Otimismo falso, a realidade verdadeira

O presidente do Banco Central dos EUA diz: “Chegamos ao fundo do poço”. Como ninguém (pessoal ou coletivamente) pode cair mais baixo do que o fundo do poço, comentam “só pode melhorar”.

Alemanha e Inglaterra

Duas afirmações oficiais: “Não existem sinais irrefutáveis de recuperação, o sinal de alerta não pode ser desligado”. O desemprego cresce nos mais diversos países, o maior de todos? Os Estados Unidos.

Deturparam a palavra de Lula

Disseram com estardalhaço, como se fosse declaração do presidente: “O PT não está em crise, senadores entram e saem”. Não foi nada disso. O presidente fez declaração diferente.

Tiraram uma palavra-chave

Lula disse com toda convicção: “O M-E-U PT não está em crise”. Essa é realmente o que ele quer e admite.

Mudaram deliberadamente

Sem o M-E-U, a declaração ficou capenga, truncada sem sentido. É obrigatório que os jornalões e as televisões RETIFIQUEM, ou melhor, façam ou desfaçam o REFERENDO do que disse Lula. (Exclusiva)

Terceira vitória do vôlei feminino

Bem que aconselhei: quem puder, fique acordado para ver Brasil-Alemanha. A televisão deve repetir esse novo 3 a 0.

Na próxima madrugada (de sexta, hoje, para sábado), as meninas enfrentarão a Holanda, a surpresa do Gran Prix.

Pontos corridos

Como jogam todos contra todos, faltam só dois jogos. Assistam o jogo analisando a RENÚNCIA de Mercadante ou o REFERENDO de Uribe, dos EUA, perdão, da Colômbia. (Exclusiva)

Uribe como Dom Pedro: quer ficar, mas com o sonhado REFERENDO

É mais um que pretende o terceiro mandato, EM NOME do povo. Ontem, quinta-feira, às 9 da noite, foi “autorizado” a tentar o terceiro mandato se ganhar o “direito”. Ha! Ha! Ha!

EUA a favor de Uribe

Agora está aí a explicação para as base militares dos EUA na Colômbia. Os americanos, ostensiva e abertamente, dizem SIM ao REFERENDO. Quem duvida da “VITÓRIA” do já “referendado” presidente?

Mercadante, um nome que não pode ser SILABADO, uma renúncia ou demissão não DECODIFICADA

Que angústia, depressão e indecisão do senador que já foi uma esperança. Vice do próprio Lula em 1994, senador em 2002, agora luta desesperadamente pela reeleição em 2010.

Pode perder até para Quércia

Há mais de 1 ano, Serra decidiu apoiar Quércia para o Senado, o “dono” do PMDB está firme com o governador. Vai se eleger. Lembram quando o presidente Lula chamou Quércia ao Planalto-Alvorada para conversarem?

Mercadante e a renúncia

O senador de São Paulo podia ter deixado a liderança (que não vale nada) com prejuízos políticos e eleitorais menores. Desde ontem, quinta-feira, até hoje às 9 da manhã de hoje, sexta, quando escrevo, curiosidade: Mercadante sabe menos do que todos. Tudo pode acontecer. (Exclusiva)

TV RECORD e TV GLOBO SE ACUSAM MUTUAMENTE

Não bastasse a baixaria diária protagonizada pelos “nobres” senadores da República, que não legislam, depreciam a classe política e consomem anualmente 4 bilhões de reais do orçamento nacional, agora a população está sendo obrigada também a suportar a divulgação das “qualidades” dos dirigentes de duas das principais redes de TV do País. Estão lavando roupa suja em rede internacional.

A Globo acusa Edir Macedo de estar se apossando de doações de milhões de crédulos evangélicos para aumentar seu patrimônio pessoal. É dono de inúmeros canais de TV, emissoras de rádio, casas e apartamentos de luxo e de aeronaves com capacidade de vôo intercontinental.

A TV Record defende-se, repetindo que a TV Globo cresceu à sombra da ditadura e que, com mão de ferro e com apoio de organismos federais, manteve-se líder de audiência e de faturamento às custas do definhamento da concorrência. Prestigiou os ditadores e foi  por eles agraciada. (Está tudo no livro “O outro lado do Poder”, do general Hugo de Abreu, Chefe da Casa Militar de Geisel, e que dava ordens aos que se submetiam a recebê-las).

