Sarney não renuncia nem se licencia

Carlos Chagas

Apesar da blitz incessante que a imprensa move contra ele e sua família, e mesmo sabendo que a campanha tem parte de sua origem no PT, não há hipótese de o senador José Sarney recuar. Licenciar-se da presidência do Senado ou renunciar  ao mandato são cartas inexistentes no seu baralho. Joga com  o  fato  de dispor de   sólida  maioria na mesa, no Conselho de Ética,  no plenário e na bancada do PMDB.  Além do apoio indiscutível do presidente Lula.

Apesar de cacife assim tão consistente, o ex-presidente da República tornou-se um homem amargurado. Em termos do dia seguinte, espera sempre o pior, quando chegam  os jornais ou nas raras vezes em que fixa a atenção nas telinhas. Seus familiares temem por sua saúde.

Sem a emissão de juízos de valor diante dessa formidável cascata de denúncias e  acusações que desaba sobre ele,  importa ressaltar:  Sarney não é apenas o político conciliador, amável e sempre disposto a transformar adversários em aliados. É bom não esquecer que nos  idos de 1984, liderando o grupo do PDS que  rejeitou Paulo  Maluf e aderiu a Tancredo Neves, Sarney botou um revólver na cintura e foi para a reunião do partido. Reagiria à bala caso fosse ofendido  em sua honra. Não foi, tornou-se candidato a  vice-presidente e,  logo depois,  empossou-se como presidente da República.

E se não der, acontecerá o quê?

Pairando sobre Brasília, há uma indagação que ninguém faz de público mas na qual todos pensam:  e se não  der para Dilma Rousseff continuar como candidata? Motivos eleitorais e motivos de saúde entrelaçam-se para inserir na equação sucessória um fator inusitado. O que acontecerá caso venha a ficar demonstrada a impossibilidade de Dilma  concorrer?

Abre-se uma aparência de  vazio que, em política, jamais acontece. Sempre haverá um “plano B” encostado em todos os raciocínios.

A premissa, para os detentores do  poder, é de estar fora de cogitação a devolução do próprio aos tucanos. Nem José Serra nem Aécio Neves. Tanto faz se for por  razões ideológicas, para impedir a interrupção de um projeto que até agora vem dando certo,  tanto faz se for pelo  apego a 40 mil cargos de confiança, centenas de diretorias de empresas estatais, utilização de recursos do governo  em milhares de Organizações Não Governamentais e sucedâneos.

A partir daí, as almas estão tecendo.

Esse comentário, aparentemente difícil  de decifrar,  vem do recôndito  do núcleo cujo centro de gravidade é o presidente Lula.  “As almas estão tecendo” significa que se não der com Dilma, dará de outro jeito. A esmaecida tese do terceiro  mandato, a prorrogação de todos os mandatos por dois anos e outras matizes que possa ter um golpe continuam presentes em todas as formulações.  Cuja chave poderá ser, em tempo útil, a realização de um plebiscito para saber se o  povo quer mudar ou   continuar.  É bom tomar cuidado.

Lula substimou a reação do PT a Ciro Gomes

Pedro do Coutto

O título deste artigo é emblemático. O presidente Lula não avaliou bem o quadro político projetado para 2010 e, com isso, subestimou a capacidade de reação do Partido dos Trabalhadores à candidatura de Ciro Gomes, que é do PSB, ao governo de São Paulo. A reação veio em seguida e aproveitou o episódio do apoio de Luis Inácio ao senador José Sarney na tentativa –muito difícil- de mantê-lo na presidência daquela Casa do Congresso. Lula alcançou as manchetes na sexta-feira no Globo, Folha de São Paulo e de O Estado de São Paulo, mas no sábado quem ocupava o alto das primeiras páginas era o senador Aloísio Mercadante contestando o Planalto e afirmando que Sarney deve se afastar. Para os observadores políticos amadurecidos no decorrer de várias décadas não surpreende que a rebatida partidária tenha vindo de um parlamentar paulista. Exatamente a seção do PT mais atingida pela articulação em torno de Ciro, considerado essencial para fortalecer a candidatura de Dilma Roussef. A escolha do deputado do Ceará, pelo presidente da República, representa claramente que Lula rejeita, de plano, qualquer companheiro da regional.

O PT paulista, por uma simples questão de dignidade, não houvesse outra razão, teria que reagir. Reagiu.

Reagiu e com a reação causou sem dúvida um abalo na candidatura da ministra chefe da Casa Civil. Um coisa leva à outra. Os setores do universo político são sempre interligados. Até porque, como uma vida, não existe ação sem reação. Não há nenhuma estocada que não produza reflexo. No caso do PT de São Paulo um reflexo bastante negativo. Vamos por escalas. Em primeiro lugar, como disse há pouco, deixou  no ar uma sensação de menosprezo. Em seguindo, Mercadante sinalizou que o Partido dos Trabalhadores não se mobilizará em favor de uma candidatura de Ciro Gomes, o que liminarmente a torna inviável. Em terceiro lugar, se Ciro se torna inviável, igualmente inviável a força de seu apoio a Dilma Roussef. Além disso, a absorção de Ciro Gomes representaria a ultrapassagem, por Lula, dos quadros do próprio PT. A legenda existe faz 29 anos. Será que quase três décadas depois não existe na sigla ninguém capaz de disputar o governo paulista? Aceitar Ciro, para o PT, seria o mesmo que o partido passar à opinião pública um atestado de incapacidade para consigo mesmo.

A iniciativa de Lula sub avaliando a capacidade de o PT se rebelar, de outro lado, vai refletir nos quadros partidários de vários estados. Até por uma questão de perspectiva. Se para enfrentar uma luta política decisiva, a maior figura da agremiação recorre ao Partido Socialista Brasileiro, isso representa a superação dos quadros partidários, na medida em que o presidente retira de seus integrantes a perspectiva do futuro próximo. Os petistas passariam a ser fatores de apoio a candidatos, mas de seus quadros não sairiam os próprios candidatos. Lula errou.

Confiou demais em seus fantásticos 80% de popularidade, esquecendo que uma coisa é o seu Ibope pessoal, confirmado também pelo Datafolha, outra a sua capacidade de transferir votos. Não é a mesma coisa. Inclusive Lula passou a imagem que que Dilma Roussef não tem voo próprio forte para decolar. Necessita de apoio múltiplo para ganhar espaço e subir. Este aspecto, ao contrário do que o presidente pensou, não a reforça. Ao contrário. A enfraquece. Lula foi mal no lance. Sem dúvida.

A infelicidade de Massa inconsciente, emociona multidões no mundo inteiro

Chega a ser surpreendente e às vezes inacreditável que não ocorram mais e repetidos acidentes na Fórmula 1. Muito carros tocam rodas com rodas numa velocidade de até 250 quilômetros por hora, retomam o caminho como se nada tivesse acontecido. Assombroso. Espantoso. Perigoso.

Esses acidentes ocorrem por muitos e variados motivos. Excesso de audácia. Ânsia de vitória, de fama e de glória. Imprudência. Incompetência.

E por pura infelicidade, das maiores e sem explicação, como foi com Felipe Massa, ontem, sábado, na formação do pelotão classificatório para a corrida de hoje.

