Bolsonaro não é Trump (e precisa conquistar os votos de mulheres e pobres)

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Ilustração da Revista Sociedade Militar

Jose Roberto de Toledo
Estadão

Jair Bolsonaro é o messias para jovens do sexo masculino das regiões mais ricas do Brasil e com escolaridade acima da média. São eles que dão ao militar aposentado cerca de 10% de votos espontâneos – uma taxa que, a um ano da eleição presidencial, faz inveja a todos os outros candidatos, menos a Lula. Hoje, grande parte dessa geração nascida após a ditadura e que cresceu num período de bonança não votaria em outro que não Bolsonaro.

É o suficiente para o representante das corporações fardadas ser o presidenciável mais badalado nas mídias sociais. Justamente porque é desse segmento demográfico quem mais tem acesso a smartphones e gasta mais tempo conectado a aplicativos como Facebook e WhatsApp. No meio digital, Bolsonaro está super-representado de duas a três vezes mais do que no eleitorado. Se a eleição fosse pela internet, seria franco favorito. Mas não é.

MULHERES E POBRES – Para Bolsonaro extrapolar o nicho eleitoral pós-adolescente, ele precisa ganhar a simpatia e, depois, a preferência de dois dos mais numerosos grupos de eleitores brasileiros, nos quais está sub-representado: mulheres e pobres, principalmente do Nordeste e do Norte do país. Não é tarefa trivial para quem deverá se lançar candidato por um partido pequeno, com pouco tempo de propaganda na TV e rádio, e que terá dificuldade de formar palanques nos estados com candidatos fortes a governador.

O eleitorado que experimentou a ditadura na pele e aqueles que são, diariamente, alvo preferencial do aparato de segurança estatal que Bolsonaro representa não são facilmente permeáveis a seus argumentos militaristas e armamentistas. Talvez por isso, o deputado faz já há alguns anos uma inflexão para o lado dos costumes, encampando um discurso típico de outro tipo de conservador: aquele com origem religiosa. Como resultado, está super-representado também entre eleitores de fé evangélica.

NO SEGUNDO TURNO – A onda conservadora que varre a opinião pública brasileira e a geração que nem estuda nem trabalha carregam Bolsonaro acima da concorrência nos cenários de primeiro turno sem Lula, mas não bastam para catapultá-lo a uma vitória no segundo turno em nenhuma das simulações feitas pelo Datafolha. E isso não se deve apenas a ele ser menos conhecido do que os adversários.

Seu nível de rejeição é o de um político tradicional, que coleciona mandatos para ele e a família. É fácil entender o motivo: Bolsonaro não representa nenhuma novidade, mas o saudosismo de uma época que nenhum de seus jovens admiradores viveu. Seu magnetismo eleitoral não está baseado em ideias inovadoras, mas em uma idealização do passado. Essa circunstância foi favorecida pela derrocada do PT e pela corrupção generalizada em quase todos os partidos políticos.

DISCURSO LIBERAL – Bolsonaro tampouco é o candidato dos sonhos do grande empresariado. A falta de um partido forte e de apoio dos maiores financiadores é o que diferencia o brasileiro de Trump. O militar da reserva pode até usar a falta de respaldo no establishment como argumento para sua propaganda, mas foi atrás desse reconhecimento que ele viajou aos EUA e que tenta encaixar um discurso econômico liberal. Sabe que precisa desse banho de liberalismo para sair do nicho onde prega para convertidos.

Mas se Bolsonaro não é Trump, tampouco significa que seja Marine Le Pen – a líder da extrema direita que todos os outros candidatos queriam enfrentar no segundo turno na França, e que acabou derrotada por Macron. No cenário ideal para Bolsonaro, ele enfrentaria no segundo turno um candidato incapaz de convencer pobres, nordestinos e mulheres a irem votar. Nisso ele se assemelha a Trump: ambos ganham com desilusão e abstenção.

