Base paulista não pode se fracionar na sucessão

Pedro do Coutto

Os dois principais candidatos à sucessão de 2010, José Serra e Dilma Roussef, têm que se empenhar ao máximo para evitar cisões na base paulista porque São Paulo, maior colégio eleitoral do país, reúne praticamente 23% do total de votantes. O mesmo raciocínio aplica-se a Minas Gerais, segundo centro produtor de votos, seguido do Rio de Janeiro. Mas em Minas, pelo menos até agora, não surgiram sinais de dissidência. No PT de São Paulo sim, em consequência da reação liderada pela ex prefeita Marta Suplicy contra a eventual candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual, articulação do presidente Lula, sem dúvida, para fortalecer a campanha presidencial da ministra chefe da Casa Civil. Marta Suplicy, como os jornais de terça-feira publicaram, lançou o nome do deputado Antonio Palocci, ex ministro da Fazenda. Setores do PT, embora menos enfáticos do que a ex ministra do Turismo, também se colocaram contrários ao candidato do PSB vir a assumir a luta pelo governo do Estado, ultrapassando quadros mais antigos do Partido dos Trabalhadores. Efetivamente, não seria fácil o PT assumir uma candidatura de outra legenda, mesmo sabendo que, com isso, estaria contribuindo para fortalecer Dilma Roussef, e portanto a vontade do próprio presidente da República, responsável pela escolha e lançamento de seu nome. A impressão que dá, à primeira vista, entretanto é a de que essa atitude seria capaz de retirar entusiasmo em torno dos candidatos do partido ao Senado, à Câmara dos Deputados, à Assembléia Legislativa. Isso de um lado.

De outro, o que representaria uma vitória de Ciro Gomes em terras paulistas para a legenda? Quase nada. Pois daria idéia de que um vazio político estava predominando na regional., não se encontrando nomes capazes de enfrentar Geraldo Alckmim nas urnas estaduais do ano que vem. Mas não é só isso. Ciro dificilmente poderá unir a base paulista do PT, inclusive porque a perspectiva de vitória seria só de Ciro e Lula, não da legenda. A articulação em torno do ex governador do Ceará assim revelou-se difícil na prática. E na prática, como dizia o velho senador Benedito Valadares, a teoria é outra coisas. No papel, ontem, no computador, hoje, pode-se equacionar e resolver tudo. A realidade é um outro universo.A política não pode se afastar dos contextos reais, uma vez que, misto de ciência e arte, ela traz em si sempre o desafio de aproximar pessoas e articular vontades.Fazer convergir.Não –é claro- divergir.A divergência em São Paulo se fez logo presente.Será esta uma reação intransponível?

Certamente que não. O poder de Lula é muito forte, tais is êxitos que alcançou e vem acumulando à sua volta. Porém mesmo que a reação possa ser superada pela liderança presidencial absoluta, algo de negativo para a unidade partidária ficará. Pode ser uma fração pequena que seja, mas de alguma maneira capaz de influir nos rumos do desfecho. É verdade, entretanto,e este serão melhor argumento de Lula e de que as eleições presidenciais são em dois turnos.E sem Ciro Gomes, mas com Marina Silva no páreo, terá que haver um segundo turno entre o governador paulista e a chefe da Casa Civil. Todas as pesquisas realizadas até agora, seja do Datafolha, Ibope, Sensus ou Vox Populi, sinalizam para o segundo turno.Inclusive vale lembrar que, em 2002, Lula derrotou Serra no segundo turno,o mesmo ocorrendo quatro anos depois quando reelegeu-se vencendo Geraldo Alckmim.E no segundo turno,entre Serra e Dilma, o que o PT de São Paulo poderá fazer? Terá que fechar totalmente em torno da chefe da Casa Civil.Os dois turnos, assim, mudam a realidade sobre a qual a política se desenrola, oferecendo, não um, mas de fato dois cenários.Duas etapas, dois estágios.Dois desfechos.Dois caminhos, duas decisões. No primeiro turno, Lula pode perder São Paulo, se ganhar o país no segundo. Vale esta hipótese como exercício de análise. Apenas isso.

Renovação, até que enfim?

Carlos Chagas

Uma sombra ronda o Congresso, muito parecida com aquela que, na segunda metade do Século XIX, rondava a Europa. Trata-se, agora, da sombra da renovação. Fora exceções, nas últimas Legislaturas não mais do que 35% de novos deputados e senadores adentravam Câmara e Senado. Nesses números não se deve levar em conta a ascensão dos suplentes,  no Senado, pois chegam lá sem votos, pendurados na ajuda financeira que deram aos titulares, uns, ou na própria mediocridade, outros.

Falamos da renovação de verdade, aquela que faz expelir velhos ou novos representantes do povo despojados da  representatividade ou ultrapassados por candidatos mais ligados ao sentimento do eleitorado. Muitas vezes, é verdade, esses novos frustram todo mundo. Muitos revelando o que realmente eram, ou seja, apenas aspirantes às benesses e mordomias parlamentares,  ou então cidadãos  carentes  de quaisquer méritos necessários ao desempenho de suas funções.

