A questão não é o Irã, e sim o prestígio do Brasil

O Conselho de Segurança da ONU, (com apenas 5 países permanentes) ficou horrorizado com o diálogo protagonizado pelo Brasil, logicamente através do seu presidente. Tendo o Irã concordado em recomeçar as conversas, na mesma hora o Conselho aumentou as SANÇÕES, e de forma violenta.

Rússia e China, que não concordavam, foram “delicadamente” convencidos, recuaram. A China fez a ressalva tola, boba e alarmante: “O povo não pode sofrer com essas sanções”. Lá se foi a credibilidade que a China havia “conquistado” por intermédio do “trânsito comercial”, já que o mundo inteiro, hoje, depende da compra e venda da China.

Se a China perdeu a CREDIBILIDADE, os EUA e os que o apoiaram na invasão do Iraque, já não tinham nenhuma. Retumbaram através da mídia DEFENSORA DA LIBERDADE DE IMPRENSA, (Ha!Ha!Ha!) que guerreavam o país de Sadam (que acabou assassinado) porque estava produzindo armas nucleares.

Tudo completamente desmentido depois, pelo próprio presidente Bush, sem o menor constrangimento. E nada aconteceu com os EUA, como país, nem a Bush, como presidente.

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PS – Ninguém, em qualquer parte do mundo, teve a coragem de denunciar: “A invasão do Iraque é mais uma GUERRA DO PETRÓLEO”.

PS2 – Dezenas de milhares morreram, outras dezenas nao têm mais vida nem país, mas os EUA continuam SOBERANOS, com BASES MILITARES espalhadas pelo mundo inteiro.

PS3 – Haja o que houver, digam o que disserem, foi a maior vitória do Brasil, (e logicamente do presidente Lula, não tenho a menor hesitação em afirmar isso) no plano internacional. Pode até ter sido por arrogãncia, excesso de culto a ele mesmo, mas Lula realizou o que nenhum presidente brasileiro fez em qualquer época.

PS4 – O fato do Brasil estar sendo atacado pelos órgãos de comunicação de todos os países, prova de forma insofismável: foi o maior triunfo externo da nossa História.

PS5 – No Iraque, sanções contra o petróleo. No Irã, sanções contra o PRESTÍGIO do Brasil. Nao podemos ter medo de exaltar Lula num episódio, com mais medo ainda de parecer SOLIDÁRIO a ele.

PS6 – A China, que estava CONQUISTANDO o mundo pela QUANTIDADE, não sabe o que fazer para recuperar a QUALIDADE. Teve medo de apoiar o Brasil

Fifa: parada na paradona

Essa forma de cobrança, que praticamente só existia no Brasil, sofreu uma paradinha. Fui o primeiro a identificar como COVARDIA contra os goleiros. Se o pênalti já era chamado de “tiro fatal”, por que diminuir ainda mais as chances do jogador que está sozinho e isolado? Melhorou, devia ter sido eliminada essa “invenção” deplorável.

No momento, quem disser que ganha Dilma ou Serra, está mentindo ou fingindo de analista. E nos estados, ainda mais difícil qualquer exame a respeito de nomes, nessa injustificável coincidência de mandatos.

Chico Alencar:
“Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água, de noite falta luz”. A marchinha de carnaval “Vagalume”, composta por Vitor Simon e Fernando Martins em 1954, está mais atual do que nunca. Os serviços básicos do Rio estão em crise. A energia, depois da privatização da Light, parece vagalume, com constantes apagões. E água nas torneiras tem faltado como há muito tempo não se via, apesar da propaganda governamental com a “nova” Cedae. Só superaremos esse desrespeito constante com muita luta. Estimule seus vizinhos a fazer o mesmo: cobrando junto, melhora.

Comentário de Helio Fernandes:

Perfeito, Chico, só se consegue mudança, só se obtém o que deveria ser obrigatório, só se conquista o que o cidadão-contribuinte-eleitor tem o direito de receber pela reciprocidade dos impostos, LUTANDO.

E como você diz muito bem, “juntos”, porque os adversários (os governos, todos eles) então se intimidam e fazem alguma coisa, embora coloquem uma parte muito grande desses recursos nas meias ou em contas bancárias daqui ou dos paraísos fiscais.

Temos que insistir na luta, no plano municipal, estadual e federal (nacional). Mas temos também que chamar atenção, sempre, mesmo correndo o risco de parecer repetitivo: o fracasso do sistema político-eleitoral, (com evidentes reflexos e consequencias sobre os governos) começa com a falta de representatividade, Os candidatos não são escolhidos pelo cidadão, mas só esses podem ser votados.

Já relacionei 10 ou 15 itens que devem ter prioridade nessa REFORMA PARTIDÁRIA. Mas jamais será feita, pois o comando pertence (e pertencerá até onde posso vizualizar) à mesma cúpula que domina o país nos 121 anos da República.

Hoje vou mostrar a burrice (será apenas isso?) colossal da COINCIDÊNCIA dos mandatos. O Brasil é o único país do mundo ocidental, que realiza todas as eleições no mesmo dia. (Excetuada a eleição municipal, chamada de “eleição solteira”).

Não é apenas pelo fato do cidadão ser obrigado a votar ao mesmo tempo em presidente e vice, governador e vice, senador (agora 2, o suplente não tem voto, vem na “carreata”), deputado federal, deputado estadual.

O mais grave nessa constatação, e que passa a ser gravíssimo, se do total de inconveniências, tirarmos dois pontos importantíssimos. (E nem levaremos em consideração, a exaustão e a preocupação do cidadão-contribuinte-eleitor em fazer tantas escolhas ao mesmo tempo).

1 – Se todos os países do mundo ocidental, fazem as eleições nas datas mais diferentes, respeitando apenas o tempo dos mandatos, por que só o Brasil insiste em acumular tudo no mesmo dia? Só o Brasil estaria certo e todos os outros errados?

