Boletim de Urna que TSE alega exibir em cada Seção não serve para auditar a votação

Boletim de Urna com QR Code - Eleições 2016

Esta é a foto do Boletim de Urna, que o TSE exibe na Seção

Carlos Newton

Nesta quinta-feira, dia 16, o jurista Jorge Béja escreveu mais um importante artigo na Tribuna da Internet, desta vez sobre a falta de transparência no sistema de votação eletrônica adotado pelo Brasil, circunstância que motiva a gravíssima crise entre o presidente Jair Bolsonaro e os ministros do Tribunal Superior Eleitoral.

Esse inquietante embate institucional se arrasta desde o início do governo, quando Bolsonaro começou a denunciar que teria vencido a eleição de 2018 no primeiro turno. E certamente a crise se arrastará após a eleição deste ano, sem que se chegue a uma solução. E, afinal, o que falta para um entendimento?

GRANDE PERGUNTA – Bem, o que basicamente falta é informação transparente e detalhada, conforme o Dr. Béja afirmou em seu artigo.

Aqui na TI, ele questionou o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, por te declarado, repetidamente, que na eleição de 2 de outubro qualquer eleitor, logo após o término da votação, poderá comparecer à seção eleitoral e conferir o boletim da urna eletrônica, que estará apregoado na porta da Seção, com a totalização dos votos nela depositados.

“Entende-se, portanto, que o eleitor saberá quantos votos tiveram os candidatos na urna daquela Seção na qual foi fazer a verificação”, assinalou o Dr. Béja, dizendo que Fachin também apontou outra alternativa – a do eleitor acessar a página do TSE na internet e conferir o mesmo boletim que a sessão eleitoral afixou para dar-lhe publicidade. Tudo isso no mesmo dia, tão logo a votação termine e a urna seja lacrada.

TUDO RESOLVIDO? – O jurista carioca percebeu que a declaração de Fachin resolve tudo, desmonta completamente as suspeitas de Bolsonaro e de qualquer outro cidadão-contribuinte-eleitor, como dizia Helio Fernandes. E justamente por isso, desafiou Fachin a provar que esta explicação é de fato verdadeira.

Bem, até agora o ministro não se manifestou e certamente jamais responderá a esse repto do jurista, porque suas repetidas declarações como presidente do TSE não correspondem à verdade. Pelo contrário, são enganadoras e ardilosas.

Diz, oficialmente, o TSE que “o Boletim de Urna traz o total de votos por partido; total de votos por candidato; total de votos nominais; total de votos de legenda, quando for cargo proporcional; total de votos nulos e em branco; total de votos apurados”. Ou seja, tudo resolvido, todas as informações estão lá impressas e a eleição poderia ser auditada por qualquer um, assim que encerrada a votação.

APARÊNCIAS ENGANAM – Na realidade, porém, as coisas não funcionam bem assim. Esse sistema de auditagem somente é possível em eleições municipais e apenas nas cidades pequeninas, com poucas zonas eleitorais. Funciona também no segundo turno, quando há apenas dois candidatos.

Mas as eleições gerais são diferentes, têm milhares de candidatos e cada urna traz votos para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, além dos votos na legenda, em branco e nulo.

Assim, numa seção comum, com 200 eleitores, se o Boletim de Urna tiver todas as informações elencadas pelo TSE, voto a voto, sua lista impressa ficaria do tamanho de um rolo de papel higiênico, digamos assim, pendurado na porta da Seção Eleitoral, como um monumento à imundície política em que vivemos.

RACIOCÍNIO CARTESIANO – Esta é a realidade das eleições gerais, e o raciocínio do Dr. Jorge Béja é cartesiano e inquestionável. Portanto, o presidente do TSE deveria vir a público e responder ao questionamento, inclusive exibindo um exemplar da impressão do boletim de urna, que mostre a votação em cada candidato a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, além dos votos nos números dos partidos, os brancos e os nulos.

É claro que logo surgirão aqui na TI algum protestos veementes dos adoradores do ministro Fachin e de suas decisões nada democráticas e pouco republicanas, como o cancelamento das condenações de Lula da primeira à terceira instância, porque o ilustre ministro repentinamente chegou à conclusão de que os crimes poderiam ter sido julgados no endereço errado, embora no julgamento nem soubesse indicar qual seria o endereço certo…

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P.S. –
E vida que segue, diria nosso amigo João Saldanha, que faz muita falta ao país. (C.N.)

