Balanço do Bolsa Família demonstra o agravamento do problema da miséria no Brasil

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Charge do Felipe Coutinho (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

O programa Bolsa Família, que em 2018 atendia 494 mil unidades familiares de renda acentuadamente baixa, agora em 2020 mais que dobrou em matéria de pedidos, uma vez que a fila de espera hoje é de 1 milhão e 200 mil famílias. Reportagem de Pedro Capetti e Elisa Martins, em O Globo de segunda-feira, destaca nitidamente o aumento da pressão social. E acrescente-se que o Bolsa Familia oferece 89 reais por pessoa. A matéria assinala que a média mensal de concessão está hoje em 56,00.

Portanto, a tendência é a fila crescer cada vez mais, porque o atendimento está muito aquém da pressão social para obter esse pequeno pagamento mensal.

PIOR DIMENSÃO – O programa era inclusive um ponto importante – diz a matéria – para erradicação da pobreza em sua pior dimensão. Talvez, penso eu, o crescimento da reivindicação seja uma das graves consequências do elevado nível de desemprego. O programa funciona desde 2004. O rendimento médio por unidade familiar situa-se em torno de 190 reais mensais, como se vê, menos do que 1/4 do salário mínimo nacional.

Pedro Capetti e Elisa Martins obtiveram os dados pela Controladoria Geral da União, uma vez que o ministério da Cidadania só liberou a informação quando foi determinado pela CGU. Paralelamente estima-se existir no país 13 milhões de miseráveis, cuja renda mensal é insignificante.

DÉCIMO TERCEIRO – A despesa com o Bolsa Família cresceu porque o governo Bolsonaro estendeu um 13º salário para as famílias inscritas. O problema da miséria no Brasil avança na medida em que o tempo passa. Basta comparar o que era o Bolsa Família em 2018, depois de 14 anos cresceu de forma impressionante.

Na verdade o meio eficaz, talvez único capaz de enfrentar firmemente o drama da pobreza extrema é a reativação do mercado de trabalho. O problema tem raiz implantada na falta de educação, sobretudo a educação profissional capaz de atender à demanda de profissionais habilitados. Mas isso demora no mínimo 50 anos para fazer efeito na escala social.

É preciso antes desse meio século resolver-se pelo menos o desafio da fome e da miséria.

6 thoughts on “Balanço do Bolsa Família demonstra o agravamento do problema da miséria no Brasil

  1. Os pedidos de Bolsa Família comprovam a gravidade existente no campo social, e que aumenta de ano para ano.

    Também demonstram o descaso do governo com relação aos desempregados, endividados, pobres, miseráveis e analfabetos.
    Não há como uma nação do porte da brasileira se reerguer, em razão das necessidades e carências do seu povo.

    Paralelamente à queda da população em salários, tanto pelos desempregados, os que se transferiram para a economia informal e aqueles que recebem vencimentos muito baixos, temos os gastos altíssimos com os custos do Judiciário e Legislativo, que comprometem a receita de forma substancial nesse momento de baixa arrecadação de impostos.

    Das duas uma:
    ou Bolsonaro fecha o legislativo e faz as reformas que são urgentes e necessárias ou que trate de diminuir o desemprego, e rápido.

  2. Todos os políticos são geradores de pobreza neste país.

    Não produzem leis para a Nação mas sim para seus interesses pessoais.

    Políticos interesseiros e canalhas só atrasam o povo e o país.

  3. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO nos mostra nesse Artigo que o “Balanço do Bolsa Família demonstra o agravamento da Miséria no Brasil.
    A Linha da Miséria por Pessoa é fixada pelos Economistas do Banco Mundial em US$2/dia, ou +- R$ 8,40/dia, ou R$ R$ 252/Mês.
    Linha baixa essa.

    Nessas condições o Brasil tem +- 13,5 Milhões.

    E o problema embora agravado depois da Depressão Econômica (2014-2015 com queda do PIB de mais de 8% e queima de +- 16 Milhões de Empregos Potenciais), o problema vem desde o fim do Governo Presid. GEISEL. +- 1980.

    Basta ver que desde o Plano Real, 1995 a 2019 quase 25 anos, nosso PIB perCapita cresceu 1,1%aa, sendo que o crescimento da População é de +- 1%aa. Praticamente ficamos estagnados, nos DESINDUSTRIALIZANDO nesses quase 25 Anos.
    Trocamos Estabilidade Monetária, por crescimento Econômico Mínimo, daí o crescimento da População Miserável.

    Daí a necessidade das REFORMAS para sairmos do Atoleiro.

  4. Só temos o Brasil que merecemos. O boçal teve uma ocasião impar de começar a mudar as coisas e deu para trás. De medo(infundado) de perder o emprego de presidente sancionou o tal Fundão, coisa de bilhões, dinheiro que poderia ir parar no bolso dos mais pobres. E diminuir o tamanho da pobreza no Brasil.

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