56 thoughts on “Bolsonaro não é Trump (e precisa conquistar os votos de mulheres e pobres)

  1. Bolsonaro encarna a rejeição de toda a classe política convencional. Ele só tem tanto apoio porque o sistema político brasileiro está todo desacreditado. Nisso ele se assemelha a Trump, que só se elegeu porque muitos americanos estavam descrentes de seus políticos e não queriam apenas mais um quadriênio de “mais-do-mesmo” temperado com correção política sob Hillary Clinton, que aliás foi a favorita sob jovens que não trabalham nem estudam, nos EUA.
    É só nisso que se assentam as esperanças dr Bolsonato, na decepção do povo.

    • Dois detalhes a considerar:
      1- O articulista não levou em conta os votos da “família militar” o que fortalece muito e não fazem parte de pesquisa nenhuma.
      2- Bolsonaro, tal como Trump, é antiglobalista, pedra no sapato dos próceres da Nova Ordem Mundial e isso tem um peso considerável…

      • Esse articulista J. R. Toledo tem ranço petista.
        Apesar da matéria ter sido publicada no Estadão, seu autor acredita nas ‘pesquisas’ da Folha.
        Não tive tempo de ler tudo com calma porque estou com outras prioridades no momento.
        Como o autor ‘avalia’ o Bolsonaro, parece uma bela encomenda.

  2. O inimigo do sistema ou disso que aí está, Bolsonaro, começa a sentir na pele o poderio do sistema, que não o quer disputando as eleições ou, principalmente, o segundo turno.

    Então começam a ligá-lo à imagem de Trump, odiado por dez entre nove pessoas!

    E tecem suposições sobre onde estaria o Calcanhar de Aquiles do deputado, justamente para diminuir a tendência à sua candidatura nessas regiões devidamente demarcadas porque currais eleitorais.

    Bolsonaro precisará de grandes estratégias e planos muito bem arquitetados para enfrentar a turma que quer ardorosamente a continuidade de um modo de governar, onde a corrupção e a desonestidade são marcas registradas.

    Não sei se terá partido e estofo para o combate que enfrentará contra poderosos opositores, que não exemplos de ética e moral, pelo contrário, são os responsáveis diretos da falência desses dois pressupostos fundamentais para quem almeja a presidência da República.

    Agora, acho que no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, justamente as maiores densidades eleitorais ou colégios, como queiram, reside a chance de Bolsonaro, mesmo que seja derrotado fragorosamente no Norte e Nordeste, pois terá votos suficientes para compensar a perda de eleitores.

    Curiosamente, apos a constatação que Bolsonaro está mesmo crescendo na preferência do eleitor, as reportagens e informações sobre os demais candidatos cessaram, e deram lugar às fabricadas “notícias” sobre quem é Bolsonaro, e comparações ridículas e desprezíveis com os outros concorrentes.

    Bolsonaro que se cuide, pois podem lhe puxar a escada através de golpes baixos, especialidades do pessoal que disputará com ele o Planalto.

  3. Ele não é salvador da pátria. Simplesmente os eleitores mais conscientes não querem mais do mesmo. Se a democracia permite, então vamos de.Bolsonaro 2018.
    Em tempo: já li alguns comentários ressaltando que ele é um louco mas que é melhor votar num louco a deixar os mesmos que estão aí. Daí eu pergunto:
    Se assistirem NA ÍNTEGRA E SEM EDIÇÕES, o discurso dele, qual a parte que poderiamos dizer que é.loucura?
    Forte abraço e viva Nossa Senhora!!!!

  4. Só uma pequena observação:” o eleitorado que experimebtou a ditadura na pele.” Converso com meus avós , pais, enfim, pessoas mais velhas e eles nao.reclamam. Meu pai por exemplo , era microempresário, trabalhava duro, empregava mais.de 80 pessoas e NUNCA foi perseguido..era honesto trabalhador..Quais seriam os perseguidos ? Eu tenho 52 anos e lembro muito bem como era. A inflação era alta , Sim. Mas eu tinha um bem impagável que era a paz. Vejo o vilas boas (minusculo, mesmo)dizer que os 120 estupros por dia e.os 60 mil homicídios por ano nao se compararem a NENHUM CONFLITO de guerra no planeta.
    Fui enganado quando fazia o antigo primeiro e segundo grau. Graças a internet e fontes fidedignas pude constatar o outro lado e fazer meu juízo. Desde jà, peço desculpas se alguém aqui nesse espaço oi torturado ou teve algum ente querido nesta situação. Só estou me valendo de comparações.. Saúde e Paz!

