Autênticas, textuais e entre aspas

Órgãos oficiais dos EUA, garantem: “Só no último mês, 1 milhão de pessoas deixaram de procurar emprego”. Consideram que isso é queda no desemprego. Para não contrariar, vamos considerar que a observação de lá, está correta. Então, como os DESEMPREGADOS eram 16 milhões, diminuíram para 15 milhões. É o fim da crise?

Desprestigiadíssimo, o Ministro da Defesa, procura uma forma de se recuperar. E diz em entrevista: “A compra dos caças foi um acordo político”. É mesmo, Ministro? Ou está repetindo o ato espúrio de ter “corrigido” a Constituição nos subterrâneos do Congresso?

Do jornalista Pedro do Coutto: “O argumento do teu artigo, Helio, é definitivo. Se o Presidente da República pode conceder extradição também pode negar”. É óbvio, o Supremo tão culto, brilhante e empolgante, não enxerga nada do que está à superfície, prefere decidir com o raciocínio e a análise na profundidade do pré-sal.

Do presidente Lula, em manchete de O Globo: “Em 2010 o bicho vai pegar”. Além do linguajar chulo e vulgar, a pressão acintosa contra o cidadão-contribuinte-eleitor: “O povo tem que OPTAR PELA CONTINUIDADE”. É essa a LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

E o mediocríssimo Mantega, sempre seguindo as lições do patrão e empregador, Luiz Inácio Lula da Silva: “Acho temerário que algum novo governo venha a mudar uma série de diretrizes que estão dando certo”. Ha! Ha! Ha! Estão DANDO CERTO? Antes se conformavam com as pesquisas, agora apelam para oráculos. O Ministro da Defesa, está com medo que SURJA UM NOVO GOVERNO. É o que diz.

Evandro Lins grande figura, há 30 anos, conversando com o repórter: “Helio, se você chegar a um país estranho e quiser saber qual o regime político vigorante, pergunte apenas, “existe alternância de Poder?”. Neste momento, não seria bom fazer a pergunta no Brasil.

A caça aos negócios com os caças

Complicou de vez o negócio dos aviões. Comprado pelo Brasil, vendido pela França, e a cada dia aparecendo mais países interessados, concluíram, é um negócio da China. Ainda com a presença, aqui, do presidente Sarkozy, Lula disse apressadamente: “O negócio está concluído”. Não estava.

Em vez de compra e venda, leilão

O Ministro da Defesa não sabia de nada, a FAB estava estudando há anos um outro projeto, o próprio comandante da Aeronáutica também não sabia de nada, evidente que houve descontentamento. Agora os americanos entraram pressionando, no velho estilo que com Obama, parecia superado.

O negócio não sai tão cedo

Terá que haver exame aprofundado das diversas propostas. A Dassault, que acreditava ter fugido da falência, entrou em desespero. Já tendo perdido várias concorrências com firmas dos EUA, festejavam: “Pelo menos ganhamos a última batalha, adeus falência”. Não era isso.

Guerra de imprensa na França

Não é nem arriscado dizer: a Dassault vai deixar de fazer essa venda suculenta, e os jornais mais importantes tomam posição contra a Dassault. Motivo principal: a Dassault controla o “Figaro”, jornal de extrema direita, mas de grande circulação.

O maior jornal?

Paulo Bitencourth, dono do “Correio da Manhã”, me dizia no seu belo apartamento da Avenida Paul Doumerg, Paris: “Helio, é o maior jornal do mundo”. Não era e não existe isso.

Na França, quase todos de esquerda

Tirando o “Figaro”, a esquerda tem voz privilegiada na França. E como o concorrente é de direita, fazem campanha contra o negócio, consideram explicitamente: “Pode ser um bom negócio, mas a França não depende disso”. Golpeiam o concorrente, salvam a pátria.

A questão ficou mais grave, não só na França
mas também no Brasil

A Aeronáutica não trata de outro assunto, diariamente mas não publicamente. Lógico, espera a conclusão. Mas agora surgiu um outro fato importantíssimo: a demissão do Brigadeiro Antonio Hugo Pereira Chaves, que contrariou negócios do presidente de uma firma globalizada, a Alcantara Cyclone Space.