Desde a hora do acidente até o momento em que escrevo, assim que acabou a corrida da Hungria (a mais inútil de todas elas), a concentração do noticiário saiu da pista, passou para o hospital onde se sabia a seguir: Massa estava sendo operado com mais gravidade do que se esperava ou imaginava.

Por que coloco o acidente de Massa como 100 por cento de infelicidade? Porque jamais irá se repetir. Pode haver causas as mais diversas, mas nenhuma com as circunstâncias de ontem, que ultrapassou a importância da classificação e da corrida propriamente dita de hoje.

Não existe uma possibilidade em um milhão de ter havido outra coisa. Massa vinha tranquilamente (se pode ser usada essa palavra a quem se despeja a mais de 250 quilômetros) uma peça se solta de um carro que vinha atrás dele, voa ligeiramente, e cai em cima da viseira de massa, penetrando nela e atingindo seu rosto, e depois se soube, seu cérebro.

Essa peça podia cair em 500 lugares, foi cair na cabeça de Massa. E de 20 carros que estavam na pista, a peça tinha que se soltar logo do carro de Barrichello, outro brasileiro. É possível deixar de utilizar a palavra infelicidade?

As circunstâncias do acidente, o carro se chocando com a segurança dos pneus, sem um movimento do piloto. E a quase meia hora que levaram para tirar Massa do carro, para levá-lo ao centro médico ainda da pista, e depois para o Hospital Militar de Budapeste, fizeram surgir dois tipos de especulação.

O primeiro sobre o estado de saúde de Massa. Este continua como especulação, o susto vai aumentando. No momento que posto estas notas, ninguém sabe nada. A declaração oficial, que deveria ser animadora, assustou ainda mais. “Esperamos que Massa volte a correr até o fim do ano”. Quase 6 meses de expectativa e suspense?

Na questão do acidente propriamente dito, o ex-corredor e agora comentarista da Globo, Luciano Burti, foi o primeiro a acertar completamente na explicação sobre o acidente. A experiência do corredor reforçando a opinião do comentarista.

Assim que o carro de Massa saiu da pista, indo em linha reta para a barreira de pneus, começaram a tentar explicar o que acontecera, das formas mais estranhas, nada convincentes ou até contraditórias.

Aí surgiu logo Burti, que calou todo mundo, dizendo: “Massa estava inconsciente quando perdeu a direção, por isso é que bateu nos pneus, indo em linha reta. Surpreendidos, surpresa geral, Burti convenceu a todos, com duas explicações sobre sua afirmação de que Massa estava inconsciente.

1. “Qualquer piloto sabe que na iminência de um acidente, tem que tirar imediatamente o pé do acelerador. Estando inconsciente, o espaço é tão pequeno, que o pé continua acelerando. Foi o que aconteceu.”

2. “A primeira lição que o piloto aprender, verdadeiro “beabá”, é que em qualquer acidente (ou possibilidade de acidente) a primeira coisa a fazer é tirar imediatamente as mãos do volante. Como Massa estava sem movimentos, com as mãos no volante, só podia estar sem ação, inconsciente”.

Toda a parte técnica se confirmou, ficou faltando a parte física, essa só poderia e poderá ser explicada pelos médicos. Estes, depois do “coma induzido” e da segunda tomografia, se retraíram ainda mais. É próprio dos médicos, não se arriscam, qualquer prognóstico pode ser adivinhação. Multidões no mundo inteiro esperam. Por enquanto NENHUM BOLETIM ESPECIAL.

*  *  *

PS- Diante de tudo isso, o resultado da corrida, sem maior interesse. Apesar da Brawn não ter chegado entre os 10 primeiros, Hamilton ter voltado a vencer, a Ferrari chegando em segundo lugar.

Juros e dívida interna: cuidado com os números

Pedro do Coutto

É preciso ter muito cuidado com os números quando se escreve sobre eles, não só porque tudo é relativo, mas também porque eles têm uma personalidade nem sempre muito aparente. É necessário, portanto, personalizá-los e analisá-los comparativamente. Na edição de 24/07, a Folha de São Paulo publicou uma excelente reportagem da Sucursal de Brasília revelando que, no mês de junho, através do Banco Central, o governo Lula colocou mais 26 bilhões de reais em títulos no mercado que através dos bancos, lastreia a dívida interna do país. Este endividamento, assim, subiu             ao patamar de 1 trilhão e 400 bilhões, em números redondos, dos quais 1 trilhão e 200 bilhões de reais no setor mobiliário sobre o qual repousam os fundos de investimento. Ao mesmo tempo, o Comitê de Política Monetária decidiu reduzir de 9,25 % para 8,75 a taxa Selic que remunera exatamente esses papeis. A queda dos juros seria, por si só, um fator positivo? À primeira vista sim. Mas, numa segunda observação relativa, nem tanto.

O recuo de 0,5 sobre 1 trilhão e 200 bilhões (dívida mobiliária) produz um desembolso a menos de 6 bilhões de reais ao ano. Mas 6 bilhões comparativamente perdem para o acréscimo de 26 bilhões no estoque da dívida. Tudo é relativo, como definiu eternamente Einstein. Não podemos nos deixar levar pela primeira impressão, pelo primeiro impacto, pelo impulso de ver acontecer aquilo que desejamos que  ocorra. Verifica-se, no cotejo dos percentuais, que o endividamento, em vez de diminuir, na realidade aumentou. Tem aumentado sempre. O atual governo recebeu a dívida interna na escala de 700 bilhões. Ela cresceu praticamente cem por cento em seis anos. Em compensação, os juros pagos, que eram de 26% ao ano, legado de FHC, passaram a ser de 8,75%. O panorama real é este. Vamos retirar dos números o manto  diáfano da fantasia, para citar frase famosa de Eça de Queiroz.

Outra questão que precisa ser revitalizada é a do desemprego. A mesma edição da FSP publica matéria do repórter Pedro Soares com base em dados do IBGE. Sustenta que o desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país, em junho, passou a ser de 8,1%, enquanto e, maio era de 8,8. O índice de 8,1 é considerado ema recuperação, pois passou a ser o mesmo de há um ano. Avanço? Nada disso. Pois é indispensável levar em conta que ao longo dos últimos doze meses a população brasileira aumentou 1,2%. O mercado de trabalho, desta forma, não poderia deixar de evoluir pelo menos no mesmo percentual. O que aconteceu então, com base no mesmo IBGE? A situação, em vez de melhorar, piorou. Porque se a taxa demográfica é de 1,2%, a mesma percentagem teria que incidir sobre a mão de obra ativa brasileira, que representa 50 por cento do total de habitantes. Usando-se a mesma estatística e projetando-a, não só nas principais regiões metropolitanas, como o ABCD paulista e o Grande Rio, mas sobre todo o país, chegamos à conclusão que existem no Brasil mais de sete milhões de desempregados. Pelo menos.

