Bazófia não fica bem em magistrados

Vicente Limongi Netto:
“O juiz que libertou o maníaco de Luziãnia garante que hoje faria tudo de novo. Magistrado arrogante. Deveria juntar forças para lutar por leis mais severas para bandidos e assassinos. Deixar a bazófia, a acomodação e a hipocrisia em casa. Ajudaria, de fato, no aprimoramento da Justiça. Estaria resguardando seus próprios filhos da sanha de monstros soltos e impunes travestidos de gente. Por sua vez, o ministro do STF, Gilmar Mendes, também erra em chamar todo presidiário de gente. Ministro bonzinho, coração de mãe. Quero vez quando um marginal fizer algum mal a alguém da família dele. Se manterá a mesma postura cretina.”

Comentário de Helio Fernandes:
Esse caso do criminoso que foi solto “por bom comportamento”, (apesar de humilhante e depravado pedófilo), matou seis jovens e foi morto imediatamente na prisão, tem diversas interpretações.

Falência do sistema, descuido ou desinteresse de juízes, penitenciárias em estado de calamidade pública, e o mais espantoso de tudo: criminosos fazendo justiça pelas próprias mãos. E por mais surpreendente que seja, justificados, a palavra é essa.

Uma série de fatos tão espantosos, que a culpa pode ser distribuída por todos, e a pior parte não ficará de maneira alguma com os que estão na prisão.

Inicialmente, confirmo a convicção de uma vida: sou contra a pena de morte. Haja o que houver, por mais brutal que seja o crime, a pena de morte é um crime tão grande quanto o ato praticado pelo criminoso.

Sempre me insurgi particularmente contra a pena de morte. Mas posso dizer que quem me conquistou ou me convenceu da desonestidade e desumanidade da pena de morte, foi Evandro Lins e Silva. Meu primeiro advogado, (junto com o irmão, o também brilhante Raul) conversávamos muito sobre esse e outros assuntos.

Ferrenho adversário da pena de morte, que combatia da mesma forma que lutava contra a falta de alternância no Poder. E embora muita gente defenda a pena de morte, a verdade é que o mundo vem se transformando em relação ao assunto.

Nos EUA, 37 estados já tiveram a pena de morte, mas agora apenas 11 mantêm essa barbaridade. Sei que vão me criticar, é um direito de todos e de qualquer um. O mais grave e até impiedoso, é não ser CONTRA nem a FAVOR, deixar que as coisas aconteçam.

PS – Existem muitos casos que levam à condenação da pena de morte. mas nenhum como o de Caryl Chessman.

PS2 – Depois de 17 anos no corredor da morte nos EUA, de ter se formado em Direito, de ter escrito vários livros de sucesso, de ser totalmente outro homem, pagou o preço exigido, a pena de morte.

PS3 – Só que prenderam um Chessman, condenado à pena de morte, e mataram um Chessman diferente, que foi ASSASSINADO na prisão.

PS4 – Esse é o verdadeiro crime hediondo, embora existam outros com a mesma identificação. mas não assassinados pelo próprio Estado, que o manteve e o alimentou por quase 20 anos.

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