irá ela parar? Qual o seu limite? Principalmente quais os seus intensos reflexos econômicos e sociais? Nada indica que possa ser revertida rapidamente. Difícil isso acontecer. Pois a taxa média cobrada pelo crédito às empresas está –acentua Altamir Lopes- em 36,7% ao ano. Os juros aplicados às pessoas físicas, inclusive pelo comércio, oscilam em torno de 45%. Ao ano. Juros muito altos. Sobretudo levando-se em conta que o IBGE está encontrando uma inflação de praticamente 6% por doze meses. O quadro é este. O governo terá que colocar em prática uma política que permita o consumo com a inadimplência recuando a seu patamar clássico. Que deve ser, a exemplo da taxa de desemprego, na escala aproximada de 5%. Trata-se de um ponto nevrálgico, especialmente porque quanto maior for a inadimplência percentual, maiores serão seus efeitos em números absolutos. O volume de crédito no país alcançou, segundo o próprio chefe do Departamento Econômico do BACEN, 1 trilhão e 278 bilhões de reais, correspondendo a praticamente 45% do PIB. Inclusive, apesar da evolução nos atrasos de pagamento, em junho agora a oferta de crédito avançou 1,3%. Sem crédito, claro, não pode haver consumo. E sem ele não existe crescimento da produção industrial e melhoria do nível de emprego. E para que o crédito possa se expandir, é indispensável que haja salário para que os compromissos possam ser pagos. Elementar, não? Mas espanta que setores da tecnocracia pensem o contrário.

E tem mais. Não adianta somente o percentual da mão de obra empregada crescer, é essencial que a massa de salários também avance. Não tem ocorrido isso. Na edição de 27 de julho, na Folha de São Paulo, reportagem de Verena Forneti comparou os salários médios no Rio de Janeiro, cidade de São Paulo e Brasília, no primeiro semestre de 2008 e no igual período de 2009. No Rio, desceu de 845 para 844 reais. Em São Paulo, de 871 para 862. Em Brasília de 814 para 802 reais. Quase a mesma coisa? Nem tanto. É necessário colocar a inflação de 6% entre um período e outro. O recuo torna-se portanto maior. Alguma coisa está errada. Não no reino da Dinamarca, mas no Brasil.

O erro de deixar o adversário sem saída

Carlos Chagas

Dizia o saudoso senador Amaral Peixoto, eterno presidente do PSD, que em política o maior erro era deixar o adversário sem saída. Diante da vitória, era imprescindível levar o oponente a uma situação insustentável, porque nessas horas ele virava fera e, mesmo certo da derrota, causava estragos irreparáveis no vencedor.

Parece que as oposições, hoje, no Senado, esqueceram tudo ou não se lembram de nada. Porque tamanha é a virulência com que atacam o senador José Sarney que só colherão desgastes capazes de fazê-las lamentar, em pouco tempo.

Esta semana, nada menos de sete representações e denúncias foram encaminhadas contra o presidente do Senado, no Conselho de Ética, pelo PSD e pelo Psol. Qual o objetivo dessa blitz digna dos tanques dos generais Guderian e Rommell?

Querem recuperar a desgastada imagem do Senado, colaborando para a recuperação da instituição?

Estão agindo com vistas à sucessão presidencial do ano que vem,  erodindo o PMDB e, assim, prejudicando a candidatura Dilma Rousseff e o próprio presidente Lula?

Ou pretendem vingar-se de Sarney por ter sido eleito para dirigir o  Senado e ocupado a presidência da República num período em que consolidou a democracia no país?

Deveriam os oposicionistas tomar cuidado, se  o terceiro objetivo for o principal, mesmo sabendo-se que  tudo se  entrelaça. Porque estão deixando o senador sem saída senão a de virar fera e agredi-los com virulência igual ou superior à que demonstram contra ele. Acuado, carente de uma janela que seja para escapulir, ele poderá começar a atirar para todos os lados. E não se duvida de que tanto o PSDB quanto o Psol e até guerrilheiros embuçados do PT e do PMDB terão o que perder, se servirem de alvo. Ou a lambança verificada no Senado nas últimas décadas deve-se  apenas a um personagem? Quantas nomeações, atos secretos, contratos irregulares e ocupação da coisa pública como se fosse propriedade privada envolverão oposicionistas? Não escapa ninguém, como alertou o próprio Sarney. Aceso o estopim, explode o paiol, levando a destruição a atacantes e defensores.