E, tanto assim, que ainda na edição de 24 de julho, a Folha de São Paulo informa, agora com base em estatísticas do Ministério do Trabalho, que as despesas com o pagamento do seguro desemprego, no primeiro semestre deste ano, cresceram 41% em relação ao mesmo período de 2008. O desembolso atingiu 9,9 bilhões de reais. Como se comprova, não está fácil conseguir emprego. Pelo contrário. Tanto assim que o jornal destaca que, em 2009, 164 mil pessoas desistiram diante dos obstáculos que encontraram. Um desastre tudo isso. O desemprego normal deveria situar-se na escala de 5%. Estamos portanto com um déficit muito grande. Seus reflexos gerais são péssimos. Para todos.

Sarney: 44 anos de dinastia estadual, um pouco menos de enriquecimento ilícito nacional

Zequinha Sarney, que exemplo

É o único filho (fora a neta) não acusado de nada. Ministro do Meio Ambiente, resistiu a tudo, incluindo o ambiente que encontrou em casa. Teve que conviver nesse meio.

Fernando Sarney, mau exemplo

É preciso complacência, não exagerada, com Fernando Sarney. Afinal, ele tem relacionamento quase diário com Ricardo Teixeira, devia ter sido orientado e alertado. Mais diante do que o pai fazia, servindo subservientemente à ditadura e enriquecendo ilicitamente, nada que o filho fizesse poder ser considerado ultrajante.

José Sarney, nada exemplar, mas familiar

Em 1960, José Sarney começou a bradar: “É preciso acabar com a dinastia de Vitorino Freire, há 40 anos dominando o Maranhão, empobrecendo-o, aviltando-o, explorando-o”.

A dinastia Sarney ultrapassa a de Vitorino

A pregação de Sarney foi repercutindo, como não repercutir tendo no auditório um povo faminto, abandonado, isolado, maltratado, desrespeitado e desprezado?

Maranhão, desrespeito total

Sarney, diante da repercussão das denúncias contra Vitorino, foi ampliando o tom, aumentando a ambição e o desejo de conquista do Poder verdadeiro e sem contestação. Nem ele mesmo acreditava, não tinha dinheiro para nada, o pai, desembargador corretíssimo, só tinha a aposentadoria e mais nada.

Sarney governador na ditadura

Todos os mandatos de governadores eram de 4 anos. Apenas três duravam 5 anos, o que facilitou a vida de Sarney. Eram: Minas, Guanabara, Maranhão. Então Sarney, em vez de disputar a eleição para governador em 1964, concorreu em 1965, já patrocinado pelo golpe. Generais foram lá, personalidades civis também.

O tempo e o golpe na carreira de Sarney

Então, surpreendentemente para quem olha apenas na superfície, Sarney se elegeu governador. Vitorino não era contra a ditadura, bem ao contrário. Quando morreu Dona Santinha, (mulher do presidente Dutra) existe famosa foto dos generais Geisel (Orlando e Ernesto) no cemitério, com um guarda-chuva, cobrindo e protegendo Vitorino, realmente chovia muito.

Para o golpe, Sarney era a mudança

Os que derrubaram os civis em 1964 apregoavam hipocritamente: “Vamos revolucionar o Brasil, haverá mesmo renovação em vez de continuação”. Assim, não podiam apoiar Vitorino que estava há 40 anos como ditador do Maranhão, apostaram em Sarney.

Os intermediários com Sarney e Vitorino

Precisavam alertar Sarney e convencer Vitorino. Golbery foi mandado conversar com Sarney, dizer o que esperavam dele, o que tinha que fazer. Foi fácil, só queria o Poder, assumiria qualquer compromisso.

Os Geisel sofrem para convencer Vitorino

Orlando e Ernesto estavam na lista da “presidência”, usaram o fato para amansar Vitorino. Este resistiu, mas o que fazer? Além do mais, os Geisel eram poderosos mesmo, Vitorino ficou seduzido pela compensação.

Começa a carreira e a fortuna de Sarney

Eleito governador em 1965, os outros 18 se elegiam em 1964. Terminavam em 1968, e sem eleição à vista. Sarney terminava em 1970, meses depois a eleição de senador. Ele se elegia, como perder? Era a ida triunfante para Brasília. Deixava o Maranhão mais pobre e ele naturalmente mais rico, no caminho de mais riqueza.

Biônicos de Geisel, Sarney não quer

Em 1974, o “governo golpista” perde a eleição para o Senado. Com medo de 1978, (seriam então dois terços) Geisel cria os senadores sem votos. Acaba o mandato de Sarney, mas espertíssimo, Sarney disputa a eleição no voto, coloca um amigo como biônico.

A sorte e a sorte de Sarney Berro d’Água

O novo mandato de Sarney vai até 1986, mas no jogo político aético, Sarney é cogitado para vice. Quer ser vice de Maluf, pede a um grande jornalista, (infelizmente morto) para falar com o paulista, que recusa com veemência.

Vice de Tancredo, espantoso

Nos caminhos e descaminhos da “redemocratização”, o cacife de Sarney está alto por ter servido à ditadura, a escolha é indireta. Convidado de Tancredo, vou a Brasília para a posse. E fiquei sabendo “de coisas”, não confirmadas ainda.

Sarney se desincompatibiliza

No dia 14 de março de 1985, às 4 e meia da tarde, Sarney faz o discurso renunciando (que palavra, que se recusa a pronunciar agora) para assumir a vice. Estou na entrada do plenário Sarney me convida para um café. (Não esquecer: dias antes, dei um famoso jantar para Tancredo, presidente eleito e ainda não empossado, o contestado Sarney estava lá).

Susto-alegria de Sarney

Na conversa, naturalmente pergunto a Sarney: “Preparado para o Poder?”. Sarney responde: “Nada, é apenas uma vice”, o que digo, baseado no fato de metade dos presidentes terem vindo da vice. À noite, muitas surpresas, incluindo a não posse de Tancredo. Estando em Brasília, convidado de Tancredo com lugar marcado, vou à posse. Sarney me vê, deixa a mesa, me imprensa: “Ontem você já sabia, não me disse nada”.

O Poder nacional depois do estadual

O Sarney que fica na Presidência, sem referendo popular, sem voto, sem povo e sem urna, é um homem muito feliz. Só que o Sarney que se transforma em Presidente da República é inteiramente desconhecido para todos, menos para a família, que já o conhecia muito bem. Cumpre 5 anos de um mandato de 4, ainda queria 6.

44 anos da “dinastia” Sarney no Maranhão

Derrubando Vitorino e seus 40 anos, Sarney cumpre 44 anos da “sua dinastia”, que ninguém consegue destruir. A filha querida é derrotada, ele trabalha, ela volta ao Poder. E com ela, o patriarca Sarney. O que acontecerá?

O ato e o voto secreto

Carlos Chagas

A história é antiga mas oportuna. Com a Revolução de 1930,   estabeleceu-se  o voto secreto no país. Três anos depois deu-se a primeira eleição, para a Assembléia Nacional Constituinte. No sertão, um fazendeiro preparou os  peões para votar, distribuindo  um envelope lacrado para cada um,  com a cédula dentro. Antes de entrar no caminhão para  levá-los   à cidade, um deles, mais ousado, disse ao fazendeiro que gostaria de saber em quem estava votando. Resposta: “seu cabra safado! Não sabe que o voto é secreto?”

Vale o mesmo, hoje,  para os atos secretos baixados pelo Senado.  Não há um senador que, perguntado, deixe de afirmar  que ignorava a existência desses atos. E todos, sem exceção, completam: “se eram secretos, como eu poderia saber?”

