Beto Richa, ex-governador do Paraná, é preso em Curitiba pela Lava-Jato

Beto Richa é o Sérgio Cabral em versão paranaense

Deu em O Globo

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso nesta terça-feira, em Curitiba, em novas ações da Operação Lava-Jato e do Ministério Público do estado. A mulher do tucano, Fernanda Richa, e seu ex-chefe de gabinete no estado Deonilson Roldo, também foram detidos. A defesa de Beto Richa informou que ainda não teve acesso à investigação.

Candidato ao Senado pelo PSDB no Paraná, Richa foi alvo de duas operações nesta terça-feira. Ele foi detido por ordem da Justiça estadual, a pedido de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-PR, que apuram irregularidades em um programa de manutenção de estradas rurais no interior do estado.

PROPINAS EM OBRAS – Já a segunda operação contra ele é parte da 53ª fase da Lava-Jato, que investiga o suposto pagamento de propina da Odebrecht em obras viárias do Paraná. Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão no apartamento do ex-governador.

Na Lava-Jato, a PF cumpriu 36 ordens judiciais em Salvador (Bahia), São Paulo (SP), Lupianópolis (PR), Colombo (PR) e Curitiba (PR). A nova fase foi batizada de “Operação Piloto” – referência ao codinome de Richa na lista de propinas do Grupo Odebrecht. São três mandados de prisão e 33 de busca e apreensão, 28 só na capital paranaense.

O objetivo da investigação é apurar um suposto pagamento de R$ 3,5 milhões em propina, em 2014, ao empresário Jorge Theiodocio Atherino. O dinheiro teria saído do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. A contrapartida seria um possível direcionamento do processo de licitação para duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323.

DELAÇÃO PREMIADA – O ex-diretor do Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná, Nelson Leal Júnior, disse em delação premiada, que Jorge e Richa são próximos e teriam investimentos imobiliários em conjunto. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o esquema de corrupção foi combinado com Richa e com seu ex-chefe de gabinete, Deonilson.

Segundo a PF, as condutas investigadas podem configurar os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Em nota, os advogados de Beto Richa informaram que “até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais proferidas. A defesa do ainda não teve acesso à investigação.”

JUIZ MORO – Há cinco dias, o juiz Sergio Moro autorizou o Ministério Público Federal e a Polícia Federal a prosseguirem as investigações para identificar possíveis envolvidos em esquema de corrupção no governo do Paraná. A decisão foi tomada após o recebimento da denúncia contra o ex-chefe de gabinete do governo do estado.

Na denúncia, os procuradores acusam Deonilson, ex-chefe de gabinete de Richa, e o empresário Jorge de terem recebido R$ 3,5 milhões em propina na licitação para concessão e obras da rodovia PR 323, vencida pelo consórcio Consórico Rota das Fronteiras, liderado pela Odebrecht.

O esquema de corrupção foi descrito pelo delator Leal Júnio: “De um lado José Richa Filho (irmão de Beto Richa) queria favorecer o Grupo Bertin, enquanto Deonilson Roldo queria favorecer o Grupo Odebercht”, afirma Moro no despacho em que determinou a continuidade das investigações em novo inquérito, separado da denúncia já apresentada contra Roldo e Atherino.

SÓCIO OCULTO – Moro afirma que o delator aponta Beto Richa como sócio oculto de Atherino e sugere que arrecações ilícitas feitas durante a gestão de Richa teriam servido para investimentos em empreendimentos imobiliários.

Leal Júnior disse que, a pedido de Beto Richa, Deonilson teria inclusive conseguido a entrada no consórcio liderado pela Odebrecht das empresas Tucmann, Gel Engenharia e America. O filho do dono da America, segundo ele, era assessor de Richa. Em troca do favorecimento, essas empresas teriam se comprometido a destinar um percentual do faturamento ao longo de 30 anos para o grupo político.

Há cinco dias, a defesa do ex-governador Beto Richa informou em nota que as as alegações do Ministério Público Federal não apresentam qualquer sustentação e que não houve recursos públicos, federais ou estaduais, aportados na licitação. Disse ainda que Beto Richa ” sempre pautou suas ações baseado nos princípios legais”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Dá-lhe, juiz Moro. Mostra que essa gente bronzeada sabe o seu valor. Depois do casal Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, temos agora o Beto e Fernanda Richa através das grades. Parece que este país vai tomar juízo mais cedo do que se esperava. (C.N.)

30 thoughts on “Beto Richa, ex-governador do Paraná, é preso em Curitiba pela Lava-Jato

  1. Os doentes mentais com tumor esquerdóide já estão dizendo que o Richa foi preso para favorecer aliado da mulher do juiz Moro.
    Internação no antigo Juquery no interior de S.Paulo é o mínimo.

  2. “Parece que este país vai tomar juízo mais cedo do que se esperava. (C.N.)”
    Seria bom que isso ocorresse, mas vai depender muito de nossos representantes eleitos, que não tem nenhum interesse real nisso.