Como regra,   porém, os que chegam alimentam esperanças. O problema é que  da redemocratização de 1985  até agora as renovações jamais alcançaram a metade das cadeiras no Congresso. Os candidatos à reeleição dispõem de seus mecanismos e de suas malandragens para permanecer, ao tempo em que os eleitores, de seu turno,   preocupam-se pouco com quem chega e com quem vai.

Desta vez, porém, tudo indica que será  diferente. A desmoralização das duas casas do Legislativo parece evidente, tanto faz se por obra e graça da imprensa ou, ao contrário,   porque a imprensa reflete o sentimento popular. De qualquer forma,  há medo entre os atuais detentores de mandatos parlamentares. Sentem não poder livrar-se da mancha que turva a imagem do Senado e da Câmara. Farão o que puderem para desligar-se dessa herança menos  maldita do que deveria ser, coisa que explica mudanças de comportamento, de uns meses para cá.  Acomodados tornam-se virulentos críticos de tudo o que se passa ao seu redor. Conservadores vestem, do dia para a noite, o paletó de reformistas e até de revolucionários. Tudo com vistas ás eleições do  ano que vem.  Grandes proprietários de terra tornam-se partidários da reforma agrária e do MST, assim como antigos defensores da extinção dos direitos sociais levantam-se em favor da permanência da CLT.

Tudo, importa reconhecer, na tentativa de permanecerem onde estão para, no mandato seguinte, passarem a se comportar como antes.

Há quem suponha que desta vez as renovações ultrapassarão índices anteriores e chegarão a mais da metade da Câmara e do Senado. Queira Deus que isso aconteça, mesmo diante da incerteza de que, na próxima Legislatura, continuará tudo na mesma.

Muitos repórteres velhos, mas não este que  vos escreve, costumam dirigir-se aos jovens com lufadas de saudosismo, afirmando que no tempo deles, sim, o Congresso era Congresso. Tinha Carlos Lacerda, Aliomar Baleeiro, Adaucto Lúcio Cardoso, Gustavo Capanema, Amaral Peixoto e tantos outros.

Pois é  bom que se acautelem, ou, ao  menos, deixem para os novos o vaticínio de que daqui a cinqüenta anos estarão repetindo a mesma cantilena: “no meu tempo, sim, é que o Legislativo era Legislativo. Tinha Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, Mão Santa, Paulo Duque,  Ideli Salvatti,  José…  (cala-te,  boca de velho inconformado).

Exageros

Seria bom parar com os exageros decorrentes da brilhante vitória  do Rio para sede das Olimpíadas de 2016.  Razão mesmo tem Raul Solnado, o inesquecível cômico português que logo depois da festa dos cravos, que marcou o fim da ditadura em seu país, surpreendeu Portugal alertando: “há que esperar a conta do florista…”

Tem  os cariocas um mundo a construir. Duplicar o sistema de transportes, restabelecer a segurança pública, multiplicar a rede hoteleira, ampliar os  aeroportos, reduzir o tráfico de drogas e quanta coisa a mais?

O que não dá, no rol dos exageros, é ficar desde já planejando quantas medalhas de ouro nossos atletas vão receber. Chega a ser ridículo jogar sobre os ombros de meninos e meninas que hoje não passam de dez anos a responsabilidade de tornarem-se campeões olímpicos em 2016.  deve-se deixar fluir a natureza das coisas, é claro que com o máximo de apoio à prática de todos os esportes nas escolas, associações e instituições variadas. Mas cheira a paranóia começar  a  cobrar dos pimpolhos de hoje  uma responsabilidade que não sabemos se vão querer ou poder assumir, amanhã.  Melhor seria garantir para todos educação, saúde,  segurança  e emprego…

JT recebeu 3,2 milhões de ações em 2008

Roberto Monteiro Pinho

Analisando os números oficiais do “primeiro diagnóstico do judiciário brasileiro”, em 2008, e publicado em junho deste ano pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), existe um total de 57 milhões de processos em tramitação na Justiça estadual, podemos concluir que 33%, da população está utilizando o judiciário. Mas este número ainda é maior somado as ações trabalhistas, os processos extrajudiciais, tramitados através de ações por arbitragem. São Paulo é quem mais possui ações, são 23,05 milhões (23.059.896) processos entre casos novos e pendentes, seguidos por Rio Grande do Sul (5.526.386) e Minas Gerais (4.357.879). O Estado do Paraná tem um total de (3.509.114) processos, Rio de Janeiro (2.889.924), número próximo da Bahia (2.790.598) e Santa Catarina (2.617.989), sendo o Amapá com (65.555) o tribunal estadual com menor número.

