Avanço e retrocesso no Oriente Médio, onde a política se confunde com religião e até o verdadeiro amor pode ser proibido.

A Tribuna da Imprensa, que já contava com a colaboração de Carlos Chagas, Pedro do Coutto, Roberto Monteiro Pinho e Edson Khair, entre outros, a partir de hoje volta a publicar também a coluna do embaixador Sergio Nogueira Lopes, ex-presidente da Sociedade Pestalozzi do Brasil.

Nogueira Lopes tem prestado grandes serviços ao Rio de Janeiro, e por isso já foi agraciado pela Alerj e pela Câmara Municipal com as medalhas Tiradentes e Pedro Ernesto.

Graduou-se em 1974, em Ciências Sociais, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e licenciou-se em Ciências Sociais, pela Faculdade de Educação da UFRJ, em 1976.

Cursou a Escola Superior de Guerra, em 1977. Iniciou-se no magistério neste mesmo ano, na própria ESG. A partir daí, foi diretor da Faculdade de Educação e Letras e professor de Sociologia da UFRJ.

Em 1993, como presidente da Fundação Municipal Francisco de Paula (Funlar), foi responsável por uma reforma conjuntural que, além de dotá-la de nova estrutura administrativa, resultou na duplicação de vagas, deu-lhe novas funções e impulsionou a criação da primeira filial: a seção de Campo Grande.

Devido ao trabalho comunitário desenvolvido no bairro de Santa Tereza e à experiência como professor-colaborador da Escola Angel Viana, em 1994 assumiu a presidência da Sociedade Pestalozzi do Brasil, que sob sua gestão vem aprimorando expressivamente suas atividades, tendo criado 32 postos avançados da instituição beneficente.

Em 1996, tornou-se membro do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente, tendo participado de congressos, seminários, simpósios, conferências e debates em instituições universitárias e profissionais do Rio de Janeiro e também em entidades internacionais no Brasil e no exterior.

Graças à troca de experiência e ao conhecimento adquirido, escreveu os livros “Projeto Escola” e “Educação para a Prosperidade”, e se tornou colaborador de alguns dos principais jornais do Rio de Janeiro.

Hoje, em sua volta à Tribuna, Nogueira Lopes traz a debate dois assuntos de primeira: o acirramento da tensão no Oriente Médio e a longevidade com cada vez saúde.

Relações de amor e ódio no Oriente Médio.
E o Brasil? O que temos a ver com isso?

Nogueira Lopes

O caso da frota humanitária atacada por militares israelenses continua tendo desdobramentos na Europa, e agora um grupo de pacifistas de vários países prepara a expedição “Um barco judaico para Gaza”, visando a levar ajuda humanitária aos palestinos no fim do próximo mês.

A iniciativa é da organização “Judeus Europeus por uma Paz Justa”, e a embarcação vai levar jornalistas dos canais 2 e 10 da televisão israelense, para testemunhar que há judeus que querem “justiça para os palestinos”.

O comandante do barco, Glyn Secker, já adiantou ao jornal português “Público” que um sobrevivente do Holocausto da Segunda Guerra Mundial, de 85 anos, vai juntar-se a ativistas alemães, britânicos e de outras nacionalidades, para protestar contra o bloqueio de Israel.

“Somos gente não violenta, que considera que o bloqueio é um castigo coletivo e ilegal para toda uma população”, afirmou o comandante do barco, que durante a segunda quinzena de julho deverá zarpar de um porto no Mar Mediterrâneo, em direção a Gaza.

A iniciativa da organização “Judeus Europeus por uma Paz Justa” é um avanço, não há dúvida, mas esbarra com um incrível retrocesso nas relações entre Egito e Israel, apesar da paz assinada há mais de 30 anos entre os dois países.

A Alta Corte Administrativa do Cairo acaba de confirmar um veredicto que cancela a nacionalidade dos egípcios casados com mulheres israelenses. O juiz Mohamed al Husseini, da Alta Corte Administrativa, considerou que o Ministério do Interior deve pedir ao governo para tomar as medidas necessárias e cassar a nacionalidade de egípcios casados com israelenses, bem como de seus filhos.

No ano passado, o tribunal de primeira instância já havia pedido ao ministério do Interior que examinasse o caso de um egípcio casado com uma israelense, e de seus filhos, para “tomar as disposições necessárias e retirar-lhes a nacionalidade”.

O advogado que apresentou o processo no tribunal, Nabil al Wahsh, argumentou que “a lei sobre a nacionalidade egípcia adverte contra todo casamento com pessoa considerada sionista”. Segundo o advogado, o número de egípcios casados com israelenses chega a 30 mil, dos quais “a grande maioria com sionistas e apenas 10% com árabes-israelenses”.

Como o veredicto dessa Alta Corte Administrativa do Cairo não é passível de apelação, a decisão é um retrocesso grotesco e perigoso, principalmente porque mistura interesses políticos e relações conjugais, numa região do mundo onde a política desgraçadamente insiste em se confundir com religião.

Nesse particular, o Brasil é exemplo de convivência pacífica de árabes e judeus, como ocorre no centro comercial do Saara, aqui no Rio, mas fica meio ridículo (e até grotesco) nosso governo dar força á corrida armamentista no Oriente, pois estão mais do que óbvio os objetivos do Irã no tocante à sua insistência em obter urânio enriquecido. Aliás, será que nosso governo sabe para que serve urânio enriquecido?

Clint Eastwood aos 80 anos

Depois de Alain Delon, que já chegando aos 85 anos, agora é o ator e diretor Clint Eastwood que completa 80 anos, em plena forma, filmando e interpretando. Eles são um exemplo, não somente às novas gerações, mas a todas elas. Delon e Eastwood comprovam que, exercitando corpo e mente, a vida pode ser prolongada em muitos, muitos anos.

Eastwood, por exemplo, sempre interpretando heróis em seus filmes, tornou-se um herói na vida real. É um homem correto, simples, que não liga para estrelismos e já foi até prefeito da cidadezinha onde mora, Carmel, no litoral da Califórnia.

Aqui no Rio, temos o exemplo do mestre Helio Fernandes, que tem mais idade do que Delon e Eastwood, também continua se exercitando diariamente, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, e trabalha no Blog 7 dias por semana.

Que esses nossos super-heróis tenham saúde e vida cada vez mais longa.

Um leão meio desdentado

Essa seleção do Dunga parece um leão velho, já meio desdentado, que nao assusta mais ninguém. Não conseguiu assustar nem mesmo a Coréia do Norte. Vamos torcer, conscientes de que o Brasil pode até ganhar a Copa, mas exclusivamente em função da fraqueza dos adversários.

Outro detalhe: na estréia, Dunga apareceu vestido com aquela roupa do marinheiro Popeye, lembram? Como já tem a boca torta, ficaram faltando apenas o quepe e o cachimbo.

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