Vou citar apenas o exemplo dos EUA (presidencialismo também), embora na França, os ministros precisem ser referendados pelo Parlamento. Quando Mitterrand não obteve a maioria da Câmara para governar, precisou fazer a famosa COABITAÇÃO com Chirac. Um presidente socialista, um primeiro-ministro conservador. (Reacionário).

Dois anos depois Mitterrand retomou a maioria, Chirac foi demitido. Mas logo pela primeira vez se realizava a eleição de prefeito de Paris, Chirac se elege, só que não afetava nem comprometia o governo socialista.

Nos EUA as eleições são separadas. Todos, vá lá, quase todos acompanham a escolha do presidente, não existe a luta por palanques. E apesar de muitos acreditarem que na Matriz existe bipartidarismo, mais de 50 partidos são registrados, só que não têm votos.

Além do voto independente. Apesar de apenas 1 congressista não pertencer ao Partido Democrata ou republicano. Os governadores são 50, e existem 10 ou 12 datas para as escolhas. Que são datas estaduais, sem nenhuma interferência da Casa Branca. Os senadores, importantíssimos, com mandatos de 6 anos, eleições de 3 em 3 anos, SEM SUPLENTES.

2 – Um verdadeira excrescência, farsa e falcatrua, é a “COINCIDÊNCIA” de mandatos. Agora mesmo podem relacionar o número de cidadãos, em todo o Brasil, que exercendo mandatos parlamentares, não podem disputar cargos executivos. Se perderem, ficam fora da vida pública.

(Como ficou Heloisa Helena em 2006, como ficará neste 2010 Marina Silva, que seria reeleitíssima para o Senado. Terá 4 ou 5 por cento dos votos, bravura cívica elogiável. Se não houvesse a COINCIDÊNCIA, continuaria servindo ao país. Ou disputando a Presidência, em outra data).

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PS – O melhor exemplo (ou um dos exemplos) é o próprio Chico Alencar. Poderia ter tentado várias vezes a eleição para governador, se não ganhasse ficaria sem mandato, 4 anos depois teria que voltar à Câmara.

PS2 – Perdido esse tempo de militância-representatividade, voltando ao mesmo lugar. Enquanto isso, várias nulidades, e pior que isso, praticantes do “enriquecimento ilícito”, ocuparam os cargos. Tragédia para os cidadãos dos 26 estados. (Sem falar no drama da corrupção capital, perdão, da capital).

PS3 – Gostaria de ver o Chico Alencar como governador. Não garanto, é claro, que seria a redenção do Estado do Rio. Mas tem credenciais que raros podem apresentar por aqui.

PS4 – É participante, tem convicções, gosta de trabalhar, está sempre presente. E infelizmente tendo que ser colocado no alto das escolhas, não rouba nem deixa ninguém roubar. Sobre isso, nenhuma dúvida.

PS5 – E o fato de não ser CORRUPTO, nada a ver com problema de ÉTICA, de MORAL, de DIGNIDADE. Trata-se de preservação dos dinheiros do cidadão. Se o governador tem que fazer uma obra que custaria, digamos, 1 bilhão e gasta 3, visível: com o mesmo dinheiro poderia construir 3 obras iguais.

PS6 – Cidadãos como Chico Alencar e outros, deveriam ter a chance de governar. Com a COINCIDÊNCIA, ficam passando e repassando o mesmo cargo, sem poderem aproveitar o que aprenderam durante o trajeto.

PS7 – Nos EUA, a única eleição de COINCIDE: a de deputado federal (chamado de congressista). Eleito pelo VOTO DISTRITAL, apenas 2 anos de mandato. 425 deputados para uma população de 300 milhões. Nós com 513 para 200 milhões. Que República, perdão, QUE INVEJA.

PS8 – Ia esquecendo a Light, que explorou o Brasil a vida inteira, ganhando fortunas. Falida, foi comprada pelo “presidente” Geisel, pagando uma fortuna. Isso em 1978. Depois, FHC DOOU, DE GRAÇA, a uma estatal da França. Disse que energia “NÃO PODE SER ESTATAL”. Na França pode

Academia: sem candidato e sem presidente na Casa

Marços Vilaça, pela segunda vez dirigindo a ABL, como se sabe, sofreu tremendo acidente. Levou um tombo, fraturas diversas, teve que se submeter a operação de mais de 5 horas. Está no Pró-Cardíaco, deverá ficar longe da Academias por mais de 1 mês.

A eleição do 4 de julho
fadada a não ter ganhador

O que vale aqui não é a notícia, mas sim o fato lamentável. Vilaça não presidirá a eleição que está entre o embaixador Holanda Cavalcanti e o historiador Moniz Sodré. Nenhum será eleito. Podem ir até o quarto escrutínio, terá que ser marcada nova eleição.

Eros Grau, derrota na ABL,
“expulsória” no Supremo

Diga-se a bem da verdade. Trabalha intensamente para se transformar em imortal, não terá mais de 7 ou 8 votos. No tribunal, não há o que fazer, a “expulsória” é a mortalidade constitucional.

Nuzman: o mausoléu do exibicionista

Veio dos EUA, no avião assombrou a todos, não por méritos, claro. Falava alto, mantinha conversas imaginárias, perguntava para quem não conhecia e também não o reconhecia: “Sabem quem sou? O presidente do COB, vocês verão a Olimpíada do Rio, por causa do meu prestígio”.

Gargalhadas gerais, ele nem se incomodava nem percebia. Ou percebia mas não se incomodava?

Com o povo ou contra o povo?

Carlos Chagas

Decide-se hoje a sorte do projeto ficha-limpa,  na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.  A dúvida é saber se o líder do governo, Romero Jucá, pedirá vistas, apresentará emenda ou simplesmente mobilizará as bancadas oficiais para ausentar-se ou votar contra. Qualquer das quatro  hipóteses impedirá que a proposta venha a ser votada imediatamente pelo plenário e suba à sanção presidencial ainda a tempo de valer para as eleições de outubro. Ficaria para 2012, desmoralizada e sujeita a mudanças capazes de desfigurar ainda mais o texto apoiado por 1 milhão e 600 mil eleitores.

