Bovespa passa dos 63 mil pontos

Por volta de meio-dia, o índice chegava a esse número, cravado. Não significava nada, apenas jogatina. Com duas horas de jogatina, subia 0,89%, nenhuma surpresa. Vários informantes têm registrado aqui a tendência de alta.

Mas sempre deixo bem claro: isso não significa recuperação, ainda se passarão anos antes que isso aconteça.

Volume pequeno, dólar estável em 1,74. Faltam cinco horas, podem “avariar” o mercado.

Era contra a reeeleição, mudou inteiramente de lado

Uma semana antes da posse, José Roberto Arruda, almoçando no Rio com o repórter, garantiu: “Sou contra a reeleição, ficarei um mandato, voltarei para o Senado”.

Como faço sempre, perguntei se podia publicar. Resposta do governador eleito: “Pode. É a minha convicção”. Agora se lança ostensivamente, quer ser reeeleito.

Ponto favorável

Único ponto favorável da decisão de Arruda: derrotará facilmente o ex-Roriz. Este se elegeu senador, ficou menos de 1 ano dos 8 do mandato, foi cassado. Não devia nem ser registrado.

Autênticas, textuais e entre aspas

Do senador Osmar Dias, fortíssimo candidato a governador do Paraná: “Apoiei sempre o MST nas suas lutas e reivindicações pela reforma agrária. Mas essa destruição de fazendas que produzem e usam as terras positivamente, não tem o meu apoio”.

Há muito escrevo sobre a ausência de reforma agrária num país de 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados. Por causa disso, jamais combati o MST. Mas a destruição pela destruição, é mais do que reivindicação, apenas apropriação. O MST gastou em poucos dias o capital moral que acumulou durante anos. E por que os governos não realizam a reforma agrária que é apoiada até por muitos senhores de terra?

Do grande lutador e combatente invencível pelo Meio Ambiente, Silvestre Gorgulho, em manchete poética, da sua Folha do Meio Ambiente: “Ausência de Flores e Gastos”. Está tudo aí, muito simples e simplificado.

Editorial da revista Brasília em Dia: “É por isso que os ditadores de plantão conspiram tanto contra uma imprensa livre”. E sempre com apoio da ANJ, sigla que não tem nada a ver com imprensa livre e sim com jornalões cada vez mais ricos e embasbacados, que palavra, com a riqueza.

Primeira de O Globo: “Eduardo Paes RECUA na licitação do carnaval”. Estranhíssimo. O prefeito ia retirar a licitação do comando dos bicheiros e contraventores, mudou de idéia. Por quê? Não é tão difícil entender.

A Itália CASSA Berlusconi

O maior corrupto do país e do mundo, está caminhando para o ostracismo. E quase seguramente OSTRACISMO SEM LIBERDADE.

12 anos de impunidade

Processado por corrupção (E DAS GRANDES), manteve a ação sem ser julgada, exatamente por 12 anos. Prescreveu (qual a surpresa?), o juiz mandou arquivar e liberar Berlusconi. Agora, foi a Suprema Corte que declarou: “Berlusconi pode ser processado por corrupção, NÃO TEM IMUNIDADE”.

Eleição em Tocantins

Com o governador e o vice, CASSADOS, assumiu o presidente da Assembléia. Muito bem. Mas agora, esse personagem quer ser eleito INDIRETAMENTE. Absurdo. Faltam 15 meses, a eleição deveria ser DIRETA.

Que democracia é essa que pretende equiparar e comparar governadores com suplentes de senadores? Sem votos, sem povo, sem urna?

Cabral tenta se apoiar no prefeito

O futuro de Eduardo Paes está definido: ficará no cargo até 2017, naturalmente se for reeleito em 2012. Por causa disso, o governador não larga o prefeito do Rio, tentando se garantir.

O Corinthians não ganha do rebaixado Flunimed

Seis rodadas sem vencer. Empatou com dificuldade enorme. E o Sport perde até para o Santos que não ganha de ninguém.

Série B

Flunimed e Sport já eliminados desde a 15ª e 18º rodada, esperam outros dois. Que devem ser Botafogo, Santo André e Náutico, ainda não aritmeticamente definidos. Coritiba e Atlético Paraná melhoraram muito.