Negócios contra a hierarquia

Esse caso que tramitava pelos bastidores, foi revelado pelo repórter Merval Pereira, num furo espetacular. O que se esperava: que o oficial da FAB, de grande dignidade e credibilidade, fosse respeitado e prestigiado. Acontece que negócios desse vulto, têm mais bordados e galardões do que a farda de um oficial.

O caso Battisti

Jorge Rubem Folena de Oliveira
“Como sempre, o senhor foi o único a esclarecer a opinião pública a respeito do verdadeiro “malabarismo pirotécnico do Supremo. Julgou abusivamente o presidente da República”.

O Supremo tem competência para julgar mandado de segurança contra atos do Presidente da República (art. 102, I, alínea “d”, da Constituição). Todavia, o mandado de segurança impetrado pela República da Itália (MS nº. 27.875) foi contra ato do Ministro da Justiça, no processo administrativo nº. 08000.011373/2008-83.

A Constituição, nestes casos, dispõe que a competência para processar e julgar os mandados de segurança contra atos de Ministro de Estado é do Superior Tribunal de Justiça (art. 105, I, alínea “b”).

Além disso, o mandado de segurança é um instrumento para garantir direito e garantia individual dos CIDADÃOS, de forma individual ou coletiva (art. 5º, caput e inciso LXIX e LXX), e não de Estado estrangeiro (República da Itália).

O Estado estrangeiro tem assegurado na Constituição o direito de requerer a extradição de seu nacional, no STF (art. 102, I, alínea “g”).

O sítio eletrônico do STF (notícias), em 09/09/09, informou  que, “por maioria (5 votos a 4), os ministros entenderam que o ato do ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu refúgio a Battisti, é ilegal.” Ou seja, o mandado de segurança foi julgado pelo STF, restando ser decidido o pedido de Extradição nº 1.085, suspenso por pedido de vista do Min. Marco Aurélio.

Ora, se a Constituição diz que cabe ao STJ julgar atos de Ministros de Estado, o Supremo mais uma vez suprimiu instância?

Uma coisa é julgar um pedido de extradição (competência do STF). Outra é julgar ato de ministro (competência do STJ).

A República da Itália não atacou, por mandado de segurança, ato do Presidente da República, cuja competência seria do STF (art. 102, I, alínea “d” da Constituição).

Então, o senhor está corretíssimo ao afirmar que o Presidente da República foi julgado “abusivamente”, mesmo não sendo arrolado no mandado de segurança, uma vez que qualquer ato seu foi questionado pela República da Itália.

O julgamento do caso “Battisti” está muito confuso, envolvendo sentimentos mais ideológicos do que técnicos. Não se discute aqui se o nacional italiano praticou crime político ou comum. O que se questiona, como o senhor bem manifestou, é o respeito à Constituição e à autoridade dos atos praticados pelos mandatários da República Federativa do Brasil, no âmbito de suas atribuições internas.

A questão me fez lembrar a revisão da condenação do Capitão Dreyfuss, por não terem sido observadas as regras do processo, como esclareceu, à época, Ruy Barbosa, correspondente do Jornal do Comércio em Londres.”

Comentário de Helio Fernandes
Obrigado, Folena, pelos esclarecimentos. Só que como dizia Machado de Assis, “a confusão é geral”. O site do Supremo informa errado, e como eu disse os Ministros nem sabiam o que estavam julgando. O órgão oficial do Supremo deixou bem claro: não sabiam bem o que estavam julgando. E esqueceram que o Ministro da Justiça cumpriu ordens do presidente para conceder a extradição.

Além do mais as considerações de Marco Aurélio e Joaquim Barbosa, são definitivas, O ATO DE CONCEDER OU NEGAR EXTRADIÇÃO, É EXCLUSIVO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E NÃO DO SUPREMO.

Ou revelam bom senso e consideram que a extradição é perfeita e não pode ser revogada, ou haverá um inútil duelo de Poderes. Se o Supremo negar a extradição, estará julgando, NEGATIVAMENTE, o próprio presidente da República.

O presidente logicamente NÃO CUMPRIRÁ decisão ilegítima do Supremo, dará a impressão de que não cumpre o decidido pela Justiça.

