Barroso responde a Bolsonaro tornando a urna eletrônica mais protegida e confiável

Charge do Duke (domtotal.com)

José Carlos Werneck

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, anunciou nesta quinta-feira, quatro novas medidas para tornar o processo eleitoral mais transparente e confiável em meio à onda de desconfianças em torno do assunto.

Essas medidas ocorrem dois dias após a derrota do presidente Jair Bolsonaro na votação da Proposta de Emenda à Constituição do voto impresso na Câmara dos Deputados.

BOLSONARO INSISTE – Apesar de ter fracassado ao encampar o discurso contra a urna eletrônica, o presidente continua colocando em xeque a segurança do sistema e a realização de eleições em 2022.

Diante dos constantes ataques que o sistema de votação eletrônico tem sofrido, a Justiça Eleitoral tornará público o acesso a alguns mecanismos de auditabilidade da urna, como a inserção dos programas, a inspeção do código-fonte, o teste de integridade do dispositivo e ainda vai estimular a presença de fiscais independentes no TSE para atestarem a confiança em cada uma das etapas.

Agora cidadãos, partidos políticos, instituições públicas e técnicos interessados no sistema eleitoral brasileiro poderão acompanhar cada etapa de preparação das urnas para a eleição do ano que vem.

SERIA RETROCESSO – “No início da sessão, expliquei às pessoas de boa-fé que o TSE é contra o voto impresso porque ele faria mal à democracia e ao sistema eleitoral. Anunciei providências para aumentar a transparência e o acompanhamento por parte dos partidos e da sociedade”, escreveu o ministro Barroso em uma rede social.

Dentre as medidas anunciadas, o tribunal eleitoral apresentou a possibilidade de partidos políticos, técnicos e especialistas inspecionarem os códigos-fonte (programa instalado na urna que permite a computação do voto e a totalização do resultado) um ano antes da realização das eleições.

Assim, a partir de 1º de outubro deste ano, os interessados poderão comparecer ao tribunal para acompanhar o processo desde o início. Anteriormente, a inspeção só podia ser realizada seis meses antes do pleito.

MAIOR FISCALIZAÇÃO – Outra novidade apresentada pela Justiça Eleitoral na tentativa de despistar os boatos e notícias falsas que envolvem a votação eletrônica é a possibilidade de os partidos políticos participarem como fiscais do processo de inserção dos programas computacionais na urna.

O convite aos dirigentes e filiados partidários tem a intenção de garantir que os envolvidos verifiquem que o software utilizado é o mesmo que foi assinado digitalmente e lacrado.

“A realidade é que os partidos não compareciam, nem indicavam seus técnicos. Assim foi nas Eleições de 2016, nas Eleições de 2018, nas Eleições de 2020: nenhum partido compareceu para fiscalizar. Alguém poderia imaginar que é desídia dos partidos, mas não. Era a confiança que tinham no sistema e, por isso, nem se sentiam obrigados a vir aqui ver como estava sendo feito”, disse o ministro-presidente do TSE.

MAIS AUDITAGEM – O conjunto de medidas inclui também um estudo em desenvolvimento pela Secretaria de Tecnologia do TSE, cujo objetivo é aumentar o número de urnas eletrônicas auditadas às vésperas das eleições no teste de integridade.

O procedimento consiste na escolha de cem urnas aleatoriamente para serem submetidas a uma simulação de votação em que são coletados os votos dos eleitores também em cédulas de papel para contrastar com os registros contidos na urna.

O presidente do TSE frisou que o processo é realizado em ambiente controlado, com uso de câmeras, e que nunca houve divergência entre o resultado das urnas e dos registros em papel.

COMISSÃO FISCALIZADORA – Por fim, o TSE anunciou a criação de uma comissão fiscalizadora formada por instituições públicas e cidadãos que terá o papel de acompanhar dentro do TSE cada etapa da preparação das urnas. O objetivo é que os envolvidos entendam como funciona o processo eleitoral em suas variadas fases de execução.

Como se vê, é sempre bom questionar.,Como dizia ontem um veterano jornalista, num jantar em Brasília:

“Diante de tanta polêmica, salvaram-se todos, e eleições transparentes são o desejo de todos os brasileiros de Bem, que felizmente são a maioria”.

