O Presidente da Costa Rica, Prêmio Nobel da Paz, propõe: “Eleições imediatas em Honduras”

O Poder é fascinante e contagiante, de tal maneira que é imperioso e obrigatório estabelecer um limite para a sua utilização por uma só pessoa, para que não o ocupe de forma ininterrupta.

Na Constituição americana de 1788 (a única que eles têm), Washington e Jefferson lutaram intensamente por um mandato presidencial de apenas 2 anos, foram derrotados.

Passaram para 3, para 4 sem reeleição, a maioria se fixara nos mandatos de 4 anos, com quantas vezes o povo votasse nesses presidentes. Curiosamente, tanto Washington quanto Jefferson (e mais Monroe e Madison) ficaram 8 anos, não quiseram o terceiro mandato.

Em 1932, Roosevelt foi eleito, ganharia também em 1936, 1940 e 1944, e mais ficaria se não morresse no cargo. Mas aí, quando Truman assumiu, Republicanos e Democratas se reuniram, aprovaram a emenda número 24 (em 1950), que permite a cada cidadão eleito apenas uma reeleição e mais nada.

Estas lembranças são impostas pelo problema de Honduras, onde o presidente Zelaya tentou ficar mais 4 anos, o que levou os generais a destituí-lo. (Não foi o primeiro nem será o último, se não se estabelecerem regras fixas e firmes para impedir os mandatos repetidos).

No Brasil, Vargas chefiou a Revolução (“revolução”) para impedir os presidentes de indicarem seus sucessores. Ele não indicou ninguém, ficou 15 anos. Só saiu deposto. FHC, eleito para um mandato de 4 anos, ficou 8 anos, simplesmente comprou (pagou) mais 4 anos.

Na Argentina e no Peru, Menem e Fujimori, eleitos por 4 anos, ficaram 8, queriam pelo menos mais 4, foram impedidos. Agora, a mesma América do Sul, que em determinada época tinha ditadores em todos os países, tenta seguir o exemplo do provinciano coronel Chávez, que pretende morrer no Poder, isso se admitir que pode morrer.

E aqui mesmo no Brasil, depois de uma ditadura de 15 anos e outra de 21, adorariam impor o “terceiro mandato”, pela forma que for possível. Certo e admissível que o pretendente (no caso, o presidente Lula), se conseguir os 12 anos, por que não reivindicaria 16 ou 20? E se ele conseguir ou obtiver, por que outros não tentariam?

No caso de Honduras, as coisas se complicaram por causa do açodamento da OEA e até mesmo dos EUA. Sem examinar em profundidade a questão, decidiram: “Zelaya foi deposto TEM QUE voltar ao Poder. Nem perceberam que Zelaya foi o primeiro golpista, os generais foram na trilha aberta por ele.

Imediatamente escrevi: “Zelaya e os generais são igualmente golpistas, o Poder deve ser entregue ao cardeal, não por ser cardeal, mas porque é respeitado, combateu logo os dois lados”. Além do mais, faltavam 6 meses para a eleição, era visível a intenção de Zelaya.

Agora, o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, um democrata, e além do mais, Prêmio Nobel da Paz, mediando a questão, faz proposta plenamente aceitável. Com alguns pontos irrefutáveis.

1. Zelaya não volta ao Poder.

2. A eleição, marcada para novembro, é antecipada para outubro. Pouco menos de 3 meses.

3. Os generais não comandarão a eleição.

4. Haverá ANISTIA TOTAL, beneficiando a todos.

* * *

PS- É impossível recusar uma proposta nesses termos. Quem recusá-la, seja quem for, quer apenas se beneficiar.

Política é como a nuvem: Aécio em voo livre

Pedro do Coutto

A frase do governador Magalhães Pinto (política é como a nuvem, muda de forma e direção a todo instante) é tão eterna como os diamantes, título de um dos livros de Ian Fleming, autor da série James Bond. Sem dúvida. A constatação está nas matérias publicadas simultaneamente na sexta-feira, 17, nas edições de O Globo, Folha de São Paulo e pó Estado de São Paulo. No Globo, saiu sem assinatura. Em O Estado de São Paulo está assinada por Eduardo Katah. Na FSP por Breno Costa e Kátia Seabra. Assinalam, a meu ver, uma reviravolta no processo da sucessão presidencial de 2010. Encontrando-se com o governador Aécio Neves, logo após a partida Cruzeiro e Estudiantes, no Mineirão o deputado Ciro Gomes afirmou diretamente que poderá não disputar a presidência da república se Aécio for o candidato do PSDB, passando então a apoiá-lo.

