Restituição do Imposto de Renda

O governo não imaginava o desgaste que sofreria com a prorrogação, (unilateral) da devolução do que o contribuinte pagou a mais. O presidente da República foi o primeiro (ou o único?) a receber. A lei determina que idosos com mais de 60 anos têm prioridade.

Favorecimento

Está bem, Lula tem mais de 60 anos, tinha direito. E os milhões de outros, com mais de 60 anos e que não receberam por decisão de quem? Quem manda internamente nesse governo?

150 bilhões de juros

Externamente é o Lula, ninguém duvida, aqui dentro é tumulto e confusão. O governo diz que “economiza” todo ano 90 BILHÕES para “amortizar” os juros de 150 bilhões que paga a banqueiros e até empresários (banqueiro não é empresário) geralmente globalizados. Por que não aproveita uma parte dessa “economia” para DEVOLVER ao CIDADÃO QUE PAGOU DEMAIS?

Meirelles, que comprou 200 Bilhões de dólares que só valem 100, quer ser vice

O governo Lula sofreu enorme transformação a partir da primeira posse em 2003. Os personagens que chegavam ao Planalto-Alvorada com o futuro aberto à frente deles, tinham nome mas ainda procuravam um sobrenome. Alguns já foram citados para cargos que ocupariam, na busca da consagração.

Vários conseguiram, se tornaram tão poderosos que começaram a incomodar o “companheiro” maior. Entre esses, Dirceu e Palocci, que subiram tão rápido, que começaram a cair não tão rápido, mas estrepitosamente, sem direito a volta.

Dirceu chegou a uma tal importância, que o mínimo que se dizia era isto: “Ele só chama Lula de você, o presidente trata o Chefe da Casa Civil de senhor”. Era uma forma ruidosa mas rigorosamente verdadeira de situar e explicar indiretamente o relacionamento entre eles.

Dirceu não foi derrubado pela Loterj-Waldomiro, e sim por causa da arrogância. Ele ficou tão imponente diante do espelho, que plantou na alma, na mente e no coração, que isso passou a ser o fato mais conhecido de Brasília.

De tal maneira, que quando foi depor no Congresso, alguém disse que ele era arrogante, Dirceu provocou gargalhadas das 300 pessoas presentes, ao perguntar: “Arrogante, eu?”. Lula aproveitou para se livrar dele, sem direito a volta.

Palocci, altamente desconhecido ou até conhecido demais por causa das irregularidades praticadas na comarca, fez esquecer de tal maneira o passado, que Lula teve que dizer publicamente várias e muitas vezes: “Fico esperando o Palocci me dar o sinal verde para baixar os juros”.

Insistindo na prática tenebrosa do que se chamava delicadamente de irregularidades, Lula não esperou mais o sinal verde do seu Ministro da Fazenda. E aproveitando as denúncias de um humilde caseiro, que Palocci não conseguiu silenciar, Lula deu o cartão vermelho para ele. Só que já não o incomodando mais, Lula passou a “dialogar” outra vez com Palocci, mas para um cargo mais abaixo, que mesmo assim não conseguiu. O Supremo não permitiu, por causa dos votos de 4 ministros e o relatório do Procurador Geral da República.

Uma vez que nem chegou a ser testado, Lula tinha certeza que, se fosse nomeado para o cargo que deveria, não poderia ser demitido, se chamava, (não se chama mais) Aloizio Mercadante.

Se conseguir ganhar de Quércia e Alckmin, (não consegue), quem sabe dirá como o último diretor do DIP de Vargas (Departamento de Imprensa e Propaganda, quer dizer, quem controlava os jornalões servos, submissos e subservientes): “O futuro a Deus pertence”. Não deixaram Mercadante ter presente, quanto mais futuro.

Finalmente, o último dos moicanos, que assumiu o Banco Central totalmente desmoralizado, desprestigiado, desgastado por causa de tudo que se sabia dele, foi Henrique Meirelles. Só sabiam quem era, pelo passado nada duvidoso mas rigorosamente comprovado.

Ligadíssimo ao FMI, tendo servido sempre a grupos multinacionais, raramente vindo ao país, só poderia ser presidente desse cargo no Brasil. Foi acusado de 6 CRIMES financeiros, todos que inviabilizam seu comando nesse Banco Central.

Mas empossado, (tendo desistido dos 183 mil votos que comprou em Goiás) só fez esconder o passado, colocou-o num esconderijo que não podia ser devassado nem pelo próprio presidente Lula. Se tornou o homem mais poderoso das finanças e da economia do Brasil, que fazia (e continua fazendo o que quer) com essa loucura de comprar 200 BILHÕES de DÓLARES.

Pagava 3 reais e 40 centavos por cada dólar, os vendedores cada vez apareciam mais. Hoje, se quiser vender esses dólares só recebe 1 real e 70 centavos. Isso hoje, pois continuará a cair. A exportação rende cada vez menos reais, a importação faz exatamente o caminho contrário.

***

PS – Meirelles foi o único na reviravolta positiva, é o ídolo de Lula. O presidente insiste em CONVIDAR Meirelles para não se desincompatibilizar, o que é no mínimo SUSPEITO.

PS 2 – Lula INCENTIVA tanto o presidente do Banco Central, que Meirelles foi crescendo na ambição. Queria ser senador (governador não dava), surpreendentemente evoluiu para vice-presidente. E não esconde: acredita que pode vir a ser candidato direto à sucessão do próprio Lula. (Existe muito para ser contado nesse setor, irei contando).

Skaf, tentativa para dividir conservadores?

