BC mantém delegados da Lava Jato na Unidade de Inteligência Financeira

Marena foi delegada da Operação Lava Jato desde os seus primórdios

Manoel Ventura
O Globo

Apesar de Medida Provisória editada pelo presidenteJair Bolsonaro abrir brecha para indicações políticas para o comando do novo Coaf, o presidente do  Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, decidiu manter, por enquanto, os 11 conselheiros que já atuavam no Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Todos são servidores de carreira. O órgão foi rebatizado e agora está vinculado ao BC e se chama Unidade de Inteligência Financeira ( UIF ).

Entre os integrantes do conselho deliberativo do órgão que age no combate à lavagem de dinheiro estão os delegados da Polícia Federal Erika Marena e Márcio Anselmo, que atuaram na chamada Operação Lava-Jato. A Medida Provisória deu poder ao presidente do BC para escolher os nomes do conselho. O texto abria brecha para indicações políticas já que os integrantes do conselho podem ser escolhidos entre qualquer cidadão com competência na área de combate à lavagem de dinheiro.

COMPOSIÇÃO –  A composição do antigo Coaf estava restrita a servidores públicos. Especialistas alertam que permitir a nomeação de pessoas de fora do serviço público poderá fragilizar o sigilo das informações fiscais e bancárias manuseadas pelo órgão. Os 11 conselheiros terão poder para aplicar sanções a instituições e pessoas físicas envolvidas em casos de lavagem. A função de conselheiro não é remunerada, segundo a MP.

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Veja quem são os nomeados para o conselho deliberativo do novo Coaf:

Antônio Carlos Vasconcellos Nóbrega, ex-corregedor geral da União e já era integrante do Coaf;

Eric do Val Lacerda Sogocio, conselheiro do Ministério das Relações Exteriores;

Erika Marena, delegada da Polícia Federal e atuou na operação Lava-Jato;

Gustavo da Silva Dias, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Secretaria de Seguros Privados (Susep);

Gustavo Leal de Albuquerque, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Márcio Adriano Anselmo, delegado da PF, e atuou na Lava-Jato. Já era conselheiro do Coaf;

Marcus Vinicius de Carvalho, já era conselheiro do Coaf na qualidade representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM);

Rafael Bezerra Ximenes de Vasconcelos, já era conselheiro do Coaf, na qualidade de representante do Banco Central;

Ricardo Pereira Feitosa, já era conselheiro do Coaf, na qualidade de representante da Receita Federal;

Sergio Djundi Taniguchi, já era do Coaf na qualidade de representante do Ministério da Economia;

Virgílio Porto Linhares Teixeira, já era conselheiro do Coaf na qualidade de representante da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

10 thoughts on “BC mantém delegados da Lava Jato na Unidade de Inteligência Financeira

  1. Logo mandará embora quem atrapalhar os planos de Bolsonaro.Fez o contrário do que disse, acabou com o Coaf e o transformou em órgão politizado.
    Logo poderá usar o UIF negociado como moeda de troca para conseguir apoio político e perseguição política.

  2. Depois de demitir o diretor do INPE por não gostar dos dados divulgados sobre seu governo, depois de culpar as ONGs pelas queimadas e criminalizá-las, acusando de explorar indígenas, Bolsonaro usa dados do governo Lula para rebater críticas sobre desmatamento.

    Via BBC News Brasil

    • Falando nisso, aqueles otários que foram às ruas no dia 26.05 pedindo COAF com São Moro, vão fazer o mesmo no próximo domingo???

      Afinal, foram Bolsonaro e Guedes que tiraram o COAF de São Moro com essa MP, não é???

      Não vi o COAF na pauta das manifestações de domingo, o que houve?????

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

  3. Boa noite , leitores (as):

    Senhor Manoel Ventura ( O Globo ) e Carlos Newton , o Presidente Jair Bolsonaro com sua postura, liberou geral e vai deixar correr frouxo e impune quem (quiser) cometer os mais diferentes crimes ” FINANCEIROS ” e contra a economia popular e de ” LESA – PÁTRIA ” , pois já tem a garantia oficial de que não serão incomodados ou molestados pelos agentes públicos ” HONESTOS e NÃO CORRUPTOS ” que já foram neutralizados , pois terão o aval / cobertura como sempre teve dos responsáveis pelo ” BANCO CENTRAL DO BRASIL ” , que nunca fiscalizaram e nem irão fiscalizar e impedir coisíssima alguma , pois sempre foram omissos , coniventes e partícipes desses crimes financeiros contra o país.

  4. Aqui nessa mídia está instalada uma variável do Tribunal do Santo Ofício prenhe de Varões de Plutarco que se dedicam de corpo, alma e ideologia a queimar na fogueira da inquisição toda e qualquer iniciativa do Governo Bolsonaro.

    “Plutarco (45 – 125?) foi um filósofo e prosador grego que, segundo informa a tradição, escreveu cerca de 200 livros. Deles, o mais conhecido é “Vidas paralelas”, em que compilou biografias de gregos e romanos ilustres.
    As biografias eram escritas ao pares, de modo a estabelecer comparações: Teseu e Rômulo, Licurgo e Numa, Demóstenes e Cícero, assim por diante.
    Desta obra é que se originou o termo “varão de Plutarco”, o qual se aplica ao homem probo, cheio de serviços à pátria.

    Dito isso, os nossos varões legaram ao governo atual um verdadeiro Paraíso Perdido, tão amorosos que foram pelo bem da pátria.
    O paradoxo de tudo é que essa nata de cidadãos estão presos ou em via se serem.

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