Não haverá isso: JUSTIÇA EXORBITANTE E ABUSIVA NÃO É JUSTIÇA, O PRESIDENTE DA PREPÚBLICA, no caso, está GARANTIDO E PROTEGIDO PELA CONSTITUIÇÃO, que o SUPREMO INTERPRETA DE FORMA EQUIVOCADA, perdão, de forma torta, caolha e capenga.

Malabarismo pirotécnico do Supremo. Julgou abusivamente o presidente da República, acreditando que negava extradição ao italiano Battisti. Este ficou 12 anos na França, ninguém o incomodou. Ficará para sempre no Brasil.

O julgamento da extradição do italiano Cesare Battisti, ainda não terminou. E nem devia ter começado. Foi um verdadeiro complô contra a Constituição, praticado pelo único órgão que pode interpretar essa mesma Constituição.

Os Ministros se dizem “guardiões da Constituição”, mas na verdade não fizeram outra coisa a não ser rasgá-la, violentá-la, maculá-la. Se o bravo Ministro Marco Aurélio não tivesse “pedido vista”, a violação teria sido consumada.

A confusão era total, muito ministros nem sabiam o que estavam decidindo, se a preliminar ou o Mandado de Segurança. Aí, como não sabiam o que fazer, desprezaram a preliminar, desprezaram a Constituição, desprezaram o Mandado de Segurança, (no caso uma excrescência), desprezaram seus votos (anteriores) e suas coerências, decidindo pela inqualificável extradição.

Tendo recebido indevidamente a contestação da decisão do presidente da República de conceder “refúgio”, (leia-se asilo) ao impetrante, a Suprema Corte agiu como primário juizado de instrução. (Que nem existe no Brasil).

E não podendo o mais (e sabiam disso) tentaram examinar o menos, desperdiçando nessa incoerência imprudência, exaustas 12 horas. E aí passaram a examinar se Cesare Battisti cometeu crime comum ou crime político. Ora, quem tinha que fazer isso, e fez, foi o governo italiano.

À Suprema Corte brasileira não restou função alguma, já que o refúgio (asilo) já havia sido concedido pelo presidente da República. E o Supremo não pode julgar o presidente, a não ser em condições especialíssimas, que não estavam em causa.

(Passaria pela cabeça de alguns Ministros que estavam se aproximando perigosamente de uma área rigorosamente parecida com o impeachment, sem nenhuma condição legal ou constitucional para fazê-lo?)

Já que estavam reunidos, o que fazer? Examinaram. Divididos, deram demonstração de puro exibicionismo, (felizmente não geral ou total) e afirmaram inacreditavelmente: “Não foi o presidente que concedeu “refúgio” (asilo) e sim o Ministro da Justiça”.

Aí gritaram, retumbaram, declamaram: “O ato do Ministro da Justiça é ILEGAL”. Por que e onde está a ILEGALIDADE? O presidente da República, nos regimes vigorantes no mundo ocidental, é responsável por tudo o que acontece, embora compreensivelmente não assine nem imponha sua assinatura em todos os atos ou decisões.

E como se trata de um caso em que está envolvida a própria soberania nacional, nem imaginar que o presidente da República não foi consultado. E a autoridade a conceder a extradição era e é o Ministro da Justiça. Que autoridade mais legítima, mais autêntica do que o Ministro da Justiça?

Se a autoridade que concedeu o asilo, fosse o Ministro da Agricultura ou o da Igualdade Racial, (Battisti é branco) aí a Suprema Corte teria “inventado a pólvora”, a concessão não era apenas ilegal e sim i-l-e-g-a-l-í-s-s-i-m-a.

Não sobrou nada da decisão do Supremo. Não está 4 a 3 a “favor” da extradição e sim 5 a 4 ainda a “favor”. Marco Aurélio, (que pediu vista) votará contra, ou não seria Marco Aurélio. Estará então 4 a 4, e Gilmar Mendes desempataria, por duas razões. 1- Porque já deixou bem claro, não por indícios mas por afirmações, que votará pela extradição. 2- Se votasse diferente, não seria Gilmar Mendes.

Agora o mais importante de tudo, comprovando que o Supremo perdeu um dia inteiro, e esse “julgamento” não ficará nos anais. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO ESTARÁ OBRIGADO A CUMPRIR O QUE O SUPREMO FINGIU OU PENSOU (?) QUE DECIDIU. E são várias as razões.