  5. A História não se repete.

    Aqueles que repetem esta frase sem nexo desconhecem por completo a História, pois não existe nenhum acontecimento que seja igual ao anterior.

    No entanto, o Brasil foge à regra, e imita dois acontecimentos históricos de suma importância:
    O período que antecedeu à Revolução Francesa, e consequente execução de Luís XVI, na guilhotina;
    A Revolução Russa, que completa cem anos no dia 17 de outubro, com a queda do Czar e, em decorrência, a execução dos Romanov.

    Os motivos pelos quais comento resgatando essas datas históricas têm relação com o atual momento da vida nacional:
    Desmandos e descalabros, povo na miséria, o luxo de nossas Cortes, a traição dos reis e imperadores, o atraso da Rússia em comparação às outras nações industrializadas, Inglaterra, Alemanha, França, e o povo morrendo de fome e frio, além de conhecerem o braço forte desses governos que mantinham o controle da população através de atos violentos!

    Portanto, um quadro muito semelhante com o que acontece conosco, entre o fausto ambiente dos poderes contrastando com a miséria do povo, desempregado e inadimplente, inculto e incauto!

    Saliento que o rei de França foi guilhotinado e a família do Czar Nicolau II foi fuzilada.

    Seriam esses os futuros de nossas “famíglias imperiais” quando o povo se rebelar contra todas essas formas de discriminação, roubos e explorações que está sendo submetido??!!

    Nossas autoridades judiciárias, legislativas e executivas precisam pensar a respeito, antes de perderem as suas cabeças de formas nada romântica e figurativa!

    Um dia a casa cai!

  6. O artigo menciona algo que é escancarado, o problema do capitão com as mulheres e pobres. Acho que muitos já repararam, nas fotos de Bolsonaro em locais públicos as mulheres não estão próximas ou nem aparecem. Ele é sexista em elevado grau. Acaba de ser condenado judicialmente no episódio em que diz que a deputada não merece ser estuprada por ser feia. Ficou claro, estupro seria questão de querer. Até a própria filha não escapou. Disse que ia bem como reprodutor, mas na última falhou e veio uma menina. Nem Trump seria tão grosso e sexista. Aliás, Trump é melhor que Bolsonaro justamente por ser menos estupido intelectual e moralmente. Quanto aos pobres e a pobreza, Bolsonaro foge do tema, não quer muita concretude com o maior problema brasileiro, preferindo explorar as abstrações do medo primitivo. O artigo erra ao dizer que é o candidato das corporações fardadas. Não é e dificilmente o será, erro crasso do articulista. Neste sentido, não tem qualquer apoio, mesmo velado, do mundo da alta oficialidade. As intenções de Bolsonaro nessa aventura de candidatura são outras, ele sabe que não será presidente e nem é isso que ele almeja como candidato.

  7. No Norte e, especialmente, no meu Nordeste, grande parte do eleitorado apresenta uma certa repulsa aos candidatos associados a discursos e atitudes austeras. Essa objeção deixa subentendido que nossos irmãos nordestinos e nortistas querem um governante que os conceda handicap em tudo: que compense a sua pobreza, a menor estatura e escolaridade, sua feiura e demais desvantagens.
    Um “canidato” com uma falação muito legalista e hegelianista soa, em nosso cabeção, como alguém que não quer facilitar as coisas; pretende nos tratar em pé de igualdade com esse povo do Sul. Na verdade, “pulico” bom pra nós é aquele que nos vê sempre como um coitado mendicante, merecedor permanente da misericórdia dos outros brasileiros! É bolsa funerária, é cota para o cemitério, é empréstimo para camisinha……

  8. Será uma eleição espetacular e a pergunta vai ser sempre a mesma: Quem vai vencer o Lulla no segundo turno? Se o Lulla for candidato, Marina e o Coronel Ciro, morrem na primeira instância pois dividem os mesmos votos. No outro lado, sobram: Doria, Bolsonaro e Temer (candidatíssimo). O Chuchu morre na praia.