20 thoughts on “Barroso responde a Bolsonaro tornando a urna eletrônica mais protegida e confiável

  1. O impasse continua, pois tais medidas não anulam as preocupações levantadas pelo Presidente em sua divulgação do inquérito da PF. Creio que é chegado o momento da turma do deixa disso entrar em AÇÃO, pois a situação está ficando perigosa demais e, os ânimos, estao TRANSPARENTEMENTE se exaltando.

  2. O respeito as leis deve ser obrigação de todos os cidadãos .

    Dito isto ……

    Inclusive os togados do STF muito mais do que as outras instancias devem observar e aplicar a lei sem olhar CPFs , pois o supremo é a última instancia dentro do estado de direito a qual o cidadão pode recorrer para mudar uma decisão arbitrária.

    Quando membro do stf age a margem da lei e quem pode julga-los estão prevaricando …

    Só resta uma alternativa …..Chamar o chapolim colorado !!

    O bob Jef se lascou de verde e amarelo !!

    Pode mais quem pode mais !!

  3. Tudo papo furado. A questão central é que o cidadão comum continua sem poder fiscalizar o próprio voto. Tudo continua dependendo dos dados disponibilizados pelo TSE.

  4. Parece que o ilustre ministro,desconhece o que a ciência denomina de LEI DA POLARIDADE UNIVERSAL. “Tudo é duplo, tudo tem dois polos. tudo tem seu oposto. O igual e o desigual se complementam”

    Thomas Edison brigou de todas as formas para fazer valer a corrente contínua em oposiçao a alternada de Nicola Tesla. Perdeu. e a humanidade ganhou.

    O eleitor chega na urna e digita o numero do candidato e aperta o confirmo. Cadê o oposto (voto impresso) para dar veracidade ao voto?

  5. O presidente do TSE ao dizer, exibir e/ou anunciar novas ou outras “medidas para tornar o processo eleitoral mais confiável”, tanto deixa entender que o processo ainda não tão confiável assim. Tanto não é que haverá outras “medidas para tornar o processo eleitoral mais confiável”, Ou seja, porque confiável ele próprio está dizendo não ser.

  6. A maioria dos votantes em BROXAnaro ainda não digeriram o resultado da votação Urna eletrônica X Voto impresso.

    (Da mesma forma que ainda não conseguiram justificar pra si mesmos como o “ungido”, mugido, cuspido, expelido… pode ser tão tosco.

    Lá no fundo o cabrón ser um canalha adepto da tortura e corrupto de carteirinha avalizada por Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega, dois assassinos milicianos – para seus eleitores não fez e nem faz diferença nenhuma.

    A questão é que BROXAnaro é tosco, sem verniz, faz passar vergonha aqui e no estrangeiro.)

    Entonces, fica assim:

    Quase 600 mil mortos, donde a maioria por responsabilidade direta do presifake e seus generalecos comprados por 30 dinheiros…

    Quase 600 mil mortes, a maioria EVITÁVEIS, mas para votantes no BROXA a discussão central é a urna onde mais uma vez depositarão seus votos nos candidatos mais fascistóides e “onestos” dentre os milicianos de Rio das Pedras.

  7. Nenhum sistema é 100% seguro (as urnas eletrônicas já tem atualmente, muita confiabilidade). Há sempre alguma coisa para melhorar e é o que o Barroso está fazendo.

  8. Caro Dr. Béja,
    Tenho uma profunda admiração e respeito pelo Sr, que nem imagina.

    Mas neste momento vou discordar do Sr.
    Acho que não é a favor do voto impresso, então, acho que falamos a mesma língua.
    Se o Sr, é a favor, aceito perfeitamente o seu ponto de vista.

    Dr. Béja, tenho batido na mesma tecla que, neste momento que o país está passando, com tantas incertezas e, algumas escabrosas, diria até assustadoras as urnas não podem ter impressoras.

    As urnas neste momento tenebroso tem que ser SOMENTE eletrônicas.

    Há um exército de milicianos prontos pra agir e arruinar às eleições.

    É só o argumento que o bolsonaro precisa.
    Só isso!

    Alimentar a conferência das urnas, será o maior erro que vamos cometer em trinta anos.
    Ele não vai sair Dr. Béja, não vai sair do Planalto.

    Sou um ferrenho defensor das urnas com o voto impresso, mas não neste momento.
    O Bolsonaro está muito encalacrado, ele e seus filhos e irá pro tudo ou nada pra se perpetuar.
    Estaremos criando um monstro.
    Um ditador barato com uma batelada de filhos delinquentes que construirão a pior dinastia que a América do Sul já viu em toda a sua história.

