Sem Sarney, Maranhão ou Brasília a Bovespa sobe

Alheios aos movimentos para moralizar o Senado, São Paulo atinge números que estavam ausentes há quase um ano.

Às 13 horas, com 3 horas de pregão, atinge o maior índice de outubro de 2008 até agora, julho de 2009. A esta hora, os números: 54 mil e 500 pontos, alta de 2,70%. Como tem acontecido, o volume é pequeno, os amestrados correm em massa para as “televisões amigas” e garantem: “O volume vai subir não demora muito”.

É preciso esperar, os que dizem isso não são tratadistas e sim jogadores desvairados. Faltam 4 horas de jogatina, tudo pode acontecer, nem sempre dá preto, nem sempre dá vermelho.

O dólar fica em 1,88 alto, cai 0,80%, o círculo é o mesmo. Mas “analistas” fazem cálculos para dezembro. Ha! Ha! Ha!

Sarney no cadafalso (6)

Palavras de Esfinge

Como desvendar ou decodificar a palavra do presidente? Era um recado para o procurador Geral? Lula sabe que é possível que ele tenha que examinar a questão. Por que então comprometê-lo?

O presidente nomeia o Procurador Geral e Ministros do Supremo, mas não os controla. E Procuradores Gerais já passaram a Ministros do Supremo. Sarney vale o descaminho e a palavra sussurrada?

Sarney no cadafalso (5)

Lula não vai atacá-lo ou defendê-lo

O presidente saiu em defesa do ex-presidente, a-c-u-s-a-d-í-s-s-i-m-o, seguindo seu estilo impulsivo, apressado, atropelado e até aloprado (royalties para o próprio Lula).

Como a repercussão foi bastante negativa, Lula foi aconselhado “a se retrair e deixar Sarney resolver seus problemas”. O presidente então aproveitou a posse do novo Procurador Geral e afirmou misteriosamente: “É preciso cuidado cm a biografia de quem vai ser investigado”.

20 anos sem golpes

Todos acreditavam que a era das ditaduras na América do Sul e Central estava ultrapassada. O medo começou a ser sentido com a chegada de Chavez, Correa e seus inconstitucionais mandatos ininterruptos.

Haja o que houver em Honduras, a democracia deste lado do mundo está ameaçada ou golpeada. (Exclusiva)

Sarney no cadafalso (4)

Meus filhos, meu tesouro

Sarney, no auge da crise, se refugiou atrás da governadora (derrotada e empossada) Roseana, e afirmou: “Tenho que ir ver minha filha, a melhor coisa que fiz na vida”.

Já sabia que ela assumiria, apesar de derrotada. Agora é possível admitir que Roseana merece a classificação de MELHOR. Pois o resto, incluindo ele mesmo, é apenas o resto.

Zelaya, o insensato

O ex-presidente de Honduras afirmou ainda agora: “No fim de semana, voltarei ao meu país como presidente”. Primeiro falou: “Voltarei em 48 horas”, não voltou, foi aumentando o prazo.

Hoje, às 10 da manhã, garantiu: “Não há mais negociação, volto e reassumo”.

Muitos acreditam que não tem coragem para voltar. Quanto a reassumir, só se for num cemitério com milhares de mortos, ou então no que se chama “banho de sangue”.

Sarney no cadafalso (3)

Longe demais para ter volta

Raul Travassos, Americana, SP:
“Helio, por favor, desculpe duvidar de você, mas acho que não acontecerá nada a Sarney, continuará sendo chamado de Excelência e de presidente. Respeito você como analista, mas a corrupção chegou a um ponto que atinge a todos.”

Comentário de Helio Fernandes:
Para estarrecimento total, Raul, é quase impossível discordar de você. Mas acredito que o ex-governador foi longe, mas tão longe, que desta vez a imunidade não vai salvá-lo. E impunidade não vai demorar a atingi-lo.

