Petrobras e Vale, poderosas, caem, por causa de terem muita liquidez

A Bovespa vai em rumo incerto e não seguro. O ano de 2009 foi altamente lucrativo para os aventureiros. Como em 2008 as ações caíram de 74 mil pontos para 32 mil, os aventureiros, banqueiros e jogadores, ganharam muito dinheiro. Os investidores que bancaram a alta até 2008, não puderam participar da festa de 2009.

Agora estão sendo atraídos para este periclitante, que palavra, 2010. E vão comparecer, é sempre assim. Hoje às 6 horas da tarde, a Bovespa fechava em 65 mil e pouco, alta de meio por cento. Estava mais ou menos em 64 mil, como noticiei às 13 horas.

As duas ações mais importantes da Bolsa sofrem. Quando é hora de comprar, elas sobem. Quando a hora é de vender, (como hoje) elas caem. Muitas caíram também, poucas subiram.

O dólar continua para cima, fechou em 1,87, mais 0,75%. Isso envolve negócios e fortunas fabulosas, mais do que todo o movimento da Bovespa.

Robinho-Dunga

O famoso e inquieto jogador, faz sua terceira mudança em pouco tempo. Um círculo completo: Santos-Espanha-Londres-Santos. Saiu satisfeitíssimo de uma conversa com o técnico da seleção. É lógico que não recebeu garantia de ser convocado. Mas Dunga disse para ele: “Cuidado para não se machucar”. Existe melhor do que isso?

Lula elogiou o atraso de Dilma

O presidente disse em Pernambuco, “que político devia ter prazo de validade na testa”. Ninguém encontrou o dele, procuraram. Elogiou o projeto “Minha casa, minha vida”, comandado pela Chefe da Casa Civil. É o mais atrasado de todos. Nesse ritmo, leva 50 anos.

O dólar continua subindo

Há quase4 meses em alta. Estava 1,60, hoje às 13 horas batia em 1,85 e a expectativa era de continuar.

A Bovespa, em 1 mês e meio, caiu de 70 mil para 65 mil pontos. Quase 10 por cento. Sem investidores, só representantes de banqueiros e seguradoras, e de globalizantes que exercem o jogo chamado popularmente de “capital motel”.

De 17 provocações dos “Direitos Humanos”, vão tirar o aborto

Depois de vários dias de bombardeio, o Ministro Paulo Vannuchi veio a público. Não para justificar a desastrada proposição, mas sim para tirar uma, mantendo as deslavadas e alopradas 16 outras.

Tirou a mais polêmica? Nada disso, todas são. E como juntar casamento gay, reforma agrária, concessão de radio e televisão e todo o resto? Agora que aparentemente Lula fez “as pazes” com Frei Beto, por que não chamá-lo de volta?

Projeto para o amanhã que não virá

De qualquer maneira, esse projeto não é para o segundo mandato de Lula. É uma provocação para executar no terceiro. Ou então, (como já disse) tema de campanha e de governo de Dona Dilma. Menos para a campanha do que para o governo, que aliás não existirá.

Sucessão nos bastidores

Nunca se conversou tanto sobre a eleição do fim do ano. Mas curiosamente só tratam da vice. E os que pretendem disputar esse segundo lugar, são do segundo time, perdão, do terceiro.

Requião embalança o PMDB

O grande problema que assusta os governadores-adesistas do partido, é a candidatura do governador do Paraná. Ele tem o apoio de Paes de Andrade, alavanca e ponto de apoio, e de Orestes Quércia, que provoca pânico. Pelo fato de não ter medo de nada. E também sobre ele, não poderem dizer nada, já disseram tudo. E não o destruíram.

Mandato intocável na ABI

Todos os grandes presidentes do órgão maior dos jornalistas, ficaram na presidência, praticamente até morrerem. O último foi Barbosa Lima Sobrinho, que só saía da ABI para ir a reuniões na Academia.

