A República, Floriano e o bravo senado

Falsificada, a República, (não a dos nossos sonhos) implantada e não PROMULGADA, em 1889. Foi tomada de assalto pelos dois marechais das Alagoas. Tomaram o Poder, brigaram, Floriano ficou na presidência baseado na força, sem convocar a indispensável eleição. O senado resistiu, não referendou seus atos.

O senado hoje, se jogaria a seus pés. (Exclusiva)

Chavez, sempre Chavez

O ininterrupto da Venezuela, “alerta sobre a possibilidade de guerra civil em Honduras”. Devia alertar para o perigo no seu próprio país, dividido por sua ambição ditatorial.

De qualquer maneira, nem Zelaya nem os generais de Honduras, valem a guerra civil, a ameaça dela, ou a possibilidade de continuação do golpe. (Exclusiva)

Esportivas certas e incertas

1. Comemoraram estrepitosamente, a conquista (?) da Copa de 1994. Foi uma imprudência. Essa sem dúvida a mais clamorosa Copa do Mundo.

2. E a mais tumultuada vitória da seleção. Esteve várias vezes para voltar. E na última chance, foi salva por um gol “espírita” de Branco.

3. Chegamos aos pênaltis, a Itália perdeu três, incluindo o último do craquíssimo Baggio. Branco marcou o seu e Dunga também. Não precisamos nem cobrar o último.

4. O Sport podia ter ganho muito bem do Corinthians. Abriu o placar, o Corinthians fez três mas o Sport fez outros 3.

5. A cabeça de Leão e a cabeça de Ronaldo. O treinador reclamou muito, (teve razão na expulsão de um jogador do Sport), mas a maior culpa foi dele mesmo.

6. Antes do jogo Leão explicou: “mandei marcar mais do que de perto o Douglas, é ele que alimenta Ronaldo”. Este sem marcação, decidiu a partida, como dois de cabeça.

7. Basta constatar esse fato: é sabido que as deficiências do iluminado, foram a precariedade em bater faltas e as cabeçadas, sempre para fora.

8. Pois ontem, Ronaldo fez dois gols incríveis de cabeça. Marcado em cima não poderia ter cabeceado nenhuma das duas.

9. Quem poderia reclamar com toda razão, seria o Carpeggiani. Seu time, o Vitória, ia ganhando mais uma, sofreu pênalti que não existiu.

10. E o São Paulo se arrepende da demissão de Muricy. Já disputou até agora 30 pontos (10 jogos) acumulou apenas 10 pontos. 31 por cento. Ou melhora ou os adversários irão comemorar.

Lula, infelicidade com “pizzaiolos”

Desgastado, desmoralizado, desprestigiado, o senado aproveitou a palavra pejorativa do presidente, para se defender. Ameaçam ir até mesmo ao Supremo. (Tudo agora é no Supremo).

Assessores do presidente, (não sei se por gozação) aconselham Lula a dizer, “me enganei, queria falar churrasqueiros”.

Pelo menos churrasqueiro é popular, pizzaiolo, ofensivo. Lula vai se desdizer, só não sei se nessa linha. (Exclusiva)

Ciro a caminho do ostracismo

Duas vezes candidato a presidente, numa delas chegou a ficar em primeiro nas pesquisas, agora tenta a terceira, mas não tem nem legenda. Fez a jogada extravagante de dizer que ia mudar o domicílio para São Paulo.

Quando muitos suspeitaram que ia ser candidato a governador, expliquei: “Quer ser presidente por São Paulo, como dois motivos. 1) São Paulo é um eleitorado vasto e sedutor. 2) Quer fugir da companhia de Jereissati (sócio de anos e anos), processado pela falência do Banco do Ceará, em 2001, quando era governador.

Jereissati está senador por “um fio” pode não se reeleger. A ex-mulher, Patrícia Saboya, não tem uma possibilidade em um milhão em 2010.