Arlete Magalhães de Almeida, Belo Horizonte:
“O senhor continua adivinhando. Li no seu site que o presidente Sarney estava preparando para se defender com o que o repórter chamou de “Dossiê de 40 anos”. Pois agora vi e li em vários órgãos e até na internet uma lista de senadores que serão atingidos pela represália da identificada tropa de choque do Sarney. Pode ser mesmo? E saírem vitoriosos?”

Comentário de Helio Fernandes:
Não era adivinhação, Arlete, e sim informe quase informação. As pessoas falam e sempre existe alguém para me contar, pois eu não censuro ninguém, principalmente as fontes. Desta vez Sarney não se salva, perde a presidência. (Já perdeu). E para salvar o mandato, usará a força. Onde e quando você ouviu a expressão “tropa de choque”?

Sarney no cadafalso (2)

“Não renuncio de jeito nenhum”

Na belíssima e luxuosa ilha de Curupu (uma das provas do seu enriquecimento inexplicável), o presidente do Senado, em tom de lamento, repete dois bordões, como se fosse um humorista, que em vez de fazer rir, chora de si mesmo.

1. “O presidente Lula me telefonou?”. Como sabe a resposta, vai embora.

2. “Haja o que houver, não renunciarei de jeito algum”. Também sabe que sua força acabou, mas considera que se salvar o mandato, (dificílimo) ficará vagando pelos múltiplos anexos.

Então se volta para a solução de força, atirando no espelho, ou seja, nele mesmo.

Sarney no cadafalso (1)

Movimento “Fora Sarney”


Em todos os partidos e não de forma surpreendente, com a maioria no PT-PT e logo depois no PMDB, cresce a insatisfação conta o presidente do Senado. E agora não é mais licenciamento e sim afastamento para sempre, seja qualquer a forma.

E não querem nem esperar o fim do recesso, muitos consideram: “Sarney ultrapassou todos os limites de irregularidades, nem precisa ser investigado, as provas são contundentes e definitivas”.

20 anos sem golpes

Todos acreditavam que a era das ditaduras na América do Sul e Central estava ultrapassada. O medo começou a ser sentido com a chegada de Chavez, Correa e seus inconstitucionais mandatos ininterruptos.

Haja o que houver em Honduras, a democracia deste lado do mundo está ameaçada ou golpeada. (Exclusiva)

Jereissati tem sonhos e esperanças, mas está com muitos medos, do passado, presente e futuro

Em 2001, governador, faliu o Banco do Ceará. Foi processado. Em 2002, eleito senador, o processo foi engavetado, não se movimentou até hoje, quase 7 anos. Isso no Supremo.

Seu mandato acaba em 2010, junto com a ex-do Ciro (ela não se reelege, deve ser candidata a deputado), corre perigo. Daí a fúria sanguinária contra a Petrobras. Esta é a sua alavanca eleitoral, mas os adversários são a prefeita (reeeleita) Luizianne Lins e o ex-Ministro Eunício Oliveira.

Há também o componente do ódio. (Guardado no freezer, como dia Tancredo Neves). O ocupante de uma das mais importantes diretorias da Petrobras (a Transpetro) é Sergio Machado, ex-amigo e ex-senador, agora irreconciliáveis.

Sergio machado foi indicado para essa poderosa Transpetro pelo senador Renan Calheiros. E apesar de toda a reviravolta que houve na Petrobras e no Senado, o indicado de Renan continua cada vez mais forte e intocado.

Esse prestígio do ex-amigo, Jereissati não pode suportar. Houve um tempo em que no Ceará existia um trio invencível, que dominava o estado do ponto de vista municipal, estadual e federal: Jereissati – Ciro Gomes – Sergio Machado. Os três intocáveis, invencíveis, irrefutáveis. Ciro foi governador, Jereissati governador, quando chegou a vez de Sergio ser governador, os dois se voltaram contra ele.

