Bolsonaro ganha ou perde votos com o general Augusto Heleno como seu vice?

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General Augusto Heleno é da linha dura militar

Jussara Soares
O Globo

O deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSL, deve oficializar o seu vice nesta quarta-feira. Em visita ao município paulista de Registro, nesta terça-feira, o político prometeu anunciar um militar para compor a sua chapa, de acordo com o deputado federal Major Olímpio, que o acompanha na viagem.

Com o fim das negociações com o PR, o general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira (PRP) é o nome que deve ser confirmado. O militar é o responsável pelo programa de governo de Bolsonaro na área de segurança pública. A conveção do PSL está marcada para o próximo domingo, dia 22, no Rio de Janeiro.

CONFIRMAÇÃO — O Bolsonaro prometeu que vai anunciar o vice amanhã e disse que será um general. Deve mesmo ser confirmado o general Heleno — disse Major Olímpio, presidente do PSL em São Paulo.

Em entrevista ao Globo hoje, o general disse que está pronto para a função. Mesmo na reserva, Heleno ainda é uma liderança no Exército. Ele ficou mais conhecido do público em geral em 2004, após assumir o cargo de comandante das Forças de Paz da ONU no Haiti.

De volta ao Brasil, trabalhou no Alto Comando do Exército, antes de ser nomeado comandante militar da Amazônia, em 2008, no governo Lula. Na época, entrou em choque com o governo petista por causa da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol.

TORTURAS – Em 2014, já na reserva, criticou o ofício enviado pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim, à Comissão Nacional da Verdade (CNV) reconhecendo que as Forças Armadas praticaram tortura. Para Heleno, as Forças Armadas não devem admitir e nem pedir desculpas por violações aos direitos humanos durante a ditadura militar.

Depois da recusa do senador Magno Malta (PR) em ser vice de Bolsonaro, as conversas com o PR foram encerradas diante das exigências do chefe da legenda, Valdemar Costa Neto, que queria que aliança se estendesse para a eleição proporcional no Rio e em São Paulo. A intenção de Costa Neto era que, com a coligação com o partido de Bolsonaro, o PR aumentasse sua bancada, elegendo um número maior de parlamentares.

“PUXADOR” — “Isso está fora de cogitação. Em São Paulo, o (deputado federal) Eduardo Bolsonaro será um grande puxador de votos. Muitas pessoas votarão apenas na legenda por causa do (Jair) Bolsonaro. Não vamos abrir mão de eleger mais deputados do PSL com uma coligação com o PR” — justificou Major Olímpio.

Nesta terça-feira, Bolsonaro visitou muncípios do Vale do Ribeira, onde foi criado em Eldorado Paulista. Pela manhã, o pré-candidato esteve em Miracatu, onde visitou um irmão, e depois em Registro se encontrou com uma irmã e participou de uma reunião comerciantes locais. À noite, o parlamentar se reunirá com produtores de banana na cidade de Sete Barras.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGResta saber se Bolsonaro ganha ou perde votos com Augusto Heleno na chapa. Na minha modesta opinião, ele vai perder votos. (C.N.)

26 thoughts on “Bolsonaro ganha ou perde votos com o general Augusto Heleno como seu vice?

      • Caro Casemiro, no começo do ano passado eu estive no interior do país, lá pelas bandas do Oeste Baiano, e lá às pessoas da periferia das cidades e do campo, com quem eu pude conversar, não conheciam nem mesmo o Bolsonaro. Talvez, agora, a situação tenha melhorado para ele.

        Ora, se tem eleitor que não conhece o Bolsonaro, que dirá o Heleno!. Quando foi a última vez que o Heleno apareceu na Globo?

        Eleição não se ganha pela qualidade dos votos, mas pela quantidade, principalmente daqueles de que ganham micharia e só sabem o que aconteceu no mundo pelo Jornal Nacional.

        Abraços.

  1. Não ganha nem perde o eleitorado de Bolsonaro está definido, deve ter cerca de 20 milhões no primeiro turno e caso passe para o segundo deve repetir o desempenho.

  2. Uma vez confirmado o general Heleno, como vice, na chapa do Bolsonaro, não vai faltar boateiro para plantar fake news, motivando o suicídio daquele general em Haiti ao gen. Heleno.
    Outra enxurrada que devemos esperar: se apenas Bolsonaro com a patente de capitão, os revisionistas da anistia já conseguiram exumar todos torturados, agora imaginem na composição acrescentado um general?
    Bolsonaro e Heleno devem se guarnecer de um colete à prova de futricas.

  3. Aos olhos do eleitor, ele, com 12 segundos na TV, sem a máquina e o apoio da “classe” política vai ser identificado como o candidato “fora” do mecanismo. Assim como Enéas teve muito apoio, sem internet, agora esta massa de inconformados e desalentados com a política poderá votar nele como protesto.