Pedro do Coutto

A pré candidatura do empresário Paulo Skaf, presidente da FIESP, ao governo de São Paulo pelo PSB, pode configurar uma tentativa de dividir as correntes conservadoras paulistas que se encontram mais próximas de José Serra que de Dilma Roussef. A hipótese do êxito na investida se for esse mesmo o objetivo, constitui uma dúvida, claro, mesmo porque o prazo de configuração das candidaturas ainda está distante. Mas como manobra o lance não deve ser desprezado. Afinal está distante. Mas como manobra o lance deve ser desprezado. Afinal estamos falando de política e exemplos de divisionismos não faltam. Pelo contrário. Afinal de contas, se for mesmo projeto de Skaf disputar a sucessão paulista o caminho pela legenda do Partido Socialista Brasileiro é um dos menos viáveis. Reduzido tempo na televisão, estrutura partidária frágil, e, ainda por cima, contradição entre o reformismo contido na legenda com a disposição irredutível das classes que formam o conservadorismo. Natural esta posição, sem dúvida. O presidente da federação das Indústrias de São Paulo, entidade patronal mais forte do país, estaria mais confortável em outra legenda. Mas esta outra legenda não se encontra disponível. Além do mais, Skaf já concretizou sua filiação dentro do prazo legal. Não possui mais linha de recuo. Tampouco irá recuar. Deixa sem dúvida pelo menos uma sombra em torno da iniciativa. Tanto assim que, de acordo com a reportagem de Julia Dualibi, O Estado de São Paulo de 14 de outubro, ao mesmo tempo em que admite colocar seu nome no mapa das alternativas, ele assegura seu apoio à candidatura presidencial de Ciro Gomes. Sob este aspecto está coerente com a legenda que adotou e com o posicionamento do ex governador do Ceará, que, mesmo transferindo seu domicilio eleitoral para São Paulo, sustenta que não recuará de seu propósito de buscar a sucessão presidencial, citando sua presença nos pleitos de 98 e 2002.

O que acentua a perspectiva da pré candidatura Skaf ser uma manobra situa-se em primeiro lugar na reduzida possibilidade de vitória nas urnas, sendo que, pela legislação eleitoral, terá que se afastar da presidência da FIESP. É possível, contudo, que o lançamento seja, não propriamente para o Executivo,mas para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.Neste caso, claro, sua eleição é certa.E enquanto prevalecer a dúvida entre uma intenção e outra, seu nome ocupa bem as páginas do noticiário político.Seja como for, a promoção pessoal não exclui um possível propósito divisionista. Uma forma de somar para a ministra Dilma. Falei há pouco em exemplos de divisionismos.Nas eleições de 1950, aconteceu o mais histórico de todos. O antigo PSD lançou a candidatura do deputado mineiro Cristiano Machado para evitar a união das correntes mais conservadoras da época, as bases rurais quando o eleitorado rural era muito grande, com as forças da classe média urbana que seguiam a liderança da UDN e apoiavam o brigadeiro Eduardo Gomes em sua segunda tentativa presidencial. Com isso, deixaram um campo livre para Getúlio Vargas, que inclusive recebeu maciçamente votos do próprio PSD. Tanto assim que Juscelino Kubitschek elegeu-se governador de Minas Gerais e Amaral Peixoto do antigo Estado do Rio de Janeiro. A chamada cristianização ficou conhecida como uma traição do Partido Social Democrático a seu candidato. Mas na realidade foi mais do que isso. Foi um divisionismo que deu certo. Em 62, houve outro, em São Paulo. Concorriam ao governo Jânio Quadros, Ademar de Barros, José Bonifácio Nogueira. Este com o apoio do governador Carvalho Pinto.Resultado da divisão: vitória de Ademar.Não se pode ter certeza se Skaf tem apenas o propósito de dividir o conservadorismo.mas como hipótese vale raciocinar sobre ela.Política inclui lances assim.

Lula enfrenta teimosia e obstinação

Carlos Chagas

Desde ontem e até amanhã o presidente Lula promove uma alegoria destinada a produzir efeitos  na próxima sucessão. Está levando Dilma Rousseff e Ciro Gomes no Aerolula,  para o périplo de três dias ao redor do rio São Francisco.

A diplomacia do PT apressou-se em afirmar  a ausência de qualquer ilação político-eleitoral na viagem. O convite a Ciro Gomes  seria devido   ao fato dele haver iniciado as obras de transposição do rio, como ministro da Integração Nacional por quase quatro anos. Não vamos responder com o “me  engana que eu  gosto”, mas é quase isso.

Porque o objetivo do Lula, por enquanto, é seduzir Ciro Gomes para que aceite candidatar-se ao governo de São Paulo. A primeira etapa até que foi vencida, com a transferência do título de eleitor do ex-governador, do Ceará para São Paulo. Mas a segunda, quer dizer, a candidatura ao palácio dos Bandeirantes, parece sonho de noite de verão. O presidente desconhece  as principais características de Ciro, que são a obstinação e a teimosia. Dificilmente ele deixará de pleitear o palácio do Planalto apenas para agradar o atual inquilino, ainda mais quando vem superando Dilma nas pesquisas eleitorais.

Tudo indica que já conversaram e mais conversarão Lula e Ciro, Ciro e Dilma e Dilma e Lula, isoladamente e em conjunto,   na aeronave e nas barracas do Exército onde estão  pernoitando, à luz dos vagalumes e ao som dos grilos.  Pelo jeito, nem o PT nem o presidente hostilizarão o ex-ministro, se ele for mesmo candidato, ainda que deixando claro que Dilma é “a cara”.  Até porque, se o segundo turno travar-se entre José Serra e Ciro Gomes, imaginem quem o primeiro-companheiro apoiará…

Trocar seis por meia duzia

Adianta alguma coisa o presidente Lula querer Eike Batista no lugar de  Roger Agnelli,  na presidência da Vale? Nada, em termos de recuperação desse vultoso patrimônio público que a sanha de Fernando Henrique Cardoso entregou à banca privada. Nem existem condições para a reestatização da empresa e nem o  presidente  ousaria tanto.

