Barroso defende segurança das urnas eletrônicas e diz que voto impresso faria eleições serem judicializadas

Declarações foram feitas em uma entrevista à imprensa em Macapá

Carolina Brígido
O Globo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a defender neste sábado a segurança das urnas eletrônicas. Para ele, se fosse instituído o voto impresso, como pleiteiam críticos do sistema atual de votação, as eleições acabariam judicializadas – o que, para o ministro, não é bom para o país. As declarações foram feitas em uma entrevista concedida à imprensa em Macapá, onde o primeiro turno das eleições ocorrerão no domingo.

“As urnas eletrônicas estão aí desde 1996 e nunca de confirmou fraude. A introdução do voto impresso significa mexer em time que está ganhando. Se metade dia candidatos contestarem o resultado e pedirem recontagem, já se tem imensa confusão. Isso vai judicializar as eleições. Eu gostaria que o resultado fosse decidido nas urnas, e não nos tribunais. Difícil entender por qual razão mudaria (o sistema eleitoral). A Organização dos Estados Americanos (OEA) atestou ser o melhor das Américas”, disse o ministro.

SOB CONTROLE – As eleições em Macapá foram adiadas por dois motivos: o apagão de energia que ocorreu na cidade e também por problemas de segurança pública. Barroso afirmou que, agora, a situação já está sob controle.

“(A criminalidade é) preocupante, grave, mas não especificamente um problema da Justiça Eleitoral. Nesse mundo que a gente vive, totalmente tranquilo só está quem está mal informado. Mas penso que está tudo sob controle”, declarou.

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