  9. Nós que queremos um Brasil melhor para nosso povo encontraremos uma batalha cruel , quando Garotinho se candidatou a presidente , a mídia e banqueiros sabiam que estariam brigando com político conhecedor da maquina publica , fizerem de tudo para derruba-lo , a grande mídia globo e revistas criaram um factoide dizendo que usava avião de traficante , colocaram a foto dele com chifres na revista , tudo para denegrir sua conduta , conseguiram tira-lo do páreo , resultado estamos colhendo um país mergulhado na corrupção , e olha que Garotinho pegou o RJ falido pelo Marcelo Alencar, Garotinho governou o RJ por três anos e saiu como o melhor governador do Brasil com toda mídia contra ele … Agora o inimigo é Bolsonaro , mas em 2018 é ele !!

  10. “Hoje, grande parte dessa geração nascida após a ditadura e que cresceu num período de bonança não votaria em outro que não Bolsonaro.”

    -Piada! São os velhos que sentem saudades dos tempos em que saiam às ruas com as esposas!!!
    -Passarinho que nasceu na gaiola não sabe o que é voar em liberdade por aí. E os nosso filhos são esses passarinhos…

    -Mas ainda virão muitas porradas por aí.

  11. Excelente análise de alguém que realmente é do ramo, entende do riscado e é uma baita especialista em eleições. A verdade incontestável, insofismável, irrefutável, inapelável e inexorável é a seguinte:

    Ou Lula em pessoa, ou o candidato que ele apoiar, VAI GANHAR A ELEIÇÃO DE 2018, SE ELA FOR REALIZADA. O resto é papo furado.

    E mais: num país com mais da metade da população afrodescendente, pobre, maioria de mulheres, como um candidato racista, exterminador de pobres e misógino vai ganhar a eleição? Nunca.

    • Voltou o defensor de bandidos! Quem é do ramo sabe que o Lulla nem vai ser candidato e ninguém quer ser indicado por ele. O Lulla é maldição e onde por a mão, a coisa seca. Mas sempre vão existir aqueles que adoram um dinheirinho público, principalmente que não seja fruto do trabalho.

  12. Alô Bolsonaro.
    Às mulheres diga a beleza da maternidade e que fará muitas creches, por isso é contra o aborto.
    Aos nordestinos que vai resgatar a sua dignidade, gerando empregos com uma agricultura inteligente como a do Estado de Israel, criando no meio do sertão uma zona franca – uma Cingapura nordestina.
    Tá eleito.
    Se quiser me chamar estou disponível.

  13. Alverga, meu caro,

    Te devolvo a pergunta:

    Neste país com mais da metade da população afrodescendente pobre, maioria de mulheres, como um candidato ladrão, traidor, covarde, que condenou o pobre à miséria com o Bolsa Família, que acusou a sua mulher depois de morta como a responsável pelos problemas que enfrenta, que colocou empurrou seus filhos para o crime, promíscuo, que tem como diversão menosprezar as suas próprias companheiras de partido (aquelas que afirma terem o grelo duro), que confessou ir atrás de um presidiário para se servir deste sexualmente, delator, dedo duro, pretende se candidatar de novo e ganhar as eleições?!

    E ter a presunção que, o seu escolhido, caso Lula não possa concorrer porque condenado por um dos seus crimes em Segunda Instância, vencerá o pleito porque foi sua indicação?!

    JAMAIS!!!

  14. -Tem uma coisa interessante: ESQUERDISTAS protestando contra o Bolsonaro… nos ESTADOS UNIDOS, atualmente a casa do capitalismo mundial!!!
    -Ora, a presença do Bolsonaro lá é a coisa mais natural do mundo. São eles que estão no lugar errado. Diferente e incoerente da parte dele seria ele tivesse ido visitar a Venezuela. De acordo como o programa político dele, lá ele está em casa!

