Movimento parreirista-carreirista tumultua sucessão presidência, Flamengo

A eleição está em cima, ninguém liga para a Nação Rubro-negra, para o clube e até para o time. Tudo abandonado. Existe presidente licenciado, presidente interino, presidente que se diz eleito.

Há a visibilidade de um movimento emocional, deflagrado pela insistência de um grupo em contratar por preços altíssimos o autoproclamado vencedor da Copa de 94. E outros querem mais respeito com um ídolo como Andrade.

Diante de tudo isso, sócios e conselheiros se arregimentam e se movimentam em volta de uma palavra que conquista a todos: RE-N-O-V-A-Ç-Ã-O. E no momento, não será surpreendente o aparecimento de uma chapa mista, avassaladora e salvadora.

Faltam 8 dias para o fim do recesso, perdão, para Sarney subir o cadafalso

O descanso de 20 dias para os parlamentares, que durante o ano todo gozaram das imunidades e impunidades para as irregularidades, termina dia 6.

É uma quinta-feira, quantos comparecerão?

Alguns estarão presentes por causa da execução-Sarney. Outros dirão, como dizem quando faltam: “Dia 7 já e sexta-feira, vem sábado e domingo, chego na segunda, nada estará resolvido”. Indo para o cadafalso, Sarney dirá a mesma coisa?

Amestrados: “Entram mais dólares na Bolsa”. Realidade: volume continua o menor do ano

Amestrados: “Entram mais dólares na Bolsa”. Realidade: volume continua o menor do ano

São os maiores badaladores do “otimismo” do mercado. Cada um deles vale quanto pesa, e todos ficam tão gordos quanto o próprio presidente do cassino. Hoje, abriu totalmente vendedor, menos 0,80%, veio a rotina: “Os investidores resolveram embolsar os lucros” (sic). Deturpam a realidade e violentam até a linguagem.

Ficaram animados com a abertura, mais 0,76% em 54 mil  130 pontos. Foi diminuindo a compra, aumentando a venda. Às 13 horas, já caíra para 53.880 em queda de 1,23% exatamente 2 por cento de diferença. O volume ia chegando a 1 bilhão e 500 milhões, muito pouco.

E enquanto os amestrados insistiam que “entrava muito dólar na Bolsa”, ele subia mais de 1 por cento. Se entrasse dólar como mandam eles dizerem, a cotação deveria cair.

Chavez, o ininterrupto, Zelaya, o interrompido

Estão juntos, ligados, entrelaçados, o da Venezuela e o de Honduras. Um quer ficar para sempre, deu prazo, “só saio em 2050”. Por isso apóia o que não quer sair. Mas Zelaya, espertíssimo e sem caráter, pediu ao parceiro para se manter discreto.

Enquanto o de Honduras tenta “seduzir e fascinar” Lula e Obama, o da Venezuela voltou a ameaçar. Deixou de lado a posição de “ininterrupto”, mudou a estratégia e decidiu “governar” por decreto. Se der certo, abandonará a forma indireta, implementará o mandato sem limites, por decreto e para favorecer a ele mesmo.

Inédito, textual e entre aspas

Sarney quase expulso do próprio prédio do Senado, (incluindo os pródigos e prodigiosos anexos) mascarando a realidade: “Cheguei, vi e venci”.

E modesto, quase sinônimo de ignorante, pergunta,”Alguém já disse isso?”. Nessas circunstâncias, é a primeira vez.

Líderes da oposição, fascinando líderes da situação, quer dizer, da base: “Trocamos a CPI da Petrobras pela CPI do Sarney”. O governo recusou, achou que era “muita generosidade”. A oposição respondeu: “Não é generosidade, é estratégia. Mudamos apenas o nome da CPI e chegamos mais rápido ao objetivo pretendido ou perseguido”.

O senador Suplicy, surpreendendo o Senado inteiro por ficar contra, ele que sempre foi a favor: “O senador Mercadante tem a maioria do PT com ele”.

Do Ministro (?) José Mucio, justificando e tentando garantir o lugar vitalício de Ministro do TCU: “Se Suplicy está com Mercadante, este nunca esteve tão isolado, sozinho e solitário”. Quem fez a frase para o pernambucano?

Mozart Valadares, Presidente da Associação dos Magistrados do Brasil: “Se algum magistrado contribuir de qualquer forma ou de má fé, para o retardo (sic) do processo, tem que ser punido”. Ah, Doutor Mozart, o senhor chegou ao Brasil quando? Na verdade, acredito que o senhor tem boa intenção, mas nunca veio ao Brasil.

Comandando a luta contra Sarney, Mercadante, a vingança da porta

Foi vice de Lula em 1994, perderam, ficou sem mandato até 1998, por conta da ignominosa coincidência de mandatos. Em 2002, foi eleito com a maior votação (proporcional) para o cargo. Lula presidente na mesma eleição, “tinham certeza”: seria ministro, provavelmente da Fazenda, não foi nada, nem chamado.

