Bolsonaro anuncia que vai vetar fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso

Sem máscara, Bolsonaro conversa com jornalistas na saída do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde esteve internado para tratar uma obstrução intestinal. Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP

Mesmo se Bolsonaro vetar, o fundo ainda será de R$ 2 bilhões

Jussara Soares, Evandro Éboli e Bruno Góes
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que vai vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões. O valor três vezes maior que o destinado às eleições de 2018 foi aprovado na semana passada pelo Congresso na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A declaração foi dada em entrevista à TV Brasil, que vai ao ar hoje a partir das 22h30.

— É  uma cifra enorme, que no meu entender está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada. Posso adiantar para você que não será sancionada, que afinal de contas eu tenho que conviver em harmonia com o Legislativo. E nem tudo que eu apresento ao Legislativo é aprovado. E nem tudo que o Legislativo aprova, vindo deles, eu tenho que sancionar do lado de cá. Mas a tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito ao trabalhador, ao contribuinte brasileiro. A ideia nossa é vetar isso daí — disse Bolsonaro.

SUPREMO ANULAR – Apesar de Bolsonaro indicar o veto, no Palácio do Planalto a avaliação é que o melhor desfecho para o fundo eleitoral é o Supremo Tribunal Federal anular as votações da LDO. Na segunda-feira, parlamentares ingressaram com uma ação na Corte com esse objetivo.

Técnicos do governo avaliam que o simples veto resultaria na manutenção do mesmo valor destinado ao fundo em 2018, de R$ 2 bilhões. Isso porque o montante foi estabelecido, no último pleito, após alteração feita na Lei das Eleições.

O presidente também falou sobre a obstrução intestinal que o levou ao hospital na semana passada.

DISSE BOLSONARO – “Estou bem, 100%. Tive uma obstrução intestinal que foi agravada por uma crise de soluço. Só quem teve uma crise de soluço por vários dias consecutivos sabe o que é isso. E fui para São Paulo para ser submetido a uma cirurgia. Graças a Deus o quadro evoluiu ainda durante o próprio voo e no dia seguinte evoluiu para não fazer essa cirurgia. Agora, isso tudo em função daquela facada que recebi em 2018, por um filiado do PSOL. O elemento está preso, mas até hoje protegido por parte da Justiça brasileira, em especial seu sigilo telefônico, e as investigações não avançam. Mas graças a Deus estou bem e vou cumprir essa missão até o último dia” —  disse.

6 thoughts on “Bolsonaro anuncia que vai vetar fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso

  1. Me compadeço que ele tenha tido uma crise de soluço e tenha “sofrido” tanto. Imagino quanto sofrimento devem ter tido aqueles que perderam amigos ou parentes para a covid que poderia ser muito amenizada se ele, o Coiso, fosse mais humano e responsável. Minhas congratulações aos soluços!

  2. Sou igual São Thomé: “Só acredito vendo”.

    Outra possibilidade, com a finalidade de não prejudicar ele na eleição de 2022, é que esteja tudo combinado para depois do Mito vetar o Legislativo fazer nova votação e anular o mesmo.

    Reeleger é reerrar!

  3. Bom dia , leitores (as):

    D
    Senhores Jorge Béja , Marcelo Copelli e Carlos Newton , de nada vai adiantar essa ” FARSA DO VETO DO PRESIDENTE ” , se na calada da noite e por debaixo dos panos o Presidente Jair Bolsonaro , já liberou mais de 20 bilhões de reais á fundo perdido , para os ” CONGRESSISTAS – PARLAMENTARES ” sem que tenham que dar satisfações e prestar contas á quem quer que seja , sob as mais diferentes rubricas .

  4. Tem mais jeito não, de duas uma: reinventar ou reinventar, a política e o estado brasileiro. ASSALTO AO ERÁRIO, COM A LEI NA MÃO, EM NOME DO POVO, É TRAIÇÃO GRAVE AO MANDATO, é crime imperdoável contra a nação e, sobretudo, contra a boa-fé da população, que, enquanto patroa e soberana, tem que ser chamada a decidir, sobre a continuidade ou não do sistema indireto de representação (democracia indireta, via intermediário$, ao custo de bilhões de reais), ou se deve ou não ser trocado pelo sistema direto de representação (Democracia Direta, com Meritocracia, a custo zero para o conjunto da população). NO CASO, o povo tem que ser chamado a decidir: piruá, ou pipoca ? VERDADE SEJA DITA, JUSTIÇA SEJA FEITA, com mais essa canalhice contra a credulidade e a boa-fé da população, o congresso partidário AUMENTOU EM 99,99% O RISCO DE RUPTURA. O financiamento privado, como comprovado pela Lava Jato, já era uma farsa, uma fachada para a roubalheira do dinheiro público que, no frigir dos ovos, tb saia do erário via repasse em escala estratosférica, bilionária, para empresários mafiosos que em tese bancavam as campanhas. AGORA a chupeta partidária, na cara dura, está ligada diretamente ao erário, e, pasmem, a comilança indireta tb continua correndo solta. Vale dizer, as emendas pioraram os sonetos, tornaram pior o que em si já era muito ruim, muito nefasto, a exemplo da reeleição inventada pelo FHC. E de nada adianta os partido$, seus tentáculo$ e dependente$ desconversarem, mudarem de assunto, despistarem, porque o assunto não vai sair da pauta, a exemplo das Jornadas de Junho de 2013, até que haja uma intervenção social justa e necessária para decidir o que deve ser feito, doravante, para corrigir a avalanche de erros e distorções do sistema partidário apodrecido que desta feita pegou pesado demais. O FATO é que as ditaduras partidária, militar, midiática e econômica foram longe demais, esticaram demais a corda da comilança, e elevaram o risco de ruptura a 99,99%, ao que parece. https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2021/07/17/fundo-eleitoral-testa-resistencia-do-saco-nacional.htm?fbclid=IwAR2CrliqTghnle-DKEB0pSp2jKZlFghfkYbzMMEIKxF6m_ksAgDV4R5KWYg

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