Otimismo falso

Nos EUA, (o centro da crise financeira que virou econômica), tentam de todas as formas iludir o cidadão. O desemprego passou de 15 milhões, mais ou menos 10 por cento da força de trabalho.

Mas continuam desempregando. Hoje, a Intercontinental da aviação anunciou: 1 mil e 700 foram demitidos”. E o otimismo, valem para alguma coisa ou é apenas “otimismo”?

Renato Gaúcho já tem plano de saúde

Desempregado há 1 ano, não podia nem ficar doente. Agora já pode. E fez um grande negócio. Demitido quando o Fluminense estava em penúltimo (18º entre 20 clubes) volta na mesma situação. Só que antes, foi ele que mergulhou o clube nessa posição.

Agora, se não “salvar” o Fluminense, quem irá culpá-lo? Se elevar o Fluminense, vira herói, sua vocação.

Lembra o jogo Brasil-Argentina, Copa da Itália, 1990. Fantando 4 minutos para acabar, Lazzaroni bota Renato em campo, o Brasil perdia de 1 a 0. E ele, explicando: “Não podia fazer nada. Se fizesse 1 gol, virava herói.” (Novamente a palavra).

A contratação de Renato, que o presidente Horcades não queria, decidiu a eleição presidencial do fim do ano. Como os tricolores aguentam? (Exclusiva)

A Globo de rádio se transforma? E a televisão?

Assim que chegou de viagem 9e já se preparando para outra) Sergio Cabral assinou dois decretos. 1) Transfere a concessão dada em 1995 à Globo, para a Rádio Novo Milênio.

2) A concessão dada à Rádio Globo de São Paulo (em 1963) passa para a Rádio 880. O que está ocorrendo?

E se a TV-Globo perder a concessão que era da TV-Paulista, como se arranjará?

“Gomorra”, imperdível, espantoso, inacreditável, muito mais importante do que o livro de Gay Talese

Artur Ribeiro Antunes:
Parabéns pela análise do livro do super avaliado Gay Talese, que é “consagrado” pelo fato de ser americano, e escrever sobre o New York Times. (Quando escreveu o livro, o jornal não estava à beira da falência, obrigado a penhorar a própria sede por 374 milhões de dólares, fora outras dívidas).

Meu prazer com o artigo-análise-crítica foi com o trabalho exaustivo que o senhor teve. Confessou (e mostrou) que leu o livro de ponta a ponta, da primeira à última das 512 páginas do livro. Isso não é comum, pelo menos as críticas que saíram aqui, não foram profundas como a do senhor.

Citou as 384 personalidades examinadas por ele e ainda deixou de lado outras 400 sem importância, palavras suas. Muito obrigado por colocar ou recolocar Gay Talese no seu verdadeiro lugar, o “inventor do jornalismo novo”.

Moro em Nova Iorque, vim estudar a 11 anos, (me formei em Harvard) acho que não volto mais. Traduzi seu artigo, e deixei pessoalmente no escritório do escritor. Não foi trabalho e sim satisfação. Acho que ele vai perder um pouco da arrogância.

Comentário de Helio Fernandes:
Obrigado, Artur Antunes, não só por gostar do artigo, mas também e principalmente por fazê-lo chegar ao próprio Talese.

A repercussão aqui foi excelente, não só com o público, mas atingindo diversos jornalistas. Muitos me pediram autorização para reproduzir em seus sites e blogs, estão livres e liberados.

O objetivo principal era precisamente o de lembrar aos muitos que bajularam Talese, que não existe jornalismo NOVO ou VELHO, e sim jornalismo exercido com independência e competência.

Muito melhor (mas melhor mesmo) é o livro de Roberto Saviano, “Gomorra”. São 349 páginas, assustadoras, pela profundidade na qual mergulha, e volta contando os negócios fantásticos, abusivos, desses grupos de Nápoles, a “Camorra”, que inovou e substituiu a “Cosa Nostra”.

Em determinado momento, o estarrecimento do leitor é tão grande que a vontade é deixar tudo de lado, não acreditar em mais nada. Mas volta, puxado ou empurrado pela credibilidade que salta de cada página, de cada período, de cada linha e até de cada frase, pois Saviano escreve de forma sincopada, diretamente para o leitor.

* * *

PS- O extraordinário é que Saviano tem 30 anos, escreve de Nápoles, de dentro dos grupos, parece um “boss” (como se intitulam), dá a impressão que é um dos chefões que transformou a “Cosa Nostra” num grupo insignificante, numa espécie de jardim da infância do crime, numa sucursal da CIA e do FBI, voltados única e exclusivamente para o faturamento e o enriquecimento marginal, principalmente com drogas.

