Banco PanAmericano, Silvio Santos: maratona de indignidade, irregularidade, compensação. Banco Votorantim, Ermírio de Moraes. Recebeu 19 bilhões, continua controlando o “banquinho”.

Helio Fernandes

A Caixa Econômica e o Banco do Brasil estão envolvidos em escândalos memoráveis, infindáveis, inexplicáveis. A Caixa entrou no banco de Silvio Santos, quando ele já estava falido, e Dona Dilma longe de ser presidente.

O volume “injetado” começou pequeno, foi crescendo, crescendo, já é assustador. E se afastarmos a questão financeira, sobram fatos e recompensas insaciáveis, só que ninguém é punido. Os maiores responsáveis (?), premiados com cargos no exterior, representativos e com excelente remuneração em dólares.

Quem “investiu” 36 por cento no PanAmericano de Silvio Santos, foi a então presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho. Afonso Castilho, que foi diretor da própria Caixa, garante e confirma: “Comprar ações de outro banco, não tem precedentes na Caixa”.

Já publiquei na época, mas é preciso registrar agora: quando a então presidente (já ex) Maria Fernanda fez o primeiro repasse a SS, o prejuízo representava, oficialmente 2 bilhões e 100 milhões de reais. Mas os números verdadeiros passavam do dobro, chegavam a mais de 4 bilhões e 500 milhões.

Complicador gravíssimo, também já registrado aqui, com EXCLUSIVIDADE. A Caixa, pretendendo se livrar repercussão, “ofereceu” o PanAmericano a André Esteves, do Pactual. Excelente negociador, e “sentindo” que a Caixa queria se livrar da negociata, fez as maiores exigências, todas aceitas pela Caixa, já sem a presidente que iniciou a negociata.

Este pediu “prazo longo” para pagar, a Caixa nem hesitou ou discordou. Então ele terá até o ano de 2030 para saldar a dívida. E como acertaram, ele e a Caixa, “sem nenhum custo histórico”. Quer dizer, 20 anos, sem o acréscimo de 1 real de juros. E SS também não DEVE mais nada ao governo ou a quem quer que seja. Ele mesmo garante isso, com o estardalhaço de quem tem uma empresa de capitalização, ganhou como empresário, agora fatura muito mais como administrador fraudulento.

Como já informei ali em cima, a ex-Maria Fernanda Coelho, está arrumando as malas, será representante do Brasil junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Diga-se a bem da verdade, não é a primeira vez que esse cargo do BID tem sido usado. Só que é um cargo suculento, de mão dupla. Agora, foi para premiar uma “dedicação” ao governo. Mas já foi várias vezes, utilizado para silenciar economistas que criticavam governos.

No caso do escândalo da Caixa, quem autorizou Dona Maria Fernanda Coelho, presidente da instituição, a “socorrer” Silvio Santos, foi o presidente Lula. Quem “mandou-a” para o BID foi a Dona Dilma. E diversos órgãos de comunicação insistem na desinformação: “Lula e Dilma não se encontram há muito tempo, podem estar até em caminhos diferentes ou conflitantes”. Ha!Ha!Ha!

Agora, o escândalo ainda maior, mais violento no volume, desculpem a palavra, semvergonhice sem igual. O Banco do Brasil, POR ORDEM DIRETA DE LULA, entregou 19 bilhões de reais ao senhor Ermírio de Moraes.

Esse senhor, que há anos já havia feito negociatas com minérios. Costumava dizer e repetir: “Jamais serei dono de banco, minhas empresas são sempre reprodutivas”. Apesar de tudo, fundou um “banquinho” (antigamente chamado de tamborete), o Votorantim. (A palavra “tamborete” começou a circular a partir de Poços de Caldas).

Jogador e com a voracidade do lucro (empresarial ou não), pouco antes do último ano do governo Lula, Ermírio de Moraes fez uma “parada” astronômica em dólar futuro. Prejuízos “incalculáveis”, menos para ele, que “sentiu na pele” o vulto e o tamanho da “tacada”, que saiu toda ao contrário.

Desesperado, Ermírio de Moares procurou o próprio Lula e “pediu que o socorresse”. Disse a Lula que a crise financeira mundial “atingiu minhas empresas, estão em situação precaríssima”. Escondeu de Lula que jogara e perdera no mercado financeiro.

Lula, como faria com  Silvio Santos, “auxiliou” Ermírio de Moraes, só que o escândalo não tinha comparação. Nem os personagens. SS era um camelô sem maiores conhecimentos empresariais. Ermírio de Moraes nasceu e enriqueceu nas empresas do pai, fundador de tudo.

(Ermírio de Moraes, o pai, era empresário empreendedor e interessado no país e na coletividade, defendia o Brasil, sempre. Em março de 1962, muito amigo do presidente João Goulart, foi nomeado embaixador em Bonn, Berlim ainda não voltara a ser a capital. Vetado pelo Senado, não se aborreceu, garantiu: “Em outubro venho senador”. Foi eleito mesmo, teve excelente relacionamento com os que o vetaram para embaixador.)

O Banco do Brasil podia (era uma ordem presidencial) ter feito, não da forma vergonhosa como fizeram. Ermírio de Moraes RECEBEU NA HORA 19 bilhões. E o Banco do Brasil “comprou” 49 por cento das ações desse “banquinho”.

Se pagasse 19 bilhões por todo o “banquinho”, ainda seria caro, burro e escandaloso. Mas deixando Ermírio de Moraes no controle, como justificar? Nesse caso, Lula foi o responsável pela negociata e o desperdício de 19 bilhões, sem contrapartida para o Banco do Brasil.

Dona Dilma só assistiu, não participou. Mas podia ter interferido. Agora, tinha a obrigação de COBRAR os 19 bilhões.

***

PS – Principalmente sabendo que empresas do mesmo Ermírio de Moraes estão comprando potências do setor de energia eólica. Com dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor.

PS2 – Em tempo, nem sei se ajuda ou melhora a situação de Lula socorrendo Ermírio. Um assessor entregou a Lula, impressas, acusações que fiz aqui mesmo, sobre os prejuízos de Ermírio no “mercado”. Lula recompensou Ermírio com um palavrão dos grandes. Podia anular O PRESENTE VULTOSO.

 

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