Geddel errando duas vezes

Ministro de Lula, a quem atacou ferozmente, acusando de tudo que é possível e imaginável, Geddel Vieira Lima não perde oportunidade para exibir a subserviência inata e conquistada.

Sua última “mensagem” a Lula: “Serei candidato a governador da Bahia, armando o segundo palanque para Dilma”. Ela não é candidata e muito menos ele. A luta pelo governo da Bahia será entre Paulo Souto e Jacques Wagner, a mesma de 2006. O resultado é que pode ser diferente.

A família Sarney (unida jamais será vencida) no caminho da Lampadoza e do cadafalso

José Sarney jamais imaginou chegar a presidente da República. Não acreditava que pudesse ficar tão rico. Nem na imaginação admitia entrar para a Academia, escrever livros, se dizer best-seller. (Desculpem).

Mas tudo isso aconteceu. Só que não pensou nem de longe que tendo servido subservientemente à ditadura, pudesse ser e-n-c-a-r-c-e-r-a-d-o, (pelos fatos, pelos fatos) de maneira cruel e até selvagem.

Sempre se orgulhou da frase que repetia com a maior satisfação: “Não tenho um só inimigo, ninguém pode ficar contra mim”. Se for menos arrogante e prepotente, deve já ter percebido que as coisas ocorrem exatamente ao contrário do que ele pensa.

Por exemplo: os diálogos dos filhos e netos com ele e entre eles, quem entregou à TV Globo? Chegou lá entregue por amigos, já que ele considera que não tem inimigos? Não vou repetir o que foi gravado e exibido, mas trechos são imperdíveis, revelam o carinho entre eles, o lamento de Sarney por não ter sido avisado da necessidade de um emprego para o namorado da neta, a justificativa do filho, “eu sabia que podia resolver tudo com o Agaciel Maia”, a diligência do “patriarca”, que tinha medo que o namoro da neta terminasse sem o namorado ser empregado. Poderia parecer ressentimento ou constrangimento.

Os “dialogos edificantes do avô com sua neta” não foram exatamente transcritos, mas estão presumidos nesta fala da menina com o pai, gravada pela Polícia Federal e entregue à Globo:
Bia Sarney diz que o avô queria já ter sido avisado do pedido da neta para “agilizar” a nomeação.

Bia: Pai.
FS: Ei, meu bem.
Bia: Ó, já entreguei o papel aqui pro Vanderlei e falei com o vovô, né.
FS: Sim.
Bia: Aí ele falou assim: “Ah, você tinha que ter falado antes para eu já agilizar, não sei o quê…” Aí eu falei: “Não vô, eu falei com o papai, e agora eu já tô dando o papel, mas não sei, se der, tal, pra colocar ele no mesmo lugar de onde o Bernardo saiu… ele saiu hoje”. Aí não sei. Você fala com ele amanhã?
FS: Falo. Falo cedo. Liga pra mim na hora que você acordar pra me dar uma cobrada.
Bia: Tá bom, então, pai.
FS:Beijo. Deus te abençoe.
Bia: Beijo.
FS: Tchau.

Comovente, não?

E que carinho, que generosidade e grandeza da filha com o pai (Fernando), com o avô (Sarney), que preocupação com um simples namorado. Se ele não arranjar um emprego com a neta de um ex-presidente da República e presidente do Senado, o que será do seu futuro? E o emprego não consolidará o namoro, não poderá contribuir para que passe a outro estágio?

Leitores e leitoras, moços, médios e idosos, alguma vez já presenciaram uma exposição tão clara, tão irrefutável (e ao mesmo tempo tão singela e delicada) do nepotismo despótico e quase anedótico que nos domina?

Tenho a impressão que “os diálogos do avô e sua neta” são a obra prima involuntária de Sarney. Acho que na literatura brasileira nunca se alcançara uma síntese tão precisa (e repito singela) da nossa verdadeira face. Millor Fernandes que fez critica minuciosa e, lógico, contundente do que Sarney escreveu, não imaginava isso.

Sinceramente, não sei se estou conseguindo me expressar bem. É algo bonito, delicado, mas estarrecedor como um conto de fadas. O nível de corrupção interno da família deve ser comuníssimo, mas nunca antes fora exibido com tamanha nitidez, sem os semitons suavizantes das suposições e das hipóteses.

