Bancos desafiam governo e os juros do cartão de crédito já passam de 482%

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Charge do Humberto, reprodução do Arquivo Google

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Não é à toa que o governo está partindo para cima dos cartões de crédito. Apesar de todos os apelos para que os bancos e as administradoras segurassem as taxas de juros, consideradas abusivas, os encargos médios cobrados dos consumidores continuaram subindo e atingiram, em novembro, segundo o Banco Central, novo recorde: 482,1% ao ano, alta 6,3 pontos percentuais ante o mês anterior.

A meta do governo é limitar a 30 dias as operações no crédito rotativo, no qual os clientes podem pagar um valor mínimo da fatura. A partir daí, os bancos e as administradoras terão que oferecer uma linha alternativa de financiamento a juros bem mais baixos.

A expectativa do presidente Michel Temer é de que as taxas dessa linha caiam à metade. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse acreditar que os juros mais baixos já serão vistos a partir de março de 2017.

EM 24 PARCELAS – A nova linha de crédito nos cartões deverá oferecer pagamento das dívidas em até 24 parcelas. Tudo, no entanto, será definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na reunião de janeiro próximo. A ideia do governo é chegar a um consenso com os bancos e as operadoras, de forma que nada seja impositivo. Mas, se necessário, a intervenção ocorrerá diante dos absurdos que se vê no mercado.

Os abusos não se restringem ao cartão de crédito. Também no cheque especial os bancos forçaram a mão e as taxas médias de juros saltaram para 330,7% ao ano. Isso mostra que os bancos estão mais preocupados e aumentar as margens de lucro do que em dar algum tipo de contribuição para a retomada do crédito e do crescimento econômico.

Devido ao excesso de endividamento e das taxas abusivas, consumidores e empresas botaram o pé do freio. Com isso, o nível de endividamento caiu mesmo com a queda na inflação, cravando 56,6% do Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais baixo desde maio de 2012

8 thoughts on “Bancos desafiam governo e os juros do cartão de crédito já passam de 482%

  1. Quando respeitar-me-ao ?
    Eu detesto banco , porém usar cartão de crédito como credito é loucura.
    Eu uso para pagar a fatura total após 40 dias e fazer umas milhinhas. Há , mesmo ainda sendo extorsivos , créditos mais baratos.
    Tem é que descriminalizar os empréstimos entre pessoas físicas.

  2. Este governo, como de resto qualquer outro, elabora uma pantomima para o povo, dizendo-se preocupado com os juros extorsivos cobrados pelos cartões de crédito!

    O cinismo e a hipocrisia nas declarações de Meirelles e outros bobos da corte, apenas demonstram o deboche com a situação de descalabro absoluto como essas empresas agiotas aplicam suas taxas em cima do rotativo do cartão, situação que não começou recentemente, mas no mínimo há dois anos!

    Ora, bolas, por que não agiram antes?
    Por que não se preocuparam há mais tempo?

    As medidas que o governo quer levar adiante agora, depois de os cartões terem abarrotados as suas burras com dinheiro ILEGAL, CRIMINOSO, no mínimo pela usura, agiotagem, sinaliza o descaso com a situação calamitosa da população, significa que o cidadão jamais foi alvo de atenções por parte de qualquer governo já existente!

    Fosse honesto e decente este temerário governo de Temer, que nos causa temor pelo futuro, e nos faz temer pela sobrevivência, essas empresas criminosas deveriam devolver o dinheiro cobrado ao longo dos últimos três anos para quem precisou usar o rotativo, e se sujeitou às determinações absurdas e inaceitáveis de taxas de juros que deveriam ser condenadas muito antes de terem sido aplicadas!

    No entanto, a covardia dos Procons e até a omissão do Ministério Público Federal quanto às cobranças efetivadas contra a ECONOMIA POPULAR, dão conta que o povo está mesmo negligenciado, abandonado, e as autoridades nada fazem para minimizar o atual quadro de desespero de uma população desesperada e absolutamente desesperançada!

    O que se constata nessa entrevista é tão somente demagogia, e de péssima qualidade, digna de atores canastrões, como tem sido a atuação dos ministros deste presidente que segue o mesmo curso petista!

    Confirma o meu comentário, e que o torna indiscutível é que, se as medidas forem mesmo levadas a termo, somente a partir de MARÇO os juros irão “diminuir”.

    Nessas alturas, aconselho que os cartões não sejam pagos, que aguardemos esta queda dos juros e negociemos condições menos onerosas, quando as taxas forem menores, conforme alega o governo, lembrando, entretanto, a inexistência de qualquer compromisso oficial com as declarações proferidas, ou seja, é bem possível que, em março, os juros estejam MAIORES AINDA!

    • Ora, se o governo estivesse “partindo para cima dos cartões de crédito”, baixaria os juros dos cartões do BB e da CEF, levando a migração de milhões de clientes dos outras cartões para estes.

      -conversa fiada.

  3. Esta agiotagem oficial, é um desrespeito ao pais, não há governo sério que tire esta situação, os bancos privados e oficiais não tem o minimo respeito por este país, fazem que querem, sempre foi assim e continuará, governo que não tem moral e peito para acabar com esta agiotagem.

    • Lógico as operadoras, apenas operam , não fornecem o crédito nem determinam os juros , que são os mesmos em todos os bancos, combinados diariamente pelo FEBRABAN.

      Visa não emite cartões, concede crédito ou taxas fixadas e taxas para os consumidores, mas sim, a Visa oferece às instituições financeiras, com produtos de pagamento Visa a marca que eles usam para oferta de crédito, débito, pré-pago e acesso a dinheiro programas para seus clientes. Em 2008, segundo o The Nilson Report, a Visa realizou uma quota de 38,3% no Mercado do Cartão de Crédito e de Mercado de 60,7% do Cartão de Débito Mercado nos Estados Unidos.

  4. Desculpem, não aguento ! Kkkk
    O Stédile está no 247 defendendo o Jobim no lugar do Temer, sim o que falsificou a Constituição para ajudar os bancos ! Só pensam em livrar o Lula das grades ! Kkkkaaassss.

  5. A importância da pesquisa para o país…

    No Hospital Municipal Lourenço Jorge, na zona oeste do Rio de Janeiro, o uso de um software de aeroportos aumentou em 40% o número de cirurgias realizadas. A média era de 11,1 cirurgias ao dia até julho, agora, chega a 15,2 por dia, indica a RioSaúde, empresa pública responsável pelo projeto.

    O software, conhecido como sequenciador, sistematiza diferentes tipos de informação (pacientes, médicos, materiais e salas disponíveis) e faz uma proposta com a melhor opção de agenda. O plano é recebido então pelos profissionais, em seus celulares, que dão o aval final.

    A solução conseguiu reduzir o índice de cirurgias agendadas e canceladas na unidade de 15,1% para 10,1%.

    Para chegar a esse novo modelo, pesquisadores da área de engenharia de produção da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) foram chamados a analisar o cotidiano do hospital e seus desafios para aumentar o número de atendimentos.

    “Se eu tenho uma demanda maior que a minha capacidade de ofertar, preciso atuar no meu gargalo. Ali, o centro cirúrgico era o gargalo”, explica Heitor Mansur Caulliraux, professor da UFRJ.

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