Nada de novo nas velhas e requentadas acusações tanto de um como de outro lado. As duas redes têm telhado de vidro.

Na guerra, a TV  Record tomou a iniciativa  de trazer à discussão o caso da compra da Rádio Televisão Paulista S/A (hoje TV Globo de São Paulo) por Roberto Marinho com recibos, procurações e substabelecimentos anacrônicos e falsos e que foram considerados válidos pelo DENTEL, em janeiro de 1977, quando pela Portaria 430, o governo “revolucionário” buscou dar validade e ares de legalidade a uma transação inexistente e irreversivelmente contaminada.

O Ministério Público Federal está aguardando o julgamento do recurso especial que tramita no Superior Tribunal de Justiça, no qual se sustenta a inexistência de contrato de venda do citado canal entre as famílias Ortiz Monteiro e Roberto Marinho, para, então,  decidir se propõe ou não  ação anulatória da transferência da concessão para os seus atuais controladores. Essa concessão acaba de ser renovada por mais 15 anos pelo governo federal, ato esse que pode ser judicialmente contestado e declarado sem efeito.

Quanto às falsidades produzidas  para se obter o deferimento da transferência das ações da Tv Globo de São Paulo para o jornalista Roberto Marinho, entre 1964 e 1977, o Instituto Del Picchia de Documentoscopia advertia em seu laudo que “no Direito também, os documentos quando autênticos, sem vícios ou máculas de qualquer espécie, provam os fatos declarados”.

“Não são os fatos que poderiam permitir provar a autenticidade dos documentos. E muito menos os fatos provariam a autenticidade de algum documento quando este padece de FALSIDADE INCONTROVERSA, como a irrealidade e impossibilidade de sua data, por exemplo”.

“O verdadeiro, o real, o legítimo, não carece de RATIFICAÇÃO, prescinde do fabrico malicioso de vários outros documentos com o fito de ser ratificado”.

“A verdade resiste sozinha. A fraude precisa de suporte! E se alguém comete falsidades, para ratificar um documento, a credibilidade deste é a mesma, acompanha aquela das fraudes ratificadoras”.

*   *  *

PS – Se Victor Costa Júnior não era acionista e nem dono da TV Paulista por que Roberto Marinho comprou ações que não lhe pertenciam?

PS2 – Se a família Ortiz Monteiro nada negociou com Roberto Marinho por que, então, a produção de recibos, procurações e substabelecimentos anacrônicos e falsos para sustentar um negócio inexistente, impossível?

PS3 – Esta é exclusiva. Se Victor Costa Junior não era dono da TV Bauru e nem do Canal 11 do Recife como e por que essas emissoras também passaram a ser controladas pela família Marinho, depois da assinatura do Instrumento Particular firmado em 9 de novembro de 1964 com o mesmo não acionista da TV Paulista, Victor Costa Junior?

E se depois de tudo ela não emplacar?

Carlos Chagas

A pergunta que se fazia em Brasília ontem, dia seguinte  do enterro do PT, era se alguém terá coragem de perguntar ao presidente Lula se tanta truculência valerá à pena, se no final de tudo Dilma Rousseff não emplacar. Porque desde a inusitada imposição da chefe da Casa Civil como candidata até o lamentável episódio de quarta-feira, no Senado, o primeiro-companheiro não hesitou em humilhar seu próprio partido. Sem esquecer as pressões sobre os diretórios estaduais dos estados onde o PMDB tem os governadores, para que neles o PT não lance candidatos.

O presidente tem uma fixação maior do que fazer um bom governo, recuperar o poder aquisitivo das massas, distribuir o bolsa-família e impulsionar uma política externa independente.

Mais do que tudo, ele quer eleger Dilma sua sucessora. Para isso, curva-se às imposições do PMDB, faz concessões variadas a diversos partidos da base oficial, adula governadores e comporta-se como um cabo eleitoral daqueles do interior. Acima de tudo, porém, enquadra e desconsidera o PT e seu passado. Importa-lhe menos que Marina Silva e Flávio Arns peçam as contas ou que Aloísio Mercadante deixe a liderança da bancada pela porta dos fundos do Senado. Ou que o sonho uma vez sonhado pelos companheiros de transformar o Brasil revele-se um pesadelo dos diabos, pelo abandono de programas,  metas  e ideais antes  presididos  pela ética política.

