Ciro: medo do rebaixamento

O ex-governador do Ceará, tem muitos problemas para confirmar ou não, a candidatura a presidente. É lógico que existem várias etapas. Mas o ponto mais grave é a comparação com 2002. Nesse ano, Garotinho foi candidato pelo mesmo PSB e teve 15 milhões de votos.. Agora, pelas pesquisas e expectativas, Ciro está bem longe.

A propósito de Garotinho

Ele é mesmo candidato a governador? Se é, não parece. Seu nome não sai em lugar algum, está distante, ele que é indiscutivelmente, um tremendo marqueteiro de si mesmo.

Incerteza no Estado do Rio

Essa parece ser a chave da campanha do Rio. Existem 4 cargos desejáveis. Lançados mesmo, só Cabral e seu substituto diário, Pezão. Os que diziam que disputariam o governo ou uma vaga no senado: Gabeira, Picciani, César Maia, Dona Benedita, Lindberg Farias, Dona Frossard, e mais alguns. Todos silenciosos e indefinidos. Surpreendente. Assim acabam devolvendo ao Estado do Rio, a tragédia quase anunciada: reeeleição de Cabral

O PSDB pode estar resolvendo problemas, reinventando a “república velha”. Em vez de um mineiro depois de um paulista, um mineiro e um paulista, juntos e a esperança de ficarem para sempre.

A pedido de Serra, o governador Aécio foi conversar com ele. Motivo: o paulista fez um apelo ao mineiro: “Concorde em fazer chapa comigo. Ganharemos, tomarei posso em 2011 com 69 anos, sairei com 73”.

Aécio ficou esperando, Serra completou: “Não quero ficar o fim da vida disputando outro mandato, será a tua vez. Você está com 50 anos, quando acabar meu mandato, você estará com 55 anos, será eleito e reeleito, sairá com 63 anos”.

Aécio não disse nem que sim nem que não, mas Serra contou que sua reação era positiva e favorável ao acordo. Estaremos voltando à “república velha”, não com um depois do outro, e sim ao mesmo tempo?

A Primeira República, que já nasceu ultrapassada e dominada pelos militares, ganhou merecidamente a denominação de “república velha”. Os “Propagandistas da República”, que começaram a campanha ao lançar o jornal diário “A República”, em 1860, ficaram fora de tudo, desde o 15 de novembro de 1889. Foram portanto 29 anos perdidos. Naquela época, naquela época.

Se contarmos a partir de Pedro Álvares Cabral até 1930 ou desse golpe de 1930 até hoje, avançamos muito pouco. Como queremos falar apenas do início da sucessão de 2010, basta dizer o seguinte: os 3 primeiros presidentes da República foram paulistas, o último em 1930, também paulista.

(É lógico que os dois “marechais das Alagoas”, entram na História apenas para confundi-la, tumultuá-la, destroçá-la, não para construí-la. Deodoro nunca entendeu porque chegou a presidente. Floriano jamais pôde aceitar a idéia de não ter ficado para sempre. Derrubou o companheiro de golpe, voltaram a ser os coronéis inimigos irreconciliáveis da Guerra do Paraguai).

Depois de 1930, portanto completando agora 80 anos, o Brasil se dividiu em duas ditaduras, (36 anos) e a posse de vices que não se elegeram. Essa é a República sem sangue que implantamos e não promulgamos.

Quando falo em República sem sangue, lembro que quase todas no mundo ocidental, ficaram marcadas por guerras civis intermináveis e inacreditáveis. A República da França, que vinha quase que imortalizada por aquelas três palavras maravilhosas e insubstituíveis, levou 10 anos de assassinatos históricos.

De tal maneira, que Napoleão, em 1789 ainda com 18 anos e na Escola militar de Saint Cyr, pôde completar 28 anos e tomar conta da República. Na Espanha o povo elegeu um presidente que tomou posse mas não governou, com o país tiranizado por quase 50 anos de Franco, que mesmo morrendo, levou a monarquia novamente ao Poder. É uma monarquia do tipo, “reina mas não governa”, mas não deixa de ser monarquia.

No Brasil tudo era pacífico, porque os presidentes escolhiam seus sucessores. Todos concordavam, não havia protesto desde que fossem paulistas ou mineiros. Só houve uma ligeira alteração em 1909, quando o mineiro Afonso Pena morreu, assumiu o fluminense Nilo Peçanha, que levou ao poder outro marechal, para evitar que Rui Barbosa se elegesse.

A série ininterrupta foi interrompida pela morte desse mineiro, e em 1918 de um paulista, que não permitiram que as sucessões continuassem.

Depois de cada ditadura vinha um período “de transição”, que era chamado de r-e-d-e-m-o-c-r-a-t-i-z-a-ç-ã-o, ou seja, a volta de uma d-e-m-o-c-r-a-c-i-a, que só existiu mesmo na teoria ou na imaginação.

Agora, a disputa se dá depois que os presidentes se elegem e reeelegem, e infelizmente (para eles) não conseguem o terceiro mandato. Estamos vivendo esse período.

A confusão é total, embora não confessem nem admitam. O presidente que está no Poder, pretende continuar, por si ou por herdeiros truculentos. A oposição que não se opõe, circula entre um paulista também truculento e um mineiro meio trêfego peralta.

Se desunem permanentemente, só aparentam uma união que não confessam mas tramam em encontros secretos ou sigilosos, se forem para se sobrepor e não para se contrapor. Não têm criatividade mas apresentam ambição suficientemente desvairada para permitir um acordo que não cumprirão. Isso, se forem eleitos, mistificando o cidadão-contribuinte-eleitor.

