Bolsonaro erra feio, ao manter Guedes e Campos Neto, dois brasileiros que não acreditam no Brasil

Campaign that defends taxation of the super-rich wants investigation of the conduct of Guedes and Campos Neto - Perild

Campos Neto e Paulo Guedes são brasileiros de última categoria

Roberto Nascimento

Se o presidente Jair Bolsonaro tivesse maior conhecimento político, já teria se livrado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e  do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que estão numa saia justa incomensurável. O fato de terem contas no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, para fugir do pagamento de impostos no Brasil, dá um péssimo exemplo para toda a sociedade.

O próprio ministro ficou devendo explicações nesse sentido, na audiência em que foi ouvido na Câmara dos Deputados. Diante dos deputados, o arrogante Guedes estava visivelmente na defensiva, pela primeira vez sem arrotar sua soberba de costume.

ÍNDICES NEGATIVOS – O país está à deriva, com todos os índices econômicos negativos, e um dos principais motivos é que nossa elite empresarial e econômica não investe no Brasil, preferindo entesourar suas fortunas em paraísos fiscais, com Guedes e Campos Neto dando o exemplo.

E o patriotismo do ministro e do presidente do BC? Está claro que não existe. O presidente Bolsonaro, se tivesse a envergadura de Itamar Franco, teria demitido Guedes imediatamente, assim que foi divulgado o escândalo Pandorra Papers. E também Campos Neto, que tem mandato, mas pode ser demitido quando apresentar “comprovado e recorrente desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil”, que é o caso.

Como nem os interpelou, Bolsonaro mostra que concorda com esse comportamento antinacional de seus principais economistas. Demonstra conivência com esse sinistro exemplo de elisão fiscal, que pode não ser ilegal, como Guedes alega, mas sem dúvida é altamente imoral, proibido para menores de 120 anos.

MORO VEM AÍ – Se o presidente Bolsonaro não tiver um ataque de bom senso que o faça afastar o ministro da Economia e o presidente do BC, periga nem ir para o segundo turno, pois o ex-juiz Sérgio Moro está fazendo uma reforma agrária nos bolsonaristas arrependidos.

Os bancos fazem prognóstico de recessão e inflação para 2022. Novembro está sendo um mês ruim, acompanhando a tendência negativa de outubro. A inflação anual atingiu os dois dígitos, o pior resultado desde 2002.

As vazias previsões otimistas do ministro Paulo Guedes, de crescimento em V, que ele repetiu nos Emirados Árabes, são apenas palavras ao vento, descoladas da realidade fática. Todos os brasileiros gostariam, que fosse verdade esse otimismo reverberando pelo ministro. Mas, ele mesmo não acredita em suas próprias histórias e mantém sua fortuna bem guardada no paraíso fiscal, em nome da mulher e da filha, para alegar que o dinheiro não lhe pertence. Chega a ser patético.

28 thoughts on “Bolsonaro erra feio, ao manter Guedes e Campos Neto, dois brasileiros que não acreditam no Brasil

  1. Como bom deputado que é o mito só sabe se defender, alegar inocência e desconhecimento. Como é cego, surdo e mudo em Economia nem se atreve a tentar se aprofundar no tema, deixe-a para os mais entendidos, que pelo visto só entendem bem como defender os próprio patrimônio. E o Moro vem comendo pela beirada.

    • Argumento fraco. Guedes é formado em Chicago. Pode ter infinitas razões até familiares para ter dinheiro nos EUA. O que tem que ser investigado, e isso ele explicou e explica sempre nas muitas vezes que foi depor no Congresso, é que não roubou ninguém!

  2. São mantidos porque estão colocando em prática os mandamentos dos financistas e dos donos do capital, que mais lucraram na Pandemia.
    O próprio Guedes, Tchutchuco dos banqueiros, ele mesmo, com sua família que permaneceu na offshore no paraíso fiscal, lucrou muito nesse período somado com o primeiro ano de governo.
    Deixaram à vontade o dólar disparar. Afinal, seus investimentos são na moeda norte-americana.
    Também esse não se importa juntamente com as demais áreas do Governo de manter estoque estatal de grãos para controle dos preços. Deixa o mercado à vontade.
    A procura de outros países pelo produto do AGRO e também do petróleo e gás brasileiro, considerando a moeda Real tão desvalorizada com Poder de compra do trabalhador/consumidor brasileiro menor cujo salário já é baixo, criou uma competição desleal e o Governo ignora isso.
    Tem-se ou necessidade elevação dos salários ou de elevar impostos de exportação.