Eis aí uma família de poderosos da política brasileira, onde a corrupção começa no berço, cotidiana, rotineira, quase vulgar. Um direito de família. Essa frase: “Vovô, arranja um emprego pro meu namorado?” (ou quase isso), já entrou para História do Brasil, com o “Fico”, o “Grito do Ipiranga”, a de Jarbas Passarinho no AI-5.

*  *  *

PS- Fernando Sarney e o patriarca José não pensaram (?) que podiam estar contribuindo para enquadrar a netinha e o namorado por corrupção passiva?

PS2- E o emprego do namoradinho, foi mantido? Nessa época de desemprego total, a solidariedade não vai para Sarney, mas acredito sinceramente: muita gente está pedindo a punição de Sarney, mas que o namorado fique empregado.

Energia nuclear, um salto para o futuro

Pedro do Coutto

Entrevistado pela Revista Energia, edição de julho, publicação especializada, o cientista Zieli Dutra, ex presidente da Eletronuclear, professor da UFRJ e membro da Agência Internacional de Energia Atômica, defendeu a construção de Angra 3 que, a seu ver, vai acelerar o processo de substituição no país de usinas térmicas que consome óleo combustível e óleo Diessel, altamente poluentes.

O Brasil não pode abrir mão de energia moderna, mesmo mais cara, pois dentro dessa lógica era para abandonarmos o pré-sal. Zieli quando presidiu a Eletronuclear lutou pela retomada da construção de Angra 3. O governo, no início do período Lula, não aprovou o empreendimento. Agora aprova, mudou de rumo. Política é assim – acentuou.

O desenvolvimento de energia elétrica no mundo atravessou várias fases e contestações não faltaram inclusive nos países mais adiantados. No ano de 1800, alvorada do século 19, Alessandro Volta produziu a primeira pilha elétrica da história. Só muitos anos depois foi levado a sério. Tampouco a sério foi levado Barlow que criou o primeiro motor elétrico em 1828. Mas foram eles que levaram Alexis Fontaine a produzir em 1873 o primeiro transporte de energia elétrica à distância. Uma autêntica linha de transmissão. A evolução energética então caminhou mais rapidamente. Thomas Edson inventou a lâmpada em 1978 e Graham Bell o telefone em 1875. Com base na eletricidade, Marconi inventou o rádio em 1895. A energia elétrica chegou ao Brasil em 1901. E as transmissões radiofônicas começaram aqui no ano de 1922. Em 1935, Guillelmo  Marconi veio ao Rio inaugurar a Rádio Tupi. E o rádio, no Brasil, significou uma revolução fantástica. Incorporou milhões de brasileiros que não sabiam ler ao processo de comunicação passando informação e opinião, revelando um número muito grande de artistas que, não fosse eles não seriam conhecidos.

Zieli Dutra está certo: os caminhos do progresso são árduos e longos, projetam-se por etapas no espaço da razão coletiva. A energia hidrelétrica foi combatida no início de sua aventura luminosa. Muitos no final do século 19 ainda preferiam a vela, o óleo a madeira,o carvão, a lamparina. O petróleo descoberto pelo alemão Diessel iniciava seu ciclo. Ser contra a energia nuclear, hoje, é quase o mesmo comportamento daqueles que se voltaram contra a eletricidade há 140 ou 130 anos atrás. As progressões científicas, entretanto, dão saltos geométricos. A matriz energética brasileira, atualmente, está em quase 100 milhões de KW. A hidroeletricidade pesa em torno de 72 por cento, a termoeletricidade aproximadamente 19%, as usinas de Angra 1 e Angra 2 participam com 5%. Angra 3 virá acrescentar uma etapa importante e essencial. Representa o reinício de uma caminhada.

No momento, a energia nuclear é mais cara do que a hidrelétrica na fonte de produção: 130 reais o MWH contra mais ou menos 74 reais. Mas na distribuição essa diferença  desaparece. Quem examinar sua conta de luz vai constatar que, no Rio, paga cerca de 500 reais por MWH, ou seja, 500 reais por mil KW traduzindo-se o valor. A tarifa nuclear hoje não é competitiva na origem. Mas passará a ser dentro de pouco tempo – acrescentou. Ela substitui a poluição que causa problemas indiretos enormes. Além disso, é um salto para o futuro. Pois assim caminha o progresso. Assim caminha a humanidade. Assim avança a ciência.