1- O Supremo não poderia julgar o Presidente da República. 2- O presidente já decidira conceder o asilo. 3- Nessa questão, regida por Tratados internacionais, a COMPETÊNCIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA É SOBERANA E INCONTESTÁVEL.

4- Um governo internacional, (no caso a Itália) não pode invadir a competência de outro país. 5- A própria Itália reconheceu o fato, deixando Battisti 12 anos na França, sem pedir sua extradição.

6- A Itália de Berlusconi, (sem qualquer moral ou competência) contestou a decisão, visivelmente considerando o Brasil mais vulnerável e mais sujeito a pressões.

***

PS- Posso escrever (ou debater) durante as mesmas 12 horas gastas pelo Supremo. Espero sinceramente, que enquanto Marco Aurélio examina o processo, cheguem a uma conclusão FAVORÁVEL ao Supremo. Mudar de voto é a coisa mais simples e comum.

PS2- Se não houver a imposição ou adoção do bom senso, o Presidente da República, (no caso Lula, mas fosse quem fosse) não poderia DIMINUIR SEUS PODERES E CONCEDER A EXTRADIÇÃO QUE JÁ NEGOU.

O churrasco e os aviões de caça

Carlos Chagas

Emblemática, mesmo, esta semana, foi a explosão da churrasqueira do presidente Lula, na Granja do Torto, quando picanhas,costelas e cupins já se encontravam quase no ponto. A explicação foi de que elevou-se a tal ponto a temperatura  dos  vidros dispostos ao lado dos espetos que eles trincaram e viraram farelo, caindo sobre a carne.

Ficamos sabendo que churrasqueiras presidenciais tem vidro e que o presidente da França, Nicolas Sarkozy,  frustrou-se por haver  sido o churrasco trocado por uma muqueca capixaba.   Do episódio,  sobressai a estranha coincidência entre o fracasso da refeição prometida ao visitante e a posterior lambança verificada em torno dos 36 caças Rafale que o presidente Lula anunciou  comprar da França  e o imediato recuo divulgado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.  Numa palavra, espalharam vidro  moído sobre as aeronaves.

Com todo o respeito,  terá gente dando razão a De Gaulle, se é que ele fez o diagnóstico referente à nossa seriedade. Fosse  para aguardar o parecer da Aeronáutica, ironicamente desconsiderada durante os fugazes  festejos pela  venda, no mínimo o presidente Lula não poderia ter dado como consumado um fato ainda em gestação.  No reverso da medalha, se a decisão do governo estava tomada, a solução seria confirmá-la a  despeito da pressão vinda de Washington para adquirirmos  aviões da indústria americana.

O que não dá para aceitar é o avanço e o recuo. No caso dos caças e do churrasco.

Sinal de grandeza

Nem sempre recuar é sinal de fraqueza,  confusão ou lambança.  O presidente Lula merece elogios por haver cedido às ponderações do presidente da Câmara,  retirando o caráter de urgência dos quatro projetos do pré-sal.  Além de verificar que  o Congresso não teria como votar as  propostas  no prazo de noventa dias, convenceu-se o governo de que com um pouco  mais  de tempo seus objetivos poderiam ser conquistados ainda este ano.    Foi essa a contrapartida de  Michel Temer,  recaindo agora sobre seus ombros a dúvida a respeito de  os deputados cumprirem  a  promessa. Pelo jeito, até as oposições concordaram.

Quando rezar não resolve

Infeliz, mesmo, foi o comentário do governador José Serra a respeito do caos verificado em São Paulo  por conta do último temporal. Para o candidato presidencial, o remédio será rezar, se pretendemos evitar outra paralisação da maior cidade brasileira. Não vai adiantar nada dedilhar o terço, entoar mil “Padre-Nossos” e duas mil “Ave-Marias” ou apelar para Jesus conter os arroubos de São Pedro.

Do que São Paulo necessita há décadas é de obras de verdade para recompor o escoamento das águas que vem do céu. Porque viadutos, túneis e demais realizações faraônicas que todo  mundo vê e se extasia não substituem galerias pluviais. Não será com orações que o lixo deixará de se acumular nas tubulações e nas bocas de lobo, cuja ampliação não dá votos, mas asseguraria  o funcionamento da capital.