Não só não foi governador, como não teve legenda para se reeleger no Senado, seu mandato acabou. Foi apadrinhado, protegido e amparado por Renan Calheiros.

Jereissati sempre desejou a glória, o pedestal, achava que tinha direitos aos seus quinze minutos de fama, mas não só não sabia como reivindicá-los, como não tinha a menor idéia de quem fosse Andy Warhol e o que representava.

No Ceará, ninguém sabia quem era Tasso Jereissati, todos conheciam e admiravam Edson Queiroz. E a única hipótese do “rei do gás” admiti-lo foi como aconteceu, sobre isso não tinha o menor controle.

Edson Queiroz viveu pouco, um desastre de avião. Se tivesse vivido mais tempo, teria constatado que nada era a sua intuição e observação e sim realidade pressentida. Jereissati é um desastre, embora se julgue cada vez mais homem insubstituível quando é apenas insuportável.

Jereissati hoje é um homem dominado pelo medo. Do processo no Supremo, pela falência do Banco do Estado do Ceará. (Apesar da força que o Ministro Gilmar fez para alertá-lo, chegando a se arriscar indo ao Ceará e se hospedando no hotel luxuoso da família-empresa).

Teve medo do processo no qual tentava salvar Jereissati pessoal, com a firma da qual Jereissati era o maior acionista. Teve sorte. O relator, Joaquim Barbosa, depois de massacrá-lo, mandou arquivar o processo.

*  *  *

PS- Tem medo que a Petrobras ou a Petrobras pré-sal mergulhem-no na profundidade em que sabem que ele também tem grande conhecimento, só que é uma profundidade pessoal e intransferível.

PS2- Finalmente, tem medo que Sergio Machado venha a ser testemunha, provocando o último e o mais terrível de seus medos: a perda do mandato e o mergulho no ostracismo do qual jamais saiu. Embora pense (?) rigorosamente o contrário.

Sem vencer EM SP ou Minas ninguém se elege presidente

Pedro do Coutto

O presidente Lula – segundo matéria de Soraya Agege e Gerson Camaroti, O Globo de 22/07- resolveu fazer uma segunda investida sobre o PT de São Paulo para que a regional apóie a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Estado em 2010, plano fundamental para sustentar a candidatura da ministra Dilma Roussef. Se é a segunda investida, claro, é porque a primeira não deu certo. Certamente Luis Inácio encontrou resistências. Inclusive naturais porque a indicação do deputado pelo Ceará, que ainda dependeria de a transferência de sem domicílio ser aceita pela Justiça Eleitoral, significa a superação dos quadros paulistas do partido. Sinal de que o presidente da República não sintoniza com o nome do senador Eduardo Suplicy, embora tenha sido reeleito em 2006, e não considera viável a candidatura do deputado Antonio Palocci. Sem dúvida. Caso contrário não recorreria a Ciro.

Mas o problema não é só este. É que Ciro Gomes, na semana passada, anunciou seu apoio ao governador Aécio neves se este for lançado candidato pelo PSDB. O que está se colocando, uma vez que o governador José Serra, não se sabe ainda ao certo por quais motivos, está fornecendo sinais de que vai recuar de um novo vôo na direção do Planalto. Prefere disputar a reeleição. Um enigma. Outro será o ex ministro da Fazenda de Itamar Franco aceitar ou não a aliança com o PT. O futuro próximo decidirá estas questões.

Mas o essencial é a preocupação de Lula. Tem motivos para isso. Ele parte da constatação de que candidato algum à presidência pode alcançar êxito se não vencer  em São Paulo, ou em Minas Gerais, ou então – dizendo o óbvio – nas duas unidades da Federação. Ele está certo. Há vinte anos atrás, exatamente, em almoço com o meu saudoso amigo Paulo Montenegro, pai de Carlos Augusto, presidente do Ibope, examinávamos a candidatura de Leonel Brizola. As pesquisas apontavam sua extrema fraqueza tanto em São Paulo quanto em Minas Gerais. Estava forte no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Mas em São Paulo registrava apenas 1,5% das intenções de voto. Em Minas, 5%, Lembramos então as eleições de 45 até aquela época.