PS2- Definição dos chefesde clãs de Nápoles: “As drogas estão sendo consumidas pela elite, temos de levá-las aos pobres”. Multiplicaram os lucros de tal maneira que chegaram a FATURAR 300 milhões de euros (900 milhões de euros) por dia.

RJ ficou sete anos sem pagar precatórios

Pedro do Coutto

Em declarações publicadas no Diário Oficial de 17 de julho, o Secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, Joaquim Ferreira Levy, revela que este ano o governo Sergio Cabral vai pagar 150 milhões de reais em precatórios atrasados, dos quais a parcela de 6 milhões –acentuou- refere-se ao Rioprevidência. O Rioprevidência é o fundo de aposentadorias e pensões dos funcionários estaduais. Em 2007, primeiro ano da atual administração, foram saldados 134,3 milhões zerando as dívidas consolidadas e, 1999 e no ano 2000. Quer dizer: de 99 a 2006 praticamente precatório algum foi quitado. Precatórios são dívidas dos poderes públicos para com servidores, fornecedores e empreiteiros, resultantes de sentenças judiciais transitadas em julgado. Que fizeram Anthony Garotinho, Benedita da Silva e Rosinha Mateus que governaram o RJ nesse período? Pelas palavras de Ferreira Levy, nada. Omitiram-se completamente. Com isso, causaram um prejuízo enorme aos que venceram ações na Justiça. Um desastre. Uma atitude quase inacreditável. Quase. Porque, quando ocupou o Palácio Guanabara, Benedita da Silva sequer pagou o décimo terceiro salário ao funcionalismo dos três Poderes. Mas não foi penalizada. Ao contrário. Aí está ela ocupando uma Secretaria no mesmo governo que a inclui entre os responsáveis pelo não pagamento dos precatórios.

Este não pagamento torna-se administrativamente mais grave se levarmos em conta o que determina taxativamente o artigo 100 da Constituição Federal. Diz ele: “À exceção dos créditos de natureza alimentícia, os pagamentos devidos pela Fazenda Federal, Estadual e Municipal, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica da apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim”. O parágrafo primeiro acrescenta: “Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, fundadas na responsabilidade civil em virtude de sentença transitada em julgado”. Mais claro impossível. E, a seguir do primeiro, o parágrafo  segundo do mesmo artigo:”As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao presidente do Tribunal que proferir a decisão determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito a requerimento do credor”.

Portanto, o não cumprimento da Constituição Federal implica não somente no prejuízo às vezes irrecuperável dos vitoriosos na Justiça, como também uma agressão ao Poder Judiciário. O artigo 100 da CF é absolutamente lógico e, inclusive, garante com força ainda maior os créditos dos funcionários públicos, aposentados e pensionistas, na medida em que podem eles antecipar-se ao produto das ações movidas por empresas. Isso porque, analisando-se objetivamente o texto da Carta Magna, conclui-se que a ordem cronológica é um fato, mas os direitos provenientes do trabalho  se sobrepõem aos direitos caracterizados nas relações entre o capital e a máquina administrativa pública. Como é possível, assim, que um princípio constitucional tão claro e tão forte pode deixar de ser cumprido por sete longos anos? Transformou-se numa espécie de verso de Camões dedicado a Raquel, filha de Labão, serrana bela. Outros sete vão demorar para apagar o rastro dos sete degraus da omissão e do descaso. Que fazer? Que pensar?

Um jardim zoológico às avessas

Carlos Chagas

Com o Congresso e os tribunais superiores em recesso, mais do presidente Lula empenhado em recompor diversas obras do PAC que não saíram do papel, abre-se excepcional oportunidade para análise das  questões ligadas ao Brasil real, estando de férias o Brasil formal.

O que mais atormenta a população, hoje, conforme as pesquisas? Não é o castelo do deputado, nem as lambanças acontecidas no Senado, muito menos a CPI da Potrobrás,  sequer as agruras da família Sarney. Tudo isso pode esperar por agosto, como até para mais tarde saber se Dilma Rousseff vai decolar, se José Serra baterá Aécio Neves, ou se o ministério será reformado este ano ou no próximo.

Muito mais agudo é verificar que Executivo, Legislativo e Judiciário não desataram nem vão desatar o nó da segurança pública. A cada dia que passa aumentam a violência, a criminalidade, os assaltos, latrocínios, seqüestros, a pedofilia, o tráfico de drogas e a transformação do cidadão comum em prisioneiro de sua própria casa, quando consegue mantê-la intocada.