Injustiça contra o Flamengo

Duas faltas que não existiram, tiraram mais uma vitória do time de Andrade. Um corner que não houve e uma falta também não, se transformaram em dois gols. Ainda bem que o Flamengo ainda empatou.

O sensato prefeito de Caracas, anti-Chávez

Veio ao Brasil e confundiu muita gente. Qual a razão? Defendeu que a Venezuela deve participar do Mercosul, “por causa de Chávez”. Perguntaram: mas ele não é o líder da oposição ao tumultuado ditador?

Não podem isolar Chávez”

E mostrando sua legítima condição de oposicionista, explicou: “Não podem tirar Chávez de todos os órgãos, é isso que ele quer. Entrando para o Mercosul, Chávez terá seus gestos e suas ações, vigiadas e denunciadas”. Perplexidade mas compreensão.

31 anos depois, outro decisivo Argentina-Peru

Copa do Mundo de 1978. A mais sangrenta ditadura da América do Sul. A Argentina precisava vencer de goleada para eliminar o Brasil e se classificar. Os generais providenciaram a providencial vantagem no limite necessário.

Videla, o general torturador

Depois de amanhã, sábado, ainda vivo mais não suficientemente punido, o general poderá assistir e se lembrar do que aconteceu. Novamente seu país precisa da vitória. Só que ele não manda mais nada. E Maradona, se salvará?

Concordo inteiramente com Vitor Stedile, Antonio Santos Aquino, Mauro Gadelha, Paulo Almeida, Silvio Magalhães, Roberto Moreira: 1988 devia ter tido uma Constituinte exclusiva. Mas quando houve isso na História da República, ou melhor, desde 1891?

A mãe de todas as Constituições, a dos EUA, antes de convocar a Constituinte teve 5 anos de debate e discussão nacional. Expulsos os ingleses em 1781, depois de 5 anos de guerra, levaram outros 5, até 1786, para determinar como seria a futura Constituição. Só então começaram os trabalhos da Constituinte de 1787/1788. Marcando antes a eleição direta para presidente, no final desse 1788.

Poderíamos ter feito o mesmo com a “implantação” (e não Promulgação) da República, mas Deodoro e Floriano tinham pressa de se livrarem dos civis e dominaram o Poder. A constituinte foi eleita precariamente um ano depois, em 15 de novembro de 1890. E em menos de 2 meses concluíam uma Constituição importantíssima, que precisava percorrer o caminho republicano, substituindo a monarquia. Mas já nasceu velha e arruinada, como todos reconheceram.

Apesar do anteprojeto ser de Rui Barbosa, relatado por ele mesmo, não pôde evitar que a República surgisse corrompida, carcomida e praticamente destruída. E olhem que Rui tirou da Constituição americana, o que considerava o melhor. Uma parte enorme vetada, incluindo a ELEIÇÃO DIRETA PARA PRESIDENTE, que considerava fundamental.

Dominada indiretamente pelos dois marechais das Alagoas, nunca foi uma República verdadeira. E natural e obviamente redundou na farsa da “revolução” de 1930, seguida por outras duas fraudes. 1 – A “Revolução” de 9 de julho de 1932, que produziu um feriado anual e a “Batalha de Itararé”, aquela que não houve.

2 – E seus efeitos duraram até 1945, quando jogaram o Brigadeiro Eduardo Gomes contra os paulistas, acusando-o de ter bombardeado São Paulo. Ele era candidato a presidente contra o Marechal Dutra, que manteve militarmente a terrível e implacável ditadura do Estado Novo. Durante 8 anos, Dutra foi conhecido e passou à história como o “Condestável do Estado Novo”.

Pressionado por todos os lados, Vargas convocou a Constituinte de 1933/ 34. Devia promulgar a Constituição, e depois, em 90 dias, realizar a eleição direta para presidente da República, com os seguintes itens, democráticos e ansiosamente esperados.