Ainda a respeito, haverá pelo menos que reconhecer a ingenuidade  verificada nos truculentos anos da ditadura militar. A  temporada do absurdo  foi inaugurada  no Diário Oficial com o seguinte   comunicado: “Decreto-secreto número um. Assinado: presidente Garrastazu Médici e ministros Orlando Geisel, Alfredo Buzaid, Delfim Netto e outros.”   O conteúdo, soube-se depois, designava o ministro do Exército como chefe e  responsável por todo o aparato de repressão no Brasil…

A guerra em diversas frentes

O senador Wellington Salgado, da tropa de choque do senador José Sarney, avisa o PT, as oposições e os dissidentes dos  partidos do governo que a guerra tem dois lados. Alerta para o fato de que os defensores do presidente do Senado sabem atirar e  passarão da defesa ao ataque, representando contra colegas também acusados de faltar com o decoro parlamentar,  hoje  insurrectos contra Sarney.

Pode estar  enganado o suplente do ministro  Hélio Costa,  porque as guerras, geralmente, tem mais de um lado. Que o digam os alemães, derrotados em 1918 e em 1945 por  fazerem guerra em duas frentes.

No caso do Senado, seu presidente luta contra o PSDB, o DEM e o PPS, mas, ao mesmo tempo, contra setores  do PMDB, do PT, do  PDT, do PTB e de partidos menores, sem esquecer  o ministro da Justiça, diversos governadores, a imprensa e a opinião pública.  São exércitos independentes mas voltados, todos, para tomar Berlim (perdão, para destruir Sarney). Depois, começará a guerra-fria.

A pérfida Albion

Caiu a máscara. Diretamente da Inglaterra chegaram ao porto de Santos e foram descarregados 99 containers cheios de lixo. Nada menos do que 1.600 toneladas  envolvendo toda sorte de refugo dos lares, até de  hospitais, fábricas e casas comerciais da ilha.  Diante da reação brasileira, estão inventando tratar-se de um deslize de  três empresários ingleses especializados em reciclagem de material aproveitável para novas finalidades. É mais um golpe da “pérfida Albion”, porque nenhum navio deixa  seus portos sem  documentação precisa do conteúdo a ser  exportado. Queriam livrar-se mesmo do lixo, imaginando que o Brasil encontraria meios de absorvê-lo, ainda pagando por ele.

Quando primeira-ministra,   Margareth Tatcher sugeriu que as nações pobres e  endividadas vendessem suas riquezas para saldar empréstimos. De olho na Amazônia, nos nossos  recursos minerais, na água abundante  e quem sabe até no petróleo do pré-sal, a bruxa fez sucesso junto aos governos da Europa desenvolvida, mas, felizmente, não logrou êxito em sua proposta. Tantos anos depois, a Inglaterra  inverte a equação e vende  seu lixo. O governo Lula já tarda em mandar de volta os 99 containers…

Exceção gaúcha?

O PT do  Rio Grande do Sul acaba de demonstrar  que nem tudo está perdido em termos de independência partidária. Lançou a pré-candidatura do ministro Tarso Genro ao governo do estado como sinal de que não haverá possibilidade de apoiar o provável candidato do PMDB, José Fogaça, nem qualquer outro aliado. Importa saber se a atitude dos gaúchos é exceção ou se  começa a  fazer regra, não admitindo vender sua sobrevivência em troca de um incerto apoio de outros partidos à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.  Se a moda pega entre os companheiros de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e outros estados, eles  mostrarão estar vivos, mesmo contestando seu chefe e arriscando-se a ser derrotados. Mas lutando. Cruzar os braços e engolir Ciro Gomes, Hélio Costa, Sérgio Cabral, Eduardo Campos, Cid Gomes e outros.  em nome de uma discutível eleição de Dilma Rousseff  pode equivaler a comprar passaporte para drástica redução de suas bancadas no Congresso.

UNE, que tristeza, dá adeus às armas

Pedro do Coutto

Como no livro famoso de Ernest Hemingway, depois da morte do escritor transformado em filme, a União Nacional dos Estudantes, fundada em 1937 e dona de uma bela história na luta pela liberdade e pela justiça – quem diria? – dá adeus às armas. Retira-se do palco difícil dos embates com o poder e adere tristemente ao governo. Beneficiada, ela nem tanto, mas provavelmente seus dirigentes, por um apoio financeiro fornecido pela Petrobrás, ela voltou às ruas, não mais para contestar, que era sua missão histórica, mas para aderir. Abriu mão de seu papel no país. Entrou em conflito com a própria juventude que a deveria inspirar, e inspirou sempre, ao longo de 72 anos. Entrou em conflito porque são inerentes à mocidade o inconformismo e o protesto. Protesto e inconformismo que às vezes levam à utopia. Mas o que seria da história da luta pela liberdade e pela construção do futuro não fossem os românticos e os utópicos.

A UNE, talvez sem o saber, era herdeira de Alexandre Dumas pai e de Vitor Hugo. Tinha o arrebatamento dos mosqueteiros e o tom inflamado do autor de Os Miseráveis. Onde houvesse necessidade de protesto lá estava ela. Espadachins do passado atravessando as ruas do presente na busca sempre de uma nova alvorada. Foi assim até o governo Lula. Agora não. Transformou-se numa agência estatal de mobilização. Pode a metamorfose ter representado uma derrota dos que se julgavam marxistas. Mas sua atitude presente assinala mais uma vitória da análise marxista: atrás de tudo há sempre um fato, ou fator, econômico. A União Nacional dos Estudantes nasceu para o protesto e a contestação. Deixou este plano. Está ingressando na adesão. Ingressando? Já ingressou. Lastimável.

Fundada em agosto de 37, três  meses antes da ditadura varguista do estado novo, o episódio marcou sua primeira aparição em cena. Líderes estudantis foram presos, agredidos, torturados, a ameaça era geral. Na Chefia da Polícia o temível Filinto Muller, mais tarde senador pelo PSD de Mato Grosso. Tendo explodido a segunda guerra mundial em agosto de 39, na década de 40 começaram os covardes afundamentos de navios mercantes brasileiros pelos submarinos nazistas. Foram 22 os casos trágicos. Também em agosto, mas de 42, a UNE voltou às ruas realizando uma passeata pela declaração de guerra à Alemanha de Hitler e à Itália de Mussolini. Filinto Muller não autorizou. A Une recorreu ao ministro da Justiça interino, Vasco Leitão da Cunha. Este autorizou. Filinto demitiu-se. Assumiu Coriolano de Góes. Vargas, no dia 22, declarou guerra à Berlim e Roma e também ao Japão de Hiroito. O episódio, emocionante, fica para sempre.

Em 65, a UNE apoiou a peça Liberdade, Liberdade, de Millor Fernandes, contra a ditadura militar que havia derrubado o governo Goulart. Ela, o autor e os atores Paulo Autran, Oduvaldo Viana Filho, Teresa Rachel, a cantora Nara Leão, arriscaram-se. Houve sérias ameaças. Em 68, organizou e sustentou a passeata dos cem mil nas ruas do Rio, que culminou com o comício da Cinelândia, de repúdio à prisão de estudantes na Praia Vermelha ao assassinato do estudante Edson Luis Souto em manifestação estudantil em frente ao antigo restaurante do Calabouço. Mais um momento em que ela escreveu história e dela participou corajosa e ativamente. Bombas de gás lacrimogêneo não faltaram. Inclusive no cerco à Igreja da Candelária na missa de sétimo dia pelo jovem morto.