Tragédia será se depois de tudo isso, arriscando até parte de sua popularidade, o presidente defrontar-se com o  impacto da inviabilidade da candidatura de Dilma ou, pior ainda, sua derrota nas eleições do ano que vem.

O PT posto em frangalhos dificilmente se irá recuperar, tanto em sua trajetória parlamentar quando nos resultados eleitorais em termos do novo Congresso e dos governos estaduais. Sem falar na  desmoralização das instituições parlamentares e no fato de ter contra ele, senão a opinião pública, ao menos a totalidade da opinião publicada, irradiada e televisada. Há quem preveja tempestades, se isso acontecer. Retrocessos, na hipótese da passagem do poder para os defensores do neoliberalismo e da prevalência absoluta do mercado comprovadamente fracassado no planeta inteiro.

Os trapalhões

Anos atrás os trapalhões eram quatro: Dedé, Didi, Muçum e Zacarias, os dois últimos de saudosa memória. Hoje, são muitos mais. Acima de fazer rir, fazem chorar, lamentar e ranger os dentes. Jamais se viu na crônica do Senado comportamento tão indigno  de boa  parte de seus integrantes.

Trapalhões foram Paulo Duque, conduzindo o Conselho de Ética como a Mãe Joana conduzia o seu estabelecimento. Aloísio Mercadante, girando mais do que biruta de aeroporto,  desagradando  o PT inteiro e servindo de chacota para os demais partidos. Wellington Salgado, fazendo as vezes de Sansão às avessas, pois quanto mais crescem seus abomináveis cabelos, mais se credencia a demonstrar fraqueza e indigência. Almeida Lima, um Rolando Lero mais eficiente do que o original, na escolinha de horror do Senado. Ideli Salvatti,  a perfeita bruxa da Branca de Neve que em vez de oferecer maçãs envenenadas, engoliu todas de uma vez. Romero Jucá, líder dos dois mundos, pensando em  imitar Taillerand mas representando o papel Luís XVI a caminho da guilhotina. E quantos mais, envolvidos na mais execrável das pantomimas parlamentares,  dirigida dos porões do palácio do Planalto?

Indaga-se quando e como o Senado poderá pensar em recuperar sua imagem, depois do espetáculo desta semana. Parece que nunca, porque não se tratou apenas de salvar José Sarney de  acusações que ele poderia ter respondido com segurança e altivez. No caso, os trapalhões transformaram a atividade parlamentar num circo. No qual tocaram fogo.

Requião com Dilma

Ironicamente, o prato principal foi “coelho à caçadora”. Falamos do jantar de quarta-feira,  que reuniu no palácio na Alvorada o presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff e  o governador do Paraná, Roberto Requião, que não foi caçado ou, muito menos, servido.

A preocupação maior do anfitrião foi saber se o convidado de honra seria ou não candidato à presidência da República, embolando ainda mais o meio campo da sucessão do próximo ano. Sem esquecer as duas tentativas em que se lançou, e foi derrotado pelos lamentáveis caciques do PMDB, Requião deixou claro não dispor das menores condições para insistir. Seu partido não é um partido, mas uma federação de discordâncias onde pontificam o fisiologismo e interesses regionais divergentes.

O governador está pronto para apoiar a candidatura de Dilma, claro que sob certas condições, a primeira delas de que a chefe da Casa Civil não selecione para seu companheiro de chapa um dos camaleões do PMDB. Mas entende que o governo Lula, se não é o  mais eficiente em toda a história da República, será ao menos um dos mais competentes. Apóia o presidente em gênero, número e grau, tornando-se natural, assim, seu acoplamento à candidata.

Quanto à sucessão no Paraná, Requião não admite interferências alienígenas. Lançou a candidatura de seu vice-governador e aguarda os entendimentos, mas rejeita respaldar os dois irmãos Dias, seja Álvaro, seja Osmar.  Há tempo para as composições. Pessoalmente, espera candidatar-se ao Senado.