1 – Seria a PRIMEIRA eleição direta para presidente. 2 – Seria a PRIMEIRA eleição pluripartidária, até aí só existe o Partido Republicano, que mudava de nome em alguns estados. 3 – Seria a PRIMEIRA vez que as mulheres votariam para presidente da República. 4 – Seria a PRIMEIRA vez que o Partido Comunista, na legalidade, teria candidato a presidente da República.

Nada disso aconteceu, foi a maior FRUSTRAÇÃO e DECEPÇÃO da História da República. Vargas “nomeou” para essa Constituinte, os primeiros biônicos da história da República. “Representantes” dos trabalhadores (“pelegos” sindicais) e dos empresários, (“pelegos” patronais), e com isso dominou a constituinte, se elegendo INDIRETAMENTE.

(Ficaria até 3 de outubro de 1938, mas bem antes criou o “Estado Novo”, fechou o congresso, governou ditatorial, cruel e selvagemente).

O povo chorava nas ruas, como chorou em 1926. Rui Barbosa se opunha a qualquer reforma da Constituição, sabia o que aconteceria. Morreu em 1923, imediatamente, em 1924, deputados e senadores deram Poderes constituintes a eles mesmos, mudaram o que quiseram em 1926.

De 1934 a 1946, Vargas dominou como ditador, não realizou nenhuma eleição. Derrubada a ditadura e o ditador em 29 de outubro de 1945, a eleição se realizaria 33 dias depois, em 2 de dezembro do mesmo 1945.

Novamente sem a necessária e imprescindível constituinte, com um fato que Lula desconhece e que não permitirá que ELEJA SEU SUCESSOR: além dos 15 anos no Poder, a legislação permitia que qualquer cidadão fosse candidato a deputado por 7 estados e a senador por um. Vargas e Prestes dominaram essa eleição, e como estavam juntos e aliados, ganharam tudo.

Na constituinte, que discutiu, votou e promulgou a Constituição de 1946, todos os que de 1930 a 1945 dominaram o Poder, se elegeram. Governadores, depois interventores, prefeitos, ministros, quem estava no Poder, se elegeu.

Um só exemplo, não centenas: Souza Costa, Ministro da Fazenda por 12 anos, foi deputado federal, nem sabia onde era o Palácio Tiradentes.

***

PS – Todos vocês, (e tantos que não se manifestaram), estão com toda a razão, menos na identificação dos culpados ou responsáveis. O maior deles, Vargas, chamado de “pai dos pobres” e “mãe dos ricos”, na verdade foi as duas coisas ao mesmo tempo.

PS 2 – A ditadura de 1964 a 1985, foi CONSEQUÊNCIA de tudo isso, mas se em vez de perseguir, torturar, aterrorizar tivesse como objetivo RENOVAR (ou como digo há dezenas de anos, RENOVOLUCIONAR), teria ficado na lembrança do País como POSITIVA. Querer uma Constituição melhor em 1988, com toda essa herança? Também queria, como conseguir?

Desrespeito tem limites

Carlos Chagas

Para o dr. Ulysses Guimarães,  principal artífice da Constituição que acaba de completar 21 anos, tratava-se da carta de alforria do povo brasileiro, a Constituição-cidadã, aquela que restabeleceria direitos sociais, liberdades públicas e chegaria à favelas, aos mocambos e aos miseráveis,  ensejando ao povo brasileiro condições  não só para superar os horrores da ditadura, mas para  abrir a todos os   horizontes capazes de afirmar a justiça social e a democracia.

Muito tempo passou, mas à lembrança de todos está a promulgação da Constituição, sob os aplausos do país inteiro e as esperanças das classes menos favorecidas.

Ninguém se esquece de que,  naquela sessão solene, o então presidente José Sarney, convocado para jurar e fazer cumprir  a nova  Constituição, tremia tanto que teve de colocar a mão direita  debaixo da mesa para não ser  flagrado pelas câmeras de televisão.  Mas jurou e prometeu cumprir o texto então aprovado.

De lá para cá, o Congresso  desfigurou e renegou a Constituição,  modificada para favorecer as elites e permitir a prevalência das benesses e favores dos poderosos.