Mesmo sabendo que a Vale foi privatizada a preço  de banana podre,  com recursos do BNDES e dos fundos de pensão, nada aconteceria.  De tal maneira a operação foi amarrada pelos privatistas que qualquer juiz de  primeira instância se obrigaria a   mantê-la,  caso  o governo tentasse reverter o anterior crime de lesa-pátria.

O Lula pode estar irritado com mais esse exemplo flagrante de malandragem neoliberal ou até com a falta de sensibilidade de Agnelli, que ao primeiro sinal de crise econômica demitiu 4 mil trabalhadores. Também não gostou de a Vale estar encomendando  navios na Coréia em vez de nossos estaleiros. Muito menos engoliu a imensa campanha publicitária com que a empresa irrigou os  meios de comunicação.

Só que trocar de presidentes equivalerá a trocar seis por meia dúzia…

Saiu tosquiado

Nenhuma imagem se aplicaria melhor do que aquela lembrada  por nossas avós, sobre o cidadão que foi buscar lã e saiu tosquiado. Assim ficou o ministro Guilherme Cassel, da Reforma Agrária, na Comissão de Agricultura do Senado. Como sócio-atleta do MST, o ilustre integrante do governo Lula jurou que nem um real do governo foi canalizado para a entidade, nos últimos sete anos.  Outra vez ouviu-se no Congresso o refrão do “me engana que eu gosto”, já que por carecer de personalidade jurídica, o MST não poderia tornar-se beneficiário direto  das benesses dos cofres públicos.  O que Cassel não  contou foi que os 175 milhões repassados desde o início do atual governo  chegaram ao MST através de dezenas de ONGs fajutas, irrigadas com dinheiro do tesouro nacional.

Foi tão gritante o choque de quantos ouviram o desmentido do ministro  que o próprio presidente da Comissão de Agricultura, senador Walter Pereira,  mesmo sendo do PMDB, não agüentou aquela  imitação do Pinóquio encenada diante dele. Reagiu em nome do bom-senso.

A sinfonia tem que seguir a  partitura

Irritou-se  Aécio Neves com a manobra de alguns grão-tucanos empenhados em mandar para o espaço a realização de prévias no PSDB para a indicação do candidato presidencial. Está tudo acertado para, até fevereiro, ser realizada a consulta às bases do partido. Mesmo sabendo dispor de poucas chances de bater José Serra,  o governador mineiro  não abre mão dos compromissos celebrados há meses. O golpe de alguns colegas açodados poderá prejudicar o verdadeiro objetivo do maior partido de oposição nacional, que parece a apresentação da chapa Serra-Aécio, de potencial invulgar. A sinfonia tem que seguir a partitura…

O último filme do Tarantino, deveria ser exibido em Nuremberg

É lógico que não vou ao cinema “orientado” pelo bonequinho de O Globo. E na verdade, só depois de assistir o filme, já em casa, fui ver o que diziam. RF bate palmas de pé, logicamente entusiasmado. AM dorme. Se tivesse visto a crítica antes, dormiria mais cedo, como AM, pois além de monótono, cansativo.

Fracasso de público
também de bilheteria

O cinema totalmente vazio, consagração para AM, as poucas pessoas que encontrei, dormiam. Tarantino desperdiçou a notoriedade como cineasta e não conquistou a de historiador.

Por que duas horas
e 33 minutos?

Além de desvalorizar a reputação, se transformou num “cineasta que não faz cinema”. Parece estranho? E é, só que não recomendo tirarem as dúvidas indo ao cinema, isso seria injusto e injustificável.

E como explicar os 153 minutos gastos naquele acúmulo de mistificação, de violência sem sentido, de nada que de longe se pareça com cinema? Satisfação: Tarantino dividiu o filme em 5 partes diferentes, quem quiser pode ir ao cinema também por etapas.

Porque Nuremberg

O cineasta (?) desde o meio, (ou da terceira parte) deixa claro, que o filme terminará com um grande incêndio num cinema de Paris. É que nesse incêndio, morrerão Hitler, Goebbels, Goering, Borman, todos os chefes da SS, da Gestapo, não escapa ninguém.

Mas como o que acontece na realidade, no julgamento de Nuremberg, é exatamente o contrário, pergunta-se: por que “violentar” a História? Seria algum tipo de “mensagem”?

A Bovespa chegará aos 74 mil pontos, na velocidade da análise

Ontem, terça-feira, depois de três dias sem jogatina, chegava a 64 mil e 800 pontos, como gostam de dizer os amestrados, “novo recorde do Índice”.

Hoje já abriu em alta bastante razoável, passou muito dos 65 mil pontos, como registrei na primeira postagem. Às 16;20 já ultrapassava os 66 mil pontos. E no fechamento, apesar de terem vendido, não caía dos 66 mil pontos.

Antes dos leilões, a Bovespa fechou em 66 mil, 346 pontos, alta de 2,63%. O dólar chegou a 1,70, baixa de 1 por cento. Analistas-especialistas falavam, há meses em “dólar no final de 2009, bem perto de 2 reais”. Já falam em “reavaliar” as metas. Ha! Ha! Ha!

