Fusão é uma coisa, incorporação é outra

Quando a Sadia e Perdigão, anunciaram o que chamaram de FUSÃO, contestei no mesmo dia, afirmando: uma empresa tem 68 por cento do todo, e a outra 32, não é fusão e sim INCORPORAÇÃO.

Estava apenas ratificando o que dissera quando o Itau e Unibanco anunciaram a fusão que era incorporação. O Itau assumiu o controle acionario, é quem manda. Agora, a Superintendencia de Seguros Privados ratifica a minha observação, que outros não fizeram por interesses.

Pela portaria da SUSEP, o Unibanco Vida e Previdencia, se transformou em Itau Vida e Previdencia. Elementar e obrigatorio. (Exclusiva)

Sarney: a um passo da eternidade

Amigos me dizem: Helio, nesse episodio todo que envolve a presidencia do Senado, as reuniões mais dramaticas têm sido com os filhos, menos Roseana, que do Maranhão participa de um celular descartavel e não “gravavel”.

Os filhos insistem para que ele se afaste, “antes que seja afastado”. A propria Roseana diz ao pai: “Não terei problemas para a reeleição ou para voltar ao Senado”.

Sarney sabe que está derrotado. Os numeros publicos são diferente dos verdadeiros. Dos 19 senadores do PMDB, 16 assinaram. (Mão Santa, Simon e Jarbas não assinaram). Mas 4 que assinaram, votam contra Sarney. E no PT-PT, pior ainda, pois Tião Viana é candidato e pressiona o partido.

O estranho e surpreendente medico de Jackson

De todo esse drama, tragedia e perda, nenhum personagem tao controvertido. Vejamos. 1) Quem ligou para a emergencia (911) pedindo uma ambulancia, falou varias vezes, gravado e reproduzido no mundo inteiro: “Temos um medico aqui”.

2) Por que o medico não ligou diretamente, podia dar informações e receber instruções, com autoridade. 3) Não foi com Michael Jackson na ambulancia, e desapareceu. 4) Sumiu por 36 horas, reapareceu já com advogado, era apenas testemunha.

5) Disse textualmente: “Fiquei 30 minutos procurando um telefone, os da casa, estavam bloqueados. 6) Que medico é esse que não tem celular? 7) E de que telefone falou a pessoa que ligou para o 911?

8) O medico garantiu que procurou um telefone por 30 minutos, e só aí, SEM RESPIRAR, o rei do pop, foi levado ao hospital. 9) Lá disseram que ele chegara 7 ou 8 minutos depois do enfarte.

10) Ora, esse tempo já é suficiente para a morte. Quanto aos 30 minutos registrados pelo medico, nem um elefante resiste sem respirar. (Exclusiva)

O Brasil tem que ser Democracia representativa com VOTO DISTRITAL, fim da “COINCIDENCIA” e do suplente nefasto, sem voto e sem povo

A crise não é do SENADO, da DEMOCRACIA ou de José Sarney. A crise é de tudo isso acumulado, mas tem uma causa, visivel, que vem de muito tempo, mas é claro, logico e irrefutavel, surge da falta de autenticidade e de credibilidade da REPRESENTATIVIDADE.

Só que agora caiu tão fundo no subterraneo da indignidade, que não haverá solução com punições retardadas para culpados também retardados e sim com ampla e total reforma. E essa tem de ser, obrigatoriamente, a REFORMA PARTIDARIA.

Preparei uma relação com 10 itens que precisam ser imediatamente reformados ou reformulados, para que a representatividade seja mais verdadeira. Assim como está, o eleitor não sabe escolher, o eleito nem liga para quem o escolheu.

Um dos principais itens, e no qual ninguém fala porque não interessa ou nem percebem, é a COINCIDENCIA de mandatos. Com essa COINCIDENCIA que está aí, uma parte importante de novas lideranças, no Brasil todo, fica aprisionada pela falta de oportunidade ou intranquilidade com a possibilidade de ficar sem mandato.

Existem exemplos em todos os estados, hoje vou citar apenas alguns. Ciro Gomes é pré-candidato a presidente, embora sua legenda (PSB) jamais tenha feito um presidente em toda a Historia, ou desde 1945/50, quando foi fundado. Se perder, ficará 4 anos sem mandato, a não ser que se candidate a prefeito ou vereador em Fortaleza.