Para ela, certo, e talvez para Jereissati, será o verdadeiro “Adeus às Armas”.

Paulo Duque, segundo em primeiro

Imitou o deputado do castelo, devida e justamente absolvido: “Estou me lixando para os jornais e a opinião pública”. Tem toda razão. É senador sem voto, sem povo e sem urna, chegou ao senado sem disputa.

Não precisou nem concorrer no partido, segundo suplente ninguém quer. É a primeira vez que um desses notívagos do voto assume o senado.

Concurso “Seleção do Faustão”, um novo processo contra a Globo

Já faz 3 anos que a TV Globo promoveu o concurso “Seleção do Faustão”, quando da Copa do Mundo de Futebol, em 2006, mas o prejuízo só agora está sendo cobrado.

Inconformado com a ilegalidade e a simulação da promoção que deveria ser gratuita, mas não foi, o Ministério Público Federal entrou com Ação Civil Pública pedindo a devolução de todos os recursos arrecadados pelas Organizações Globo com esses sorteios e que cobravam R$4,00 de cada participante que, pelo celular, buscasse informações sobre os jogos.

Na verdade, essa solicitação de notícias, por meio de celular, era o subterfúgio imaginado pela Globo para justificar “a compra” do produto informativo, que possibilitaria ao adquirente desse “serviço” concorrer “gratuitamente” aos prêmios da “Seleção do Faustão”. Puro engano, que não colou.

Por conta disso, a Procuradoria da República está requerendo à Justiça Federal as seguintes decisões:

1. A declaração da nulidade do Certificado de Autorização da Caixa Econômica Federal no. 6-0189/2006, que aprovou a jogatina ilegal e camuflada;

2. A condenação das rés GLOBOSAT PROGRAMADORA LTDA, GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA. e EDITORA GLOBO S/A a promover o ressarcimento do VALOR ILICITAMENTE AUFERIDO EM VIRTUDE DA REALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO “SELEÇÃO DO FAUSTÃO”;

3. A condenação das rés à PROIBIÇÃO de realizar as promoções de que trata a Lei no. 5.768/71 DURANTE O PRAZO DE DOIS ANOS;

4. A condenação da CEF à obrigação de não autorizar planos de operação de distribuição de sorteio de prêmios como forma de AUFERIR RECEITAS;

5. Condenação da CEF no sentido de que adote as providências necessárias à decretação da nulidade de autorização.

A Caixa Econômica Federal está se emulando de todas as formas para defender a aprovação da jogatina exclusiva, que autorizou a Globo a operar em 2006 e que todo mundo sabia ser ilegal e imoral. Não sei o que seria do Brasil não fossem a coragem, isenção e competência de nossos PROCURADORES DA REPÚBLICA!.

A pergunta que fica no ar: as Organizações Globo, que faturam por ano, mais de OITO BILHÕES DE REAIS, com publicidade e outras iniciativas comerciais, por ano,  precisavam se envolver em negócio tão nebuloso e que não a engrandece em nada? Ou seja, a ingênua simulação de concurso de distribuição de prêmios não gratuitos?

E o Faustão que também tem uma imagem a preservar, que deve ter um compromisso com o consumidor-telespectador, por que se meteu pela terceira vez nessa falsa distribuição gratuita de prêmios?

A primeira promoção foi em 1998 (QUINHENTOS GOLS DO FAUSTÃO); a segunda em 2002, com a JOGADA DA SORTE e a terceira em 2006 (Seleção do Faustão). O telespectador não é bobo e pode cobrar maior responsabilidade e respeito. Há alguns anos a produção do Gugu montou uma falsa entrevista com falsos bandidos e que acabou derrubando a audiência e a credibilidade do milionário apresentador, que se mudou para a casa de Edir Macedo, a Rede Record de Televisão. Ou melhor, está com um pé no SBT e outro na Record.