Senadores como Demóstenes Torres, presidente da CCJ, e Pedro Simon, insistem na aprovação imediata  e mostram-se dispostos a enfrentar Romero Jucá, mas o que deve pesar mesmo na decisão da maioria é o interesse do governo. Mais propriamente, do presidente Lula. Há quem suponha que, embalado pelo sucesso de sua incursão no plano internacional, o primeiro companheiro  tenha deixado instruções para os senadores do PT votarem como quiserem, na Comissão de Constituição e Justiça e depois, no plenário.  Trata-se de um bom sinal, para os defensores do ficha-limpa, em especial diante da informação de que, aprovado, o Lula  não vetará o projeto.

A decisão que vier a ser tomada exprimirá a sintonia ou a separação  do Senado com a opinião pública. Fosse feito um plebiscito e 99% da população apoiariam a proibição de cidadãos condenados pela Justiça candidatarem-se a cargos  eletivos.

A conta do florista

Entrou no folclore político  o alerta feito pelo cômico Raul Solnado logo depois da revolução  que restabeleceu a democracia em Portugal: “Depois da festa dos cravos, há que aguardar a conta do florista”.

O presidente Lula chega amanhã,  depois do seu  mais importante périplo pelo exterior em oito anos,  vitorioso ao obter do Irã o compromisso de enviar para a Turquia 1.200 quilos de urânio enriquecido a baixo teor, a ser trocado  por 120 quilos com enriquecimento a 20%.

Com o acordo, espera-se estar afastada a possibilidade de o Conselho de Segurança das Nações Unidas deixar de votar sanções econômicas e políticas contra o país dos aiatolás.

O problema é que as potências nucleares empenhadas em castigar o Irã continuam manifestando ceticismo e fazendo pouco caso do entendimento liderado pelo Brasil. Insistem em que aquela nação permanece trabalhando para construir sua bomba atômica e não terão abandonado a idéia da invasão armada, se suas suposições estiverem corretas.

Sendo assim, com os Estados Unidos à frente, a mídia internacional foi mobilizada para descrer ou duvidar do sucesso da iniciativa do Lula. Sem esquecer a mídia nacional, ou a maior parte dela, incluída no sistema. Logo o governo brasileiro enfrentará retaliações, mesmo em setores ao largo da questão nuclear, como o comercial e o financeiro.  É  a conta do florista.

Os males da inveja

Desmoralizante,  mesmo, para o ex-presidente Fernando Henrique, foi a sua piadinha referente ao sucesso do presidente Lula no plano internacional. Ao ouvir que o sucessor havia marcado um gol, o sociólogo indagou se não teria sido um gol feito em impedimento.

Há quem defina a inveja como o mais letal dos pecados  capitais. O ex-presidente não se conforma em ter sido superado em todos os planos, até na política externa, por um monoglota sem diploma universitário, ainda mais torneiro-mecânico.

Por essas e outras é que o candidato José Serra não quer a presença de Fernando Henrique em sua campanha. Qualquer comparação de governos ser-lhe-á desfavorável.

Conselho oportuno

Dilma Rousseff recomendou a seus auxiliares que evitem manifestações de euforia diante das mais recentes pesquisas  eleitorais. Agora que ela ultrapassou José Serra, a hora é de mais empenho e mais trabalho,  jamais de comemorar. Até porque, outras pesquisas virão. Eleição se ganha no dia, jamais antecipadamente, tem dito a candidata, de partida para Nova York, onde participará de homenagem ao presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles.

PMDB erra ao falar de aposentadoria dos servidores

Pedro do Coutto

A direção nacional do PMDB – reportagem de Kennedy Alencar, Folha de São Paulo de 17 de maio – vai propor ao PT a adoção de um programa econômico social mínimo, cujo um dos itens focaliza a aposentadoria dos servidores públicos. Endossado por Michel Temer, candidato a vice na chapa de Dilma Roussef, o documento sustenta a necessidade de unificação das exigências para aposentadoria tanto dos trabalhadores particulares quanto dos funcionários. E incrivelmente acentua que enquanto é exigida idade mínima para aposentadoria dos primeiros, não existe a mesma exigência para os segundos. Erro total.

O presidente da Câmara Federal não pode desconhecer o conteúdo da emenda constitucional número 20 de dezembro de 98, governo Fernando Henrique, que fixou os limites para o funcionalismo. As regras estão nas letras A e B no item 3, parágrafo primeiro do artigo também primeiro da emenda, que alterou o art. 201 da Constituição Federal. Será que o PMDB não possui uma assessoria jurídica de nível capaz de estudar e pesquisar a legislação do país? Parece que não. Pois, caso contrário, a legenda não cometeria o erro que cometeu, equívoco que seguramente incomodará os responsáveis pela campanha de Dilma Roussef.

Vamos ver o que dizem as letras A e B dos dispositivos por mim citados que estabelecem regras para aposentadoria dos funcionários. Letra A: Aos 60 anos de idade, 35 de contribuição se homem; 55 e 30 de contribuição, se mulher. Letra B: Aposentadoria proporcional ao tempo de contribuição, desde que o homem tenha 65 anos de idade e a mulher 60. A proporcionalidade, claro, é calculada à base de avos em relação aos parâmetros 35 e 30, de acordo com o sexo. Texto mais claro impossível. Está na Constituição da Editora Saraiva. Qualquer livraria tem à venda.

Kennedy Alencar, inclusive, excelente jornalista, deve dar uma leitura na Carta de 88 já com a emenda 20 embutida. Assim, se desejar, terá oportunidade de fazer uma retificação importante relativamente à matéria que assinou na qual veiculou uma informação errada que lhe foi passada pela direção do PMDB.