O dólar assusta, chega ao ponto mais baixo

Hoje, às 13 horas, o dólar chegava a 1,70, jamais caíra tanto. Digo caíra, pois antes estivera mais BAIXO, por imposição ou burrice. Quando estabeleceram o REAL, ficou fixado: com 84 centavos desse real, se comprava um DÓLAR. Inacreditável.

O filho de Lucas Lopes, o único gênio daquele grupo, salvou tudo, mas foi injustiçadíssimo. Tirado do grupo, condenado a prisão injustíssima, vive na maior miséria, pois é rigorosamente HONESTO.

Explodiu tudo, afastaram Gustavo Franco (que sabia mais do que os outros, quase todos aventureiros) foi a 4 reais por dólar, FHC não foi responsabilizado, nem por isso, nem pelos juros pagos a “empresários”, a mais de 44 por cento, ou pelas DOAÇÕES, incluindo a Vale, agora em discussão. Ninguém sabe como parar o dólar ou fazê-lo subir.

A Bovespa continua subindo, às 13:15 chegava a 65.666 alta de 1,58%. Volume baixíssimo, como tem acontecido.

Gabeira no caminho correto

Antes mesmo dele se decidir, escrevi: Gabeira deverá disputar o Senado. Ganharia e teria importância enorme em Brasília. Para governador poderia perder (ou perderia mesmo) ficaria sem mandato e sem a participação que teria (melhor: terá) na recuperação do Senado.

Quando lançaram seu nome, oficialmente, para disputar com Sergio Cabral (este usando todas as vantagens do cargo), voltei a lamentar a decisão. Continuo com a mesma convicção, e fico satisfeito com o que Alfredo Sirkis vem dizendo, no mesmo sentido.

Espero que Gabeira já espalhe: “Podem me chamar de senador”.

Analisando a luta política e eleitoral do Rio e Estado do Rio, afirmei: “Aqui existem duas incógnitas, só eu conheço”. Nenhuma delas tem o nome de Gabeira.

O povo desinformado

No dia em que os Bilhões de explorados do mundo, souberem o que é PIB, renda per capita, inflação, juros sobre juros, que pagam quase 40 por cento de impostos diretos e indiretos, mais imposto de renda do que os milionários, e que não têm direito algum, haverá uma REVOLUÇÃO POR DIA.

Brasil-Argentina na Copa do Mundo

A seleção dirigida por Maradona, decide hoje, sua situação e destinação no futebol mundial. Três hipóteses, nada surpreendentes. 1- Classificação direta. 2- Repescagem. 3- Eliminação.

Não afeta ou atinge o Brasil

Já ficou fora da Copa várias vezes, o Brasil participou de todas. Mas sem confronto entre os dois países. Nas vezes em que fomos campeões, não enfrentamos a Argentina. Quando jogamos com a Argentina, não fomos campeões.

Em 1974, na Alemanha, jogamos
com eles no dia da morte de Perón

Estávamos as duas seleções no Hotel Intercontinental de Frankfurt. Por volta das 9 da noite, (da Europa, 4 da tarde aqui) chegou a notícia da morte de Perón. Circulou o rumor de que “não haveria jogo”. Falei com o chefe da delegação, que me disse, “jogaremos com fumo na lapela, mas haverá jogo”.

Jogo monótono e desinteressante, ganhamos, não adiantou nada. Três dias depois perdemos em Dortmund, para a Holanda, a semifinal. E ficamos em 4º lugar, derrotados pela Polônia, em Munich.

Os 50 anos de Maradona

A Argentina está em situação difícil mas não final e sem salvação. Classificada, fará a festa dos 50 anos de Maradona. Completa pouco antes de começar a Copa.

A crise da economia mundial por causa do que se chamou de quebra de Wall Street. De 1923 a 1929, 6 anos de altas sem nenhum intervalo. As ações foram subindo sem parar, e ainda havia a “alavancagem”. 80 anos depois a imprudência se repetiu, não se sabe quando acaba e o que é recuperação. Enquanto isso, o capitalismo garante a liberdade de imprensa, a liberdade de imprensa garante o capitalismo. Por mais 50 anos?

A euforia era geral. Nenhum alerta, vá lá, sobressalto, o céu financeiro, iluminado de manhã à noite. Fiscalização, nenhuma. Corretores e jogadores, faziam o que queriam, e levavam investidores com dinheiro, a segui-los intrepidamente, a alta aparentemente eterna, arrastando o otimismo.

Os investidores corriam risco sem saber. Jogadores e corretores, unidos e irmanados pelo que se chamava (e voltou a se chamar 80 anos depois) de “alavancagem”. Lógico, não com a intensidade daqueles dias miraculosos, maravilhosos, para todos eles em nenhuma hipótese, perigosos.

Mas o que era essa “alavancagem” que acabou destruindo a todos? O seguinte: quem tinha 1 milhão de dólares jogava 5 milhões. Dava esse milhão como garantia à corretora, com um documento escrito: “Se cair 20 por cento, pode vender”. Uma queda de 20 por cento de 5 milhões, dava exatamente 1 milhão, era a segurança da corretora. “mas não vai cair mesmo”, todos se consideravam seguros, se divertiam e se satisfaziam juntos e em tranquilidade.

Sobre aqueles tempos estranhos, o empresário Bernard Baruch, antes de chegar à empresa (que tinha ótima carteira de ações) gostava de engraxar os sapatos naquelas cadeiras altas da Quinta Avenida. Um dia o engraxate lhe deu um papel com uma lista de ações, dizendo: “Doutor, não pode deixar de comprar estas ações, vão subir muito”.