    -Aí eu me pergunto: Será que os mais de 400 manifestantes torraram dinheiro do próprio bolso com as passagens, alimentação e hospedagem só para comparecer no protesto ou será que moram lá, país que prega o “sistema político e econômico” que tanto detestam???
    -Não parece incoerência você ir para o país da KKK chamar o Bolsonaro de racista ?

    Deixaram a impressão, caso não tenham ido apenas para o protesto, que eles adoram pregar o ESQUERDISMO e o BOLIVIARISMO, mas na hora de escolher um país para morar…

  15. Francisco,

    Adoram criticar o rico, mas me mostra um petista pobre ou um indivíduo do PCdoB, Psol … na miséria.

    Adoram Fidel, Mao, Stalin, Pol Pot, a ditadura genocida desses sanguinários, mas vivem bem longe desses países.

    Adoram pronunciar a palavra democracia, mas querem Lula como ditador ou permanentemente como presidente desta republiqueta.

    Adoram criticar a direita e seus erros, mas se omitem diante dos crimes que a esquerda cometeu contra o povo e Brasil nos treze anos de petismo corrupto e desonesto.

    Enfim, esquerda!, teu nome é cinismo e hipocrisia!

  16. Ricardo Lima assino em baixo teu post, pois é fato a observação de seus avós, e digo mais após esta decisão do STF, só resta ao verdadeiro cidadão brasileiro a intervenção militar ou aguardar 2018, vigiando todos os tipos de ataques que a candidatura do Bolsonaro irá, com toda a certeza sofrer, e confirmar a votação nele e que seja em massa, CONTRA TUDO ISSO QUE TEMOS EXPERIMENTADO. Um abraço em todos.

  17. Escrevo aqui meu desabafo. Eu analiso tudo pelo ponto de vista da economia que é o que interessa. Os problemas são os mesmos para todos os candidatos. A PEC 55 limita o teto de gastos públicos pelos próximos 20 anos. A dívida pública caminha para 100% do PIB até 2020 e os seus encargos são crescentes. Essas duas questões – dentre muitas outras – não tem sido discutidas por nenhum candidato de forma profunda e inviabiliza qualquer governo nas próximas décadas. Sobre a dívida há um completo silêncio de todos com as bênçãos da mídia tradicional. A política só existe até o período eleitoral. No dia seguinte à eleição o que todos querem saber é como vai ficar a economia e as medidas a serem tomadas pelo governo eleito. É preferível a eleição de um grupo político de quem nada se espera do que grandes ilusões que vão se desfazer no dia seguintes às eleições como já ocorreu até hoje em todas as eleições presidenciais diretas que tivemos desde 1989. Inclusive as eleições de 2018 serão muito parecidas com a de 1989, com muitos candidatos e uma radicalização que pode levar a conflitos violentos nas ruas. Espero que esta radicalização fique restrita ao campo da internet (relembrem o que aconteceu em 2014).

  18. A questão que envolve os militares em torturas durante o regime de exceção que vivemos, precisa ser colocada dentro de um contexto de enfrentamento contra brasileiros que desejavam uma ditadura, porém proletária.

    Auxiliados por Cuba e o serviço secreto soviético, a esquerda se armou e tratou de combater o Exército, esperando que esse movimento “revolucionário” contagiasse o povo e este partisse para engrossar as fileiras que queriam dominar o Brasil à lá Cuba, ainda mais que a revolução na ilha tinha sido recente, em 59, e Fidel tinha o seu nome nas manchetes internacionais.

    Houve exageros pelos militares brasileiros?
    Claro, alguns comportamentos de certos oficiais exacerbaram o que se esperava das FFAA brasileiras, no entanto, a vida dos militares também estava em jogo, e a guerra precisava ser vencida ou o Brasil sofreria a intervenção americana, o que seria muito pior!

    Mas, o país, fluía naturalmente.