* * *

PS- O Faustão, Gugu, Amaury e outros, que ganham milhões e milhões, m-e-n-s-a-l-m-e-n-t-e, estão incluídos naqueles que relacionei ontem, como recebedores ilegais.

PS2- E foram fulminados por uma carta lúcida, elucidativa e altamente competente do brilhante advogado, Jorge Folena de Oliveira.

A democracia cresce, apesar de tudo

Carlos Chagas

Senão remando contra a maré, pelo menos servindo de anteparo a ondas inusitadas, o deputado Ciro Gomes identifica fatores positivos na atual temporada de  denúncias envolvendo irregularidades no Legislativo. Para ele, os 21 anos de democracia plena que vivemos, a partir da Constituição de 1988,  permitem ao país assistir a luz do sol iluminando sombras e becos. Lambanças maiores e menores aconteceram na história do parlamento, mas a diferença é que agora tornam-se claras, visíveis e expostas à ação da sociedade, com a imprensa na linha de frente.  Em vez de ficarmos lamentando as falcatruas praticadas por deputados e senadores, jamais a maioria, podemos identificar, cobrar e chamar à responsabilidade representantes do povo que faltaram ao seu dever.

O importante, para o ex-governador do Ceará, é que a sociedade tome conhecimento de tudo e possa atuar, seja através dos mecanismos institucionais existentes, seja por meio da maior arma jamais posta a serviço das democracias: as eleições. Porque os parlamentares pegos com a boca na botija poderão receber a censura definitiva do eleitorado, não sendo mais votados. Além, é claro, de responderem por seus atos junto a conselhos de ética, plenários, polícia federal, ministério público, tribunais e sucedâneos.

Sendo assim, para ele, não haverá que desanimar nem considerar perdida a luta pela melhoria de nossas instituições, mais, em vez disso, celebrar o aprimoramento causado pelas denúncias e acusações.

Ciro Gomes faz a ressalva de que certos meios de comunicação exageram, empenham-se em transmitir à opinião pública a impressão de que o Legislativo está podre e que não há salvação. Por coincidência, muitos que se colocam nessa postura negativista andam a serviço do oposto ao qual se apresentam, ou seja, pretendem o caos. Tanto faz, porque a população não é boba e percebe o melhor funcionamento das instituições, preparada para deixar saírem pelo ralo os culpados.

Candidato à presidência

O  duas vezes candidato à presidência da República mantém o propósito de disputar a terceira eleição para o palácio do Planalto. Elogia a estratégia do presidente Lula, de haver lançado Dilma Rousseff, forma de conter a explosão do PT em montes de grupos conflitantes, cada qual com sua indicação. Mas reconhece que se até o início do próximo ano a candidata não decolar  nas verdadeiras pesquisas, outras opções  precisarão ser  examinadas. O objetivo será manter e ampliar o projeto político adotado a partir da ascensão do presidente ao poder, não a continuidade, mas a abertura de novos horizontes.  Está à disposição das forças empenhadas nesse objetivo. Não é candidato dele mesmo. Mas imagina-se em condições de avançar.

Para Ciro Gomes, o Brasil retrocedeu fundamentalmente com o governo Fernando Henrique, em termos de desenvolvimento econômico. Engolimos a falácia do “fim de História” a partir do fracasso do socialismo autoritário, mas o neoliberalismo resultante  daquele período revelou-se um horror. Suicidou-se, essa temporária fase da economia  mundial, abrindo-se oportunidades para soluções diferentes. É o que Barack Obama tenta nos Estados Unidos, é aquilo que o presidente Lula começou, ainda que sabotado pelas forças da reação.

A hipótese de candidatar-se não à presidência da República, mas ao governo de São Paulo, não pe considerada pelo parlamentar pelo Ceará. Poderá cristalizar-se, no futuro, ainda que por enquanto não faça parte de suas cogitações. Não transferiu seu título eleitoral do Ceará para São Paulo, ainda que possa fazê-lo mais tarde, de acordo com as  circunstâncias.  Por isso vem sendo atacado pelas forças do governador José Serra e até olhado de banda por alguns petistas da paulicéia.