Chegou ao escritório, chamou o responsável pelas ações, deu a ordem, “venda imediatamente todas as ações”. Ele ainda quis argumentar, “estão em alta excelente”. E Baruch peremptório, “é isso, na alta é que se vende”. 8 meses depois tudo explodia, não perdeu um dólar.

Empresários que passavam longe de Wall Street, também não perderam nada. Como os construtores do Empire State Building, que em 1931 inauguravam o prédio mais alto do mundo. Que levou mais de 3 anos sendo construído, muito antes da crise da jogatina, da ambição financeira e da falta de fiscalização.

A recuperação foi lenta e demorada. Roosevelt assumia 4 anos depois, em 5 de março de 1933, com o país esfacelado. Criou o New Deal, estatizou tudo, (como fingiram fazer agora) dificuldades terríveis. O número de desempregados, 15 milhões, o mesmo de agora, mas numa população muito menor.

Hoje todos dão palpites, falam em “recuperação da economia por causa da recuperação das bolsas”. Nada a ver. Garantem que tudo acabará em 2010, (os mais precavidos citam 2011) mas é tudo mistificação.

A Bovespa subiu de 6 mil para 74 mil em mais ou menos 7 anos. E ninguém esperava ou admitia a queda. Mas veio desses 74 mil para 30 mil, com os investidores verdadeiros atirados na lama do descrédito, desassossego, desespero.

A longa viagem de volta

TRILHÕES de dólares e euros, foram jogados nessa voragem. E não serão devolvidos, apesar das maquiagens que fazem nesses “empréstimos”. Não só para os mercados acionários mas também para os imobiliários. Diminuíram um pouco as “bonificações dos Executivos”, nada melhor para o otimismo vazio.

Desemprego destrutivo

A UE (União Européia) confessa 18 milhões de desempregados, e não surge nem o trabalho para os que chegam à idade do primeiro emprego. Os americanos, mais hipócritas, citam apenas “as percentagens do desemprego”, para quem sabe “decodificar”, são 15 milhões. Sem capacidade para fornecer o primeiro emprego.

Otimismo falso e farsante

O famoso economista Nouriel Roubini, disse com segurança e total advertência: “O mundo pode estar plantando as sementes da próxima crise”. E conclui: “Existe disparidade completa entre o OTIMISMO dos mercados, e a DEBILIDADE da economia real”.

Analisando o presente,
respondendo pelo futuro

Está rigorosamente correto. E posso aplaudi-lo sem restrições, pois há mais de 6 meses digo isso diariamente.

Não há momento em que deixe de chamar a atenção para a irrealidade do que ocorre nas Bolsas, (do mundo) e a tentativa de credibilidade que espalham através dos jornalistas amestrados.

As Bolsas podem subir,
sem recuperação da economia

Faço a comparação diária, e mostro sem nenhuma complicação ou mistificação, que a economia é uma coisa, e a jogatina das Bolsas, outra completamente diferente. Dou números e conclusões que não podem ser desmentidas. E agora, confirmadas pelo economista dos EUA.

***

PS – Por enquanto não há esperança ou expectativa de consolidação da economia em curto, médio ou longo prazo. Os que falam com conhecimento de causa, como o economista Nouriel Roubini, (ou este repórter) correm o risco de serem ridicularizados.

PS 2 – No momento, a garantia vem de um entrelaçamento: o capitalismo garante a liberdade de imprensa, a liberdade de imprensa garante o capitalismo.

Se arrecadação recuou foi o consumo que baixou

Pedro do Coutto

Reportagem de Renato Andrade, O Estado de São Paulo de 13 de outubro, revela que o governo está praticando um sistema de cortes em fundos especiais administrados por ele próprio para fazer caixa e assim compensar a queda verificada na receita pública. O período focalizado foi o de Janeiro a Setembro. Sinal, portanto, de que a economia ainda não reaqueceu apesar do clima de otimismo sem dúvida existente no país. Mas fazer caixa é deixar de investir e isso bloqueia os reflexos que as aplicações de capital produzem na administração e na sociedade. O fenômeno adia a plena retomada do processo de desenvolvimento. E este processo é fundamental porque é preciso considerar a taxa inflacionária, em torno de 4,5% para os últimos doze meses, e o fato de a população crescer à velocidade de 1,2% ao ano. Assim, cada recurso que deixa de ser utilizado de forma reprodutiva e multiplicadora produz um déficit social disfarçado, ainda que aparentemente contribua para estabilizar as contas oficiais. Estabilizar as contas oficiais é básico e o governo Lula tem alcançado êxito no setor. Mas não é tudo. Há um outro lado na questão.É o do crescimento do poder aquisitivo com o menor comprometimento possível em termos de dívidas dos assalariados.Caso contrário, se depender do crédito, o consumo avança, mas o endividamento também e o fenômeno reduz a possibilidade de um crescimento maior (e melhor) da poupança interna. E a poupança interna, no Brasil, é muito pequena se compararmos com as de países industrializados e desenvolvidos. Quanto menor for a capacidade de poupança, mais altos serão os juros,maias elevado o endividamento tanto da população quanto do país. Aliás não existe país sem povo. O progresso é o resultado do encontro de dois fatores. Pois só se produz o que se consome. E só se consome o que foi produzido.