Esquecido, abandonado, desprezado

Foi ficando apenas no Senado, houve a queda de toas as potencias do governo, potencias que se consolidaram com ele. (E com Paulo Paim, excelente figura, igualmente jogado para longe como indesejável).

“Esquecimento” até na eleição de São Paulo

Os tempos passam, amizades são desfeitas, inimizades refeitas, (vide Mangabeira Unger, Geddel Vieira Lima e muitos outros) o que se esperava: grande nome como economista e com repercussão popular (daí a escolha para vice e depois senador) o próprio PT (ainda não era PT-PT) se lembrasse de Mercadante para governador ou prefeito. O esquecimento não deixava ninguém lembrar.

A oposição sem fronteiras

Agora, Mercadante abre o jogo para todos os lados, rompe com a oposição com quem sempre foi amigável, passa a um outro nível de comportamento, mas não pode ser criticado, injustiçado, hostilizado.

Combatendo o governo

O Ministro José Mucio, que está deixando um desgastante cargo transitório para ocupar outro, confortável e permanente, recompensa os que o ajudaram, tenta diminuir Mercadante: “Ele é apenas um senador, deve ter um outro com ele”. Tirando a falta de educação, o Ministro mostra uma preocupante falta de visão.

O “coordenador” que não coordena

Puxa, como não ver que Sarney é uma réplica ou imitação do Muro de Berlim? Parecia inexpugnável, achavam que ninguém iria derrubá-lo, mas os que adoram licitações, já estão atentos para liquidá-la e ganhar com a reconstrução de Sarney.

Só que esse trabalho, a Mendes Junior faz recebendo “apenas” 150 por cento do preço.

A longa viagem sem volta

De qualquer maneira, terminou a longa e demorada agonia de Sarney. Falta decidir apenas se haverá enterro ou cremação. É possível que exijam velório, uma forma da oposição se redimir e a situação se reconstruir.

Os últimos instantes

Há ainda um último sacramento não administrado, cada vez mais difícil pela exigência de ser de corpo presente. O próprio Sarney complicou as coisas, e instituiu o corpo presente, já que ele definiu: “Nem licença, renúncia ou demissão”. Então optou pela presença.

Elogios estão pela hora da morte

A resolução será penosa, mas pelo menos, em borá muitos personagens usem a palavra morte, é só para o cargo, não para o político. Embora qualquer político considere que o ostracismo é pior que a morte.

Há quem diga que o senador de São Paulo não atende mais ninguém, vai trabalhar desde já pela reeleição, e pelo fortalecimento do próprio partido. Informado do fato, Lula exclamou e reclamou: “isso é contra mim”. O senador de SP, parodiando o ex-chefe, confidenciou: “Eu não sabia”.

*  *  *

PS- Existe o problema de quem colocar no que parecia o jazigo perpétuo de Sarney, mas estão todos observando o senador do Acre.

Este não desvia o olhar, e responde sem palavras: “Já perdi uma vez, mas o Acre não perde duas vezes”.

PS2- Mas tudo resolvido, decidida a cremação, que pode esconder sentimentos mas não mostrar lágrimas, surge a maior e última incógnita da aventura dos que se elegeram em 2010: o senador das Alagoas. Ele tem força, ninguém o força a nada. No derradeiro caminho da Lampadoza, quase diante do cadafalso do amigo, pode querer discursar. Até neste momento?

Fora do recesso não sepultam mais Sarney

Revelei há dias, com exclusividade: senadores queriam cassar Sarney (por enquanto só a presidência, sobrando o resto do mandato) imediatamente. Não houve jeito.

Alguns queriam, mas apesar de agora reticente, o Planalto quer mostrar que não é adepto de Nelson Rodrigues, e que “NÃO É SOLIDÁRIO APENAS NO CÂNCER”. Pior se dissessem, “Não é solidário nem no câncer”.

Mais grave do que o Maracanã VAIANDO um minuto de silêncio, pedido na noite de 21 de julho de 1967. Preocupado com candidatos que apóia de longe (e distante) pois a sucessão não tem ainda regras nem nomes, muitos apelam para 2010. Outros acham melhor que seja prorrogado para 2012. Não seria melhor ouvir a opinião pública?

Na Bovespa, 4 horas inúteis, mas com lucros para os jogadores

Quando encerrei a nota das 13 horas, expliquei: “Faltam 4 horas, ninguém sabe o que acontecerá”. Não aconteceu nada. Estava em alta de 0,40%, perdeu até esse mísero resultado. Ficou em zero a zero. O movimento mal chegou a 4 bilhões, pouquíssimos investidores, muitos jogadores.

O dólar caiu mais do que tentavam “adivinhar”. Veio para 1,87 bem baixo, recuando mais 1,23%. De tanto recuar, acaba “imprensado” entre as estátuas de Stalin e Sarney, opostos, mas longe de representarem os longos tempos de glória.

Honduras, definitiva e sem golpe

É preciso acabar com a confusão, o tumulto e a contradição no país. Houve um golpe político-militar-civil, mas é fora de dúvida que esse desprezível Zelaya não queria sair do governo. Examinem seu passado.