O encontro, claro, não aconteceu por acaso. O governador José Serra assistiu à partida ao lado de Aécio e do técnico Dunga. E a reunião política  teve a presença do ex presidente Itamar Franco que ingressou no PPS, aderindo portanto a uma legenda de oposição ao governo Lula. Os jornalistas, por seu turno, também não apareceram por acaso. Aécio Neves, Ciro Gomes e Itamar Franco produziram um episódio. Aliás politicamente muito importante. José Serra, em torno de quem circulam rumores cada vez mais intensos de que vai disputar a reeleição em São Paulo e portanto desistir de uma nova tentativa rumo ao Planalto, indo a belo Horizonte sem dúvida sinalizou para confirmar a versão que ganha corpo. Com isso, o panorama de 2010, de repente, como dizia Magalhães Pinto, muda de forma e direção.

Ciro Gomes, com suas afirmações, distancia-se tacitamente da ministra Dilma Roussef e fortalece o projeto Aécio Neves, sem dúvida um homem extremamente iluminado pela sorte. Itamar Franco, vale lembrar, desistiu da reeleição em Minas em 2002 para apoiar sua candidatura ao Palácio da Liberdade. Com dinamismo e dono de forte simpatia pessoal, Aécio reelegeu-se por margem disparada de votos. O quadro, com base nas pesquisas do Datafolha, Ibope e Sensus, na esfera do PSDB, era bem mais favorável a Serra. O governador paulista registrava entre 38 a 40 pontos. O chefe do executivo mineiro, quando seu nome figurava como alternativa tucana, ficava entre 17 a 20%De repente, porém, não mais que de repente como disse o poeta, José Serra se retrai e o espaço se abre para Aécio Neves como num passe de mágica. O que terá levado Serra a refluir? Poucas interpretações podem ser colocadas, mas nenhuma delas concretamente poderá convencer se não acompanhada por informação concreta de bastidor. Sem esta informação, fica-se com a impressão. Não com a certeza.

Mas esta aparência superficial é contudo suficiente para revelar a alteração do quadro, que apresentou como reflexo imediato um novo posicionamento de Ciro Gomes. Primeiro o ex governador do Ceará colocou a hipótese de concorrer pela terceira vez à presidência da República. Depois admitiu candidatar-se ao governo de São Paulo transferindo seu domicílio até 30 de setembro próximo. Agora o governo paulista fica para segundo plano, talvez terceiro, e publicamente admite seu apoio a Aécio neves. Aécio cresceu extraordinariamente no episódio. A opinião pública, absurdamente desprezada pelo Senador Paulo Duque ao assumir a presidência da Comissão de Ética do Senado no intuito de livrar José Sarney das acusações formuladas, é fundamental. Sem ela e sem a imprensa que a sensibiliza não se faz política. Tanto não se faz que Aécio, Ciro, Itamar para não falar em Serra, convocaram os jornais para produzir um impacto político forte na sucessão de Lula. A prova aí está.

Os desatinos e os escândalos viajaram

Carlos Chagas

Para  sair de férias, não há força humana ou divina  que impeça. Falamos do Congresso, como poderíamos falar, também,  do Judiciário e seus tribunais superiores. Com toda certeza não haverá um trabalhador em todo o território nacional que não tenha sido obrigado, em algum momento, a adiar férias antes programadas. A empresa exige, a repartição apela, até a família se intromete.

Com deputados e senadores, de jeito nenhum. O primeiro semestre parlamentar foi atípico, entrando tempestuoso pelo mês de julho. Desde a mais recente agressão do presidente Lula, chamando os oposicionistas de pizzaiolos,  até a explosiva CPI da Petrobrás, a constituição singular  do Conselho de Ética do Senado, as sucessivas denúncias contra o presidente José Sarney, a votação atabalhoada da Lei de Diretrizes Orçamentárias, enfim, não obstante  um desgaste poucas vezes verificado no Legislativo – apesar de tudo, deram-se as mãos líderes e bancadas de todos os partidos. Escafederam-se sorrindo.  Esqueceram divergências e desafetos, tanto quanto a necessidade de investigar, esclarecer e  prestar contas à opinião pública de uma das maiores crises de sua história. Cessa tudo, na hora de Suas Excelências ganharem o caminho da praia, da montanha ou do exterior.

Causava espanto a movimentação no aeroporto de Brasília, no fim de semana. O saguão de entrada parecia um plenário lotado e efervescente, ainda que a maior parte dos representantes do povo tenha encontrado nova forma de escapar  do próprio, quer dizer, do povo. Embarcam através de salas especiais, antes da plebe. Raramente entram em filas, já que seus aspones fazem o check-in antecipado.

Muita gente fica com a impressão de o Congresso haver encenado uma farsa na capital federal, de fevereiro até agora, porque fecharam as gavetas, empurraram graves questões para agosto e, felizes, foram embora. Depois se argumenta que Brasília é o centro  da corrupção, dos desatinos e dos escândalos. Não é. Os escândalos, os desatinos e a corrupção viajaram…

As obras de Santa Engrácia

No tempo dos nossos avós, quando os portugueses ainda mantinham forte influência na vida cultural e comercial do Brasil, era comum   o uso da  imagem lusitana que lembrava as “obras Santa Engrácia” para explicar empreitadas sempre adiadas e jamais completadas.  A referência ia  para a construção da igreja de Santa Engrácia, em Portugal, iniciada no século XVI e à época ainda  não concluída.

