Bolsonaro minimiza “deslizes” de Guedes e diz que ministro fica no governo “até o último dia'”

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Alessandra Azevedo e Claudia Dianni
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro negou a possibilidade de retirar do governo o ministro da Economia, Paulo Guedes, após as falas polêmicas sobre os impactos da alta do dólar e a postura “parasitária” dos servidores públicos.

Bolsonaro disse ter certeza de que o chefe da equipe econômica “vai continuar conosco até nosso último dia”, apesar de ter “problemas pontuais” e cometer “possíveis pequenos deslizes”. “Se o Paulo Guedes tem problemas pontuais, como todos nós temos, e ele sofre ataques, é muito mais pela sua competência do que por possíveis pequenos deslizes”, disse o presidente, que lembrou já ter cometido “muitos (deslizes) no passado”.

“ATÉ O FIM” – A declaração foi feita nesta terça-feira, dia 18, em cerimônia de transmissão de cargos dos ministros da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, e da Cidadania, Onyx Lorenzoni, no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, Guedes “não pediu para sair” do ministério. “Tenho certeza que, como um dos poucos que eu conheci antes das eleições, ele vai continuar conosco ate nosso último dia”, reforçou o chefe do Executivo, seguido de aplausos. “Uma das coisas mais importantes que aconteceram desde o início do mandato foi a recuperação da confiança que o mundo não tinha conosco”, ressaltou.

“Paulo Guedes não é militar, mas é ainda um jovem aluno do Colégio Militar de Belo Horizonte”, disse Bolsonaro, em referência ao grande número de militares no governo, lista engrossada com a nomeação do general Braga Netto, na Casa Civil. Agora, todos os ministros com gabinete no Planalto são militares.

ALVO DE CRÍTICAS – Nos últimos dias, Guedes foi criticado por comparar o servidor público que reivindica aumento a um “parasita” e por dizer que na época do dólar baixo mesmo as empregadas domésticas conseguiam viajar para a Disney. O ministro afirmou que é “bom para todo mundo” que o dólar esteja acima de R$ 4. Bolsonaro, no entanto, disse que estava “um pouquinho alto”.

O presidente também se afastou, na última quinta-feira, dia 13, da visão de Guedes quanto aos servidores. Depois da repercussão negativa das falas do ministro, Bolsonaro disse que “responde pelos próprios atos” e sugeriu que jornalistas tirassem satisfações “com quem falou isso”.

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