Bolsonaro diz não poder renovar Auxílio Emergencial: “Contas no limite do limite”

Auxílio emergencial: Bolsonaro diz que manterá se pandemia continuar

Bolsonaro relatou as dificuldades ao dar uma entrevista

Israel Medeiros
Correio Braziliense

As últimas parcelas do auxílio emergencial estão previstas para este mês e o governo ainda não tem como bancar o Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família. Apesar do apelo de vários aliados no Congresso, Bolsonaro disse, nesta segunda-feira (25/10), que não pode renovar o benefício concedido durante a pandemia porque as contas estão “no limite”.

“Alguns falam: o presidente não tem coração. Nós concedemos, a título de auxílio emergencial, o equivalente a 13 anos de Bolsa Família. O auxílio emergencial acaba agora, este mês, não tem como continuar. Muita gente quer que continue, continue até quando? A nossa capacidade de endividamento já está ultrapassando o limite. Estamos no limite do limite”, afirmou, em entrevista a uma rádio de Mato Grosso do Sul.

AGRADAR AS BASES – O Auxílio Emergencial tinha sido finalizado no ano passado, mas retornou para uma segunda rodada este ano. Em julho foi prorrogado por mais três meses, e havia políticos ligados ao governo que defendiam uma prorrogação ao menos até o fim do ano, para agradar suas bases eleitorais.

Porém, a ordem, agora, é colocar o Auxílio Brasil — substituto do Bolsa Família — para funcionar a qualquer custo, mesmo que isso signifique um furo no teto de gastos.

“Vamos atender, sim, o pessoal do Bolsa Família, que agora chama-se Auxílio Brasil, mudou de nome, com R$ 400, e ponto final. É onde podemos chegar. A média do Bolsa Família é R$ 192, estamos dobrando esse valor. Estamos fazendo o possível”, disse o presidente.

GUEDES EM CRISE – Na semana passada, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que deixaria a defesa da integridade do teto de lado para agradar o governo, seu cargo ficou por um fio e houve uma debandada de secretários na pasta.

Apegado à cadeira, Guedes, agora, está disposto a ir com Bolsonaro rumo à reeleição em 2022. O problema é que as fontes de custeio do programa (o projeto da reforma do Imposto de Renda e a PEC dos precatórios) ainda não estão garantidas, e o furo no teto é, segundo o ministro, a única opção que restou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É preciso falar claro, furar o teto é sinônimo de pedalar, que significa crime de responsabilidade, passível de provocar impeachment. Apenas isso. (C.N.)

4 thoughts on “Bolsonaro diz não poder renovar Auxílio Emergencial: “Contas no limite do limite”

  1. “Jamais esqueçam que não existe dinheiro público. Todo dinheiro arrecadado pelo governo é tirado do orçamento doméstico, da mesa das famílias”
    Margaret Thatcher 1925 – 2013, Primeira Ministra do Reino Unido, 1979 – 1990

    Ainda bem que o senhor mercado reclamou!

  2. Sempre que o dinheiro vai para o povo brasileiro,aqueles que com seus impostos sustentam essa farra, há essa grita.
    Quando a grana vai para os bancos….. silêncio sepulcral.

  3. Se der fura o teto e a mídia vem com borduna e tacape. Se brecar e não der nada vira genocida na hora, além de matar com a pandemia vai matar os sobreviventes de fome.
    Bolsonaro vai criar o seu Holodomor, vai matar mais gente de fome que Stalin lá na Ucrânia.
    Da forma que acontecer o Globo, Folha, Estadão e JB vai denunciá-lo como mais miserável dos assassinos.
    A Escolha de Sofia pela mídia macunaímica.

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