Contando, ninguém acredita

Capítulo extra no festival de lambanças encenado pelo Senado em torno das representações contra José Sarney aconteceu quanto o líder do governo, Romero Jucá, em plena sessão da Comissão de Constituição e Justiça, apresentou requerimento convocando a ministra Dilma Rousseff  a comparecer  e depor a respeito da reunião que teria ou não tido com a ex-chefe da Receita Federal, Lina Vieira.

Em poucos segundos o presidente da Comissão percebeu a manobra. Jucá pretendia apresentar e ver rejeitado o pedido, porque naquela hora a bancada  governista era amplamente majoritária.  Rejeitada a petição que os oposicionistas pretendiam apresentar mais tarde,  mas recusada pelos governistas, não poderia mais ser reapresentada.

Um golpe pueril que o senador Demóstenes Torres  identificou e, para evitá-lo, encerrou a sessão. A gente fica pensando se Romero Jucá trata os oposicionistas que lá liderou no passado, como se fossem os governistas de hoje.

Marina troca Senado pelo projeto de derrotar Dilma

Pedro do Coutto

Ao se desligar do PT, partido que ajudou a fundar nas horas difíceis da oposição ao regime militar, e no0 qual se encontrava há trinta anos, Marina Silva, movida por forte impulso interior, decidiu buscar, como disse, um novo caminho político. Certamente depois de superar a dúvida hamletiana, prepara-se para ingressar no caminho verde sob inspiração da ecologia. Sua decisão não deve ter sido fácil. Afinal de contas, ela abriu mão de renovar seu mandato no Senado pelo Acre nas urnas de 2010 para desenvolver o projeto, que no momento parece nítido, o de criar condições para derrotar Dilma Roussef, candidata do presidente Lula à sucessão.

O gesto não encontra outra explicação –ou poderá- candidatar-se à reeleição pelo PV, mas isso não teria a repercussão que pretende obter e, aliás, está alcançando na imprensa. Ela acentua uma dissidência no Partido dos Trabalhadores, já aberta com o desligamento do senador Flavio Arns. E também, de certa forma, com o esvaziamento de Aloísio Mercadante na liderança do partido no Senado. Mercadante defendeu abertamente o afastamento de José Sarney da presidência da Casa, mas foi completamente ultrapassado e desautorizado pela nota do presidente da agremiação, Ricardo Berzoini, lida, não por ele, Mercadante, mas pelo senador João Pedro.

Marina Silva considerou ter contas a ajustar com o PT e com o governo. Provavelmente também com a chefe da Casa Civil. Escolheu o momento certo em meio à tempestade, que tanto envolveu o Legislativo pela bruma da impunidade, quanto a candidata pelo desencontro entre sua versão e a da ex secretária da Receita, Lina Vieira. Sintetizando, na verdade, Marina Silva trocou o Senado pela perspectiva de contribuir na campanha de 2010 para derrotar aquela que considera sua principal adversária.

Mais um fato raro na política brasileira, um imprevisto a mais, uma pedra a mais no caminho. Aquela pedra, sobre a qual escrevi há poucos dias, e que Drumond eternizou na poesia. Eu disse mais um fato raro. Pois é. Não existem muitos. Mas, sem dúvida, entre os poucos, o de Marina Silva acrescenta-se ao de Roberto Jeferson que em 2005, para acuar José Dirceu e conseguir retirá-lo da Casa Civil, acusou-se a si mesmo no episódio que, ele próprio afirmou.

Envolveu recebimento, sem destinação explícita, de um apoio de 4 milhões de reais para candidatos do PTB às eleições municipais. O dinheiro evaporou-se entre as nuvens. Os mandatos do acusador insólito e do acusado perderam-se no espaço do confronto marcado por rastros e raízes de ódio que se tornaram aparentes. Um duelo político que conduziu ao desvendamento de mais uma tragédia brasileira, já que o mensalão pode ser classificado assim.

Agora, um novo duelo se coloca: Marina Silva prefere perder o Senado se assim contribuir para evitar que Dilma chegue à presidência da República. O vulto de Skakespeare ressurge no palco da realidade brasileira.

Um outro assunto. Em matéria publicada no Globo de 20 deste mês, o repórter Túlio Brandão revela que a Agência Nacional de Transportes Terrestre decidiu que o trem bala Rio-São Paulo-Campinas, de alta velocidade, terá que percorrer linhas subterrâneas ao cruzar os subúrbios cariocas. O trajeto pela superfície não se revela seguro.