É mais ou menos o que acontece com a aquisição dos imprescindíveis novos aviões de caça para a Aeronáutica. Estamos defasados de décadas em nosso equipamento aéreo, e nem se  compara a situação  com os Estados Unidos, a Rússia, a China  e outros países militarmente desenvolvidos. Perdemos para a Venezuela, o Peru, o Chile, a Argentina e a  Colômbia, em número e qualidade de aeronaves de combate. Há quantos anos ouvimos dizer que o governo, agora, modernizará nossa frota? Mil anúncios são feitos, contratos anunciados, mas nossos pilotos frustram-se há várias gerações.    Estão enganando a Força Aérea Brasileira faz muitos  presidentes da República. Um dia, queira Deus que jamais aconteça, ficaremos arrependidos de tanta protelação, porque dinheiro para acudir bancos falidos e empresas em estado pré-falimentar, nunca faltou.  Para garantir a segurança e a soberania nacional, é outra conversa…

Não tem prazo

Irrita-se o presidente Lula toda vez que toma conhecimento da opinião de parlamentares da base oficial no sentido de estabelecer prazos para a consolidação da candidatura da ministra Dilma Rousseff. Porque com razoável cautela, até companheiros do PT afirmam que estão com a candidata, mas que ela deve afirmar-se antes do final do ano, nas pesquisas. Não há prazo, para o Lula, ainda que sempre acrescente estarem os resultados  muito melhor do que as previsões. Mas não admite dúvidas e questionamentos. Dilma é o nome e não haverá que reformar a decisão.

São poucos, no PT e fora dele, nos partidos que apóiam o governo, com coragem de ponderar junto ao chefe  a hipótese de a chefe da Casa Civil não decolar. Falta coragem para questionar a imposição presidencial. De qualquer forma, haverá que aguardar.

“Deixe que eles falem…”

Do outro lado, no ninho dos grão-tucanos, prevalece a determinação de  José Serra de falar pouco sobre sua candidatura mas de manter férrea a determinação de ir até o fim. Quando indagado da possibilidade de abrir mão da disputa pelo palácio do Planalto e fixar-se na reeleição para o palácio dos Bandeirantes, o governador reage sempre com a mesma resposta: “deixe que eles falem…”

A referência é para o fato de que o PSDB identifica no governo e no PT a onda de insinuações a respeito de Serra preferir o certo ao duvidoso, ou seja, preferindo o segundo mandato em São Paulo.  Para quem o conhece, desde os tempos em que presidia a União Nacional dos Estudantes, essas versões só fazem solidificar ainda mais a disposição pela candidatura presidencial.  Precisa evoluir com cuidado, até pela existência das pretensões do governador de Minas, Aécio Neves. Mas a conclusão é de que vai até o fim.

Inédito, textual e entre aspas

Celso de Mello, decano do Supremo, mais alto tribunal do país: “O Supremo Tribunal Federal é mais importante do que todos e de cada um dos seus Ministros”. É e sempre foi.

De José Sarney, ex-presidente da República e presidente do Senado, para descansar (de quê?) e deixando Brasília: “Não serei julgado pela Comissão de Ética, nem renunciarei”. Está de tal maneira seguro, que não fala nem em absolvição, e sim em NÃO SER JULGADO.

Do senador Artur Virgílio, líder do PSDB: “Não gostaria de criticar José Sarney, mas sou obrigado. E gostaria que ele estivesse presente”.

Da senadora Ideli Salvatti: “O PSDB não quer fiscalizar a Petrobras, quer privatizá-la”.

Do senador Sergio Guerra, presidente do PSDB, que não volta ao Senado depois de 2010: “Não queremos privatizar a Petrobras, queremos defendê-la e transformá-la de verdade na grande empresa que o governo diz que ela é”.

Parreira, Ricardo Gomes, Muricy, Luxemburgo

Já disse uma vez: ”Treinador pode demitir jogadores, mas não pode derrubá-los. Jogadores não podem demitir treinadores, mas podem derrubá-lo”.

Aconteceu com Muricy, pode acontecer com Tite e Adilson Batista.

Parreira foi incompetência acumulada. E até Mano Menezes, que era absoluto, está sofrendo três gols, seguida e perigosamente. Leão é um capítulo extra, da mesma forma que Luxemburgo.

Os dois foram unanimidade, técnicos de seleção, demitidos sem aviso prévio. (Exclusiva)

Causas da irritação do companheiro

Carlos Chagas

Claro que os psicólogos responderiam com muito mais competência e certeza do diagnóstico,  coisa que não nos impede, simples mortais, de arriscar  palpites. Sobre o   quê? Sobre a crescente irritabilidade  do presidente Lula quando, em improvisos ou numa dessas múltiplas entrevistas de beira de calçada, investe com diatribes e agressões sobre o  objeto das  perguntas e às próprias,  neste caso, ou dá vazão a sentimentos variados, naquele.