O que não dá para entender é que o  mesmo José  Sarney, tantos anos depois, venha a renegar aquilo   que jurou cumprir. Porque no  mesmo dia em que se comemoravam  os 21 da Constituição, esta semana, Sarney tenha declarado   que ela foi um retrocesso na história política do país.  Quer dizer, o atual presidente do Senado, ex-presidente da República,  renega seu juramento anterior e mostra-se,  de  corpo  inteiro,  apenas um instrumento de quantos se insurgem contra a  justiça  social por interesses econômicos e pessoais.   Acaba, José Sarney,   de dizer que a Constituição foi um retrocesso. Aqui para nós, com todo o respeito, retrocesso foi ele…

Por que não aplicam o  Código Penal?

O país assiste, estarrecido, as imagens de um grupo de bandidos usurpando  tratores de uma fazenda que invadiram, em São Paulo, atropelando laranjeiras e destruindo a produção agrícola implantada há anos.

O MST tem todo o direito de invadir terras  improdutivas, daquelas que o proprietário utiliza para especular e ganhar dinheiro sem  plantar um  pé de couve ou criar uma galinha.

Mas destruir plantações  e inviabilizar  produtos que gerariam recursos no mercado nacional e internacional , mais do que burrice, é crime.]

Ontem,  no Congresso, foram quase unânimes os protestos e as reações a mais um abominável absurdo do   MST.  Porque destruir é o oposto do que deveriam estar  fazendo. Com o apoio do governo, porém,  expresso em 2 bilhões de ajuda por ano para os que não fazem nada, a conclusão   é simples:  não  querem reforma agrária. Querem baderna.

Destruir o que se produz é absurdo total

Pedro do Coutto

Francamente não pode haver no mundo uma pessoa de bom senso que seja capaz de aprovar, ou mesmo aceitar como legítimas, a ação predatória realizada pelo MST na Fazenda Santo Henrique, São Paulo, um dos centros de produção de laranjas da empresa Cutrale. Um absurdo total. Pois não faz sentido reivindicar destruindo, depredando. Uma contradição até para o Movimento dos Sem Terra cujo objetivo alardeado é obter acesso as ela. O ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, e o presidente do INCRA, Rolf Hackbart, condenaram frontalmente o triste episódio. Sete mil pés de laranjas foram inutilizados, tiveram o lixo como destino. Péssimo exemplo para o país, um desafio direto a mais do MST para o governo Lula. A questão agrária brasileira se arrasta há muito tempo, é verdade. Para solucioná-la, entretanto, o caminho não é derrubar e sim aplicar o estatuto da terra, lei 4504 de novembro0 de 64, que teve o ministro Roberto Campos como autor, um caminho para desenvolver o meio rural sem ruptura com o instituto da propriedade, muito menos com os meios de produção. Essa lei, no ítem 2 de seu artigo 28, estabelece a constituição de um fundo nacional de reforma agrária firmado por 3% da receita tributária da União. Prevê assentamentos, mas desde que produtivos. Este aspecto é fundamental. Isso porque não adianta se entregar terras sem que a distribuição seja acompanhada por insumos adequados e assistência técnica. As invasões não conduzem a um patamar lógico. Já deram motivo, inclusive, a desapropriações que nada acrescentaram ao volume da produção e causaram fortes prejuízos aos cofres públicos. É cada vez mais importante que a lei 4504 seja lida, analisada, atualizada em pontos específicos, uma vez que se passaram 45 anos de sua entrada em vigor.

Tem que prevalecer o espírito construtivo e produtivo. Isso porque ocupar simplesmente terras não resolve. As áreas, inclusive, não são agricultáveis para todos os plantios. Indispensável uma análise prévia das possibilidades. Se aqueles que as receberem não souberem utilizá-las, a desordem levará à especulação. Não pode ser este o propósito de qualquer projeto sério e efetivo de reforma. A estrutura rural do país, claro, se mantém arcaica. O interior do Nordeste é um exemplo, pois lá até o trabalho escravo ou semi escravo resiste ao tempo. Mas não adianta invadir para modernizar. A violência não pode ser o caminho. Até porque os proprietários feudais encontram nessa me4sma violência argumento de que precisam para eternizar um domínio típico do século 19 no século 21, depois de passar pelo século 20. Há, sem dúvida, um atraso secular. Porém os mecanismos de modernização social têm que se encontrar dentro dos limites legais.