Eurico Dutra venceu tanto em São Paulo quanto em Minas. O mesmo ocorreu com Getúlio Vargas. Em 55, JK perdeu em São Paulo, mas venceu disparado em Minas Gerais. Em 60, Jânio Quadros venceu nos dois Estados. Em 89, o mesmo fenômeno marcou a vitória de Fernando Collor. Brizola, por um ponto, perdeu a segunda colocação para Lula no primeiro turno 16 a 15%. Em 94 e 98, Fernando Henrique foi vitorioso nas duas unidades. Em 2002, Lula venceu em Minas, 50% dos votos com apoio total de Itamar Franco, compensando o êxito de Serra em São Paulo. Finalmente em 2006, Lula perdeu para Geraldo Alckmim em São Paulo, mas foi vitorioso em Minas. Perdeu também no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas ao lado de Sergio Cabral venceu por larga maioria no RJ. No Nordeste disparou. Porém o que importa assinalar estatisticamente é que o esquema focalizado por mim e Paulo Montenegro até hoje não foi rompido.

Agora, se o candidato das oposições, o que inclui o PPS de Itamar Franco, for Aécio Neves aumenta a dificuldade para Dilma Roussef. Porque Aécio arrebata o eleitorado mineiro e, com o apoio de Serra, deve vencer também em São Paulo. Inclusive porque é um candidato que cresce na campanha, tem a seu lado uma simpatia inegável. Embora esteja atrás de Serra nas pesquisas do Datafolha, Ibope, Sensus, é um candidato com potencial maior. Por este motivo é que Lula faz nova investida para ter Ciro a seu lado e ao lado do PT. O quadro da sucessão de 2010 mudou há poucas semanas.No momento o panorama visto da ponte é este.

De volta ao velho combate?

Carlos Chagas

Ontem, as elites empresariais davam pouca importância ao pronunciamento feito na véspera pelo presidente Lula, quando enfatizou a importância dos bancos públicos e censurou  a privatização do Banespa, “vendido a preço de nada” numa espécie de doação. Para dirigentes da Federação dos Bancos, da  Fiesp e acólitos,   tratou-se de uma pequena  recaída  esquerdizante do presidente, alguma coisa como a volta de uma gripe mal-curada.

Pode não ser bem assim. Porque diante do Conselho Diretor do Banco do Brasil, o companheiro-mór voltou às origens e bateu firme nas privatizações promovidas pelo antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Reafirmou a importância do poder público gerir a economia através de seus instrumentos e até lamentou  o presidente Barack Obama não dispor de bancos públicos para enfrentar a crise econômica.

Deve cuidar-se a  nata do empresariado que continua sustentando  as excelências do neoliberalismo recentemente  escoado pelo ralo. Uma cor amarela pode estar acesa no  semáforo postado no meio da Avenida Paulista. Porque se pretende ver eleita a ministra Dilma Rousseff, sabe muito bem o presidente Lula que precisará recompor discursos antigos e sacudir a poeira do conservadorismo econômico por ele adotado logo após a posse. As lideranças do PT, até pela própria sobrevivência, clamam pelo retorno ao velho combate. Tem certeza de que só assim voltarão a  cair nas graças do eleitorado. Nada mais eficaz do que atacar as  classes privilegiadas, aquelas que demitem e passam incólumes pelas dificuldades do trabalhador e do  cidadão comum.