Algo precisa ser feito, mas ninguém faz. Sequer as chamadas entidades da sociedade civil animam-se a encarar a questão. Nas grandes cidades e no interior contam-se nos dedos de uma só mão aqueles que ainda não sofreram ou não tiveram parentes, vizinhos e amigos expostos à sanha da bandidagem. Sucedem-se os horrores,os assassinatos, as balas perdidas e as tragédias como se fossem pandemias incontroláveis.

Fica para outro dia discutir se essas práticas devem-se à má distribuição de renda, ao desemprego crescente, à carência de prisões ou à precariedade das escolas. Como, também, à falta de uma legislação apropriada, à morosidade da Justiça ou à impotência do aparelho policial. A verdade é que o país virou um jardim zoológico às avessas, onde os animais estão à solta e nós, na jaula. Sair à rua tornou-se perigosa aventura. Fazer o quê?

Primeiro teste internacional

Viajou para os Estados Unidos, sábado, a ministra Dilma Rousseff. É o seu  primeiro teste isolado, sem estar acompanhando o presidente Lula. Saber como est´[a sendo recebida pela autoridades locais e pela imprensa equivale àquelas expedições de séculos atrás, que saiam do litoral para desbravar o interior. É claro que a candidata não enfrentará tribos indígenas, muito pelo contrário,mas seria bom que se fosse acostumando ás surpresas geradas pelo desconhecido. Irão entrevistá-la como a nova governante do Brasil? Darão de ombros, jornalistas e funcionários americanos esperando para  ver confirmadas mais tarde as previsões que nem aqui parecem unânimes? Dona Dilma precisa de paciência, caso desta primeira vez sua presença não tenha empolgado a matriz. Talvez tivesse sido melhor esperar um pouco.

Todo cuidado é pouco

Em plenas férias parlamentares, quantos deputados e senadores terão ou estarão viajando para o exterior? Vale a ressalva de que não é crime visitar a Europa, os Estados Unidos e alhures, muito pelo contrário. Dificilmente a gente deixa de alimentar a cultura, os conhecimentos e a experiência. O problema é saber se muitos viajantes estão arcando com as próprias despesas, e de seus familiares, ou desembarcam no estrangeiro com passagens e estadia paga por outros. No caso, entidades e governos que convidam ou, mais perigoso ainda, com recursos da Câmara e do Senado.

Ao parece fácil a tarefa de pesquisar as vilegiaturas, valendo incluir nelas, também, os vôos de ministros dos tribunais superiores. Todo mundo tem o direito de usufruir de suas férias como bem, entende, desde que, é claro, exista dinheiro. Mas não seria nada bom se os resultados indicassem boa parte de Suas Excelências flanando pelo mundo. A situação  é atípica, no Congresso, desde o começo do ano. Melhor fariam os parlamentares se, enfurnados em seus estados, estivessem fazendo exames de consciência, retiros espirituais ou meditando  a respeito de que iniciativas tomarão em agosto para recompor a imagem de suas instituições. Bem faz o senador José Sarney enclausurado na Ilha do Curupú, próxima de São Luís, onde só se chega de canoa e só se come peixe.

Prevalece o bom-senso

O presidente Lula e o presidente Fernando Lugo, do Paraguai, tem encontro marcado para o fim de semana. Anunciam auxiliares palacianos que o Brasil cedeu e vai autorizar nossos vizinhos a venderem o excedente de energia que recebem de Itaipu, aliás, de graça. Apenas  com a ressalva de só poderem vencer seus quilowates extras para empresas brasileiras,  É o que já acontecia, apenas com a presença da Eletrobrás no balcão, gerenciando a compra e venda e fixando preços. Agora, empresas privadas nacionais poderão candidatar-se a adquirir a energia que nem vai e volta, porque fica aqui mesmo, do nosso lado. Foi uma concessão do presidente Lula a seu camarada, gesto de boa vontade  capaz de carrear alguns dólares  a  mais para nossos vizinhos. E garantir para que fique em nossas fronteiras a mais barata e limpa força geradora do desenvolvimento. Vamos reconhecer, ponto para o Brasil. E para o Paraguai.

O dólar continua caindo

O volume jogado hoje foi maior em opções diretas, fora do pregão, do que com ações de empresas. Mas algumas subiram bem. Petrobras subiu toda a semana passada e começou esta em alta. Vale também, mas quem ganhou mesmo foram as imobiliárias. Embora ninguém ganhasse do vício, cigarro e bebida.

