Biden continua firme na liderança e tem mais audiência do que Trump na TV

Biden X Trump – quem são os candidatos preferidos de Rússia, China e Irã,  segundo serviço secreto – Jornal dos Sports USA

Pesquisa WSJ/NBC indica Biden 11 pontos à frente de Trump

Carlos Newton

Enquanto aqui na filial Brazil as notícias são desalentadoras e demonstram que o país se encontra numa fase de absurdo retrocesso em termos administrativos, jurídicos e legislativos, como única nação da ONU que proíbe prisão após segunda instância, a cobertura internacional está fervilhando com as informações da matriz USA sobre as mais importantes eleições do mundo.

Como os debates nas emissoras de TV foram suspensos depois que Trump anunciou ter anunciado que testou positivo para covid-19, os dois candidatos estão participando de eventos separados em emissoras diferentes, e o democrata Joe Biden continua mantendo boa vantagem sobre o republicano Donald Trump.

PESQUISA NIELSEN – Na quinta-feira (dia 15), em programa transmitido pela rede ABC, Biden conseguiu ter mais audiência do que Trump, que estava sendo entrevistado em programa exibido no mesmo horário na rede NBC.

Pesquisa divulgada pelo tradicional instituto Nielsen, que atua em mais de 100 países, registrou que o programa de Trump teve média de 13,1 milhões de telespectadores, enquanto Biden alcançava média de 13,9 milhões de espectadores.

O programa com o democrata foi transmitido da Filadélfia, e Biden fez graves críticas à atuação de Trump na pandemia. Além disso, voltou a destacar a importância da Amazônia para evitar o aquecimento global e as mudanças climáticas, um assunto cada vez mais popular na matriz.

TRUMP “MODERADO” – A entrevista de Trump teve transmitida direta de Miami. O presidente foi entrevistado pela apresentadora Savannah Guthrie e respondeu também a perguntas de eleitores.

Segundo o “The New York Times”, o candidato republicano manteve um tom mais moderado, porque sua estratégia é tentar conquistar os indecisos, para superar Biden na reta de chegada, conforme aconteceu na eleição passada, quando Trump teve menos 3 milhões de votos do que Hillary Clinton, mas acabou vencendo devido ao sistema de colégios eleitorais.

O levantamento do Instituto Nielsen sobre os dois programas simultâneos representa mais uma derrota para Trump, que continua atrás nas pesquisas de intenção de votos para a eleição de 3 de novembro.

JOGANDO A TOALHA – Outra notícia importante, divulgada aqui no Brasil pela Folha, revela que o renomado senador republicano Lindsey Graham, muito ligado a Trump, admitiu nesta quinta-feira (dia 15) que o democrata Joe Biden tem uma “boa chance” de ganhar a disputa pela Casa Branca nas eleições de 3 de novembro.

Relata a Folha que a declaração de Graham, presidente do Comitê Judiciário do Senado, foi dada aos colegas democratas na abertura do quarto dia de audiências de confirmação da indicada de Trump à Suprema Corte, Amy Coney Barrett.

“Obrigada por reconhecer isso”, respondeu a senadora democrata e ex-candidata à indicação do partido para disputar a Presidência Amy Klobuchar, ao que Graham acrescentou: “Sim, creio que seja verdade”.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – Para a sucursal Brazil, a torcida deve ser para a vitória de Biden. O motivo é evidente. Se Trump vencer, o presidente Bolsonaro e seus ministros continuarão nessa postura provinciana e subalterna, pois o governo de Washington só defende os interesses próprios, está pouco ligando para o Brazil, cuja produção agrícola é a maior rival dos ruralistas americanos, que são subsidiados pela matriz para enfrentar a sucursal, vejam como funciona o tal mercado que Paulo Guedes tanto idolatra.