Os dados do CNJ são precisos e podem ser confrontados com os números dos tribunais, a exemplo do 2º Grau dos Tribunais Regionais do Trabalho onde tramitaram, no ano passado, 882 mil processos, dos quais 659 mil ingressaram no mesmo ano. Em 2008, foram proferidas pela Justiça trabalhista, aproximadamente 660 mil decisões, que puseram fim ao processo no 2º. Grau (quase a mesma quantidade de processos distribuídos). Já no 1º. Grau da Justiça do Trabalho tramitaram seis milhões de processos, (dos quais 3,2 milhões de casos novos) e 2,8 milhões de casos que já estavam pendentes de julgamento. Analisando essas informações restam algumas dúvidas, quanto aos processos que não foram solucionados e arquivados em definitivo, os em fase de execução (final) que é o de liquidação dos autos.

Dos Estados brasileiros, os que possuem maior quantidade de juízes do trabalho são: São Paulo (382), Minas Gerais (307 magistrados) e Campinas-SP (337). Os que possuem menor quantidade de magistrados da Justiça do Trabalho são: Sergipe (30), Piauí (34), Acre e Rondônia (com 57 magistrados). Mas proporcionalidade juiz/habitante ainda é pequena, o número de juízes se manteve praticamente o mesmo: em 2007, havia 15.623 profissionais. No ano seguinte (2008), 15.731. Na opinião das entidades classistas dos magistrados (AMB e Anamatra), o número atual de juízes é considerado baixo – 7,78 por grupo de 100 mil brasileiros. A Justiça Estadual possui 11.108 magistrados, o Espírito Santo é o Estado com mais juízes por habitantes, (12,9 magistrados para cada cem mil habitantes). Em segundo lugar, está o Distrito Federal, com 11,2, seguido do Amapá com 11,1 juízes para cada cem mil habitantes. O Pará (4,0) e o Maranhão (4,1) são os Estados com menor número de magistrados por habitante.

Se os números apresentados podem ter equívocos, de alguma forma para não vão traduzir a realidade do judiciário brasileiro, levando em conta, que vem sofrendo constante desgaste junto à opinião pública, em detrimento da sua morosidade. Os dados financeiros são alarmantes a Justiça Estadual custou R$ 19 bilhões aos cofres públicos, dos quais R$ 16,3 bilhões foram gastos com pessoal. A Justiça comum de São Paulo gastou R$ 4,5 bilhões em 2008, seguida por Minas (R$ 1,9 milhão), e Rio de Janeiro (R$ 1,85 bilhão). Em relação ao número de habitantes, a Justiça Estadual gastou R$ 100,56 por brasileiro no ano passado. Em 2007, foram desembolsados R$ 90,50 por habitante. A Justiça do Trabalho custou R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 8,5 bilhões referem-se à folha de pagamento. Os estados que mais gastaram foram São Paulo, com R$ 1,1 bilhão, e Rio, com R$ 1 bilhão. A Justiça Trabalhista gastou R$ 48,80 por habitante, contra R$ 43,55 em 2007, recente o TRT do Rio recebeu verba de R$ 15 mihões.

Honduras constitucional

O presidente Lula não tem nada que proteger Zelaya, justificar os golpistas interinos, ou tentar fazer média com Chávez. Basta defender a eleição na data marcada e a posse imediata de quem vencer.

Se quiser, Lula pode copiar o frasista – conservador, Winston Churchill: “A democracia é o pior dos regimes. Excetuados naturalmente todos os outros”.

Evandro Lins e Silva

O grande advogado (depois jurista e criminalista) costumava me dizer sempre: “Helio, se você chegar num país que não conhece, e quiser saber qual o regime político e eleitoral, pergunta se existe ALTERNÂNCIA NO PODER”.

Evandro foi meu primeiro advogado, em 1957, eu já era processado pelos donos do Poder.

A Bovespa instabilíssima

Começou em alta de 1,34% passando de 63 mil pontos. Mas 1 hora depois já estava no negativo, menos 0,37%. No fechamento aparecia em alta, curiosamente passava de menos 0,37% para mais 0,37%. Índice final: 62.236 pontos. E o volume chegou a 5 bilhões e 400 milhões, uma das raras vezes, nos últimos meses que passa dos 5 bilhões.

O dólar se recuperou um pouco. Nas 3 primeiras horas perdia 0,70% em 1,74. Mas fechou com queda menor, 0,37%, em 1,75.

Marta-Cristiane

No mesmo horário da Bovespa, o jogo do feminino do Santos, perdão, de Marta-Cristiane, sem desmerecer das outras. Podiam ter deixado de jogar na Bolsa, assistir as duas jogaram. Maravilha de futebol.

Eduardo Paes, quem mais se promove entre os políticos

Parece ser o único que já tem projeto definido para 2010. Não disputará nenhum cargo, pretende se colocar como um “magistrado”, sem hostilizar ninguém. Muito moço, pretende se reeeleger prefeito em 2012.