O companheiro-mór anda bravo com o mundo, chamando os  oposicionistas de pizzaiolos, os aliados de incompetentes e os  jornalistas de desafetos. Parece haver baixado nele o espírito do general Ernesto Geisel, aquele que além de presidente da República era ministro de todas as pastas, diretor de todos os departamentos e chefe de todas as seções do serviço público.  Transforma-se, o Lula,  em dono das verdades absolutas,  detentor único das soluções para problemas políticos, econômicos e administrativos. Até mesmo sua tradicional bonomia e seu sentimento de tolerância vão cedendo lugar à intransigência. Fenômeno estranho, porque ao invés de a candidata Dilma Rousseff absorver as qualidades  do chefe, antes abertas ao diálogo e à absorção de críticas, é ele  que parece haver sido  inoculado pelo germe da agressividade e da falta de indulgência para quem pensa ou age diferente.

O importante,  para os  psicólogos, é analisar profissionalmente   e conhecer a causa  da mutação  de  sentimento  dos pacientes, ainda que a  nós,  cá de baixo, sempre seja  permitido arriscar impressões periféricas.

Estará o presidente percebendo que Dilma Rousseff não chega lá? Que precipitou-se ao impor a candidatura da correta chefe da Casa Civil, excelente administradora mas carente de experiência política? Porque,  nesse particular, não adianta falar grosso, elevar a voz, dar ordem unida  e comportar-se como  mestre-escola. Pontificar é perigoso, impor,  mais ainda, para quem depende da opinião e do voto dos outros.

Há que aguardar os próximos  lances e os novos episódios dessa novela de suspense em que se transforma a sucessão presidencial. Com prazo ou sem  prazo para dona Dilma decolar, a verdade é que a sombra da derrota começa a surgir no horizonte, apesar da vasta  propaganda e da cortina-de-fumaça levantada no palácio do Planalto e arredores. O risco é de o programa governamental  em curso nos últimos sete anos sofrer solução de continuidade e ser substituído pelo plano de vôo  dos tucanos.

Novas perspectivas

O saudoso dr. Ulysses dizia que o atual Congresso sempre era pior  do que o anterior e melhor do que o próximo.  Há dúvidas,   diante da lambança revelada pelas  denúncias de abusos parlamentares, antigas mas apenas agora conhecidas.  Continuando as coisas como vão, o próximo Congresso só poderá ser melhor do que o atual,  já que pior é impossível. Tudo indica que a renovação na Câmara dos Deputados e, em especial, no Senado, será arrasadora.  A pergunta que se faz é se a tendência para  as eleições parlamentares do ano que vem contaminará  as eleições de governador. A ânsia por escolher candidatos desvinculados das práticas denunciadas  pode até não dar resultado, quem sabe os eleitos oferecerão espetáculo ainda mais lamentável do que o encenado  pelos atuais? Mesmo assim, a busca de novos deputados e senadores poderá contagiar a procura por novos governadores. Será um desastre para as oligarquias e até para honestos esquemas de poder em exercício, mas essas coisas  costumam pegar  mais do que sarampo. Coincidência ou não, começam a aparecer nos estados candidatos desvinculados das lideranças em exercício. Acima e além de partidos, é bom prestar atenção nos movimentos não  ortodoxos. Até mesmo nos de origem religiosa, o que pode ser, com todo o respeito, um perigo dos diabos…

Cruzeiro: a técnica perdeu para a tática

Pedro do Coutto

Na noite de quarta-feira, no estádio Magalhães Pinto, na decisão da Taça Libertadores da América, a história eterna do futebol registrou mais um episódio em que a técnica e a arte perderam para a tática. É a explicação ao mesmo tempo mais simples e mais clara para a vitória do Estudiantes de La Plata sobre o Cruzeiro. O técnico Adilson Batista não soube traçar para o time o caminho lógico para que saísse do esquema de ocupação intensa de espaços do campo estabelecido pelo treinador Alejandro Sabatella. Não soube ou então não foi seguido pela equipe.

Do túnel para o gramado existem sempre diferenças a decifrar. Mas nós, torcedores e observadores, claro, só podemos analisar à base do que assistimos nas quatro linhas. Não temos os bastidores. Os bastidores são para os profissionais. Em todos os espetáculos, sejam esportivos, sejam artísticos, existem os mistérios, os enigmas. Aliás, o futebol está cheio deles. É o esporte mais livre e fascinante do mundo exatamente por isso. A começar pelo fato de o objeto da disputa, que é a bola, encontrar-se permanentemente exposto. Só numa ocasião deixa de ser assim: quando está nas mãos do goleiro e ele com os pés no chão. Fora disso, é livre o choque físico, cabendo à interpretação do juiz considerá-lo normal ou não.