Não que se dava empurrar tudo para debaixo do tapete, como acontece há décadas. As denúncias e acusações precisam ser apuradas. As responsabilidades, esclarecidas, mesmo atropelando Sarney e os governistas. Mas se alguém pensa ficar de fora, engana-se. Ou se oferece uma saída para o senador ou logo prevalecerá a proposta de extinção do Senado, melhor dizendo, do Congresso. Um aventureiro qualquer, conhecido ou não, acabará aproveitando-se da situação, togado, fardado, de macacão, batina  ou envolto na cortina-de-fumaça da popularidade. Nessa hora, lamentar não adiantará mais.

Por que não fez?

Lá vem o presidente Lula, outra vez,  misturando as bolas. Acaba de culpar o Congresso por não haver votado a reforma política, acrescentando que seu governo apresentou sete sugestões essenciais que dormem nas gavetas parlamentares.

Não é bem assim. Só há seis meses o palácio do Planalto tomou coragem e propôs mudanças parciais  no regime eleitoral e partidário. Como o Lula está desde 2003 no poder, a primeira indagação é de que por que demorou tanto? E ainda apresentou um elenco incompleto e capenga.

Mas tem mais. O primeiro-companheiro referiu-se à necessidade de dar mais força aos partidos políticos. Mas só agora?   E que teoria é essa, sustentada por quem, dois anos atrás, impôs ao PT a candidatura Dilma Rousseff, sem uma consulta que fosse às suas bases? Quem, na mesma semana, obriga  os petistas de São Paulo a engolir Ciro Gomes para o palácio dos Bandeirantes? Ou cerceia  a liberdade de diversas seções estaduais de seu partido apresentarem candidatos próprios a governador, em nome de um duvidoso apoio do PMDB à candidata?  Liberdade para os partidos, desde que não seja o dele.

Saiu-se o presidente com outra distorção: agora, quer evitar que a prática política fique à mercê do Judiciário. Exige do Congresso regras definidas das quais não cuidou nem sugeriu. Alguém ouviu, nos microfones oficiais, uma só palavra de protesto do  Executivo quando o Tribunal Superior Eleitoral cassou mandatos de governadores e senadores  eleitos pelo povo, ou estabeleceu mudanças fundamentais no processo eleitoral?  A culpa, agora, é do Legislativo, que mesmo  já tendo se omitido tanto, ainda detém o poder da fazer leis?

Desesperado e sem solução

Sarney se volta para a intimidação, mas quase todos querem a expulsão

É impossível que a situação de Sarney fique mais insustentável. Mas a verdade é que a cada dia, a cada hora, a cada momento, Sarney vai para o cadafalso ou desce aos infernos da impossível recuperação.

Às 4 horas, alguém me dizia que na Comissão (da falta) de Ética já existiam 12 representações contra o presidente do Senado. De tanta acusação, Sarney não se livra, mas dos raros interlocutores que sobraram, ele ouve repetidamente: “Sarney, ninguém, nem mesmo Renan, foi tão atacado quanto você, é preciso fazer alguma coisa”.

E concluem: “O próprio Renan lutou muito, intimou, intimidou, ameaçou, coisa que você não faz. Assim, não se salva”.

Na terça-feira, ontem, nem em Brasília nem no Maranhão, Sarney fez a primeira afirmação ameaçadora e agressiva: “Se alguém acredita que serei imolado e degolado sem reação, está muito enganado. E os que esquecem do que me devem, pagarão com juros e correção monetária. E esta matéria conheço como ninguém. Aguardem.” (Exclusiva)

As bolsas e os barões alucinados

Inacreditável: nos EUA, (Matriz) ou do Brasil, (Filial)o movimento financeiro é movido a diversos tipos de energia. Todas elas compensadas pelo otimismo mobilizado pela cúpula financeira. Ou seja, é um otimismo, (vá lá com todas as aspas possíveis) servo, submisso e subserviente, remunerado pela moeda da cumplicidade.