    Havia indústria, comércio, escolas e universidades abertas, podia-se ir e vir, viajar para o exterior, a segurança dos cidadãos era boa, as drogas não faziam a quantidade de vítimas de hoje – nem de perto -, muito menos havia traficantes de armas, cocaína, crack – não existia naquela época -, heroína, LSD … a vida do cidadão que não estivesse envolvido com a propaganda comunista ou que tivesse lutado contra os militares e, em nome da ditadura do proletariado tenha escolhido roubar e matar – cínica e hipocritamente hoje arrotam que lutavam pela restauração da democracia, mas para tal finalidade era necessário delinquir? – era perfeitamente normal, sem medo ou receio de sair às ruas, cinema, lojas, passeios …

    Talvez a ânsia pelo poder através dos civis quando o regime militar encerrou, possa explicar levemente a razão pela qual surgiu esta deturpação absurda de ideias quando os perseguidos anteriormente assumiram o Planalto.

    Talvez a intenção de uma compensação pelas prisões e algumas torturas – imperdoáveis -, possam ser o estopim para a corrupção, a desonestidade, mas os subversivos também mataram e torturaram, e depois foram beneficiados com polpudas indenizações, enquanto para os militares queriam prisão e miséria.

    Após 32 anos que vivemos “ democraticamente”, chegou-se à conclusão que estamos afundando, haja vista as crises na política, na economia e no âmbito social, que nos separaram do desenvolvimento, do progresso individual e coletivo, e surgiram a violência desmedida, o tráfico de drogas e armas em seu apogeu, milhares de mortes a cada ano, as cracolândias como exemplo da falência do Estado no cuidado que deveria ter com os dependentes químicos, saúde pública deteriorada e ceifando a vida de homens, mulheres, crianças, idosos, uma nação gritando por SOCORRO!

    De modo a aumentar as injustiças sociais, as diferenças abismais entre as classes sociais, criaram-se as castas dos Três Poderes, cujos salários nababescos, mordomias, benesses, indenizações pessoais de suas despesas(!), atendimento médico e odontológico totalmente custeado pelos trabalhadores, jogados à escravidão por seis meses a cada ano para sustentar os poderosos, parte desta população espoliada, violentada, roubada e explorada quer os militares de volta, quer a sua vida de volta, quer ter a esperança de futuro, de desenvolvimento, de conhecer a tecnologia, a ciência, e usá-las em benefício do Brasil e individualmente.

    Ah, e quer voltar a cantar o hino do Brasil, sentir-se orgulhoso da sua bandeira, e não mais assistir que outros pendões e cores que não se identificam conosco, tremulem nas mãos de cidadãos brasileiros.

    Muito menos terá de repelir modelos de “arte” falsa, na verdade pornografia, induções à zoofilia, e o crime imperdoável, a pedofilia, quanto mais perceber que nossas crianças, nosso filhos, correm riscos desnecessários por culpa de licenciosos, permissivos, promíscuos!

    E não mais lamentar as estatais sendo assaltadas por quadrilhas travestidas em partidos políticos, assim como os desvios de bilhões de reais dos fundos de pensão, do banco de fomentos BNDES, e de ter um minguado salário em comparação aos proventos milionários que as castas se autoconcedem!

    Claro, os milicos devem sair de suas casernas, voltar a defender a nação e seu povo.
    Se não quiserem – omissão imperdoável -, temos de votar no inimigo desse sistema,
    BOLSONARO!!!

    • É verdade, esta omissão, pelo menos até agora, cora de vergonha nossos nobres pracinhas ….vesti a azul barateia por 12 anos. Fui para a reserva não remunerada a pedido e digo para o senhor que a maioria dos militares são do bem , excecao de alguns.generais melancias que, tenho certeza, brevemente, serão empurrados.
      Obrigado por mais este texto primoroso. Admiro_te muito. Fique na paz.

      • Prezado Ricardo Lima,

        Grato pelo comentário, que me alegra muito a tua consciência cívica, a tua cidadania exemplar.