Essa questão de limite de idade, de outro lado, exige uma revisão crítica, já que tanto aos trabalhadores de empresas privadas, quanto aos servidores públicos, ela causa uma distorção absolutamente injusta. Vejam só. O fator 95, resultado da soma de idade com o tempo  contribuição, por exemplo, termina exigindo mais tempo de contribuição de quem começou a trabalhar antes, para o mesmo efeito (aposentadoria) de quem começou a trabalhar depois.

Quem começa a trabalhar aos 15 anos, idade mínima para o trabalho assalariado exigido pela Constituição, tem que contribuir durante 50 anos para se aposentar. Mas quem começou a trabalhar aos 20 anos precisará contribuir durante 45 anos. Como o resultado será o mesmo, (a aposentadoria) percebe-se de plano o caráter injusto da exigência. Duas situações diversas para o mesmo objetivo, Para o mesmo seguro social. O mesmo mecanismo se aplica às mulheres. Umas têm que contribuir mais do que as outras.

A medida colocada em prática pela administração FHC, infelizmente conservada no período Lula, pune os mais pobres, pois são eles os que começam a trabalhar mais cedo. Têm assim, que recolher contribuições ao longo de mais tempo que os integrantes da classe média. Os pobres começam a trabalhar aos 15. Os de classe média aos 20, em média. Confrontando-se as duas situações, identifica-se imediatamente a injustiça. Desta forma, defender o limite de idade é defender a injustiça. Não se trata, portanto, de atitude legítima. Inclusive de tratamento entre os brasileiros e as brasileiras que trabalham.

A mediação do Brasil no caso do Irã nuclear

Edson Khair

A recente mediação do Brasil entre as potências ocidentais e o Irã a cerca de seu direito de ter ou não armas nucleares é tema para rica discussão.

As tecnologias do ciclo nuclear do século XX não são segredo para nenhum país que pretenda ter a bomba como elemento de dissuasão. A história recente mostra que é fator de equilíbrio entre potências nucleares. Os próprios estrategistas militares israelenses mais sensatos concordam com esta tese e estes fatos.

Não  é outra a opinião do historiador israelense Martin Van Creveld, da Universidade de Jerusalém. Defende o especialista militar de Israel que um Irã dotado de arma nuclear não seria necessariamente perigoso. Sustenta ainda que as tecnologias do ciclo nuclear não são segredo. Quase 65 anos após Hiroshima e Nagasaki, qualquer Estado importante pode adquirir armas nucleares, diz o especialista israelense da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Ele é bem mais polêmico ao defender que um Irã dotado de arma nuclar não seria necessariamente perigoso. Ele sustenta que todos os países importantes que se dotaram desse armamento não entraram mais em guerra convencional entre eles – nem houve a 3ª Guerra mundial entre EUA e URSS, nem Índia e Paquistão, que guerrearam em 1946, 1947 e 1965, entraram em grandes conflitos desde então. Mesmo a dissimulada bomba israelense teria impedido conflitos convencionais com vizinhos após a guerra de 1973.

Assim, como aconteceu quando a Índia estava confrontando o programa nuclear do Paquistão e os EUA confrontavam o da Coréia do Norte, o momento mais perigoso é o chamado período de risco antes de um país adquirir aramas nucleares. Supondo que (Mahmoud) Ahmaddinejad tenha sucesso em navegar por este período, há uma chance de igual para igual que ele se torne menos aventuroso, não mais, diz Van Creveld.

Assim, o Brasil como país soberano que é, ou deveria ser, tem o direito de promover ações diplomáticas, no concernente ao explosivo tema. Até Antoine Braussant, assessor do presidente francês Nicolas Sarkozy para assuntos nucleares, em recente declaração à imprensa concorda com tal iniciativa brasileira. Não aceitar tal ponto de vista é fazer o jogo incondicional das potências colonialistas do século XIX e imperialistas do século XX.  Estamos no final da primeira década do século XXI. As coisas não são mais iguais aos séculos anteriores, vide Iraque e Afeganistão.

Barcelona, bicampeão, Messi, estrela da Copa

A cidade onde nasceu meu pai, (o Fernandes de hoje era o Fernandez de antes) é uma das minhas alegrias. E não apenas no futebol. Resistiu e não transigiu durante a ditadura de Franco. Este, cruel, selvagem e torturador, ia a todos os jogos do Barcelona contra o Real Madri. (Lógico, em Madri, não tinha coragem de ir à Catalunha).

Torcia e ajudava o time da capital. E deu muito dinheiro para a contratação de Di Stefano, grande jogador, (“La seta rubia”) que eu vi estrear em 1948 no Chile, no primeiro teste para a Libertadores, então chamado de Torneio do Campeões. Ganho pelo fantástico time do Vasco, na final contra o Riber Plate. (Muito jovem, eu era secretário-adjunto da revista “O Cruzeiro”).

O Barcelona não contratou um jogador sequer, todos foram “feitos em casa”. Na política exatamente igual. Franco ia a todos os jogos do Real Madri contra o Barcelona, se entusiasmava nas ocasionais vitórias.

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PS- Nas derrotas, fazia como Hitler depois das 5 medalhas de ouro de Jesse Owens, no belíssimo Estádio Olímpico de Berlim, 1936. Saía ganindo pelos fundos.

PS2 – Não podia admitir que aquele negro vencesse os “arianos puros”. Que ainda perderam para outro negro quase esquecdio, Ralph Metcalf, também americano.

Aécio, Anastasia e Fernando Pimentel

São as três incógnitas de Minas. 1 – O ex-governador não sabe o que fazer. A cúpula do PSDB garante: “Será o vice de Serra”. Ele não confirma.

2 – Anastasia, o vice que passou a governador sem eleição e disputa a reeeleição, precisa muito do apoio de Aécio. Se este for vice-presidente, seu candidato não ganha. Mesmo Aécio concorrendo ao Senado, ganha, mas não é seguro que consiga o mesmo para Anastasia.

3 – Em Minas, até as pedras da rua (Rui Barbosa) sabiam que o ex-ministro Patrus tinha menos votos do que o ex-prefeito Pimentel. Este será candidato, tendo certeza de que não ganha de Helio Costa, e pode nem ir para o segundo turno? E o palanque de Dona Dilma, foi derrubado antes mesmo de ser construído ou levantado?