37 thoughts on “Boletim de Urna que TSE alega exibir em cada Seção não serve para auditar a votação

  1. Atestou a quem possa interessar que como presidente de mesa, sempre guardei um BU da seção que presido para fazer a devida conferência no site do TRE. Estas informações são disponibilizadas entre dois a três dias, após o pleito.
    Jamais no domingo.

  2. Não foi isso que o Bèja contestou. Segundo o texto, conforme ele mesmo admitiu, a inconformidade entre a fala do ministro e o art 230 era o prazo para verificar a votação. Isso foi resolvido com a nova redação do artigo em mar 2022 que clareou de vez a questão.

    Qualquer um pode chegar à sua seção e verificar a votação. Se a polêmica é para presidência da república, fica muito fácil a verificação, pois o número de candidatos é pequeno. Também ocorre o mesmo com a votação de senadores. A de deputados federais também não é muito grande.

    Parece que o pessoal que contesta está com muito má vontade contra o sistema (ou contra Fachin).
    Francamente.

  3. A extrema direta já sabe que perde nas urnas.
    Na falta de um juiz ladrão, atacam o voto popular e defenestram, vejam só que ironia, o ferrenho Lava Jatista Fachin.
    Não há companheirismo e gratidão entre essa gente

  4. Vocês nunca foram conferir e estão criticando…

    O boletim aparece nome de todos os candidatos, sim, inclusive dos que tem zero votos, bem como além do quantitativo de votos de cada um, também brancos e nulos.

    Aliás, antes do boletim de urna, antes do início das votações, é emitida a Zerézima mostrando que todos tem naquele momento zero votos e inclusive brancos e nulos.

  5. Fui presidente de seção por 16 anos… se soubesse que teríamos chegando onde estamos elegendo um golpista nazifascita verdadeiro anticristo apesar de insinuar cristão nunca teria dado meu tempo contribuindo com absolutamente Nada, preferia ter sido preso.

    Daqui a pouco vão pedir até que se registre indecisos…

    • Concordo com você Leão da Montanha. Eu também trabalhei como voluntário em varias eleições em primeiro e segundo turno., por conta disso, também posso testemunhar a lisura do processo eleitoral. As urnas eletrônicas são utilizadas no Brasil há 26 anos, ao insistir na condenação da utilização desse processo, o nosso despreparado “paraquedista” quer fazer valer a máxima do Ministro da Propaganda Nazista que dizia que a mentira contada muitas vezes transforma-se em verdade.

    • Realmente, o BU é impresso ao fim da votação; isto prova, que a declaração do TSE é mentirosa.
      Se imprime varias vias de BU, não seria difícil mudar (a urna), para imprimir o voto de cada eleitor (400 no máximo); e após o termino da eleição, sob a vigilância de câmeras, os mesários contariam os 400 votos em 10 minutos.

      PS: O seu testemunho comprova a falta de lisura do pleito.

      1 – Um programa instalado na urna, pode emitir uma zerezima até no final, quando a urna está carregada de votos.

      2 – pode-se também programar, para que á urna só altere votos de um candidato para outro, quando essa votação atingir um percentagem escolhida pelo técnico programador.

      3 – E o que pior; qualquer raker, criminoso, pode contaminar a urna, apenas ficando 2 minutos sozinho com ela.
      Então como alguém vai confiar, sabendo que o leao da montanha ficou 16 anos ao lado da urna.

      • Os dados ficam no disquete – e não na urna.
        A urna já vem com disquete.
        Certamente urna e disquete tem suas chaves/certificados de validação criptografados assim como no equipamento da zona eleitoral quando transmitidos.

      • Cada eleitor para ser habilitado para votação precisa ter seu nome constando no caderno com nomes de todos os eleitores e cadastro biométrico reconhecido nas seções com biometria.

        Basta confrontar os números de votantes com eleitores que compareceram.