Nem convidado foi

Ciro Gomes, que ocupou o ministério da Fazenda no período critico da afirmação do Plano Real, nem convidado foi para a sessão solene do Congresso em comemoração aos quinze anos do programa que acabou com a inflação. Tratou-se de uma festa tucana, de exaltação a Fernando Henrique Cardoso, quando a maior das injustiças foi praticada contra  Itamar Franco. Afinal,  foi o ex-presidente,  também ausente das festividades,  o grande mentor do Plano Real.  Estão escrevendo uma outra história, que o tempo se encarregará de desfazer. Mas não deixa de ser inusitado que o Congresso tenha encenado uma peça pela metade, onde o autor e muitos dos protagonistas viram-se confinados aos porões do teatro.

Mão Santa vai deixar o PMDB

Se alguém falar em Francisco de Assis Moraes Sousa,  médico-cirurgião, só se lembrarão os parentes e amigos mais chegados.  No entanto, citar o Mão-Santa equivale a acender a luz na mais escura das profundidades nacionais. Não há quem não conheça, discutindo, apoiando  e divergindo do senador que pronunciou mais de mil discursos, na atual Legislatura, e que presidiu o Senado por 500 vezes, pelo menos, de 2006 até agora.

Crítico permanente do governo do presidente Lula e insurrecto profundo da direção do PMDB, o Mão Santa ocupa lugar fundamental na crônica do Congresso.  Está sempre presente,  afugenta meio mundo quando começa a cobrar coerência de seus correligionários e parece a um passo de deixar seu partido para poder concorrer à reeleição, ano que vem.  Querem negar-lhe oxigênio para uma disputa da qual sairá vencedor.

Mão Santa é daqueles poucos peemedebistas que sustentam a necessidade de o maior partido nacional lançar candidato próprio à presidência da República em vez de ficar à espera das migalhas do poder do governo Lula.

FHC: prejuízos colossais

O Tribunal de Contas da União, (TCU) concluiu: O presidente FHC, com o apagão de energia de 2001 e 2002, deu prejuízo ao país de 45 BILHÕES de reais”.

Nada aconteceu ao ex-presidente que continua arrogante e se considerando um dos grandes de nossa história.

Por conta desse rombo (ou a palavra não é essa e sim outra parecida?) 60 por cento tiveram que ser cobertos pela população, que ficou sem energia e sem dinheiro.

A Folha nem noticiou o fato, na Primeira ou lá dentro. 45 BILHÕES não comoveram o jornalão. E é possível, quase certo, que o TCU não tenha a credibilidade exigida pela publicação.

O Globo também não viu necessidade, obrigatoriedade ou profundidade na acusação do TCU. Mas O Globo tem justificativa para a omissão: a Primeira estava cheia de denúncias contra Lula e Sarney. Não quero defender Lula E Sarney, Lula OU Sarney.

Mas os 45 bilhões do TCU, provados e comprovados não seriam suficientes para colocar FHC na Primeira? Ou em outro lugar menos nobre, longe dos dois jornalões? (Exclusiva)

Hoje, Sergio Cabral foge do eleitor. Em 2010, será o eleitor que fugirá dele

Sergio Cabral em mais uma viagem ao exterior. O vice Pezão assina vários atos administrativos no Diário Oficial de ontem. Sergio Cabral não está aguentando a pressão do cargo e foge para o exterior. Um caso típico de omissão fabricada.

Por falar em Diário Oficial, o de ontem publica declarações de Carla Camurati, diretora do teatro Municipal. Diz ela que possivelmente as obras de recuperação estarão concluídas até o final do ano permitindo a reinauguração do Teatro. Incrível. O atual governo assumiu em janeiro de 2007 e todos sabiam que o centenário seria em 2009. O que foi feito?

