Bolsonaro diz que “Guedes é o patrão”, mas não poderá criar novo imposto

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Planalto convocou entrevista sábado para limpar a barra…

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Um dia depois de ofender repórteres em uma entrevista coletiva, o presidente Jair Bolsonaro convidou jornalistas para uma visita ao Palácio da Alvorada. Entre outros temas, o presidente falou, neste sábado (21/12), sobre o Ministro da Economia Paulo Guedes, a quem chamou de “patrão”, e política econômica.

Questionado sobre questões econômicas e criação de novos tributos, Bolsonaro disse que Paulo Guedes, “é o patrão”, mas que a determinação é não ter novos impostos, apenas substituir os que já existem. O presidente sinalizou que deseja estender faixa de isenção de imposto de renda para R$ 3 mil reais.

NA MÃO DO GUEDES – O presidente também falou sobre a proposta de Reforma Tributária Bolsonaro disse que prefere deixar “na mão do Paulo Guedes” a discussão de alternativas para desonerar a folha de pagamentos. “Não quero falar algo que possa constranger o Paulo Guedes amanhã por desconhecimento da minha parte. Eu que tenho que me alinhar a ele, não ele a mim. Pelo contrário. Ele que é meu patrão nessa questão, não eu patrão dele”, afirmou.

Segundo Bolsonaro, o governo vai apresentar emendas às duas propostas de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional. Na quarta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo não vai mais enviar uma proposta de emenda constitucional (PEC), mas ainda enviará propostas próprias – o que poderia ser feito, por exemplo, por projeto de lei.

“As duas propostas de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional estão bastante avançadas e vão na linha do Posto Ipiranga (ministro da Economia, Paulo Guedes). Ele falou que vai apresentar sugestões, em forma de emendas”, disse.

NOVO IMPOSTO? – O presidente chegou a dizer que assistiria a uma entrevista do ministro Paulo Guedes para “saber realmente a linha dele”, mas afirmou que não haverá aumento de carga tributária. “Criar imposto não existe. Pode até inventar um novo nome para acabar com outros, uma substituição”, afirmou.

Bolsonaro acrescentou que a reforma tributária, assim como a da Previdência, é “interesse da sociedade” e diz não ver tanta dificuldade para a aprovação. “O que tenho falado com Paulo Guedes é usar mais a palavra simplificação e ver o que pode ser aprovado. Todas as outras tentativas que não deram certo, se tivesse simplificado um pouquinho, hoje talvez não precisasse de uma reforma tributária. Vamos dar um passo”, afirmou.

GORDOFÓBICO – Sobre o protagonismo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na aprovação da reforma da Previdência, Bolsonaro disse que não faz questão de ser o pai da criança. “Toda honra e glória para o Rodrigo Maia. Um beijo pro Rodrigo Maia e para o Davi Alcolumbre. Tá vendo que eu não sou gordofóbico?”, disse.

O presidente disse também que o governo mantém a proposta de transferir a Embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, mas não indicou quando a mudança deve se concretizar. Ainda sobre esse assunto, Bolsonaro disse que o nome de Paulo Jorge de Nápolis, ex-adido militar em Israel, inicialmente cotado para ocupar a embaixada, “saiu do radar”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG Depois da mancada de sexta-feira, com as ofensas a jornalistas, o Planalto convocou uma minicoletiva no sábado, para limpar a barra do presidente, que reclamou que a investigação de Flávio Bolsonaro está correndo em segredo de Justiça, o que não corresponde à verdade. O inquérito é criminal e público. Sobre a questão tributária, Bolsonaro se contradisse – afirmou que quem manda é Paulo Guedes, mas o ministro não pode criar nenhum novo imposto. Ou seja, a gente entende, mas não compreende. (C.N.)

6 thoughts on “Bolsonaro diz que “Guedes é o patrão”, mas não poderá criar novo imposto

  1. Guedes só não fala em criar impostos sobre o seu protegido sistema financeiro. No Brasil bancos e empresas de crédito sempre estão em céu de brigadeiro e mar de almirante, seja lá o governo que for… E a conta para sustentar o paquidérmico estado brasileiro é sempre jogado sobre o lombo da mula de carga, que é o povo brasileiro. Simples assim!

  2. Enquanto a impren$a não respeitar o PRESIDENTE, eleito democraticamente por vontade popular, não terá moral alguma para exigir tratamento respeitoso por parte do mesmo.

    • Caro Eliel,
      O que a imprensa está fazendo de errado agora. Os fatos são públicos e notórios.
      Ou a culpa é da imprensa dos descalabros desta família?
      Menos, por favor.
      Todos têm que pagar pelos erros cometidos. Principalmente a família que hoje é vidraça.
      Simples assim.
      Atenciosamente.

      • Caro Espectro,

        Respeito a sua opinião, mas o que pensa a maioria dos brasileiros?

        Para 62,4% dos brasileiros, imprensa não é isenta em relação a Bolsonaro
        https://es.theepochtimes.com/para-624-dos-brasileiros-imprensa-nao-e-isenta-em-relacao-a-bolsonaro_581874.html

        A impren$a desrespeita o Presidente TODOS os dias, desde o seu primeiro dia de governo, ou não? Ele tem que ficar calado? Quem quer respeito tem que respeitar, ainda mais um Presidente da República, simples assim.

        No caso do Flavio, concordo, todos tem que pagar, TODOS os 27 deputados estaduais da ALERJ. Sendo provado o ilícito, o crime, que sejam TODOS presos.

        Agora a pergunta que não quer calar: Se o Flavio cometeu crime, se o MPRJ tem provas, se estão convictos da sua culpa, porque o MPRF não oferece denúncia? Até quando vão ficar nesse “bate papo” com a impren$a? Ah já sei, a intenção é desgastar o Presidente, não é explicar, é confundir.

        Eu vejo esta questão dessa forma, posso estar errado, mas posso estar certo também.

        Atenciosamente.

  3. Infelizmente continuam a dizer que ele ofendeu o repórter, pelo video que eu vi ele só fez comparação, e dai se o reporte parece gay, ou gay não é gente também.
    Chamar alguém de homossexual agora é crime, ou não era isso que todos queriam que isso não importasse em nada, ser ou não ser.
    É nesses tempos de esquizofrenia aja psiquiatra.

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