Dessa forma seria parceiro importante na Copa 2014. E na Olimpíada 2016, aqui, no seu território, será naturalmente o anfitrião do mundo. Até agora é acusado (e muito) de carreirismo político, mas nenhuma acusação de corrupção.

Depois, na eleição de 2018, poderá decidir o próprio futuro, de acordo com o que fizer. E com a idade (jovem) da que têm os adversários, hoje.

As Bolsas sobem no mundo, portanto nem recuperação da economia nem 2016

A Ásia fechou em alta, todos os índices importantes dos EUA estão em alta, por que em São Paulo não estariam?

Ontem, segunda-feira, fechou em 62 mil e 300 pontos, alta de 1,90%. Hoje, terça com 20 minutos de funcionamento, já estava acima de 63 mil, um pulo. Às 12:30, primeira postagem, a alta era de 1,34%. Mas não era referência a coisa alguma, por dois motivos. 1- A falta de investidores, subiu muito, a tendência é de refrear o crescimento.

2 – O volume pequeno, diariamente. No auge, chegava a 10 bilhões, e às vezes mais, hoje no máximo, no máximo, vai a 4 BILHÕES. O dólar, mercado diferente, chegou pela primeira vez a 1,74 em queda de 0,70%. Contrariando “especialistas”. Aí jogam realmente fortunas

Autênticas, textuais e entre aspas

Dona Dilma Housseff: “A tese do ESTADO MÍNIMO está velha e ultrapassada”. Puxa, que custo para a Chefe da Casa Civil acertar uma. Se continuar a confirmar essa tese corretíssima, permanece na Casa Civil, por que Lula iria substituí-la?

Manchete do Estadão: “Economia terá injeção de 140 BILHÕES até o Natal”. Logo depois, só para contrariar: “Mas sinais de fragilidade persistem”.

A Folha muda ligeiramente o texto, mas diz a mesma coisa: “Brasil descongela investimentos suspensos na crise”. Deixa a impressão de que a crise acabou, antecipando a realidade que ainda vai resistir muitos anos.

Em Copenhage, dando pulso de 2 metros de altura, Meirelles dizia bem alto: “Minha contribuição para essa vitória foi tão grande, que tenho todo o direito de reivindicar a vice presidência em vez de tentar o senado por Goiás”.

O presidente Lula ouvia tudo, e na sua nova posição de homem inconfundível e impenetrável, ria e não dizia nada. Tendo viajado o mundo, deve ir a Florença (Firenzi) na sua condição de admirador. Não leu seu livro (é tarde para ler) mas pode visitar sua cidade. De maquiavélico para Maquiavel.

Zelaya conversando com dois brasileiros sobre a crise por ele provocada em Honduras: “Haja o que houver, não esquecerei de dois homens, Lula e Chávez. Estiveram sempre comigo, contra tudo e contra todos, sou um mártir da democracia”.

Era tudo que a democracia não precisava: o “apoio” e a “contribuição” de Zelaya e Chávez.

Nuzman 2012

Grande notícia: seu mandato como presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) termina dentro de 3 anos, quando ele completa 70 anos. Não se conforma e tenta, além do 16 anos em que está no cargo, prorrogá-lo até os 80 anos. Inacreditável.

O COI não admite

Em 1999/2000, o COI (Comitê Olímpico Internacional), fez uma renovação-revitalização-renovolução no seu regulamento. Determinou então: os presidentes de Comitê de todos os países se aposentam com 70 anos. Caso de Nuzman.

No COI, para sempre

Até essa data, os membros do COI, eram vitalícios. Acabaram com isso, respeitando os direitos dos que já estavam. Hoje só existem dois vitalícios, Havelange (94 anos) e Samaranche (89), mas essa vitalicidade terminará com eles. (Exclusiva)

Considerações sobre a Constituição CIDADÃ, que completa hoje, 21 anos. Lembrando: Bernardo Cabral foi o relator, derrotando FHC. Se fosse o contrário, em vez de CIDADÃ, seria Constituição G-L-O-B-A-L-I-Z-A-D-A

Jorge Rubem Folena de Oliveira
“Prezado Jornalista Helio Fernandes: Muito obrigado pela postagem e por seus comentários sobre Bernardo Cabral e Constituição de 1988. Um forte abraço.”

Comentário de Helio Fernandes
Você foi o primeiro a lembrar com 72 horas de antecedência, os 21 anos da Constituição cidadã, e a participação importantíssima de Bernardo Cabral, então deputado federal, voltando da cassação e já presidente da OAB. A oportunidade é ótima para lembrar: houve disputa para relator da Constituinte entre Bernardo e FHC. Este, que começou a carreira como suplente de senador em 1978, tenta convencer a opinião pública, a respeito de dois fatos inteiramente divergentes e colidindo entre si: afirma que foi CASSADO e CANDIDATO a suplente de Franco Montoro, em plena ditadura. Ou uma ou outra: nenhum CASSADO disputou eleição na ditadura. E tenho como comprovação o meu próprio exemplo: em 1966, candidato a deputado federal, fui CASSADO POR 10 ANOS, portanto até 1976.

