O “evangelho” de Lula a Dilma, segundo Ricardo Noblat

Dilma, o marqueteiro Santana e Lula estão num impasse

Pedro do Coutto

O título, claro, está inspirado no livro “O Evangelho Segundo São Mateus”, que focaliza a extraordinária contribuição histórica por um dos autores do Novo Testamento, enquanto o artigo que segue tem base em texto do jornalista Ricardo Noblat, edição de 16 de O Globo. O qual, no fundo, é meio análise, meio entrevista do ex-presidente Lula reproduzindo opiniões e conselhos do ex-presidente da República à sua sucessora no Planalto.

Sob esse aspecto, o artigo de Noblat possui uma grande importância política, sobretudo num momento em que a chefe do Executivo encontra-se em plena defensiva, tentando cobrir o sol com a duvidosa e sempre transparente cortina do marketing institucional. Esquema que, por melhor que seja colocado em prática quanto à forma, depende de conteúdo para atingir os efeitos almejados.

Lula, na versão de Ricardo Noblat, aconselhou à sucessora ouvir a voz das multidões e analisar as pesquisas que vêm por aí, nos próximos dias, sobre seus índices de aprovação e rejeição por parte da opinião pública brasileira. Logo, deduz-se da observação que novos levantamentos vão vir à tona ainda esta semana. O maior eleitor de Dilma Rousseff aproveitou a oportunidade (o artigo/entrevista) para voltar a sugerir o afastamento do ministro Aloizio Mercadante da coordenação política do poder e aconselhá-la a conversar com as forças partidárias representadas no Congresso.

HUMILDADE

Dilma deveria ser humilde – acrescentou Lula – a ponto de fazer um pronunciamento pedindo desculpas pelos erros que cometeu. E explicando com mais clareza o ajuste fiscal que está sendo obrigada a fazer. Neste ponto uma afirmação extremamente importante para traduzir o contexto que a envolve: está sendo obrigada a fazer.

Logo, na opinião de Lula, ela não gostaria de estar aceitando os projetos econômicos do ministro Joaquim Levy. Mas os está engolindo como um remédio amargo.

Daí, não sei se Lula (ou Noblat) desloca a forma de comunicação para o especialista João Santana. Pessoalmente, não creio que ele resolva o impasse estabelecendo uma ponte com a sociedade que desabou. Uma coisa é a publicidade, outra a comunicação jornalística, como escrevi há pouco neste site. Publicidade sozinha funciona muito bem no plano comercial, mas não produz o mesmo efeito na opinião pública. Sem conteúdo concreto, ninguém resolve nada em matéria de mensagem coletiva.

FOI COINCIDÊNCIA?

Por uma coincidência, na entrevista na tarde de segunda-feira 16, Dilma Rousseff se referiu explicitamente à figura da humildade contida de forma acentuada no evangelho segundo Noblat. Portanto, a expressão conselho de seu antecessor a tocou de forma intensa. Ela leu o artigo, tanto assim que refletiu sobre ele e chegou até a adotar palavras nela publicadas

Quanto à corrupção, ela considerou um fenômeno constante na vida do país. E chegou a dizer: a corrupção é uma senhora muito idosa na história política do país. O problema não é esse. O problema, é que, no plano da comunicação, ela até agora não transmitiu à sociedade o tom de indignação aguardado pela população revoltada contra os assaltos e assaltantes que saquearam e comprometeram a Petrobras. Seguirá a presidente o evangelho de Lula-Noblat? Vamos aguardar os fatos.

Força-tarefa aperta o cerco a Vaccari, Dirceu, Dilma, Lula & Cia.

Vaccari se recusa a entregar o PT e se complica cada vez mais

Carlos Newton

A cada dia a situação se complica mais para a presidente Dilma Rousseff, o PT e o ex-presidente Lula. Sem precisar continuar se submetendo ao procurador-geral da República Rodrigo Janot nem ao ministro-relator Teori Zavascki, a força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Federal avança inexoravelmente em suas investigações para provar o envolvimento do PT e do governo, a partir das atividades criminosas de João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, até chegar a José Dirceu, Antonio Palocci, Lula e a própria Dilma.

Em sua denúncia contra o ex-diretor de Serviços Renato Duque e o tesoureiro petista Vaccari Neto, por corrupção e lavagem de dinheiro, a força-tarefa da Operação Lava Jato já está exibindo provas realmente irrefutáveis de que sistema oficial de financiamento partidário foi usado para receber propinas da corrupção na Petrobras.

A constatação é evidente quando se faz a comparação entre as datas de pagamento da Petrobras para os consórcios Interpar e Intercom (formados pela Mendes Jr, MPE e SOG) nas obras de reforma de duas refinarias entre 2008 e 2010, e as datas de doações para o PT por uma das empreiteiras.