Em 92, tendo os cara pintadas à frente, a UNE foi decisiva no repúdio ao esquema PC Farias e no impeachment de Fernando Collor. Em 84, ela esteve firme no comício monstro de um milhão de pessoas pelo retorno das eleições presidenciais diretas. Toda esta bela presença hoje pertence ao passado. A UNE não protesta, não contesta mais. Aderiu. Deu adeus às armas. É triste quando a juventude se conforma e adere ao poder. Que dizer?

UNE, QUE TRISTEZA, DÁ ADEUS ÀS ARMAS

Como no livro famoso de Ernest Hemingway, depois da morte do escritor transformado em filme, a União Nacional dos Estudantes, fundada em 1937 e dona de uma bela história na luta pela liberdade e pela justiça – quem diria? – dá adeus às armas. Retira-se do palco difícil dos embates com o poder e adere tristemente ao governo. Beneficiada, ela nem tanto, mas provavelmente seus dirigentes, por um apoio financeiro fornecido pela Petrobrás, ela voltou às ruas, não mais para contestar, que era sua missão histórica, mas para aderir. Abriu mão de seu papel no país. Entrou em conflito com a própria juventude que a deveria inspirar, e inspirou sempre, ao longo de 72 anos. Entrou em conflito porque são inerentes à mocidade o inconformismo e o protesto. Protesto e inconformismo que às vezes levam à utopia. Mas o que seria da história da luta pela liberdade e pela construção do futuro não fossem os românticos e os utópicos.

A UNE, talvez sem o saber, era herdeira de Alexandre Dumas pai e de Vitor Hugo. Tinha o arrebatamento dos mosqueteiros e o tom inflamado do autor de Os Miseráveis. Onde houvesse necessidade de protesto lá estava ela. Espadachins do passado atravessando as ruas do presente na busca sempre de uma nova alvorada. Foi assim até o governo Lula. Agora não. Transformou-se numa agência estatal de mobilização. Pode a metamorfose ter representado uma derrota dos que se julgavam marxistas. Mas sua atitude presente assinala mais uma vitória da análise marxista: atrás de tudo há sempre um fato, ou fator, econômico. A União Nacional dos Estudantes nasceu para o protesto e a contestação. Deixou este plano. Está ingressando na adesão. Ingressando? Já ingressou. Lastimável.

Fundada em agosto de 37, três meses antes da ditadura varguista do estado novo, o episódio marcou sua primeira aparição em cena. Líderes estudantis foram presos, agredidos, torturados, a ameaça era geral. Na Chefia da Polícia o temível Filinto Muller, mais tarde senador pelo PSD de Mato Grosso. Tendo explodido a segunda guerra mundial em agosto de 39, na década de 40 começaram os covardes afundamentos de navios mercantes brasileiros pelos submarinos nazistas. Foram 22 os casos trágicos. Também em agosto, mas de 42, a UNE voltou às ruas realizando uma passeata pela declaração de guerra à Alemanha de Hitler e à Itália de Mussolini. Filinto Muller não autorizou. A Une recorreu ao ministro da Justiça interino, Vasco Leitão da Cunha. Este autorizou. Filinto demitiu-se. Assumiu Coriolano de Góes. Vargas, no dia 22, declarou guerra à Berlim e Roma e também ao Japão de Hiroito. O episódio, emocionante, fica para sempre.

Em 65, a UNE apoiou a peça Liberdade, Liberdade, de Millor Fernandes, contra a ditadura militar que havia derrubado o governo Goulart. Ela, o autor e os atores Paulo Autran, Oduvaldo Viana Filho, Teresa Rachel, a cantora Nara Leão, arriscaram-se. Houve sérias ameaças. Em 68, organizou e sustentou a passeata dos cem mil nas ruas do Rio, que culminou com o comício da Cinelândia, de repúdio à prisão de estudantes na Praia Vermelha ao assassinato do estudante Edson Luis Souto em manifestação estudantil em frente ao antigo restaurante do Calabouço. Mais um momento em que ela escreveu história e dela participou corajosa e ativamente. Bombas de gás lacrimogêneo não faltaram. Inclusive no cerco à Igreja da Candelária na missa de sétimo dia pelo jovem morto. Em 92, tendo os cara pintadas à frente, a UNE foi decisiva no repúdio ao esquema PC Farias e no impeachment de Fernando Collor. Em 84, ela esteve firme no comício monstro de um milhão de pessoas pelo retorno das eleições presidenciais diretas. Toda esta bela presença hoje pertence ao passado. A UNE não protesta, não contesta mais. Aderiu. Deu adeus às armas. É triste quando a juventude se conforma e adere ao poder. Que dizer?

Lula na contramão da ética, da moralidade, da lógica

Quando defendeu abertamente Sarney, o presidente Lula foi aconselhado, (vá lá, advertido) de que sua popularidade fora atingida, era melhor não insistir. Mudou de rumo.

Na posse do novo Procurador Geral da República, criou constrangimento e surpresa total, ao dizer: “É importante olhar a biografia dos que serão julgados”. Fui o único a escrever que aquilo era inédito, pois se Sarney for ao Supremo, o primeiro a se manifestar terá que ser o Procurador Geral. E ainda acentuei: “Os presidentes nomeiam Ministro do Supremo e Procurador Geral, mas não são donos deles”.

Culpados e inocentes

Insistindo na citação insensata, Lula falou: “Companheiros nossos foram indiciados PELA Suprema Corte, nenhum foi inocentado, nenhum foi culpado”.

É evidente, presidente, ainda não houve julgamento. O senhor mesmo tem dito que ninguém pode ser chamado de CULPADO antes de julgamento. Está se contradizendo?

Outra coisa: não foram indiciados PELO Supremo e sim PERANTE o Supremo.

Lula pretende ser a nova instância para crimes

Pensando em 2010 (para ele e não para mais ninguém) o presidente, de forma surpreendente, vem a público relacionar os crimes pela importância que ele mesmo estabelece, e não pela gravidade firmada pela Constituição. Vejamos a ordem na qual Lula enquadra os crimes.

1. Crime de morte.
2. Roubar.
3. Pedir emprego.
4. Se aproveitar da influência do Poder.
5. Fazer lobismo.

Os outros crimes que Lula “esqueceu”

1. Enriquecimento fabuloso sem nunca ter trabalhado.
2. Lavagem de dinheiro.
3. Remessa ilegal de dinheiro.
4. Receber 3 mil e 800 reais mensais e ilegais.
5. Formação de quadrilha.
6. Publicar atos secretos, beneficiando parentes.
7. Patrocínio da Petrobras para a fundação com seu nome.
8. Ter exigido a nomeação de Lobão para Ministro.
9. E mais uma porção de acusações que Lula conhece.

* * *

Hoje fico por aqui com o roteiro Sarney. É tanta coisa que o importante é dividir.