ENERGIA NUCLEAR, UM SALTO PARA O FUTURO

Entrevistado pela Revista Energia, edição de julho, publicação especializada, o cientista Zieli Dutra, ex presidente da Eletronuclear, professor da UFRJ e membro da Agência Internacional de Energia Atômica, defendeu a construção de Angra 3 que, a seu ver, vai acelerar o processo de substituição no país de usinas térmicas que consome óleo combustível e óleo Diessel, altamente poluentes.

O Brasil não pode abrir mão de energia moderna, mesmo mais cara, pois dentro dessa lógica era para abandonarmos o pré-sal. Zieli quando presidiu a Eletronuclear lutou pela retomada da construção de Angra 3. O governo, no início do período Lula, não aprovou o empreendimento. Agora aprova, mudou de rumo. Política é assim – acentuou.

O desenvolvimento de energia elétrica no mundo atravessou várias fases e contestações não faltaram inclusive nos países mais adiantados. No ano de 1800, alvorada do século 19, Alessandro Volta produziu a primeira pilha elétrica da história. Só muitos anos depois foi levado a sério. Tampouco a sério foi levado Barlow que criou o primeiro motor elétrico em 1828. Mas foram eles que levaram Alexis Fontaine a produzir em 1873 o primeiro transporte de energia elétrica à distância. Uma autêntica linha de transmissão. A evolução energética então caminhou mais rapidamente. Thomas Edson inventou a lâmpada em 1978 e Graham Bell o telefone em 1875. Com base na eletricidade, Marconi inventou o rádio em 1895. A energia elétrica chegou ao Brasil em 1901. E as transmissões radiofônicas começaram aqui no ano de 1922. Em 1935, Guillelmo Marconi veio ao Rio inaugurar a Rádio Tupi. E o rádio, no Brasil, significou uma revolução fantástica. Incorporou milhões de brasileiros que não sabiam ler ao processo de comunicação passando informação e opinião, revelando um número muito grande de artistas que, não fosse eles não seriam conhecidos.

Zieli Dutra está certo: os caminhos do progresso são árduos e longos, projetam-se por etapas no espaço da razão coletiva. A energia hidrelétrica foi combatida no início de sua aventura luminosa. Muitos no final do século 19 ainda preferiam a vela, o óleo a madeira,o carvão, a lamparina. O petróleo descoberto pelo alemão Diessel iniciava seu ciclo. Ser contra a energia nuclear, hoje, é quase o mesmo comportamento daqueles que se voltaram contra a eletricidade há 140 ou 130 anos atrás. As progressões científicas, entretanto, dão saltos geométricos. A matriz energética brasileira, atualmente, está em quase 100 milhões de KW. A hidroeletricidade pesa em torno de 72 por cento, a termoeletricidade aproximadamente 19%, as usinas de Angra 1 e Angra 2 participam com 5%. Angra 3 virá acrescentar uma etapa importante e essencial. Representa o reinício de uma caminhada. No momento, a energia nuclear é mais cara do que a hidrelétrica na fonte de produção: 130 reais o MWH contra mais ou menos 74 reais. Mas na distribuição essa diferença desaparece. Quem examinar sua conta de luz vai constatar que, no Rio, paga cerca de 500 reais por MWH, ou seja, 500 reais por mil KW traduzindo-se o valor. A tarifa nuclear hoje não é competitiva na origem. Mas passará a ser dentro de pouco tempo – acrescentou. Ela substitui a poluição que causa problemas indiretos enormes. Além disso, é um salto para o futuro. Pois assim caminha o progresso. Assim caminha a humanidade. Assim avança a ciência.

Quem manda não ter biografia?

Carlos Chagas

Mais do que os diálogos gravados da família Sarney, acima e  além das ameaças feitas pelo presidente Lula ao Ministério Público –  a semana vai terminando com a farsa da queda dos juros, de 9.25% para 8.75% ao ano.  A gente fica pensando se os detentores do  poder   não se envergonham de encenar farsas como essas  ainda há pouco verificadas.

Se alguém duvidava, não duvida mais de que a família Sarney tinha o Senado como  propriedade particular,  administrado de acordo com seus interesses e seus caprichos. Depois de exonerado um neto do ex-presidente, certamente para galgar outros patamares, foi nomeado o namorado de outra neta, secretamente, para o  quadro de funcionários.   Fora  muitas  outras iniciativas de nepotismo explícito.