  3. No caso de aumento de preços que castiga a população devido à desleal competição entre consumidor brasileiro com o estrangeiro, com a nossa moeda desvalorizada, baixíssimos salários pagos, precisa de greve geral parando o país (mas os sindicatos estão destruídos e mal vistos ao contrário da França), do estabelecimento de cotas de exportação a fim de que o mercado interno seja primeiro abastecido e da elevação do imposto de exportação;

    • Leão, os Sindicatos foram destruídos na Reforma Trabalhista do presidente Temer.
      Estão todos quase falidos, com o fim da Contribuição Sindical Anual.
      Pelo lado financeiro deram um duplo salto mortal carpado mas Centrais Sindicais.
      E mais, os trabalhadores fragilizados pelo desemprego tem medo de fazer greve e ser demitido por justa causa.
      Portanto, não haverá greve geral, apenas manifestações pontuais de algumas categorias para receberem apenas os ganhos decorrentes da inflação.
      Os pilotos e comissários programaram uma greve por aumento de salários para segunda feira, não vai dar em nada e logo voltarão aos seus postos. Essa categoria é desunida.
      O Sindicato mais temido hoje é o dos Caminhoneiros, que se pararem destrói o país. Mas, já estão divididos em duas ou três lideranças.
      O governo precisa alavancar as Ferrovias para escoar a produção agrícola e o abastecimento das cidades, se não quiser ficar refém dessa categoria.
      Desde JK e os governos FHC e Collor, nada foi feito para restabelecer a malha ferroviária.
      Faço um elogio ao presidente José Sarney, que lutou como um Leão pela construção da Ferrovia Norte e Sul .

      • Oi Roberto, bom dia! Concordo com tudo que disse.
        Sobre os Comissários, li há pouco no Metrópoles que eles conseguiram acordo no TST. Vão receber o correspondente a 75% da inflação nós salários e o equivalente a 100% da inflação na correção dos benefícios alimentação por exemplo.

  4. Quem errou feio foi o autor da matéria!!!
    A cegueira dos anti Bolsonaro os impede de ver o óbvio!!!! o presidente Bolsonaro no pode mais demitir o presidente do Banco Central de acordo com a nova legislação.
    O resto é narrativa!!!!!

    • Obrigado comentarista Adalberto Nunes Neto. Corre uma lenda de que o presidente não pode demitir o presidente do Banco Central. Acontece que a lei prevê essa demissão, (art. 5º, inciso IV ) – quando apresentar “comprovado e recorrente desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil”, como é o caso.

      Não analiso com sangue nos olhos, mais com olho racional sobre os fatos. Também criticava os governos Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer. Se eu pudesse, lhe enviava meus artigos para confirmar. Mas, hoje está um perigo operar nas redes sociais. Sou chamado de esquerdista vagabundo toda hora.

      Tinha muito respeito pelo seu avô, general, vice presidente do governo Medici, Adalberto Nunes.
      Acho, que todos os brasileiros têm o dever cívico de opinar, de criticar, de analisar, para que os governantes possam de alguma maneira, ouvir opiniões, que não sejam dos aulicos e apoiadores, que dizem amém a tudo.

      Os Reis nesse sentido, eram mais espertos, porque mantinham os novos da corte, para conhecerem o que seus ministros não diziam para suas altezas.

      Bom domingo.

      • Prezado Roberto
        Quanto a meus antepassados há um ligeiro engano de sua parte, pois meu avo foi o Almirante Adalberto Nunes (conforme o meu nome) que não era general e sim almirante ( O CEFAN na Av Brasil no Rio leva seu nome).
        O general a que você se refere foi o general Adalberto Pereira dos Santos, que era de outra geração e não parente de meu avo.
        O parente de meu avo foi o almirante Adalberto de Barros Nunes, seu filho e meu tio, que foi ministro da Marinha do governo Medice

        • Obrigado mais uma vez, Adalberto, pelos esclarecimentos e pela atenção dispensada a esse comentarista, cuja memória anda causando das suas.
          O General e o Almirante foram grandes brasileiros.