  3. ONU acusa Brasil de ‘má-fé’ e chama Lula de ‘vítima’

    Pela segunda vez o Comitê de Direitos Humanos da ONU exorta o Brasil a respeitar o Pacto Internacional Sobre Direitos Civis e Políticos e acusa o país de violar os direitos humanos de Lula, a quem chama de vítima, e de violar a Convenção de Viena sobre Tratados internacionais. A ONU reafirma, em nota, que o Brasil tem obrigação de cumprir o tratado que assinou.

    A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados (CVDT) foi adotada em 22 de maio de 1969 e codificou o direito internacional consuetudinário referente aos tratados ao codificar normas costumeiras aceitas e eficazes e buscar harmonizar os procedimentos de elaboração, ratificação, denúncia e extinção de tratados. A Convenção entrou em vigor em1980.

    O projeto de Convenção, preparado pela Comissão de Direito Internacional (CDI) das Nações Unidas, foi submetido pela Assembleia Geral da ONU à apreciação da Conferência de Viena sobre o Direito dos Tratados, que adotou a Convenção em 1969.

    Em sua carta dirigida à defesa de Lula, o CDH da ONU reafirma os termos da liminar anterior, sugere que o Brasil está agindo de má-fé ao não acatar a decisão de um colegiado internacional que, em tratado assinado com aquela organização, o país se obrigou a respeitar e, como se não bastasse, acusa o Brasil de violar o artigo 27 da Convenção de Viena.

    O artigo 27 do tratado sobre tratados formulado em 1969 reza que “A Convenção adota como princípios o livre consentimento, a boa-fé e a norma de direito internacional pacta sunt servanda” O tratado determina, ademais, que “um Estado não pode invocar sua lei interna para justificar o descumprimento de um tratado de que seja parte”.

    https://goo.gl/ajovzv

  4. Fernanda Vieira Richa possui uma fortuna pessoal gigantesca(herança). Ao invés de passear pelo mundo em hotéis 6 estrelas, resolveu arregaçar a manga e trabalhar em áreas sociais.

  5. Me lembrei de um paranaense que loteou uma praça pública. Nao sei se doou ou vendeu os lotes para apaniguados. Moisés Lupion marcou epoca. Hoje deve ser nome de rua, como acontece com todos os grandes patifes de nossa história. Acredito que com Lula, Sergio Cabral e Reto Bicha , será assim.

  6. Os paranaenses que conhecem a sua própria história não têm por que se espantar.

    Em 1971, o então governador nomeado Haroldo Leon Peres, da ARENA, partido que dava sustentação a ditadura, foi “convidado” pelos órgãos de inteligência do regime militar a se exonerar como condição para não ser cassado, depois de alguns meses no exercício do cargo.

    Ele foi gravado pelo empreiteiro Cecílio Rego Almeida, da C. E. Almeida, no calçadão de Copacabana, pedindo propina de um milhão de dólares para liberar verbas que a empreiteira reclamava na Justiça.

  7. O Moro mostrou ao Brasil e ao mundo que o problema do Brasil não era a LEGISLAÇÃO ultrapassada. O problema do Brasil é a MAGISTRATURA CORRUPTA.
    Afinal de contas, a Constituição e as leis ainda são as mesmas. Só mudou o magistrado para que bandido rico fosse preso.

  8. Quando chegarmos ao padrão japonês, em que um erro de assessor de ministro com gasto diário leva a queda do próprio ministro, então estaremos bem. Mas até lá, tem que mostrar que política não é carreira, muito menos pé de meia. Apenas é uma oportunidade de se mudar a administração pública para melhorar a vida da população.

  9. LIVRES DO BETO: Aliança firmada pelo PDT foi a melhor opção, após a desistência do ex-senador Osmar Dias em disputar o Governo do Estado. Estamos em palanque livre dessas implicações criminais que conduzem figurões à prisão, resistimos às ofertas conhecidas como “irrecusáveis” que nos ofereciam para o fechamento de outros tipos de composições eleitorais. É hora da afirmação política, cabeça erguida e chapa fechada evidenciando como somos capazes de nos levantar emergindo das urnas mais fortes do que entramos: Assis do Couto 1215 deputado federal, Nelson Luersen 12680 deputado estadual, Nelton Friedrich 123 e Roberto Requiao 151 senadores, João Arruda 15 governador do Paraná e Ciro Gomes 12 presidente da República. Esses vídeos viralizam nas redes sociais, após a prisão do ex-governador Beto Richa. https://youtu.be/9xaamhu-jgg

  10. Certamente o excelentíssimo Gilmar Mentes , já estuda alguma artimanha , baseada no sistema falcatruado de leis que o país possui e com certeza , em breve , seus cúmplices de partido , estarão livres, leves e soutos , usufruindo dos frutos do roubo .

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