Bernardo Mello Franco revela e expõe múltiplas contradições de Paulo Guedes

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Charge do João Bosco (Arquivo Google)

Pedro do Coutto             

Em um excelente artigo na edição de quinta-feira de O Globo, Bernardo Mello Franco focaliza as contradições do Ministro Paulo Guedes, classificando-o de mercador de ilusões. Criou uma fantasia igual à fantasia do mágico de OZ com base numa série de iniciativas cujos resultados não se confirmam na realidade de todos os dias.

O jornalista Mello Franco é bisneto do Senador Afonso Arinos, uma das figuras mais notáveis da política brasileira. Foi deputado federal, senador, ministro das Relações Exteriores, embaixador do Brasil junto a ONU. Focalizo a descendência em artigo que estou publicando hoje neste site. Mas esta é outra questão.

PROMESSAS ILUSÓRIAS – Bernardo Mello Franco acentua a promessa de Guedes, que fala em arrecadar 1 trilhão de reais com a venda de empresas estatais. Na sequência, eu ressaltou a ideia de privatizar a Eletrobrás, vendendo seu controle acionário por apenas 16 bilhões de reais. Na minha opinião, o valor é irrisório diante do montante do patrimônio de Furnas, Chesf, Eletro Sul e Eletro Norte. 

Voltando às fantasias, o ministro da Economia disse que a reforma da Previdência Social proporcionaria economia anual de 110 bilhões de reais, o que, em 10 anos, representaria 1,1 trilhão.

Para Mello Franco, nas horas vagas Guedes dedica-se a causas exóticas. Como, por exemplo, liberar os cassinos sob o argumento: “Deixa cada um jogador se f….”. Antes, Paulo Guedes atuava muito mais no mercado financeiro do que em projetos econômicos.

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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

A vereadora Tereza Bergher apresentou relatório encaminhado ao Prefeito Crivella, reunindo os principais atos de corrupção na Secretaria de Saúde da o-Prefeuturayr.

Compra de 300 mil litros de Alcool em gel por um preço 4 vezes maior do que o de mercado. Seria para distribuição às escolas municipais. A entrega não se confirmou. Em outros equipamentos houve casos de compra por 40 vezes os valores de mercado. O prefeito ainda está por decidir a questão.

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 FUNCIONÁRIOS NO ALVO DE PAULO GUEDES – STF anulou a medida proposta pelo ministro Paulo Guedes de reduzir os salários e a jornada de trabalho dos funcionários públicos.

Fábio Pupo e Bernardo Caran, na Folha, assinalam que o titular da Economia vai sugerir ao presidente Bolsonaro a tentativa de aprovar emenda constitucional.

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O PERCURSO PARA FÁBIO BOLSONARO NA ALÇADA – A 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ, por dois votos a um retirou, Flávio Bolsonaro da alçada do juiz Flávio Itabaiana. Mas também por 2 a um decidiu manter as determinações do magistrado quanto a quebra do sigilo bancário do atual senador e a prisão de Fabrício Queiróz e de sua mulher Márcia Aguiar que se encontra foragida.

Não sei porque o recurso de Flávio Bolsonaro tentava livrar Fabrício de Queiroz e de sua mulher. São coisas da política.

 

16 thoughts on “Bernardo Mello Franco revela e expõe múltiplas contradições de Paulo Guedes

  1. “STF anulou a medida proposta pelo ministro Paulo Guedes de reduzir os salários e a jornada de trabalho dos funcionários públicos.”
    Todos são iguais perante a lei, desde que sejam do serviço público!
    Até aqui, a contribuição dos “trabalhadores públicos” foi a não”recuperação” de seus salários. Grande contribuição!
    Já a iniciativa privada (empresas e funcionários) pode quebrar e reduzir carga horário, salários e até a perda do emprego.
    Assim, oficializa-se não a igualdade mas a superioridade: servidores públicos é casta superiora. O resto é “sobra da guerra”!
    Um país assim pode gastar dinheiro com legislativo e judiciário?
    Fallavena

  2. “Sendo publicado em toda a mídia honesta do país a abertura das comportas do trecho da transposição do Rio São Francisco que leva água para o Ceará !!!”.

    Mas iesta matéria não rende dízimo nem para cearenses do blog nem para a TI (3) , agora usando nome de comentaristas para publicar matéria regional.

  3. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO foca no desempenho do Min. da Fazenda Dr. PAULO GUEDES (71), e suas contradições.