  6. Como explicar que o resultado final do pleito é decorrente do constante de um Boletim fornecido pelo TSE? Uma coisa é uma coisa e outra coisa, certamente é outra coisa!
    O que tem que ser divulgado é o voto pessoal de cada eleitor(O RECIBO DO VOTO IMPRESSO), sem o ACOBERTADOR e traiçoeiro segredo!

  7. “Bem, até agora o ministro não se manifestou e certamente jamais responderá a esse repto do jurista, porque suas repetidas declarações como presidente do TSE não correspondem à verdade. Pelo contrário, são enganadoras e ardilosas.”

    Caro CN, parabéns pela matéria isenta. Estamos diante de um farsante (O Adv do MST, apoiador da Estocadora de Vento) que não pode provar o que diz e por isso tenta intimidar e aterrorizar a população. Mais uma vez podemos constatar que Bolsonaro tem razão. Não é sem motivo que estão com medo, apavorados, das manifestações de 7 de Setembro, que certamente será muito maior do as que ocorreram no ano passado.

  8. CN , agora que vc se transformou em um advogado dos que duvidam da segurança das urnas eletrônicas , me responda: o Aécio ganhou em 2014?O Bolsonaro ganhou no primeiro turno em 2018? As urnas eletrônicas foram confiáveis só até 2010? Devemos voltar ao voto impresso?

  9. Querem divulgar data e hora de cada voto, em cada candidato(??) É isso?

    Isso vai levar à vulnerabilidade do sigilo do voto do eleitor…

    Para depois pessoas a serviço de milícias e outras resolverem colocar no o modus operandi em ação, mandando olheiros acompanhar cada eleitor de sua região até a porta da seção e anotar para depois cobrá-lo se o boletim indicar que votou no outro candidato?

  10. http://tribunadainternet.com.br/fragilidade-da-urna-eletronica-e-citada-na-radio-vaticano/

    R�dio Vaticano

    S�o Paulo (RV) � Com o objetivo de levar transpar�ncia �s Elei��es deste ano, o �Voc� Fiscal� procura ajudar o brasileiro na fiscaliza��o do processo eleitoral � como j� aconteceu no primeiro turno. O projeto � de autoria do professor da Unicamp e pesquisador em seguran�a digital, Diego Aranha, e do empreendedor digital, Helder Ribeiro.

    Desenvolvido e financiado coletivamente pela sociedade civil, sem fins lucrativos e sem vincula��o a nenhum partido, grupo ou empresa, o projeto motiva os eleitores a se tornarem �fiscais cidad�os�, �adotando� uma zona na qual se comprometem a fiscalizar pelo menos um Boletim de Urna (B.U.) nela.

    Os idealizadores do projeto explicam que esse BU seria o saldo que toda urna imprime no final da vota��o, com o total de votos para cada candidato naquele espec�fico aparelho. Ao terminar a vota��o, os Boletins devem ser fixados em locais p�blicos (conforme determina o artigo 82 da resolu��o 23399 de 2013 do TSE), como, por exemplo, na porta da se��o eleitoral. O eleitor tira foto do BU e envia para a equipe do �Voc� Fiscal� atrav�s do email bu@vocefiscal.orgou mesmo pelo aplicativo do projeto que pode ser baixado pelo http://www.vocefiscal.org.

    Comparando os Boletins enviados pelos eleitores com os publicados oficialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral, � poss�vel detectar poss�veis erros na transmiss�o dos dados ou fraudes no trajeto da urna ap�s a vota��o. Em posse de v�rios Boletins, � poss�vel ainda estimar por amostragem um resultado independente e compar�-lo com o oficial do TSE.

    O objetivo � levar transpar�ncia eleitoral a todos os cantos do Brasil. N�o precisa nem mesmo ser a zona eleitoral que consta no pr�prio t�tulo de eleitor. Caso a pessoa esteja longe da sua cidade, nada impede que contribua com a transpar�ncia eleitoral fotografando BUs onde estiver.

    S� no primeiro turno, a equipe do �Voc� Fiscal� recebeu mais de 15 mil Boletins de Urna. As an�lises podem ser conferidas no site do projeto ou atrav�s da p�gina do Facebook. (AC/Zenit)�

    (texto enviado por Lion�o Ramos Ferreira)

        • Não tem como provar que as urnas são seguras.
          A reclamação é que não tem como comprovar que quando alguém vota no candidato “A”, o voto não vai para “B”.

