Situação da Líbia se complica cada vez mais. O pior é a dúvida. Se Kadafi for mesmo derrubado, quem entrará no lugar dele?

Carlos Newton

Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama errou ao mandar bombardear a Líbia e acabou fortalecendo a posição de Muamar Kadafi, que agora usa o ataque externo para despertar o nacionalismo do povo. Com isso, a situação se complica e as grandes potências ocidentais  não sabem o que fazer.

Agora a primeira dúvida é invadir ou não a Líbia? Depois de invadir, outra dúvida: ocupar ou não a Líbia? Por fim, a terceira e mais complicada dúvida: colocar quem no lugar de Kadafi? Este é o grade problema da crise dos países árabes. Sai um ditador, entra outro, desde que seja compreensivo em relação aos interesses ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, caso contrário o Império contra-ataca.

Faz sucesso na internet a foto de Barack Obama ordenando o bombardeio da Líbia diretamente de uma tenda à prova de escuta, instalada na suíte do hotel no Rio. E a própria Casa Branca divulgou a foto dessa tenda, com Obama dando a ordem por telefone à secretaria de Estado Hillary Clinton e ao secretário de Defesa Robert Gates, entre outros.

A tenda à prova de escuta foi usada quando Barack Obama estava no Brasil, para manter conversações seguras com seus auxiliares sobre a operação militar na Líbia. A foto divulgada pela Casa Branca mostra Obama ao telefone, ao lado do conselheiro de segurança do governo americano, Tom Donilon, à direita e o chefe de Gabinete da Casa Branca, Bill Daley, à esquerda.

Segundo o correspondente da BBC em Washington, Rajini Vaidyanathan, esta foi uma das raras ocasiões em que o governo dos EUA distribuiu imagens de uma dessas tendas para troca de informação confidencial, denominadas Sensitive Compartmented Information Facility (SCIF, na sigla em inglês).

As SCIFs são tidas como os locais mais seguros do mundo para se manter conversações à distância; elas são à prova de grampos e de som e são protegidas contra a ação de hackers. Formam uma espécie de anel de ondas eletrônicas que impede que sinais entrem ou saiam da tenda, exceto as comunicações criptografadas enviadas por uma linha segura via satélite.

Para entrar em uma SCIF, é necessária uma combinação de senhas, crachás e dados biométricos. Tais tendas são sempre transportadas durante as viagens presidenciais e vem se tornando, com o tempo, cada vez menores e mais portáteis.

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