Os amestrados divulgam os trouxas acreditam, o “mercado” sobe circunstancialmente, alguns seguem o grito que ouviram: “Compre”. E tudo se desfaz.

Ontem foi desses momentos.

Compraram na hora certa, venderam quando mandaram, cada “notícia” saiu proporcionalmente razoável. Para o distinto público, que não sabe de nada, caiu quase 2 por cento, ainda ficou na “casa” de 54 mil, mas jáesteve em 74 mil. Os amestrados são pagos para não relembrar. O volume continua o mesmo de todo o mês passado e deste: não chega a 4 bilhões.

Rara gratidão pela seleção

Surpreendentemente Dunga convocou Diego Tardeli para o jogo contra a Estônia. (Esse adversário já é uma divagação). Assim que foi confirmado o fato, o jogador ligou para o treinador Leão em Recife. Queria agradecer a ele.

Relembrando

O próprio Tardeli explicou ao treinador: “Eu estava jogado fora no Flamengo, você me levou para o Atlético de Minas, subi de produção, acabei na seleção”. (Exclusiva)

Dirceu, do mensalão à falta de tempo

Todo poderoso, não resistiu à própria importância, onde a novidade? Incluído entre os réus do mensalão, ainda é fortíssimo no PT-PT, mais do que era no PT, só que não  pode se candidatar.

2010, o vazio do calendário

No país da “coincidência” dos mandatos, o ex-Chefe da Civil é um candidato como nunca se viu. Pode (ou admite) disputar vários cargos, só falta a data.

Dos lados do Supremo sopram ventos a respeito do julgamento dos 40, mas a data mais próxima costuma ser 2012. Longe, não, Dirceu? (Exclusiva)

Bolsas caem, amestrados “otimistas”

Tudo é orquestrado, determinado, controlado. Confortavelmente instalados, pagos para induzir à satisfação, não fazem outra coisa.

Hoje, ao meio dia, apenas duas horas de pregão, o “mercado” abria e operava em baixa. No inicio: 53 mil 720 pontos, menos 1,37%. Ao meio dia, 53 mil e 500 pontos, menos 1,89%. Volume quase inexistente.

O dólar abriu e ficou em alta, mas nada significativo. Começou em 1,88, em alta de 0,36%. Vejamos nas próximas 5 horas, como se comportam a realidade e o otimismo irreal.

Repercussão nacional na eleição do Amazonas

Dessa região controvertida recebo notícias eleitorais, que aliás confirma o que disse há meses. 1) Amazonino, que já foi duas vezes governador, duas vezes prefeito e duas vezes senador, deve ganhar. 2) Alfredo Nascimento, que se lançou há meses em página inteira do jornal “A Crítica”, assume o Senado. 3) O suplente João Pedro, completa 4 anos, vai para casa. 4) O governador reeeleito, Eduardo Braga, se elege senador, junto com Artur Virgílio.

5) Por causa dos personagens, a sucessão não se esgota no Amazonas. 6) Alfredo Nascimento é Ministro de Lula duas vezes, garante que tem o apoio do presidente, se perder o que irá dizer em casa?

7) um dos candidatos a senador (reeleição) é Artur Virgilio, nome nacional. Se perder, haverá modificação no PSDB, a partir de 2010.

8)) Os outros dois “senadores” vieram da suplência, tanto faz. 9) mas acontece que um deles, João Pedro, muito amigo do presidente, foi feito suplente do Ministro, a pedido do próprio presidente.