* * *

PS – Esse é o quadro que tenta se sustentar. Ou se armar, para superar a vocação i-n-i-n-t-e-r-r-u-p-t-a do outro. Só que não há nada definido. Nem estabelecido quem é que assumirá o Poder. Num prazo que será definido depois de cumprida a primeira parte dessa novela. Que República.

Como Ciro acrescenta mais para Lula?

Pedro do Coutto

Com base no noticiário político tanto do Globo, quanto da Folha de São Paulo e de O Estado de São Paulo de segunda-feira, o presidente Lula teria chegado à conclusão que o deputado Ciro Gomes será mais útil à candidatura de Dilma Roussef disputando o governo de São Paulo do que se tornando candidato à presidência da República pelo PSB. De fato, pelo que os rumos sinalizam e indicam esta era a visão inicial do Palácio do Planalto. Caso contrário, Ciro não teria trocado seu domicílio do Ceará para a terra paulista. Em dado momento, o presidente Lula possivelmente supôs que a candidatura do ex governador do Ceará e também ex ministro da Fazenda de Itamar Franco assegurava o segundo turno entre Serra e Dilma. Mas como Dilma subiu bem nas pesquisas, Ciro pode vir a se tornar mais útil abalando com seu nome a principal base tucana, pelo menos ameaçado a provável candidatura de Geraldo Alckmin a governador e assim reduzindo a diferença de votos de José Serra sobre Dilma Roussef no principal colégio eleitoral do país. Reduzir esta diferença pode até se transformar num fator decisivo para os rumos do pleito.

A sensibilidade política possivelmente levou Lula a considerar também que um embate plebiscitário entre as candidaturas do PT e do PSDB tanto faz estabelecer-se  no primeiro quanto no segundo turno. Marina da Silva obteria algo em torno de 10% influindo mais entre os que anulariam, o voto do que tomaria sufrágios ou de Dilma ou de Serra. Além  de Marina Silva, Ciro não disputa a presidência, não se vislumbra qualquer outro nome capaz de integrar a liça do combate e a luta pela conquista de expressiva soma de votos.

A polarização entre Dilma e Serra seria fixada já no primeiro turno. Além dessa percepção, Lula de algum modo teme que a candidatura de Ciro à sucessão presidencial possa crescer além do previsto de maneira a abalar a posição da chefe da Casa Civil. Para que tal hipótese não suceda, o governo possui meios políticos como a tentativa de colar sua imagem na de sua candidata, uma garantia de continuidade especialmente junto às áreas de menor renda do eleitorado. Assim se de um lado Ciro asseguraria o segundo turno, de4 outro pode ameaçar os protagonistas do desfecho final. Por via das dúvidas, disputando o governo paulista, Ciro representaria uma garantia dupla de fidelidade à liderança de Luis Inácio, sem risco algum de uma inversão de posições. É improvável que Ciro chegue à frente de Dilma. Mas não é impossível. Tal hipótese em nada ajudaria o Planalto na reta de chegada às urnas de outubro. Nas eleições em dois turnos, pode suceder uma perspectiva menos ponderável. Até porque o desempenho dos candidatos está efetivamente na dependência do que fizeram em suas campanhas.

O mais seguro, portanto, para Lula, para o PT, para o governo, é o lançamento de Ciro Gomes em São Paulo. Fortaleceria o Planalto no Estado, que já possui uma boa base de intenções de voto com o governador Sergio Cabral no Rio para compensar um provável êxito do PSDB em Minas Gerais comandado pelo governador Aécio Neves através de sua candidatura já anunciada ao Senado Federal. O jogo sucessório deste ano não apresenta muitas alternativas. À luz dos fatos e tendências de hoje. Porém é necessário considerar que a política, como a nuvem, às vezes muda de repente. Agora não é provável. Mas sempre possível.

Falta denunciar a nudez do rei

Carlos Chagas

Todo mundo conhece a história do menininho que denunciou  a nudez do rei. Com todo o respeito, falta um pimpolho no governo para alertar o presidente Lula da bobagem que vem fazendo ao exigir dos partidos que o apóiam candidaturas únicas a governador, nos estados. O desgaste já é grande e muito maior ficará quando o primeiro-companheiro tenta enquadrar o próprio PT, assim como os demais associados, impondo que  sacrifiquem candidaturas próprias em favor  de alianças artificiais.  Enfiar num mesmo saco gatos, caranguejos, baratas, cobras e macacos nunca deu certo.

Alguém precisa dizer ao presidente que quanto mais palanques, melhor, desde que os diversos candidatos se comprometam em apoiar Dilma Rousseff. Equivale a enfraquecer o PT  obrigar Patrus Ananias e Fernando Pimentel a renunciar às  suas pretensões em  Minas, abrindo mão da disputa  pelo palácio da Liberdade em favor de Hélio Costa.  Em São Paulo, porque insistir em Ciro Gomes, em detrimento de Eduardo e Marta Suplicy, Aloísio Mercadante, Antônio Palocci e outros? No Rio, como explicar o abandono de Lindberg Farias em favor de Sérgio Cabral? Por que desagradar Geddel Vieira Lima e o PMDB, na Bahia, em favor de Jacques Wagner? E assim por diante.