DUQUE E VACCARI

A vinculação entre as doações políticas e os pagamentos feitos pela Petrobras aos Consórcios Interpar e Intercom pode ser comprovada pela comparação entre as datas em que a Petrobras pagou os consórcios e as datas, subsequentes, em que empresas controladas por Augusto Mendonça promoveram a transferência de propina disfarçada de doações oficiais para partido político”, eis a base de sustentação da denúncia da força-tarefa contra Duque e Vaccari.

Houve 24 doações eleitorais feitas ao longo de 18 meses por empresas vinculadas ao grupo Setal para pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores. Essas doações eleitorais foram feitas a pedido de Renato Duque e eram descontadas da propina devida à diretoria de Serviços”, declarou o procurador.

João Vaccari indicava as contas dos diretórios, onde deveriam ser feitos esses depósitos”, sustenta a Procuradoria, acrescentando: “Temos evidência de que João Vaccari Neto tinha consciência de que esses pagamentos eram feitos a título de propina, porque ele se reunia com regularidade com Renato Duque para acertar valores devidos”.

CASSAÇÃO DE MANDATO

Essas doações das empreiteiras à campanha eleitoral de Dilma Rousseff com dinheiro da propina, em 2010, configuram um crime passível de cassação de mandato, segundo a Lei Eleitoral, conforme já foi explicado aqui na Tribuna da Internet diversas vezes pelo jurista Jorge Béja.

Os defensores de Dilma, como o procurador-geral Rodrigo Janot, é claro que vão alegar que os crimes ocorreram no mandato anterior. Mas esta argumentação é falaciosa e não procede, porque o dispositivo invocado por Janot (§ 4º, artigo 86, C.F.) se tornou totalmente anacrônico, pois foi redigido antes de existir reeleição de presidente.

“Quando um presidente da República se candidata e é reeleito, os mandatos se somam. Não há interrupção. Não sofre solução de continuidade. Tanto é verdade que a faixa presidencial, na solenidade de posse do segundo mandato, não é o presidente anterior que a transfere ao seu sucessor, porque não há sucessão, não há presidente anterior. E onde não existe sucessão e não existe solução de continuidade, a gestão é contínua. A faixa foi a própria Dilma que colocou nela mesmo, símbolo da continuidade. Os atos que justificariam o impeachment no primeiro mandato subsistem no segundo. Não se apagam. Não se extinguem”, explica o jurista Jorge Béja, acrescentando: “Ocorrendo a prática de crime eleitoral anterior ao primeiro mandato, seus efeitos e repercussão se projetam no segundo mandato, eis que entre um e outro mandato não houve solução de continuidade. O presidente é o mesmo. O delito eleitoral persiste”.

Bem, não é preciso dizer mais nada.

Haverá sinceridade?

Carlos Chagas

A presidente Dilma falou em humildade, democracia, direito de manifestação e até em exageros que terá cometido nas medidas de ajuste econômico. Mais do que indagar se ela foi sincera, coisa que apenas as próximas iniciativas revelarão, a pergunta é sobre se conseguirá dar a volta por cima e mudar os rumos do governo. Conselhos não lhe têm faltado, em seguida à explosão nacional de repúdio à sua postura, suas concepções e suas diretrizes. Há dúvidas quanto a suas intenções e sua imaginação.

Para começar: a presidente mudará o ministério, substituindo pelo menos a metade de seus ministros inoperantes e incompetentes e aproveitando para extinguir pelo menos a metade das 39 pastas inócuas? Sua reaproximação com o Congresso envolverá a nomeação de auxiliares desvinculados dos interesses e das sinecuras partidárias, conhecidos apenas por sua capacidade nos diversos setores da administração pública?

Com relação ao combate à corrupção, passará o rodo na Petrobras e outras empresas estatais, mudando todo mundo e afastando a sombra da influência dos partidos na nomeação de seus diretores? Determinará a quarentena das empreiteiras envolvidas na lambança ou continuará permitindo que o BNDES as sustente?

Mesmo deixando ao Congresso a condução da reforma política, cruzará os braços ou influirá na definição de aspectos fundamentais, como o fim da reeleição, a proibição de doações empresariais nas campanhas eleitorais, a diminuição do número de partidos, a coincidência das eleições e outras?

Ousará rever cortes orçamentários em atividades imprescindíveis ao Estado, como educação e saúde públicas? Deixará em aberto a redução de direitos trabalhistas ou reconhecerá o erro?

MUDAR SÓ A LINGUAGEM…

O que não adianta é Dilma mudar a linguagem, mas preservar o modelo cruel do aumento de impostos, taxas e tarifas sem apresentar a compensação do imposto sobre grandes fortunas, sobre herança e o abusivo lucro dos bancos.