    Então já que conseguimos encerrar o assunto do voto impresso, neste momento, é melhor às urnas eletrônicas como sempre foram. Sei que não são prefeitas, mas é o que temos há trinta anos e convenhamos que jamais nenhum político reclamou dos resultados anteriores.

    Bolsonaro é o único que vem reclamando das urnas mesmo na vitória. Ou seja, diz que foi roubado no primeiro turno e não apresenta NENHUMA prova. Isso assusta Dr. Béja.
    Este homem tem uma toxicidade doentia e calculada, digo calculada porque de doente não tem nada.
    O dia que ele rasgar dinheiro, pra não falar outra coisa, aí sim vou concordar que é maluco.
    Tem traços preocupantes, como o Dr. Edinei já relatou aqui várias vezes, mas louco de amarrar ele tá longe se ser.

    Acho que o momento é de ficarmos quietinhos e deixar a urna eletrônica em paz. Vamos deixar ela fazer o trabalho que vem fazendo há três décadas.

    O Bolsonaro sabe que vai perder, tá fazendo campanha desde o primeiro dia e mesmo assim vai perder.

    A sua própria maldade vai derrubá-lo, ninguém mais aguenta tanta maldade que salta aos olhos do mais desavisado.

    Para o bem dos brasileiros honestos e de bem, o presidente tem que perder e ir preso. Os seus filhos também.

    Não fomentemos os desejos destes maus e falsos cristãos, eles só querem se perpetuar pra enriquecer, nos maltratar e nos deixar à míngua (pior do que já estamos passando).

    Despeço-me com toda a deferência que o Sr. merece e saiba que o respeito é imenso.

    Um forte abraço,
    José Luis.

      • Não entendi nada do que você disse.

        Pergunto:

        1 – Se o voto é eletrônico; como a urna “imprime” uma zerezima ( pre-programada); e uma totalização (200 vias) para cada partido ?

        2 – Qual tipo de impressora é acoplado a urna eletrônica; para imprimir esses “zerezimos” e totalização?

      • “Mas neste momento vou discordar do Sr.
        Acho que não é a favor do voto impresso, então, acho que falamos a mesma língua.
        Se o Sr, é a favor, aceito perfeitamente o seu ponto de vista.”

        Esse primeiro paragrafo é de um filosofo. Como alguém igual a mim criticaria algo tão profundo.

        Quero saber qual impressora imprime a zerezima.

  9. Oi Rubens,

    Honestamente não sei lhe responder às suas perguntas.
    Não entendo patavinas de informática.
    A última vez que me deparei com a palavra ZERO, foi com um querido professor de Química.
    Ele olhou pra mim e falou: Zé, sabe qual é a nota da sua prova?
    Eu respondi, nem imagino professor. Aí ele me disse: Você tirou um ZERÉZIMO COM LOUVOR! rsrs
    Era o professor Cardoso, que Deus o tenha. Um luxo de professor.

    Quanto às urnas, digo é repito, nada no mundo é infalível, nem na NASA, KREMLIN ou em qualquer lugar do planeta que se comunique com a internet.
    Tenho entendido que as urnas não se comunicam com a internet.
    Me desculpe se estou falando uma bobagem. Repito que não entendo chongas disso.

    O que eu quis dizer é que, o Sr. Batista entendeu muito bem, é que neste momento não é indicado imprimir milhões de papelzinhos porque obviamente, não bateriam os resultados. Isso é óbvio pelo volume absurdo de votos. Hoje não há logística nem segurança pra ZERAR O RISCO de tumultuar o pleito.
    É apenas isso que o Bolsonaro procura, esculhambar com as eleições.

    Desculpe se respondi de forma tosca mas volto a repetir, mal sei lidar com um celular. rs

    Se der confusão entre os papelzinhos e as urnas, será um prato cheio para o Bolsonaro discutir até o ano três mil.
    A meu ver, é aí que mora o perigo Sr. Rubens.
    Não quero que em 2022 o Presidente tire diploma de ditador.

    Um abraço respeitoso,
    JL

  10. É pecado não entender de informática?
    Não posso me sustentar de outra forma?

    Sr. Rubens, assunto encerrado, ok?

    Foi ótimo debater com o Sr. mas, vamos encerrar o assunto urnas,entre nós.
    A Câmara dos deputados já deu um ponto final nessa loucura, graças a Deus.
    Desejo um ótimo sábado pro Sr.
    JL

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