Isso já aconteceu com Suplicy em 1994/96. Perdeu para governador, 2 anos depois se elegeu vereador, era o que havia. Em 1994, Mercadante foi vice de Lula, perdeu. Teve que ficar sem mandato até 1998 quando voltou à Câmara, depois ao Senado.

Em Minas, o caso mais relevante é o de Itamar Franco. Prefeito, varias vezes senador, vice e depois presidente, não lhe deram legenda para o Senado em 2006. Não tem outra eleição a não ser disputar a municipal. mas não quer, nem admite.

E a obrigatoria e imprescindivel r-e-n-o-v-a-ç-ã-o, como fica?

Não posso tratar de todos os itens, mas dois são urgentes. O VOTO DISTRITAL e o fim do execrado suplente, que cada vez se reproduz em maior quantidade. Como é que numa democracia alguém pode ser representante do povo sem voto? É uma excrescencia. Há anos trato disso, o presidente da OAB Nacional fez muito bem em participar da luta.

O VOTO DISTRITAL existe nos mais diversos países. Nos Estados Unidos, essevoto distrital vem desde 1788, a unica Constituição que eles têm. Exercem o mandato de 2 anos em Washington, e seus distritos ficam às vezes a 7 ou 8 horas de distância.

Todos os grandes problemas do Brasil têm inicio na falta de autenticidade dos representantes. E isso só pode melhorar com o VOTO DISTRITAL. Na Inglaterra, se o cidadão não pertencer à Câmara dos Comuns, eleito pelo voto distrital, não pode ser primeiro-ministro. AUTENTICIDADE tem de ser a palavra de ordem. E as CUPULAS concordarão com as reformas que vão atingi-las?

PS- Até mesmo o economico e vitoria do ganho financeiro sobre os lucros verdadeiros da produção e do investimento são alterados para pior pela falta de autenticidade da representatividade, cada vez mais fragil.

PS2- Nos proximos dias, publicarei 10 modificações politicas e eleitorais, imprescindiveis para transformar o Brasil numa DEMOCRACIA REPRESENTATIVA. Modificações que jamais serão feitas. (Escrevo sobre o inutil, mas não posso deixar de escrever)

Estatização da CUT faz salários descerem

Pedro do Coutto

Ótima reportagem de Rafael Bruno, Jornal do Brasil de 29 de junho, revelou que 21% das entidades que pertenciam ao sistema da CUT dele se desvincularam, insatisfeitas com os rumos da Central Única dos Trabalhadores, outrora firme nas reivindicações trabalhistas, hoje acomodada no ninho estatal.

Não podia dar certo o processo de estatização sindical por que passa o país. Uma coisa é ficar incondicionalmente ao lado do governo, outro lutar pela melhoria salarial e das condições de trabalho. Falta, para início de conversa, uma política trabalhista no Brasil. E não só trabalhista, mas também institucional envolvendo as associações organizadas. Vejam os leitores o exemplo da UNE. Antigamente protestava contra os absurdos e injustiças que se verificavam no panorama nacional. Hoje, embora motivos de protestos não faltem, encontra-se em doce silêncio. Está se omitindo.

Nem os escândalos em série abrangendo o Senado e a Câmara Federal tiram a União Nacional dos Estudantes da omissão pelo silencia. Isso é péssimo para o país, sobretudo porque assinala a cooptação da juventude universitária. Cedo demais, portanto.

Mas vamos focalizar a questão dos salários. Sem organização e reivindicações fortes, eles vêm perdendo para a inflação do IBGE. Significa grave retrocesso nas relações entre capital e trabalho. Um desastre. Atravessamos um momento em que a CUT seria ainda mais necessária. Isso porque estamos enfrentando uma entre safra no universo do trabalho, desemprego muito alto, portanto demanda muito maior que a oferta de vagas, em consequência rebaixamento dos padrões de remuneração e assim das condições sociais.

A CUT deveria se fazer presente. Mas esta presença ativa requer que assumisse, como na peça de Goldoni, tradução de Millor Fernandes, a posição de arlequim de dois patrões. Impossível. Pois ninguém, entidade alguma, pode, ao mesmo tempo, tornar-se juiz e parte. Em matéria de governo Lula, a CUT tornou-se parte da questão. Seus interesses como associação estatal chocam-se com os interesses daqueles milhões de trabalhadores que representa.

