Bancos encomendam estudo sobre a sucessão presidencial de outubro

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Charge do Amâncio (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Reportagem de Mariana Holanda, Victória Abel e Natalia Fabro, edição de ontem de O Estado de São Paulo, revela que bancos, inclusive internacionais, encomendaram relatórios sobre a secessão presidencial brasileira este ano, os quais acentuaram elevado grau de incerteza e a existência de dificuldades na captação de votos tanto pelos candidatos da centro-direita quanto pelos reformistas. Pode se presumir, assim, que os reformistas compõem a faixa de centro-esquerda. Afinal de contas, tudo é relativo. E, portanto, se há centro-direita, existe também o centro-esquerda.

A cinco meses das eleições, não se realizou nenhuma polarização, e a novidade é a corrente que defende a candidatura de Jair Bolsonaro. É natural no quadro brasileiro esta incerteza, uma vez que os candidatos, exceto Bolsonaro, não convenceram significativas parcelas do eleitorado capazes de refletir a existência de entusiasmo por esse ou aquele nome. O ex-governador Geraldo Alckmin, embora seja o presidente do PSDB, ainda não conseguiu levantar voo de forma concreta para que seu nome se viabilize como uma opção.

QUADRO DE DÚVIDAS – A pergunta dominante que ilumina o espaço vazio é: Quem poderá motivar os eleitores e eleitoras. O que predomina é um quadro de dúvidas. A dúvida está se tornando um enigma para o sistema financeiro nacional e internacional. A preocupação não deixa de ser legítima, embora nesta eleição as doações de empresas a partidos e candidatos estejam proibidas por lei. A campanha assim, na minha opinião, só deve começar a esquentar a partir do horário gratuito nas emissoras de rádio e televisão, que começa a 31 de agosto.

É verdade, que a rigor a propaganda já começou, principalmente com a utilização das redes sociais. Mas essa forma de publicidade legal é fragmentária, quando campanhas eleitorais majoritárias exigem naturalmente manifestações em bloco, o que só pode ser alcançado através das legendas partidárias. Inclusive vale notar que as eleições de outubro vão abranger acordos estaduais que, como sempre, dependem das decisões partidárias.

VAMOS AGUARDAR – Dessa forma, temos de aguardar o desenrolar nos próximos três meses para verificarmos as tendências dominantes divididas pelos candidatos em foco. Vale notar que o eleitorado tem que se definir de acordo com o quadro alternativo colocado à sua frente. Quando as definições se firmarem e se tornarem mais visíveis é que se poderá projetar as opções e tendências dominantes.

O sistema bancário, pela primeira vez de forma aparente, encomendou estudos e relatórios de viabilidade em torno dos nomes dos pré-candidatos. Para os bancos, as pesquisas do Datafolha e Ibope ainda não permitem uma percepção mais clara dos rumos que marcam as possibilidades de voto especialmente no segundo turno, pois a fragmentação das legendas tornará inevitável o confronto decisivo a 28 de outubro.

A grande incógnita situa-se em torno de qual rumo o PT seguirá e a qual candidato Lula tentará transferir votos que mantém em estoque. O dia 7 de outubro refere-se ao primeiro turno. O desfecho final será no dia 28.

One thought on “Bancos encomendam estudo sobre a sucessão presidencial de outubro

  1. Nunca lucraram tanto e ainda queriam mais, haja previdência privada. Sentiram o gostinho de sangue do povo e entraram em frenesi. Encargos, juros altíssimos e a baixíssima remuneração das aplicações financeiras, tem feito os banqueiros se fartarem, enquanto o povo e o país empobrece. A única entidade bancária que financia a casa própria sem juros e entrave burocrático, praticamente impeditivos, é a estatal Caixa Econômica Federal. O resto só está aí para limpar o cliente. Isso inclui do Banco do Brasil, que só ajuda aos amigos dos amigos, não os seus clientes, apesar do governo ser AINDA sócio majoritário.

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