Salta aos olhos que quanto mais candidatos nos estados,  melhor. Exprimirão mais votos. A única exceção vai para as eleições presidenciais, quando dividir poderá ser fatal, como parece que aconteceu no Chile. Mas nas escolhas de governadores, nem pensar.   Depressa, um menininho…

A marcha de quatro milhões

Sem ser militar, o ministro Reinhold Stephanes mostra ser bom de guerra. Ou de guerrilha, porque ainda esta semana voltou a criticar, de público, aspectos do Plano Nacional dos Direito Humanos. Reafirmou não ter sido consultado, nem a agricultura,  a respeito da recomendação inconstitucional de que invasões de terra devem ser submetidas a acordo entre invasores e proprietários, antes que a Justiça se pronuncie.

O ministro lembrou que seu colega da Defesa, Nelson Jobim, conseguiu reverter parte do plano porque tinha atrás dele o Exército. Mas completou, dizendo que uma tropa de quatro  milhões de produtores rurais poderia muito bem marchar sobre Brasília. Resta saber se com ele de general, à frente.

Visão distorcida

Na abertura dos trabalhos do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, escorregou o dirigente  maior do MST, João Pedro Stédile, ao exortar os sem-terra a   não votarem  em José Serra,  porque o governador paulista  seria a volta ao neoliberalismo e aos tempos de Fernando Henrique Cardoso. Escorregou por dois motivos: primeiro porque Serra pode muito bem não ser neoliberal, capaz de surpreender. Depois, porque o neoliberalismo não precisa voltar, porque  nunca foi embora.  Ou a política econômica do governo Lula não é, sem tirar nem pôr, a mesma do sociólogo?

Stédile não teve coragem, ainda, de recomendar o voto em Dilma Rousseff, talvez porque o governo dela, se eleita, significará a continuação do governo Lula, ou seja, a permanência do neoliberalismo…

A crise de Brasília

Na capital federal, o dia seguinte sempre consegue ficar um pouquinho pior do que a véspera.

Aliados do governador José Roberto Arruda conseguiram impedir o depoimento do cineasta-delator Durval Barbosa, aquele que distribuía maços de dinheiro para  deputados, secretários e o próprio governador. A maioria dos deputados distritais quer o ex-secretário calado porque uma só pergunta faria o céu desabar sobre Brasília: de onde vieram  os muitos milhões que distribuiu?

Outra abominável pratica a lamentar no Planalto Central corre por conta das telinhas. Todas as redes de TV vem cobrindo com eficiência o escândalo do  mensalão local. Os telejornais locais não poupam os participantes.

O constrangimento aparece   quando entram os intervalos comerciais. Neles, é  maciça a propaganda do governo Arruda, com criancinhas sorrindo, donas de casa festejando   e operários trabalhando entre tratores, guindastes e obras brotando do chão – tudo sob a mensagem de “três anos trabalhando para você!”

Raras vezes jornalismo e propaganda bateram tão de frente assim. Em termos de ética, as emissoras não deveriam ter denunciado os contratos de publicidade? Ou, no reverso da medalha, o Arruda não poderia tê-los retirado?

E as nossas tragédias?

Vicente Limongi Netto
“É bonito ajudar os haitianos que sofrem com os violentos terremotos. Perderam tudo, não têm nada. Um horror. Uma desgraça que abalou o mundo. Contudo, o Brasil também passa por momentos dramáticos e delicados. Milhares de brasileiros ficaram desabrigados, choram seus mortos, não têm para onde ir. Creio que o governo Lula deveria igualmente se preocupar com os brasileiros vitimados pelas tragédias das enchentes, enxurradas e deslizamentos de terra. É hora de cuidar das milhares de famílias destroçadas. No Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Mato Grosso, Santa Catarina, etc. O quadro é desolador.”

Comentário de Helio Fernandes
Certo, Limongi. Foi a maior tragédia dos últimos tempos. (As guerras não são tragédias e sim momentos de lucros fabulosos do complexo industrial militar). Temos que ajudar com todas as formas e recursos, o povo do Haiti. Mas não podemos esquecer de jeito algum as vítimas brasileiras, só que para Lula a repercussão externa é a que mais interessa.

Não falou nas telefônicas

Aracy Azambuja
“Helio, no artigo de hoje, você não falou nas telefônicas. Não são tão exploradoras quanto as outras empresas relacionadas por você?”

Comentário de Helio Fernandes
Desculpe, Aracy, só tratei de transporte, um dos setores mais lucrativos e mais abandonados do Brasil. As telefônicas são “desvendadas” sempre aqui. Inclusive elogiei a Assembléia Legislativa de São Paulo, que proibiu essas empresas de cobrarem taxa fixa antes de prestar o serviço. E critiquei duramente a Justiça que anulou a decisão da Assembléia.

Lucros da Bovespa, na alta e na baixa

Os “cassinistas” não se incomodam com a subida ou descida das ações. São eles que produzem esses movimentos. Hoje, até às 13 horas, (quando posto estas observações) a Bovespa vinha caindo. Às 12:43 chegou a 64 mil pontos, mas 10 minutos depois voltava aos 65 mil. Mas sem expectativa para os minguados investidores. Os aventureiros foram almoçar, sem qualquer susto. (Neste momento, só Usiminas subia. Bancos e vício, (redundâncias) caíam muito.

O dólar, em alta firme desde a abertura dos negócios. No momento, em 1,84 alto, subindo 1,40%. Dizem que é por causa da votação do novo mandato do presidente do FED, o Banco Central da Matriz.