Foi substituído por Maurício Azedo, que vem fazendo remodelação completa na administração, e principalmente na consolidação do imprescindível órgão. Maurício estava (e está) na presidência da ABI, quando ela completou o centenário. Comemorou com uma repercussão, que a ABI não conhecia há muito tempo. Como coincidia com os 100 anos de Oscar Niemeyer, criou a Comissão dos 100, integrada por 100 grandes personalidades.

Agora, acaba o mandato de Maurício Azedo, não pode continuar, o artigo 44 do Estatuto não permite. No dia 2 de fevereiro, terça próxima, os sócios da ABI, decidirão em eleição aberta, se esse artigo deve ser REVOGADO. Sou a favor da REVOGAÇÃO, e votarei assim.

Mas se por qualquer motivo não puder ir votar, essa será minha decisão, por isso ESTOU VOTANDO PUBLICAMENTE e pedindo aos meus amigos que votem dessa maneira.

* * *

PS – Uma das melhores coisas da gestão Maurício Azedo, é o Jornal da ABI. Leitura agradabilíssima, pela soma de INFORMAÇÃO e OPINIÃO.

O tênis na Austrália pode ter 2 finalistas que ainda não ganharam Grand Slam

O primeiro finalista saiu hoje às 9:43. Murray venceu Lubicic, num jogo estranho e sem a menor emoção. Lubicic repetiu Davidenko na véspera, venceu o primeiro set, se deu por satisfeito, ENTREGOU os outros três.

Amanhã pela manhã, Tsonga (que também não tem Grand Slam) enfrenta Federer que tem um monte deles. Se o francês derrotar Federer, o Grand Slam irá para um jogador que não tem nenhum.

Lula e o Tribunal
de Contas de União

Não é de hoje que o presidente continuista fica furioso com decisões do TCU, que aponta irregularidades em projetos e ações do governo.Resolveu agir e desobedecer, sabe que nada lhe acontecerá.

Adriano-Wagner Love

O Flamengo jogou para o gasto, não precisava mais do que isso. A grande satisfação: o entrosamento dos dois jogadores. Na última partida, mostraram um pouco. Ontem, uma combinação da saída do gol até fazer o gol. Quatro passes Adriano-Wagner Love. Magnífico.

Lula, o enteado do Brasil: o filme

O próprio Luiz Carlos Barreto, que estava entusiasmado com a filmagem da vida do presidente, reconheceu: “Apenas 4 por cento do público previsto, assistiu o que na filmagem parecia extraordinário”. Fracasso de crítica e de bilheteria, sem recuperação.

Em toda a história do cinema brasileiro, nunca houve um número tão grande de cópias, cobrindo praticamente todos os cinemas. Lula, em tom amargo, compara o filme, com os “Dois filhos de Francisco”, recorde de assistência.

Sucesso completo: de financiamento. Todos queriam “dar dinheiro”, principalmente o alto empresariado e estatais. Ninguém sabe o que fazer com a sobra.

A obrigação de perder

Antonio Sepúlveda, Maceió
“Hélio, você disse que Golbery e Orlando Geisel criaram o domicílio eleitoral para invalidar a eleição do general Lott, que era militar e a favor do golpe. Por que então preferir a vitória de Negrão de Lima, que era da oposição? Me parece contradição, gostaria de explicação”.

Comentário de Helio Fernandes
Parece contradição, como você diz, e se não conhecer os fatos, ficará como sendo. O que acontece: isso estava dentro da “filosofia” de Golbery, e acatada inteiramente por Orlando Geisel, o estrategista da tortura. (Logo, logo, criaria o Doi-Codi, num pedaço da Polícia do Exército, terror completo. Esse Doi-Codi, que freqüentei com mais assiduidade do que gostaria).

A “filosofia” de Golbery era a seguinte: os militares queriam acabar com as eleições diretas, que Castelo Branco disse pessoalmente a Juscelino, “manterei de qualquer maneira, esse é o meu objetivo”. Mentiroso e sem convicção, acabou com a eleição, prendeu o próprio Juscelino.