Quase nada. Na fachada do TM, inclusive está escrita a data de 2009. A reportagem da Globo que focalizou o centenário esqueceu de dizer que artistas fantásticos como Caruso e Beniamino Gigli cantaram no seu palco. Um lugar portanto encantado. Nureyev dançou lá. Não tenho certeza quanto a Nijinsky e Ana Pavlova. É provável. Pois em 1910 os dois dançaram no Colón de Buenos Aires, também comemorado em 2009.

Inédito, textual e entre aspas

Millor Fernandes, irreverente mas indiscutível: “As pessoas não morrem de falência múltipla dos órgãos, e sim de concordata múltipla dos órgãos”.

Do jornalista Pedro do Coutto para o repórter: “Excelente teu artigo sobre Gay Talese. Ele é mestre em matéria de empulhação, a partir de textos sobre ternos, gravatas, camisas de entrevistados. Apenas hábitos. Quanto ao conteúdo da informação? Com isso, confunde muita gente, vai faturando”.

Perfeito, Pedro. Espero que com essas nossas posições, que outros referendam, mas não publicamente, se inicie e se complete a desmistificação desse exibicionista, que se diz, criador do “jornalismo novo”. Ha! Ha! Ha!

Da Folha na Primeira, em manchete justa e no tamanho exato: “Policia federal indicia filho de Sarney”. Fernando, (esse filho do senador) jamais quis participar da política propriamente dita. Seu objetivo, alcançado, era e é o de ganhar dinheiro. Daí a ligação com Ricardo Teixeira.

A recuperação da economia não passa pela Bolsa

Ontem, quarta-feira, a Bovespa subiu 4,96% e movimentou pouco mais de 6 bilhões. Foi o suficiente para o jornalão colocar na Primeira: “Alta na Bolsa com grande volume, onde está a crise?”

Primarismo e fortes interesses. A Bovespa chegou ontem, quase a 6 bilhões e meio, mas nos tempos áureos, faturava 9 ou 10 bilhões. Quanto ao  índice, já chegou a 74 mil. Quer dizer: se subir 48 por cento, chegará aos 74 mil do ano passado. E o volume precisa subir mais de 50 por cento.

Não atingirá nem uma coisa nem outra. Hoje, com 3 horas de pregão, 0,2% em 51 mil , 434 pontos.

O dólar no mesmo patamar de ontem, mais 0,2%. Faltam 4 horas de jogo, não está tão verde quanto o meu vale.

A importantíssima CPI das Ongs

É das mais destacadas, e já deveria estar funcionando há muito. Existem 250 mil delas no Brasil. Só na Amazônia, 100 mil ONGs. Quem explica ou justifica o fato?

Outra coisa que não convence ninguém: ONG, quer dizer, Organização Não Governamental. Mas uma parte enorme delas, “vive” de recursos ou dinheiro público. Se essa CPI desvendar os dois fatos, enorme serviço prestado.

O novo Senado

Wilson Figueiredo

Desde que deixou de ser abrigo histórico de políticos idosos _ sobreviventes de derrotas dignificantes e vitórias retumbantes, ex-presidentes, ex-governadores e demais credores de reconhecimento público _ o velho Senado tomou o rumo equivocado assim que o AI.5 saiu de circulação e lhe abriu passagem. O caso do Senado e da Câmara começou com a mudança de endereço da capital federal: longe da opinião pública, o Congresso deu as costas à ética política e perdeu o senso ao se mudar para o Planalto Central. A livre multiplicação da mordomia parlamentar abalou o sentimento republicano até a raiz. O voto direto, de peso majoritário no Senado, é a armadura dignificante da autoridade especial que a eleição confere aos senadores, por cima das divergências. Mas, usado como moeda de troca de favores, passou a ser péssimo investimento da cidadania.