Mas os que se aproveitaram da ambição ditatorial, desvairada e desordenada de Zelaya, não podem ocupar o poder. Nem “ex-presidentes”, nem “presidentes” PARA EVITAR GOLPES. A América do Sul e Central têm longa história de tomada do Poder EM NOME DO POVO. Com esse rótulo só com eleições livres. EUA e Brasil não pode APOIAR outro regime que não seja saído das urnas. Chega de FICÇÃO e CORRUPÇÃO.

A NAÇÃO RUBRONEGRA exige renovação

No Flamengo tudo é possível: os que renunciaram, queriam continuar. Ha! Ha! Ha! Os que pretendem permanecer como responsáveis (leia-se irresponsáveis) estão há 150 anos naufragando o clube. Não admitem mudança, mesmo sabendo que o clube resiste como está.

Reviravolta a favor do Flamengo

Existe um movimento sadio, saudável e de grande satisfação, exigindo gente nova, com idéia fora da rotina, homens e mulheres que não precisem do clube, os que estão lá, são os que exploram o Flamengo, “desde Pedro Alvares Cabral”. Aguardem, “uma vez Flamengo, Flamengo até morrer”. Hoje isso domina o clube.

O futuro de Massa

Logo a seguir do acidente, no domingo mesmo e hoje, a partir das 10 da manhã, postei comentários, estranhando a repetição da afirmação dos médicos: “Massa não corre risco de vida”. Afirmei que isso era mais grave para a família.

Às 12,32, um médico do hospital falou para jornalistas: “Massa NÃO CORRE RISCO DE VIDA, MAS SUA CARREIRA PODE ESTAR ENCERRADA”.

Essa AFIRMAÇÃO é tão radical (e tão grave) quanto a OMISSÃO. E o desespero da família, dos amigos, do mundo esportivo, TOTAL E IRRESPONDÍVEL.

Amestrados, mentindo sobre ações da Bovespa

O otimismo dos “amestrados” é falso e fabricado. Eles dão números falsificados na “peneira” da subserviência.

Dizem: “Este ano a Bovespa já subiu 43 por cento”. Esquecem que já estiveram em 74 mil pontos, e agora, no auge, não passam de 54 mil. Estão longe.

Hoje, às 13 horas, alta de 0,40%, volume ainda muito baixo com ações. Vejamos o que acontece nas 4 horas que falta.

Felipe Massa

Às 10 horas, continuava a incerteza em relação ao corredor brasileiro. E, pelo visto, o suspense será grande. Os neurologistas estão longe, normalmente não gostam de adivinhar para “amadores”, principalmente quando estão distantes. E os que estão lá dentro do hospital não dão nem “boletim oficial”, aumenta a incerteza. É possível que durante o dia saia esse “boletim”.

O desespero da família

Falam que o estado de Massa é “estável. O que isso significa isso? Repetem: “Não corre risco de vida”. Longe de esclarecer, confunde e assusta. Dizem que será transferido para Paris, no hospital onde Ronaldo foi operado. O jogador foi operado do joelho ou estão falando da CONVULSÃO de 1998, horas antes do jogo Brasil-França? A família e o mundo merecem mais consideração.

A estranha democracia de Muricy

Depois de desgastar o Palmeiras quis manifestar seu “amor” pelo clube. Garantiu, ditatorialmente:”Agora até meus filhos vão torcer pelo Palmeiras”.

Jorginho, “interino”, dirigiu 5 vezes, sem perder, deixou-o em primeiro, empatado. Muricy, “democraticamente”, contabilizou a vitória.

Belluzzo desmente Belluzzo

O presidente do Palmeiras disse no Sportv: “Muricy tem o direito de pedir o que quiser, não podemos pagar”. No mesmo dia escrevi: “Se Muricy for para o Palmeiras, o Sportv tem que explicar quem foi que transigiu”. Nem o presidente nem o Sportv se interessaram.

Safina, nº 1, sem ganhar Grand Slam

Sua atuação é inédita, vai ficar histórica, e provoca enorme gozação. E faltando pontos, tem que disputar torneios menores, como o que jogou ontem na Slovenia. Ganhou 120 pontos. (O top 500 soma 500 pontos, o Master, mil, Grand Slam, 2 mil).

Em dinheiro, faturou 37 mil dólares, mais 60 mil (de “avalois” ou garantia) antecipado, dado pelos torneios menores aos ranqueados até o número 5.

Fórmula Indy no Rio

Precisam diversificar, querem uma prova exclusivamente carioca, sugeriram o Aterro. Dona Lota Macedo e Burle Marx não deixariam, iriam à Justiça. Por que não realizam no antigo Circuito da Gávea? Foi em 1933, inteiramente diferente, Chico landi, a grande atração brasileira, um craque.

Ali, na famosa “Curva do Diabo”, Sergio Bernardes projetou a primeira e belíssima residência particular: para o importante jornalista Medeiros Lima.