Não no avanço da ilegalidade. Se não é legítima a exploração brutal dos lavradores sem terra, tampouco as invasões poderão consertar um absurdo substituindo-o por outro. A equação e a solução precisam ser estabelecidas em lei. E a lei existe. Isso é que se torna mais surpreendente. É a do Estatuto da Terra.

Por qual motivo ela não é exercida com vigor e justiça? Afinal, o ser humano está inevitavelmente presente em todo o processo da existência. Esteja ele investido da propriedade, esteja ele em busca de um lugar ao sol. Mas é preciso ver a extrema complexidade da questão agrária. Trata-se de uma produção sujeita aos riscos inevitáveis do tempo e do clima, das secas e das enchentes. A pressão social que desaba sobre o esforço humano não pode, por si, significar e dar pretexto a invasões e destruições. Sobretudo porque, na realidade, não conduzem a nada. Só ao desastre em todos seus sentidos e consequências. Eterniza isso sim, o impasse que cabe ao governo resolver. Não é sem tempo.

Todas as mulheres representando o Estado do Rio e o Rio capital

JB escreve sempre, com uma carga de acertos notáveis. Hoje coloca 4 pontos, concordo inteiramente com três, não posso ratificar apenas um. É quando ele diz, “tenho ouvido nas ruas que Sérgio Cabral será reeleito, porque traz muitos recursos para o Rio”. Esses recursos, JB, viriam com ele ou sem ele, de preferência sem ele. Desculpe, mas o melhor recurso é não votar nele.

Só mulheres

Três itens incondicionais, que maravilha se a opinião pública ratificasse. 1- Para o senado, duas vagas, duas mulheres. 2 – Para deputados federais, só mulheres. 3 – Para presidente, Marina Silva.

Seria bom demais, JB

Para o senado seria mais fácil eleger duas mulheres. Com os deputados federais são 46, é difícil encontrar um número tão grande, mas já ficaria satisfeito com a metade.

É possível que até o Natal, a Bovespa volte aos 74 mil pontos

É possível que até o natal, a Bovespa volte aos 74 mil pontos

É apenas resumo do que dizem os “especialistas”, logicamente em benefício próprio. Esses 74 mil representam o auge do Índice, antes da queda fabricada mas não analisada pelos economistas ligados ao governo. Como digo há anos, esses economistas deviam ser 85 por cento condenados à prisão perpétua, e quando terminasse a pena, fuzilados.

Quando a Bolsa veio de 74 mil a 30 mil, (e no resto do mundo a proporção foi igual) os investidores de verdade, perderam seu dinheiro ganho e acumulado (ou economizado) e não tiveram a quem reclamar.

Esses “trambiqueiros” foram socorridos por todos os governos, receberam TRILHÕES DE DÓLARES, recuperaram tudo, estão no lucro.

Nessa fase, hoje em 62 mil 650 pontos, os que perderam continuaram no prejuízo, não têm como investir.

Como digo no título, a volta ao Índice dos tempos da crise, só irá favorecer os espertíssimos. Que não perdem nunca. Na ameaça de perderem, garantem, “o mundo perderá conosco”.

Bolsa instabilíssima, e sem representar progresso ou recuperação

Ontem andou em baixa e alta, sempre na casa de 0,35% ou menos 0,35%. Tenho desmentido os amestrados , que garantem: “A crise já passou, vejam os números do mercado”. Tudo empulhação.

Na Europa 18 milhões de DESEMPREGADOS, não criam empregos nem para os que todo ano chegam à idade de trabalhar. EUA não escondem, estão com 15 milhões de DESEMPREGADOS, prometem nos próximos 5 anos, “criarem 1 milhão de empregos anuais”.

Assim, confessam que o total de desempregados vai aumentar em vez de diminuir. Idem, idem para o Brasil, o único entusiasta é o Ministro do Trabalho (?).

Hoje a Bovespa abriu em alta, 2 horas depois já estava em baixa. No momento, menos 0,45% em 63.368 pontos.

