Bolsonaro demonstra não ter condições emocionais e políticas para governar o Brasil

Revolta da Vacina

Charge do Duke (dukechargista com.br)

Pedro do Coutto

Como se sabe, o presidente Bolsonaro afirmou na quinta-feira que houve fraude nas urnas americanas e por isso ocorreu a manifestação violenta que marcou o ataque ao Capitólio. Bolsonaro afirmou levianamente que na verdade associava-se à posição inteiramente absurda do presidente Donald Trump.

Jair Bolsonaro, penso, não tem condições emocionais e políticas de governar o Brasil. Suas declarações foram contestadas pelo presidente do TSE, ministro Barroso, pelo ministro Edson Fachin e pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e muitos outros mais.

PREVISÃO SINISTRA – Nos meios políticos de Brasília o presidente Bolsonaro usou o episódio para acentuar que uma revolta do mesmo tipo poderá ocorrer em 2022, o que causou perplexidade, porque, concorrendo a essas eleições, Bolsonaro deixa no ar uma ameaça pouco velada.

Tanto assim que causou inquietação nos partidos políticos que estão formando um bloco de oposição que parte para o enfrentamento da ameaça, através da candidatura de Baleia Rossi para presidir essa casa do Congresso.

Bolsonaro acrescentou que o Brasil terá problema pior do que aquele que se desenrolou na tarde de quarta-feira. Bolsonaro não parou por aí. Voltou a defender a implantação dos votos no papel, deixando para trás as urnas eletrônicas. Seria um retrocesso.

NÃO HÁ MOTIVOS – Não sei por que ele insiste no tema, uma vez que foi eleito com 57% dos votos apurados pelo sistema que ele agora deseja substituir. Como se constata, o presidente não diz coisa com coisa, dando a impressão que está na órbita da fantasia. Fantasia perigosa, por sinal.

Agora, ele terá pela frente a eleição da Câmara Federal. Com a matéria publicada nesta sexta-feira pela Folha de São Paulo, Arthur Lira perde espaço, tal o número de procedimentos criminais.

O jornal reproduziu as ações que na Justiça correm contra ele, a começar pelas acusações de sua ex-mulher, que sustenta ter sido vítima de agressão por parte dele.

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CRESCIMENTO ESPANTOSO DOS DEPÓSITOS NA POUPANÇA

Reportagem de Larissa Garcia na edição da Folha de São Paulo de sexta-feira sustenta que a captação das cadernetas de poupança em 2020 receberam depósitos de 3,1 trilhões de reais, superando os saques que atingiram 2,9 trilhões de reais. Tais dados são simplesmente fantásticos. Basta dizer que o orçamento federal de 2020 foi de 3,6 trilhões de reais.

Creio que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deve transmitir a Larissa Garcia as informações verídicas, pois a escala de trilhões choca-se com a realidade. As cadernetas de poupança fecharam o exercício com um saldo de 820 bilhões de reais. A matéria necessita esclarecimento.

Já o economista Marcelo Nery, da FGV, acha que com o fim do auxílio emergencial o nível de pobreza vai aumentar em 2021 o nível de pobreza. Ou seja, cresce a poupança e aumenta a pobreza.

8 thoughts on “Bolsonaro demonstra não ter condições emocionais e políticas para governar o Brasil

  1. Gostaria que algum “çábio” explicasse este aumento exponencial nos depósitos em caderneta de poupança, como em meio a retração tão grande da economia os depósitos aumentaram tanto? E se é verdade isto a pobreza não vai aumentar com o fim do Auxílio Emergencial, e só ir ao banco ou a uma casa lotérica e retirar o quanto precisa da caderneta.

  2. Tens razão Gregório; votei no “tosco” sabendo que ele tinha desrespeitado o RDE e quase expulso do mesmo, mas mesmo assim o outro representava a obscuridade total e ou votávamos em branco, anulávamos nosso voto.

  3. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO critica o pronunciamento do Presid. BOLSONARO quando este diz que: sem o Voto Impresso para conferir dúvidas, poderemos ter problemas tipo o que está acontecendo nos EUA.
    A nosso juízo tudo vai depender da Força Política com que o Presid. BOLSONARO chegar em 2022, se chegar.

    Em 2015 o Congresso aprovou a Lei 13.165/2015 que instituía o Voto Impresso. A Presidenta DILMA ROUSSEFF vetou baseada na opinião do TSE de que os Custos eram bem maiores que os Benefícios como ficou provado na Eleição de 2002, quando 6,8% do Eleitorado votou com Voto Impresso para experiência, e além da grande demora no Voto, houve muitas Impressoras falhando o que causou grandes transtornos. Mas o Congresso por grande margem derrubou o Veto da Presidenta DILMA ROUSSEFF e a Lei 13.165/2015 ficou valendo já para a Eleição de 2018.

    Então o Supremo Tribunal Federal foi acionado e decretou que a Lei 13.165/2015 continha muito mais Custos que Benefícios, que era Inconstitucional baseado principalmente em argumento de que Terceiros poderiam saber o Voto do Eleitor, e ficou anulada.

    A nosso ver o Presid. BOLSONARO tem muitas imperfeições, mas com relação ao Voto Impresso, não.

    Quanto a informação do BC sobre o saldo em 31 Dez 2020 das Cadernetas de Poupança, houve erro de digitação no artigo da Folha de SP citado, sendo s dados certos os que constam no terceiro Artigo do TI abaixo, G1 de LAIS LIS.
    Em 2020 as Cadernetas de Poupança atingiram o nível de +- R$ 1.050 Bi, com saldo positivo de +- R$ 167 Bi, explicados neste ano de Recessão ( -4,5 % do PIB) por Depósitos de Auxílios Emergenciais, de FGTS, etc, em Contas de Poupanças, principalmente na CEF, e das Agências Fechadas no atendimento Pessoal o que levou muita Gente a não movimentá-las.

    O maior erro do Presid. BOLSONARO foi tentar enfrentar a grande Crise de Saúde COVID-19 de forma anti-Científica, e não PRIORIZAR de forma absoluta a VACINAÇÃO.

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