Nos últimos tempos no Rio, contornando a ida para Brasília, os senadores, para ganhar tempo,  prolongaram o viço crepuscular que fez o encanto final do palácio Monroe. Os últimos senadores daquele período _  de 1946 a 1964 _  fecham o álbum de família que incorporou, até ali, o presente ao passado brasileiro. O saldo das leis a que o Senado deu  aval valeu por uma bênção cívica, mas não mais imuniza personagens de menor estatura histórica. Dissipou-se o eco dos debates que sustentavam, no plenário e na repercussão nacional, o prestígio da oratória, complementada com pequenos escândalos, como a licença privilegiada de importação de automóveis antes do advento da indústria que democratizou a oportunidade. A decadência atual tem outra natureza e criatividade maligna, como as decisões secretas para que os eleitores não venham a saber. Ganhou dinâmica suicida. Desfez-se, da noite para o dia, a ilusão de que seja possível esconder história suja por muito tempo.

A mudança da capital para Brasília não correspondeu, na política,  ao múltiplo efeito favorável nas suas conseqüências e benefícios. Na tradição das intervenções políticas com alegações éticas rapidamente esquecidas, fez-se, a partir de 1964,  de um golpe de Estado, como era praxe,  uma ditadura, obviamente sem prazo, ao custo da dívida moral que ainda está sendo paga em escândalos de intermináveis prestações. De um Congresso  proibido de legislar e calado com favores de vários tamanhos, não se podia esperar nada melhor do que tem sido servido aos brasileiros a título de atividade parlamentar.

Com a ida para Brasília, foi-se a época dos alentados discursos, com duelos de qualidade política, fosse para divergir ou convergir. Apenas um punhado de sobreviventes faz as honras do contraste entre o que foi e o que pode vir a ser um Novo Senado, desde que a opinião pública tape os ouvidos e não confunda o fim do dia no Planalto Central com o fim dos tempos. É apenas um novo começo. Sem se levar em consideração que o espetáculo não precisa durar mais para realçar as diferenças, não é  possível entender o que se passa em Brasília. Elas são óbvias. A conta política cobrada pela cidadania cria a oportunidade para reconstruir uma nação politicamente carente de ética pública, sem a qual as leis morrem de inanição. O que passou, não apenas passou como não pode continuar sem conseqüências, à margem da ordem legal em que os cidadãos transitam e os costumes se regeneram.

Ao confinar a representação política ao exercício do mandato vazio, a inversão da ordem dos fatores democráticos ressaltou a perfídia: a ditadura, quando fechou os olhos,  deixou apenas a decadência representativa como legado. O  sinal dos tempos é a falsa legitimidade de senadores sem votos, vestidos com sofismas arrogantes que não lhes cobrem as vergonhas.Na revelação das misérias ocultas, não houve sequer um suspeito com a dignidade de assumir a culpa e se explicar no julgamento. A presunção de inocência se tornou privilégio dos culpados irrecuperáveis, para os quais o voto é mercadoria paga com dinheiro do contribuinte. O resto se chama conivência. Ainda bem que as liberdades enchem os pulmões da cidadania. A absolvição de culpados é o esgoto de uma época da qual nada de bom se poderá aproveitar, como se vê mais de perto a cada dia.

Entre o Velho Senado, que Machado esculpiu com mão fina, para durar mais do que a vida de cada um dos senadores que o habitavam, e outro que é esperado, chega a oportunidade democrática a ser aproveitada antes que a mão pesada da História desça sobre as instituições que precisam ser salvas, e não destruídas a título dar lugar a outras. Os pecados da mordomia não resistem à luz do dia e os seus beneficiários, não demora, vão passar  pelo voto  dos cidadãos. Não há alternativa.

54 senadores, em 2010, sem mandato?

É mais do que um dilema, é encruzilhada para dois terços do senado. 27 estão garantidos até 2014, 54 terão que enfrentar o povo, o que não fazem há 8 anos.