Não se cometerá a injustiça de inculpar o governador Serra e o prefeito Kassab pelo horror que atingiu São Paulo. Dezenas de seus  antecessores carregam a mesma responsabilidade, tenham sido do PT, do PMDB ou  de partidos já extintos.  Está para ser calculado o prejuízo da força de trabalho, das realizações e dos  negócios interrompidos, sem falar nas mortes e na destruição de casas em todos os bairros. Aliás, a respeito, seria bom perguntar se a privatização dos serviços públicos foi  mesmo solução para melhorá-los. Porque durante horas todos os telefones ficaram mudos, celulares e fixos…

Não entendeu nada

Trajano era um general nascido na Espanha e forjado nas batalhas de Roma contra os bárbaros. Um soldado em tempo integral. Quando feito imperador, levando as práticas da caserna para a capital,  realizou uma das mais competentes administrações da crônica dos césares. Era tido como casca-grossa e desprezado pelas grandes famílias romanas.  Resolveu dar a volta por cima, para  demonstrar que também se ligava às coisas do espírito. Contratou um filósofo para acompanhá-lo em todas as viagens pelo império, com instruções para não perder um minuto e dar-lhe sempre lições de metafísica, discorrendo sobre as grandes questões de ser ou não ser, da existência da alma e dos caminhos da ética. Passados alguns anos um amigo perguntou que proveitos vinha tirando daquela experiência e Trajano revelou: “até hoje não entendi uma só palavra do que ele fala…”

Guardadas as proporções, e graças a Deus  por prazo não superior a dois anos, foi o que aconteceu entre  o presidente Lula e seu felizmente já  ex-ministro do Futuro, Mangabeira Unger. Depois de exonerar-se  e  voltar para os Estados Unidos, o singular cidadão brasileiro e americano encontrou-se com o antigo chefe. Após haver deixado  o gabinete presidencial, um auxiliar perguntou ao Lula sobre o que tinham conversado. A resposta: “não sei. Não entendi  nada…”

A crise continua, Obama quer melhorar Plano de Saúde, o dinheiro fica na bolsa

O presidente dos EUA, diz, “45 milhões de americanos, não tem como cuidar da saúde”, Michael Moore já havia dito num libelo tremendo. Os Republicanos não querem ajudar o povão.

Jogam na Bolsa, os investidores de antes da crise perderam, agora o jogo é de carta marcada. Quer dizer: as ações sobem, mas os que perderam estão longe.

Aqui na Filial e lá na Matriz, ganhos iguais. Na Bovespa mais 1 por cento cravados em 58 mil e 500 pontos. Quase chegavam a 4 bilhões e meio.

O dólar abriu em queda de 0,33%, não se recuperou, fechou em menos 1,10% em 1,81. O que fazer se você é exportador?

Novidade: Tribunal afasta juiz por “assédio moral”

Pela primeira vez, um juiz é afastado de suas funções pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio, sob acusação de assédio moral aos servidores. A decisão foi tomada pelo Órgão Especial do TJ, que acatou a representação contra o juiz Luiz Antonio Valiera do Nascimento, da 39ª Vara Cível do Rio.

A representação foi feita pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sind-Justiça), depois de demorada e profunda investigação. Segundo o corregedor do Tribunal, desembargador Roberto Wider, foram ouvidas cerca de 75 testemunhas, entre servidores e ex-funcionários que trabalharam com o juiz na 39ª Vara Cível.

Wider relatou perante o Órgão Especial do TJA que a maioria dos depoimentos mostrou que o juiz realmente submetia os serventuários a situações constrangedoras, como dar ordens contrárias a funcionários diferentes, causando mal-estar entre eles.

Ainda segundo o corregedor Wider, ficou constatada a enorme rotatividade de servidores na vara, que foi atribuída à conduta “rude e intempestiva” do juiz. “Há diferença entre ser duro e deseducado, humilhando servidores e advogados”, disse o desembargador.

Em sua defesa, o juiz Luiz Antonio Valiera do Nascimento argumentou que apenas impõe disciplina na sua vara e que os depoimentos contra ele seriam contraditórios. Reclamou também do modo como foi conduzida a representação, porque foram colhidos depoimentos de funcionários que trabalharam com ele há mais de cinco anos. Seus argumentos, no entanto, não surtiram efeito.