Mas precisavam de uma desculpa. Golbery, que era apenas Major (passou para a reserva como coronel por causa das duas promoções obrigatórias) tinhas ascendência sobre os generais. Estes reconheciam: “Ele é um gênio”. Era mesmo, golpista e presidente da Dow Chemical, fabricante de napalm, que ganhava fortunas matando populações inteiras.

Golbery então convenceu os militares: “Se ganharmos a eleição, não teremos cacife para acabarmos com elas”. Como Lott podia vencer, invalidaram seu nome, Negrão ganhou fácil. Com a posse dele, foram para alguns generais que não queriam a ditadura (tinham medo do “comunismo”) e disseram: “Viram, toda vez que houver eleição perderemos para um corrupto”. (Negrão nem era corrupto).

(Em Minas usavam a mesma “filosofia” de perder como a melhor solução. O candidato era Sebastião Paes de Almeida, que não consideravam “suficientemente corrupto”. Optaram então pelo nome de Israel Pinheiro, por causa de suas ligações com Juscelino na mudança da capital. Israel foi presidente da Novacap, ganhou a eleição).

Como você vê, Sepúlveda, nenhuma coincidência ou acaso. Tudo planejado, premeditado, pensado e executado.

Reeleição de presidentes dos Tribunais de Justiça

Caminha em Brasília um projeto que cria grande novidade: a permanência desses personagens nos cargos. Nunca isso foi permitido. O principal artífice (artífice, então é isso) dessa modificação é o Ministro Gilmar Mendes, que não sai do Rio.

Além do mais, ele é presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que veio para moralizar e não para prorrogar.

A própria prorrogação

Nos círculos jurídicos de São Paulo, Rio e Brasília, muito comentada a conclusão: Gilmar Mendes gostaria de colocar entre as presidências “prorrogáveis”, a própria, no Supremo Tribunal. Como esse cargo é exercido em rodízio, é evidente que os outros ministros não concordarão. Mas não custa tentar.

Local de nascimento de presidente

Berto Fuchs
“Helio, há 104 anos não há um presidente paulista. Todos que você relacionou não eram de São Paulo e sim de outros estados”.

Comentário de Helio Fernandes
Excelente tua participação, mas que é verdadeira apenas em aparência. Até 1965, não existia domicílio eleitoral obrigatório, o cidadão nascia num estado e se candidatava a governador por outro, sem qualquer problema ou restrição. O que era justíssimo para um país de migrantes e imigrantes. Existem até levantamentos, mostrando que existem mais nordestinos do que paulistas em São Paulo.

Isso acabou a partir de 1965, quando Orlando Geisel e Golbery, “armaram” contra o general Lott, para ele não ser candidato a governador da Guanabara. Morava em Teresópolis que era do então Estado do Rio. Acharam que ele podia ganhar, queriam que ganhasse alguém da oposição, como Negrão de Lima.

Quanto aos presidentes da República “paulistas que não nasceram em SP”, nenhum problema. Deviam acabar esse odioso “domicílio”. Ciro Gomes fez o inverso: nasceu em São Paulo, fez carreira política no Ceará, voltou para o local de nascimento, eleitoralmente mais importante.

“Caro Francis”

Não chega a ser um filme, embora exibido em cinemas. Também não chega a ser uma exibição. Na minha sessão, apenas 4 pessoas, contando comigo. Como estava trabalhando, fui falar com o gerente. Informação: “A média tem sido essa, mas em 3 sessões, em dias diferentes, não havia ninguém”.

Patético, provinciano, parcial, prepotente, exorbitante, e sem o menor interesse. Não quero nem colocar o nome do diretor, seu primeiro filme, para que prejudicá-lo? É um monte de depoimentos deprimentes, para os que os faziam, não percebiam. O próprio Francis, se estivesse vivo, não permitiria tamanha depreciação.

Não sei se foi a intenção do diretor, mas ele apresentou um “caro Francis”, muito mais execrável do que o Francis da realidade. E escamoteou o Francis verdadeiro, como por exemplo, o jornalista mais injustiçado pela ditadura.