A presidente e seu governo encontram-se acuados e gradativamente abandonados pelo Congresso. Seu partido, o PT, acha-se em frangalhos e faltam sinais de que ela defende um expurgo profundo em sua banda podre. Fracassará se deixar apenas ao Judiciário a missão de promover a limpeza por meio de sentenças e condenações. A liderança do palácio do Planalto torna-se imprescindível para a renovação dos companheiros, com ou mesmo sem a participação do Lula.

Estou cansado, mas é preciso punir corruptos e corruptores

Eduardo Konig

Amigos, estou cansado de incompetência, estou cansado de corrupção, estou cansado de discursos hipócritas e oportunistas, estou cansado de adesismos de primeira ou última hora, estou cansado de discursos simplistas e muitas das vezes irresponsáveis.

É necessário que apuremos culpas daqueles que transigiram com a honestidade, dignidade e responsabilidade com a coisa pública. Entretanto, faz-se necessário também que respeitemos os estatutos e regimentos das organizações partidárias que absolutamente não coadunam com desvios comportamentais e orgânicos.

É inadmissível que cerremos fileiras com baterias de ataques contra corruptos e esqueçamos dos corruptores, que são tanto ou mais criminosos do que eles. O discurso idiota de que, se não houver troca de ¨favores¨não serão realizados contratos, é no mínimo uma declaração de conivência com o quadro atual.

Respeitem o Estado Democrático de Direito,se organizem e lutem pelas mudanças que julguem necessárias, sejam propositivos e vençam as eleições.

Saudações democráticas.

Dirceu faturou R$ 29 milhões fazendo tráfico de influência

Deu no Zero Hora

A Justiça quebrou, nesta terça-feira, o sigilo do inquérito que investiga o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na Operação Lava-Jato. Com isso, foi revelado que a consultoria de Dirceu faturou R$ 29,2 milhões com a prestação de serviços durante nove anos para mais de 50 empresas.

Segundo o jornal O Globo, a suspeita é que a JD Assessoria de Consultoria tenha prestado serviços de consultoria e que os recibos sejam uma fachada para encobrir dinheiro desviado da Petrobras.

Desde janeiro, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato, quebrou o sigilo bancário e telefônico da empresa de Dirceu. A decisão foi tomada após a investigação ter apontado que as empreiteiras suspeitas de fraude terem pago R$ 3,7 milhões, entre 2006 e 2012, para a JD.

O ex-ministro e a JD são investigados por lavagem de dinheiro, ocultação de bens e corrupção.

###
NOTA DA REDAÇÃOOnde se lê “consultoria”, por gentileza, leia-se “tráfico de influência”. Dirceu deu o exemplo e Erenice Guerra, Antonio Palocci, Fernando Pimentel e Delúbio Soares também se transformaram em prósperos “consultores”, perdão, “traficantes” de influência. E la nave va, fellinianamente… (C.N.)

Planalto enfim descobriu o culpado pelo fracasso do governo

http://www.blogdozebrao.com.br/v1/wp-content/uploads/2015/02/CHARGES-AC-ANO-IV-11.jpgDeu no Estadão

Documento reservado do Palácio do Planalto e obtido pelo jornal “O Estado de S. Paulo” mostra que o governo federal admite que vem adotando uma comunicação “errática” desde a reeleição de Dilma Rousseff (PT). O conteúdo desse documento foi divulgado na tarde desta terça-feira (17) pelo site do jornal paulista.

Segundo a reportagem, o documento interno afirma que os apoiadores de Dilma estão levando uma “goleada” da oposição nas redes sociais e aponta como saída para reverter o quadro pós-manifestações um investimento maior em publicidade oficial – especialmente em São Paulo, onde os protestos de 15 de março reuniram mais pessoas (210 mil, segundo o Datafolha), e onde se concentra a maior rejeição ao PT.

Segundo o jornal, o documento foi elaborado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, comandada por Thomas Traumann, e circulou nesta terça entre ministros, dirigentes do PT e assessores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

###
NOTA DA REDAÇÃO
A presidente Dilma venceu a eleição e sumiu. Pensava-se que estaria preparando o novo governo, mas ela estava mais preocupada em fazer uma severíssima dieta e se recuperar de nova operação plástica, enquanto o país ardia em meio ao escândalo da Petrobras. Vaidosa, nunca antes na História deste país se viu uma personagem pública a fazer tamanha variedade de caras e bocas. É arrogante, despreparada e incompetente. Tudo o que faz dá errado. Ninguém aguenta mais o governo, nem mesmo o PT. E o Planalto ainda tem a desfaçatez de colocar a culpa numa política de comunicação errática? Quer dizer que a responsabilidade pelo fracasso do governo é dos jornalistas que trabalham no Planalto? E até agora ninguém havia percebido? (C.N.)