Tumulto no Paraná,
com erro do PSDB

O PSDB (regional) vetou um nome (nacional) para o governo. Agora, não consegue maioria nem nas pesquisas imaginárias. Favoreceu o palanque da candidata ao Senado, do PT. Consequência do excesso de nomes.

Yeda Crusius:
“Serei reeleita”

Embora ninguém acredite, ela está cada vez mais convencida, é a palavra exata, de que vence. Os dois adversários torcem e rezam para que ela não desista.

Santa Tereza, um importante bairro turístico, abandonado e sem policiamento

Com freqüência impressionante, os jornais, sites e blogs publicam notícias sobre o festival de crimes em Santa Tereza, um dos mais conhecidos bairros do Rio, ponto obrigatório de visita de turistas nacionais e estrangeiros.

Este final de semana, a vítima foi o ex-presidente da Sociedade Pestalozzi do Brasil, Sérgio Nogueira Lopes. Sua casa na Rua Progresso, em Santa Tereza, foi invadida mediante violência, com arrombamento de várias portas, ninguém viu nem ouviu nada. Os assaltantes roubaram R$ 5,2 mil em dinheiro, máquinas fotográficas, relógios, canetas e medalhas de estimação, entre elas, a Tiradentes e a Pedro Ernesto, com que a Alerj e a Câmara de Vereadores distinguiram Nogueira Lopes.

Como se trata de uma figura pública, a Polícia parece que resolveu agir.  Peritos do Instituto Carlos Eboli recolheram amostras de digitais no interior da residência. Policiais da 7ª DP (Santa Tereza) suspeitam de ex-funcionários da Pestalozzi, demitidos mês passado durante a reformação do quadro de pessoal da instituição.  As portas da garagem e da casa foram abertas sem serem arrombadas, o que intrigou a polícia e fortalece a suspeita de o assalto ter sido praticado por pessoas próximas a Nogueira Lopes.

Em plena sucessão presidencial, o cidadão está iludido e enganado, não acredita em Serra ou Dilma. Tangido (feito gado) pelo voto OBRIGATÓRIO, tem que sair de casa, em vão. Absurdo: existem 29 partidos, 2 ou 3 candidatos

Hugo Serrano Barbosa:
“Gosto dos teus comentários, mas você parece que não entendeu a pergunta do Edésio. Num município com 5 mil eleitores, se 75 por cento anularem o voto, um candidato pode se eleger com 25 por cento?”

Comentário de Helio Fernandes:
Entendi, Hugo, só que dei como exemplo, a eleição presidencial, daí o volume de votantes. Mas o VOTO NULO, é uma forma do cidadão se manifestar, da mesma forma que o VOTO EM BRANCO. Ou digamos, cumprir o dever obrigatório sem se macular.

Nesse município que você deu como exemplo (ou outro qualquer), a eleição só poderia ficar sem vencido ou vencedor, se o eleitor NÃO COMPARECESSE. Mas por mais surpreendente que possa parecer, com tão poucos VOTANTES, É IMPOSSÍVEL não haver COMPARECIMENTO.

Numa eleição assim, é quase VOTO DISTRITAL, os candidatos vigiam o cidadão, (de um lado ou do outro) que COMPARECE.

Por causa da dispersão dos votos, foi criado o segundo turno, que obriga alguém a ter maioria absoluta. Antes, quando só havia um turno, Vargas foi eleito com 43 por cento dos votos, Juscelino com 36 e, assombro, Lacerda com 29.

Nesses casos, imagine, Hugo, se não contassem votação NULA ou em BRANCO, o candidato teria votação ainda mais baixa e estaria eleito, naturalmente com menos do que os 29 por cento de Lacerda (seu adversário Sérgio Magalhães teve 28 por cento).

Embora o sistema político-partidário-eleitoral, seja uma farsa, pelo menos existe a aparência da MAIORIA ABSOLUTA. Jamais houve eleição anulada no Brasil nem haverá.

A não ser que haja uma calamidade, com tem acontecido em vários países, e ninguém possa comparecer. Então, haveria TRANSFERÊNCIA e não ANULAÇÃO.

Hugo: em Angra dos Reis e Niterói, naqueles dias trágicos, se houvesse eleição, quem PODERIA COMPARECER?

Sem o inqualificável VOTO OBRIGATÓRIO, não haveria nem a tua pergunta nem a minha resposta, quem fosse votar, de livre e espontânea vontade, naturalmente queria escolher, indicar, participar.

Em 1960, EUA, sem voto obrigatório (não há nem título de eleitor), divisão entre Nixon e Kennedy. Votaram 60 milhões de cidadãos, queriam decidir entre os dois, não foram obrigados a nada.

Saíram de casa por espírito cívico, vontade de participar do processo, decisão de eleger o candidato que considerava melhor. Kennedy venceu por 120 mil votos de diferença, um quinto de 1 por cento dos votantes. (Isto não é exaltação, apenas constatação).

***

PS – Agradecendo a você (e também ao jurista que citou a grande figura de Osny Duarte), aproveitamos a oportunidade para mostrar revolta e desprezo pelo sistema eleitoral que vigora no Brasil. Não apenas contra o VOTO OBRIGATÓRIO, mas todo o resto.

PS2 – Existem candidatos em plena campanha, mas não houve uma só convenção, Serra e Dilma são “escolhidos” pelas cúpulas, nenhuma dúvida de que serão ratificados, não há possibilidade de serem retificados, o que seria ótimo.

PS3 – Existem 29 partidos registrados, que recebem milhões por ano do Fundo Partidário, aparecem na televisão, não elegem ninguém nem se incomodam com isso. Deveria haver exatamente 29 candidatos a presidente. Se isso não acontecesse, os partidos desapareceriam.