Depois de passar de 53 mil pontos, o máximo a seguir da crise, a Bovespa voltou a 52 mil pontos alto. Mas a partir de 3:40 subiu novamente, fechou em 53 mil 154 pontos, alta de 2 por cento.

O dólar caiu o dia todo, fechando em 1,89 alto, menos 1,40%.

Fujimori, FHC e Menen queriam 3º mandato

O ex-presidente do Peru queria o terceiro mandato, foi impedido pelo Supremo. Viajou para o Japão, tem dupla nacionalidade. Voltou, foi preso e extraditado. Respondeu a processos. No primeiro, condenado a 25 anos, crimes contra a humanidade.

No segundo, mais 8 anos por corrupção. Hoje, nova condenação, mais 7 anos também por corrupção. Completou 40 anos para ficar preso.

FHC e Menen não conseguiram o terceiro mandato. Menen foi processado, conseguiu arquivar a denúncia em troca de abandonar a vida pública.

Ricardo Teixeira amigo incondicional

Logo que desabaram as denúncias e acusações sobre seu amigo Fernando Sarney, o presidente da CBF telefonou para ele. Sem medo de gravações, com o maior carinho: “Não se revolte, a imprensa está sempre contra vitoriosos como nós. Vou te mandar meus advogados, são caros mas invencíveis”.

Sarney chora por filhos e netos

Emocionado com o desabafo do presidente do Senado, Lula não sabia o que dizer ou fazer. Desamparado, Sarney repetia: “A mim nada atinge, mas meus filhos e netos são meninos de ouro. Por que essa campanha maldosa da imprensa, a quem tanto ajudei?”.

40 anos perdidos?

O primeiro homem a ir à Lua foi dos EUA. Mas quem chegou primeiro ao espaço foi um soviético. E dessa aventura que custou inimagináveis fábulas de dinheiro, sobrou apenas a frase “a terra é azul”. Valeu o desperdício? Pelo menos se sabe se adianta insistir?

Lula, inacreditável mas nada verdadeiro

O presidente está exagerando no falatório, quase sempre insensato. A “menas” verdade de hoje, logo cedo: “Até o fim do ano, o Brasil terá recuperado todo o desemprego provocado pela crise financeira”.

Se isso faz parte da campanha eleitoral, chega a ser compreensível. Mas se o presidente quer influenciar alguém, é a mais completa mistificação.

O desemprego, o emprego alardeado por Lula, não cobrem nem o número necessário para empregar os que completam 18 anos de 360 em 360 dias. (Exclusiva)

Jogadores puxaram a Bolsa, investidores venderam

Hoje, a partir da abertura, houve movimento frenético na Bovespa, jogando ações para cima. Abriu em mais 1,10%, às 11 horas subia 1,70%, às 11:40 chegava à alta de 2 por cento. E pela primeira vez desde a crise financeira provocada por eles mesmos, passou de 53 mil pontos.

Mas não resistiu. Logo venderam (principalmente Fundos que perderam muito) veio em velocidade para 52 mil 741 pontos, alta só de 1,30%.

O dólar abriu a 1,90, queda de 0,90%, em duas horas não saiu do lugar. Agora, meio-dia e 20, desânimo para uns, animação para outros.

O terror de humilhados e ofendidos

Pedro do Couto:
“Hélio, está excelente seu artigo de hoje sobre o projeto de Sarney de contra atacar. Ele, no meio da tempestade, resiste ao máximo à idéia de renunciar à presidência do Senado. Faria isso, não fosse a sua indicação de Edison Lobão para o MME. Se ele se afastar, perde terreno político e abre perspectiva para a saída de Lobão”.

Comentário de Helio Fernandes:
Os cargos que “couberam” a ele, como esse ministério que infelizmente ficou com o pai do “Edinho 30”, (que ganhou essa identificação quando Lobão foi governador) pesam muito.

Mas não é só isso. Sarney está preocupado com as acusações a ele, e com a defesa que está obrigado a fazer de filhos, netos e toda a parentada. Daí o fato de ter resolvido usar o dossiê de 40 anos. Que deve ser assustador para humilhados e ofendidos.

Serra em 2002: “Estou com 60 anos, é a minha vez”

É o maior jogador eleitoral. Quando foi candidato a presidente, mal nas pesquisas, queriam que saísse. Falou então: “Minha vez é agora, com 60 anos”.

Em 2010, estará com 68 anos, e já “admite” ficar mais 4 anos governador, disputar a presidência em 2014, com 72 anos. Mas existem no seu caminho, tantos SE, tantas HIPÓTESES ou possíveis ALTERAÇÕES, que tudo pode ser apenas “plantação”.