Em 1978, meu partido, o MDB da resistência, lançou meu nome para senador. Os ditadores de plantão VETARAM minha candidatura, alegaram: “A CASSAÇÃO NÃO É MAIS POR 10 ANOS E SIM PARA SEMPRE”.

Conclusão ou escolha que o próprio FHC tem (ou deve) que fazer publicamente: foi CASSADO? Então como conseguiu ser candidato? Já desafiei-o para mostrar como conseguiu.

Agora, vejam o benefício que a maioria da Constituinte prestou ao Brasil elegendo Bernardo Cabral.  E se FHC fosse o relator da Constituinte?Nenhuma dúvida, que colocaria na Constituição, como CLÁUSULAS PÉTREAS, tudo aquilo que depois, como presidente inesperado, passaria a ser a rotina do seu governo, ENTREGUISTA, GLOBALIZADO, DOADO PELA IMORALÍSSIMA COMISSÃO DE DESESTATIZAÇÃO.

Tudo que o presidente FHC consumou arbitrariamente e que se constituiu no RETROCESSO DE 80 ANOS EM 8, ESTARIA NA PRÓPRIA Constituição.

Basta um exemplo: apesar da Constituição ter como CLÁUSULA PÉTREA (uma delas) a não reeeleição dos presidentes, FHC comprou a própria permanência no Poder. Não por mais 4 anos, como ficou e sim mais 8 como pretendia. FHC queria o terceiro mandato, como quiseram Menem e Fujimori.

Temos que festejar a Constituição CIDADÃ, e festejar mais ainda, antes da PROMULGAÇÃO, a consciência, a previdência e a competência de ter derrotado FHC. Com ele, não haveria Constituição CIDADÃ e sim Constituição ENTREGUISTA, DOADA e GLOBALIZADA.

Na história brasileira é a Constituição que terá a maior duração. A Constituição de 1946, tinha também marcas excelentes. Mas foi assassinada pelo golpe de 1964, antes de completar 18 anos.

* * *

PS – Essa bela Constituição de 1946 cometeu um erro gravíssimo, que viria a provocar, estimular ou abreviar o caminho para o golpe de 1964. Foi a criação da eleição do vice presidente da República separado do presidente. Começou em 1950, quando Café Filho, inimigo total de Vargas, foi candidato com ele, separados mas aliados.

PS 2 – Café Filho conspirou o tempo todo contra Vargas, um ditador por formação, vocação a convicção. E a morte de Vargas e a posse de Café Filho, levaram à sabotagem de Milton Campos para eleger João Goulart, preparar a “renúncia” de Jânio e tudo o que veio depois.

Com Olimpíada, campanha eleitoral se altera

Pedro do Coutto

Com a vitória da Cidade do Rio de Janeiro na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016, fenômeno que acrescenta ainda mais popularidade ao presidente Lula, a campanha eleitoral de 2010 necessariamente terá que passar por uma revisão. E não só a voltada para a presidência da República, mas também todas que vão se desenrolar nos Estados. O presidente da República tornou-se um centro de polarização ainda mais forte o que torna praticamente impossível que seu governo possa ser combatido nas ruas. A posição terá que buscar novos enfoques para não colidir com o pensamento coletivo, choque que somente poderá retirar-lhe preciosos votos. Inclusive, a repaginação básica da campanha política não se restringe ao plano federal.Não. Espalha-se pelos universos estaduais. Há, sem dúvida, um novo clima, um novo panorama, uma nova realidade envolvendo o país. O eleitorado tem razões para se emocionar, seguindo o exemplo do próprio Lula que foi até as lágrimas da vitória no momento em que o Rio tornou-se em Copenhague a capital olímpica do mundo em 2016.Contra fatos não há argumentos.Não se pode brigar com a realidade.Não quero dizer com isso que o governo já esteja vitorioso por antecipação e que tenha se tornado imbatível no ano que vem. O que sustento é que a conquista, sem sombra de duvida histórica, vai obrigar a uma reformulação de teses e conceitos. De nada adiantará ser contra por ser contra, como acontece geralmente no processo político. Restrições evidentemente poderão ser feitas, porém com o cuidado de não produzirem, para os críticos, efeitos contrários no rumo do voto e do povo. Exatamente por isso é que a campanha que se aproxima, e que na prática já começou, sobretudo a partir do momento em que o deputado Ciro Gomes transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo, exigirá uma revisão das mais amplas. A ministra Dilma Roussef ressurge com força e, claro, vai aproveitar o novo panorama.