Ninguém sabe o que se passa na cabeça do presidente Bolsonaro e de seus ministros, mas a vitória de Biden traz a possibilidade de o Brasil retomar sua histórica e bem-sucedida estratégia  independente e altiva, que teve no Barão do Rio Branco seu maior expoente, um ministro conhecido e respeitado no xadrez da política internacional. Mas quem se interessa?

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P.S.Já ia esquecendo.  Divulgada nesta quinta-feira, pesquisa WSJ/NBC aponta Biden com 11 pontos percentuais à frente de Donald Trump na disputa pela Presidência dos Estados Unidos. O democrata teria 53% das intenções de voto, contra 42% do republicano. (C.N.)

16 thoughts on “Biden continua firme na liderança e tem mais audiência do que Trump na TV

  1. Atualmente, lá na Matriz sem útero, a galera do contra vem explorando as cabeçadas do malparado filho de Biden, que fora dispensado da marinha, em razão de consumo de cocaína.
    É prudente não alimentar a expectativa de que Joe é um “santinho”; apenas nos adesivos, óbvio!
    O diabão que ordenou o lançamento das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki, não era republicano. Equivale a dizer: quando se trata de massacrar quem quer que seja, para a glória dos norte-americanos, etiqueta partidária não conta!

      • 1. Um filho de Biden foi dispensado da U.S. Navy Reserve por não passar num teste de droga. Seria justo inferir desse episódio que Joe Biden é um pecador por isso?
        2. Joe Biden perdeu a esposa e uma filha de 1 ano num acidente de carro em 1972. A esposa tinha 30 anos!
        Mesmo assim ele deu assistência aos 2 filhos daquele casamento (Beau e Hunter). Consta que viajava de trem de Washinton DC a Delaware após o trabalho todos os dias.
        3. Sejamos justos e menos ideólogos. Segundo o nosso Paulo III, ideologia pode nos tornar “burros de antolhos”.

  2. Realmente as Pesquisas indicam alguma vantagem razoável para o Sr. JOSEPH BIDEN (77) PD, mas devemos levar em conta os Estados SWING que ora são Republicanos, ora Democratas, especialmente no Rust Belt e na Florida, que decidem o Colégio Eleitoral , e ali as diferenças são mínimas.

    Sendo o Sr. DONALD TRUMP, (74) como Pessoa Física , muito antipático, arrogante e Politicamente Incorreto, mas como Presidente bom para a Economia Americana até a Pandemia Covid-19, e não desencadeou nenhuma Guerra, nem Recessão, tem ele grande quantidade de Eleitores “Envergonhados de reconhecer isto em Pesquisa Eleitoral”, mas que vão Votar nele. Pode fazer a diferença.

    Para Nós Brasileiros, embora não mude muito, era melhor que ganhasse o Sr. D. TRUMP PR, porque já temos uma certa Parceria.

    Acho que ainda não dá para ter certeza de quem ganha no Colégio Eleitoral os famosos 270 Votos dos Grandes-Eleitores.

    Aguardemos.

    • Boa Vista precisa de óculos? Não! O fato de, até há pouco tempo, a Capital ser a campeã, em número de evangélicos, isso pode ter influenciado esse patamar elevado, em prol de Bolsonaro.
      O paradoxo é que o Estado, Roraima, detém a segunda taxa de suicídios no Brasil. Em compensação, foi a Unidade da Federação que teve a glória de eleger o senador, Chico Rodrigues – o homem que teve a ideia magistral de converter o saco – em algo atrativo para os seus puxa-sacos, recheando de grana!

  3. Até parece que alguma coisa vai mudar para melhor depois da eleição presidencial americana, seja lá quem ganhe. Trata-se de uma não -escolha, onde a diferença é de imagem e não há diferença real de substância. Trata-se apenas de prosseguir a mesma política beligerante e hegemonista de sempre, no máximo trocando a grosseria de Trump pela liguagem edulcorada do liberalismo americano de Joe Biden e Kamala Harris.