O dinheiro para as pessoas, e para os maiores projetos econômicos, não é, tampouco pode ser um fim em si mesmo. É um instrumento de realização e de construção. Já vai longe o tempo em que os milionários (hoje bilionários) juntavam  recursos monetários pra si, como se tal tipo de comportamento fosse símbolo de sucesso.Não é. Esta questão foi muito bem comentada pelo ex ministro da Fazenda, Otávio Gouvêa de Bulhões, em seu livro Dois Conceitos de Lucro, 1969, editado pela Fundação Getúlio Vargas. Suas colocações, claras e serenas, como era de seu estilo, permanecem atuais como exemplo cada vez mais necessário. Ele colocou, por exemplo, o problema dos impostos. Ressaltou que o poder público, por encontrar a sensibilidade  que o indique qual o patamar ideal de cobrança.Porque – dizia o ex ministro – se vier a ser fixado um limite acima das possibilidades normais da sociedade, esta deixa de recolhê-los.Claro os devedores serão fortemente cobrados, como sempre acontece. Mas vão demorar a pagar. Pagam juros e correção, mas o que ocorre? Apenas o poder público, dentro de um processo assim, deixa de arrecadar e investir mais rapidamente nas obras e serviços de legítimo interesse coletivo. Perdem com isso tanto o poder público quanto a população.

Até porque serviços essenciais a ela deixam, de ser concretizados nos prazos. Então vê-se o seguinte: se estes  limites de tempo não são cumpridos, digamos no plano do saneamento do meio, quantas pessoas, sobretudo crianças,  são diretamente atingidas em consequência? Este cálculo tem que entrar na média com um peso ponderável. São números indiretos, pouco aparentes, mas profundamente reais.O destino de milhares de vidas depende dos números que, por apresentarem efeitos indiretos, estão envoltos em sombras.

Burrice continuada

Carlos Chagas

Não dá para calar, ainda que todo ano aconteça o  estupro de sempre,  levando  muita gente a relaxar, mesmo não gozando. Mais uma vez,  à meia-noite do próximo domingo, os relógios precisarão ser adiantados em uma hora, em nome desse abominável horário de verão. Ninguém foi consultado. Qualquer que seja o governo, todos os governantes  lançam-se ao roubo de uma hora de sono dos cidadãos, em metade do Brasil. No Norte e no Nordeste, que reagiram, os ponteiros ficarão onde estão, mas nos estados mais populosos, não tem remédio. Quem  for trabalhar, da segunda-feira em diante,  acordará antes do sol. Os estudantes irão para o colégio sonolentos e aproveitarão a primeira aula para tirar a diferença.

Tudo se faz automaticamente, sem discussão nem ponderações, porque a moda é essa, há  décadas. O pretexto continua de  economizar energia à noite,  sem que os tecnocratas se dignem calcular quantas lâmpadas precisarão  ser acesas pelas madrugadas. Sem falar na alegria dos assaltantes  próximos dos pontos de ônibus ou das  estações do metrô, nas grandes cidades.

Falta cidadania, do Centro-Oeste para baixo, capaz de levar o contribuinte a insurgir-se e não adiantar o relógio.  Como também  a mídia carece de coragem para deixar a programação de rádio e televisão nos horários anteriores. Da mesma forma as empresas de transporte  aéreo, rodoviário  e ferroviário.  Se elas   ignorassem o decreto presidencial, demonstrariam que o governo pode muito, mas não pode tudo.

Alguns privilegiados, daqueles que moram à  beira-mar, alegarão estar chegando em casa  uma hora mais cedo, prontos para ir à praia. A maioria, porém, reclamará do jantar antecipado.

Na fronteira de Minas e do Espírito Santo com a Bahia, será o caos para quem  mora num estado e trabalha no outro. A opção será ficar  pronto para o batente e atravessar a rua ou a  ponte às sete horas e verificar que do outro lado  ainda são seis horas.   Ou, ao contrário, chegar uma  hora atrasado. Sem esquecer a volta.

Em suma, o horário de verão é um esbulho que não nos cansaremos de denunciar, como vimos fazendo há tempos. Ao menos, para demonstrar que estão  quebrando nosso relógio biológico, reduzindo durante muitos dias  a capacidade de trabalho e a produtividade de uns,  bem como o aproveitamento escolar  de outros. Tudo para,  em fevereiro,  depois de estarmos acostumados ao novo horário, atrasarmos os relógios…

De três, só passam dois…

No Ceará, três fortes candidatos disputam as duas vagas de senador: Eunício Oliveira, do PMDB, prestes a se tornar presidente nacional do partido; Tasso Jereissati, do DEM, que já presidiu, ex-governador,  líder nas pesquisas, com 70% das preferências; e José Pimentel, pelo PT, todo-poderoso ministro da Previdência Social, apoiado pelo presidente Lula.

O diabo, para os três, é que só na equação só cabem dois. Se o palácio do Planalto esmera-se na tentativa de derrotar Tasso, também é  verdade que o PMDB exige respeito,  para apoiar Dilma Rousseff no plano federal. E o PT não quer saber de nada, apenas de eleger Pimentel.

A situação é inusitada para qualquer composição imaginada. Eunício e Tasso formariam uma dupla de peso, mas Eunício e Pimentel, também. No primeiro caso, porém, ficaria em risco a aliança dos companheiros com maior partido nacional. No outro, os votos poderiam desfazer quaisquer arranjos de cúpula.

E um acordo Tasso-Pimentel, estaria fora de propósito? É bom lembrar que Hitler e Stalin celebraram surpreendente pacto, no início da Segunda Guerra Mundial…

Oposição a mais empregos

Com um viés de indignação, certos jornais divulgam que de 2003 até hoje o governo criou 57 mil vagas em suas estruturas, sendo 26 mil só este ano. A notícia é transmitida como se tratasse de um novo surto de gripe suína ou epidemia de dengue.  Com críticas e protestos pelos gastos públicos decorrentes de tantas nomeações.