“Bem, amigos”, na TV, arrogância e desinformação

O programa sempre deu a impressão de que era o de maior audiência do mundo. Em 2008, fizeram maratona “sobre a saída de Dunga da seleção e a contratação de Muricy”. Este presente. Tudo era baseado numa “informação” que diziam espantosamente: “Foi contado por alguém muito perto de Ricardo Teixeira”.

Só isso, nada mais do que isso. Muricy rindo sozinho, quase no orgasmo, hoje em derrapada completa.

Ontem, às 10:25 da noite, o “Bem, amigos” entortou novamente. Vários participantes, diziam: “O Botafogo não pode ficar assistindo as coisas, tem que tomar providências drásticas, não se vê movimento algum”. Acontece que àquela hora, Estevão Soares já havia sido demitido, Joel Santana conversara com o presidente do clube, estava indo para lá e assinou contrato ontem mesmo. Desinformação boa é essa.

O ex-stalinista Alberto Goldman

Se Serra deixar o governo para ser presidenciável, pela primeira vez um comunista-carreirista (são tantos) assume o governo do maior estado da Federação. Só que isso não é o mais grave.

Pretende ser candidato à sucessão do próprio governador. Comunista, carreirista e péssimo analista. Não tem votos nem legenda para qualquer aventura.

Se Serra tiver cacife para a indicação, o candidato será Aloizio Nunes Ferreira. Se não tiver, será Geraldo Alkmin. Mas o sonho de Serra é o de colocar no seu lugar, o prefeito Kassab. Não é de seu partido? E Serra liga para isso? Não indicou e elegeu esse concorrente, preterindo o favorito do seu próprio PSDB? Por isso, ninguém tem confiança em Serra. Por isso e por muitas outras coisas.

O PT tem 10 candidatos e nenhum com charme ou votos

O PT está com uma lista enorme de possíveis, supostos ou presumíveis sucessores de Serra. Vão aparecendo e desistindo. Incluindo uma ex-Suplicy e um Suplicy derrotado em 1994. E que seriam derrotados agora. O PT se esfacela.

Mão Santa lidera no Piauí

Antigamente, senadores tinham a legenda garantida para renovar o mandato. Agora, nessa busca desenfreada por palanque, precisam do aval do próprio Lula. Foi o que aconteceu com Mão Santa, que teve que deixar o PMDB e ir para um partido pequeno. Mas lidera as pesquisas. O candidato do PT, aparece em terceiro.

Juíza Denise Frossard

Perdeu o governo em 2006, no segundo turno. Podia ter ganho muito bem, houve falha de campanha e excesso de dinheiro do outro lado. Foi lançada para prefeito, não aceitou, afirmou: “Vou disputar o Senado em 2010?” Só que desapareceu. Seu telefone toca, toca, ninguém consegue falar com ela. Desistiu, magistrada?

Dona Roseana em pânico

Perdeu a eleição, mas está no poder. Em plena campanha para o que chamam de “reeeleição”, vê seu nome desaparecer nas pesquisas. Recebeu o conselho: “Para ser eleita, precisa se desvincular do pai, se for possível, trocar até de sobrenome”.

Requião-Paes de Andrade

O governador do Paraná e o Presidente do Honra do PMDB, estão articulando, promovendo e lançando a candidatura própria do partido. Vão correr o Brasil inteiro, logo depois do carnaval. Os dois são adeptos intransigentes da candidatura presidencial, já têm quase maioria para isso. Começarão pelo Estado do Rio de Janeiro.

Eduardo Braga vice

Enquanto isso, a “base” de sustentação do governo, está assustada. E consideram que a melhor saída é “aumentar a lista de candidatos a vice”. Agora, surge o nome do governador do Amazonas, que ao mesmo tempo se prepara e pretende ser senador. Se o nome dele for lançado, será a primeira vez que um representante do Amazonas compõe chapa presidencial. É o efeito da campanha Paes de Andrade-Requião.

Nadal, sem condição física, desistiu o jogo para Murray

Não precisava nem conhecer tênis, gostar de tênis, ser admirador do jogador da Espanha. Quando venceu o terceiro jogo, com a maior dificuldade e perdendo um set para o adversário sem ranking, registrei aqui: depois da lesão e do problema no abdômen, Nadal não vai muito longe, completa 1 ano sem ganhar nada.

Às 9,37 da manhã (do Brasil) um Nadal irreconhecível se retirava, depois de perder um tiebreak por 7 a 1. Ou faz um tratamento severo, ou Nadal passará de número 1 do mundo a simples figurante ou coadjuvante.

As privatizações escandalosas de metrôs, trens, barcas e rodovias. O domínio monopolista dos ônibus. A tragédia de um país sem transporte

Falam muito que os serviços públicos não prestam, não funcionam, massacram a população. FHC criou a Comissão de Desestatização, que não melhorou nada, mas enriqueceu muita gente.

(E a CPI que investigaria esses enriquecimentos ilícitos?)

Agora se constata que os transportes privatizados, são os piores do mundo. As barcas, lentas, verdadeiras saunas, cada vez mais caras. Sempre atrasadas e sem explicação.

Metrô sem ar condicionado, sempre superlotado, sem que se saiba quando chegarão. Os trens com o mesmo abandono, desinteresse, desprezo pela coletividade. A mesma participação (?) da Supervia, que recebe antes pelo serviço, que aliás não presta. Não presta? Puxa, jamais duas palavras se completaram tão bem, e rimam na desarticulação e exploração do povo.