Ciro Gomes, sem dúvida, perde impulso como um nome presidenciável e ganha ritmo para disputar o governo de São Paulo com Geraldo Alckmim. Não estivesse esta perspectiva entre as cogitações possíveis, sua e de seu partido, o PSB, evidentemente não teria se transferido do Ceará, que já governou, para a terra paulista. Permanecer no Nordeste seria a melhor resposta que poderia fornecer às especulações que sinalizavam para a estrada que leva ao Palácio Bandeirantes. Mas fez precisamente o contrário. Ciro Gomes, seja qual for sua decisão final, tornou-se uma peça importante no enigma que se coloca, mesmo não pontuando bem em São Paulo. Neste caso, soma para Dilma. Porém não é a única. Há outras questões igualmente essenciais, ainda na esteira da escolha do Rio. Uma delas a postura a ser adotada pelos candidatos aos governos estaduais ao longo de suas campanhas, principalmente, é óbvio, a que vai se desencadear através dos horários gratuitos da televisão. De um lado, o otimismo. E de outro? Aí está uma pergunta interessante a ser respondida e equacionada pelos estrategistas da oposição.

Lula, é evidente, vai usar o êxito de sua administração, seus programas sociais, e agora a vitória olímpica como argumentos. O que poderão e deverão dizer os que lhe são contrários?n Este é o principal enigma de um processo eleitoral que vai se desenrolar numa atmosfera absolutamente singular. Sobretudo porque não são somente os Jogos Olímpicos que iluminam o palco, mas também a Copa do Mundo de 2014. Um êxito popular atrás do outro. Eventos positivos, um atrás do outro, numa sequência impressionante que começou com o Panamericano de 2007. É verdade que o esporte não esgota a pauta política em lugar algum do mundo. Não esgota, é verdade. Mas acrescenta uma atmosfera de entusiasmo e orgulho. A oposição terá que disputar dentro desse quadro e buscar um novo caminho. Terá que repensar o confronto e o combate.

Já são de alvenaria…

Carlos Chagas

Continua gerando  equívocos a  mais do que justa e necessária festa pela escolha do Rio como sede  das Olimpíadas de 2016. Deles não escapa o próprio presidente Lula, que na empolgação da vitória acaba de declarar poderem  as favelas da antiga capital  virar  bairros com casas de alvenaria.

Com todo o respeito, nem para turistas existirão, no Rio, favelas de madeira e papelão. Em São Paulo ainda pode ser, tendo em vista os sucessivos e inexplicáveis incêndios lá registrados. Mas no Rio, nem pensar.  Basta ver as imagens permanentemente apresentadas, do Complexo do Alemão à  Rocinha e  todas as outras. As casas são de alvenaria, algumas até com mais de três andares.

Do que as favelas cariocas precisam  é de lei e ordem, dominadas que se encontram pelo tráfico de drogas e, mais recentemente, também pelas milícias.  A falta de segurança pública, nos morros e no asfalto,  é que poderá empanar o sucesso da competição longínqua, se até lá os governos federal, estadual e municipal não desenvolverem intensa ação pacificadora.

A questão da transferência

Fosse feita esta semana e toda pesquisa de opinião revelaria não os 81%, mas pelo menos 95% ou mais de popularidade para o presidente Lula. Fenômeno ímpar na História do Brasil, de sucesso em sucesso o primeiro-companheiro aproxima-se da unanimidade explícita. Bom para ele, bom para todos, mas será bom para Dilma Rousseff , também?

Há controvérsias. Muita gente sustenta, com exemplos do passado, que popularidade não se transfere. Nem votos. Os números dedicados à candidata ainda não parecem  animadores, mesmo se tendo em conta que vão crescer.  O grande esforço do governo será levar a chefe da Casa Civil para o segundo turno,  junto com o favorito, José Serra.  A indefinição de Ciro Gomes e falta de estruturas partidárias de Marina Silva poderão favorece-la, mas daí ao presidente Lula e o PT se conscientizarem de  que poderão impedir a ascensão dos tucanos, a distância parece grande. Nessa hora ressurge o chamado Plano B, não mais expresso pelo terceiro  mandato, aparentemente impossível, mas colado na hipótese de uma prorrogação geral  por dois anos, a pretexto da coincidência com as eleições municipais. Deputados, senadores e governadores, a começar pelos da oposição, seriam capazes de sensibilizar-se.

De qualquer forma, a registrar está a força do Lula, cada vez maior e suficiente para juntar num mesmo pacote os banqueiros, os industriais, os beneficiados pelo  bolsa-família e até os sem-terra. Atrás dos quais a classe média se deixaria conduzir.

Passou o prazo

Venceu sábado o prazo para o troca-troca de partidos, sobressaindo da data a impossibilidade de o governador Aécio Neves deixar o PSDB. Aliás, há muito que ele havia  abandonado  a sugestão feita por alguns amigos. Transferir-se para o PMDB seria um risco dos diabos, já que o  maior partido nacional, entre outros adjetivos mais carregados, é inconfiável.  Poderia tirar-lhe o tapete em quinze minutos, depois da mudança.