A obra, com isso, vai encarecer enormemente. Mas não é este o aspecto principal da notícia. Que, aliás, merecia maior destaque. O aspecto principal é a prova da situação da cidade. Conflagrada com choques entre a Polícia e o crime, permanentemente insegura tanto de dia quanto de noite. Incrível.

No “mercado” de ações, investidores ouvem sempre: “a bolsa ou a vida”

Só descuidados, imprudentes ou desatentos participam desses antros, que no mundo inteiro contaminam o setor financeiro. Não se passam muitos anos sem que esses jogadores criem crises irreparáveis.

De 1929 a 2009

São 80 anos, quantas crises, quantas falências coletivas ou individuais foram provocadas pela ganância ou a volúpia do lucro fácil? Por que o senhor Madox de Nova Iorque conseguiu dar um rombo de 50 BILHÕES, de dólares, de dólares?

Não há recuperação para a coletividade

No Brasil (igual ao resto do mundo), o máximo e o mínimo, sem favorecer o cidadão. Já chegaram a 74 mil, caiu para 38 mil, está em 56 mil, pode chegar onde esteve, mas sem investidores, só jogadores.

Alta sem volume

A Bovespa o dia todo sem cair. Mas subindo lentamente, quase nada. Na abertura e no meio da tarde, mais 0,92% em 56.760 pontos. No fechamento, 56 mil e 800, mais 1,2%.

O dólar o tempo todo “em casa”, fechou “zero a zero”, como se fosse Fluminense e Palmeiras.

Cálculo aritmético

Às 13 horas, primeira postagem, estava em 1 BILHÃO e 500 MILHÕES, fiz a projeção: assim, não chega a 4 BILHÕES, fechou em 3 BILHÕES e 700 MILHÕES.

Confirmação de Mercadante

Não pôde deixar de falar com amigos. E disse: “Converso com o presidente pessoalmente, por telefone, por e-mail”.

Como Lula inexplicavelmente já demitiu ministros pelo telefone, ou sem qualquer comunicação (como um intimíssimo como Palocci), pode acontecer de tudo.

O país espera

Depois de todas as BAIXARIAS, essa DEMISSÃO ou não DEMISSÃO, importantíssima. Mercadante mudou muito de 2003 até agora, 2009, mas não pratica BAIXARIAS. Às vezes, como agora, faz análises equivocadas. (Exclusiva)

Demissão de Mercadante, pode ser ou não ser

Nem ele nem Lula são “sheiquespereanos”, mas a dúvida está mais do que visível. Pelo caráter, pela formação, pela dignidade e a credibilidade, não deveria participar da farsa do Conselho de Ética. Mas participou, sem explicação.

Garantiu que não ficaria no cargo. Depois de toda a “lealdade” ao presidente, anunciou: “Às duas da tarde deixarei a liderança do PT no Senado”. Lula soube, mandou chamá-lo. Mercadante adiou a demissão, que pode ficar para mais tarde ou não haver.

Lula a Mercadante: “Não deixe a liderança do PT”

Isso é uma hipótese, mas não despropositada, principalmente pela ligação que sempre tiveram. Repetindo: é uma hipótese ou possibilidade. Mas se existir, o que Mercadante dirá ou fará? Portanto, calma no noticiário sobre a d-e-m-i-s-s-ã-o. (Exclusiva)

O tumulto e a falta de ÉTICA política não atingem o cassino das ações

Dólar e títulos abriram em alta, o que não é comum. O habitual: ações subirem e dólar cair ou o contrário.

Volume pequeno

Abertura Bovespa: 56 mil e 500 pontos, alta de 0,70%. Agora, 13 horas, subiu um pouquinho, 0,82%. Volume de 1 bilhão e 500 milhões, pela projeção passará pouco de 4 bilhões.

Dólar: início em R$ 1,85, mais 0,47%. Agora, ainda em alta, só que menor, 0,30%.

Realidade sem base: os papéis chamados de FUTURO (outra forma de jogatina) subiram em volume e em taxa. Talvez a razão:

Último trem para Berlim

Na Alemanha dizem que a ECONOMIA BATEU NO FUNDO DO POÇO, NÃO PODERIA CAIR MAIS.