O dólar em 1,76, alta de 0,16%.

Comando do PMDB paulista

Como se sabe, o “disque Quércia para a corrupção”, domina o partido em SP, logicamente com repercussão nacional. Sem consultar ninguém, fez acordo com Serra em troca da eleição para o Senado.

Temer “teme” Quércia

Não tendo votos nem para se eleger deputado, (ficou como suplente, assumiu) assim mesmo preside o partido, e quer ser vice-presidente na chapa de Dona Dilma. Mas precisa do aval de Quércia, só tem medo de receber veto frontal.

Quércia aprovaria Temer

Não sendo bom analista, o presidente da Câmara quer conversar com Quércia, mas coloca intermediários entre eles. Bobagem e falta de informação. Como se sabe que Dona Dilma não será candidata e se for não ganha, Quércia ratificaria Temer para vice dela. Seria uma forma de contribuir para a aposentadoria dele. (Exclusiva)

88 BILHÕES para o Santander

Esse banco globalizado e explorador, (como todos) fica badalando o “recolhimento da maior importância já obtida numa subscrição”.

De onde veio o dinheiro?

Essa é uma perguntinha inútil, inócua, ingênua. Quem entregou tantas reservas a esse banco? E os que eram acionistas e não tiveram dinheiro para subscrever, terão suas ações “aguadas”? E a CVM, o que dirá ou fará? (Exclusiva)

O banco globalizado, ultrapassou
o Banco do Brasil, que é do cidadão

Os amestrados não param de festejar. “O Santander agora tem PATRIMÔNIO maior do que BB”. Quer dizer que esse dinheiro de ações já é contabilizado como patrimônio? Que República.

O Brasil e a parceria com a França

Guilhermina Lavos Coimbra
Membro das Comissões Permanentes de Direito Internacional e de Direito Constitucional do IAB

É extremamente lógica, comercial e política, principalmente, a parceria militar com a França. O Brasil é inclusivo, mas, não se deixa influenciar. A França e o Brasil se unem, não contra este ou aquele país: o Brasil se une para fugir da dependência e de toda e qualquer forma de influência.

Por questões de segurança, na época em que o mundo era dividido em esferas de influência entre a URSS e os EUA – o Brasil, por razões históricas e geográficas, foi classificado como um dos aliados menores – satélites, aqueles que não têm luz própria – sem nenhuma vantagem para o Brasil.

Terminada a bi-polaridade de poderes, os satélites se colocaram na incomoda posição de subordinação à hegemonia Norte-Americana. A tendência apontava para um poder multipolar, cada grupo com um líder e seus satélites. Com relações de satélites a Colômbia e o Peru aprofundaram as suas ligações de dependência com os EUA. A Venezuela, o Equador e a Bolívia idem, através de alianças desequilibradas, com a Rússia.

Impossível para o Brasil, continuar satélite, dissimulando conhecimentos científicos, tecnológicos e dissimulando o conhecimento dos seus recursos naturais energéticos, os quais urgiam por uma destinação utilitária, em benefício da população brasileira.

A partir daí, não houve mais nenhum subterfúgio, nenhuma dissimulação: o Brasil não é satélite, o Brasil tem luz própria. Entenda-se como luz própria, os recursos naturais energéticos do subsolo brasileiro: urânio, nióbio (São Gabriel da Cachoeira) lítio, berilo, outros minerais nucleares e hidrocarbonetos: petróleo, gás e outros. Desde então, a disputa pelo controle dos recursos naturais brasileiros ficou óbvia – sem qualquer razão para contemporizar. As desconfianças pré-existentes, tornaram-se verdadeiras.

No Brasil, a necessidade de parcerias viáveis e confiáveis se fez patente. O Brasil passou a tender em optar pela França, formando um bloco onde os parceiros têm a mesma importância. A França secular – jamais dissimulou e sempre procurou não se submeter a hegemonias.