Todos os desembargadores do Órgão Especial concordaram em abrir o procedimento disciplinar. Por unanimidade, entenderam que o juiz Luiz Antonio Valiera do Nascimento deve responder por ter infringido o inciso 4º do artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, determinando que é dever do juiz tratar com “urbanidade” partes, advogados, promotores e funcionários.

E, por maioria, também incluíram outros pré-requisitos, como “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”, decidindo afastar temporariamente o magistrado.

O surpreendente caso da 39ª Cível é, antes de tudo, uma vitória trabalhista que demonstra a importância da atividade sindical também no serviço público, conforme é garantia constitucional. Mostra que os juízes podem muito, mas não podem tudo e tem obrigação de respeitar os servidores, especialmente porque, sem eles, não se faz justiça.

Economistas amestrados do mundo, dizem que economia se recupera. Não pelas bolsas

Depois de 3 horas de pregão, nada aconteceu de importante. Afirmam: “A recuperação virá em 2010”. Ora, janeiro é 2010, todos os meses a seguir, também 2010. Como não sabiam nada da crise, não sabem nada do seu fim. A crise começou no “mercado” (financeiro e imobiliário), não terminará com base nos movimentos.

Até agora negociaram apenas 1 bilhão e 700 milhões e a alta foi de 0,35% em 58 mil 110 pontos. O dólar caiu 0,70% nos mesmos 1,82 da semana inteira.

Pré-sal, Zizinho, Nilton Santos e Viana

Vicente Limongi

“Hélio, Creio que a confusa oposição deveria debater o pré-sal com isenção e espírito público. Mas tem medo das urnas se voltarem contra ela. Pior é impossível. É do jogo, paciência. Tirem os amadores de campo. E se o Poder estivesse com o PSDB, DEM, etc? Filme e choradeira invertidos. O atilado Renan Calheiros alfinetou certeiro, “não tem cabimento crise existencial para discutir o assunto”. Ou seja, Lula e aliados avisam; quem for contra o pré-sal é contra o Brasil, contra o povo e contra a Petrobras.”

“Hélio, Quem sou eu para comentar tua aula de doutorado? Maravilhosa. Detalhes preciosos. Informações valiosas, para sempre. A própósito de futebol, tema que fascina a esmagadora maioria, meu sábio pai Andréa me dizia que Zizinho jogou mais do que Pelé. Concordas? E nosso fabuloso e eterno Nilton Santos, alguém jogou mais e melhor do que ele?”

Quem é Tião Medonho, quer dizer, Viana? Ahã, o que, sim, é aquele que deu celular do Senado para a filha passear no exterior. Ah, bom. É mais um ético pela metade que joga apenas para a platéia. Perdeu a eleição para Sarney e, mau perdedor, virou o rei das plantações, do recalque, do ressentimento, do ódio e da intolerância.”

Comentário de Helio Fernandes

Limongi, a solução racional, favorável e irrefutável é fundar uma empresa 100 por cento brasileira, e lógico, ESTATAL, para o pré-sal. A Petrobras hoje é dominada pelas empresas globalizadas, com as criminosas LICITAÇÕES. O petróleo da Petrobras É DELES.

Não há dúvida: Zizinho foi dos maiores que vi jogar, da mesma forma como o ETERNO Nilton Santos. Nasceram na época errada. Vivessem hoje, dominariam a todos, quem duvida?

Esse Tião Viana, que denunciou o caseiro, permitindo que Palocci quebrasse seu sigilo bancário, como você diz, não é um professor de ÉTICA. Deu o celular para A FILHA GASTAR QUANTO QUISESSE NO EXTERIOR. Agora diz: “Vou pagar”. Perguntinha ingênua, inócua e inútil: ética se recupera?

A tenista de 17 anos, que naufragou em terra seca, em Nova Iorque

Obteve três vitórias, foi endeusada pelos amestrados (até de raquete em punho?) chamada de exterminadora de russas. Eu disse logo: “Não me entusiasmou”.

Por que não?

Pequenininha, fragilíssima, sem um bom saque, sem ir à rede, sem volear, tímida, com os olhos assustados, duvidei.