Quando Sacco e Vanzetti foram presos no mais rumoroso crime por volta de 1920, estavam no metrô de Boston, inaugurado em 1897. E os soviéticos, quando chegaram ao Poder, homenagearam os Romanoffes, andando no luxuoso metrô de São Petersburgo, inaugurado na mesma época do de Boston. (não quero nem fazer um jogo de palavras com o que acontece aqui).

O cidadão-contribuinte-eleitor tem problemas de toda espécie, negligenciados, esquecidos, não cuidados por governos, sejam federais, estaduais ou municipais. Mas se todos eles são importantes, necessários e imprescindíveis, nenhum é tão obrigatório, indispensável, e exigido quanto o transporte.

Milhões de pessoas precisam de condução para irem de casa para o trabalho, e do trabalho para casa, sofrem com o abandono e com o desprezo pela suas necessidades. (Já foi vastamente discutido aqui, com informações preciosas trazidas por seguidores, que as favelas (do Rio e SP) começaram e cresceram de forma espantosa, por causa da falta de transporte. E o problema se agrava cada vez mais).

São Paulo, a maior cidade do país, capital de um estado importantíssimo, tem mais ou menos 20 por cento do que deveria ter em matéria de metrô, o meio de transporte que mais cresce no mundo. Só que entra governador e sai governador, não há a menor providência para a construção de novas linhas.

Brasília, cidade planejada, e que Lúcio Costa criou para “não ter cruzamento nem sinal de trânsito”, hoje é um engarrafamento completo, com um sinal em cada esquina. E não apenas no Plano Piloto, a base de tudo.

Tendo quase 30 cidades-satélites altamente desenvolvidas, apenas 4 ou 5 delas têm metrôs, as outras completamente abandonadas. E diga-se: esses metrôs da capital podem ser construídos sem desapropriações, de superfície, apenas uma parte mergulhando.

O Rio capital, com mais de 6 milhões de habitantes fixos, sem falar os quase 2 milhões que se deslocam diariamente da Baixada, de Niterói, São Gonçalo, tem talvez, (proporcionalmente), o pior serviço de transporte coletivo do Brasil. E não há expectativa de melhora.

A não ser para a construção do Trem-Bala Rio-São Paulo. O diretor do Serviço Nacional de Transportes, indo depor numa Comissão Especial do Senado, (presidida pelo senador Fernando Collor) afirmou de maneira estarrecedora: “O Trem Bala Rio-São Paulo vai custar 76 BILHÕES DE REAIS”, enquanto transportes muito mais indispensáveis, não saem do papel.

E concluiu, com dados,números e detalhes: “A Ferrovia Norte/Sul, que trará desenvolvimento para o país inteiro, está prevista para custar 24 BILHÕES DE REAIS, mas espera sua construção pelo menos há 10 anos”. Inacreditável mas rigorosamente verdadeiro.

O Rio sofre ainda com a calamidade dos ônibus, controlados pela Fetranspor, um dos órgãos mais poderosos não só daqui mas de todo o país. Muita gente me pergunta por que esses ônibus quase sempre estão vazios, ou então com pouquíssimos passageiros.

Podem se estarrecer: há dezenas de anos, os ônibus, além de cobrarem dos passageiros, recebem da Prefeitura, POR QUILÔMETRO PERCORRIDO. Esse acordo foi feito há muito tempo, e dura até hoje. Motivo: a partir de determinada hora, geralmente 9 da noite, as empresas de ônibus recolhiam seus veículos, então quem precisava deles a partir daí, ficava sem transporte.

Como a Prefeitura sabia que tinha a obrigação de servir à população, fez essa combinação, e os ônibus voltaram a circular em determinados bairros. Mas como o negócio era muito bom, ou melhor, agradavelmente bom, foi estendido para outros lugares que não tinham tanta carência de ônibus.

Portanto, quando nós todos olharmos para os ônibus trafegando vazios ou com pouquíssimas pessoas, se lembrem: por trás de tudo está a Fetranspor.

* * *

PS – Os homens que exploram as barcas, trens, Supervia e o resto do pouco transporte, são os mesmos há anos. Os governadores e prefeitos, do passado, de hoje e do futuro, todos são cúmplices dessa tragédia que a Constituição chama de DIREITO DE IR E VIR.

Traçadas as linhas centrais da campanha

Pedro do Coutto

As matérias de Gerson Camaroti e Adriana Vasconcelos, O Globo, e Vera Rosa, O Estado de São Paulo, ambas publicadas na sexta-feira passada, forneceram bem a idéia básica de qual será, no lado do governo, a estratégia a ser adotada na campanha eleitoral deste ano pela presidência da República. Em primeiro lugar, o presidente Lula deseja que o PMDB forneça uma lista tríplice de nomes para a escolha do candidato a vice na chapa de Dilma Roussef. Logo, não é pacífica a aceitação do deputado Michel Temer. Pois se a indicação pertencesse exclusivamente ao PMDB não haveria necessidade de serem colocados três nomes na mesa de negociação governista. Isso de um lado.