Continuando o processo capaz de ter sido aberto esta semana, haverá o risco de as elites empresariais serem jogadas nos braços de José Serra? Talvez não, porque o governador paulista tem muito pouco de neoliberal. Perdeu, por isso, o ministério do Planejamento, onde batia de frente com Pedro Malan e Gustavo Franco, nos tempos do sociólogo. Acabou isolado no ministério da Saúde,  onde atropelou genericamente  os grandes laboratórios de remédios.  Poderia surpreender, se eleito. Jamais, é claro, transformando-se num anacrônico socialista,  mas interrompendo o reinado dos sobas financeiros pela consciência de os tempos são  outros, no planeta inteiro, onde o Estado volta a ocupar o seu lugar.  Quanto a Dilma Rousseff, apesar de ter voltado a gritar e a espinafrar ministros e altos funcionários, seguirá no rumo traçado por  seu mestre,  quem sabe longe da  fachada dos grandes bancos e das poderosas indústrias.

E não acontece nada

Pela milésima vez, Daniel Dantas é considerado réu em crimes de formação de quadrilha, organização criminosa, gestão fraudulenta e temerária, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Como em situações anteriores, não vai para a cadeia, blindado que está por dois habeas-corpus concedidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Continuará esperando esgotar-se a cachoeira de recursos judiciais capazes de esticar até a eternidade seu julgamento final.

Ele e quantos outros igualmente acusados dos mesmos delitos, gente que só faz aumentar sua fortuna às custas de burlar a lei? Mesmo assim, importa registrar um avanço no processo social, porque anos atrás nenhum  juiz singular, promotor público ou delegado  federal ousariam desnudar  potentados como Daniel Dantas. Ao menos, a sociedade passa da defesa ao ataque, mesmo não acontecendo nada.

Prestígio por tabela

O fato de  Barack  Obama haver recebido Dilma Rousseff e sua comitiva, mesmo por alguns minutos, demonstra outra vez a importância que  presidente americano dá ao “cara”. Foi o prestígio do Lula a  abrir as portas para a candidata trocar  frases protocolares com o cidadão  mais poderoso do planeta.

Imagine-se, hipótese ainda remota, mas possível,   o nosso presidente recebendo  o Prêmio Nobel da Paz, este ano. A comenda não   haveria como deixar de refletir na sucessão presidencial, para horror dos tucanos.  A candidatura da ministra, mesmo custando a decolar, seguirá no vácuo da nave-mãe.  Algo milimetricamente planejado há tempos. Depois, será o que Deus quiser…

Lugar parecido com o céu

Enquanto os senadores gozam férias nem tão merecidas assim, bate cabeça a comissão de funcionários do Senado encarregada de investigar os atos secretos praticados ao longo dos últimos quatorze anos. Menos porque eram 663 e agora são 544, mais porque as 200 contratações sigilosas, se foram anuladas, poderão ser recompostas em trinta dias. Trata-se da recontratação de servidores sem concurso antes e agora. E ainda surge um risco: as demissões feitas por ato secreto, abrangendo número menor do que as contratações, também ficariam sem  valor? Nesse caso, os falsos demitidos teriam direito a receber atrasados e demais vantagens, para só depois, por atos ostensivos, serem mandados passear. Muitos senadores já disseram que o lugar mais parecido com o céu é o Senado. Tinham razão.

Desespero e constrangimento

Sarney está acabrunhado, que palavra, com o abatimento do filho Fernando. Lembra que sempre insistiu para que se candidatasse a qualquer cargo, recusou.

Agora, acusadíssimo, o filho de Sarney não tem nenhum guarda-chuva para se proteger, tem que se jogar lá de cima, sem pára-quedas.

O estado de espírito de Sarney, radiografado nesta ordem: “não atendo nenhum telefonema, a não ser do presidente Lula”. Só que este não telefona, o PT-PT faz pressão para não apoiar Sarney. (Exclusiva)

*  *  *

Hoje às 9 horas da manhã, Sarney caminhava pela ilha, totalmente isolado, (lá os seguranças não são necessários), quando chegou a notícia da denúncia, mais uma de muitas. A secretaria de imprensa de Sarney queria instruções sobre o que dizer.

“Não diz nada”, mandou o chefão. Quando até um namorado da neta ganha “emprego secreto”, com responder? Namorado e a neta há quanto tempo se conhecem?