  5. Bolsonaro está aguardando o momento exato para colocar toda culpa do desastre econômico em Guedes e sua equipe (já em frangalhos).
    Vai lavar as mãos e afirmar que finalmente entende de economia.

    • Muito bem exposto sua tese Ronaldo.
      Os subordinados pagam pelos erros dos chefes. Essa e a regra de ouro.
      O chefe manda, o subordinado agradece. Quando a lambança dá errado, demite-se o auxiliar, que vai pagar a culpa pelo fracasso e vida que segue. Logo outro é convidado e aceita repetir o mesmo mantra. Lógico, que há uma vantagem nisso. Ninguém aceita essa missão, para perder dinheiro. Tem ainda um componente de vaidade e sede de Poder. Ulisses dizia que o Poder é afrodisíaco.
      Um genial psicanalista, do século passado, disse que alguns indivíduos amam o Poder a tal ponto, que passam a desprezar suas mulheres.
      O loco. Não desejo isso para ninguém.

    • Rafael, o Guedes deixou todos os seus amigos na poeira da estrada.
      Começou pelo Secretário da Receita ainda em 2019.
      Não vou nem citar todos da equipe dele, que foram defenestrados por Bolsonaro com o silêncio sepulcral de Guedes, pelo menos para o público externo.
      O último foi o presidente da Petrobrás, “amigo” de Guedes, o economista Roberto Castelo Branco, demitido implacavelmente por Bolsonaro, por não ter atendido o pedido do presidente para baixar o preço do diesel e da gasolina. Guedes não fez nada. Que amigo é esse?
      Bolsonaro nomeou um general, Silva e Luna, mais os preços aumentaram mais ainda.

  6. Concordo com você Ronaldo; em gênero, número e grau, como se dizia antigamente.
    Abrimos nossa economia e destruímos nossas industrias, importando as quinquilharias da China e Coreia, com preços abaixo do de produção (dumping) até destruirem nossas industria de auto peças e a naval e offshore.
    PS: Já fomos o segundo maior construtor naval do mundo, na década de 80.
    Hoje tudo vem dos países asiaticos.

  7. Vamos avisar o pessoal da Globo, Folha e Estadão, Bolsonaro não é mais genocida e nem pode demitir o presidente do Banco Central.
    Atentai bem, com Bolsonaro fora do jogo Lula ganha de lavada. Ganhando vai haver uma acomodação generalizada, Lula saberá recompensar a gregos e troianos, todos seremos mais felizes com esse “avanço pra a retaguarda”.

  8. O reconhecimento da China como Economia de mercado também houve da parte dos EUA, Canadá, e países da Europa… além até de países latinos como México, Argentina.

    Somente justificar a questão de abertura econômica que trouxe prejuízo à indústria brasileira é discurso superficial demais.

    Aqueles países citados, como qualquer outro, o que inclui o Brasil, pode por meio de regulamentação impor condicionantes.
    Isso é, mediante utilização de normas sanitárias, de qualidade e segurança a fim de limitar e barrar a entrada de muita coisa.

    Mas além dessa questão tem ainda o comportamento do consumidor brasileiro que prefere pagar menos sempre, atrás dos baratinhos, ignorando onde produzido e por que meios e condições, usando mão de obra de trabalhadores em situação degradante e análoga a escravo, infantil etc. veja, por exemplo, a orla e as ruas cariocas e ruas de São Paulo tomadas de produtos têxteis de fundo de quintal e mesmo de marketplace virtuais muitos de facções cujas trabalhadoras vivem sob regime de exploração.

    • Leão da Montanha, além dos juros nas alturas e da inflação que corrói os salários e diminuem os lucros do Empresariado( Comércio, Serviços e a Indústria), o advento da Pandemia provocou um perda de postos de Trabalho desesperadora. O trabalho remoto e agora o híbrido remoto/ presencial desempregou muitos trabalhadores, que não estão conseguindo recuperar seus empregos.
      As empresas também optaram pelas transações virtuais, compra e venda pela Internet para economizar maximizando os lucros, sem o pagamento dos custos da Folha Salarial.
      Estamos vivendo, um momento parecido com a Revolução Industrial, que, com o advento das máquinas provocou uma gorda de miseráveis na França e na Inglaterra.
      Tudo está retratado no Livro de Vitor Hugo: “Os Miseráveis” considerada pelos europeus, como uma obra prima.