Um labirinto que apresenta ao longo de sua magia exemplos em que a tática neutralizou a técnica e reduziu a diferença entre a arte o esforço humano de menor brilho. A maioria dos torcedores, claro, não tem condições de decifrar desafios no campo do pensamento. Por este motivo natural, a tática sempre foi um verdadeiro tabu.

Mas, ao longo do tempo, diminuiu em consequência das traduções passadas às multidões pelo comentarista João Saldanha, que em 70 assumiu o comando da Seleção Brasileira. Mas dele foi afastado por João Havelange, então presidente da antiga CBD, hoje CBF, sendo substituído por Zagalo que se tornou tricampeão do mundo. Mas esta é outra questão. Saldanha, aí sua grande contribuição à cultura esportiva, identificou er traduziu, com o poder de comunicação que tinha, os quadros táticos do futebol. Depois dele, compreendeu-se melhor o 4-2-4, o 4-3-3, o 4-4-2, as posições do líbero e do cabeça de área nas ações defensivas. Porém o futebol continuou evoluindo, sobretudo em matéria de preparo físico, e hoje pode-se dizer que as equipes não têm mais somente onze jogadores. Mas sim 13 e 15, conforme os momentos. Os dois laterais defendem e atacam ao mesmo tempo, AO contrário de antigamente. E, pelo menos dois homens de meia cancha, antes chamados armadores, voltam para apoiar a defesa.

Os jogadores, hoje, correm muito mais do que corriam ontem.

O Estudiantes de La Plata correu mais do que o Cruzeiro. Combatia o Cruzeiro só a partir de sua intermediária, fechando espaços e atuando de contra ataque. O Cruzeiro foi na onda. E, ao avançar, não se preocupava com a solidez da defesa. Não diminuiu os espaços, isso é fundamental, entre a ofensiva e a defensiva. As estocadas do time argentino transcorriam pelas estradas abertas aos lançamentos de meia distância. Adilson Batista não conseguiu compactar a equipe.

Isso de um lado. De outro, os mineiros cometeram um erro grave em matéria de futebol: centralizaram demais as jogadas com Kleber. Ótimo jogador, integrante da Seleção de Dunga, mas no futebol ninguém vence sozinho. É um jogo de equipe. Alejandro Sabatella concentrou a marcação argentina nele, o espaço para o Cruzeiro ficou curto e tudo se complicou. Bola na trave no final do jogo? Houve o chute de Tiago Ribeiro. Se entra, a partida iria para a prorrogação. Mas a história do futebol está repleta de bolas na trave. E de táticas neutralizando a técnica. O Cruzeiro perdeu a Taça para si mesmo. Não soube se livrar de uma teia em ritmo de tango.

Pequena alta nas Bolsas do Brasil, EUA e Europa, não significam de modo algum, fim da crise no mundo

Todos querem dar palpites, alguns com interesse, outros com credibilidade, e a maioria, pelo fato de serem jogadores. Hoje, na Europa, (que fecha primeiro, por causa do fuso) nos Eua e no Brasil, (terminam juntos) houve a tentativa de influir e influenciar a jogatina.

Larry Summers, principal conselheiro de Obama, declarou tolamente: “Escapamos da catástrofe”. Como ele sabe? E os TRILHÕES que desperdiçaram favorecendo apenas os que estão no mais alto da elite financeira?

Na UE, (União Européia) a ascensão foi mínima, mas badalaram de forma retumbante. Não acreditem.

No Brasil, ao meio dia a Bovespa estava em 51 mil 948 pontos alta de 0,70%. 5 horas depois perdia esse ganho, fechava rigorosamente estável. Em 2 horas do pregão inicial, negociou 1 bilhão. Em 5 horas mais, movimentou apenas outros 3 bilhões (media de 600 milhões por hora) totalizando 4 bilhões. Menos da metade do habitual 14 meses antes. A crise está longe de acabar. (Exclusiva)

Sarney: discurso de posse repetido insensatamente

Hoje, às 11 horas, Cristovam Buarque encerrava o trabalho (?), começava o recesso, já não aparecia mais ninguém. Imediatamente, por ordem do próprio Sarney, começava a repetição do seu discurso de posse.

Sarney dizia: “É a terceira vez que ocupo esta presidência, por CONVOCAÇÃO de meus companheiros”. E continuou nessa linha, sem qualquer veracidade ou credibilidade, apenas a idéia de relembrar, “TIVE 49 VOTOS”.

Teve mesmo, hoje não tem nem 20. E ninguém esquece. Além do próprio Sarney, são acusados: filhos, netos, noras, sobrinhos e apaniguados. E não existe qualquer possibilidade de Sarney permanecer, sem o APROFUNDAMENTO da crise. (Exclusiva)

A República, Floriano e o bravo senado

Falsificada, a República, (não a dos nossos sonhos) implantada e não PROMULGADA, em 1889. Foi tomada de assalto pelos dois marechais das Alagoas. Tomaram o Poder, brigaram, Floriano ficou na presidência baseado na força, sem convocar a indispensável eleição. O senado resistiu, não referendou seus atos.