A França, um dos países mais sofisticados tecnologicamente do mundo, entretanto, não dispõe de base física para conseguir, sem alianças, ser um dos polos de poder mundial. O Brasil, país continental, com mercado crescente, enorme produção agrícola, biocombustíveis, pré-sal, as maiores jazidas de urânio do planeta e com a Amazônia para conservar e explorar – tornou-se para a França, o parceiro ideal.

Como nenhum bloco pode ser significativo sem os recursos naturais de um país continente, o Brasil poderia ser o parceiro ideal para qualquer outra potência tecnológica sem base física. Mas, o Brasil escolheu a França.

A França visa o acesso a recursos naturais escassos no mundo, entre os quais, o urânio. A França é uma potência nuclear. Na parceria, houve interesse estratégico do Brasil: a certeza da transferência de tecnologia que propiciará o avanço almejado, na área nuclear brasileira.

Quanto à transferência de tecnologia, já foi dito e provado com fatos – ao longo de mais de quarenta anos, durante os quais, o Brasil conseguiu tecnologia nuclear própria (através da MGB) independente de qualquer acordo de transferência de tecnologia jamais transferida – que a tão enaltecida “transferência de tecnologia” não existe.

A transferência tecnológica entre concorrentes comerciais nacionais e internacionais significa dar facilidades ao concorrente (ou, seja, entregar o mapa da mina do ouro

aos concorrentes) e disto ninguém duvida mais. Transferência de tecnologia não é mais justificativa para se assinar contratos comerciais nacionais e internacionais. Transferência de tecnologia é argumento utilizado, de um modo geral, pelos desavisados (?) intermediários, interessados na assinatura do contrato.

Mas, a França tem uma tecnologia preciosa, desconhecida do Brasil, que não a prejudicará, de modo algum, se transferida. Trata-se da administração dos rejeitos nucleares. Em uma das cidades francesas, o lixo atômico é processado a olho nu, protegido por paredes envidraçadas, ponto turístico francês.

O Governo do Brasil fechou uma grande parceria com a França: não se comprometeu, de modo algum, a ser mero fornecedor de urânio in natura, para nenhum bloco regional, por mais amigo, forte e poderoso que seja.

O Governo Brasileiro acertou na estratégia: a parceria Brasil-França formará um novo centro de poder, com parceiros iguais e complementares. Viva a França e viva ao Brasil: inclusivo e amigo, o Brasil merece respeito.

O prefeito Paes acusado e processado por irregularidades

Falando sobre ele, registrei que chamou Lula de “chefe de quadrilha” e agora é intimíssimo dele. E acrescentei: “Mas pelo menos, ao contrário de Cabral e Picciani, não é acusado de irregularidade”.

Contestação com provas

Mas logo Luiz Geraldo dos Santos, Paulo Andrade, Rogério Alves, Martim Vicente, Álvaro Camarão, Lindolfo Azambuja, Nilson Pederneira, me corrigem, e dizem: “O Ministério Público está processando Eduardo Paes por irregularidades”. E dão o número do processo: 001070876-3. Obrigado pela atenção. A correção e informação.

Primeira análise sobre a sucessão no Rio e no Estado do Rio. Importante por si mesma, ganhou nova dimensão, pela Copa 2014, a Olimpíada 2016, sem falar no Pré-sal. Para 4 cargos, são 11 homens e duas incógnitas

Tenho deixado de lado a ainda não resolvida sucessão presidencial, e dado notas esclarecedoras sobre sucessões estaduais. Estas, mais importantes do que parece, por causa do objetivo de Lula, de manter palanques em todos os estados, até dois ou mais.

Já mostrei situações estranhas e conflitantes no Rio Grande do Sul, Piauí, Amazonas, onde interesses do Planalto-Alvorada têm prioridade, deixam de lado programas e projetos estaduais.

Em quase todos os estados isso acontece, por dois fatores principais. 1 – A importância de Lula acima de qualquer ligação com ele. 2 – O desgaste, o desperdício e até desespero das cúpulas partidárias, que são ultrapassadas por personagens, que se garantem pela própria repercussão.

Hoje examino em profundidade a situação do Rio e do Estado do Rio, pelo fato de ser referência nacional, o segundo ou terceiro estado em tudo. E agora, com uma visibilidade bem maior pelo que todos reconhecem e coloquei no título.