PS4 – Escândalo dos escândalos, absurdo dos absurdos, vergonha e constrangimento: o PMDB, dito e reconhecido até por adversários (?) como o maior partido do país, não lança candidato a presidente. Não é a primeira vez, não se aborrece nem se incomoda.

PS5 – Qual a razão dessa omissão? Simples e elementar. Não tendo candidato, não tem responsabilidade, não é culpado de coisa alguma.

PS6 – O PMDB (e o próprio Lula) é responsável pelo governo ter 37 ministros, fora os milhares de cargos chamados de segundo escalão, na verdade cobiçadíssimos. A cúpula do PMDB sabe muito bem. que se eleger um presidente, terá que distribuir esses cargos que recebe. Que República.

PS7 – Terminando por hoje: faltam pouco mais de 4 meses para o cidadão, OBRIGATORIAMENTE, ir votar em candidatos que nem sabe de onde surgiram ou como foram indicados. Durante um tempo quase eterno, mandarão em tudo nesta República, que em 121 de existência (?), morre de saudades de Pedro Álvares Cabral.

Nenhuma surpresa em Brasília: o “governador” quer a reeeleição

Trabalha intensamente, tem trânsito em todos os esquemas da capital, principalmente os que usam (ou deveriam usar) roupas listradas. Tem conversado diariamente, já que não há o que administrar.

Faltam 4 meses e 15 dias para a eleição, todos os que ainda não foram cassados, tentam disputar o governo. O mais “assíduo” é o ex 4 vezes, Roriz. Apesar de tudo, depois de ter renunciado a mais de 7 anos no Senado, não esconde: “Sou intocável e invencível”. Que capital e que Republica.

Uma vitória inegável

Carlos Chagas

Depois de estar perdendo no primeiro tempo, o presidente Lula virou o jogo e ganhou a partida, nas planícies do Irã. Se vai conquistar o campeonato, fica para depois, mas a vitória foi tão promissora quanto surpreendente.

O país dos aiatolás negou mas acabou aceitando fazer na Turquia a troca de combustível nuclear. Mandará 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento e receberá, no prazo máximo de um ano, 120 quilos enriquecidos a 20%, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.

Resta saber se a comunidade das potências nucleares abandonará a postura de  má-vontade, aceitando o acordo capaz de evitar sanções econômicas já preparadas há meses. Em  uma semana o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidirá.

Indaga-se qual a tática utilizada pelo presidente brasileiro para dobrar a intransigência  do presidente Ahmadinejad. Não terá sido pela promessa de financiar um bilhão de euros para o Irã importar nossos alimentos.  Nem soja,  nem arroz, nem jaboticabas conseguiriam tanto. Mais provável é que o Lula tenha lembrado ao anfitrião  a sombra iminente  de uma conflagração que o Brasil não teria condições de evitar. De qualquer forma, registrou-se  sucesso onde o fracasso  parecia certo, depois de 18 horas de diálogo ininterrupto em Teerã, de  domingo para segunda-feira.

Há quem desconfie que os iranianos conseguiram ganhar tempo,  persistindo  na intenção de fazer a sua bomba atômica, pois mantiveram a disposição de não aceitar que  suas usinas nucleares sejam fiscalizadas.

O episódio revela algumas novidades, além da evidência de que o Brasil entrou com sucesso nas negociações do clube das nações influentes do planeta. Não fosse a ação do presidente Lula e o impasse continuaria, próximo até de uma ação militar dos Estados Unidos  contra o Irã.

Mas tem mais. Ficou claro que a Turquia, aceitando enriquecer urânio iraniano,  também dispõe de condições para fazer sua bomba atômica, ainda que seu governo tenha assinado todos os tratados de não proliferação de  armas nucleares e não demonstre estar trabalhando em silêncio.

Também é óbvio que o Irã,  podendo dispor de 1.200 quilos de urânio para enviar à Turquia, terá muito mais do que o dobro em seus arsenais.

Outra conclusão a tirar refere-se à postura das potências nucleares:  continuarão arreganhando os dentes para o governo de Ahmadinejad, lembrando a fábula do lobo e do cordeiro, ou descobrirão que debaixo da pele deste permanecem garras e presas daquele?

Em suma, tratou-se do mais arriscado lance de nossa política externa, nas últimas décadas. Desde que o general Ernesto Geisel assinou o acordo nuclear com a Alemanha e rompeu tratados militares com os Estados Unidos que não se via coisa igual. E permanece, no fim das contas, aquela velha pergunta: se eles podem, porque não podemos nós?

Dividendos internos

Não haverá como negar, o presidente Lula desembarca no Brasil, esta semana, como grande vitorioso. Importam  menos os sorrisos de descrédito e as dúvidas de Hillary Clinton ou do primeiro-ministro Netaniahu. A vitória no Irã, agora, passa a moeda de troca na política interna. Especificamente, na sucessão presidencial.

José Serra jamais poderia considerar-se derrotado ou, muito menos, haver torcido para o malogro das negociações de nossa diplomacia. Mas Dilma Rousseff emerge outra vez como herdeira do sucesso do padrinho. Em vez de ficar pendurado no pincel, sem escada, lá em Teerã, o presidente Lula trouxe em sua bagagem, figuradamente, é claro, um daqueles macios e luxuosos tapetes voadores persas,  para dar de presente à candidata.

Com Dilma na frente, Lula precisa menos do PMDB

Pedro do Coutto

Pesquisa Vox Populi, divulgada pelo Jornal da Band na noite de sábado e publicada em O Globo de domingo, revela que, pela primeira vez na campanha pela presidência, Dilma Roussef ultrapassou José Serra, alcançando 38% das intenções contra 35%  do candidato das oposições. Marina Silva registrou 8 pontos.

Um dado importante do levantamento é que ele foi encerrado na tarde de 13, portanto antes do espaço eleitoral do PT na TV estrelado exclusivamente por Lula e Dilma, lado a lado. O programa infringiu a lei eleitoral, como se sabe, mas foi muito bem produzido com uma comunicação magnífica do presidente da República. A próxima pesquisa, creio eu, vai acentuar uma diferença maior para Roussef. Consequência natural do programa levado ao ar em rede nacional de TV e rádio. Não se pode brigar coma realidade. Não adianta. O resultado da pesquisa funciona para ressaltar dois fatos.