10) É tal o seu prestígio no Planalto-Alvorada que, mesmo suplente, foi feito (feito é mais razoável do que eleito) presidente da CPI da Petrobras. É lógico que essa CPI, haja o que houver, não “funciona” até 2010. Mas presidida por suplente? (Exclusiva)

Uma vez Flamengo, Sahione Presidente

Estamos em plena arrancada eleitoral no clube mais popular do Brasil. Uma empresa de pesquisa apresenta 9 nomes. Incluindo alguns que não podem ser, como Marcio Braga, outros que não serão, Eider Dantas, ou que dizem, “estamos juntos”, Kleber Leite e Serpa Ponto. Ou Patrícia Amorim que está em Cancum, descansando.

Lançamento oficial

Aparece o nome do criminalista Clovis Sahione que me dizia há 15 minutos: “Dia 1º de setembro, no Hotel Sofitel (Salão Copacabana) meu nome será apresentado a mais de 500 associados e conselheiros”. A eleição é em 7 de dezembro. (Exclusiva)

O país vibra com multas às telefônicas

Ontem já comentei aqui as punições aplicadas a duas telefônicas (Oi e Claro) com os merecidos parabéns ao Ministro da Justiça. As decisões ganahram manchetes de jornais, o cidadão-contribuinte-eleitor, o grande explorado, sentiu-se um pouco mais protegido, lembrado e respeitado.

Quase 5 bilhões mensais “POR FORA”

Falta agora o Congresso entrar em ação, defendendo o consumidor. E criar uma proteção para que as telefônicas, T-O-D-A-S, deixem de ganhar 4 BILHÕES E 900 MILHÕES m-e-n-s-a-l-m-e-n-t-e, sem esforço e sem competente prestação de serviços. Explicando.

É a vez do Congresso

Os assinantes (muitas vezes sem saber) pagam o que as telefônicas chamam de ASSINATURA, 49 reais cada um. Como dizem que têm 100 milhões de clientes, faturam esse total que vou repetir: 5 BILHÕES. A partir dessa COBRANÇA POR NADA, começam a receber pelo SERVIÇO PRESTADO. Que parece brincadeira. Pois o Procom diz que essas empresas são recordistas de reclamações. VAI CONTINUAR?

Dentro de 8 dias acaba o recesso geral, começa o recesso de Sarney

Está perto. Mais um fim de semana, e Sarney estará longe da presidência do Senado, pode estar EXPULSO (esta é a palavra) do próprio plenário.

Os partidos ficarão estraçalhados (mais ainda?) tanto da oposição quanto da situação, mas Sarney estará no cadafalso. Pedaços de sua dinastia serão salgados e espalhados entre Maranhão, Amapá, Brasília e Rio. Com o protesto da população desses estados. (Exclusiva)

Lula está convencido, com sua popularidade (nas pesquisas), que elege até mesmo o Papa. E ainda inovando, não escolhendo um cardeal

Pode ser dito que, desde a República, esta é a mais atípica e inédita sucessão presidencial. A partir de 1889 e até 1894, ficaram se revezando os dois marechais das Alagoas, que vieram brigados da estranha Guerra do Paraguai. Reconciliados na madrugada de 15 de novembro, superaram os “abolicionistas” e os “Propagandistas da República”, que foram afastados apenas com um golpe.

Em 1894, prudente de Moraes consolidou a República, livrou-se dos marechais, mas não conseguiu impor uma República de verdade, comandada por eleições. Surgiu a famosa “ratificação dos Poderes”. Os presidentes eram os únicos livres de “ratificação”, mas indicados e sucedidos pelos que estavam no Poder.

Prudente indicou Campos Sales, que indicou Rodrigues Alves, que indicou Afonso Pena, e tudo continuaria assim (como um poema de Drummond), se Afonso Pena não morresse no cargo, inaugurando a era dos vices que assumiram.

Com a morte de Afonso Pena mudou a rotina sucessória, mas sem mudar nada na sucessão. Rui Barbosa, que já queria ser presidente desde 1906, formalizou sua candidatura. E como Nilo Peçanha (o vice que assumiu) era inimigo mortal de Rui, tivemos que “engolir” outro general.

