Bolsonaro ainda não percebeu que extremistas podem causar sua queda do governo

E viva a ação antifascista, Ditadura nunca mais! | A Tal MineiraPedro do Coutto

A síntese da questão está no título deste artigo, que assinala um paradoxo entre ação dos extremistas de direita contra o Congresso e o Supremo Tribunal e a flagrante intenção de ver o país retornar a ditadura com o fechamento tanto do Congresso quanto do STF. O repórter Aguirre Talento, O Globo de hoje, focaliza o radicalismo, inclusive ilustrado numa foto de uma faixa de recente manifestação em Brasília: “STF contra o Brasil”.

Portanto, que aliados são esses que levam Jair Bolsonaro ao isolamento e à contradição entre sua vitória nas urnas e seu comportamento à frente do governo.

DEMISSÃO DE WEINTRAUB – Na manhã de hoje, terça-feira, a GloboNews noticiou que o Palácio do Planalto vai retificar a data da demissão de Weintraub do cargo de ministro da Educação. Isso porque praticou-se uma fraude para assegurar o passaporte diplomático a esse homem-tempestade.

A falsificação relativa a data só pode ser revogada pelo Presidente da República, que é o único no país que pode assinar decretos. Portanto, o presidente Bolsonaro foi levado a erro e a responsabilidade recai inevitavelmente sobre o Chanceler Ernesto Araujo. Além do ministro das Relações Exteriores, na minha opinião, a responsabilidade cabe também ao esquema político que reside no Palácio do Planalto.

A retificação deixa muito mal tanto o governo quanto o próprio Weintraub, sem dúvida.

GUEDES BALANÇANDO – O caso Weintraub agrava também a situação de outro homem-tempestade, o Ministro Paulo Guedes. Matéria de Júlio Wiziack, Júlia Chaib e Renato Machado, Folha de São Paulo, manchete da página econômica, diz que, se houver resistência contra a indicação de Weintraub para o Banco Mundial, o governo deverá indicar outro nome. Portanto, ficou claro que Guedes está reagindo mal à indicação do ex-titular do MEC para a missão internacional extremamente importante.

Voltando ao equívoco que envolve e ameaça a própria estabilidade de Bolsonaro no Planalto, a contradição política se repete, agora de forma totalmente evidente. Os produtores e financiadores de fake news e de ataques a ministros do Supremo representam um desses equívocos, custa crer que deputados defendam o fechamento do próprio Congresso no  qual eles se encontram.

Lembrem de Goulart -A contradição tem como precedente o comportamento dos extremistas, no caso os da esquerda que levaram o presidente João Goulart ao desastre e chegou ao ponto de se deslocar para o fatal encontro com os sargentos do Exército. Goulart achava que os radicais assegurariam seu mandato.

Ilusão total. Não há nada pior em política e na própria vida do que os falsos amigos capazes sempre de criar situações extremamente críticas para aqueles aos quais os falsos amigos dizem ajudar.

Artigo de Merval Pereira, hoje em O Globo parte de um tema focalizado pelo governador Flávio Dino dizendo que fazer política é uma coisa, radicalizar é um desastre. No caso de Bolsonaro Merval Pereira destaca um ponto acentuadamente importante. O de que tal comportamento dos falsos amigos certamente poderá transformar as próximas eleições municipais num plebiscito a respeito do próprio governo Bolsonaro. Especialmente nas capitais de estados. Acrescento: principalmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. O problema do governo federal está se agravando a cada dia. A meu ver tal estado de ânimo está chegando a uma faixa de alto risco para a Democracia e para o próprio Palácio do Planalto.. Bolsonaro passou a colocar em risco seu próprio mandato. Estranho o silêncio do deputado Rodrigo maia.

7 thoughts on “Bolsonaro ainda não percebeu que extremistas podem causar sua queda do governo

  1. -A Democracia é a própria Ditadura com eufemismo!
    -Democracia e Natureza: quem mais usufrui delas; são os que mais degradam-nas!
    -A Democracia é o mais vulnerável de todos os regimes: pois permite brotar, dentro de suas entrenhas, monstros que amanhã poderão devorá-la.
    E tal processo de destruição prenunciado, parece inevitável: pois, quase sempre, para reagir contra os seus algozes, a democracia tem de recorrer a métodos antidemocráticos ou ditatoriais; levando-a à negação e inversão do seu sinequanon, a liberdade!
    Um recente exemplo foi o combate ao Estado Islâmico: todas as “democracias” que ousaram debelá-lo, por um período de tempo e pelos meios empregados, igualaram-se aos totalitarismos mais tiranos!
    “SER ou não SER, eis a questão!”
    Quanto ao Jair Bolsonaro, desde os primórdios do seu governo, já deixou manifesta a sua má intencão: por que essa obsessão por se acercar de militares? Militares são criaturas de cérebros catatônicos: sentido, direita, esquerda, volver, marcha ordinário!!!!!!

  2. JB é um coitado. Basta ver seu pobre curriculum. Por que não quis se enfrentar c Hadad? Seria completamente desmascarado. Tal como na eleição do Collor, o povo comprou gato por lebre.

    • Aí, não. Ele não quis enfrentar o Hadad porque o debate não iria beneficiá-lo em nada, isto é não conquistaria um só voto a mais.
      Qualquer outro candidato, nas condições do JB, faria a mesma coisa.

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