O primeiro que, na medida em que Dilma avança e ultrapassa o adversário a quatro meses e meio das eleições, Luis Inácio da Silva, Dilma Roussef e o PT passam a precisar menos do PMDB, do PSB e do PC do B. Antes do Vox Populi de sábado, Lula vinha buscando apoios. Agora ele oferece perspectiva de vitória talvez até no primeiro turno. Isso porque à medida que as urnas se aproximam, Marina Silva, que não possui a menor chance, vai descer ao patamar de 8 para um de no máximo 5 pontos.

O segundo fato demonstra que a estratégia de Serra em elogiar o presidente Lula não funciona na prática. Ele, em minha opinião e na opinião de minha mulher Elena, recuou em consequência de dois episódios: os ataques que dirigiu ao Banco Central, ao Mercosul, à construção da usina de Belo Monte e à política de juros, descontrolando-se durante entrevista à Rádio CBN, ao receber uma pergunta da jornalista Miriam Leitão, e por ter afirmado sobre a questão do aumento dos aposentados que estava de acordo com a decisão final de Lula, embora sem saber qual será. Assinou um cheque em branco. Pegou mal isso. Foi um jato frio no entusiasmo dos que se colocam na posição do governo. Como Serra pode ser o candidato da oposição, se ele não faz oposição?

Comparando-se a pesquisa em tela com a anterior, na fase inicial do ano, verifica-se que Dilma subiu 9 degraus, Serra desceu 3, Marina ficou onde estava. Mas no cenário anterior do Vox Populi, Ciro Gomes aparecia com 9%. Quer dizer, Roussef arrebatou 6 dos 9 pontos de Ciro e mais 3 do próprio Serra, já que o número de indecisos e dos que hoje dizem que vão anular o voto permaneceu na escala (alta) de 19%. Vai baixar e provavelmente cai para 7 ou 8%.

Entretanto, o que pior aconteceu com Serra foi ter perdido 3 de seus pontos para sua adversária. Estes 3 significam 6, portanto. Além disso, esta atual pesquisa do Vox Populi acusa uma progressão de 12 andares para Dilma.. Basta olhar os números com atenção.

No final da semana passada, a repórter Adriana Vasconcelos publicou matéria no O Globo dizendo que Aécio Neves está propenso a reexaminar sua  posição de ser o vice de Serra. Motivo, a fraqueza da candidatura Antonio Anastasia ao governo de Minas. Isso seria uma contradição. Porque disputando o Senado, Aécio tem condições de ajudar mais o atual governador. E agora com a pesquisa Vox Populi, Aécio, garantido para o Senado – é claro – não deve mudar de posição. Não trocará o certo pelo duvidoso.

Conversa com os leitores: o “ódio induzido” de Lula a FHC, o presidente que entregou o país ao “Consenso de Washington”, e Serra, o candidato que não suporta acordar cedo

Haroldo:
”O Helio se refere a FHC sete vezes, porém o pleito de agora é entre Serra e Dilma. Em 2002 o Lula derrotou Serra induzindo o ódio a FHC. Em 2006, o Lula derrotou o Alckmin reinduzindo o ódio ao mesmo FHC. E agora é o Helio que quer porque quer mais ódio ao FHC. O Lula tirou de letra o mensalão (por enquanto) e a crise de 2008. A época, pois, é do Lula pós-mensalão e crise. O FHC pode falar o que quiser, duas vezes presidente, duas vezes derrotado pelo ódio. Agora o telhado de vidro é do Lula. O Serra pretende substituir Lula e suas políticas.”

Comentário de Helio Fernandes:
O fato de ter falado sete vezes o nome de FHC, não tem a menos importância. O significativo, e tem que ser considerado, é que quando ele foi presidente, devo ter falado no mínimo 700 vezes. E sempre depreciativamente (ou denunciativamente), não por ódio, mas por convicção.

O ódio não é racional, a convicção, sim. Se eu tivesse silenciado sobre a catástrofe que foi a passagem de FHC pelo Planalto-Alvorada, não poderia, vá lá, não deveria escrever agora, logicamente demolindo toda a sua esgarçada estrutura de ocupação do Poder.

Critiquei FHC d-i-a-r-i-a-m-e-n-t-e, ele merecia ainda mais do que isso. Não acertou uma vez que fosse, não oscilava ou se debatia entre ESTADO mínimo e ESTADO máximo, apenas executava as ordens que recebia, desde 1983, quando participou pela primeira vez do “Consenso de Washington”, lá na Matriz.

Ainda não era presidente, ia ocupar uma SUPLÊNCIA no Senado. Motivo: em 1978 disputou a vaga junto com Franco Montoro. Este ficou 4 anos, em 1982 foi eleito para o governo de SP, FHC assumiu no Senado. Isso é da regra. O mais importante é o fato dele MENTIR desassombradamente, afirmando e reafirmando que foi CASSADO. Se foi CASSADO, (como ele diz sem constrangimento) não podia ser candidato antes da anistia ampla, geral e irrestrita, “um pacto acertado pela sociedade”. (Royalties para o Supremo, excluídos 2 ministros que repudiaram e recusaram esse “acordo”).

Nenhum CASSADO conseguiu autorização para disputar eleição em 1978. este repórter foi vetado como candidato ao Senado, José Serra para deputado estadual. Quando a oposição disser que Dona Dilma está mentindo, mostrem essa mentira colossal de FHC. ELE NÃO PODE DESMENTIR, fatos, fatos, fatos.

A segunda reunião do “Consenso de Washington”, realizada aqui na Filial, com a participação novamente de FHC, já presidente da República. Foi o início da GLOBALIZAÇÃO, a determinação da entrega total, (esse TOTAL, ou a maior parte POSSÍVEL), que FHC cumpriu sem a menor restrição.