Era Hermes da Fonseca (sobrinho do Marechal Deodoro), Ministro da Guerra de Afonso Pena e de Nilo. Completamente desconhecido, lançado e apoiado pelo vice que assumira, tinha a força do Poder armado e mobilizado. E ganhou de Rui por diferença pequena, apesar da formidável “Campanha Civilista”, sem  jornal, rádio ou televisão, e que resiste na imagem, na mente e no coração até hoje.

Que República, já podia ser dito. E hoje, repetido com lamento, tristeza, mágoa, ressentimento, constrangimento e um sentimento total de perda.

Continuou assim. Logo depois, eleito em 1918, Rodrigues Alves (então com 70 anos) não pode assumir, Delfim Moreira também não, vieram os 11 meses de “regência” Mello Branco, até “escolherem” Epitácio que nem estava no Brasil.

Epitácio indicou Artur Bernardes (que quase não toma posse, mas grande figura, ficou os 4 anos), apoiou Washington Luiz, que tomou posse, mas não terminou o mandato. Foi superado, em 1930, pelo que se chamou de revolução, com muito mais aspas que convicções.

Vou cortar até 1930 (não encerro recordações, apenas deixo trechos para depois) até agora, 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva, 5 vezes candidato, três derrotado e duas vitorioso, quer esquecer as primeiras, ou então lembrá-las para ganhar novamente. E como finge que gosta muito de futebol, dizer: “O presidente quer igualar o placar, três vitórias e três derrotas”.

Só que o presidente, não enganando a si mesmo, engana o país, pretendendo se manter indefinidamente não pelo TERCEIRO MANDATO, pura e simplesmente comanda a IMORALIDADE MAIOR COM A PRORROGAÇÃO GERAL. Todos (governadores, senadores, deputados federais e estaduais) ficariam até 2012. Eles mesmos se PRORROGARIAM, como não têm representatividade popular, usariam a “representatividade” ultrajante.

O presidente não correria o risco ou o suspense de ser derrotado na emenda constitucional que precisaria (e não obteria) dois terços, na Câmara e no Senado.

Para fortalecer essa idéia de “todos ficarem até 2012”, Lula não lançou candidato para a própria sucessão, fica fazendo malabarismo sobre um tema vago. E para reforçar a ausência de candidato, repete seguidamente: “Não disputarei o TERCEIRO MANDATO”. Está sendo sincero, não disputa mesmo.

Mas não diz jamais, não garante sem interpretação: “NÃO ADMITO FICAR NO PODER, POR PRORROGAÇÃO, PLEBISCITO OU QUALQUER OUTRA FORMA DE PERMANÊNCIA”.

Lula só acredita em pesquisas. E como elas dizem (ou sussurram?) que tem 80 por cento de popularidade, defende e garante Sarney, “adivinha” que essa é uma forma de continuar no Planalto-Alvorada, depois das obras.

*  *  *

PS- Com a PRORROGAÇÃO geral, Lula GANHA, no mínimo, no mínimo, 54 senadores e de 200 a 250 deputados que seriam beneficiados.

PS2- Lula é tão arrogante, prepotente e imprudente com essa pesquisa sem credibilidade, que não é convidado para o Vaticano: se fosse lá iria querer substituir o Papa por um candidato que não fosse cardeal

Impressão do voto eletrônico expõe o eleitor

Pedro do Coutto

Em declarações contidas na matéria do repórter Alexandre Rodrigues, O Estado de São Paulo de 27/07, o ministro Carlos Aires de Brito, presidente do Tribunal Superior Eleitoral considera um retrocesso o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados que estabelece a impressão do voto eletrônico como meio capaz de assegurar, em caso de dúvida, a compatibilidade entre o sufrágio digitado na urna e sua computação no mapa final. A matéria está muito boa e a esperança do ministro Aires de Brito é que o Senado corrija a proposição. Para ele, a conferência pode ser feita através de amostragem. Mas –claro- sem quebra do sigilo do voto. Aí é que está o problema. Se houver uma espécie de recibo do voto, os eleitores ficarão novamente extremamente expostos às pressões dos cabos eleitorais, dos chefes políticos locais, do poder econômico, em última análise. A compra de votos vai aumentar.

