Bolsonaro desmonta a farsa das estatísticas de desemprego feitas pelo IBGE

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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Numa entrevista à Rede Bandeirantes na segunda-feira, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que ao assumir o governo vai estabelecer novo sistema de medição para o desemprego do país. A matéria repercutiu e deu margem à excelente reportagem de Marcelo Correa, Daiene Costa e Renan Setti, edição de ontem de O Globo. Para Bolsonaro, a forma com que o IBGE pesquisa o desemprego está errada. Anunciou que vai rever a metodologia adotada tão logo assuma o Palácio do Planalto. A questão do desemprego é fundamental, inclusive influi diretamente no consumo, na receita do INSS, na arrecadação do FGTS.

Para o IBGE a taxa é de 11,9%, o que significa 12,4 milhões de homens e mulheres em busca de se reintegrar no mercado de trabalho e portanto na mão de obra ativa do Brasil. O presidente eleito afirmou:” Vou querer que a metodologia para dar o número de desempregados seja alterado, porque – acrescentou – o que está aí é uma farsa”.

BOLSA FAMÍLIA – Bolsonaro acentuou que aqueles que recebem o Bolsa Família são dados como empregados pelo IBGE. Isto de um lado. De outro os que desistiram de procurar emprego há mais de um ano deixam de ser considerados desempregados. Portanto, a farsa de estende também aos que são afastados da estatística do IBGE, que baseou suas informações na Pesquisa Nacional de Domicílios concluída no dia 30 de setembro.

Os números dessa forma se referem aos primeiros nove meses de 2018. Técnicos e economistas reagiram as acusações de Bolsonaro. O presidente eleito, entretanto, rebateu as restrições e atacou Fernando Henrique Cardoso, acentuando que em seus oito anos de governo botou a Taxa Selic na altura de até 60%. Nós nos endividamos monstruosamente. Para se ter uma ideia do reflexo basta dizer que Lula quando assumiu a presidência, em 2003, uma dívida interna de 600 bilhões de reais. Essa dívida, no entanto atingiu a casa de 3,7 trilhões de reais. Vai exigir um esforço enorme para que seja resgatada parceladamente.

SEM A CPMF – Na mesma entrevista Bolsonaro criticou fortemente o economista Marcos Cintra que anunciou a recriação da CPMF. Se Cintra quiser ir para a oposição, nesse caso saia fora da equipe do governo.

A questão do desemprego, digo eu, é extremamente grave. Porque a estatística oficial focaliza os que perderam emprego. E não considera os jovens que atingem a idade de trabalhar e não conseguem um lugar ao sol no mercado de trabalho.

9 thoughts on “Bolsonaro desmonta a farsa das estatísticas de desemprego feitas pelo IBGE

  1. Seria interessante o próximo governo trazer a tona a realidade em todos aspectos. Um Brasil sem maquiagem de marqueteiro, e assim o povo saber a verdade que liberta através de remédios amargos.

  2. A primeira coisa a fazer em janeiro é cortar as imorais verbas-mamatas das universidades públicas do país. Locais-sede de doutrinação esquerdista onde não se aprende nada mas a cumpanheirada “mama” muito. Muitos livrecos de “autorezinhos intelectuais” de pesquisa acadêmica vão deixar de ser produzidos e publicados, economizado horrores de dinheiro público. Vergonha nacional.

    • E para provar que não quer dados maquiados deveria já em 1º de janeiro de 2019 começar auditoria nas contas da previdência e na dívida pública.

  3. E liberar as informações dos cartões de crédito, o que vai inclusive mostrar que o ladrão mau-caráter bandido G-E-N-O-C-I-D-A nove dedos, além de tudo isso era adúltero. Ah, e TODOS os dados do BNDES.
    Bolsonaro vai ser chamado de fascista pela petralhada, but who cares?

    • Concordo também com a liberação das informações do cartão corporativo (de todos, sem exceção)

      Com uma auditoria no BNDES, mas desde os anos 1990, aqueles anos em que as privatizações foram financiadas com o nosso dinheiro através do BNDES, e com as futuras privatizações que também poderão ser usados recursos do BNDES.

      Não podemos livrar ninguém.

  4. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO, neste artigo elogia o Presidente BOLSONARO (63) PSL porque vai mudar os métodos do IBGE de calcular o Desemprego, que a seu ver distorce para muito menos o Desemprego.

    O IBGE, segue Normas Internacionais e reflete mais a variação para mais ou para menos, do que os verdadeiros Números absolutos.

    Mas todo mundo sabe que os Números reais do Desemprego Brasileiro, arredondados são:

    População Economicamente Ativa …………….106 Milhões,
    População c Carteira do Trabalho Assinada ………….. . 40 Milhões.
    Empresários, Profissionais Liberais Autônomos, Funcionários Públicos, etc…………30 Milhões.

    Logo, Desempregados, sub-Empregados Nem-Nem, etc, ,..,…………………………………….36 Milhoes.

    O importante é destravar a Economia e reduzir esse enorme DESEMPREGO.

  5. O que o IBGE precisa fazer, junto com o TSE, o dono do circo, é oficializar como única fonte as pesquisas eleitorais a partir de 2020!

  6. Estranho que alguém que passou a campanha inteira apregoando “não entender de economia” para escapar das embaraçosas perguntas que lhe eram feitas – justamente sobre economia – meta-se agora a querer rever indicadores sobre desemprego calculados pelo órgão estatístico oficial do país… Isso demonstra que ou ele é muito burro (mais ainda do que imaginávamos, mesmo para pessoas como eu, que votei nele), ou ele está sendo muito mal assessorado. Ou, ainda, que nenhum dos seus assessores têm coragem para lhe dizer o óbvio: “Presidente, o tempo das bravatas de campanha acabou! Então, cale-se, pare de falar m**** e comece a se portar verdadeiramente como um presidente, não como uma biruta de aeroporto”.

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