Amanhã, sábado, dia em que as pessoas têm mais tempo para acessar sites e blogs, apresento uma biografia de Sarney, não romanceada mas sumarizada, desde que começou como deputado pobríssimo, até hoje, ex-presidente riquíssimo.

(Quem só conheceu Sarney no auge pode se orgulhar (?) do progresso dele. Quem só ouviu falar do Sarney a partir de presidente, leia e guarde, pois é o Sarney mais verdadeiro que já foi mostrado.)

(Não se enquadra nos crimes rotulados pelo presidente Lula, por uma circunstância: Lula tirou das declarações e da própria memória o que podia implicar Sarney. Leiam, se estarreçam e, se quiserem, comentem).

Porque Temer não foi interino na Presidência

Quando Lula estava viajando, o vice José Alencar foi internado para a 14º cirurgia. Sem nenhuma simpatia para Temer e com admiração por Alencar, escrevi: “Temer tinha que assumir”.

Seu Chefe de Gabinete, Gilberto Carvalho, alertou-o. Lula que estava a 9 horas do Brasil no popular “AeroLula”, respondeu: “Se ele se preparar para assumir, me avisem logo, chego aí antes dele chegar ao Palácio”. Enorme o prestígio de Temer.

Textual, inédito e entre aspas

Itamar Franco, presidente quando foi implantado o Plano Real: “O Lula fala tanto que é o maior presidente da História, que ninguém fez mais do que ele, que não demora e vai garantir que ele que abriu os portos e não Dom João VI”.

Lógico que Itamar está coberto de razão. E por que Itamar não foi convidado para a festa dos 15 anos do Real? Lógico, exigência de FHC, que chegou a dizer, “Com Itamar presente, não irei”.

E por que na foto oficial, tantos presentes que jamais souberam o que era real ou irreal? Em 1994, onde estavam Gilmar Mendes, Michel Temer, Yeda Crussius, José Anibal? Ha! Ha! Ha!

Dona Dilma está sendo advertida para um fato: “Como presidenciável, perderá o direito a vida privada”. Ela não sabe, mas companheiros dizem: “Desse susto ela está livre e libertada”.

Geddel errando duas vezes

Ministro de Lula, a quem atacou ferozmente, acusando de tudo que é possível e imaginável, Geddel Vieira Lima não perde oportunidade para exibir a subserviência inata e conquistada.

Sua última “mensagem” a Lula: “Serei candidato a governador da Bahia, armando o segundo palanque para Dilma”. Ela não é candidata e muito menos ele. A luta pelo governo da Bahia será entre Paulo Souto e Jacques Wagner, a mesma de 2006. O resultado é que pode ser diferente.

A família Sarney (unida jamais será vencida) no caminho da Lampadoza e do cadafalso

José Sarney jamais imaginou chegar a presidente da República. Não acreditava que pudesse ficar tão rico. Nem na imaginação admitia entrar para a Academia, escrever livros, se dizer best-seller. (Desculpem).

Mas tudo isso aconteceu. Só que não pensou nem de longe que tendo servido subservientemente à ditadura, pudesse ser e-n-c-a-r-c-e-r-a-d-o, (pelos fatos, pelos fatos) de maneira cruel e até selvagem.

Sempre se orgulhou da frase que repetia com a maior satisfação: “Não tenho um só inimigo, ninguém pode ficar contra mim”. Se for menos arrogante e prepotente, deve já ter percebido que as coisas ocorrem exatamente ao contrário do que ele pensa.

Por exemplo: os diálogos dos filhos e netos com ele e entre eles, quem entregou à TV Globo? Chegou lá entregue por amigos, já que ele considera que não tem inimigos? Não vou repetir o que foi gravado e exibido, mas trechos são imperdíveis, revelam o carinho entre eles, o lamento de Sarney por não ter sido avisado da necessidade de um emprego para o namorado da neta, a justificativa do filho, “eu sabia que podia resolver tudo com o Agaciel Maia”, a diligência do “patriarca”, que tinha medo que o namoro da neta terminasse sem o namorado ser empregado. Poderia parecer ressentimento ou constrangimento.

Os “dialogos edificantes do avô com sua neta” não foram exatamente transcritos, mas estão presumidos nesta fala da menina com o pai, gravada pela Polícia Federal e entregue à Globo:
Bia Sarney diz que o avô queria já ter sido avisado do pedido da neta para “agilizar” a nomeação.

Bia: Pai.
FS: Ei, meu bem.
Bia: Ó, já entreguei o papel aqui pro Vanderlei e falei com o vovô, né.
FS: Sim.
Bia: Aí ele falou assim: “Ah, você tinha que ter falado antes para eu já agilizar, não sei o quê…” Aí eu falei: “Não vô, eu falei com o papai, e agora eu já tô dando o papel, mas não sei, se der, tal, pra colocar ele no mesmo lugar de onde o Bernardo saiu… ele saiu hoje”. Aí não sei. Você fala com ele amanhã?
FS: Falo. Falo cedo. Liga pra mim na hora que você acordar pra me dar uma cobrada.
Bia: Tá bom, então, pai.
FS:Beijo. Deus te abençoe.
Bia: Beijo.
FS: Tchau.

Comovente, não?

E que carinho, que generosidade e grandeza da filha com o pai (Fernando), com o avô (Sarney), que preocupação com um simples namorado. Se ele não arranjar um emprego com a neta de um ex-presidente da República e presidente do Senado, o que será do seu futuro? E o emprego não consolidará o namoro, não poderá contribuir para que passe a outro estágio?

Leitores e leitoras, moços, médios e idosos, alguma vez já presenciaram uma exposição tão clara, tão irrefutável (e ao mesmo tempo tão singela e delicada) do nepotismo despótico e quase anedótico que nos domina?

Tenho a impressão que “os diálogos do avô e sua neta” são a obra prima involuntária de Sarney. Acho que na literatura brasileira nunca se alcançara uma síntese tão precisa (e repito singela) da nossa verdadeira face. Millor Fernandes que fez critica minuciosa e, lógico, contundente do que Sarney escreveu, não imaginava isso.

Sinceramente, não sei se estou conseguindo me expressar bem. É algo bonito, delicado, mas estarrecedor como um conto de fadas. O nível de corrupção interno da família deve ser comuníssimo, mas nunca antes fora exibido com tamanha nitidez, sem os semitons suavizantes das suposições e das hipóteses.

Eis aí uma família de poderosos da política brasileira, onde a corrupção começa no berço, cotidiana, rotineira, quase vulgar. Um direito de família. Essa frase: “Vovô, arranja um emprego pro meu namorado?” (ou quase isso), já entrou para História do Brasil, com o “Fico”, o “Grito do Ipiranga”, a de Jarbas Passarinho no AI-5.

*  *  *

PS- Fernando Sarney e o patriarca José não pensaram (?) que podiam estar contribuindo para enquadrar a netinha e o namorado por corrupção passiva?

PS2- E o emprego do namoradinho, foi mantido? Nessa época de desemprego total, a solidariedade não vai para Sarney, mas acredito sinceramente: muita gente está pedindo a punição de Sarney, mas que o namorado fique empregado.