Um só exemplo do tumulto e da confusão para juntar a sucessão presidencial com as sucessões estaduais. Aqui, o PSDB, o PT e o DEM, partido de repercussão e presença nacional, não têm a menor importância.

Já “fizeram” governador e prefeito, hoje não têm candidatos nem para proposta de acordo.

Começo pelo preenchimento do cargo de governador, domínio total de quem é do PMDB, ou até de quem foi e saiu do partido.

“Cabral 1500” que pensa (?) na Copa e na Olimpíada

Completamente desgastado, considera que será reeeleito com a proteção de Lula. Tem como adversários: Garotinho, Zito de Caxias, Gabeira, Lindberg Farias, e de duas incógnitas que podem atrapalhar o processo eleitoral e fazer naufragar a ambição do governador.

Senador ou governador?

Alguns (ou todos) ainda não se definiram. Gabeira, com uma vaga quase certa para senador, foi convencido que governador é melhor. Garotinho, que conversa para todos os lados, até com Lula e Dona Dilma, também pode escolher um dos cargos.

Paes sobre Lula: “É um chefe de quadrilha”

Quando era secretário geral do PSDB, disse de Lula, exatamente o que está no título destas notas. E hoje esqueceu de tudo, sem qualquer constrangimento não larga aquele que chamava de “chefe de quadrilha”. Ele e Cabral criticam o ex-Garotinho por conversar com o Planalto-Alvorada.

Garotinho, 15 milhões de votos

Governador com reeeleição garantida, largou tudo, foi candidato a presidente, teve 15 milhões de votos. E se estarreçam à vontade: disputando pelo PSB, Partido Socialista, que jamais ganhou eleição majoritária.

Não tenho a menor simpatia por Garotinho, mas por que considerar que Cabral e Paes são melhores do que ele?

Todos sonham com Lula no palanque em 2010

O presidente, que ainda não definiu seus verdadeiros objetivos pessoais, também não se definirá coletivamente. Cabral considera que sem Lula, seu futuro passa muito mais pela Alerj do que pela permanência no Guanabara.

Zito, uma força, o PT, quase sem força, o PSDB nem esforçado

Controlando Caxias (e adjacências), quis ser governador, foi vetado por Marcelo e outros elitistas, que reclamavam: “Ele é muito provinciano para ser governador”. E insultavam Caxias, dizendo: “Para prefeito de lá, é o que merece”.

Garotinho, Gabeira, Dona Frossard, Picciani, Crivela

São alguns dos nomes que assustam Cabral 1500 (o descobridor) e lembram ao governador que 4 anos no cargo já é para agradecer a Deus. E como ganhar desses que citei?

Picciani e o trabalho escravo

Garante que será candidato a governador. Tudo fogo de artifício, vai se reeleger para a Alerj. Acusado de enriquecimento ilícito, (o mesmo que Cabral) leva sobre o “amigo” uma vantagem: processado (e não apenas acusado) de exploração de trabalho escravo. Acompanha atentamente o processo do veto aos “candidatos com ficha suja”.

Dona Frossard e Crivela

A doutora juíza não quis ser candidata a prefeita, “quero me preservar para o senado em 2010”. Continua com esse projeto. Crivela, que em 2002 surpreendeu se elegendo senador, está em situação dificílima. Tendo perdido duas vezes para prefeito, (2004 e 2008) nenhuma chance. E para continuar como senador, nem com apoio em massa da Avenida Suburbana, 4242.

***

PS – São 4 cargos majoritários importantes. Sem contar com o efeito convergente ou abrangente para a eleição de deputados federais e estaduais. 1 – Governador. 2 – Vice, já tem acontecido da chapa anteriormente vitoriosa, (no caso Cabral-Pesão) ser modificada. 3 – Duas vagas no senado, mandato de 8 anos. Sem contar a “eleição” de um suplente-financiador, o Rio está cheio deles.

PS2 – O PT não tem um nome sequer, já teve elenco de primeira. O PSDB não tem mais ninguém, o mais representativo é Otavio Leite, deputado federal. Mas a cúpula não permite que dispute cargo majoritário.