Barroso tem razão: vazamento realmente beneficiou os advogados de Temer

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Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

O comentarista que se identifica como Eduardo do PV enviou mensagem para informar que o jornalista Josias de Souza, do site UOL, desmentiu a notícia de que o ministro Luís Roberto Barroso teria dado mancada ao pedir investigação sobre vazamento no Supremo que beneficiou os advogados do presidente Michel Temer.

Ao contrário do que foi informado pela defesa de Temer, a informação sobre quebra do sigilo bancário do presidente não foi divulgada no site oficial do Supremo. Foi vazamento, mesmo.

DIZ JOSIAS – [1]. “O inquérito que apura se Temer recebeu propinas da empresa de portos Rodrimar leva o número 4621.”

[2]. “Corre sob a proteção do sigilo.”

[3]. “Não há na parte pública do site do Supremo vestígio dos números que identificam os procedimentos secretos do processo.”

[4]. “Ainda que uma goteira amiga fornecesse o número, a defesa do presidente não chegaria por conta própria ao pedido sigiloso de quebra do sigilo bancário”.

Ou seja, Barroso continua agindo certo, em meio às cascas de banana.

4 thoughts on “Barroso tem razão: vazamento realmente beneficiou os advogados de Temer

  1. Uma boa parte dos direitistas querem bancar os moralistas e apoiam Barroso na investida contra Temer. Se leigos fosse, daria para entender, uma vez que existe uma revolta generalizada contra a classe política e não sem razões.

    O problema é que o poder judiciário, quando se trata das instâncias superiores, é tão político quanto qualquer deputado ou senador. Barroso, por sua vez, é no mínimo o terceiro juiz mais petista da Suprema Corte.

    Indicado por petistas, já defendeu Césare Battisti, já declarou apoio a pautas que fazem os conservadores corarem de fúria, como o aborto e a legalização das drogas, já tapou os olhos para todos os ilícitos de Lula ou Dilma sem jamais forçar qualquer processo contra eles.

    Agora ele ataca Michel Temer não por querer justiça, pois esta nunca foi a finalidade. O motivo, obviamente, é tão político quanto ele, os senadores, os prefeitos, o João Doria ou o Bolsonaro. Assim como Janot ele está apenas atendendo aos interesses petistas, tentando criar uma situação na qual as pessoas comparem a corrupção no governo Temer com a dos governos anteriores, mesmo que sabidamente seja bem menor em essência e em grau.

    Não é problema criticar Michel Temer. Isso é totalmente justo e válido. O problema, em termos políticos, é validar o inimigo. Recentemente o ministro Fux, por exemplo, decidiu em prol de Bolsonaro no caso dos outdoors, isso tudo porque sua filha e o advogado do deputado são basicamente colegas de trabalho. Diante disso os tais moralistas se calaram, é óbvio, mas eles teriam gritado aos montes se a decisão tivesse sido o contrário.

    Neste caso, se assim fosse, não validariam nada que o inimigo fez. Bradariam contra a imoralidade das instâncias superiores como sempre fizeram.

    Se a direita continuar validando o inimigo, como fez Eduardo Bolsonaro ao atacar Fernando Holiday usando uma matéria falsa do BuzzFeed, então quem vai vencer também é o inimigo.

    É por isso que ressalto: a direita bolsonarete está a serviço da extrema-esquerda. Os de grau mais baixo na hierarquia deste processo são meras vítimas da própria burrice, mas os que estão no topo sabem muito bem o que fazem.

    • É preciso parar com essa baboseira de tratar juiz como deus ou de separá-lo da classe política. Nas instâncias superiores, e aqui incluo PGR, STF, STJ e até o TRF, os juízes e procuradores são tão políticos quanto qualquer senador ou deputado. A Constituição determina a separação dos três poderes, mas a verdade é que ela inexiste na prática.

      Sei que algum legalista pé no saco pode vir aqui e explicar “a diferença” entre PGR, TRF, STF e não sei mais o que. Solicito que não o faça, porque eu não ligo a mínima para coisas que inexistem fora do papel. Neste caso pegue o seu diploma de direito e deixe pendurado na parede da sala, porque é só para isso que serve.

      O que interessa é como a coisa realmente funciona e, neste caso, não há de se negar que haja interesses políticos em todas as classes, inclusive a nossa.

      O impeachment de Dilma foi bom, era a nossa vontade, mas não dá para se iludir acreditando que estas pessoas agiram segundo nosso interesse. Elas agiram, é claro, pelo interesse delas próprias. Juiz não é deus, não é isento de desejos e nem está fora do jogo. Ao contrário, ele está mais dentro do que a maioria.

      A babação de ovo em cima do Barroso é patética. Ele pode até não ser o pior de todos, mas está bem longe de ser o melhor. Quem acha o contrário também deve acreditar em estórias da carochinha.

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