Como era antigamente, até 1955, quando foi instituída a cédula única. Os votantes levavam para  as cabines envelopes nos quais colocavam as cédulas com o nome de seus candidatos. Não é preciso dizer mais nada. Além disso, a apuração era manual. Na história do Rio de Janeiro, por exemplo, houve fraudes tanto na apuração quanto na votação que deram margem a dois Prêmios Esso de reportagem, de Silvia Donato e José Fontes Gonçalves, o primeiro em 58, o segundo em 60, por coincidência as duas matérias publicadas no JB. Em matéria de mesa de apuração, vários políticos empenhavam-se a fundo junto à Justiça Eleitoral para indicar funcionários encarregados dos lançamentos dos mapas. Se isso acontecia no Rio, que dirá nas áreas do interior do país?

O ministro Carlos Aires de Brito está coberto de razão, como eu disse há pouco. Além do mais, o recibo impresso do voto não garante coisa alguma. Conferência entre a manifestação e a computação? Não é por aí. Pois para isso seria indispensável que os Tribunais Regionais ou o Tribunal Superior Eleitoral obtivessem os recibos fornecidos, é claro, pelos eleitores da mesma seção ou zona, e comparassem manualmente os candidatos que escolheram e o destino dos votos no universo da informatização. Absurdo. Não existe a menor hipótese de um sistema desses funcionar. Sobretudo porque é preciso não esquecer que o país caminha para 130 milhões de leitores. Isso de um lado. Os números apontam a impossibilidade material.

De outro, só se poderia realizar uma pesquisa comparativa desse tipo se houver algum indício que levante a suspeita de fraude. Se não houver, para que tal trabalho? Não faz sentido. Constituiria autêntica perda de tempo. Diante desse  mar de impossibilidade qual poderá ser o objetivo do projeto que a Câmara aprovou sem levar em consideração os argumentos do presidente do TSE? Não se pode atinar ao certo. Há muitos caminhos a percorrer no pensamento. Mas uma coisa é certa: se vier ele a ser transformado em lei será uma volta ao passado. Os compradores de voto vão crescer no mercado da carência social e exigir dos votantes a cópia da escolha que fizeram.  Seria como repetir, mais de meio século depois, o esquema que se tornou célebre: candidatos ricos cortavam as notas de dinheiro ao meio e entregavam a metade aos chefes de cabresto. E diziam: _ eu já perdi, porque nota não vale pela metade. Mas vocês ainda não ganharam. Só entrego a outra metade depois da apuração.

O voto eletrônico foi um avanço extraordinário. Não vamos andar para trás.

Engolidores de sapos

Carlos Chagas

Lealdade costuma ser produto em falta nas prateleiras da política, mas,  de vez em quando,  registram-se exceções. Quais as duas maiores estacas de sustentação da candidatura Dilma Rousseff, fora, é claro, o pilar chamado Lula?

Não haverá quem deixe de referir José Dirceu e Antônio Palocci.  Este,  já escolhido para chefiar a campanha formal, quando ela começar, mas já atuando na informalidade,  encarregado de convencer a nata do empresariado de que,  se eleita, a candidata manterá as linhas-base da atual política econômica neoliberal. Aquele, costurando a intrincada e às vezes furada rede de sustentação do  PT, viajando pelos estados como bombeiro a apagar incêndios verificados com a  indignação de companheiros frustrados em pretensões eleitorais.

O singular nesse caso é que Dirceu e Palocci devem olhar com certa ironia a presença de Dilma na pole-position governista quando, tempos atrás, a corrida parecia indicar um deles para o  pódio. Tanto o ex-ministro da Fazenda quanto o antigo  chefe da Casa Civil despontavam  como herdeiros do trono. Decidiriam mais tarde quem  receberia a indicação  de candidato e até se entendiam para adiar a disputa. Mas era um ou outro,  sem dúvida alguma.

Como a realidade parece sempre mais surpreendente do que a ficção, foram ambos atingidos  por corpos estranhos às suas carreiras. Um envolvido,  justa ou injustamente,  nas tramas do mensalão.  Outro, desestabilizado por um humilde caseiro que teve devassada sua conta bancária.