De outro, o presidente da República quer conduzir no embate para o terreno plebiscitário, como sempre se calculou: não pretende o debate restrito entre a chefe da Casa Civil e o governador José Serra. Deseja a campanha, isso sim, no fundo da questão, entre o seu governo, iluminado pela popularidade, e a administração Fernando Henrique. Habilmente, deseja ser ele próprio o candidato subliminar embora sem que seu nome esteja na cédula, o que não acontece desde 1989. O desafio, para a oposição, é agir para não aceitar o confronto nestes termos. Afastá-lo de tal ângulo emocional. Porém tanto de um lado como de outro as articulações também vão depender dos elos entre os candidatos a presidente e aqueles que vão disputar os governos estaduais. A esse propósito já surgiu a primeira divergência na área oposicionista: o PSOL de Heloísa Helena não apoiará Marina Silva, no primeiro turno, se ela aceitar uma articulação independente com o PSDB em torno da candidatura de Fernando Gabeira a governador do Rio de Janeiro. Importante este fato porque o RJ é o terceiro colégio eleitoral do país e a divergência tem a aparência de se estender ao segundo turno. Mas não é este apenas o único complicador para a oposição. No pleito de 2006, o PSDB com Geraldo Alckmin venceu em todo o Sul, abrangendo São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Agora, neste ano, com a governadora Ieda Crusius o Rio Grande do Sul está perdido. A oposição não pode mais contar com o expressivo colégio eleitoral gaúcho. Lá as pesquisas estão apontando um empate em torno de 30% das intenções de voto entre o ministro Tarso Genro e oo prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, do PMDB. Não sobra assim espaço para o PSDB. Um dado a considerar.

Enquanto isso, Ciro Gomes desapareceu do noticiário político. Realmente se Lula empenha-se para que a eleição seja um julgamento entre o seu governo e o de FHC, o ex governador do Ceará perde importância em tal cenário. Para estabelecer a polarização que deseja, Ciro no máximo seria um coadjuvante à distância. Sua presença nas urnas destinar-se-ia apenas, no caso de disputar a presidência, assegurar o segundo turno. A menos que viesse a disputar o governo de São Paulo através de uma aliança PT-PSB, o que poderia fazer com que bases paulistas do Partido dos Trabalhadores se retraíssem na campanha. Como candidato a vice de Dilma, Ciro explodiria a coligação PT-PMDB. São dilemas, todos estes, que só o desenrolar da jornada poderá equacionar e resolver. Mas as linhas centrais já foram traçadas. Difícil mudá-las.

Um presidente “BomBril”

UM PRESIDENTE “BOM-BRIL”

O presidente Lula estará hoje em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, para participar do Fórum Social Mundial. Claro que acompanhado de Dilma Rousseff. No sábado irá a Salvador, prestigiando uma espécie de dissidência do FSM, chamada de Fórum Econômico Mundial, criação do governador da Bahia, Jacques Wagner. Da mesma forma, com a candidata a tiracolo. Espera-se a presença de alguns chefes de estado estrangeiros, como Hugo Chavez, da Venezuela, e Evo Morales,  da  Bolívia.

A pergunta que se faz é se o Lula, além dos inevitáveis improvisos, levará alguma proposta efetiva de seu governo para reformular a ordem econômica internacional. Ou se manterá, no Sul e no Nordeste,  a mesma coerência doutrinária a respeito da economia mundial.  Porque na próxima semana viajará para Davos, na Suiça, onde se reúne a antípoda desses fóruns, integrada pelos países mais ricos do planeta. Será homenageado como o estadista do ano. Precisará discursar, dessa vez aferrado a um texto escrito. Dona Dilma não deverá faltar.

Como conciliar as diferentes tendências e reivindicações  desses fóruns   numa só pessoa? Ou serão três pessoas,  num novo mistério?

Com todo o respeito, em matéria de teoria econômica, o nosso presidente assemelha-se ao Bom-Bril, aquele das mil e uma utilidades. Para cada plenário, uma mensagem distinta,   não raro conflitante, apesar do clamor por mudanças.

Na verdade, o Lula estará mesmo em campanha eleitoral. Uma  alta exposição, ele imagina, poderá ajudar a transferir sua imensa popularidade  para Dilma Rousseff.  Quanto aos que aguardam resultados concretos no plano das relações econômicas mundiais, que aguardem. De preferência, sentados…

O ENIGMA CIRO GOMES

Entre uma viagem e outra, do Rio Grande do Sul à Bahia, esta semana o presidente Lula pretende resolver o enigma Ciro Gomes. Vai reunir-se quinta-feira  com a cúpula do Partido Socialista, o governador Eduardo Campos à frente, para mais uma vez tentar levar  o ex-ministro da Integração Nacional a candidatar-se ao governo de São Paulo.  O que não quer é a candidatura presidencial de Ciro, obstáculo à unidade das  forças governistas  em torno de Dilma Rousseff.

Ignora-se a decisão final, ainda remota, mas a verdade é que enquanto isso vão ardendo   na frigideira os companheiros paulistas. Marta Suplicy, Eduardo Suplicy, Aloísio Mercadante, Antonio Palocci e outros menos cotados no PT aguardam no banco a oportunidade para entrar em campo. Pode ser que não entrem, mas se um deles for  convocado já no meio  da partida, entrará  desentrosado. Tudo em função da artilheira que, até agora, não marcou.

A MALDIÇÃO DA CAMISA

Virou moda de uns tempos para cá, no Brasil e lá fora, os clubes de futebol inventarem camisas novas para seus craques. Abandonam as cores tradicionais e chocam as torcidas com absurdos inexplicáveis. O Palmeiras, de verde, virou azul. Coincidência ou não, perdeu o Brasileirão na reta final. No fim de semana que passou, o Botafogo surpreendeu. Em vez das tradicionais listas verticais pretas e brancas, apareceu no estádio com uma fantasia de mau gosto, meio cinza, meio preta, sem a menor relação com suas tradições. Resultado: Vasco, seis a zero.