    Sua missão é reduzir o tamanho do Estado que inchou a ponto de consumir +-45% do PIB ( 35% em Carga Tributária e +- 10% em Deficit Fiscal Nominal), operando ainda em 2019 com Deficit Primário de R$ 150 Bi ainda depois de 6 anos de Deficits Fiscal Primários o que elevou a Dívida Pública para +- 85% do PIB com perfil de apenas 5 Anos, tudo com viés de Alta.

    Ele esperava reduzir a Dívida Pública com a venda de +- R$ 1.000 Bi de Ativos Federais, mas felizmente o Congresso não deixa.
    Ele esperava uma economia de R$ 1.100 Bi em 10 Anos com a Reforma Previdenciária, mas felizmente o Congresso fez outra Reforma Tributária evitando a proposta de Previdência por CAPITALIZAÇÃO sem garantia do Tesouro e em Bancos Privados.
    Ele esperava recriar uma CPMF 0,40% e felizmente o Congresso não aprovou. Mas ainda não estamos livre de todo. Para o ano que vem é provável que tenhamos uma CPMF com outro NOME, quem viver verá.

    Ele espera “vender o controle da ELETROBRAS SA” onde a União detém 51% das Ações Ordinárias e 41% das Ações Preferenciais Tudo orçando em +- R$ 380 Bi – Dívida de +- 50 Bi, por +- R$ 16 Bi pelo controle com a parte necessária das Ações Ordinárias, mas devemos pressionar o Congresso para que se venda os 41% das Ações Preferenciais mas NENHUMA das 51% das Ações Ordinárias que dão direito a Voto e CONTROLAM a Eletrobras SA. Assim a UNIÃO fica com o estratégico CONTROLE.
    Devemos fazer assim em todas as outras Empresas Estatais e Mistas.

    É necessário que o Congresso Nacional fique de olho nisso tudo, e NÓS no Congresso.

    Mas é correta a Tese de diminuir o tamanho do Estado de +- 45% do PIB para +- 30% do PIB em 10 Anos. COMO fazer isso defendendo os Interesses Nacionais é que é a questão.

  4. Ataque a um algemado! Um teorista, que nunca deve ter pisado um campo de batalha. De sua zona de conforto, nela, com a segurança de sempre faturar pelos seus acertos e nunca pagar pelos erros.
    Alfinetar Paulo Guedes, um piloto de brevê recente; o qual partiu para uma missão com céu de brigadeiro, mas foi abruptamente surpreendido por uma turbulência que avassalou a aerosfera do mundo inteiro….
    Todo programa: na fase prescritiva é uma coisa; na fase exequível, são outros quinhentos!

  5. Caro amigo Fallavena, meu conterrâneo,

    Eu não gostaria de voltar após três dias dentro de um hospital pela terceira vez este mês, e comentar discordando do meu amigo pessoal, um gaúcho que respeito e admiro.

    Há um preconceito estabelecido contra o funcionalismo público, que além de exagerado é injusto.

    Em princípio, o servidor não é casta superior!
    E entendo como servidor público professores, QUE ESTÃO SEM REAJUSTE há sete anos, recebem atrasado e em parcelas, pelo menos no RS.
    Profissionais que ensinam nossos filhos, que ganham pouco, que trabalham durante os sete dias da semana e o ano inteiro.
    Quem disser que não é assim, trata-se daquele que desconhece as atividades de um mestre, e que não vale a pena eu mencionar o que significa dar aulas e fazer com que o aluno aprenda.

    Da mesma forma, policiais civis e militares, igualmente sem reajuste algum em sete anos, e que sem eles não haveria sociedade, ainda mais essa nossa, violenta e cruel.

    O que dizer de médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, atendentes, dos postos de saúde?
    Casta superior?
    Esse pessoal tá morrendo para ajudar quem se contamina com o vírus!?!?

    Casta superior, sim, concordo plenamente, podemos citar o parlamentar e o magistrado.
    Igualmente os assessores, ainda mais aqueles que constam nas listas e sequer aparecem nos gabinetes dos políticos, e ganham milhares de reais por mês!

    Há uma falha de quem generaliza, ainda mais em se tratando de uma categoria de trabalhadores que é fundamental no desenvolvimento de um país e do seu povo, o Magistério.
    Não acredito que haja outra nação neste mundo que desvalorize mais os professores que o Brasil!
    Um dos sintomas da nossa ignorância, os porquês de sermos um povo inculto e incauto, as razões pelas quais o analfabetismo absoluto e funcional nesta terra não diminui, pelo contrário.