      • Verdade, caro Roberto. Agradeço sua atenção em trazer esse ângulo que não me atentei. E acredito fundamental hoje o Estado propiciar especial atenção na formulação de políticas de incentivo ao empreendedorismo nas camadas mais baixas e na classe média, por meio do BNDES, ao invés deste financiar grandes empresas. Uma base maior de empresários individuais, micro e pequenos empresários ajudaria e colocaria mais em equilíbrio a economia, não dependendo da indústria, e, na verdade, com o crescimento daqueles propulcionaria esta, suponho.

        • Leão, tenho um prazer enorme em responder para pessoas elegantes como você, da qual tenho aprendido muito com suas balisadas observações.
          Você tocou num ponto fundamental, sobre a equivocada política de incentivos do Estado para grandes empresários chamados de campeões nacionais.
          Traria muito mais resultados, no que concerne a geração de empregos, se o BNDES, o BB e a CEF financiassem as Micro e Pequenas empresas, o ramo que mais emprega no Brasil.
          Outra coisa, o Brasil deve fazer como os Estados Unidos, que taxam com rigor, os super- ricos, que tiram dinheiro do país e investem nos paraisos fiscais.
          Posso até estar fora da realidade, mas, não acho correto ganhar dinheiro no Brasil e investir os ganhos, os lucros no exterior, seja onde for.
          Pode ser legal, porém, demonstra um individualismo brutal contra a nação.

  9. Leão da Montanha, só complementando, acabei de ouvir o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, na GloboNews, falando sobre a candidatura de Simone Tebet. Dentre outras afirmações, ele disse, que a Reforma do Imposto de Renda enviada por Guedes ao Congresso vem carregada com um viés de aumento da carga tributária, medida incoerente nesse momento de crise e desemprego. Bem, é o representante do maior Partido do Brasil, quem falou.
    E concordo com ele 100%.
    A carga tributária deve diminuir para o setor empresarial e para o consumidor, para que a toda da fortuna e do capitalismo possa prosperar e reduzir o desemprego.
    Diminuindo os impostos e os juros bancários, as pessoas vão consumir, os empresários irão repor os estoques dos produtos e o Estado vai arrecadar mais, logo não vai precisar de aumentar impostos.
    No mundo todo, principalmente os Estados Capitalistas estão injetando dinheiro na Economia. O Congresso americano aprovou um pacote de quase 2 trilhões de dólares na geração de empregos.
    Já é consenso nestes países ricos, que para vencer os desafios econômicos pós Pandemia, o Estado tem que se fazer presente.
    Então, os governantes do Brasil e seus ministros da economia vão mais uma vez, marchar contra os ventos históricos, pois defendem, até com certo ardor, a diminuição do Estado.
    A iniciativa privada tem o seu papel crucial, mas, sem o apoio do Estado não vai a lugar nenhum, principalmente após, uma grande crise econômica e social, na qual estamos experimentando.
    É preciso muita humildade para mudar de rumo, quando as coisas não estão dando certo.
    Mas, Paulo Guedes não tem esse perfil, pois sua vaidade é gigantesca.

  10. Não entendo de economia, nada, para peitar o Paulo Guedes. Ele é um cara rico e deve ter vasto patrimônio, e como todo cara rico tem sua gana por poder, vejo que se fosse para se locupletar ou roubar escorado nesse mesmo poder, mais fácil seria roubar na área onde é formado. Não digo que ele está no governo por altruísmo, mas pra roubar, certamente não.
    Ministros de outros governos roubaram e tiveram seus nomes execrados em público.

    • Senhor Pimenta, bom dia!

      Utilizar de informações privilegiadas para alavancar o patrimônio.
      Utilizar do cargo para beneficiar sua turma, por exemplo,
      medidas fiscais e tributárias baixando impostos sobre ricos e aumentando da classe média e pobres. Ora. A reclamação dele de que empregadas passaram viajar nota-se que lado ele está.

  11. Se acreditassem no Brasil e no seu (des)governo o dinheiro seria aplicado na Conta Poupança da Caixa Econômica Federal.
    Mas.
    Banco Pirata é bem melhor….

    eh!eh!eh

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *