Bebianno, do PSL, é oficializado como secretário-geral da transição

Bebianno foi um dos coordenadores de campanha de Bolsonaro

Eduardo Bresciani
O Globo

O advogado Gustavo Bebianno foi oficializado como secretário-geral da transição no Diário Oficial desta quarta-feira, dia 14.. Ele vai atuar como um “número dois” na estrutura, abaixo apenas do ministro extraordinário, Onyx Lorenzoni. A nomeação visa um equilíbrio de forças entre os principais grupos de apoiadores de Jair Bolsonaro . Bebianno presidiu o PSL durante a eleição e é homem de confiança do presidente eleito.

A Secretaria Geral responde pela assessoria direta do ministro da transição, Onyx Lorenzoni, em temas sobre segurança institucional, administração, gestão interna, agenda e cerimonial. Bebianno é um dos integrantes do núcleo mais próximo de Bolsonaro. O advogado chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Justiça, que ficará com o juiz Sérgio Moro. Bebianno pode assumir o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

O Diário Oficial traz ainda a delegação para que seis integrantes da transição possam “requisitar informações dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, assim como requisitar apoio técnico administrativo necessário ao regular desenvolvimento dos trabalhos de transição governamental aos servidores”. São eles os futuros ministros Augusto Heleno, Paulo Guedes e Marcos Pontes, o agora secretário-geral do grupo, Bebbiano, o deputado federal eleito Julian Lemos e o assessor Arthur Bragança Weintraub.

COORDENADORES – Há ainda a designação dos primeiros coordenadores de grupos de trabalho. Augusto Heleno ficará a frente da Defesa, Paulo Guedes de Economia e Comércio Exterior, Marcos Pontes de Ciência e Tecnologia, Arthur Weintraub, do grupo de Saúde, Previdência e Desenvolvimento Social, Julian Lemos da área de Desenvolvimento Regional, e Bebianno do grupo de Modernização do Estado. Há ainda quatro grupos sem coordenadores indicados.

A publicação designa ainda quatro assessores para auxiliar Bebianno na Secretaria-Geral da Transição: Antonio Thomaz Lessa Júnior, Luiz Henrique dos Santos Machado, Paulo Uchoa Ribeiro Filho e Rafael Moya Fernandes Lopes.

9 thoughts on “Bebianno, do PSL, é oficializado como secretário-geral da transição