        Da mesma forma te admiro justamente pela tua tomada de posição neste momento tão difícil da vida nacional, que exige que os brasileiros se manifestem, que reajam, que tomem atitudes que impeçam esta grandiosa nação se esfacelar.

        Um grande e fraterno abraço.
        Saúde e paz, meu caro.

  19. Só rindo!
    É melhor “JaIR” se acostumando. ..
    Bolsonaro 2018.
    Vc e todos os mortadelas anencefalos esquerdistas vendilhões do Brasil
    E….printando o.post pra evitar “sumiço” ou edição mortadelal…

  20. Mas afinal, por que o Regime Militar de 1.964 acabou no Brasil? Os Militares se cansaram do poder, e o entregaram para os civis?? Na verdade, os Militares gerenciaram muito mal a economia e provocaram uma crise de desemprego (1.983) enorme. Muito maior que esta agora da Dilma/Temer. Com isto, perderam o controle da própria sucessão.

  21. Marins,

    Jamais tivemos na história um desemprego como este.

    Procura pesquisar melhor ou muda as tuas fontes de consultas, por favor.

    Maia a mais, os militares não perderam o controle da sucessão, mas o povo pedia de volta a democracia desde as Diretas Já, em 84, e foi atendido no ano seguinte.

    A mudança de regime se fazia imperiosa, o Brasil queria poder votar para prefeitos das capitais, áreas de segurança, cidades litorâneas e estância hidro-minerais, governadores e presidente da República, nosso direito inalienável.

    Um abraço.
    Saúde e paz.

  22. “A falta de um partido forte e de apoio dos maiores financiadores é o que diferencia o brasileiro de Trump.”
    Não foi bem assim. Trump está no partido republicano, mas nunca teve endosso forte dentro do partido. Os candidatos republicanos a senador e governador fingiam que nada tinham a ver com Trump. Os donos do dinheiro estavam todos fechadíssimos com Hillary Clinton., que também era a candidata cuja vitória era ‘inevitável’ (sua própria campanha dizia isso) porque era a única que poderia atrair os votos das mulheres, dos pobres e das minorias. Trump era o candidato marcado pra perder, como Marine Le Pen (que a mídia francesa elogiou por muito tempo como ‘moderada’ e ‘pragmática’, para passar a demonizá-la na campanha eleitoral), e venceu a eleição com tudo contra ele, porque Hillary Clinton não conseguiu ser convincente para boa parte da classe trabalhadora americana.

  23. Pedro Meira,

    A questão fundamental que concedeu a vitória a Trump foi o emprego, o americano voltando a trabalhar.

    A situação do Brasil neste particular é idêntica aos Estados Unidos:
    Se o candidato à presidência desta republiqueta mostrar um plano convincente de emprego para esses milhões que estão desesperados, vence!

    Temer, mesmo sendo um corrupto e desonesto, se tivesse dinamizado o emprego a sua aprovação seria absoluta, e não abaixo do rabo do cachorro.

    E não faltaram ideias para esta finalidade, pois eu mesmo escrevi como que Temer poderia se dar muito bem no Planalto, e poderia ficar com a sua equipe de ministros desonestos e corruptos, iguais ao chefe!

    Pois, evidente, que esse pessoal não dá ouvidos ao povo, logo, tem mesmo que se danar!

    Espero que Bolsonaro seja diferente ou será derrotado.

    Não queremos mais ouvir promessas e frases de efeito, queremos certezas, compromissos, obrigações.

    E, uma delas, a mais importante, diz respeito ao emprego.

    Se Bolsonaro não JURAR que abrirá o país para construtoras internacionais participarem de licitações quanto a ferrovias, rodovias, pontes, elevadas, viadutos, túneis, metrôs ou trem de superfície, colocando no mercado de trabalho esse contingente enorme de brasileiros ávidos por um trabalho, a sua candidatura será como a dos demais, então perderá as eleições.

    Agora, mostrando-se preocupado com o emprego e a inadimplência, e tomar providências práticas e concretas para estancar este mal e diminuí-lo, vende no primeiro turno!

    Um abraço.
    Saúde e paz.

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