Diante do sucesso dos que estão no senado, sem voto, sem povo e sem urna, a pergunta que mais se ouve é esta: “Como é que eu me elejo suplente?”. 20 destes podem responder ou aconselhar. Que República.

A segunda Petrobras para o pré sal, assombro

Assim que se confirmaram as descobertas daquelas riquezas a mais de 4 ou 5 mil metros de profundidade, surgiu a ABERRAÇÃO de criar nova empresa para explorar esse pré sal. Quem veio a público propor isso, foi Edson Lobão Ministro, que República.

IMEDIATAMENTE, NA TRIBUNA DE PAPEL, FUI CONTRA E CONTINUO CONTRA CADA VEZ MAIS CONVENCIDO DE QUE É TRAIÇÃO DOS QUE MANIPULAM O MINISTRO, E BURRICE DELE MESMO.

A Petrobras se prestigiou no mundo, exatamente pela competência e capacidade de ir buscar petróleo. As plataformas da empresa estão lotadas de técnicos estrangeiros, que chegam para aprender.

Demitam o ministro, mas não destruam a Petrobras, com essa empresa fantasma, com objetivos FANTÁSTICOS.

Os “pizzaiolos” reagiram, ainda bem

Cada vez mais arrogante, Lula se enche também de pretensão, e joga essa palavra altamente hostil, ofensiva e desprezível, em cima dos senadores. Felizmente eles reagiram, embora tivessem 90 por cento de culpa do que está acontecendo.

Essa ofensiva contra o Parlamento não é nova. No passado já afirmou, todos lembram, dos “300 picaretas do Congresso”.

Agora é ele que patrocina a subida dos suplentes. Como contei com exclusividade, foi o próprio Lula que indicou e elegeu o suplente João Pedro para presidir a CPI da Petrobras.

O segundo suplente Paulo Duque, é patrocínio de Renan, mas com aval do próprio Lula.

Esportivas, sem emoção, mas com amargura

1. O Cruzeiro entrou em campo vitorioso, de faixa e engalanado, que palavra, mas é a verdadeira. E embalado pelo primeiro time de colunistas, prontos para festejar.

2. Esqueceram que o Estudiantes era tri de verdade, ganhou a Libertadores em 1968, 69 e 70. E quem estava em campo? Um jogador com a classe e a raça do Veron, cujo pai ganhou esses três títulos.

3. Frustraram 64 mil no estádio e centenas de milhares em casa, não existiam ingressos. Foi tristeza pura, achavam que o zero a zero da Argentina fora sensacional e positivo.

4. Pior ainda: o treinador Adilson Batista que faz um bom trabalho, provavelmente será demitido. O Cruzeiro tem algum interino mais barato?

5. A “orientação” dos clubes agora, é gastar menos com os treinadores. Melhor exemplo: Luxemburgo ganhava 700 mil, (mensais, mensais) ficou o interino, que ganha 40 mil, menos de 10 por cento.

6. Esse interino, Jorginho, vem “agradando” os dirigentes, por três motivos: ainda não perdeu, o clube está em segundo lugar, e não fala em aumento.

7. Essa fórmula que começou ontem no Fluminense, foi decepcionante, é duro suceder Parreira, o “tetra” de um título só.

8. Além do mais, pagaram uma fortuna ao Fred para jogar mal ou não jogar (sinônimos), foi expulso pela segunda vez seguida. Como não acontece nada, vai repetir. O Fluminense afundando nos últimos lugares.

9. Tem “companheiros” ilustres. São Paulo, Botafogo, Cruzeiro, (lá se vai o Adilson) se a esta hora já não foi. Hoje, o São Paulo enfrenta adversário difícil. O Botafogo não joga, por malabarismos dos dirigentes.

10. Dessa maneira, em 2010, a série B será a nova atração. Podem até juntar o Vasco, que já está lá, reagiu com duas vitórias. Mas com jogador expulso aos 10 minutos de jogo, como acreditar?