Sendo assim, Aécio continuará postulando a indicação tucana, mas estreitamente ligado a José Serra, favorito na disputa interna e na de outubro do ano que vem. Sabem, os dois governadores, que um não existe sem o outro, ou seja, Serra candidato sem  apoio de Aécio arriscar-se-ia a colher desagradável surpresa nas urnas. E vice-versa, até com  mais intensidade.

Por enquanto   não é  hora do movimento  fundamental no tabuleiro sucessório, mas a natureza   das coisas indica que oportunamente o PSDB anunciará a formação da chapa pura, ou seja, Serra para presidente, Aécio para vice. Senão  imbatível, seria quase isso, porque o neto do dr. Tancredo levaria com ele 20 dos 22 milhões de votos  mineiros, e o paulista,  nunca menos do que 15, dos 30 milhões de seu estado. Uma dupla que começa com 35 milhões de votos assusta todo mundo.

As Bolsas do mundo funcionaram em alta, o que a economia tem com isso?

Hoje foi dia de festa no “mercado”. Aqui na Filial, abriu, funcionou e fechou em alta. Sem solavanco, sem sobressalto, sem preocupação. Nos EUA tiveram a audácia de afirmar textualmente: “As ações subiram por causa da definição da Olimpíada de 2016”. E “recomendaram” ações de bancos e siderúrgicas. Isso 7 anos antes.

A Bovespa que às 2:20 (minha primeira postagem) subia 1,11% em 61 e 800 pontos, nas outras 2 horas e 40 minutos, quase bateu em 2 por cento de alta. Ficou em 1,90% em 62.300 pontos.

O volume que era de 2 bilhões passou para 4 e 800, o habitual.

O dólar caiu 1,20% ficou em 1,76 quase o mesmo de sexta-feira.

Faltou alguém em Copenhagen

Foi uma injustiça ou esquecimento lamentável, a ausência de Parreira na disputa da Olimpíada de 2016. O treinador de maior ego do mundo, e o de menores títulos, não teria dado votos ao Brasil, mas quantas entrevistas.

Inventando a pólvora

Temos de aguentar (esse por tempo incerto) o governador Sérgio Cabral. Ontem não saía das televisões. Uma de suas descobertas: “Mostramos ao COI, um novo modelo de segurança”. Ha! Ha! Ha!

Alerta para promessas

Falam muito em transportes para 2016, principalmente metrô. É bom não esquecer do seguinte fato: dia 7 de dezembro será inaugurado o metrô da General Osório. (Deveria se chamar Metrô Ipanema). Começou em 1987, portanto a “construção” levou 22 anos. E os custos, aumentaram em quanto? (Exclusiva)

Amestrados garantem: “Ibovespa subiu bastante pela Olimpíada”

Não foi nada disso, mas espalharam, muita gente acredita. A Bovespa abriu em alta de 0,45%, subiu para 1 por cento cravado, e às 14:20 estava em alta de 1,40% ultrapassando 60 mil pontos.

O volume era de 2 BILHÕES e 100 MILHÕES, mas já se passaram mais de 4 horas de pregão.

O dólar em 1,76 menos 0,89%. Era a expectativa.

Terceiro mandato e Olimpíada

Adolfo Pimenta
Meu caro Hélio, você reconhece que tem sido injusto com o Lula, e concorda que ele não quer o terceiro mandato, e sim voltar em 2014? O que, reconhece, é um direito dele? Um abraço forte.

Comentário de Helio Fernandes
Nenhuma injustiça, Adolfo, no máximo, equívoco. Injustiça seria se eu tivesse interesse em prejudicá-lo ou prejulgá-lo. Mas por enquanto, e sem ele se definir, continuo acreditando que sua intenção é permanecer no poder. Quanto a passar o governo em 2011 e voltar em 2015 (eleito em 2014), você usou a expressão correta: o terceiro mandato dele é um direito líquido e certo. Mas teremos que esperar, e esperando o tempo passar, dialoguemos, defendendo nossas convicções. Um abraço.

Jorge Cardoso Aires
Helio, o presidente Lula foi decisivo na escolha do Rio para a Olimpíada de 2016? Se foi, por que não ganhou nas outras vezes em que fomos candidatos, com Brasília e com o próprio Rio, duas vezes antes?

Comentário de Helio Fernandes
O Lula não tem votos no COI, ninguém tem, a votação é subjetiva. O fato dele não ter ganho nas outras vezes é porque as circunstâncias são sempre diferentes. O Lula de 2009, não é nem de longe o Lula de 1989, 1994 e 1998, que perdeu três vezes para presidente da República. Hoje esse Lula com quem convivemos é outro inteiramente diferente. Gostando ou não gostando, (e isso vale até para mim como repórter, comentarista e analista) o Lula é um personagem inteiramente fora de série.

Isso é indiscutível e temos que reconhecer, que aquela comitiva numerosa, tirando os atletas campeões, era toda composta de “nuzmans”, com a exceção do Lula. Não posso deixar de escrever: sem nenhum voto no COI, Lula foi o vencedor. Ele precisa agora conter o furor exibicionista, carreirista e aventureirista, (e outras palavras que ficam para depois), de todos esses “nuzmans”, escondidos ou desenvoltos.