É preciso acabar com o farisaísmo. Entre tantos desacertos, o governo Lula acerta quando abre novos postos de trabalho no serviço público. Primeiro por demonstrar não serem assim tão fantásticas as estatísticas e a propaganda relativa ao fim do desemprego.  Estivesse a iniciativa privada contratando tanto quando apregoam e, aí sim, seriam  desnecessários os empregos públicos.

Depois, porque as denúncias permanentes de ineficiência, lentidão e burocracia na  máquina estatal  só poderiam ser corrigidas com o aproveitamento de mais gente qualificada. Quando isso acontece,  as elites protestam. Quem não tem trabalho que se dane, parecem sustentar em seus editoriais e reportagens.

Submergir ou ascender

Divide-se a cúpula do PT: uns sustentam que Dilma Rousseff deve livrar-se o mais breve possível dos encargos da Casa Civil e lançar-se de corpo inteiro na campanha presidencial, até aproveitando para descolar-se um pouquinho do presidente Lula. São os que duvidam da transferência de popularidade e de votos.

Outros, porém, defendem estratégia oposta. A candidata deveria aproveitar o  quanto puder  sua condição de principal auxiliar do presidente da República,  estando presente em cada momento das atividades do Lula, colada nele para angariar votos e popularidade.

Os companheiros sabem que as decisões são tomadas a quilômetros de distância de suas salas de reunião, centralizadas no  principal gabinete do palácio do Planalto, mas insistem em dar palpites. Estariam os dois grupos  apenas  prevenindo  um possível  malogro da candidatura oficial? Afinal, nada tiveram com a indicação de Dilma. Deveriam, mesmo, é ficar quietos.

A Bovespa continua em alta inútil

Os índices permanecem subindo, nenhuma surpresa. Às 13;15 minha primeira postagem, a alta era de 0,22% em 64 mil 225 pontos. No fechamento passou a 64.645 pontos, mais 0,90%. O volume que era de 1 bilhão e 400 milhões para 3 horas e pouco, foi a 4 bilhões e 200 milhões, nada especial. O dólar continua descendo a ladeira, hoje ficou em 1,72, com queda de 1,29%. O governo (leia-se Banco Central) assustado.

Os amestrados não se cansam de falar em “novos recordes” da Bovespa

Vai subindo tão inesperadamente como caiu. Só que na queda arrastou a classe média já martirizada pelos governos. Na alta favoreceu os ricos e especuladores, redundância? Além do mais, esses “especialistas” ganham na jogatina, com sonegação, e nos dividendos, sem imposto de renda. Por que o trabalhador paga imposto de renda e o jogador fica sempre isento? E a classe média, punida sem receber a restituição.

Como tenho registrado aqui, as ações que chegaram no mínimo de 30 mil pontos, reagiram nos 6 últimos meses e já estão em 64 mil . Não demora e baterão nos 74 mil, como estavam quando os aventureiros provocaram a crise.

Nada a ver com a economia que interessa aos bilhões do mundo e à multidão de desempregados.

Hoje, inquietos e assustados com as altas, e sabendo que o “mercado” está rigorosamente sem investidores, jogam com cautela. Esperam investidores, mais fáceis de enganar do que os Fundos, que dividem os lucros.

Até às 13:15, o índice de São Paulo, em alta de 0,22%, em 64 mil 225 pontos. Para mais de 3 horas de jogatina, volume de 1 BILHÃO e 400 milhões.

O dólar na caminhada que vem sendo habitual, um pouquinho para baixo, devagar e sempre. A esta hora caía 0,53% em 1,73.

FHC injustiçado, merecia o Nobel

Pela primeira vez o Nobel de Economia foi para uma mulher. A americana Elinor Ostrom foi considerada quem melhor dividiu bens públicos , administrando-os. Não foi de maneira alguma mais eficiente do que o ex-presidente, que não dividiu os bens do Brasil, DOOU todos a grupos estrangeiros. Com isso ganhou mais 4 anos de poder.

Eike Batista superavaliado

Não se passa um mês, uma semana, um dia em que não apareça como O HOMEM MAIS RICO DO BRASIL. Ele espalha isso, e aceitam. Devia ganhar o Prêmio Pinochio.

Existem, no Brasil, 50 ou 100 mais ricos do que ele

Ele garante que tem patrimônio de 7 bilhões e meio de reais, e fala num i-m-a-g-i-n-á-r-i-o valor de mercado, que NÃO VALE NADA. É tudo em ações projetadas para o futuro, que podem representar LUCRO ou PREJUÍZO, tudo incerto.

Jamais criou um emprego

Todos os seus negócios (?) são baseados em aproveitamento das riquezas nacionais (o manganês do Amapá e minérios raríssimos da Amazônia), jamais criou nada. Para ficar só no Rio: os Marinhos têm patrimônio de mais de 20 BILHÕES e valor de MERCADO de mais 80 BILHÕES. E no resto do Brasil, dezenas mais ricos do que ele. Só que Eike mente e todos retumbam, que palavra, e que farsante.

Autênticas, textuais e entre aspas

Do jornalista Carlos Chagas, analisando, prevenindo, mas quase adivinhando: “O Nobel agora foi para Obama. Para adversários e companheiros, a conquista veio no sentido contrário: Lula não ganhou. E se Lula tivesse ganho esse Nobel?”

Completando e repercutindo o Chagas: se no último ano de governo, perdão, no suposto e não previsível último ano de Lula, ele ganhasse o tão cobiçado Prêmio? Aí mesmo é que continuaria presidente, teria que mostrar o troféu a todos os correligionários, os adversários não agüentariam mais.