O senado hoje, se jogaria a seus pés. (Exclusiva)

Chavez, sempre Chavez

O ininterrupto da Venezuela, “alerta sobre a possibilidade de guerra civil em Honduras”. Devia alertar para o perigo no seu próprio país, dividido por sua ambição ditatorial.

De qualquer maneira, nem Zelaya nem os generais de Honduras, valem a guerra civil, a ameaça dela, ou a possibilidade de continuação do golpe. (Exclusiva)

Esportivas certas e incertas

1. Comemoraram estrepitosamente, a conquista (?) da Copa de 1994. Foi uma imprudência. Essa sem dúvida a mais clamorosa Copa do Mundo.

2. E a mais tumultuada vitória da seleção. Esteve várias vezes para voltar. E na última chance, foi salva por um gol “espírita” de Branco.

3. Chegamos aos pênaltis, a Itália perdeu três, incluindo o último do craquíssimo Baggio. Branco marcou o seu e Dunga também. Não precisamos nem cobrar o último.

4. O Sport podia ter ganho muito bem do Corinthians. Abriu o placar, o Corinthians fez três mas o Sport fez outros 3.

5. A cabeça de Leão e a cabeça de Ronaldo. O treinador reclamou muito, (teve razão na expulsão de um jogador do Sport), mas a maior culpa foi dele mesmo.

6. Antes do jogo Leão explicou: “mandei marcar mais do que de perto o Douglas, é ele que alimenta Ronaldo”. Este sem marcação, decidiu a partida, como dois de cabeça.

7. Basta constatar esse fato: é sabido que as deficiências do iluminado, foram a precariedade em bater faltas e as cabeçadas, sempre para fora.

8. Pois ontem, Ronaldo fez dois gols incríveis de cabeça. Marcado em cima não poderia ter cabeceado nenhuma das duas.

9. Quem poderia reclamar com toda razão, seria o Carpeggiani. Seu time, o Vitória, ia ganhando mais uma, sofreu pênalti que não existiu.

10. E o São Paulo se arrepende da demissão de Muricy. Já disputou até agora 30 pontos (10 jogos) acumulou apenas 10 pontos. 31 por cento. Ou melhora ou os adversários irão comemorar.

Lula, infelicidade com “pizzaiolos”

Desgastado, desmoralizado, desprestigiado, o senado aproveitou a palavra pejorativa do presidente, para se defender. Ameaçam ir até mesmo ao Supremo. (Tudo agora é no Supremo).

Assessores do presidente, (não sei se por gozação) aconselham Lula a dizer, “me enganei, queria falar churrasqueiros”.

Pelo menos churrasqueiro é popular, pizzaiolo, ofensivo. Lula vai se desdizer, só não sei se nessa linha. (Exclusiva)

Ciro a caminho do ostracismo

Duas vezes candidato a presidente, numa delas chegou a ficar em primeiro nas pesquisas, agora tenta a terceira, mas não tem nem legenda. Fez a jogada extravagante de dizer que ia mudar o domicílio para São Paulo.

Quando muitos suspeitaram que ia ser candidato a governador, expliquei: “Quer ser presidente por São Paulo, como dois motivos. 1) São Paulo é um eleitorado vasto e sedutor. 2) Quer fugir da companhia de Jereissati (sócio de anos e anos), processado pela falência do Banco do Ceará, em 2001, quando era governador.

Jereissati está senador por “um fio” pode não se reeleger. A ex-mulher, Patrícia Saboya, não tem uma possibilidade em um milhão em 2010.

Para ela, certo, e talvez para Jereissati, será o verdadeiro “Adeus às Armas”.

Paulo Duque, segundo em primeiro

Imitou o deputado do castelo, devida e justamente absolvido: “Estou me lixando para os jornais e a opinião pública”. Tem toda razão. É senador sem voto, sem povo e sem urna, chegou ao senado sem disputa.

Não precisou nem concorrer no partido, segundo suplente ninguém quer. É a primeira vez que um desses notívagos do voto assume o senado.

Concurso “Seleção do Faustão”, um novo processo contra a Globo

Já faz 3 anos que a TV Globo promoveu o concurso “Seleção do Faustão”, quando da Copa do Mundo de Futebol, em 2006, mas o prejuízo só agora está sendo cobrado.

Inconformado com a ilegalidade e a simulação da promoção que deveria ser gratuita, mas não foi, o Ministério Público Federal entrou com Ação Civil Pública pedindo a devolução de todos os recursos arrecadados pelas Organizações Globo com esses sorteios e que cobravam R$4,00 de cada participante que, pelo celular, buscasse informações sobre os jogos.