Nos EUA, caem os negócios com imóveis, o DESEMPREGO AUMENTA.

O PT estraçalhado

O desgaste é de tal ordem, que ninguém respondeu, por mínimo que fosse, a palavra do senador Flavio Arns. Nem quando ele saiu da tribuna, algum senador do partido se animou a contestá-lo.

O PT não consegue se reunir

Hoje (e mesmo ontem, depois da derrota que acreditavam que fosse vitória), não houve jeito de se reunirem. Não sabiam “as ordens do Planalto” e até mesmo se o líder Mercadante deixaria a liderança (como prometeu) ou continuaria (como parece).

Flavio Arns, assediadíssimo

Depois do surpreendente discurso de ontem, não sobrou a menor dúvida. Não foi um desabafo ou simples tomada de posição, mas o mais contundente libelo já sofrido pelo PT.

Para onde vai?

Seu mandato acaba em outubro de 2010, mas precisa escolher um partido até 30 de setembro, agora. Foi sondado por diversos, mas precisa examinar as condições regionais ligadas às nacionais.

Esperidião Amin abre champanha

Já foi governador de Santa Catarina, trabalha intensamente para voltar. Como Dona Ideli Salvati anunciou que também quer o cargo, Amin festejou. Pode ser que ela decida ficar no Senado, será muito mais fácil, deixaria o governo do estado para 2014. (Exclusiva)

Vôlei feminino continua invicto

Sem perder na fase inicial, mantém a média nessa final. Massacrou a Rússia com um quinto set homérico, jogou contra a poderosa China. Novamente, um último set mostrando que elas não jogam só na frente.

Contra a Alemanha na madrugada

Quem conseguir (ou puder) ficar acordado, pode ver o terceiro jogo do Brasil. É um momento de satisfação esportiva para aliviar a tensão política. E esquecer o espetáculo deprimente do Senado. Até quando?

Edir Macedo processa mais uma vez Helio Fernandes, é FULMINADO na Justiça

Em 2007, o “bispo” Edir Macedo entrou na Justiça tentando me condenar. Não era a primeira vez, fui dos raros a revelar a V-O-R-A-C-I-D-A-D-E com que “tomavam” dinheiro dos fiéis.

Via programas, constrangido

Depois de tentativas fracassadas, resolveu insistir, sabia que não ganharia, não tinha a menor chance, mas o problema era criar problema.

4 advogados para Edir

Isso foi bem antes das denúncias da Organização Globo. Mas mesmo antes, o repórter, sozinho, já questionava e colocava no jornal impresso, as revelações que agora se transformaram em denúncias-acusações.

Um exército na PAUTA de Edir

Como não tem problemas de dinheiro, 4 advogados na acusação. Na defesa do repórter, Ricardo Braga, brilhante, competente, muito mais elucidativo.

Edir: “Fui DIFAMADO”

Era o que constava na inicial do “bispo” contra o repórter. Ora, mesmo que eu fosse o próprio Pulitzer, que deu nome ao mais famoso prêmio de Jornalismo, não conseguiria DIFAMAR Edir Macedo.

Ainda há juízes no Brasil

Sandra Santarém Cardinali recebeu o processo, examinou-o e sentenciou recusando a acusação. Levou tempo, por causa das protelações dos advogados de Edir Macedo. Recorreram da sentença, aí um direito.

Lei de Imprensa, 5.250/67

Demoraram tanto que quando o processo ficou pronto para a sentença definitiva, o Supremo já tornara essa Lei de Imprensa inconstitucional.

Rejeição da QUEIXA-CRIME

A juíza ressaltou esse fato e sentenciou: “Da simples leitura que se faça, depreende-se que não há a presença de DOLO necessária para a prática do delito”.

Edir Macedo voltará a processar

Não tenho a menor dúvida que processará o repórter sempre que ENTENDER, não gasta nada, não quer JUSTIÇA.

Edir: Mike Tyson nas cordas

Alvo de tremendas denúncias, apenas cobre o rosto para não ser DEFORMADO (mais?), se agarra ao adversário, não o processa, como consequência, sua defesa é medíocre.