De Tasso Jereissati, em 2011, já ex-senador, sem saber o que fazer: “Puxa, não consegui derrubar o Sarney, não me reelegi, e continuo respondendo a processo no Supremo, apesar de Sua Excelência Gilmar Mendes”.

Carlos Nuzman, inócuo presidente do COB há 17 anos: “Todos têm que trabalhar para 2016. Quem não trabalhar, está aberta a porta de saída”. Puxa, poderia concretizar suas próprias palavras.

José Roberto Gabrieli, presidente da Petrobras: “A empresa tem muito prestígio externo, é reconhecida pelas empresas privadas”. Ha! Ha! Ha! Foi obrigada a ceder partes importantes de seu patrimônio e produção por causa das “doações” do presidente FHC.

Do coronel Chávez, no mais assombroso ato de desrespeito à ONU e OEA, desapreço à América do Sul e Mercosul, desprezo à América Central e ao próprio Lula, de quem se diz amigo: “Zelaya tem que voltar à presidência e junto com a eleição, ter aprovado o referendo para que se reeeleja”. Nem diz, “possa disputar” a reeeleição e sim OBTÊ-LA. Que audácia.

Tem falado abertamente criticando outros presidentes da América do Sul. Quem seria capaz disso a não ser o coronel Chávez? Insistência dele: “Tenho favorecido e protegido os presidentes da Bolívia e do Equador e eles não deram uma palavra de apoio ao presidente Zelaya e à democracia em Honduras”. Ha! Ha! Ha!

Arruda, Roriz, Mario Sérgio e Jaguar

Vicente Limongi
Hélio, Tens razão em recordar o que Arruda prometeu pessoalmente para você: jamais pleitearia a própria reeeleição como governador. Fazer o que, eles são assim mesmo. Veneram e adoram o Poder. Tenho bom relacionamento, hoje, com Arruda. Creio que faz bom trabalho como governador. Contudo, Joaquim Roriz é uma parada braba. Bom de voto, carismático. Mesmo fora do forte PMDB não se deve subestimá-lo. Arruda sabe disso. Roriz não precisa de televisão. Sobe num caixote e faz comicio para multidões. É esperar para ver.

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Hélio, Também gosto do trabalho do Mário Sérgio. Talvez tenha demorado muito a moldar seu forte temperamento. Sim, porque para conviver com bajuladores e cretinos que nunca jogaram nem pedra em mangueira, é difícil. Ou o sujeito releva bastante as tolices que ouve e lê, ou muda de ramo. Mário Sérgio conhece futebol. Como Gerson, sabe analisar, enxerga o jogo, faz as alterações certas. Deixando de ser técnico, Mário Sérgio deveria permanecer analista . Contudo, é como salientei, como ele sabe tudo de futebol e suas manhas e seus coleguinhas geralmente não sabem nada, fica difícil. Sucesso para o Mário no internacional.

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Hélio, De carona no comentário do Luis Antônio, reitero o que comentei, assinalei e destaquei, aqui na Tribuna, há uns 8 dias: Todos te copiam e fica por isso mesmo. Não critico o Luis Antônio, que creio ser um leitor não jornalista, mas, por exemplo, domingo passado, no O Globo, o “humorista” Agamenon, escreveu a tua definição; Serginho, Cabralzinho, Filhinho. Como se estivesse dizendo alguma novidade. Agamenon, pseudônimo de algum imbecil recalcado e covarde, porque escrever com nome falso, para mim é um verme, é mais um entre tantos metidos a engraçados com espaço na imprensa. Como há quem goste, os boçais vão ficando.

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Hélio, Tomando ao pé da letra a opinião sempre competente do José Carlos Werneck, creio que, então, faltaria bala no Brasil.

Comentário de Helio Fernandes
Bastaria essa tua frase: “Eles são assim mesmo, adoram o Poder”. Quando deixou o governo de Brasília pela primeira vez, (FHC ainda não violentara a Constituição) Roriz afirmou publicamente, viajando para os EUA, “não volto mais para o Brasil”. Voltou logo na próxima eleição.

O Arruda, garantiu que “não queria reeeleição”, me pediu para publicar. Na primeira oportunidade, passou logo “a querer”. Como os dois renunciaram para não serem CASSADOS, qual será o “preferido” do sistema político e eleitoral viciado?

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Mario Sergio tem personalidade demais, (exatamente como o Gérson que você citou) acaba criticado por comentaristas presunçosos, pedantes e pretensiosos, que nem conseguem estabelecer a diferença entre ARITMÉTICA e MATEMÁTICA. Não percebem que a MATEMÁTICA é o todo, a ARITMÉTICA a parte, que trata dos números.

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É assim mesmo, Limongi. Há mais ou menos 20 anos, criei o Ha! Ha! Ha! , nada genial, mas uma criação. Que o Jaguar escreveu e descreveu dizendo, “o Helio criou a gargalhada gráfica”. Não respeitam nem “o cara” (o Jaguar) que abriu seu próprio caminho de forma extraordinária.

Suplicy insiste em ser candidato

O ex-marido de Dona Marta, adora a condição de ex, mesmo político ou eleitoral. Em 1994, candidato a governador de São Paulo, acabou vereador e depois senador, com apoio de Maluf. É o que diz, revoltado, seu adversário de então, o Oscar do basquete.

Já quis ser até presidente

Em 1998, na terceira candidatura de Lula (e praticamente já na terceira derrota) quis substituir o companheiro, não teve a menor chance, foi eleito senador. Agora quer ser candidato a governador, seu mandato vai até 2014. Não terá nem legenda.