Ontem, mostrando toda a vulnerabilidade, foi eliminada. No final, estará uma tenista na qual jamais se ouviu falar. (Exclusiva)

Nadal sem falência física?

Se não fosse a tendinite no joelho, não teria deixado de ser o número 1. Voltou, sentiu dores no abdômen, um lamento. Ontem, mostrou boa forma física, a técnica é insuperável. Enfrentou aquele negro francês que joga muito, mas não tem constância ou concentração. (Seu pai nasceu em Guadalupe, sua mãe em Martinica, ele em Paris mas vive na Suíça).

Nadal perdeu 2 sets em tiebreak, reagiu Monfils despencou. Houve impressionante troca de bolas. Se o físico resistir, que grande final entre ele e Federer. Mais uma? (Exclusiva)

Palocci, o desconhecido de si mesmo

Fizeram pesquisa em São Paulo capital, só 25 por cento sabiam quem ele era. Deviam ter feito o levantamento em Ribeirão Preto, lá é conhecidíssimo.

Sua cotação com Lula, caiu

Depois da “vitória” no Supremo, Palocci festejou. Ia ser Ministro da Coordenação, (até eu entrei nessa, antes) e candidato contra Mercadante e Dona Marta em SP. Mas a repercussão foi tão negativa, que o próprio Lula deixou Palocci sem terra e sem legenda. (Exclusiva)

Guerra pela distribuição de revistas

Ameaçadas pelo que chamam de monopólio, recorreram ao Cade. Este, também ameaçado, fez intervenção. Deveriam lembrar da revista “O Cruzeiro” e seus gloriosos 750 mil exemplares semanais.

A tiragem recorde não superada

A ascensão de “O Cruzeiro”, começou nos anos 40. E continua inalcançada 70 anos depois. Não existiam assinaturas, as bancas pelo país eram poucas, mas chegou a esses miraculosos 750 mil exemplares. Hoje, nenhuma dessas revistas que se dizem “nacionais” alcançou esse total.

“A Noite” outro milagre jornalístico

Logo depois da Primeira Guerra Mundial, atingiu o apogeu. Chegou a vender 250 mil exemplares por dia, sem assinaturas, sem bancas, sem promoção, com aqueles garotos vendendo nos bondes. (Eliminados pelos medíocres “administradores”).

A importância de Irineu Marinho

Diretor do jornal, tinha paixão por reportagem. E formou um grupo enorme de repórteres, praticamente analfabetos, mas com um colossal senso do que era notícia. Em 1925 deixou “A Noite”, fundou “O Globo”, morreria logo depois. Foi o único jornalista da família. (Exclusiva)

O senado que não é o da REPÚBLICA

A opinião pública está convencida de uma coisa: ninguém será punido por coisa alguma. Antes mesmo do Conselho da (falta) de Ética, e depois de anularem ou não receberem várias representações, concluí: nenhuma solução sairá desse Conselho. CONTRA ou a FAVOR.

Salvação do sistema político

Sarney, moralizando o Senado? Particularmente as instituições, coletivamente? Modificam a escolha dos REPRESENTANTES e portanto se garante a autenticidade da REPRESENTATIVIDADE, ou não se chegará ao resultado: limpeza do processo, garantia do regime político-partidário, consolidação da democracia. (Exclusiva)

Marina Silva, a sem acampamento

Tem sido recebida com salvas, aplausos e admiração, mas não tem nenhuma possibilidade de chegar ao Planalto-Alvorada. A ex-ministra só poderia ser presidente no bipartidarismo.

O equívoco: presidencialismo-pluripartidarismo

Essa falcatrua da representatividade que nada representa, vem do sistema. Presidencialismo com pluripartidarismo como o nosso, excrescência. Com 29 partidos, alguns vivendo do “fundo partidário”, o presidente é sempre um prisioneiro. Se os EUA fossem pluripartidários, Obama não seria presidente. Idem, idem, para Marina Silva. (Exclusiva)

O que o cidadão prefere: a palavra CASSA ou CAÇA? A primeira, ditatorial. A segunda, travestida de democrática, contribui para a miséria torturante.