Em 1964, quando veio o golpe, ele escrevia a mais violenta coluna, (na Última Hora) contra os militares e a favor de Jango. Não foi cassado nem preso. Em 1968, no monstruoso AI-5, novamente ficou desconhecido, não foi cassado nem preso. Em 1970, foi então preso na Vila Militar, nada a ver com as prisões comandadas pelos torturadores.

Único ponto favorável do filme: mostrou o lado dúbio e não beligerante (como a Suíça das duas Guerras Mundiais) do “caro Francis” no assunto que mobiliza a humanidade dos 15 aos 60 anos. E agora, com o Viagra, tem prorrogação da preocupação.

Gilmar ataca novamente

Carlos Chagas

É bom o governo prestar atenção na mais recente farpa enviada pelo ministro  Gilmar Mendes sobre o presidente Lula,  exortando a Justiça Eleitoral a agir com critério único diante das representações contra abusos praticados nas campanhas, inclusive sua  antecipação. O presidente do Supremo Tribunal Federal criticou  a hipótese de padrões diferentes nesses julgamentos, quer dizer, rigor excessivo quando se trata de processos contra parlamentares e  prefeitos,  mas leniência dali  para cima.

O recado foi direto, pois as declarações de Gilmar Mendes coincidiram com mais  uma denúncia do PSDB e do DEM, esta semana,  contra o presidente Lula  e  Dilma Rousseff, precisamente por antecipação da campanha.

O primeiro-companheiro e a ministra tomam pouco cuidado quando, em viagens  pelo país, inauguram e fiscalizam obras. Nada tem de sutis as referências do Lula à continuidade dos programas em desenvolvimento e até as afirmações sobre haver chegado a vez de uma mulher  assumir o palácio do Planalto.    A candidata,  por sua vez, aceita a carapuça dourada e comporta-se como num ringue de boxe, atacando os tucanos e demais adversários.

Não passa pela cabeça de ninguém que o Tribunal Superior Eleitoral venha considerar o presidente culpado e determine a cassação do seu mandato. No auge da popularidade, nem com dinamite ele seria afastado.  Até porque, qualquer sentença daquela corte seria submetida ao Supremo Tribunal Federal, onde, dos onze ministros, o Lula já nomeou sete. Mesmo assim, um sinal foi enviado  por Gilmar Mendes. Resta saber se vai ser recebido.

Lamentos em profusão

Brasília foi criada para não ter representação política. Seria apenas a casa do presidente da República, com um prefeito nomeado. O tempo passou, o prefeito virou governador, o Congresso estabeleceu que a capital federal elegeria oito deputados federais, três senadores  e, depois, disporia de uma Câmara Legislativa.

Durante décadas elites frustradas de São Paulo e do Rio, principalmente, denegriam Brasília pelo fato de precisarem vir aqui cuidar de seus interesses. Chegaram a chamar a cidade de “Ilha da Fantasia” e até de covil de ratos, esquecidos de que os ratos vinham de fora, muitos chegando às terças-feiras e saindo às quintas.

Desafortunadamente, porém, aqui foi sendo criada uma classe política à imagem e semelhança das outras, de fora. Muita demagogia, corrupção e lambanças, apesar de haver  gente séria na política local. Mas também  há ratos em profusão. Chegamos ao limite máximo com o escândalo do mensalão do governo Arruda.

Por conta disso, muita gente sustenta a necessidade de uma volta ao passado. Só que não dá para extinguir a representação política da capital do país.  O remédio seria, a curto prazo, a intervenção federal. A longo, que a população votasse bem. Duas missões impossíveis a lamentar?