    O fato dos ditos liberais americanos agora louvarem George W. Bush como modelo do “bom republicano”, do “conservador digno”, deveria alertar a todos do que o liberalismo estadunidense realmente é. O que valeu a suposta postura digna de Bush II para a povo do Iraque, ou para a própria população americana empobrecida pela sua política econômica deficitária irresponsável de aumentar gastos públicos para superalimentar o complexo industrial-militar e ao mesmo tempo reduzir impostos? E para quem insistir nesse ponto de defender Bush e outros republicanos “dignos” como Paul Krugman fez um tempo atrás, é bom lembrar que a dignidade política de George W. Bush era pura fachada, seu staff era mestre em usar expedientes sujos para difamar concorrentes, como quando, nas primárias do ano 2000, usou terceiros para espalhar panfletos racistas para acusar seu concorrente republicano John McCain – que talvez tivesse sido um presidente um pouquinho menos ruim, quem sabe – de ser pai ilegítimo de uma criança negra. Ou na eleição de 2004, quando usaram veteranos do Vietnã para fabricar uma campanha midiática para difamar o candidato democrata John Kerry, num caso tão notório que motivou o surgimento de uma nova palavra no vocabulário político para designar esse tipo de orquestração, “Swiftboating”, agora substituído pela expressão mais simples “fake news”, para designar o velho trabalho de mentir sobre adversários políticos. O erro de Trump foi não terceirizar a baixaria, ao contrário dos conservadores limpinhos padrão Bush e outros conservadores “dignos”, cujas virtudes só foram descobertas pelos liberais nestes tempos trumpistas, e serão esquecidas futuramente.

    Recomendo a leitura do livro “A Ilusão Americana” de Eduardo Prado, para quem alimenta fantasias sobre a benevolência estadunidense. Não é um livro d’agora, foi escrito em 1890, e seu autor não era nenhum esquerdista, mas sim conservador monarquista. Foi uma das primeiras obras censuradas pelo governo republicano brasileiro. Prado descreve muito bem a política cínica e egoísta dos norte-americanos em relação ao resto do continente americano.

    A idéia de que Biden seria amigável com uma política externa independente do Brasil ou de qualquer outro país é pra lá de fantasiosa. Desde o governo Bush II ficou claro que os americanos não toleram qualquer independência, nem mesmo regional. No máximo, os americanos usam políticas externas “independentes” de outros países, quando servem para fustigar seus inimigos, como quando apoiam as ações “independentes” da Turquia neo-otomana de Erdogan contra a Síria e a Rússia, ou da Índia de Narendra Modi contra a China. Os tempos do Barão do Rio Branco passaram, definitivamente.

    • E que fique bem claro, qualquer governo americano, seja chefiado por Trump, ou por Biden, Kamala Harris, Hillary Clinton, Mike Bloomberg, MIke Pompeo, Andrew Cuomo, ou por um Bush qualquer, perseguirá sempre os mesmos objetivos, de manter uma hegemonia global perpétua, e isolar e vilanizar qualquer possível concorrente, real ou imaginário. Qualquer governo instalado em Washington continuará a nova guerra fria contra a Rússia e a China, acusando-as de todos os males do mundo e de cometer vilanias que nunca são tratadas assim quando praticadas pelos aliados dos Estados Unidos. Se houver algum político americano que possa fazer algo diferente, é claro que ele nunca será presidente, não chegará nem mesmo a ser candidato. Será detonado mesmo quando pareça ter chance real de vencer, como ocorreu com Bernie Sanders – alguém se lembra dele? A grande imprensa americana cuidou de demoli-lo, assim como fez com Tulsi Gabbard e em eleições passadas com Ron Paul, ou quaisquer outros críticos da política de intervencionismo americano perpétuo.

  4. O demagogo midiático já não convence mais ninguém, agora quero ver a cara do boçal e do chanceler, apostavam tudo no demagogo e o cara já é pato manco. Dirá o quê o boçal ao velho senil?

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