Energia nuclear, um salto para o futuro

Pedro do Coutto

Entrevistado pela Revista Energia, edição de julho, publicação especializada, o cientista Zieli Dutra, ex presidente da Eletronuclear, professor da UFRJ e membro da Agência Internacional de Energia Atômica, defendeu a construção de Angra 3 que, a seu ver, vai acelerar o processo de substituição no país de usinas térmicas que consome óleo combustível e óleo Diessel, altamente poluentes.

O Brasil não pode abrir mão de energia moderna, mesmo mais cara, pois dentro dessa lógica era para abandonarmos o pré-sal. Zieli quando presidiu a Eletronuclear lutou pela retomada da construção de Angra 3. O governo, no início do período Lula, não aprovou o empreendimento. Agora aprova, mudou de rumo. Política é assim – acentuou.

O desenvolvimento de energia elétrica no mundo atravessou várias fases e contestações não faltaram inclusive nos países mais adiantados. No ano de 1800, alvorada do século 19, Alessandro Volta produziu a primeira pilha elétrica da história. Só muitos anos depois foi levado a sério. Tampouco a sério foi levado Barlow que criou o primeiro motor elétrico em 1828. Mas foram eles que levaram Alexis Fontaine a produzir em 1873 o primeiro transporte de energia elétrica à distância. Uma autêntica linha de transmissão. A evolução energética então caminhou mais rapidamente. Thomas Edson inventou a lâmpada em 1978 e Graham Bell o telefone em 1875. Com base na eletricidade, Marconi inventou o rádio em 1895. A energia elétrica chegou ao Brasil em 1901. E as transmissões radiofônicas começaram aqui no ano de 1922. Em 1935, Guillelmo  Marconi veio ao Rio inaugurar a Rádio Tupi. E o rádio, no Brasil, significou uma revolução fantástica. Incorporou milhões de brasileiros que não sabiam ler ao processo de comunicação passando informação e opinião, revelando um número muito grande de artistas que, não fosse eles não seriam conhecidos.

Zieli Dutra está certo: os caminhos do progresso são árduos e longos, projetam-se por etapas no espaço da razão coletiva. A energia hidrelétrica foi combatida no início de sua aventura luminosa. Muitos no final do século 19 ainda preferiam a vela, o óleo a madeira,o carvão, a lamparina. O petróleo descoberto pelo alemão Diessel iniciava seu ciclo. Ser contra a energia nuclear, hoje, é quase o mesmo comportamento daqueles que se voltaram contra a eletricidade há 140 ou 130 anos atrás. As progressões científicas, entretanto, dão saltos geométricos. A matriz energética brasileira, atualmente, está em quase 100 milhões de KW. A hidroeletricidade pesa em torno de 72 por cento, a termoeletricidade aproximadamente 19%, as usinas de Angra 1 e Angra 2 participam com 5%. Angra 3 virá acrescentar uma etapa importante e essencial. Representa o reinício de uma caminhada.

No momento, a energia nuclear é mais cara do que a hidrelétrica na fonte de produção: 130 reais o MWH contra mais ou menos 74 reais. Mas na distribuição essa diferença  desaparece. Quem examinar sua conta de luz vai constatar que, no Rio, paga cerca de 500 reais por MWH, ou seja, 500 reais por mil KW traduzindo-se o valor. A tarifa nuclear hoje não é competitiva na origem. Mas passará a ser dentro de pouco tempo – acrescentou. Ela substitui a poluição que causa problemas indiretos enormes. Além disso, é um salto para o futuro. Pois assim caminha o progresso. Assim caminha a humanidade. Assim avança a ciência.

ENERGIA NUCLEAR, UM SALTO PARA O FUTURO

Entrevistado pela Revista Energia, edição de julho, publicação especializada, o cientista Zieli Dutra, ex presidente da Eletronuclear, professor da UFRJ e membro da Agência Internacional de Energia Atômica, defendeu a construção de Angra 3 que, a seu ver, vai acelerar o processo de substituição no país de usinas térmicas que consome óleo combustível e óleo Diessel, altamente poluentes.

O Brasil não pode abrir mão de energia moderna, mesmo mais cara, pois dentro dessa lógica era para abandonarmos o pré-sal. Zieli quando presidiu a Eletronuclear lutou pela retomada da construção de Angra 3. O governo, no início do período Lula, não aprovou o empreendimento. Agora aprova, mudou de rumo. Política é assim – acentuou.

O desenvolvimento de energia elétrica no mundo atravessou várias fases e contestações não faltaram inclusive nos países mais adiantados. No ano de 1800, alvorada do século 19, Alessandro Volta produziu a primeira pilha elétrica da história. Só muitos anos depois foi levado a sério. Tampouco a sério foi levado Barlow que criou o primeiro motor elétrico em 1828. Mas foram eles que levaram Alexis Fontaine a produzir em 1873 o primeiro transporte de energia elétrica à distância. Uma autêntica linha de transmissão. A evolução energética então caminhou mais rapidamente. Thomas Edson inventou a lâmpada em 1978 e Graham Bell o telefone em 1875. Com base na eletricidade, Marconi inventou o rádio em 1895. A energia elétrica chegou ao Brasil em 1901. E as transmissões radiofônicas começaram aqui no ano de 1922. Em 1935, Guillelmo Marconi veio ao Rio inaugurar a Rádio Tupi. E o rádio, no Brasil, significou uma revolução fantástica. Incorporou milhões de brasileiros que não sabiam ler ao processo de comunicação passando informação e opinião, revelando um número muito grande de artistas que, não fosse eles não seriam conhecidos.

Zieli Dutra está certo: os caminhos do progresso são árduos e longos, projetam-se por etapas no espaço da razão coletiva. A energia hidrelétrica foi combatida no início de sua aventura luminosa. Muitos no final do século 19 ainda preferiam a vela, o óleo a madeira,o carvão, a lamparina. O petróleo descoberto pelo alemão Diessel iniciava seu ciclo. Ser contra a energia nuclear, hoje, é quase o mesmo comportamento daqueles que se voltaram contra a eletricidade há 140 ou 130 anos atrás. As progressões científicas, entretanto, dão saltos geométricos. A matriz energética brasileira, atualmente, está em quase 100 milhões de KW. A hidroeletricidade pesa em torno de 72 por cento, a termoeletricidade aproximadamente 19%, as usinas de Angra 1 e Angra 2 participam com 5%. Angra 3 virá acrescentar uma etapa importante e essencial. Representa o reinício de uma caminhada. No momento, a energia nuclear é mais cara do que a hidrelétrica na fonte de produção: 130 reais o MWH contra mais ou menos 74 reais. Mas na distribuição essa diferença desaparece. Quem examinar sua conta de luz vai constatar que, no Rio, paga cerca de 500 reais por MWH, ou seja, 500 reais por mil KW traduzindo-se o valor. A tarifa nuclear hoje não é competitiva na origem. Mas passará a ser dentro de pouco tempo – acrescentou. Ela substitui a poluição que causa problemas indiretos enormes. Além disso, é um salto para o futuro. Pois assim caminha o progresso. Assim caminha a humanidade. Assim avança a ciência.

Quem manda não ter biografia?