Em matéria de inusitados, o presidente Lula não ficou atrás, na  ânsia de defender José Sarney e, de tabela, assegurar o apoio do PMDB para a candidatura Dilma Rousseff. Na posse do novo Procurador-Geral da República, alertou para o fato de que o Congresso poderá mudar a Constituição e  retirar atribuições do Ministério Público,  caso os promotores e procuradores não  levem em consideração a biografia dos investigados e denunciados. Quer dizer, quem tem biografia deve integrar a lista dos privilegiados. Quem não tem, que se dane.

Pior, no entanto, fez o Banco Central, com a conivência do governo inteiro,  ao anunciar mais uma redução na taxa de juros.  Nas aparências, bela iniciativa, capaz de injetar otimismo  na economia, com  meio ponto a menos nos juros. Só que com um detalhe: sem a menor interferência na vida do cidadão comum  ou, muito menos, nenhum  arranhão na farra dos bancos. Porque quem utiliza o cartão de crédito não pagará 8.75% de juros, mas o indecente percentual de 263% ao ano. Um pouquinho menos para os que entram no cheque especial.

Traduzindo: a queda nos juros continua beneficiando apenas  os poderosos, aqueles que celebram altos contratos e lançam-se em  mega-operações duvidosas. O coitado que precisou pagar a operação de um filho ou enfrentar a alta nas mensalidades escolares permanecerá submetido a um dos mais abomináveis assaltos do sistema financeiro. Também, coitado, não tem biografia nem parentes empregados no Senado…

Cuidado com os turcos

Em 1453,  dividia-se a população de Constantinopla, capital do Império Bizantino. Metade sustentava que Deus havia criado primeiro o ovo. A outra metade era partidária da galinha. Para complicar, outra questão transcendental jogava irmãos contra irmãos, em disputas não raro terminadas com sangue: qual seria o sexo dos anjos? Masculino? Feminino? Ou, com todo o respeito, os anjos não tinham  sexo?

Enquanto isso os turcos otomanos,  que há muito sitiavam a cidade,  conseguiram abrir uma brecha nas muralhas e  invadiram.  Milhares de bizantinos  foram passados pela espada. Os que sobraram obrigaram-se a adorar  Alá em vez do Padre Eterno.  Até a Igreja de Santa Sofia virou a mesquita principal, coisa que permanece até hoje.

Por que se conta o  episódio? Porque o Senado transformou-se numa mini-Constantinopla. Discutem os senadores que permaneceram em Brasília durante as férias se o recesso deve ser interrompido ou não, para forçar o afastamento do presidente José Sarney. Enquanto isso, aproxima-se o período de retorno aos trabalhos, previsto para a próxima semana.

Os turcos estão derrubando as muralhas, entenda quem entender…

Só Chavez protesta?

O singular presidente Hugo Chavez prepara nova investida retórica contra a Colômbia, pelo fato daquele país haver permitido aos Estados Unidos implantarem em seu território mais quatro bases militares. Serão “marines” e paraquedistas aos montes, mais mísseis, tanques e toda a parafernália bélica da maior força armada do planeta. Sem falar na recém-criada Quarta Frota Naval patrulhando as costas da América do Sul, pouco inclinada a chegar perto do litoral africano.

Terá o presidente da Venezuela motivos para ficar temeroso, mas a pergunta que se faz é: “e  nós?” Nós somos chefiados pelo “cara”, o presidente mais admirado por Barack Obama, alguém, tão confiável para os gringos  a ponto de servir de exemplo para o resto do mundo.

Só que a Colômbia não faz fronteira apenas com a Venezuela.  Está colada no Brasil em milhares de quilômetros de selva desabitada. E sem esquecer que a Quarta Frota poderá desestimular aventuras pouco claras do coronel Chavez, mas, também, navegar por cima das mais fabulosas reservas de petróleo descobertas no nosso  pré-sal.  Um pouco de atenção não faria mal ao ministro Nelson Jobim, até porque os submarinos a ser construídos na França levarão dez anos para cruzar o Atlântico, enquanto os caças franceses que vamos comprar  não terão autonomia para voar de Paris até a Amazônia…

Desta vez, vai?