Requião, o vice-presidente sem efetivo

Sempre quis o Poder nacional. Há 30 anos se elege no Paraná, numa carreira ascendente. Começou como prefeito da segunda cidade do estado, depois da capital, duas vezes senador duas governador (alternadas), não sabe o que fazer.

Tem três hipóteses para 2010: 1) Senador garantido. 2) Presidente, sem legenda. 3) Vice, com a dúvida: “De quem?”. Gostaria de ser vice de Serra, apoiaria Quércia para senador, seria apoiado por ele.

Em tempo: Requião e Quércia são tão ligados, que o governador do Paraná criou para o ex de São Paulo, o genial “Disque Quércia para a corrupção. Requião não disca mais, Quércia não tem memória. (Exclusiva)

Esportivas, satisfatórias ou surpreendentes

1. Luxemburgo não queria morar no Rio, sabia que se acertaria em São Paulo mesmo. Depois de se lançar para o Senado, seduziu os dirigentes do Santos, para lá pela quarta vez.

2. A sedução que ele colocou nas negociações: “Assino por 500 mil mensais, incluindo toda a minha equipe”. Muricy se fixou no salário anterior do próprio Luxemburgo, ficou com a opção unicamente do Palmeiras. Mas seu limite tem que ser muito mais baixo.

3. O Vasco, merecidamente está em segundo lugar, 3 vitórias seguidas. Coincidência ou incompetência, as três vitórias do Vasco sem o Carlos Alberto, expulso e suspenso.

4. É preciso acabar com essa farsa e fantasia, “Parreira é TETRA, Ronaldo é TETRA, todos são TETRA”. Ronaldo em 1994 (o ano do TETRA) nem entrou em campo. Ficou no banco os 7 jogos.

5. Parreira se defende: “Não coloquei Ronaldo nem 5 minutos, pois não havia nenhum jogo ganho antecipadamente”. O próprio Parreira, TETRA, só ganhou (?) essa Copa, melancólica, mais nada.

6. Mundial de vôlei de praia. Na importante etapa de Moscou, Ricardo-Emanuel eram favoritos. Ganharam o primeiro set, 26/24. No segundo, tinham boa vantagem de 16/14, Emanuel sacou na rede, os alemães venceram. No terceiro, os alemães abriram 14/9, reação brasileira, 14/14. Perdemos duas bolas fáceis, entregamos o jogo.

7. Injusta vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro. Injustíssima e com a colaboração escancarada do árbitro. Quando estava 1 a 0, anulou um gol do time de Minas, mais legítimo, impossível. Kleber se fartou de ser derrubado na área, e o árbitro olhando pro lado, só nos descontos, “conseguiu” ver. O iluminado perdeu um pênalti, naquela distância e velocidade não vai marcar nunca.

8. Muricy pedindo ao Palmeiras os mesmo 700 mil de Luxemburgo, contribuiu para a tentativa de “enxugar” os salários dos treinadores. O ex do São Paulo está sem clube, e Luxemburgo aceito pouco mais da metade.

9. Jorginho, interino, bom e barato, ganha 40 mil, ainda não perdeu, Palmeiras destacado. É bem verdade que criou problema que nem o economista Belluzzo resolveu: quando deixa de ser interino?

10. Flamengo e Botafogo jogaram e mereciam o zero a zero, Foram infelizes. Um gol de cada lado, ilícito e ilegítimo. Outro de cada lado, acaso e imerecido. E 29 mil pagaram para isso?

A sucessão se decide em São Paulo?

Ninguém tem dúvida de que Serra gosta de futebol, pelo esporte e pelo holofote permanente. Mesmo assim o que foi fazer no Mineirão? Dizem que para ser visto abraçado com Aécio. Esse abraço vale alguma coisa, é possível acreditar na insinceridade de Serra?

E Ciro Gomes, sem chance de ser governador, presidente ou senador, e quem nem gosta de futebol? Foi apenas renunciar a uma candidatura que não existe, e dizer: “Se Aécio for candidato, apoiarei seu nome”. Todos sabem que Aécio é candidato.

O candidatíssimo, que não abandona a obsessão de continuar, gosta de futebol, mas preferiu ficar em Brasília, presença rara e fugaz. (Exclusiva)

Brasília satisfeita, políticos sumiram

Ontem, domingo, fez sol em Brasília, alegria nas ruas, nos restaurantes, nas casas. Motivo? É que senadores (e deputados) foram embora. Voltarão, se voltarem, em 6 de agosto. É o recesso da reabilitação da capital, não têm culpa do erro da escolha do país inteiro. Mas são acusados, injustiça.