Bolsonaristas elevam o tom contra Moro, sem pensar que podem precisar dos votos dele

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Charge do Ricardo Welbert (Arquivo Google)

Carlos Newton

Ainda longe da eleição, o radicalismo na campanha é cada vez maior. O candidato Ciro Gomes, por exemplo, passou a ofender Sérgio Moro, sem levar em conta que, se passar para o segundo turno, precisará desesperadamente do apoio e dos votos do ex-juiz para ter chances de vencer.

Da mesma forma, o jornalista e escritor Guilherme Fiúza, comentarista da rádio Jovem Pan e da Gazeta do Povo, um dos mais destacados defensores de Bolsonaro e militante contra a vacina desde o início da pandemia, também está elevando o tom de forma ofensiva, como mostra esse artigo enviado por Mário Assis Causanilhas.

Esse acirramento das campanhas é negativo, porque levará à eleição de Lula, que não merece a menor credibilidade, pois comandou o maior esquema de corrupção do mundo e até criou uma elevado cargo público para a amante, que viajou para o exterior 34 vezes como ele, na condição de segunda-dama oficial, embora passageira clandestina, sem que o nome constasse da lista de passageiros.

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O BONECO DO EX-JUIZ

Guilherme Fiuza
Gazeta do Povo

Sergio Moro foi vaiado num aeroporto na Paraíba. Ele disse que acha que eram pessoas pagas para vaiá-lo. Não é que Sergio Moro ache que não existam motivos para que ele seja vaiado. Sergio Moro não acha nada. Ele repete o que os seus (péssimos) marqueteiros mandam dizer. É um boneco.

E um boneco sem graça. Existem bonecos engraçadinhos. Esse aí foi feito de forma caprichada para não expressar nada. E olhem que isso é difícil para alguém que botou na cadeia o maior ladrão do país. Mas aí é que está: o boneco não está nem aí para o ladrão. Ele será seu concorrente na eleição, e não se ouve uma palavra firme do ex-juiz sobre o escândalo da reabilitação do seu principal réu – um corrupto condenado que está à solta porque tem os amigos certos.

CONTRA O GOVERNO – O boneco só repete gemidos contra o governo. Seus geniais marqueteiros devem ter-lhe dado a instrução matadora: se você quer ser presidente, tem que dinamitar o atual presidente. Esses estrategistas modernos sabem tudo. O problema é que para dinamitar é preciso dinamite. Não se tem notícia na história de alguém ou algo que tenha sido dinamitado com um peteleco. Ou com postagens descoladas no Twitter. Moro virou uma espécie de Haddad. A diferença básica é que Haddad é mais bonitinho.

Teoricamente, um boneco deveria ser mais expressivo que um poste. Mas a realidade gosta de zombar das teorias – e aí está a zombaria: um boneco todo vestidinho de terceira via consegue ser menos expressivo que um poste sem luz, construído por um criminoso dentro de uma cadeia.

Seria importante um bom candidato de oposição a Bolsonaro. Um que soubesse escolher ministro da Saúde, por exemplo. E que compreendesse o que há de positivo na agenda macroeconômica atual, para aprimorá-la. Esse ser infelizmente não deu as caras (ainda) no cenário político brasileiro.

EXEMPLO DE ZEMA – O que chega mais perto disso talvez seja o governador de Minas Gerais, menos pelo que faz do que pelo que não faz – sabotar de forma primária o governo federal 24 horas por dia, expediente central da maioria dos seus colegas.

De qualquer forma, Romeu Zema é um dos raros personagens dessa cena atual que merece observação. É novato e um pouco tacanho na postura, mas já mostrou certo pragmatismo administrativo e a mínima coragem para não ceder à vida fácil de se aninhar no colo da imprensa conspiradora.

Não é pouco (na seca atual). Fora isso, só mobília velha, mesmo aquelas que acabaram de sair da loja. Já vieram cheias de cupim. E Sergio Moro não dá nem para a saída.

MORO TRAIDOR – Parece que no aeroporto ele foi chamado de traidor. Aí mandaram o pobre ex-juiz, perdidinho da Silva na política, dizer que era claque de aluguel do Bolsonaro. Quanto mais Sergio Moro cascateia desse jeito pueril, mais será considerado traidor – e não necessariamente por bolsonaristas.

Quanto mais repete barbaridades que seus grilos falantes (e não pensantes) lhe sopram, tipo tentar culpar a equipe de Paulo Guedes pela inflação mundial da pandemia, mais Sergio Moro trai a si mesmo aos olhos dos que o consideravam um símbolo de justiça e retidão.

Símbolo de justiça e retidão não faz esse papelão. O candidato que está aí é o ex-Sergio Moro. E ao tentar culpar Bolsonaro pela reabilitação de Lula ele revela toda sua covardia diante do STF, o real agente da ressurreição política do ladrão, numa manobra de casuísmo que aquele juiz da Lava Jato entenderia muito bem. “O crime não compensa” não está entre as frases prontas que deram para o boneco matraquear.

6 thoughts on “Bolsonaristas elevam o tom contra Moro, sem pensar que podem precisar dos votos dele

  1. No dia D e na hora H, o ex, ex tb será ex candidato a presidente.
    Ele vai se apegar desesperadamente a um mandato qq que lhe dê imunidade parlamentar. Em 2023 vai precisar muito do foro altamente previlegiado.
    Vai chegar uma fatura de 580 dias de cadeia.

  2. Ora ora seu CN..

    Porque essa ojeriza contra CIRO GOMES.

    Ciro Gomes abriu as baterias contra Sérgio Moro,bem antes do intercept.

    Previu absolvição do Lula, pois, a construção do processo foi digamos atabalhoado.

    Está no Google, só pesquisar…

    Os votos do Moro, são todos Bolsanaristas arrependidos..

    Esses votos,Santos Cruz e Cia, não retornarão ao Bolsonaro, não irão para o Ciro,muito menos ao Lula.

    Talvez migram para Dória,ou vai engrossar os votos brancos e nulos.

    Por razões já consignados em post alhures.
    Moro, Bolsonaro,Lula,”podem”, eu disse PODEM,ficar fora do certame…

    Por baixo dos panos,ah uma ambientação, climatização harmonização direcionado ao Sr. Moro,digamos simpatia, inclusive com ” apoio ” de Articulistas cultos e com ampla bagagem no jornalismo..

    Tá na cara…

    PS: Talvez CIRO GOMES sabedor de muitas coisas que nós desconhecemos,ponha a boca no trambone.

    Ainda esses caras mal feitores,rotulam CIRO de pavio curto.
    Tá louco…

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