  1. Meus caros.
    Há duas semanas ouvi a Renata Lo Prete mencionar, na radio CBN, que o Ministro Dias Toffoli ao assumir a presidência do STF, convidara o General 4 estrelas, recém-aposentado, Fernando Azevedo e Silva para o seu Gabinete, mas sem dar maiores detalhes.
    Estranhei o fato, para mim inédito.
    Agora fica tudo muito claro!
    Veja porque o STF está tão quieto…
    O atentado e a baioneta.
    Como de costume, a grande mídia divulga o que não dá para esconder, amplifica o que é de seu interesse e oculta, ou o que lhe joga contra seus anseios, ou lhe dá muito medo.
    Como todo comunista é rato, e ratos, como se sabe, são os primeiros a abandonarem o barco quando afunda, Toffoli alçou como “assessor especial” dele, na presidência, ao general 4 estrelas, na reserva, ex-comandante do Estado Maior das Forças Armadas, Fernando Azevedo e Silva.
    Não há na história da 6ª República, nem mesmo da 5ª República, relativa ao período militar, ou que me lembre, desde os I e II Impérios, registro de um general de altíssimo escalão vir a assessorar o presidente do mais alto tribunal do país, a “convite” dele…
    Ocorre que tenho lá minhas fontes, civis e militares, das quais não faço nomes e nem cito. Toffoli, ao tentar explicar, a nomeação do general para assessorá-lo, disse à imprensa que “a escolha se deu por habilidades e competências (do general), atendendo a critérios objetivos”, vagueando a resposta para não se comprometer. Ato contínuo, e recentemente, definiu o 31 de março de 1964 como um “movimento”, evitando as palavras “revolução” e “golpe”. Convenhamos que para um petista poderoso, agora de canequinha na mão, Toffoli mudou de bica…
    O fato, ao que se diz, verdadeiro, é que na noite de 06 de setembro de 2018, dia do atentado político contra a vida de Bolsonaro, em Juiz de Fora, ocorreu uma reunião de urgência do Alto Comando das Forças Armadas, fato este noticiado pela imprensa, para a seguir, esvair-se o tema na mata cerrada noturna do silêncio sepulcral, tratando a imprensa de não cutucar a toca para não perturbar a onça.
    A reunião foi presidida, como óbvio, pelo general 4 estrelas Eduardo Villas Boas, portando ele moléstia que é, progressivamente paralisante e que, de certo, lhe ceifará a vida, porque não tem cura.
    Apuradas todas as opiniões e vontades do oficialato, Villa Boas, com dificuldades notórias até para falar, naquela noite, altas horas, buscou aplacar os ânimos, porque já tinha oficial graduado pronto para pôr a tropa na rua em direção à Brasília.
    O oficialato, especialmente um, da ativa, declarou em alto e bom som, para quem quisesse e não quisesse ouvir, que não havia mais poderes republicanos no País e, que o Executivo e o Legislativo federais haviam perdido toda e qualquer legitimidade para governar Brasília, até porque havia o risco do STF, aparelhado pelo PMDB (MDB), PT e PSDB, libertar o Lula e os demais réus da Lava-Jato, colocando-os na rua para fazerem campanha, acuando assim, mais ainda, a candidatura de Bolsonaro, sobrevivesse ele, ou não, ao atentado, até porque a soltura de Lula chamaria todas as atenções para o fato, desviando-se a atenção pública do tentado assassinato de Bolsonaro, àquela altura, lutando para sobreviver.
    Passava das altas horas quando a solução provisória foi sugerida por um pequeno colegiado de militares moderados:
    Colocar um general da reserva, porque se fosse da ativa, ofenderia e o clamor seria muito maior, que conhecesse a tropa e o oficialato, e fosse calmo, convincente, culto, político e cerebrino, no seio do STF, recaindo a escolha sobre Fernando Azevedo e Silva.
    Votada a indicação, vencedora a tese de Villas Boas, de moderação e de se aguardar os acontecimentos, insinuando-se assim, no único poder que sobrou, de fato, o STF, um par, um interlocutor válido, possibilitando, com ressalvas dos contrários, a continuidade do processo eleitoral, indicando-se para a missão Azevedo e Silva, justificando-se a indicação pelas “habilidades e competências” do general, depois alardeadas por Toffoli junto à imprensa.
    Dia seguinte, Villas Boas agendou com Toffoli um almoço, veladamente sussurrou-se a Toffoli de todo o descontentamento e intranquilidade das tropas, muito agitadas nos quartéis, e que, para acalmar os ânimos, “aceitasse” ele a indicação de um “assessor especial”, sem qualificação jurídica alguma, exatamente Azevedo e Silva, ao seu lado.
    A missão de Azevedo e Silva não seria aconselhar a Toffoli sobre o que fazer na presidência do STF, mas sim, e sobretudo, o que NÃO FAZER, evitando-se assim o tão somente sugerido precipício, da tomada iminente do poder pelos militares, dados o caos e o atentado.
    Toffoli sentiu a rédea curta e o bafo do cavaleiro em sua crina, e fazendo aquela pose de ser superior, sem titubear, e sentindo a bunda gelada pela possível tomada da poltrona, sorriu e de bom grado, “aceitou”…
    Por esta razão, a 2ª Turma do STF anda na miúda. Por isso, o dissidente comprometido Lewandowski tentou permitir a entrevista do “padrino” Lula à ‘Folha de São Paulo’ por Mônica Bergamo, e para o jornalista petista engajado Florestan Fernandes Júnior, da TV Brasil, tendo sido contrariado de imediato por Fux e por Toffoli, arriando assim a pretensão espúria de influenciar, mais uma vez, não bastasse o atentado, o processo eleitoral, enquanto saia esbravejando, espumando, vermelho de raiva, ameaçando levar ao público o “desvio de função do STF”…
    A imprensa tem dourado a pílula, a poder engoli-la junto ao público, afirmando que a indicação inseriu uma espécie de “poder moderador” (vide Cristiana Lobo – Globo News) no rachado STF. Nada disso. O poder é interventor, mesmo.
    Como dizia meu nonno Emendabili: – Manda quem pode, obedece quem tem juízo…
    Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa – 04/10/2018

  2. Se as tropas estivessem todas trabalhando pesado como faz a maioria do povo brasileiro, construindo estradas Brasil afora, cansando e mantendo-se ocupada, inclusive mentalmente, as cabeças não seriam tão ociosas, não funcionariam como oficina do demônio, e nem teriam tendo para ficarem agitadas nos quartéis, armando motins desnecessários, e nem se meteriam em seara alheia, caso seja verdadeiro o escrito acima, até porque se nem dos quartéis conseguem cuidar satisfatoriamente não será no governo de um país que conseguirão fazer alguma coisa que realmente preste para o sucesso pleno do bem comum de todos. A encrenca entre Bolsonaro e Adelino Bispo é coisa de evangélicos, fato ou fake, é coisa de evangélicos, tanto é que o maluco se disse pastor e que foi Deus que o mandou dar um susto no deputado forjado por Collor, Maluf e cia. Afinal de contas, quem é esse Bibiano, qual é a sua biografia, de onde vem, o que pretende, quais são as suas ideias de país, o que pretende fazer para melhorar o país ? Aliás, esse discursinho antipetista já deu flor, a fase estilingue já era, vocês agora são vidraça, não se esqueçam disso.

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