Carlos Chagas

Mais do que os diálogos gravados da família Sarney, acima e  além das ameaças feitas pelo presidente Lula ao Ministério Público –  a semana vai terminando com a farsa da queda dos juros, de 9.25% para 8.75% ao ano.  A gente fica pensando se os detentores do  poder   não se envergonham de encenar farsas como essas  ainda há pouco verificadas.

Se alguém duvidava, não duvida mais de que a família Sarney tinha o Senado como  propriedade particular,  administrado de acordo com seus interesses e seus caprichos. Depois de exonerado um neto do ex-presidente, certamente para galgar outros patamares, foi nomeado o namorado de outra neta, secretamente, para o  quadro de funcionários.   Fora  muitas  outras iniciativas de nepotismo explícito.

Em matéria de inusitados, o presidente Lula não ficou atrás, na  ânsia de defender José Sarney e, de tabela, assegurar o apoio do PMDB para a candidatura Dilma Rousseff. Na posse do novo Procurador-Geral da República, alertou para o fato de que o Congresso poderá mudar a Constituição e  retirar atribuições do Ministério Público,  caso os promotores e procuradores não  levem em consideração a biografia dos investigados e denunciados. Quer dizer, quem tem biografia deve integrar a lista dos privilegiados. Quem não tem, que se dane.

Pior, no entanto, fez o Banco Central, com a conivência do governo inteiro,  ao anunciar mais uma redução na taxa de juros.  Nas aparências, bela iniciativa, capaz de injetar otimismo  na economia, com  meio ponto a menos nos juros. Só que com um detalhe: sem a menor interferência na vida do cidadão comum  ou, muito menos, nenhum  arranhão na farra dos bancos. Porque quem utiliza o cartão de crédito não pagará 8.75% de juros, mas o indecente percentual de 263% ao ano. Um pouquinho menos para os que entram no cheque especial.

Traduzindo: a queda nos juros continua beneficiando apenas  os poderosos, aqueles que celebram altos contratos e lançam-se em  mega-operações duvidosas. O coitado que precisou pagar a operação de um filho ou enfrentar a alta nas mensalidades escolares permanecerá submetido a um dos mais abomináveis assaltos do sistema financeiro. Também, coitado, não tem biografia nem parentes empregados no Senado…

Cuidado com os turcos

Em 1453,  dividia-se a população de Constantinopla, capital do Império Bizantino. Metade sustentava que Deus havia criado primeiro o ovo. A outra metade era partidária da galinha. Para complicar, outra questão transcendental jogava irmãos contra irmãos, em disputas não raro terminadas com sangue: qual seria o sexo dos anjos? Masculino? Feminino? Ou, com todo o respeito, os anjos não tinham  sexo?

Enquanto isso os turcos otomanos,  que há muito sitiavam a cidade,  conseguiram abrir uma brecha nas muralhas e  invadiram.  Milhares de bizantinos  foram passados pela espada. Os que sobraram obrigaram-se a adorar  Alá em vez do Padre Eterno.  Até a Igreja de Santa Sofia virou a mesquita principal, coisa que permanece até hoje.

Por que se conta o  episódio? Porque o Senado transformou-se numa mini-Constantinopla. Discutem os senadores que permaneceram em Brasília durante as férias se o recesso deve ser interrompido ou não, para forçar o afastamento do presidente José Sarney. Enquanto isso, aproxima-se o período de retorno aos trabalhos, previsto para a próxima semana.

Os turcos estão derrubando as muralhas, entenda quem entender…

Só Chavez protesta?

O singular presidente Hugo Chavez prepara nova investida retórica contra a Colômbia, pelo fato daquele país haver permitido aos Estados Unidos implantarem em seu território mais quatro bases militares. Serão “marines” e paraquedistas aos montes, mais mísseis, tanques e toda a parafernália bélica da maior força armada do planeta. Sem falar na recém-criada Quarta Frota Naval patrulhando as costas da América do Sul, pouco inclinada a chegar perto do litoral africano.

Terá o presidente da Venezuela motivos para ficar temeroso, mas a pergunta que se faz é: “e  nós?” Nós somos chefiados pelo “cara”, o presidente mais admirado por Barack Obama, alguém, tão confiável para os gringos  a ponto de servir de exemplo para o resto do mundo.

Só que a Colômbia não faz fronteira apenas com a Venezuela.  Está colada no Brasil em milhares de quilômetros de selva desabitada. E sem esquecer que a Quarta Frota poderá desestimular aventuras pouco claras do coronel Chavez, mas, também, navegar por cima das mais fabulosas reservas de petróleo descobertas no nosso  pré-sal.  Um pouco de atenção não faria mal ao ministro Nelson Jobim, até porque os submarinos a ser construídos na França levarão dez anos para cruzar o Atlântico, enquanto os caças franceses que vamos comprar  não terão autonomia para voar de Paris até a Amazônia…

Desta vez, vai?

Quantas vezes, ao longo deste ano,  Aécio Neves anunciou que começaria a percorrer o país, com ênfase para o Nordeste e o Norte,  detalhando seus planos para  o período   seguinte ao governo Lula?  No mínimo uma dúzia.  Como a caravana ainda não se movimentou, fica a dúvida se, desta vez, o governador mineiro vai  mesmo. Afinal, se as prévias tucanas vierem a realizar-se, o candidato precisará tornar-se conhecido, já que no quesito conhecimento, perde de longe para José Serra.

Sempre haverá um jeito de demonstrar não estar em campanha, mas, apenas, diplomando-se na universidade da cidadania, conhecendo regiões e problemas. A lei eleitoral não parece tão rígida a ponto de impedir o périplo de Aécio. Ou a ministra Dilma Rousseff não percorre todo o território nacional, a pretexto de visitar obras do PAC? O que se torna necessário, para os partidários do neto do dr. Tancredo, é começar já.

Sarney no cadafalso (15)

“Esses são os meus amigos?”

O ex-presidente não se conforma com a posição de alguns senadores. De Pedro Simon, diz: “Sempre me cobriu de elogios, tenho carta dele exaltando meu governo. Por que não me atacou antes?”.

Sobre Cristovam e Virgílio não quer falar nada, mas garante: “Prefiro mostrar o que está escrito ou falado”. O que seria?

Sarney no cadafalso (14)

Mesmo com recesso, Sarney seria julgado

Os três senadores citados são os mais atuantes, mas existem muitos outros, mantidos informados e respondendo: “Estamos de acordo, desde que Sarney seja afastado”. E o ex-presidente da República telefona com insistência para Renan, perguntando: “O que fazemos?” Como responder?

As Bolsas sobem, a crise não diminui

Cresce o desemprego nos EUA e no Brasil, os amestrados garantem: “A crise está acabando, vejam as Bolsas como sobem”. Elas provocaram a crise, não contribuirão para liquidá-la.

Todos os Índices da Matriz subiram mais de 2%, a Filial não fez por menos, subiu na mesma escala.

A Bovespa chegou a subir 2,80% em mais de 54 mil pontos. No final, cedeu um pouco, apenas um pouco. Garantiu a alta de 2,20% em 54 mil 250 pontos. (Mas antes da crise passava dos 74 mil, está longe da casa).

A surpresa foi o volume, mais de 7 bilhões. O dólar fechou em 1,89 e meio, menos 0,50%.