Pânico no Planalto: Renato Duque vai depor na CPI da Petrobras

Se fizer delação, Duque derruba o governo

Deu na Folha

O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, autorizou que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque seja transferido para Brasília para ser ouvido pela CPI da Petrobras nesta quinta-feira. Duque foi preso segunda e está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Com a autorização de Moro, deve ser transferido para a PF no Distrito Federal.

Após a prisão, a comissão enviou um ofício ao juiz pedindo a transferência temporária de Duque para que ele pudesse ser ouvido pelos parlamentares. O ex-diretor é acusado pelo Ministério Público Federal de receber propinas de empreiteiras que formaram um cartel para obter contratos da Petrobras. Também é acusado de repassar parte da propina ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ambos negam as acusações.

Como um ato de 2006 da mesa diretora da Câmara impede a oitiva de presos, um grupo de integrantes da CPI deve ir até a PF. Em tese, o depoimento pode ser aberto, já que se trata na prática de uma sessão da CPI. Essa regra vale só para a Câmara – no Senado, podem ser tomados depoimentos de presos.

Antes do depoimento de Duque, porém, alguns parlamentares tentam articular a derrubada desse ato para que ele possa comparecer à Câmara. O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), e o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), integrantes da CPI, são alguns dos que defenderam a mudança. As legendas prometem pautar a discussão, que pode ter uma decisão na reunião da mesa diretora que ocorre nesta quarta-feira.

###
NOTA DA REDAÇÃOO Planalto, o PT e o Instituto Lula estão em pânico com a autorização para Duque depor na CPI. Ele é um personagem hitchcockiano, como o homem que sabia demais. Era ele que autorizava a propina que o tesoureiro do PT João Vaccari levava para bancar a campanha que elegeu Dilma em 2010. Se abrir a boca, a República vai estremecer. (C.N.)

Pacote anticorrupção do governo copia projetos do Congresso

Deu na Folhapress

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) encaminhou nesta terça-feira ao Congresso Nacional o “pacote anticorrupção” que será anunciado pelo governo esta semana em resposta às manifestações populares do último domingo. Com a promessa de dialogar com o Congresso e com a sociedade sobre as medidas sugeridas pelo Executivo, Cardozo disse que o governo iniciou um novo ciclo de diálogo com o Legislativo.

Uma das principais críticas dos aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso é a falta de diálogo de Dilma com os deputados e senadores. Numa prática pouco comum ao governo, Cardozo apresentou o pacote anticorrupção ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), antes das medidas serem anunciadas por Dilma, o que deve ocorrer nesta quarta.

Sem adiantar as medidas que serão anunciadas por Dilma no pacote anticorrupção, Cardozo afirmou que o pacote é baseado nos “eixos” da campanha de Dilma à reeleição.

O ministro disse que o governo está atento à “voz das ruas”, que tem o forte desejo de combate à corrupção, por isso a prioridade deve ser a aprovação do pacote de medidas. “Tenho certeza que no Legislativo existem outras boas propostas. Também tenho a convicção de que na sociedade civil existem outras propostas. Vamos discuti-las”.

Apesar de o governo ter encaminhado as propostas ao Congresso, Cardozo disse que o Legislativo terá “autonomia” e realizará os trabalhos no seu ritmo para votar cada uma das matérias.

###
NOTA DA REDAÇÃO
O cinismo do ministro Cardozo chega a ser constrangedor. Conforme já informamos aqui desde a ocasião em que Dilma anunciou o tal pacote, em plena campanha eleitoral, os projetos anticorrupção já existem no Congresso, foram apresentados por parlamentares de diferentes partidos e o Planalto jamais apoiou a aprovação deles. Agora, no desespero, o Planalto obedece ao marqueteiro João Santana e finge interesse em combater a corrupção.

O ministro da Justiça vai ao Congresso para entregar o tal pacote e tem a cara de pau de dizer o seguinte: “Tenho certeza que no Legislativo existem outras boas propostas. Também tenho a convicção de que na sociedade civil existem outras propostas. Vamos discuti-las“. Ou seja, Cardozo, na função de ministro da Justiça, não teve nem mesmo a curiosidade da saber quais são os  projetos anticorrupção que tramitam no Congresso, vejam a que ponto de desfaçatez chegamos.

Quando os projetos forem anunciados esta quarta-feira por Dilma, é claro que os verdadeiros autores dos projetos irão protestar. Mas no governo quem manda é o marqueteiro. (C.N.)