Pois não é que o presidente Lula, depois de submetê-los a tortuosa e cruel quarentena, apela para os dois na hora de tentar a eleição de  Dilma Rousseff? Antes atropelados,  Palocci e Dirceu ressurgem  como esperança   de salvação para  a escuderia. A vida, realmente, dá voltas que ninguém imagina.  E a lealdade, de quando em quando, dá o ar de sua graça.

Mercadante ou elefante?

É conhecida a parábola do elefante branco. Como ele não existe, o cidadão encontra-se  placidamente instalado em sua poltrona, lendo jornal.  Quando olha pela janela, vê um elefante branco pisando nos canteiros do jardim, mas nem se incomoda. Elefante branco não  existe. O bicho avança, derruba cercas e paredes e bota a tromba na sala, quebrando móveis e derrubando o infeliz incrédulo. Aí, não há mais tempo para salvar a casa.

É assim que o presidente Lula deve estar vendo o senador Aloísio Mercadante. A nota expedida pelo líder do PT, em nome da bancada, não deveria existir. Afinal, os companheiros senadores comprometeram-se a poupar e até a salvar José Sarney, em nome da sucessão presidencial do ano que vem.  O problema é que Mercadante provou o contrário, falando em nome dos liderados: pela nota, eles querem a licença do presidente do Senado, para começar. Mas se elefantes brancos não existem, como aceitar a exigência?

Um ou dois fazem diferença…

O ministro da Coordenação Política, José Múcio, procurou minimizar a nota do líder Aloísio Mercadante acentuando não se tratar de manifestação da bancada, mas da adesão apenas de  dois ou três senadores da bancada do PT. Pode não ser bem assim, mas a ressaltar está  o fato de que esses dois ou três senadores, ou bem mais, passaram os últimos dias  em Brasília, atuando, criando fatos e  demonstrando sua discordância diante da ordem para respaldar José Sarney.   Já os governistas, preferem gozar o recesso parlamentar por inteiro.  Escafederam-se, se é que existem em maioria. Dos lideres oficiais  de outros partidos, então, não  se tem notícia. No exterior ou em seus estados, fingem-se de desentendidos diante da crise que grassa no Senado. Mais uma vez, comprova-se a história de que dois ou três valem por dúzias, quando dispostos a atuar.

Carro-chefe  descarrilhado

Faz muito que o carro-chefe da campanha de Dilma Rousseff é o PAC. No Programa de Aceleração do Crescimento o governo jogou tudo, e o presidente Lula, a sorte da  candidatura da chefe da Casa Civil.  Bandas e fanfarras anunciaram o milagre da multiplicação das obras. O primeiro-companheiro e a candidata viajaram pelo país inteiro, anunciando a redenção da economia e a criação de milhões de empregos através do PAC. O diabo é que o PAC empacou. Apesar do formidável aparato publicitário, vai ficando difícil identificar o desenvolvimento das novas iniciativas materiais do governo dos trabalhadores. Tanto assim que esta semana o presidente Lula cancelou visita a dois municípios mineiros onde, pela programação, haviam sido anunciadas inaugurações ou, no mínimo, a constatação de consideráveis avanços.

O carro-chefe, senão anda descarrilhando, ao menos perdeu potência e vai parando. Adiantará muito pouco o chefe do governo estrilar, passar pitos e lamentar a morosidade do PAC, mas a causa talvez se localize em suas próprias atividades. Com tantas viagens ao exterior, o Lula descuidou-se do interior. Será sempre bom lembrar a  obsessão  de Juscelino Kubitschek na construção de Brasília, considerada missão  impossível. Pelo menos duas vezes por semana, encerrado o expediente no palácio do Catete, ele tomava o rumo do aeroporto, entrava no avião presidencial que levava três  horas para chegar ao Planalto Central, vestia o pijama, dormia e,  alta madrugada,  estava inspecionando obras variadas. Retornava à aeronave, dormia mais um pouco e  chegava para o café da manhã na antiga capital. A presença do feitor é essencial para o bom andamento do feito…