          As urnas não precisam ser seguras.
          O que a lei exige, é que exista um meio de conferir o pleito.

          O voto é secreto. A lisura e a apuração não podem ser secretas.

          • Tá bom Mario, aquele que saiu do armário,
            só existe uma maneira de resolver isso. Que o voto do eleitor seja filmado publicamente. A eleição pode demorar uns dois anos e custar muito, mas aí não haverá nenhuma contestação. Claro, a compra de eleitores correrá solta, pois não haverá maios segredo.

    • https://www.youtube.com/watch?v=M3jMoh4zWjg

      Diego Aranha, professor defensor do voto impresso, rebate bolsonaristas sobre urnas
      55.332 visualizações 10 de ago. de 2021 Referência na defesa do voto impresso no Brasil, o professor Diego Aranha, que atualmente leciona na Universidade de Aarhus (Dinamarca), tem sido constantemente citado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para sustentar que a mudança é urgente e necessária para conter supostas fraudes nas eleições.

      Aranha, porém, não endossa os argumentos bolsonaristas e, inclusive, têm rebatido os apoiadores do presidente nas redes sociais.

      Em entrevista à repórter Mariana Schreiber, da BBC News Brasil, ele reforça que não há evidências de fraudes nas urnas eletrônicas e diz que sua defesa do voto impresso é para dar mais transparência ao sistema eleitoral.

      Confira no vídeo seus argumentos a favor de uma mudança gradual do sistema e as críticas que o professor faz também ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

      Leia também a versão em texto: https://www.bbc.com/portuguese/brasil

  11. Quando o voto era impresso ninguém levava o voto para casa.
    Além de outras modalidades, o risco da fraude consistia na troca dos impressos.

    Hoje fica tudo dentro da urna.
    Ah, mas deveria haver uma forma de impresso que ao computar o voto fosse imediatamente emitido e depositado numa urna auxiliar… ótimo, poderia. Mas uma mudança como esta no ano de eleição depois de décadas seguindo outro modelo é inoportuno e custoso.

    • “Além de outras modalidades, o risco da fraude consistia na troca dos impressos.”

      Então você está afirmando que na época das urnas (bolsas do voto em papel), você (ou outro malandro esquerdista) conseguia trocar mais de 5000 bolsas com 5 kg cada urna. E agora você não consegue ficar 2 minutos ao lado da urna (eletrônica) para adulterar o programa.

  12. Caro Carlos Newton!

    Ponderações sobre o voto eletrônico brasileiro:
    1) O software do sistema de votação não permite qualquer auditoria .
    2) Trata-se de um sistema tecnológico ultrapassado.
    3) Até o Paraguai modernizou o sistema de votação.

    PS-Você digita o número do candidato escolhido, confirma e imprime o voto e coloca na urna.
    Dois atos em um. O voto eletrônico e o comprovante que é depositado na urna (extensão do sistema de votação) devem, no final da apuração, ser totalmente iguais.

    4) A soltura de Lula ladrão da cadeia e a sua descondenação são o ponto principal do projeto criminoso e de lesa-pátria promovido pelos urubus do STF (Somos Todos Farsantes) e TSE (Todos Somos Esquerda) com destaque dos golpistas Fachin, Alexandre Imoral e Borroso.

    5) É evidente até para uma criança de 10 anos que o golpe para impedir a reeleição de Bolsonaro Zero Zero é a meta final.

    6) É oportuno lembrar o que o “jumento iletrado”, estafeta do psicopata José Dirceu, Dias Toffoli quando presidente do TSE em 2014, fez ao se trancar com mais 22 (que número) auxiliares em uma sala secreta do TSE, promoveu a fraude
    tirando a eleição do farsante Aécio Neves, na reta final da apuração.

    7) A própria nomeação desses esquerdistas nos (des)governos e projeto de poder e não projeto de nação do PT,a o STF, comprova inquestionavelmente o que praticam e pretendem para as eleições de 2022.

    (…) Finalizando: O STF/STE tem como meta principal impedir, pela FRAUDE, a reeleição de Bolsonaro Zero Zero.
    Simples assim.

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