Resultado: greves em série, insatisfação generalizada, falta de perspectiva, angústia para os que honestamente vivem de seu esforço.

É claro que o capital, sobretudo num período de baixo emprego, é infinitamente mais forte do que o trabalho. Por isso mesmo, a presença da CUT na luta seria ainda mais essencial. Mas não se consegue ouvir a sua voz. Tampouco asa sua imagem nas ruas e nas portas das fábricas. Um dos pontos essenciais, que venho dizendo há muito tempo, é o de separar o reajuste de vencimentos do aumento salarial. São coisas distintas. Reajuste é para repor o índice inflacionário de determinado período. Aumento é o acréscimo acima de tal limite. Se os reajustes não empatarem, pelo menos com a taxa de inflação, os salários estarão sendo concretamente diminuídos, o que a Constituição proíbe. No papel.

Mas é o que acontece na prática. Onde stá a CUT? Onde estão os sindicatos que não se mobilizam? Ninguém responde. Possivelmente só o ministro Carlos Lupi saiba dizer. Era oposição, hoje é governo. A CUT transformou-se em legenda partidária, em partido político. Uma pena. Um desastre.

Que vá e não volte…

Carlos Chagas

Faltasse uma evidência a mais de que o presidente Lula errou ao nomear Mangabeira Unger para ministro de Assuntos Estratégicos, quase dois anos atrás, os últimos dois dias serviram para essa  demonstração. O gringo com cidadania  brasileira pediu demissão. Fosse por divergências políticas, programáticas ou partidárias, tudo bem. Ninguém é eterno em nenhum ministério.

O diabo é que Mangabeira Unger deixa o governo e o país  porque a Universidade de Harvard assim decidiu. O filósofo de dupla nacionalidade e sotaque americano fez sua opção. Volta para Nova York ofertando, com todo o respeito, imensa banana verde para o país de seu avô. Prefere completar o tempo de professor naquele centro de estudos e reafirmar sua certidão de nascimento  nos  Estados Unidos do que permanecer servindo ao Brasil.

Outros motivos existiram, como o de ter batido de frente com diversos companheiros de ministério e ter ocupado uma pasta indefinida e desnecessária, daquelas em que o titular opta entre ficar de braços cruzados ou  dar bordoadas histriônicas  a torto e a direito.  Foi responsável maior pela demissão da competente Marina Silva do ministério do Meio Ambiente. Sabe-se lá porque artes do capeta conseguiu convencer o presidente Lula de que  deveria cuidar do programa de desenvolvimento da Amazônia-Sustentável.   Participou de um crime de lesa-pátria ao  aceitar que a Funai barrasse a entrada, numa reserva indígena  de  Roraima,  do general encarregado de zelar pela soberania nacional na região. Simplesmente despediu-se e deu as costas ao militar, quando seu dever seria decretar a demissão e até a  prisão dos funcionários responsáveis por aquela  prática anti-nacional. Mais tarde, elaborou um plano para a Amazônia integrar-se ao Brasil sugerindo a Medida Provisória que acaba de ser sancionada, entregando vastas glebas da floresta a especuladores autorizados a vendê-las em três anos,  para estrangeiros.

Mangabeira Unger também confrontou-se com o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, mas não  ficou nisso. Intrometeu-se nos assuntos do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, imaginando-se um novo chanceler em incursões pelo exterior.   Impôs ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, um inexeqüível programa  estratégico para as Forças Armadas, onde os menores cuidados foram dedicados ao reaparelhamento castrense. Em suma, vinha estilhaçando não só valores fundamentais da nacionalidade, mas o pouco que o governo tem de racionalidade.

Agora, resolveu ir embora, atraído por uma aposentadoria em dólares, cuspindo no prato que comeu e no qual  já havia cuspido uma primeira vez, ao escrever que o governo Lula era o mais corrupto em toda a nossa História e até pregando o impeachment do presidente.

Que vá, desta vez, e não volte. Não aprendeu nada das lições do avô, Octávio Mangabeira, um dos mais legítimos construtores da democracia brasileira, que obrigado a exilar-se nos Estados Unidos após a Revolução de 1930, assistiu sua filha casar-se com um americano e gerar essa personalidade dúbia, arrogante e sem pátria. Que se cuidem os americanos.

Por que apoio absoluto a Sarney?

Lá de Trípoli, na Líbia, o presidente Lula voltou a exigir do PT apoio absoluto a José Sarney, atual presidente do Senado. Nada a opor ao ex-presidente da República, se conseguir livrar-se das denúncias de nepotismo e coronelismo no exercício de suas funções.

O problema é que tem azeitona nessa empada. Fica claro que o Senado entrou em cone de sombra e lá permanecerá até que elucidadas mil e uma acusações que o envolvem e, mais do que ele, a instituição a que pertence.

A gente fica pensando porque tanto empenho do Lula na preservação da imagem de um Senado desgastado e posto em frangalhos, a ponto de enquadrar seu próprio partido e condená-lo ao silêncio e à inação. Há quem suponha que repousava na resistência de boa parte  dos senadores a grande barreira erigida diante de  propostas e idéias estranhas, como a do terceiro mandato ou da prorrogação de todos os mandatos por dois anos.

Um Senado enfraquecido e desfigurado não resistirá a coisa nenhuma. Em especial com a bancada do PT acomodada a todos os ucasses do trono. Nada  melhor do que dar todo o apoio a José Sarney…

Movimento à direita ou à esquerda?

O PPS, antigo Partido Comunista Brasileiro, aderiu com armas e bagagens à candidatura José Serra à presidência da República. A indagação é se a esquerda fez um movimento à direita ou se a direita avançou para a esquerda?

Dizem os céticos que nem uma coisa, nem outra As ideologias é que entraram em parafuso, depois da queda do Muro de Berlim e da implosão do neoliberalismo com a recente crise econômica.

De qualquer forma, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, tenta botar ordem na confusão dizendo que José Serra é o esquerdista e o Lula, o direitista. Em suas palavras, o governador de São Paulo vai surpreender, se eleito presidente da República, assim como surpreendeu os laboratórios internacionais ao impor a produção, no Brasil,  de medicamentos  genéricos. Os setores elitistas esquecem-se de que Serra foi presidente da União Nacional dos Estudantes, exilou-se no Chile após o golpe de 1964 e discordou, ainda que reservadamente, da política neoliberal de Fernando Henrique Cardoso.

No reverso da medalha, acrescenta Roberto Freire, o líder tido como esquerdista, Luiz Inácio Lula da Silva, pratica até hoje uma política econômica que faz a alegria dos neoliberais e do alto empresariado.

Mesmo reciclados, os ex-comunistas buscam desbastar o cipoal ideológico que nos confunde. Não todos, porque o PC do B permanece atrelado ao governo e os socialistas, descendo de cima do muro, também apóiam Dilma Rousseff…

Justiça a quem merece

Na próxima semana o ex-presidente Itamar Franco ingressa no PPS. Já deixou o PMDB e espera, a partir de um núcleo mineiro, contribuir para a abertura de um debate nacional a respeito dos rumos do país. A política do presidente Lula não parece, para o antecessor, o caminho obrigatório para o desenvolvimento do país. Retirado em Juiz de Fora nos últimos tempos,  Itamar teve tempo para meditar a respeito do futuro. Reconhece terem ido para o ralo as propostas do seu sucessor, Fernando Henrique, do qual tornou-se férreo crítico. Mas não vê saída nos caminhos adotados pelo presidente Lula, que acoplou o assistencialismo aos postulados neoliberais. Do que o Brasil precisa é de um projeto nacional, de um programa capaz de seguir na trajetória aberta por Getúlio Vargas  e seguida por Juscelino Kubitschek. Espera-se com curiosidade o pronunciamento que fará o ex-presidente, que apesar de rejeitado pelas elites, deixou o governo com mais de 70 por cento de índices de aceitação.

Sarney une a oposição e desune a base

Está mais perto do que se admite a saída do presidente do Senado. Deram para ele três possibilidades. Licença, renuncia, demissão pelo voto do plenario, i-m-e-d-i-a-t-a.

PSDB, PFL (DEM), PDT, PSB e outros fecharam questão contra Sarney. Pelos calculos, é para valer.

Já nos dois maiores partidos da base, PMDB e PT-PT, a tendencia é apoiar Sarney no cargo. Mas a cupula dos dois partidos sabe que não garante metade da bancada pela permanencia de Sarney.

Senadores muito bem informados, e até agora sem definição, fizeram analises junto com o reporter. Conclusão: Sarney foi eleito com 59 votos, numa votação, hoje, teria de 20 a 25 votos. (Exclusiva)

Zelaya, Zelaya, sua ONU não é de Haya

Golpe é golpe, mas em Honduras as coisas não estão claras. Ser preso de pijama, e fazer estardalhaço, parece marquetismo. E logo o golpista Chavez corre para o lado dele? A ONU (a dos EUA) diz que “ele ainda é presidentee volta ao país depois de amanhã”. Os generais garantem: “Se voltar, será preso”. E o povo, a plebe vil e ignara, não é ouvida? Nem generais nem Zelaya que não quer sair do governo. (Exclusiva)

Sarney mais longe do Brasil

O DEM fechou a questão: quer o afastamento de Sarney. Como Bornhausen era senador e do DEM, pode ser a inspiração para o ex-presidente da Republica. Mas o PSOL, com todo o direito, quer punição para Sarney e para Renan. Agora complicou de vez, Lula pode preparar a mensagem e o pedido de agreement. (Exclusiva)

“Extravio” histórico e profético

Norma Alcides de Oliveira, Rio de Janeiro:
“Fiquei assombrada com a tua revelação: “Meu depoimento de 6 horas na CPI do Terror, logo depois da destruição da Tribuna da Imprensa, desapareceu dos anais do Senado”. Estou revoltada e ao mesmo tempo considero que a degradação do Senado não é de hoje ou de agora. Por favor, me explique, quantos senadores foram cumplices ou conheceram o fato e se esconderam, silenciosos e complacentes?”

Comentário de Helio Fernandes:
Teu assombro não é maior do que o meu. Só quando precisei do texto e fui procurar no Senado, tomei conhecimento do “extravio” do depoimento. Eu sabia que era contundente, estavam ali, para a posteridade (?), os nomes de todos os que planejaram e executaram a vingança contra o jornal. Se não foi vingança, como se pode chamar esse ato, praticado por uma ditadura que acabara em 1979, com a farsa da anistia ampla, geral e irrestrita?

Mais tarde, completei quando houve o monstruoso atentado ao Riocentro, no 1º de maio do mesmo 1981. (Logico, depondo 36 dias antes, não podia saber que tramavam aquele massacre para continuarem no Poder).

O atentado contra a Tribuna foi o teste final e preparação para o 1º de maio, quando centenas de jovens morreriam, o SNI diria que foi uma “ação comunista”, continuariam no Poder. Os homens da rua do Lavradio e do Riocentro, todos do SNI, que pretendiam manter o Poder que ocupavam e garantir que no Planalto-Alvorada seus chefes continuariam intocados e mais poderosos do que nunca.

Não sei quantos senadores souberam da escamoteação do meu depoimento. Muitos. Mas ainda não é tarde para a recuperação desse documento realmente historico. A palavra está desgastada, a paciencia da opinião publica também, o que farão os senadores que se REVOLTAM com as patifarias de agora?

Só para registrar uma data: os escandalos de agora devem ter começado com o desaparecimento do depoimento. Ou foi trabalho apenas da MESA de então? Muitos senadores foram cumplices e aproveitadores da ditadura. Está aí Sarney que não me deixa mentir. Sem a ditadura não seria presidente.

Parreira: sua verdadeira dimensão

Começou um movimento, ainda timido, para pelo menos diminuir o “parreirismo-carreirismo”. Ressalvam que fora do campo ele tem um bom convivio, mas dentro de campo, não comanda nem influencia.

Campeão do mundo na pior Copa de todos os tempos, a Italia é que perdeu, e nos penaltis.

Em 2006, ele perdeu junto com os jogadores, ou melhor, o “já ganhamos”, baseado nele. Agora, a equipe do ESPN, começa a rever (rever?) sua imagem. Espero que sejam mais efetivos e autoritarios e que a Globo também participe. Aí é mais dificil. (Exclusiva)

Verdadeiro, integral e entre aspas

De Jaime Ardila, presidente da GM “do Brasil”, fingindo que tem credibilidade: “Não vamos socorrer a matriz, ela tem um padrinho melhor, o governo dos EUA”. Ha! Ha! Ha! Engraçado, mas inteiramente falso.

Do jornalista Pedro do Coutto, acertando diretamente no alvo: “A imprensa é um espelho, não uma fabrica de fatos”. Perfeito. Como dizia mestre Graciliano Ramos, “A frase está completa, não se pode colocar ou tirar uma palavra”.

Do deputado José Carlos Aleluia, forte pré-candidato ao governo da bahia: “Dilma, que já derrubou marina, agora quer derrubar Minc. Ela, que já foi da foice e do martelo, agora quer ser do machado”. Insinua que ela foi do PC?

De Jarbas Vasconcellos, senador até 2014, e que pode ser candidato a vice-presidente ou voltar ao governo de Pernambuco: “Obama acha que Lula é o cara porque não conhece Renan Calheiros”.

O TSE mudou de lado

Cassou os governadores da Paraiba e do Maranhão e botou no lugar, quem? Os derrotados. Agora tirou do cargo o governador do Tocantins e marcou eleição. Mas indireta.

Dois equivocos irreparaveis. 1) Nenhum governador pode ser cassado em beneficio de alguém. A culpa é da lamentavel “representatividade”. 2) Um Tribunal que pretende “restaurar a moralidade politica e eleitoral”, não pode consolidar esse tipo de escolha. Falta 1 ano e meio, podiam bem fazer a eleição direta. O TSE está comprometendo seu proprio destino e futuro. (Exclusiva)

A Bovespa abre em alta, só resiste 30 minutos

Na abertura, alta de 0,38% em 52 mil e 300 pontos. Foi caindo, e ao meio-dia, reverteu duramente. Estava então em 51.300, menos 1,60%.

O dolar começou em 1,94, queda de 0,50%. Mas logo, logo começou a subir e, ao meio dia, sua cotação era de 1,96 bem alto, mais 0,55%.

Em 2 horas, o volume estva em pouco mais de 1 bilhão, o que permite a projeção: pelo 20º dia não chegará a 5 bilhões. No ano passado, 8 ou 9 bilhões eram comuns.

Familia Jerominho, acabou a bandalheira?

Eram três deles, todos “eleitos”, não pelo povo, pelo voto, pela urna, mas por causa da representatividade (Deus me perode a infamia) que as cupulas supostamente partidarias mantêm em beneficio proprio.

Dois desses Jerominhos já estavam cassados e presos. Agora, o TRE se lembrou da ultima, Carminha, cassada também. Estava na prisão, foi eleita de lá mesmo. Mas não foi cassada por isso.

Desde a Constituição de 1891, cidadãos foram eleitos estando na prisão. O mais famoso: Mauricio Lacerda, grande orador, pai de Carlos.

Torturadissimo no governo Bernardes, foi eleito e logico, solto e empossado. Da tribuna da Camara em varios pronunciamentos, emocionou o país, contando as torturas a que foi submetido no Hospital São Sebastião, ali no Mangue, onde hoje passa a Avenida Getulio Vargas. (Ditador, seja civil ou militar, não deveria dar nome a ruas ou avenidas, é um pessimo exemplo).

Solução reparadora, moral e material para o Senado

1) Demitir os terceirizados. 2) Aposentar 9 mil funcionarios, qualquer que seja o tempo de serviço. 3) Respeitados os direitos, menos os salarios absurdos. 4) Derrubar todos os anexos, cada senador teria só um gabinete. 5) Descongestionar a “cupula” funcional, haveria apenas um.

Exemplo a seguir: 1) O Senado do Rio tinha 263 funcionarios para 66 senadores. 2) O de Brasilia ainda ficaria com mil, 12 para cada senador. 3) O belissimo Palacio Monroe tinha muito menos gabinetes do que senadores. 4) Com 263 funcionarios e 66 senadores, dava 4 para cada senador. 5) Essa orgia da ilha da fantasia começou com a catastrofica mudança da capital. (Exclusiva)

Retrocesso da FIFA, desprezo das tevês

A bola chutada por Kaká contra os EUA entrou visivelmente. É possivel que esse “visivelmente” só ficou claro na segunda ou terceira confirmação da camera. A FIFA não muda nada.

E as televisões por que não mostraram com a camera fixada e a bola parada dentro do gol? Em 1966, assisti em Wembley a final Inglaterra-Alemanha. Fiquei convencido que a bola da Alemanha não entrara.

Fui para o hotel (o Grovesnor House, em Hyde Park), as televisões esgotaram o assunto, me convenci que não fora mesmo gol.

Isso há 43 anos. Por que a pretensiosa e arrogante TV Globo não esclarece o que ela chama (sem provas) de milhões de expectadores? (Exclusiva)