Quarenta anos atrás

Foi no começo de 1970. Era presidente da República o general Garrastazu Médici, e técnico da seleção brasileira de futebol, João Saldanha. Completavam-se os preparativos para a Copa do Mundo a realizar-se no México quando os radicais de sempre, incrustados  no governo,  lembraram-se de que Saldanha era do Partido Comunista. Começou uma campanha para afastá-lo.  O presidente Médici integrou-se nela ao sugerir que o Dario, “peito de aço”, deveria ser o centro-avante do time, no lugar do Tostão. O técnico respondeu com o que pareceu um sacrilégio contra o regime: “eu não me meto na composição do ministério, o presidente que não  se meta na minha  escalação.”  Foi demitido, ou melhor, dissolvido, mesmo protestando que não era sorvete. Veio o Zagalo, que convocou o  Dario, ainda que só o fizesse entrar no finalzinho dos jogos. O Brasil foi tri-campeão.

A história se conta a propósito da  constatação de que  os tempos mudaram. O presidente Lula não dá o menor palpite na seleção, mesmo entendendo mais de futebol do que o antecessor. Ou será que suas referências recentes às qualidades de Ronaldo Fenômeno encobrem  alguma intenção? Mesmo assim, não sendo o Dunga comunista, nada se repetirá.

Opiniões divididas

No ministério, formaram-se dois partidos. Um, liderado pelo assessor internacional Marco Aurélio Garcia, interpreta a queda na popularidade do presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, pelo não cumprimento de suas promessas de campanha, como fechar a prisão de Guantánamo e retirar os soldados do Iraque e do Afeganistão.

Outros, com o ministro Celso Amorim à frente, achando que a baixa de Obama nas pesquisas deve-se aos seus esforços para implantar um novo e revolucionário plano de saúde em seu país, visando atender os menos favorecidos.

Como em matéria de política externa o presidente Lula parece muito mais interessado no que acaba de acontecer no Chile, a discussão sobre os Estados Unidos é apenas acadêmica.

Mario Magalhães deixa a Folha

Grande jornalista, já foi até ombudsman, sai temporária e não definitivamente. Mas o leitor ganha uma esperança, na verdade, uma certeza: vai se dedicar à biografia de Lamarca, quase pronta, mas sempre adiada pela necessidade do trabalho diário.

Na verdade, não é apenas a biografia de um homem e lutador, mas também e principalmente, de uma época, que entra na história de forma controversa, e até contraditória.

A Bovespa continua caindo,
os amestrados em silêncio

A última nota que postei aqui, entre meio dia e uma hora, o Índice havia caído para a casa de 64 mil pontos, mas logo depois voltava aos 65 mil e um pouquinho. Agora, no limiar do fechamento, (faltam apenas os leilões0 a Bovespa em queda mais acentuada. Veio para 64 mil e 800 pontos. Só uma ação em alta, Souza Cruz, assim mais 0,30.

O dólar em 1,86, alta de 1,25%.

Ações e dólar

Mal passava de meio dia, e a Bovespa vinha para a casa de 64 mil pontos, bem alto. Queda de 0,70%. Mas profissionais me diziam: “Falta muito jogo e a tendência é a recuperação, mesmo que não muito grande”.

O dólar em alta desde o início, neste momento sobe 1,23% em 1,85, alto.

Aberto da Austrália

A esperança de mais um grande jogo, agora semifinal, entre as irmãs Williams, acabou na madrugada de ontem para hoje. Serena fez a sua parte, mas Venus perdeu para a chinesa, a primeira a chegar às semifinais. Davidenko, que vinha jogando mais do que sabia, perdeu fácil para Federer.

Terminando hoje às 11 e meia da manhã, Tsonga deu uma surra no sérvio Djokovic, malabarista de sentimentos, fingindo que está sendo perseguido.

Mas a derrota teve lances curiosos. O sérvio perdeu o primeiro set no tiebreak, ganhou o segundo, igual, num descuido do francês. Animado, Djokovic venceu o terceiro facilmente. Tsonga parecia liquidado, “passeou” no quarto e quinto sets. Está na semifinal, só que enfrentará Federer.

Chávez vai acabar numa embaixada do Brasil

Vai juntando cada vez mais forças contra ele. Ditatorial como quase todos que chegam ao Poder, mas incompetente quanto esse coronel, é quase impossível. Quem está a favor dele? Ninguém a não ser os cidadãos enganados, iludidos e desinformados.

