Belo Monte é a resposta brasileira contra a imposição de novas usinas nucleares ou termoelétricas altamente poluidoras

Carlos Newton

Fala-se muita bobagem a respeito de Belo Monte. Deveria ser um orgulho para o país, que não precisa desesperadamente de energia nuclear, como acontece com a maioria das nações. As projeções oficiais são de que o mercado brasileiro de energia elétrica crescerá a taxas da ordem de 5% ao ano. Isso implica a necessidade de ampliação da capacidade instalada em cerca de 4.000 MW ao ano, considerando o período 2006-2010.

Para fazer frente a esse crescimento de mercado, precisam ser construídos não somente novos empreendimentos hidrelétricos, mas também termelétricos, que geram poluição. Na Bacia do Rio Xingu, por exemplo, o único aproveitamento hidrelétrico em estudo de viabilidade é o Complexo Belo Monte, constituído de duas casas de força, uma principal, com 11 mil MW, e outra, complementar, com 181 MW.

Atualmente, 50% do potencial hidrelétrico brasileiro encontram-se na Amazônia, sendo que somente 5% estão aproveitados. Caso não se utilize o potencial hidroenergético da Amazônia, economicamente e ambientalmente viável, será necessária a implantação de usinas térmicas utilizando combustíveis fósseis (poluindo) e usinas nucleares (ameaçando) para suprir as necessidades energéticas brasileiras. Será este o sonho dos ecoólatras e ecochatos que tanto se opõem a Belo Monte?

Além do custo da energia de origem térmica ser superior, uma expansão com base em usinas termelétricas provocaria impactos significativos no balanço de pagamentos, porque tanto os equipamentos principais quanto os combustíveis são importados. Acrescente-se que a emissão de CO2 pelas usinas termelétricas é muitas vezes superior à emissão de gases pelo reservatório da hidrelétrica de Belo Monte, se considerarmos a energia gerada equivalente.

Por fim, Belo Monte é o empreendimento hidrelétrico brasileiro mais competitivo a ser implantado nos próximos 10 anos no país. Seu custo é de 12,4 US$/MWh (sem considerar o sistema de transmissão associado) ou de 20,5 US$/MWh (se considerarmos o custo da usina associado ao custo do sistema de transmissão).

E ainda surgem brasileiros combatendo a todo custo a construção da usina. São insuflados pelas mais de 100 mil ONGs estrangeiras que se instalaram na Amazônia para se apropriar das riquezas de nossa biodiversidade. O governo deveria proibir o funcionamento de ONGs estrangeiras no país. Não nos ajudam em nada.

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