Quantas vezes, ao longo deste ano,  Aécio Neves anunciou que começaria a percorrer o país, com ênfase para o Nordeste e o Norte,  detalhando seus planos para  o período   seguinte ao governo Lula?  No mínimo uma dúzia.  Como a caravana ainda não se movimentou, fica a dúvida se, desta vez, o governador mineiro vai  mesmo. Afinal, se as prévias tucanas vierem a realizar-se, o candidato precisará tornar-se conhecido, já que no quesito conhecimento, perde de longe para José Serra.

Sempre haverá um jeito de demonstrar não estar em campanha, mas, apenas, diplomando-se na universidade da cidadania, conhecendo regiões e problemas. A lei eleitoral não parece tão rígida a ponto de impedir o périplo de Aécio. Ou a ministra Dilma Rousseff não percorre todo o território nacional, a pretexto de visitar obras do PAC? O que se torna necessário, para os partidários do neto do dr. Tancredo, é começar já.

Sarney no cadafalso (15)

“Esses são os meus amigos?”

O ex-presidente não se conforma com a posição de alguns senadores. De Pedro Simon, diz: “Sempre me cobriu de elogios, tenho carta dele exaltando meu governo. Por que não me atacou antes?”.

Sobre Cristovam e Virgílio não quer falar nada, mas garante: “Prefiro mostrar o que está escrito ou falado”. O que seria?

Sarney no cadafalso (14)

Mesmo com recesso, Sarney seria julgado

Os três senadores citados são os mais atuantes, mas existem muitos outros, mantidos informados e respondendo: “Estamos de acordo, desde que Sarney seja afastado”. E o ex-presidente da República telefona com insistência para Renan, perguntando: “O que fazemos?” Como responder?

As Bolsas sobem, a crise não diminui

Cresce o desemprego nos EUA e no Brasil, os amestrados garantem: “A crise está acabando, vejam as Bolsas como sobem”. Elas provocaram a crise, não contribuirão para liquidá-la.

Todos os Índices da Matriz subiram mais de 2%, a Filial não fez por menos, subiu na mesma escala.

A Bovespa chegou a subir 2,80% em mais de 54 mil pontos. No final, cedeu um pouco, apenas um pouco. Garantiu a alta de 2,20% em 54 mil 250 pontos. (Mas antes da crise passava dos 74 mil, está longe da casa).

A surpresa foi o volume, mais de 7 bilhões. O dólar fechou em 1,89 e meio, menos 0,50%.

O Flamengo mal da cuca ou do Cuca?

Não é jogo de palavras, é a realidade. Ontem a torcida cantava “Adeus, Cuca”, o próprio fugia da imprensa, não falava com ninguém, pouco mistério.

Mas ele durou muito, as conversas (e as despedidas?) começaram às 9 da manhã, só acabaram às 3 da tarde. Curiosidade: há mais ou menos 1 mês, Cuca desequilibrado, declarou: “Posso sair numa vitória ou numa derrota, tanto faz”. Saiu num empate.

Daqui a pouco, Renato Gaúcho começa ou recomeça, o longo caminho de volta, sem revolta. Não precisa cumprimentar o presidente Horcades, do Fluminense, mas garantiu o Plano de Saúde.

Sarney no cadafalso (13)

Ficar imóvel no Maranhão?

Logo que soube da intenção de alguns senadores (pensou que eram 3, são mais de 30), o presidente do senado, irritado (ou desesperado?), telefonou para Brasília: “Estou indo para Brasília, vou passar o fim de semana aí”.

O medo foi total, Sarney recebeu como resposta, assim mesmo: “Não, presidente, o tumulto está aqui, não venha”. Sarney resolveu ficar.

Sarney no cadafalso (12)

“Não podemos esperar o fim do recesso”

Sarney, no Maranhão, vem recebendo notícias a respeito de sua precária situação. Soube que os que mais trabalham para “empichá-lo” são Artur Virgilio, Pedro Simon e Cristovam Buarque. Este mora em Brasília, os outros dois nem foram para seus estados.

Querem interromper o recesso, ou mantendo-o, decidir por CONVOCAÇÃO PESSOAL dos senadores.

Sarney no cadafalso (11)

Livre da gripe suína

O ex-presidente nessa crise total, tem uma satisfação: não vai pegar, de jeito nenhum, a doença que asusta e intimida o mundo.