  4. Qualquer coisa que Bolsonaro fizer vão dizer que ele está errado e vai perder votos.

    A esquerda agora ficou com um pulga atrás da orelha, bolsonaro ganhando se fizerem o impeachment dele, um general assume a presidencia.

  5. Muito boa escolha. Os candidatos até precisam ser conhecidos, mas o que mais importa é a vida pregressa, aliado ao fato de ser um dos muitos brasileiros que se importam com o futuro do nosso País e não estar se candidatando para fazer mau uso da máquina pública.

  6. Bolsonaro enfim segue seu caminho. Vai duplicar seus votos …. se com um Capitão estava maravilhoso com + um General vai ficar Fantástico.
    O Brasil precisa acima de Tudo de Disciplina e muita porrada no lombo dos comunistas. Familia , Pátria , e DEUS acima de Tudo

  7. O G1 proibiu qualquer matéria ou citação do nome do Bolsonaro, mesmo que negativa. Reparem. O pânico está forte na rede goebels.

    • Caro José,

      A Rede Globo defende os bandidos do Rio;
      A Folha de São Paulo defende os bandidos de São Paulo;
      E o Supremo Tribunal Federal defende os bandidos de Brasília, todos em SINTONIA uns com os outros.

      -Deve ser por isso que esse tipo de sistema é chamado de CRIME ORGANIZADO…

    • Esse tipo de coisa é que faz a gente perder a confiança na dita grande imprensa. E depois os jornalões vem se apresentar como palmatória do mundo e reivindicam que o público siga cegamente seus ditames.

  8. Neste país todos entram no poder com razão e saem sem ela.

    Se Bolsonaro ganhar, será que a escrita vai mudar?

    Com os outros, seguramente é que não.

    Cada povo tem o país que merece e , com um estado forte e socialista como o nosso que, como tal, vai sendo sedimentado ao longo do tempo, sempre na base do populismo e da corrupção……

  9. Deu na Americas Quarterly. O lulismo pode estar apenas começando.

    Pela oitava vez consecutiva, a eleição de 2018 gira em torno de Lula.

    Como nos filmes do Exterminador do Futuro, Lula continua emergindo intacto politicamente do fogo. A essência disso é simples: o tempo de Lula no cargo marcou os melhores anos da vida de muitos brasileiros, especialmente entre a classe trabalhadora.

    A influência inextinguível de Lula é um dos padrões mais duradouros e típicos da América Latina. Um líder que representa as massas e que goza de bons tempos econômicos pode dominar o cenário político por décadas.

    Veja o que aconteceu com Juan Perón, cujo movimento permanece central na política argentina, 66 anos depois de ter se tornado presidente, e 44 anos após sua morte. O lulismo pode estar apenas começando.

    https://goo.gl/rMnhKG

    Os antilulistas entreguistas e antipovo já não sabem mais o que fazer. A verdade vai se impondo diante das mentiras.

  10. Quando uma das maiores revistas empresariais do mundo, que já retratou o juiz Sergio Moro na capa, como o maior caça corrupto da América Latina, reconhece que o Lulismo pode esta apenas começando, é sinal que estamos no caminho certo.

  11. O povão não liga para o vice, nem sabiam que tinham votado no Temer!
    Acho que o condenado e Bolsonaro tem uma coisa em comum, um público cativo.
    Se continuar essa bagunça no judiciario, o nome de um general pode ter peso positivo.

  12. Alguém vai dizer que essa ordem invertida seria uma quebra de hierarquia fora dos quartéis: um general sob um capitão.
    Conforme a nossa tradição politico-eleitotoral, o vice sempre fica eclipsado pelo fulgor do titular. Porém, nestas eleições, para trazerem à tona a questão da tortura, o general Heleno será o vice mais enfocado da história do Brasil.
    Se estratégia vem de “estrato” (militar, exército. ..), Bolsonaro mostrou que de estrategista tem pouca habilidade.

  13. Uma das ditaduras argentinas, que começou em 1966 e foi até 1973, quando foi realizada eleição. Venceu o candidato peronista HECTOR CÂMPORA, que após assumir, anistiou o General Juan Domingos Peron, modificou a legislação, renunciou e em seguida nova eleição, elegeu Peron como presidente.
    Foi o golpe perfeito, o eleito governou até morrer, deixando a mulher, que era vice, na presidência.
    Foi o “adubo” para novo golpe e ditadura.
    Agora se o Bolsonaro também leva um general na garupa, e mais adiante resolve apear, pronto, lá estará novamente um general na presidência, sem precisar de revolução, luta armada, ou coisa semelhante.
    Grande parte da população que anseia pela volta dos militares, deve ver com bons olhos o capitão ser superior ao general, talvez até por pouco tempo, vai saber o passa nas cabeças dessa gente e o que combinam as escondidas.
    A propósito, Hector Câmpora governou a Argentina por apenas 1 mês e 18 dias, tempo suficiente para viabilizar a volta de Peron.

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