Essa aberração  do futebol se conta a propósito das  preliminares da sucessão presidencial. Condena-se a perder de goleada o  candidato que fizer campanha renegando suas origens e sua ideologia, quer dizer, sua camisa.

A CHUVA E O VOTO

Engana-se quem quiser, mas as sucessivas inundações que assolam São Paulo, se não pararem, terão reflexo nas eleições de outubro. Ainda bem para  Gilberto Kassab que o eleitorado não votará para prefeito, mas, mesmo assim, o que dizer de José Serra e Geraldo Alckmin? Este já foi governador e,  se tomou alguma providência para dragar  o leito do Tietê e  do Pinheiros, ninguém sabe, ninguém viu. Ou ninguém se lembra, tamanho o horror da atual temporada. Quanto a Serra, coisa parecida: quem governa o estado  tem que prestar atenção na capital. Não é de graça que Paulo Maluf botou o pescoço de fora e escreveu artigo na “Folha” criticando a política de juros e de cambio livre.  Não demora publicará outro, referindo-se às obras que fez contra as enchentes, quando prefeito.

Carlos Chagas

O presidente Lula estará hoje em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, para participar do Fórum Social Mundial. Claro que acompanhado de Dilma Rousseff. No sábado irá a Salvador, prestigiando uma espécie de dissidência do FSM, chamada de Fórum Econômico Mundial, criação do governador da Bahia, Jacques Wagner. Da mesma forma, com a candidata a tiracolo. Espera-se a presença de alguns chefes de estado estrangeiros, como Hugo Chavez, da Venezuela, e Evo Morales,  da  Bolívia.

A pergunta que se faz é se o Lula, além dos inevitáveis improvisos, levará alguma proposta efetiva de seu governo para reformular a ordem econômica internacional. Ou se manterá, no Sul e no Nordeste,  a mesma coerência doutrinária a respeito da economia mundial.  Porque na próxima semana viajará para Davos, na Suiça, onde se reúne a antípoda desses fóruns, integrada pelos países mais ricos do planeta. Será homenageado como o estadista do ano. Precisará discursar, dessa vez aferrado a um texto escrito. Dona Dilma não deverá faltar.

Como conciliar as diferentes tendências e reivindicações  desses fóruns   numa só pessoa? Ou serão três pessoas,  num novo mistério?

Com todo o respeito, em matéria de teoria econômica, o nosso presidente assemelha-se ao Bom-Bril, aquele das mil e uma utilidades. Para cada plenário, uma mensagem distinta,   não raro conflitante, apesar do clamor por mudanças.

Na verdade, o Lula estará mesmo em campanha eleitoral. Uma  alta exposição, ele imagina, poderá ajudar a transferir sua imensa popularidade  para Dilma Rousseff.  Quanto aos que aguardam resultados concretos no plano das relações econômicas mundiais, que aguardem. De preferência, sentados…

O enigma Ciro Gomes

Entre uma viagem e outra, do Rio Grande do Sul à Bahia, esta semana o presidente Lula pretende resolver o enigma Ciro Gomes. Vai reunir-se quinta-feira  com a cúpula do Partido Socialista, o governador Eduardo Campos à frente, para mais uma vez tentar levar  o ex-ministro da Integração Nacional a candidatar-se ao governo de São Paulo.  O que não quer é a candidatura presidencial de Ciro, obstáculo à unidade das  forças governistas  em torno de Dilma Rousseff.

Ignora-se a decisão final, ainda remota, mas a verdade é que enquanto isso vão ardendo   na frigideira os companheiros paulistas. Marta Suplicy, Eduardo Suplicy, Aloísio Mercadante, Antonio Palocci e outros menos cotados no PT aguardam no banco a oportunidade para entrar em campo. Pode ser que não entrem, mas se um deles for  convocado já no meio  da partida, entrará  desentrosado. Tudo em função da artilheira que, até agora, não marcou.

A maldição da camisa

Virou moda de uns tempos para cá, no Brasil e lá fora, os clubes de futebol inventarem camisas novas para seus craques. Abandonam as cores tradicionais e chocam as torcidas com absurdos inexplicáveis. O Palmeiras, de verde, virou azul. Coincidência ou não, perdeu o Brasileirão na reta final. No fim de semana que passou, o Botafogo surpreendeu. Em vez das tradicionais listas verticais pretas e brancas, apareceu no estádio com uma fantasia de mau gosto, meio cinza, meio preta, sem a menor relação com suas tradições. Resultado: Vasco, seis a zero.

Essa aberração  do futebol se conta a propósito das  preliminares da sucessão presidencial. Condena-se a perder de goleada o  candidato que fizer campanha renegando suas origens e sua ideologia, quer dizer, sua camisa.

A chuva e o voto

Engana-se quem quiser, mas as sucessivas inundações que assolam São Paulo, se não pararem, terão reflexo nas eleições de outubro. Ainda bem para  Gilberto Kassab que o eleitorado não votará para prefeito, mas, mesmo assim, o que dizer de José Serra e Geraldo Alckmin? Este já foi governador e,  se tomou alguma providência para dragar  o leito do Tietê e  do Pinheiros, ninguém sabe, ninguém viu. Ou ninguém se lembra, tamanho o horror da atual temporada. Quanto a Serra, coisa parecida: quem governa o estado  tem que prestar atenção na capital. Não é de graça que Paulo Maluf botou o pescoço de fora e escreveu artigo na “Folha” criticando a política de juros e de cambio livre.  Não demora publicará outro, referindo-se às obras que fez contra as enchentes, quando prefeito.