Médicos e cientistas dizem, uma forma de fugir da contaminação “é andar sozinho”. O conselho é perfeito para Sarney, não por vontade dele.

Sarney no cadafalso (10)

Namorado da neta qual é o parentesco?

Em 1962, queriam vetar a candidatura de Brizola a presidente, ele surgiu com a explicação que e ficou na história: “Cunhado não é parente”.

Se tivessem memória e criatividade, poderiam ficar na boa companhia de Brizola e repetir: “Namorado de neta não é parente”. Quem discordaria?

Sarney no cadafalso (9)

Fernando, desonesto e paspalhão

Roseana ficou calada, o filho indefensável, devia ter seguido o caminho, mantido o silencio. Não, tinha que falar e falando: “As conversas eram particulares e familiares”. Não desmentia, ao contrário, confirmava as gravações, pois tratavam “a coisa pública como familiar, procuravam emprego fácil e bem remunerado para o namorado da neta”.

Sarney no cadafalso (8)

Na hora do perigo, o raciocínio falha

Os filhos, que comprometeram Sarney na ação, comprometeram ainda mais no que deveria ser a defesa. A governadora (“a melhor coisa que fiz na vida”), foge do fogo, diz apenas, “Não sei de nada, estava em Imperatriz”. Como se essa cidade estivesse mais longe do que Stalingrado, onde Hitler perdeu a guerra.

Sarney no cadafalso (7)

O enigma das fitas

É possível “farejar” uma intriga no vazamento das fitas de Sarney e família pela Polícia Federal? O Ministro Tarso Genro “autorizou” ou isso é mais uma mostra de sua falta de controle (ao menos parcial) sobre a PF?

O vazamento das fitas foi uma DERROTA do governo ou, ao contrário, foi algo tramado no Planalto? Se foi derrota, haverá consequências?

“Cabeças vão rolar” ou ficará tudo por isso mesmo? Estaria aí uma medida do prestígio de Sarney no Planalto?

Sem Sarney, Maranhão ou Brasília a Bovespa sobe

Alheios aos movimentos para moralizar o Senado, São Paulo atinge números que estavam ausentes há quase um ano.

Às 13 horas, com 3 horas de pregão, atinge o maior índice de outubro de 2008 até agora, julho de 2009. A esta hora, os números: 54 mil e 500 pontos, alta de 2,70%. Como tem acontecido, o volume é pequeno, os amestrados correm em massa para as “televisões amigas” e garantem: “O volume vai subir não demora muito”.

É preciso esperar, os que dizem isso não são tratadistas e sim jogadores desvairados. Faltam 4 horas de jogatina, tudo pode acontecer, nem sempre dá preto, nem sempre dá vermelho.

O dólar fica em 1,88 alto, cai 0,80%, o círculo é o mesmo. Mas “analistas” fazem cálculos para dezembro. Ha! Ha! Ha!

Sarney no cadafalso (6)

Palavras de Esfinge

Como desvendar ou decodificar a palavra do presidente? Era um recado para o procurador Geral? Lula sabe que é possível que ele tenha que examinar a questão. Por que então comprometê-lo?

O presidente nomeia o Procurador Geral e Ministros do Supremo, mas não os controla. E Procuradores Gerais já passaram a Ministros do Supremo. Sarney vale o descaminho e a palavra sussurrada?

Sarney no cadafalso (5)

Lula não vai atacá-lo ou defendê-lo

O presidente saiu em defesa do ex-presidente, a-c-u-s-a-d-í-s-s-i-m-o, seguindo seu estilo impulsivo, apressado, atropelado e até aloprado (royalties para o próprio Lula).

Como a repercussão foi bastante negativa, Lula foi aconselhado “a se retrair e deixar Sarney resolver seus problemas”. O presidente então aproveitou a posse do novo Procurador Geral e afirmou misteriosamente: “É preciso cuidado cm a biografia de quem vai ser investigado”.

20 anos sem golpes

Todos acreditavam que a era das ditaduras na América do Sul e Central estava ultrapassada. O medo começou a ser sentido com a chegada de Chavez, Correa e seus inconstitucionais mandatos ininterruptos.

Haja o que houver em Honduras, a democracia deste lado do mundo está ameaçada ou golpeada. (Exclusiva)