Na verdade, essa solicitação de notícias, por meio de celular, era o subterfúgio imaginado pela Globo para justificar “a compra” do produto informativo, que possibilitaria ao adquirente desse “serviço” concorrer “gratuitamente” aos prêmios da “Seleção do Faustão”. Puro engano, que não colou.

Por conta disso, a Procuradoria da República está requerendo à Justiça Federal as seguintes decisões:

1. A declaração da nulidade do Certificado de Autorização da Caixa Econômica Federal no. 6-0189/2006, que aprovou a jogatina ilegal e camuflada;

2. A condenação das rés GLOBOSAT PROGRAMADORA LTDA, GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA. e EDITORA GLOBO S/A a promover o ressarcimento do VALOR ILICITAMENTE AUFERIDO EM VIRTUDE DA REALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO “SELEÇÃO DO FAUSTÃO”;

3. A condenação das rés à PROIBIÇÃO de realizar as promoções de que trata a Lei no. 5.768/71 DURANTE O PRAZO DE DOIS ANOS;

4. A condenação da CEF à obrigação de não autorizar planos de operação de distribuição de sorteio de prêmios como forma de AUFERIR RECEITAS;

5. Condenação da CEF no sentido de que adote as providências necessárias à decretação da nulidade de autorização.

A Caixa Econômica Federal está se emulando de todas as formas para defender a aprovação da jogatina exclusiva, que autorizou a Globo a operar em 2006 e que todo mundo sabia ser ilegal e imoral. Não sei o que seria do Brasil não fossem a coragem, isenção e competência de nossos PROCURADORES DA REPÚBLICA!.

A pergunta que fica no ar: as Organizações Globo, que faturam por ano, mais de OITO BILHÕES DE REAIS, com publicidade e outras iniciativas comerciais, por ano,  precisavam se envolver em negócio tão nebuloso e que não a engrandece em nada? Ou seja, a ingênua simulação de concurso de distribuição de prêmios não gratuitos?

E o Faustão que também tem uma imagem a preservar, que deve ter um compromisso com o consumidor-telespectador, por que se meteu pela terceira vez nessa falsa distribuição gratuita de prêmios?

A primeira promoção foi em 1998 (QUINHENTOS GOLS DO FAUSTÃO); a segunda em 2002, com a JOGADA DA SORTE e a terceira em 2006 (Seleção do Faustão). O telespectador não é bobo e pode cobrar maior responsabilidade e respeito. Há alguns anos a produção do Gugu montou uma falsa entrevista com falsos bandidos e que acabou derrubando a audiência e a credibilidade do milionário apresentador, que se mudou para a casa de Edir Macedo, a Rede Record de Televisão. Ou melhor, está com um pé no SBT e outro na Record.

* * *

PS- O Faustão, Gugu, Amaury e outros, que ganham milhões e milhões, m-e-n-s-a-l-m-e-n-t-e, estão incluídos naqueles que relacionei ontem, como recebedores ilegais.

PS2- E foram fulminados por uma carta lúcida, elucidativa e altamente competente do brilhante advogado, Jorge Folena de Oliveira.

A democracia cresce, apesar de tudo

Carlos Chagas

Senão remando contra a maré, pelo menos servindo de anteparo a ondas inusitadas, o deputado Ciro Gomes identifica fatores positivos na atual temporada de  denúncias envolvendo irregularidades no Legislativo. Para ele, os 21 anos de democracia plena que vivemos, a partir da Constituição de 1988,  permitem ao país assistir a luz do sol iluminando sombras e becos. Lambanças maiores e menores aconteceram na história do parlamento, mas a diferença é que agora tornam-se claras, visíveis e expostas à ação da sociedade, com a imprensa na linha de frente.  Em vez de ficarmos lamentando as falcatruas praticadas por deputados e senadores, jamais a maioria, podemos identificar, cobrar e chamar à responsabilidade representantes do povo que faltaram ao seu dever.

O importante, para o ex-governador do Ceará, é que a sociedade tome conhecimento de tudo e possa atuar, seja através dos mecanismos institucionais existentes, seja por meio da maior arma jamais posta a serviço das democracias: as eleições. Porque os parlamentares pegos com a boca na botija poderão receber a censura definitiva do eleitorado, não sendo mais votados. Além, é claro, de responderem por seus atos junto a conselhos de ética, plenários, polícia federal, ministério público, tribunais e sucedâneos.

Sendo assim, para ele, não haverá que desanimar nem considerar perdida a luta pela melhoria de nossas instituições, mais, em vez disso, celebrar o aprimoramento causado pelas denúncias e acusações.

Ciro Gomes faz a ressalva de que certos meios de comunicação exageram, empenham-se em transmitir à opinião pública a impressão de que o Legislativo está podre e que não há salvação. Por coincidência, muitos que se colocam nessa postura negativista andam a serviço do oposto ao qual se apresentam, ou seja, pretendem o caos. Tanto faz, porque a população não é boba e percebe o melhor funcionamento das instituições, preparada para deixar saírem pelo ralo os culpados.