    Quem entrevista qualquer pedestre ou transeunte verifica imediatamente o quanto o brasileiro é não só desinformado como uma pessoa que não sabe se comunicar, e desconhece a sua história.

    Ao mesmo tempo somos muito mal agradecidos.
    Ao longo desse tempo que escrevo na TI, li centenas de vezes que a classe médica é a “máfia branca”.
    E hoje?
    Continuaria sendo essa máfia, mesmo morrendo nos hospitais tentando salvar vidas e que não são de seus familiares, mas de estranhos?

    Se algum colega já esteve hospitalizado, incluindo UTI, como tem acontecido comigo ultimamente, constataria que as enfermeiras e técnicos em enfermagem são anjos aqui, na Terra!

    Vocês não sabem o que é um paciente que depende dessas pessoas e dos médicos para continuar vivo, mesmo ligado a aparelhos, não sabem!
    Não tem ideia do que é limpar o cara que se borra todo na cama;
    Que se alimenta com a enfermeira lhe dando comida na boca;
    Que lhe dão banho;
    Que limpam o paciente porque impedido, imobilizado no leito;
    Que lhe dão remédios dentro do horário sem qualquer atraso;
    Que lhe dão apoio moral, incentivo, ânimo para continuar vivendo!

    Por essas e outras que contesto o meu amigo Fallavena, que denomina o servidor de “casta superior”.
    Mas como?
    O cara nos serve, atende, ensina, protege, nos cuida, e é casta superior?
    E os parlamentares?
    Vagabundos, inúteis, ladrões, corruptos … não seriam esses uma de nossas castas superiores?
    E a turma dos tribunais superiores, onde até a comida é refinada, cara, sofisticada, e que nós “patrocinamos”!
    Não seria a segunda casta?!

    Alguém sequer mencionou cortar salários de políticos e de juízes?!

    Mas professores, policiais, saúde pública …. não só podem como devem??!!
    Discordo, Fallavena, completamente.

    E esqueceste mais categorias que poderíamos facilmente classificar como casta:
    Tribunais de Contas dos Estados e da União;
    Altos funcionários da Receita Federal;
    Altos funcionários do Banco Central;
    Altos funcionários da Caixa;
    Altos funcionários do Banco do Brasil;
    Chefes de Gabinete de parlamentar;
    Diretorias de Estatais;
    Os tais “conselhos” de Estatais, cabides de emprego ou prêmio de consolação para ex-políticos.

    Nenhuma menção aos príncipes do funcionalismo público de salários e cargas horárias menores.

    Agora:
    E o empresário sonegador?
    A empresa que superfatura os preços?
    A que recolhe os tributos e não paga o fisco?
    A que engana o trabalhador, e não lhe paga os direitos trabalhistas?
    Que obriga o pobre do funcionário buscar seus salários na Justiça?
    Que nos faz pagar mais caro pela comida?
    Que adultera o leite?
    Que vende mercadorias com prazos vencidos?
    Que não obedece a garantia que consta em lei dos produtos que vende?

    Não seriam um tipo de casta, porém de ladrões, usurpadores, de aproveitadores?

    E o Executivo Municipal, Estadual e Federal?
    Suas promessas não cumpridas?
    Incompetência?
    Malversação do dinheiro público?
    Licitações fraudulentas?
    Ex-Prefeitos, Ex-Governadores, Ex-Presidentes da República não formariam outra casta?
    Mesmo que fosse a dos mentirosos e enganadores?

    Certamente Fallavena vai me compreender.
    Assim como eu lhe pedi que escrevesse para a TI anos atrás, em face da sua capacidade, conhecimentos, cultura, discernimento, e que tanto tem contribuído para este blog ser denominado de incomparável, que me atrevi postar esse comentário.

    Aliás, quando as pessoas são mesmo muito amigas, tanto apoiam, incentivam, animam, como apontam pequenas falhas, exageros, ou uma que outra confusão.

    É o que faço nesse momento quanto ao servidor público citado por mim acima, que definitivamente não pode ser definido como casta superior!

    Um forte abraço, Fallavena.
    Saúde e paz.
    Te cuida, meu!