Foi então que criou a COMISSÃO DE DESESTATIZAÇÃO, que D-E-N-U-N-C-I-E-I integralmente desde que foi criada, até FHC deixar o governo, plenamente realizado, o Príncipe da Astúrias do FMI.

Antes de ser presidente, já era “patrocinado” pela Fundação Ford, (que só chamava majestosamente de Ford Foundation) era o que recebia como contribuição pessoal. Fora o que se parecia muito com corrupção, não tinha nada comparado com o que DOOU dos recursos do Estado.

(Nem quero lembrar o que PAGOU À VISTA, para ficar mais 4 anos no poder, quebrando uma cláusula pétrea da Constituição, que ninguém quebrara).

Desculpe, Haroldo, mas Lula não derrotou Serra em 2002 induzindo ao ÓDIO. O próprio PSDB pretendia retirar o nome de Serra, sabia que perderia. Ele se recusou a deixar a candidatura, com a frase: “Minha vez é agora, estou com 60 anos, não pode ser depois”.

Mostrando e provando sua total inconsciência e instabilidade, 8 anos decorridos, agora em 2010, Serra insiste na Presidência que não conquistará. (Eu dizia isso em 2002, insisto sem medo de errar. O meu medo é que as circunstâncias possam levá-lo a se transformar em “vencedor”).

Não completou o mandato de prefeito, saiu antes de concluir o de governador, como senador ficou alguns meses no cargo. Quando disse que era Filantrópico, o senador Jacques Dornellas, (da Bahia) retificou, chamou de Pilantrópico, sem resposta, revolta ou protesto.

(como não terminou nenhum mandato, se chegar ao Planalto-Alvorada, a incógnita assustadora: ou não TERMINA, ou PRORROGA. Que República).

Alckmin não foi derrotado pelo ÓDIO que Lula demonstrava a FHC. Desculpe novamente. Seria muito ÓDIO, guardado num freezer imaginário, como dizia Tancredo Neves. Esse ÓDIO até seria justificado não a FC e sim ao seu governo pela TRAIÇÃO DA DOAÇÃO do nosso patrimônio.

Este repórter, durante os 8 anos de FHC, com ele no Poder, identificou-o como RETROCESSO DE 80 ANOS EM 8. Não costumo combater DEPOIS, minha luta é DURANTE, concordo até que posso combater ANTES.

E enquanto ele era um presidente poderoso, que distribuía recursos para todos os lados, chamei-o várias vezes de presidente que praticava CRIMES HORROROSOS E HEDIONDOS. Por que abandonar a luta hoje, quando os efeitos danosos e perigosos da “presidência” FHC, estão cada vez mais destruidores e irreparáveis, impedindo o progresso e a prosperidade do Brasil?

***

PS – O FHC não pode falar o que quiser, não tem credibilidade. Um homem que se apossou da “menos” verdade, para fingir de CASSADO, já está desmentido antes de dizer qualquer coisa.

PS2 – Tenho criticado Lula desde que assumiu, por não ter recuperado tudo que FHC DOOU. É que Lula, como Vargas ditador, tem a intuição de que a agrada a todos, sendo “o pai dos pobres e a mãe dos ricos”. Infelizmente, insiste que é um PROJETO DE PAÍS E NÃO PESSOAL E ELEITORAL.

PS3 – Ao dizer (ao perguntar), “quem pode estar com humor acordando às 8 horas da manhã”, Serra deixa evidente toda a sua raiva. Freud e Jung concordavam: “A raiva é o caminho natural para o ódio”.

PS4 – Os dois grandes, que discordavam em quase tudo, concordavam também num ponto: “A raiva (ou o ÓDIO) revela o lado feminino do homem”. Um abraço, Haroldo.

Seria Romero Jucá um astronauta?

Líder de FHC (PSDB), ministro da Previdência (PMDB), líder de Lula (PT), é um monumento à infidelidade. Política e partidária, mas que a ex-mulher destruiu completamente. Candidato a governador do seu Estado, foi derrotado por causa das irrefutáveis denúncias dela.

Já foi acusado de muita coisa, respondeu a investigações, embora jamais tenha sido condenado em qualquer instância. Talvez por causa disso, teve a audácia e a falta de constrangimento de afirmar, pública e abertamente: “O projeto Ficha Limpa é da sociedade, não do governo”.

Por isso, completa, “não tem prioridade”. Quer dizer e ele disse: o governo está acima da sociedade. Também, da forma como está, o projeto não tem a menor importância. Para atingir qualquer “ficha suja”, terão que levar anos e anos, mandatos e mandatos.

Alerj-Tribunal de Contas do Estado do Rio

A CPI do TCE (a relatora Cidinha Campos), a maioria da Assembléia, que aprovou satisfeita, a apuração das irregularidades desse “tribunal”, convidam para a missa de sétimo dia pela morte da credibilidade das contas públicas.

Em homenagem justíssima a alguns “conselheiros” do TCE, a cerimônia será realizada na Comlurb. A missa terá como principal participante, o presidente da Alerj. Cidinha Campos, como protesto e revolta, não estará presente.

Nadal, o maior ganhador de Master 1000 da história

Sampras, em toda a carreira, acumulou 17 vitórias nessa série. Nadal, ontem, aos 23 anos, completou 18, ultrapassou todos. Numa projeção simples, digamos em mais 5 anos, no mínimo, no mínimo, chegará a 25.

Venceu Federer por 2 sets a 0, mas não foi um grande jogo. As semifinais (Federer-Ferrer, Nadal-Almagro) foram muito mais espetaculares. O suíço e o espanhol venceram, mas tiveram que disputar o terceiro set.

Mais um recorde de Nadal: 15 vitórias seguidas no saibro, perdendo apenas um set, anteontem, e outro semana passada.

Se não tivesse sido lesionado, que palavra, e tendo que operar o joelho, e depois com problemas no abdomen, não teria perdido o primeiro lugar do ranking.