Quércia-Temer

Assim que for eleito senador, logo em 2011, o antigo governador de São Paulo, pretende ser presidente do PMDB. Justificativa que não esconde: “Já fui governador, senador, agora novamente senador. E o Temer se elege o quê?”. Nenhum favorecimento, mas Quércia não pode ser desmentido.

O PMDB da cúpula
assustado com Lula

O grupo que exige que o partido lance candidato próprio à sucessão, cresce cada vez mais. Não só em números, mas também em matéria de votos e de prestígio dos que repudiam a subserviência à base. Os adesistas apelam para o presidente, mas ele nunca tem tempo para recebê-los.

Torturador da Argentina

O coronel, grande participante da Operação Condor, Manuel Cordeiro, (que contradição), foi entregue com um espantoso currículo de mortes selvagens.

É que a ditadura de lá, das mais cruéis, acabou em 1983. (Foi também das mais rápidas, 1976 a 1983). Se participou desde o início, estava com 27 anos, e sua vocação para o assassinato covarde, era explícita. Não era tão jovem, mas já matava sem piedade.

55 anos do presidente
do Tribunal de Justiça

O Globo noticiou o aniversário dele, hoje. Mas não festejava o presidente, e sim o excelente informante conta um ex-grande amigo.

Bovespa sem jogatina

Imaginem Las Vegas fechada por causa de um feriado. É o que acontece hoje em São Paulo, fundação da cidade. Ué, se não houvesse a cidade, não haveria cassino.

Nenhum constrangimento, muita subserviência

Do insosso, insalubre e inócuo Michel Temer: “Dona Dilma levará o povo brasileiro ao paraíso”. Dona Dilma, emocionada, empolgada e entusiasmada: “Essa é a minha ambição, o objetivo de uma vida”. Onde fica o paraíso dessa gente?

O vice Michel Temer

Ele ameaça explodir a aliança do PMDB com o PT, se não for vice. Torço pela sua escolha. Afinal, já está na hora de encerrar uma carreira inútil. Quer dizer, menos para ele.

José Eduardo Dutra:
coordenador de campanha

Certíssima a indicação dele para chefiar a candidatura de Dona Dilma, que não vai ganhar. Era senador, não se reelegeu. Não se elegeu governador. Como “consolação” ganhou a Petrobras.

Com menos de 1 ano tiveram que demiti-lo. Tinha diploma de geólogo, “engavetado” há 30 anos.  A empresa não precisa de geólogo na Avenida Chile e sim nos poços.

19 anos de exílio, construção surpreendente

Agora, 25 anos da inauguração do Sambódromo. Não custa lembrar. Surpreendido e até um pouco constrangido, Brizola me disse: “Jamais imaginei que depois de tanto tempo de solidão fora do país, viesse construir e inaugurar uma passarela do samba”.

Brizola não estava contra nem lamentava o fato. Mas diante dos sonhos de grandeza e libertação do povo, considerava menor o que fazia.

João Lyra, usineiro

Está sempre nas manchetes, indiscutivelmente no lado menor e negativo. Na concepção, (anterior) e a de (hoje) de Lula, ele é HERÓI ou VILÃO? Nenhuma dúvida.

Obama no caminho certo

Na sexta-feira, fui o único (em jornal impresso ou internet) a registrar e elogiar o discurso de 1 hora e 4 minutos do presidente dos EUA. Entrou num terreno minado, tão poderoso quanto o que é dominado pelos lobistas.

Derivativos, não

Pretende impedir que os bancos, (não apenas os grandes) façam o que chamou de “apostas de riscos”. Identificou muito bem o fato, como “derivativos”. Este deviam ser PROIBIDOS, não apenas para bancos, mas ELIMINADOS de vez.

Sabem o que é D-E-R-I-V-A-T-I-V-O? É apenas jogatina, pano verde sem cassino, loteria sem bilhete, uma forma de infernizar o “mercado financeiro”. Apostam se haverá geada na Califórnia, e no caso de haver, o preço da laranja (e do suco) subirá. Não serve a ninguém. Outras apostas desse tipo são feitas, movimentando CENTENAS DE BILHÕES DE DÓLARES POR DIA. Para quê? Para nada, apenas jogatina.

Pânico na cúpula do PSDB

Têm conversado muito sobre o assunto. Consideram importantíssimo: Sérgio Guerra, Jereissati e Eduardo Azeredo podem não se reeleger. Certo mesmo que não volta é Azeredo. Foi “sacrificado” pela hipocrisia peesedebista,que exigiu sua saída da presidência do partido. Idéia de Jereissati, queria ser presidente, não conseguiu.

Curiosidade melancólica: Azeredo só responderia no Supremo, anos depois. Jereissati já respondia, desde 2001, faliu o Banco do Ceará, e 2002, se elegeu senador.

Dona Dilma protesta

O Ministro Helio Costa, está na frente, não muito acentuada, mas na frente nas pesquisas para governador de Minas. Quando falaram que podia ser vice de Dona Dilma, ficou furioso e disse: “Não me falem nisso”.

A Chefe da Casa Civil achou que foi veto frontal à sua candidatura, comentou com Lula. A oposição não soube explorar o fato. Oposição “babaca”. (Royalties para quem mesmo?)