    • Amigo e conterrâneo Bendl
      Lamento ter sido ou parecer ser “reducionista” no que escrevi.
      Faz muito, adotei o hábito de defender profissões e não pessoas. A primeira é a essência e a segundas serão ou não, dependendo da qualidade e do que produzem para si e para os outros.. A maioria das profissões são necessárias e contribuem para nosso crescimento. Pessoas poderão ou não!
      Quando falo em “servidores/trabalhadores públicos, incluo os tres podres e os seus tres níveis!
      Portanto, não especifiquei parcelas ou setores.
      E mais. O termo “casta superiora” ficou, no caso, limitado as questões que os tornaram diferentes dos demais.
      Por fim, por tratar-se de tema muito abrangente e cujo debate escrito se torna quase impossível, diante da amplitude, basta ressaltar-se as profundas diferenças entre “trabalhadores das duas áreas, principalmente em relação aos benefícios.
      Espero ter clareado um pouquinho ao que me referi no comentário.
      Seria interessante, como comparativos, levantar-se números em outros países.
      Um forte abraço, Bendl
      Muita saúde e que Deus te proteja e aos teus. Te cuida, meu!

  6. Seja bem vindo de volta, Bendl, juro que hoje ia questionar a sua ausência nesses últimos dias, mas não foi possível em virtude de estar, inexplicavelmente, bloqueado pela administração do blog, não entendo porque, talvez por ter insistido na tese de que precisamos iniciar, de forma efetiva, um movimento em pró de reformas reais que solucionem essas injustas condições, que como sempre, tão esclarecedora e apaixonadamente expões.

  7. Vamos aos fatos, bernardo de melo franco, KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Depois do fiasco da rosca morta comandada por ele dizer oque, fala por si só, um imbecil ululante.

    • O excelente jornalista Bernardo Melo Franco, na sua coluna do Jornal O Globo do dia 25/06/20, nos lembrou do apelido Beato Salu, imputado na década de 80 ao ultraliberal Paulo Guedes, representante da Escola de Chicago: tudo para os ricos e quase nada para os pobres, tal e qual, nos tempos da escravidão.
      Beato Salu era um personagem criado pelo escritor Dias Gomes. Na novela Roque Santeiro, a triste figura, um emérito pessimista crônico, fazia previsões catastróficas, que nunca se confirmavam.
      Hoje, ministro, Guedes se transmudou para um otimista inveterado. Esse Posto Ipiranga, só fala na casa do trilhão:
      1)- “em 10 anos, vamos arrecadar 1 trilhão com a Reforma da Previdência”,
      2)- ” em 4 anos vamos arrecadar mais de 1 trilhão com a venda de imóveis da União”,
      3)-“em 5 anos vamos arrecadar 1 trilhão com a venda de todas as estatais, num processo fast track ( rapidinho e rasteiro, com o apoio do Congresso)”.
      Esperto toda vida, parou de falar no seu sonho de uma noite de verão: economizar 10 trilhões em cinco anos, se conseguir passar no Congresso, o tão danoso Sistema de Capitalização da Previdência Social para destruir de vez, a vida dos aposentados. Mas, as críticas da sociedade foram muito pesadas (tudo tem um limite), aí o presidente mandou ele calar a boca para estancar o estrago nas pesquisas eleitorais. Talvez, no segundo mandato, se ocorrer de fato, possam conseguir implantar esse monstrengo.
      Esse economista, ultraliberal, odeia pobres, funcionários públicos, empresas estatais e aposentados, pela campanha que faz pela extinção das categorias que prestam serviços públicos, pois no seu íntimo, acredita que o privado faz melhor e mais barato. Questão de opinião, somente.
      No tocante a laboriosa classe empresarial, seu discurso é de loas, afagos, e insistentemente atua para reduzir e até zerar os custos da Folha Salarial, repassando-os para os trabalhadores e para o Estado, na esperança otimista de explosão do crescimento do emprego. Guedes espera criar de agora até o final do segundo mandato presidencial, 20 milhões de empregos. Espero que a bola de cristal dele, não seja embaçada e que dê certo.
      Bem, de toda essa cantilena, se extrai, dos fatos narrados, que Guedes se assemelha ao personagem da obra clássica de Honoré de Balzac: “A Comédia Humana”. No capítulo intitulado, “As Ilusões Perdidas”, Balzac retrata Luciem de Rubempre, um poeta provinciano, ambicioso e sarcástico. Qualquer semelhança é mera coincidência.
      Duzentos anos depois de lançada a obra de Balzac, A Comédia Humana, parece tal atual nesses dias tristes e medievais, que estamos vivendo, aqui e em alhures.
      O que fazer?
      Só nos resta rezar e mais nada.

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