Como Zelaya vai desinfetar a embaixada do Brasil, Chávez é “candidatíssimo” a ocupar seu lugar. A dúvida, apenas uma: em quanto tempo?

Operação Robinho

Robinho saiu do Santos para a Espanha, movimentando fábulas de dinheiro. Cismou, foi para a Inglaterra, nova montanha de dinheiro. Ficou lá 6 meses, ganhando 1 milhão e 200 mil reais por mês. Desencantado, decidiu voltar para o Santos.

Apesar dessa reviravolta necessitar de espantosas somas de dinheiro, foi realizada em menos de uma semana.

Desde que Tevez, um então desconhecido argentino, veio para o Brasil por 22 milhões de dólares, ficou evidente: o futebol “lava mais branco” do que as farmácias.

Em tempo: o BC, o Ministério Público, e a polícia, investigavam a operação Tevez, já havia provas de irregularidade total.

Inesperadamente, veio ordem de “cima”, tudo foi engavetado e arquivado.

Na volta de Robinho, ele abre mão de 600 mil reais por mês. Passa a ganhar “apenas” 600 mil. Como poderá viver?

Sucessões estaduais, curiosamente iguais

Se não fosse o tumulto “plebiscitário” que domina a luta maior pela presidência, as lutas para governadores seriam sensacionais. No momento, apenas Cid Gomes e Cabral, apresentam ligeira vantagem. Mas não definitiva. Curiosamente, dois governadores de pior avaliação entre os 10 mais.

Temer, o desaprovado

Não imaginava que sua candidatura a vice sofresse tanto veto dentro do PMDB. Como é sempre eleito presidente do partido e da Câmara, pensava (?) que estivesse absoluto. Bem que o cidadão gostaria, encerraria a carreira.

Grande luta em Alagoas,
para senador e governador

Heloísa Helena, disparada na frente, o governador eleito e reeeleito Teotônio Vilela, são os favoritos para o senado. E Renan Calheiros, cuja carreira depende dessa eleição?

No momento depende totalmente de Fernando Collor. Já foram grandes amigos, inimigos, agora neutros mas se fingindo de parceiros. Se como recurso, Renan disputar a eleição de governador, corre os mesmos riscos.

Belluzzo: o perigo das contas negadas

Fracasso completo como presidente do Palmeiras. O prejuízo aumentou, pagou uma fortuna ao Muricy, não se colocou nem mesmo para a Libertadores. Quase sofreu impeachment.

Esperava ansiosamente a saída de Meirelles do Banco Central, para ficar lá, no mínimo por 9 meses. Agora, com o risco de ter as contas reprovadas, suas possibilidades de nomeação diminuem muito. Nem economista, nem cartola. Que República.

Ciro: medo do rebaixamento

O ex-governador do Ceará, tem muitos problemas para confirmar ou não, a candidatura a presidente. É lógico que existem várias etapas. Mas o ponto mais grave é a comparação com 2002. Nesse ano, Garotinho foi candidato pelo mesmo PSB e teve 15 milhões de votos.. Agora, pelas pesquisas e expectativas, Ciro está bem longe.

A propósito de Garotinho

Ele é mesmo candidato a governador? Se é, não parece. Seu nome não sai em lugar algum, está distante, ele que é indiscutivelmente, um tremendo marqueteiro de si mesmo.

Incerteza no Estado do Rio

Essa parece ser a chave da campanha do Rio. Existem 4 cargos desejáveis. Lançados mesmo, só Cabral e seu substituto diário, Pezão. Os que diziam que disputariam o governo ou uma vaga no senado: Gabeira, Picciani, César Maia, Dona Benedita, Lindberg Farias, Dona Frossard, e mais alguns. Todos silenciosos e indefinidos. Surpreendente. Assim acabam devolvendo ao Estado do Rio, a tragédia quase anunciada: reeeleição de Cabral