Esportivas, observadas e entre aspas

Button quase campeão, Fórmula 1 chatíssima

Nenhuma ultrapassagem, saíram e chegaram, os locutores ficavam “marrados” na disputa de 1 ponto entre o brasileiro e o inglês. Mas o alemão Vettel é que venceu, de ponta a ponta, excetuadas as paradas de reabastecimento. Duas mas podiam não fazer nenhuma. Como dizem que acontecerá em 2010. Tomara.

Ronaldo fora de posição

Pelo que vem jogando, e pelo que está faturando, o fenômeno está mais para gerente comercial e publicitário.

Flunimed sem salvação

Ganhou de um time do Peru, tão desleal e violento que teve três jogadores expulsos. No Brasileirão continua 120 por cento rebaixado. Perdão, mil por cento na Série B. Junto com o Sport. Botafogo, Náutico e Santo André, dois serão também rebaixados, um deles escapa, continua na A.

Sharapova, 18 meses depois

Campeã em Tóquio vencendo outra russa e faturando o título. 11 meses sem poder movimentar o ombro, e mais 7 de recuperação.

O delegado-treinador

Antonio Lopes delegado duro (agora aposentado) tirou o Atlético do Paraná da zona de rebaixamento. E consolidou a posição destroçando o já destroçado Corinthians.

O Flamengo quase no G-4, Adriano perto da seleção

Vem jogando bem, vencendo jogos e desconfianças. Garra nem se fala. Marcando gols, cada vez mais perto da Libertadores. Satisfação que será maior em dezembro, com a eleição que acabará com a Era Marcio Braga e a monótona interinidade.

A modéstia e a humildade de Pelé

Em Copenhagen, todos notaram e comentaram o desprendimento do jogador. Quando falou das possibilidades das cidades, foi taxativo: “Chicago tem Obama, o Rio tem EU e LULA”. Mais “EU” do que Lula. Esse é o Pelé definido tão bem por Romário.

Marta e Cristiani

As duas maiores jogadoras de futebol, têm dado espetáculo e vencido de goleada. O humilde e modesto Pelé, não fez por menos: não foi á apresentação delas no Santos, comentou: “150 mil para a Marta é exagero”.

Vôlei feminino invencível

A seleção do José Roberto Guimarães que assombra o mundo, aqui na América do Sul, é até uma catástrofe. (para as adversárias). Não perdeu um set sequer. Jogou duas vezes com a Argentina.

Eliminatória e final

Dois jogos-repetição, até no placar. No primeiro, 25/ 15, 25/15, 25/23, só um set difícil. Na final, 25/16, 25/16, 25/ 22, só um set difícil. Mas a Argentina tem duas jovens jogadoras que vão para o ranking mundial.

Autênticas, textuais e entre aspas

Afirmações gerais e irresponsáveis: “O governo reduz meta de superávit primário”. É o ÚNICO país do mundo que tem essa excrescência. É o dinheiro que ROUBAM do investimento para pagar o que chamam de amortização da “DÍVIDA”, é apenas juro.

Mesmo pagando 90 BILHÕES, como faziam até o início da crise, a DÍVIDA crescia. Como o indispensável circulava em torno de 150 BILHÕES, faltavam sempre mais ou menos 60 BILHÕES, que colocavam em cima do total. Que República.

Manchete do Estadão: “Crise econômica pega o Brasil no auge do ciclo de avanços sociais”. E um Ministro que não quis se identificar, lógico, disse ao jornalão: “lula é tão sortudo que ganhou uma crise na hora certa para escapar do apagão”, como apurou e divulgou o repórter Rui Nogueira.

Freando a euforia de Lulistas, (incluindo o próprio) o economista Sérgio Besserman, respeitadíssimo: “A nossa distribuição de renda é horrorosa”. Alguém precisa dizer isso. E ao mesmo tempo criticar a criminosa aposta na RENDA PER CAPITA.

Manchete do Estadão, 36 horas depois da escolha do Rio-Brasil para a Olimpíada 2016: “Olimpíada de 2016 é do Rio“. Manchete da Folha, exatamente com o tempo ultrapassado: “Olimpíada de 2016 será no Rio”.

As duas com as mesmas palavras tolas e inteiramente sem sentido. Precisam compreender que depois da Internet e do celular-faz-tudo, a manchete tem que ser interpretada.

E o Estadão, no caderno de esportes, tinha um título melhor, elucidativo e sem qualquer rotina: “Brasil no Olimpo”.

O Globo, com um anúncio na Primeira e disparatado (incompreensível, elucidativo apenas para o caixa) pelo menos se salvou na manchete: “2016, o ano que já começou”. Lembrou 1968, 41 anos depois e 7 anos antes da Olimpíada.