Candidato à presidência

O  duas vezes candidato à presidência da República mantém o propósito de disputar a terceira eleição para o palácio do Planalto. Elogia a estratégia do presidente Lula, de haver lançado Dilma Rousseff, forma de conter a explosão do PT em montes de grupos conflitantes, cada qual com sua indicação. Mas reconhece que se até o início do próximo ano a candidata não decolar  nas verdadeiras pesquisas, outras opções  precisarão ser  examinadas. O objetivo será manter e ampliar o projeto político adotado a partir da ascensão do presidente ao poder, não a continuidade, mas a abertura de novos horizontes.  Está à disposição das forças empenhadas nesse objetivo. Não é candidato dele mesmo. Mas imagina-se em condições de avançar.

Para Ciro Gomes, o Brasil retrocedeu fundamentalmente com o governo Fernando Henrique, em termos de desenvolvimento econômico. Engolimos a falácia do “fim de História” a partir do fracasso do socialismo autoritário, mas o neoliberalismo resultante  daquele período revelou-se um horror. Suicidou-se, essa temporária fase da economia  mundial, abrindo-se oportunidades para soluções diferentes. É o que Barack Obama tenta nos Estados Unidos, é aquilo que o presidente Lula começou, ainda que sabotado pelas forças da reação.

A hipótese de candidatar-se não à presidência da República, mas ao governo de São Paulo, não pe considerada pelo parlamentar pelo Ceará. Poderá cristalizar-se, no futuro, ainda que por enquanto não faça parte de suas cogitações. Não transferiu seu título eleitoral do Ceará para São Paulo, ainda que possa fazê-lo mais tarde, de acordo com as  circunstâncias.  Por isso vem sendo atacado pelas forças do governador José Serra e até olhado de banda por alguns petistas da paulicéia.

Nem convidado foi

Ciro Gomes, que ocupou o ministério da Fazenda no período critico da afirmação do Plano Real, nem convidado foi para a sessão solene do Congresso em comemoração aos quinze anos do programa que acabou com a inflação. Tratou-se de uma festa tucana, de exaltação a Fernando Henrique Cardoso, quando a maior das injustiças foi praticada contra  Itamar Franco. Afinal,  foi o ex-presidente,  também ausente das festividades,  o grande mentor do Plano Real.  Estão escrevendo uma outra história, que o tempo se encarregará de desfazer. Mas não deixa de ser inusitado que o Congresso tenha encenado uma peça pela metade, onde o autor e muitos dos protagonistas viram-se confinados aos porões do teatro.

Mão Santa vai deixar o PMDB

Se alguém falar em Francisco de Assis Moraes Sousa,  médico-cirurgião, só se lembrarão os parentes e amigos mais chegados.  No entanto, citar o Mão-Santa equivale a acender a luz na mais escura das profundidades nacionais. Não há quem não conheça, discutindo, apoiando  e divergindo do senador que pronunciou mais de mil discursos, na atual Legislatura, e que presidiu o Senado por 500 vezes, pelo menos, de 2006 até agora.

Crítico permanente do governo do presidente Lula e insurrecto profundo da direção do PMDB, o Mão Santa ocupa lugar fundamental na crônica do Congresso.  Está sempre presente,  afugenta meio mundo quando começa a cobrar coerência de seus correligionários e parece a um passo de deixar seu partido para poder concorrer à reeleição, ano que vem.  Querem negar-lhe oxigênio para uma disputa da qual sairá vencedor.

Mão Santa é daqueles poucos peemedebistas que sustentam a necessidade de o maior partido nacional lançar candidato próprio à presidência da República em vez de ficar à espera das migalhas do poder do governo Lula.

FHC: prejuízos colossais

O Tribunal de Contas da União, (TCU) concluiu: O presidente FHC, com o apagão de energia de 2001 e 2002, deu prejuízo ao país de 45 BILHÕES de reais”.

Nada aconteceu ao ex-presidente que continua arrogante e se considerando um dos grandes de nossa história.

Por conta desse rombo (ou a palavra não é essa e sim outra parecida?) 60 por cento tiveram que ser cobertos pela população, que ficou sem energia e sem dinheiro.

A Folha nem noticiou o fato, na Primeira ou lá dentro. 45 BILHÕES não comoveram o jornalão. E é possível, quase certo, que o TCU não tenha a credibilidade exigida pela publicação.

O Globo também não viu necessidade, obrigatoriedade ou profundidade na acusação do TCU. Mas O Globo tem justificativa para a omissão: a Primeira estava cheia de denúncias contra Lula e Sarney. Não quero defender Lula E Sarney, Lula OU Sarney.

Mas os 45 bilhões do TCU, provados e comprovados não seriam suficientes para colocar FHC na Primeira? Ou em outro lugar menos nobre, longe dos dois jornalões? (Exclusiva)