Não convidado para o jantar altamente restrito com o presidente da França, o Ministro da Defesa não gostou. Informei imediatamente: “A ordem para não convidá-lo partiu diretamente de Lula”.

Era mais do que evidente que só mesmo um presidente da República, às vésperas de não deixar o cargo, teria condições e autoridade para barrar o Ministro da Defesa numa reunião para compra de armas.

Só que isso não é o mais grave. Nelson Jobim não é pessoa física muito admirada ou prestigiada, ninguém sentiu o golpe contra ele. Mas o que dizer da atitude do presidente Lula, que “fechou a compra” de caças para a Aeronáutica, sem que a FAB sequer soubesse (e lógico, sem aprovar) de uma negociação (qual a palavra mais próxima de negociação?) que vai custar, no mínimo, no mínimo, 31 bilhões de dólares, ou mais de 50 bilhões de reais?

Sei que é uma questão delicadíssima, vou contrariar interesses colossais de todos os lados. Como o mundo é dominado pelo complexo industrial militar, consideram (e divulgam com insistência) que um país só é potência mundial, por causa do seu maior ou menor arsenal, de terra, mar, ar e no fundo do mar.

Não tenho qualquer dúvida: a condição de potência mundial deveria ser medida e respeitada pelo fim da pobreza e não pelo tamanho do estoque de armas, incluindo as nucleares. Já imaginaram esses 60 bilhões investidos em reforços da infraestrutura, da educação, da saúde, do saneamento, do desenvolvimento verdadeiro?

Eu sei, todos os nossos vizinhos, e até “parceiros” mais distantes, se armam ininterruptamente, com a mesma insistência com que defendem seus mandatos também ininterruptos. O ideal seria que todos não se armassem ou se desarmassem. Mas o mundo não é ideal nem ideológico, a não ser que imponha suas convicções, com caças, tanques, submarinos, tudo que possa destruir em vez de construir.

Paul Getty, ganhador de dinheiro, fosse como fosse, eternizou o conceito: “O melhor negócio do mundo é uma refinaria bem administrada. O segundo, é uma refinaria mais ou menos administrada. O terceiro é uma refinaria pessimamente administrada”. Errou completamente. O melhor negócio do mundo é a COMPRA e a VENDA de armas.

Por que junto o ato de COMPRAR com o de VENDER? É que os dois, rigorosamente ligados, mobilizam a mais glamurosa, mais excitante e mais admirada (em todas as línguas) que é a palavra COMISSÃO.

Especialistas me dizem: “Helio, normalmente, uma operação como essa de 60 bilhões, provocaria uma comissão de 1 bilhão e 800 milhões (Três por cento). Mas como é operação praticamente sigilosa, sem que ninguém fosse ouvido,  a comissão pode (e deve) chegar a 6 bilhões. (10 por cento).”

O presidente Sarkozy chegou, viu e vendeu. E nem trouxe a sua principal arma, Madame Carla Bruni. Não precisava. Pra que deixar Paris, que desde Hemingway em 1920, é sempre uma festa?

Esse projeto de compra de caças, vem sendo adiado há anos. Não existe dúvida, foi retomado agora por causa de Chávez e Uribe. Chávez é um perigo total, cada vez compra mais armas da Rússia. Uribe, mais displicente, troca a ocupação do seu país por mais um mandato no Poder. (Mais um, por enquanto. Quem faz tudo pelo terceiro, o que não fará pelo quarto?)

Apesar da pressa, ainda há muito para discutir e combater. No modelo do mundo guerreiro, quando os líderes empunhando armas, lutam pelo Prêmio Nobel da Paz, os vendedores escaparão da falência, (a Dassault) os compradores aumentarão sua geografia bancária.

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PS- Conclusão: na DITADURA ou DEMOCRACIA, o vocabulário tem pouca diferença. Numa ditadura, por qualquer coisa utilizam a palavra CASSA. Na democracia, trocam os dois ESSES pelo Ç (c cedilha), torturam imprudentemente a necessidade de desenvolver e melhorar a vida da população.

PS2- E como fica o presidente da República, que afirmou sem consultar ninguém: “Está tudo concluído com a França”. Não está nada concluído, com o próprio Lula se desdizendo e negociando com outros países. Como é o certo, se é que é certo gastar 31 bilhões roubados de um povo morto de fome?