Bolsonaro faz novos ataques à Petrobras, sem propor uma nova política de preços

Presidente Jair Bolsonaro irritado fala em 'dura ação do Governo Federal' e mais - YouTube

Bolsonaro se desespera, mas não muda a política de preços

Bruno Boghossian
Folha

Jair Bolsonaro telegrafou a demissão do ministro de Minas e Energia. Na semana passada, o presidente citou nominalmente o almirante Bento Albuquerque e o chefe da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, e mandou um recado, aos gritos: “Vocês não podem aumentar o preço do diesel! Eu não estou apelando, eu estou fazendo uma constatação”.

Quatro dias depois do ultimato, a estatal anunciou mais uma alta do combustível. Passados mais dois dias, o ministro perdeu o cargo.

VÁLVULA DE ESCAPE – O presidente busca uma válvula de escape para os danos políticos provocados pelos aumentos. Na ausência de um plano eficiente para o setor, Bolsonaro já demitiu dois presidentes da Petrobras e, agora, o ministro da área. Nesse ritmo, falta trocar os frentistas dos postos de combustíveis, para ver se os preços caem.

As jogadas de Bolsonaro transmitem um certo desespero. Principal medida do governo para os combustíveis, o corte de impostos federais, teve efeito limitado nas bombas.

O mesmo ocorreu com manobras menos ortodoxas, como a pressão sobre donos de postos e até a ideia de que moradores deveriam alugar caminhões para distribuir botijões de gás em suas comunidades.

SIMULA INDIGNAÇÃO – Agora, o presidente reforça os ataques à própria Petrobras e simula indignação com os lucros da empresa. Entre acusações de “estupro” e alertas de que a estatal quebraria o país, não se ouviu de Bolsonaro nenhum projeto consistente para uma nova política de preços dos combustíveis.

Em vez de lançar um programa com resultados incertos a cinco meses da eleição, o presidente aposta em investidas cosméticas e retóricas. O governo tenta amortecer o impacto político de uma inflação que galopa na casa dos 12% e segurar os humores de um eleitorado cada vez mais sensível à variação de preços.

Ainda que o plano A de Bolsonaro não seja vencer nas urnas, o presidente ainda precisa manter popularidade e chegar à votação como um candidato competitivo. Ele sabe que uma derrota acachapante eliminaria o apoio a qualquer tipo de ruptura.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGBoghossian faz a análise correta. Bolsonaro se desepera, ataca a Petrobras e demite ministro, ao invés de simplesmente mudar a política de preços, que só passou a vigorar em 2016, na gestão de Temes. Por que não adotar a política de preços anterior? Seria bem mais simples, não? (C.N.)

12 thoughts on “Bolsonaro faz novos ataques à Petrobras, sem propor uma nova política de preços

  1. O Bozo com bom paulista que é ataca a Petrobras porque o objetivo é atacar os interesses do Rio de Janeiro.

    A paulistada da Faria Lima nunca se contestaram em ver que o Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do país.

    A elite paulistada é a organizadora desse ataque ao petróleo do Rio de Janeiro. Essa gente doente prefere ver o petróleo DO RIO, não do Brasil, nas mãos de grupos estrangeiros do que nas mãos dos fluminenses.

    A paulistada tem medo dos Fluminenses com essa riqueza petrolífera resolver TODAS as suas dividas, e virar o estado mais rico e tecnológico do Brasil.

    • Só os imbecis, neófitos e neutros de linguagem e cérebro, conseguem acreditar em tantas mentiras, desfaçatezes e sacanagens políticas.
      Em 2018, milhões ouviram suas promessas e, em nome da derrubada do quadrilhão, votaram nele.
      No final do mandato, vir com “papo de bêbado”, não vai levar meu voto e o de milhões, que como eu, não servem para ser palhaço dele!
      Fallavena

      • Fallavena,
        Tô topando mudar de louco.

        Vou de cangaciro e a dama Simone Tebet.
        Vou pagar pra ver.

        Os dois excrementos tem que ser enterrados, de preferência, VIVOS!

        JL

        • Espectro
          É por ai a saída!
          Estamos no jogo da roleta russa! Tira os dois e rodo o tambor. Se não acertarmos, no segundo turno com os “coisa ruim” jogamos o voto na latrina da urna!

      • Antonio Fallavena, não sei para quem foi o seu comentário, apesar dele estar em resposta ao meu.

        Se o seu comentário foi em resposta ao meu, eu quero saber qual a logica dele ao que eu escrevi.

        O Rio de Janeiro ser o estado mais roubado do país é um fato quando se estuda a questão dos royalties do petróleo.

        • Renato
          Errei o local do comentário!
          Em alguns momentos, estou fazendo varias atividades e me perco na colocação de algum comentário.
          Fallavena

  2. Eu sou um bom macaco e como bom macaco, só queria saber: Primeiro entregam todas as estatais que dão lucro, porque privatizadas/doadas, elas gerarão mais lucro ainda. Agora com a nova política de preços e a Petrobras dando muito mais lucro, querem entrega-la também; Há, Há, Há….

  3. Não acredito que o presidente da Petrobrás está fazendo o que quer sem consentimento do Bolsonaro.
    O presidente tirou o ministro de Minas e Energia e colocou um que quer privatizar a Petrobras e a Eletrobrás a toque de caixa antes do fim deste governo.
    É tudo muito estranho. Tem caroço nesse angu

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