Há dias registrei: Sarney se elegeu com 49 votos, não tem nem 25. No dia em que escrevi. Hoje não tem nem 20, e pior: podem não deixar Sarney reassumir depois do recesso. São tantas as representações, que Sarney já está arriscando o próprio mandato, não apenas a presidência.

“Eu sou você, amanhã”, quem fala ou quem ouve, Sarney ou Renan?

Mercado financeiro continua em queda

De 13 horas até às 17, fechamento, nada suficiente. Apesar disso, “analistas e especialistas” consideram que esses resultados contribuem para o fim da crise. “Menos” verdade ou puro planejamento contaminado.

Às 13 horas, 53 mil e 300, no fechamento 53 mil e 100. No final, queda de 0,30%, não é nada. O volume em 4 bilhões e 800 milhões. 5 bilhões, nunca mais

O dólar na rotina de 1,90 alto ou 1,90 baixo.

Governador assustadíssimo

Seu nome é Sergio Cabral. Desde que Garotinho lançou a candidatura para voltar ao Guanabara, ele não sabe o que fazer. Trabalha então para o PSDB indicar Gabeira para governador, como já fez para prefeito.

Acha que com três candidatos ele ganha no segundo turno. Curiosamente, Garotinho considera a mesma coisa. (Exclusiva)

Homenagem a Mestrinho

Vicente Limongi Netto (em seu blog):
“Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo, os Deuses e as estrelas te saúdam! Mestrinho honrou a vida. Foi grande em tudo. No amor, na bondade, no carinho com seus semelhantes, na competência a serviço do Amazonas e do Brasil, na firmeza de suas ações, na defesa dos pleitos dos amazonenses. Honrado, honroso e digno em todas suas ações. Sabia ouvir, ponderava com sólida argumentação, exigia e trabalhava sempre por tudo que o cidadão merece, emprego, segurança, moradia e escola. Conhecia e discutia todos os assuntos com invulgar sabedoria. Otimista, tinha sempre uma palavra de carinho com todos que o procuravam. Poucos, raros, tiveram como Gilberto Mestrinho uma vida inteira dedicada ao homem humilde do Amazonas. Em todos seus gestos havia sinceridade, firmeza de atitude e caráter. O Brasil desde já sente falta de um homem da estirpe de Mestrinho. Descanse em paz, querido amigo.”

José Carlos Werneck (comentando o post):
Amigo Limongi, gostei imensamente deste seu texto sobre Gilberto Mestrinho. Quem lhe conhece, há quarenta anos, quando fomos colegas na sucursal de “O GLOBO”, situada na Rua da Igrejinha, sabe que voce escreveu com o coração. Elevo, também, meu pensamento ao Criador, para que Ele receba em sua Glória esse ribeirinho ilustre, que sempre teve orgulho de sua origem e amou, como ninguém, a Amazônia.Um grande abraço.”

Comentário de Helio Fernandes:
Gostava muito do Mestrinho.Ele foi tudo no Amazonas porque só pensava no Amazonas. Ganhou sempre para ficar lá mesmo, várias vezes governador. E foi credenciado para representar o Amazonas no plano nacional.

Na última eleição já estava muito doente, bateram na sua porta, o Amazonas precisava dele. Mas também estava requisitado num lugar muito mais alto, não havia opção.

Muricy Ramalho – economista Belluzzo

Na televisão, declarou: “Não podemos contratar o ex-técnico do São Paulo, ele pediu muito, não podemos pagar”. Comentei: depois da afirmação do presidente do Palmeiras, (que se diz íntimo de Serra e de Lula) se Muricy for contratado, é porque alguém, (o treinador ou o presidente) transigiu.

Agora, com Muricy já contratado, a televisão que entrevistou Belluzzo (Sportv), está na obrigação de entrevistá-lo novamente, para saber quem transigiu. (Exclusiva)